Categoria: MPPB

  • Projeto de lei que cria Centro de Apoio de Defesa da Mulher é entregue à ALPB

    Projeto de lei que cria Centro de Apoio de Defesa da Mulher é entregue à ALPB

    O procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, realizou, na manhã desta terça-feira (09/09), a entrega do projeto de lei complementar com alterações na Lei Orgânica do Ministério Público da Paraíba (Lei nº 97/2010) ao presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino. O projeto foi aprovado nessa segunda-feira (08/09) pelo Colégio de Procuradores de Justiça.

    Na reunião, o procurador-geral explicou ao presidente da ALPB que um dos pontos do projeto é a criação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa das Mulheres (CAO de Defesa da Mulher). Ele explicou ainda que esse novo Centro de Apoio terá o objetivo de fortalecer a atuação ministerial na tutela dos direitos fundamentais das mulheres, principalmente no enfrentamento da violência de gênero, que tem aumentado nos últimos anos.

    Além disso, foi explicado que o projeto faz uma alteração nos pressupostos para assunção de cargos do MPPB, adequando-os à Lei Orgânica Nacional do Ministério Público e às recentes mudanças na carreira do MPPB.

    O deputado Adriano Galdino destacou a importância do projeto e lembrou ainda que a ALPB tem uma grande produção legislativa de proteção às mulheres. Ele informou que a instituição tem prestigiado os projetos de lei advindos de outros órgãos e que este deverá ser votado com a maior brevidade. 

    Participaram da reunião o 1º subprocurador-geral, Luis Nicomedes; o 2º subprocurador-geral em exercício, Glauberto Bezerra; o subcorregedor-geral do MPPB, Aristóteles Santana; e o procurador de Justiça, José Farias; 0 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, Felipe Leitão e os deputados Taciano Diniz e João Gonçalves. 

  • MPPB assina adesão a programa de prevenção à violência contra a mulher

    MPPB assina adesão a programa de prevenção à violência contra a mulher

    O Ministério Público da Paraíba se une, nesta quinta-feira (11/09), ao programa Antes que Aconteça, ao assinar o termo de adesão ao protocolo de intenções no enfrentamento à violência contra a mulher. Será às 15h, no auditório Edigardo Ferreira Soares, que fica na sede do MPPB, no centro de João Pessoa. Na ocasião, o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, receberá a idealizadora do programa, senadora Daniella Ribeiro; e a coordenadora estadual, Camila Mariz Ribeiro, para oficializar o compromisso, que reafirma a seriedade com que o tema é tratado na instituição. “Aliar o Ministério Público da Paraíba a um programa como esse, para o fortalecimento da defesa da mulher por meio de ações de prevenção e acolhimento, é importante para nós e reafirma a postura atuante do nosso MP diante do assunto, com ações concretas de enfrentamento à violência. Acabamos de criar, por exemplo, um Centro de Apoio Operacional (CAO) da Mulher, voltado exclusivamente para essa temática, que já é uma das bandeiras, uma das prioridades desta gestão”, afirmou Quintans.

    Para a senadora, “o Antes que Aconteça tem se consolidado como um programa efetivo no fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Dentre as ações já realizadas estão a implantação de duas salas lilás, de um total de 52 que teremos em toda a Paraíba, e uma casa de acolhimento, das quatro que estão por vir. Os números da violência contra a mulher no país são assustadores, estarrecedores. Precisamos unir forças nesse combate em busca de ações efetivas que passam por educação, empreendedorismo e assistência, para que possamos, juntos, mudar essa realidade”.

    Números da violência

    Vinte mulheres foram mortas na Paraíba entre janeiro e julho de 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Se considerarmos apenas o primeiro semestre deste ano, a quantidade de casos foi a segunda pior da última década (em 2018, 22 mulheres foram mortas no mesmo período). São mulheres que foram assassinadas por motivação de gênero, ou seja, por serem mulheres. 

    No Brasil, uma mulher é morta a cada 4 horas por feminicídio. No ano passado, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 1.492 casos em todo o país.

    A maioria das vítimas é negra (64%); tem entre 18 e 44 anos (70%); foi assassinada dentro de casa (64%); por um homem (97%); pelo companheiro ou ex-companheiro (80%); e foi morta por uma arma branca (48%), como uma faca, por exemplo.

    Além disso, dos casos de feminicídio entre 2023 e 2024, ao menos 121 mulheres estavam com medida protetiva no momento do crime.

    O Ministério Público da Paraíba entende que o feminicídio é o último degrau de uma escalada de violência que pode e deve ser combatida desde o início do processo, com ações de prevenção. E, por isso, se junta ao programa Antes que Aconteça, criado em dezembro de 2023 para fortalecer a rede já existente no enfrentamento à violência contra a mulher. Pela primeira vez, houve destinação direta de recursos da Comissão Mista de Orçamento no Congresso Nacional para esse fim.

    A promotora Adriana França, presidente da Associação Paraibana do Ministério Público, comemora a chegada do MP como parceiro na iniciativa: “a adesão do Ministério Público da Paraíba é um passo decisivo e estratégico. Por muito tempo, nosso trabalho foi focado na repressão ao crime já ocorrido, o que, embora essencial, muitas vezes significa agir quando o dano já é irreparável. A verdadeira transformação está em atuar na raiz do problema. Prevenir a violência contra a mulher é salvar vidas, é quebrar um ciclo que destrói famílias e perpetua a desigualdade. Sabemos que a prevenção, por meio da educação e da criação de redes de apoio eficazes, é a ferramenta mais poderosa que temos para construir uma sociedade com tolerância zero à violência de gênero”, concluiu Adriana França.

    A ouvidora da Mulher do MPPB, promotora Anita Bethânia Silva da Rocha, também destaca o caráter estratégico dessa adesão: “o programa fortalece o acesso à justiça, segurança, direitos, formação, pesquisas, inovação, empreendedorismo feminino e conscientização social. Com a adesão, o MPPB  passa a ser parte ativa na prevenção, não apenas na repressão. Isso inclui produção de dados, articulação  interinstitucional, capacitação com perspectiva de gênero e defesa de políticas públicas estruturantes. A adesão reforça a cooperação do MP com os Poderes Executivo e Judiciário, além de outros entes, como defensoria, sociedade civil e universidades, ampliando a efetividade do programa”.

    Antes que Aconteça na Paraíba

    O programa é realizado em âmbito nacional, mas a Paraíba é o estado pioneiro.  Entre as ações previstas e já realizadas, o Antes que Aconteça implantou duas Salas Lilás – sendo uma em João Pessoa e outra em Campina Grande. Ambas estão instaladas no Instituto de Polícia Científica da Paraíba. Ao todo, serão 52 salas em todo o Estado.

    Também foi inaugurada a Casa de Acolhimento Sílvia Mariz Fernandes, em Campina Grande, para receber mulheres vítimas de violência doméstica na região.

    Tanto as salas quanto a casa são espaços de acolhimento, Justiça e garantia da dignidade das vítimas de violência.

    O protocolo de intenções que será assinado pelo Ministério Público da Paraíba nesta quinta-feira traz a previsão de instalação dessas salas de acolhimento para mulheres em situação de violência. No MPPB, as ações vinculadas ao Antes que Aconteça se somam a outras iniciativas de enfrentamento do problema por meio da educação, acolhimento e denúncia. São exemplos, a capacitação de profissionais de beleza para reconhecer sinais de violência nos salões, realizada em agosto, e a instalação, em suas unidades e outros pontos na capital paraibana, do Banco Vermelho, símbolo de uma campanha internacional de alerta contra o feminicídio. 

  • MPPB consegue condenação de réus por homicídio de adolescente, em Patos

    MPPB consegue condenação de réus por homicídio de adolescente, em Patos

    O Ministério Público da Paraíba conseguiu a condenação de Anderson Bonifácio de Assis a 17 anos de reclusão e de Daniel Mendes de Lima a 15 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado do adolescente Matheus Rodrigues Sousa, ocorrido em Patos. O julgamento foi realizado na última sexta-feira (05/09), pelo Tribunal do Júri de Patos e o MPPB foi representado pelo promotor de Justiça Ernani Lucas Menezes.

    Conforme a denúncia do MPPB, noi dia 26 de dezembro de 2023, os acusados, por volta das 20h, no Bairro das Placas (hoje São Sebastião), em Patos, mataram o adolescente por motivo torpe, empregando recurso que impossibilitou a defesa do ofendido (surpresa), através da realização de disparos de arma de fogo.

    Ainda de acordo com a denúncia, a vítima estava com sua companheira, lanchando na calçada de sua residência, ocasião em que Anderson Bonifácio de Assis chegou no local a pé e efetuou quatro disparos de arma de fogo contra ele. Consumado o delito, o acusado se retirou do local, juntamente com Daniel Mendes, que tinha ficado a uma certa distância, aguardando a finalização.

    Segundo a investigação, o adolescente foi assassinado por vingança, por uma discussão anterior com o acusado. A vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Patos e, posteriormente, para o Hospital de Trauma, em Campina Grande/PB, vindo a óbito no dia 2 de janeiro de 2024, em decorrência dos ferimentos sofridos.

    O Conselho de Sentença, por maioria, reconheceu que os réus cometeram homicídio qualificado (cometeu o crime por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima). A magistrada Isabella Joseanne Assunção Lopes Andrade de Souza definiu o cumprimento inicial da pena em regime fechado e manteve a prisão preventiva dos dois acusados. 

  • CPJ aprova projeto de lei que cria CAO da Mulher e proposta orçamentária 2026

    CPJ aprova projeto de lei que cria CAO da Mulher e proposta orçamentária 2026

    Um projeto de lei complementar que, entre outros, cria o Centro de Apoio Operacional de Defesa das Mulheres, e a proposta orçamentária do Ministério Público da Paraíba para o exercício 2026 foram aprovados, na manhã desta segunda-feira (08-09), pelo Colégio de Procuradores de Justiça, durante a 14ª sessão ordinária.

    Esta foi a primeira sessão presidida pelo novo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho. Participaram ainda o corregedor-geral Antônio Sarmento, e dos procuradores Alcides Jansen, Álvaro Gadelha Campos, Francisco Sagres Macedo Vieira, Marilene Carvalho, Luciano Maracajá, Herbert Targino, Joaci Juvino da Costa Silva, Aristóteles Santana, Vitor Manoel Magalhães Granadeiro Rio, João Geraldo Carneiro Barbosa, Francisco Lavor, José Guilherme Soares Lemos (ouvidor), Sônia Maia, Maria Ferreira Roseno, José Farias de Souza Filho, Glauberto Bezerra e Luís Nicomedes de Figueiredo Neto, e os promotores convocados Vanina Feitosa e Amadeus Lopes.

    Projeto de lei

    O CPJ aprovou projeto de lei complementar que modifica dispositivos da Lei Orgânica do Ministério Público da Paraíba (Lomp). O relator foi o procurador-geral que explicou as duas alterações. A primeira modifica pressupostos para assunção de cargos na Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp) e nos Centros de Apoio Operacional para adequar à Lei Orgânica Nacional e às recentes mudanças na carreira do MPPB. O pressuposto para ocupar esses cargos será a vitaliciedade.

    Ainda conforme o PGJ, a segunda alteração na Lomp tem por objeto a criação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa das Mulheres (CAO-Defesa das Mulheres), com o objetivo de fortalecer a atuação ministerial na tutela dos direitos fundamentais das mulheres, especialmente no enfrentamento da violência de gênero. A criação desse Centro de Apoio se dá mediante a transformação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Cíveis e de Família. As matérias atinentes ao CAO extinto serão incorporadas ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania e dos Direitos Fundamentais.

    Proposta orçamentária 

    Ainda na sessão, foi aprovada a proposta orçamentária para o exercício 2026 no total de R$ 450.703.226,00, sendo R$ 433.237.380,00 referente ao orçamento do MPPB aprovado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), R$ 15.772.813,00 relativo ao Fundo Especial do Ministério Público (Femp) e R$ 1.693.033,00 do Fundo Especial dos Direitos do Consumidor (FEDC). A proposta será encaminhada ao Poder Executivo Estadual.

    O CPJ também aprovou a indicação dos procuradores Marilene Carvalho e José Farias como membros titular e suplente, respectivamente, da Junta Recursal do MP-Procon.

    Comunicações e Votos

    O PGJ falou da honra de estar presidindo sua primeira sessão do Colégio e agradeceu a acolhida dos procuradores. “Receber de vossas excelências as palavras que recebi, o carinho de cada um e de cada uma, tenho certeza que nos fortalece. A missão não é minha, a missão é coletiva, é de todos nós. É uma grande honra e satisfação estar hoje aqui nesse colegiado superior, que reúne procuradores e procuradores da mais alta estirpe. Como disse na sexta-feira, as grandes decisões que precisam passar por nossas mãos serão partilhadas com o Colégio de Procuradores, serão decisões nossas, serão decisões de toda a instituição”, disse.

    Todos os procuradores deram as boas-vindas ao novo PGJ e desejaram sucesso, sabedoria e equilíbrio na sua gestão, destacando suas qualidades bem como dos membros e servidores escolhidos para fazerem parte de sua equipe de gestão. 

    Leonardo Quintans também informou que, na próxima quinta-feira (11/09), o MPPB vai assinar a adesão ao Programa antes que aconteça, coordenado pela senadora Daniela Ribeiro e voltado ao fortalecimento da rede de apoio às mulheres em situação de violência doméstica.

    O corregedor-geral comunicou que não pretende pleitear a recondução ao cargo em 2026 e que, nos meses que ainda restam de sua gestão, ele e sua equipe vão continuar cumprindo integralmente a missão da Corregedoria, aperfeiçoando os procedimentos.

    O ouvidor José Guilherme Lemos informou que houve um salto no número de manifestações registradas pelo sistema da Ouvidoria do MPPB. no segundo semestre de 2024, foram 3.779 manifestações registradas contra 5.350 do primeiro semestre de 2025 e reforçando a necessidade de mais estrutura no setor.

    O procurador Luciano Maracajá propôs voto de agradecimento ao coronel Werton Leite pelo trabalho realizado enquanto esteve no cargo de assessor militar. O voto foi subscrito e aprovado por todos os integrantes do CPJ.

  • MPPB, MPF e MPC promovem evento sobre liberdade e diversidade religiosas 

    MPPB, MPF e MPC promovem evento sobre liberdade e diversidade religiosas 

    Encontro marca entrega do pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil e reforça importância da preservação da diversidade religiosa

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Contas, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Plataforma Pedro Américo de Defesa do Patrimônio Cultural, realizaram um evento voltado à liberdade religiosa e à proteção do culto da Jurema Sagrada. O encontro ocorreu no auditório do Ministério Público, localizado no município de Alhandra, cidade reconhecida como berço da tradição juremeira.

    A iniciativa aconteceu na última sexta-feira (5/09) e contou com a presença de representantes dos ramos do Ministério Público, do Iphan, da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, além de lideranças políticas, religiosas, agentes culturais, professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com atuação no curso de ciência das religiões, membros da sociedade civil e dirigentes, fiéis da Jurema Sagrada na Paraíba e representante da Arquidiocese da Paraíba. Os participantes debateram a liberdade religiosa enquanto ação necessária para efetivação de direitos humanos e reforçaram a importância do reconhecimento e da salvaguarda de religiões de matriz afro-indígena.

    O encontro marcou também a entrega oficial do pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil junto ao Iphan. A solenidade abriu espaço para a escuta das comunidades de terreiro e incluiu a exibição do curta-metragem “Axé, Meu Amor”, dirigido por Thiago Costa.

    O encontro foi considerado um marco na defesa da liberdade religiosa e no processo de valorização e preservação da Jurema Sagrada. A iniciativa fortalece a preservação da memória, da identidade e da fé dos povos de terreiro, garantindo respeito e proteção às diversas práticas religiosas, além de ser um passo importante na defesa da diversidade cultural e no enfrentamento à intolerância.

    Combate à intolerância

    A  coordenadora do Centro de  Apoio Operacional em matéria da Cidadania e Direitos Fundamentais do MPPB, a promotora de Justiça Anne Emanuelle Costa, disse que “eventos como este são de suma importância para fortalecer a atuação do Ministério Público no combate à intolerância religiosa e reforçar o nosso compromisso, enquanto instituição, com a liberdade de expressão em todos as suas nuances.

    Já a promotora de Justiça de Alhandra, Érika Bueno Muzzi, o encontro representa um marco significativo para o fortalecimento da tradição juremeira. “É um evento muito importante, que reforça a identidade e a cultura da Jurema e é um passo muito importante para o seu reconhecimento, finalmente, como patrimônio histórico nacional”.

    A 46ª promotora de Justiça de João Pessoa, Fabiana Maria Lobo da Silva, por sua vez, destacou que foi instaurado procedimento para acompanhar as medidas necessárias para o tombamento administrativo da religião da Jurema Sagrada, dada a extrema relevância histórica e cultural para a Paraíba. “Nosso Estado é reconhecido internacionalmente como berço dessa religião afro-indígena, símbolo de aliança entre a espiritualidade e a natureza. A proteção da Jurema por ato administrativo, visto que já tombada legislativamente, também é meio de combate à intolerância religiosa, ao racismo religioso, ainda tão presente nos dias atuais”, argumentou a representante do MPPB.

    Racismo religioso

    A procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Janaína Andrade de Sousa, ressaltou que o evento de escuta coletiva reforça o papel da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) na proteção e promoção da diversidade cultural e religiosa, garantindo que os povos de terreiro não sofram racismo religioso ou intolerância, assegurando o direito à liberdade de culto e à preservação das suas tradições.

    “Na Paraíba, a Jurema foi oficialmente registrada como patrimônio imaterial do estado, por meio da Lei 13.760, sancionada no dia 16 de julho de 2025. Há também o tombamento de bens materiais como a propriedade do Acais, que abriga a capela de São João Batista e o túmulo do Mestre Flósculo. Esses locais, junto ao sítio Estivas, foram tombados em 2015 como patrimônio material da Paraíba pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), contudo, os espaços foram alvos de intolerância religiosa, com cortes de árvores sagradas para os juremeiros. Apesar do reconhecimento oficial, os praticantes ainda enfrentam discriminação, racismo religioso e violência simbólica, sendo necessária ainda atuação constante do poder publico. O registro do culto da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial nacional se constitui em medida relevantíssima para salvaguardar e dar mais visibilidade e respeito a essa expressão cultural e religiosa que faz parte da história e formação social do Brasil”, explicou.

    O procurador-geral do MP de Contas, Marcílio Franca, destacou que o Estado brasileiro tem a obrigação constitucional de assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e garantir a proteção dos locais de culto e suas liturgias, sem favorecer ou perseguir qualquer manifestação religiosa. “A nossa Constituição, além do mais, assegura o direito de todas as pessoas ao pleno exercício dos direitos culturais e determina que o Estado apoie e incentive a valorização e difusão das manifestações culturais. A presença do Ministério Público de Contas no evento desta tarde representa o nosso firme compromisso para que esses comandos constitucionais se convertam em políticas públicas e investimentos que fortaleçam o diálogo multicultural, o respeito mútuo e a tolerância”, defendeu.

    Reconhecimento histórico

    O superintendente do Iphan na Paraíba, Emanuel Barros, lembrou a longa trajetória da luta pelo reconhecimento.“Estamos muito felizes aqui na Promotoria de Justiça de Alhandra, um espaço muito simbólico para receber a documentação necessária para a abertura do registro dos lugares sagrados da Jurema como patrimônio cultural do Brasil. Essa é uma articulação de muitos anos, quase uma década, envolvendo os terreiros mais antigos de Alhandra, junto com associações de juremeiros, do candomblé e da umbanda. Esse é um dos bens culturais que mais mereciam esse reconhecimento, até porque se trata de uma luta grande contra a intolerância religiosa e contra uma violência que, muitas vezes, vem até do próprio Estado e da sociedade. A Jurema é anterior aos contatos coloniais, é a nossa ancestralidade desse território paraibano”, disse.

    A gerente executiva de Equidade Racial, Jadiele Cristina Berto da Silva, representante da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, também reforçou o caráter de resistência e de contribuição social da Jurema Sagrada. “A Jurema Sagrada está compreendida dentro de uma categoria do governo federal enquanto comunidade tradicional. A partir disso, já se reconhece a potência dessa expressão religiosa, dessa coletividade, na sua produção material e imaterial. Caminhando nesse sentido, oficializar a Jurema Sagrada enquanto patrimônio imaterial da sociedade é deixar registrada a resistência dessa expressão religiosa frente aos diversos tipos de apagamento, silenciamento e opressão histórica sofrida”, defendeu.

    Já o professor da UFPB, Stênio Costa, que na ocasião também representou o Ministério da Cultura, ressaltou a dimensão cultural mais ampla do pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial. “Hoje é um dia muito especial para a cultura paraibana e para as comunidades dos povos de terreiro. O movimento social que entrega o pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio cultural é uma demanda antiga, que não se restringe à manifestação religiosa em si, mas abrange outras práticas culturais relacionadas, como cocos de roda, cirandas, modos de preparar alimentos, proteção ao meio ambiente e justiça climática. O registro é, portanto, um reconhecimento de uma cultura religiosa que é fundamental para a preservação do meio ambiente, das tradições e da posteridade daquilo que a gente tem pra apresentar às próximas gerações”.

    A ialorixá Mãe Renilda destacou a importância da união entre Estado e comunidade. “Esse evento vem trazer uma reafirmação da nossa luta, da nossa importância nesse espaço, de poder da nossa Jurema Sagrada. A maior importância é termos justamente o poder público junto conosco, para nos acolher e fortalecer essa luta que é tão grande com respeito à nossa Jurema Sagrada”.

    Curta-metragem

    Durante a solenidade, o cineasta e praticante da Jurema, Thiago Costa, apresentou seu filme que retrata o cotidiano da Jurema Sagrada e explicou que a obra foi uma forma de contribuir artisticamente e dar visibilidade sobre a importância do culto no contexto nacional. “O evento de hoje tem uma importância fundamental na legitimação e na luta dos povos de terreiro e, sobretudo, da Jurema Sagrada, na contribuição de nossos direitos e nossas necessidades para levar adiante a fundamentação da Jurema como patrimônio imaterial, que é uma religião indígena muito importante para o povo paraibano”.

    O representante da Arquidiocese da Paraíba, Pe. Euclides Franklin Marinho Rodrigues, destacou que a fé professada por cada um deve unir e não dividir.

    Alhandra: guardiã da tradição da Jurema Sagrada 

    O município do Litoral sul da Paraíba consolidou-se como o “berço da Jurema Sagrada”. A Jurema Sagrada, uma das mais antigas expressões religiosas de matriz indígena do Brasil, é uma tradição religiosa do Nordeste brasileiro. O culto surgiu como uma forma de religiosidade própria, ligada aos povos indígenas como os Tabajara, Canindé, Xucurú e Kariri. Baseia-se no uso ritual da jurema-preta (Mimosa tenuiflora), árvore nativa que dá origem à bebida considerada meio de contato com os Encantados, entidades espirituais da tradição. Presente em rituais com cânticos, danças e tambores, a Jurema Sagrada é reconhecida como expressão de resistência, ancestralidade e identidade cultural nordestina.

     

  • MPPB consegue condenação de réus por homicídio contra adolescente, em Patos

    MPPB consegue condenação de réus por homicídio contra adolescente, em Patos

    O Ministério Público da Paraíba conseguiu a condenação de Anderson Bonifácio de Assis a 17 anos de reclusão e de Daniel Mendes de Lima a 15 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado do adolescente Matheus Rodrigues Sousa, ocorrido em Patos. O julgamento foi realizado na última sexta-feira (05/09), pelo Tribunal do Júri de Patos e o MPPB foi representado pelo promotor de Justiça Ernani Lucas Menezes.

    Conforme a denúncia do MPPB, noi dia 26 de dezembro de 2023, os acusados, por volta das 20h, no Bairro das Placas (hoje São Sebastião), em Patos, mataram o adolescente por motivo torpe, empregando recurso que impossibilitou a defesa do ofendido (surpresa), através da realização de disparos de arma de fogo.

    Ainda de acordo com a denúncia, a vítima estava com sua companheira, lanchando na calçada de sua residência, ocasião em que Anderson Bonifácio de Assis chegou no local a pé e efetuou quatro disparos de arma de fogo contra ele. Consumado o delito, o acusado se retirou do local, juntamente com Daniel Mendes, que tinha ficado a uma certa distância, aguardando a finalização.

    Segundo a investigação, o adolescente foi assassinado por vingança, por uma discussão anterior com o acusado. A vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Patos e, posteriormente, para o Hospital de Trauma, em Campina Grande/PB, vindo a óbito no dia 2 de janeiro de 2024, em decorrência dos ferimentos sofridos.

    O Conselho de Sentença, por maioria, reconheceu que os réus cometeram homicídio qualificado (cometeu o crime por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima). A magistrada Isabella Joseanne Assunção Lopes Andrade de Souza definiu o cumprimento inicial da pena em regime fechado e manteve a prisão preventiva dos dois acusados. 

  • FDD disponibiliza R$ 2 milhões para financiar projetos sociais; inscrições abertas

    FDD disponibiliza R$ 2 milhões para financiar projetos sociais; inscrições abertas

    Já está aberto o prazo de inscrições de projetos sociais que serão financiados com recursos do Fundo Especial de Proteção dos Interesses Difusos do Estado da Paraíba (FDD/PB). O Conselho Estadual Gestor do FDD/PB – órgão vinculado à Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba – publicou o Edital 1/2025, tornando público o chamamento dos interessados, que terão até o dia 31 de outubro para enviar a documentação exigida. 

    Conforme destacou o procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, essa é a primeira vez em serão destinados R$ 2 milhões para o financiamento de projetos sociais. “Cada iniciativa poderá receber até R$ 200 mil, valor que deverá corresponder a, no máximo, a 90% da iniciativa apresentada. É condição obrigatória que a entidade proponente aporte, a título de contrapartida, no mínimo 10% do valor total do projeto. Essa contrapartida deverá ser, obrigatoriamente, calculada com base no valor global do projeto apresentado, e não sobre o montante pleiteado ao FDD/PB. O descumprimento desta exigência acarretará a inabilitação da proposta”, detalhou. 

    Podem apresentar projetos aos membros do Conselho Gestor; os órgãos da administração pública direta e indireta, estadual e municipal; organizações não-governamentais (ONGs); organizações sociais (OSS); organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) e as entidades que preencham os requisitos do artigo 5° da Lei Federal 7.347/85. Além destes, qualquer cidadão, com projetos restritos geograficamente ao Estado da Paraíba, também poderá submeter projetos à seleção.

    Para participar, os interessados deverão endereçar a documentação exigida à Secretaria Executiva do Fundo Estadual e poderão enviá-la por meio do Protocolo Eletrônico da instituição (clique AQUI); por serviço de postagem de correspondência dos Correios, na modalidade Sedex, com aviso de recebimento (AR) ou entregá-la, presencialmente, no Anexo V do MPPB, localizado na Rua Treze de Maio, 677, no Centro de João Pessoa. 

    Requisitos e prazos

    Os projetos devem obedecer aos requisitos formais e aos procedimentos descritos no Manual de Procedimentos e Diretrizes Técnicas para Apresentação e Análise de Projetos, aprovado pela Resolução 01/2012/2012, e suas alterações, que estão disponíveis na página do FDD/PB, no site do MPPB.

    Todos os formulários necessários para a elaboração do projeto e os anexos do edital de chamamento público também estão disponíveis na página do FDD/PB, no site do MPPB. Seus respectivos preenchimentos devem seguir as orientações do Manual Informativo.

    Após 15 dias do término do prazo de inscrição, a Secretaria Executiva do FDD/PB publicará, no Diário Oficial Eletrônico do MPPB e na página do FDD/PB no site do MPPB, a relação de todos os projetos recebidos. 

    Na sessão seguinte do Conselho, será feita a distribuição dos projetos aos conselheiros (de acordo com a sequência numérica do registro no protocolo) para relatoria e voto, que serão apresentados na sessão imediata, para apreciação do órgão, que decidirá pela seleção e aprovação. 

    Após a votação e aprovação dos projetos, a Secretaria Executiva publicará a relação dos projetos aprovados e selecionados pelo Conselho Gestor, dentro do limite financeiro disponível no fundo. 

    FDD

    O FDD/PB tem o objetivo de dispor recursos financeiros, com a finalidade de reparar, remediar, recuperar, conservar, compensar e preservar bens, valores artísticos, estéticos, cultural, histórico, turístico e paisagístico, bem como bens, valores e interesses relacionados ao ambiente natural ou artificial, ao consumidor, à infância e juventude, ao contribuinte, às pessoas com deficiência, ao idoso, às fundações privadas, ao mercado de valores mobiliários, à ordem econômica, à concorrência, à habitação e urbanismo, à cidadania e quaisquer outros interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos no território do Estado da Paraíba. 

    Esses recursos devem ser aplicados na prevenção de danos e na recuperação dos bens lesados; na promoção de eventos educativos e/ou científicos que visem à qualificação de pessoal e à multiplicação de opinião, bem como na edição de material informativo que tenha por objeto a preservação ou a conservação dos bens, valores e interesses difusos especificados nas áreas sociais citadas; na aquisição e manutenção de instrumentos necessários à atuação do Ministério Público e de seus parceiros na defesa dos bens, valores e interesses especificados na Lei Estadual 8.102/06; no custeio de exames periciais, vistoria e estudos técnico-científicos, necessários à instrução de procedimentos administrativos, inquéritos civis ou ações civis públicas, instaurados para apuração de fatos lesivos a interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos.

  • CAO do Meio Ambiente participa de audiência sobre monumento natural Itacoatiaras

    CAO do Meio Ambiente participa de audiência sobre monumento natural Itacoatiaras

    A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba, promotora de Justiça Cláudia Cabral Cavalcante, participou, esta semana. da audiência pública promovida pelo governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), no município do Ingá, para criação do monumento natural Itacoatiaras, um importante patrimônio histórico e cultural do Estado da Paraíba.

    Participaram dessa audiência também o promotor de Justiça de Ingá, José Antônio Neves Neto; o prefeito da cidade, secretários municipais de Turismo e do Meio Ambiente; representantes da Semas e da Sudema; professores e outras instituições. Após as etapas de estudo técnico e participação popular, o próximo passo será a publicação do decreto de criação do monumento no Diário Oficial do Estado.

    As pedras Itacoatiaras do Ingá é um sítio arqueológico com inscrições rupestres feitas por povos originários ancestrais e constitui um dos maiores tesouros arqueológicos do Brasil, reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.

    Segundo a coordenadora, transformar esse monumento natural em unidade de conservação reflete um passo importante, pois, além de proteger as formações rochosas, também abre caminho para o desenvolvimento de pesquisas científicas, investimentos em infraestrutura local, preservação ambiental com status oficial, preservação da vegetação nativa, ações de educação patrimonial e o turismo sustentável.

    Esse patrimônio arqueológico teve como primeiro instrumento de proteção termo de ajustamento de conduta firmado no ano de 2012 pela promotora de Justiça, Cláudia Cabral, à época promotora de Defesa do Meio Ambiente de Ingá. Desta feita retorna a cidade, no exercício da coordenação do CAO do Meio Ambiente para participar desse processo de criação da unidade de conservação. 

    “Para mim, é motivo de alegria saber que uma ação de proteção desse bem de valor inestimável, iniciado cerca de dez anos atrás pelo Ministério Público através do termo de ajustamento de conduta firmado com o município de Ingá com uma série de medidas de ordenamento e proteção hoje caminha para uma proteção integral passando a ser uma unidade de conservação”, disse a promotora Cláudia Cabral.

  • MPPB sedia reunião do Fórum Permanente de Administradores Tributários da Paraíba

    MPPB sedia reunião do Fórum Permanente de Administradores Tributários da Paraíba

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) sediou, nesta quinta-feira (04/09), a reunião da coordenação executiva do Fórum Permanente de Administradores Tributários da Paraíba (FPAT-PB), que conta com a participação do MPPB. 

    O evento foi aberto pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, que relembrou a atuação conjunta do fórum com o MPPB na época em que coordenou o Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público. “O FPAT nos ajudou muito em nosso trajeto. O fórum é um ambiente colaborativo que contribui muito para a administração pública. Como eu tenho dito, eu penso num Ministério Público que dialoga com todos os parceiros, e dessa forma a gente constrói muito. Foi assim que, durante a nossa jornada, a gente trabalhou com todas as instituições construindo soluções conjuntas. Cada um dentro da sua especificidade, da sua atribuição, tem muito a contribuir para esse esforço coletivo. É, por isso, uma alegria enorme recebê-los aqui hoje”.

    O secretário da Fazenda. Marialvo Laureano, também destacou a importância do fórum. “É com muita alegria que estou aqui no FPAT. Nosso trabalho aqui é muito bonito. Queremos, na verdade, estruturar os municípios para que os gestores possam trabalhar de forma correta. A nossa cartilha está à disposição e foi atualizada. E é muito importante a manutenção desse grupo, principalmente agora que está diante de uma reforma tributária, que vai afetar muitos municípios”, disse. Ele ainda desejou sucesso na gestão do novo PGJ. “Estou muito feliz de ver você à frente do Ministério Público da Paraíba. Eu sou um apaixonado pelo Ministério Público, desde os nossos trabalhos lá na Receita Federal, e temos uma parceria com o MPPB desde 2011. Então, desde esse tempo, só fez fortalecer a parceria que temos, Ministério Público e Secretaria da Fazenda”.

    Participaram ainda o promotor Carlos Davi Lopes, representante do MPPB no fórum, 1. Chrystiane Pessoa (auditora de Controle Externo – TCE/PB), ⁠Ana Horacio Geraldo (auditora fiscal de Tributos – João Pessoa), ⁠Gil de Macedo (auditor Fiscal de Tributos – Cabedelo), ⁠Claudivan da Silva Costa (secretário do TCU na Paraíba), ⁠Hamilton Sobral Guedes (Receita Federal do Brasil),  ⁠Jairo Bandeira Cavalcanti Júnior (auditor Fiscal de Tributos – Bayeux), Francisco Gildazio Batista (auditor fiscal da Receita Federal do Brasil), Robson Soares Sousa (auditor fiscal de Patos – Diretor Imobiliário) e ⁠Meryclis D’ Medeiros B  Rangel (auditora fiscal de Patos  e coordenadora de Cadastro Imobiliário e Política Fiscal Urbana).

    Durante a reunião, foi discutida a criação dos grupos de trabalho sobre a reforma tributária e sobre a nota fiscal eletrônica, bem como da organização da plenária do FPAT, que deverá ocorrer nos dias 17 e 18 de novembro, em Campina Grande. 

    Sobre o FPAT

    O Fórum Permanente de Administradores Tributários (FPAT) foi criado em 2017 com o objetivo de ser um espaço de discussão para promoção e integração de práticas de gestão, ações de cooperação e compartilhamento de soluções, técnicas que fortalecem a gestão tributária municipal. O MPPB começou a integrar o Fórum em 2018.

  • PGJ e equipe da CGMP reiteram compromisso com o aperfeiçoamento do MPPB

    PGJ e equipe da CGMP reiteram compromisso com o aperfeiçoamento do MPPB

    O procurador-geral de Justiça Leonardo Quintans Coutinho realizou, na tarde desta quinta-feira (4/09), sua primeira reunião administrativa com a equipe da Corregedoria-Geral do Ministério Público da Paraíba (CGMP). Na ocasião, foi reiterado o compromisso dos dois órgãos da Administração Superior com o aperfeiçoamento da instituição, em prol da sociedade.    

    A reunião aconteceu no gabinete do PGJ. Participaram o secretário-geral, João Benjamin Delgado Neto; o corregedor-geral do MPPB, Francisco Antônio de Sarmento Vieira; o subcorregedor-geral, Aristóteles de Santana Ferreira, e os promotores corregedores Ana Caroline Almeida Moreira e Eny Nóbrega de Moura Filho.

    Quintans destacou a importância da unidade e da harmonia entre os órgãos da administração superior para que o MPPB continue prestando um serviço de excelência à população paraibana. Falou também do relevante papel da Corregedoria-Geral para o aprimoramento da instituição ministerial, uma vez que este é o órgão responsável por fazer correições e inspeções em todos os setores do Ministério Público estadual. 

    “É a Corregedoria quem observa se a atuação dos membros e servidores é eficiente e gera resultados práticos para a população. Ela é extremamente necessária por ser um órgão fiscalizador e, acima de tudo, orientador em relação às atividades e condutas dos membros”, disse o PGJ. 

    Sarmento, por sua vez, aproveitou a ocasião para reiterar o compromisso da Corregedoria-Geral com o fortalecimento e aprimoramento do MPPB e disse que a equipe está à disposição do novo PGJ para auxiliá-lo na missão de chefiar a instituição.