Categoria: MPPB

  • MPPB promove curso de ambientação para novos promotores na próxima semana

    MPPB promove curso de ambientação para novos promotores na próxima semana

    O Ministério Público da Paraíba promove, de 19 a 22 de agosto, um curso de ambientação para novos promotores de Justiça substitutos da instituição, que tomarão posse na próxima segunda-feira (18/08). A ambientação está sendo organizada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do MPPB (Ceaf).

    O curso será aberto, às 8h30, no dia 19, na sede do Centro de Estudos, anexo à sede do MPPB, pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e pelo diretor do Ceaf, procurador João Geraldo Barbosa. 

    Durante a ambientação, os novos membros vão conhecer as atividades da Corregedoria-Geral, da Ouvidoria, da Secretaria-Geral (Seger), da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag),, além da gestão administrativa e de recursos humanos do MPPB, a diretoria financeira (funcionamento dos departamentos e assessoria; suprimento de fundos executados pelo cartão de pagamento; folha de pagamento.) 

    Também terão contato com a Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec) para conhecer atividades como acesso aos computadores, sistemas e internet; e-mail institucional e ferramentas Google; suporte Ditec; sistema desenvolvimento pela Ditec;sistemas desenvolvidos por outros órgãos e utilizados pelo MPPB; e o MPVirtual.

    Os novos promotores também terão palestras sobre os Centros de Apoio Operacional Temáticos (Criminal, Saúde, Cidadania e Direitos Fundamentais, Consumidor e Meio Ambiente, Criança e Adolescente e Educação, Patrimônio Público, Fazenda Pública e Terceiro Setor) e sobre o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

    Confira AQUI a programação completa.

  • MPPB consegue condenação de réus por crimes cometidos há mais de 20 anos, em CG

    MPPB consegue condenação de réus por crimes cometidos há mais de 20 anos, em CG

    O Ministério Público da Paraíba, por meio das Promotorias do Júri de Campina Grande, conseguiu a condenação de dois réus por crimes ocorridos há mais de duas décadas. Os julgamentos foram realizados este mês no Tribunal do Júri de Campina Grande.

    Na semana passada, um réu foi condenado a 10 anos e 8 meses de reclusão pelo homicídio do próprio pai, ocorrido em Campina Grande, em dezembro de 1998. Já nesta quinta-feira (14/08), foi julgado e condenado a 20 anos de reclusão um réu que matou um desafeto quando este estava tomando banho em sua casa em julho de 1999. Atuaram nas sessões os promotores Uirassu Melo Medeiros e Ernani Lucas Nunes Menezes. 

    Esses processos estavam paralisados em razão da fuga dos acusados e, somente quando foram capturados anos depois, puderam ter o curso retomado. Após  implementação de força tarefa e articulação da Promotoria do Júri e a Delegacia de Homicídios de Campina Grande, foi possível a prisão de inúmeros réus foragidos. 

    A partir daí, os processos puderam ser retomados e seguir seu curso regular e finalmente chegar a um término com o julgamento popular. Além desses dois processos na presente pauta do Tribunal do Júri de Campina Grande, outros crimes antigos estão sendo processados com a localização e prisão dos réus. 

    Em abril passado, foi a julgamento e condenado a 18 anos de reclusão acusado de homicídio por apedrejamento também em Campina Grande,  cometido em 29 de outubro de 2000, com atuação da promotora Luciara Lima Simeão Moura. Em junho, também foi julgado um homicida que cometeu crime em 1996, sendo condenado à pena de 16 anos e 10 meses. Atuou neste julgamento o promotor Uirassu Medeiros.

    “Já tivemos outros julgamentos similares de casos bem antigos e vários outros estão preparados para entrarem em pauta num futuro próximo. Graças aos esforços em conjunto, muitos homicídios não ficarão impunes”, acrescentou a promotora Luciara Moura.

     

  • Censo Previdenciário: agendamento pode ser feito para sede do MPPB em CG

    Censo Previdenciário: agendamento pode ser feito para sede do MPPB em CG

    Além da Procuradoria-Geral de Justiça, membros e servidores ativos do Ministério Público da Paraíba podem agendar a realização do censo da Paraíba Previdência para o ponto de atendimento na sede do MPPB em Campina Grande. O agendamento poderá ser feito por meio do link https://nuvem.agendacenso.com.br/paraiba.

    A abertura desse ponto de atendimento atende a uma solicitação formulada pelo coordenador da Promotoria de Justiça de Campina Grande, promotor de Justiça, Bertrand de Araújo Asfora. Ele explicou que a solicitação foi feita com o propósito de facilitar o acesso de membros e servidores de CG e municípios vizinhos ao procedimento, promovendo maior comodidade, eficiência e adesão ao censo, em consonância com os princípios da economicidade e otimização dos recursos públicos.

     

    Censo

    De acordo com as regras estabelecidas pela PBprev, é necessário o comparecimento presencial do membro, servidor, aposentado ou pensionista.

    Esse período se refere à possibilidade de realização do censo de forma presencial na Procuradoria-Geral de Justiça. Para as demais localidades, a PBprev disponibilizará calendário com local e período de realização do censo.

    Quem não tiver acesso à internet ou encontrar dificuldades para realizar o agendamento online, deverá contactar a equipe do censo pelo telefone/whatsapp 0800 800 3400 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    O Censo Cadastral Previdenciário é uma determinação legal e tem por finalidade a atualização e a consolidação da base de dados cadastral, previdenciária, funcional e financeira; sendo instituído pelo Decreto n° 46.472 de 25 de abril de 2025, e publicado no DOE n° 18.337 de 26 de abril de 2025.

     

    Mais informações podem ser obtidas em http://www.pbprev.pb.gov.br/noticias/exibir/Come%C3%A7ou%20o%20Censo%202025   

    Confira abaixo os documentos necessários para o censo

    Relação de Documentos para Membros/Servidores Ativos

    https://www.mppb.mp.br/images/2025/DOCUMENTOS_-_SERVIDORES_ATIVOS1.pdf

     

    Relação de Documentos para Aposentados

    https://www.mppb.mp.br/images/2025/DOCUMENTOS_-_APOSENTADOS1.pdf

     

    Declaração de Residência

    https://www.mppb.mp.br/images/2025/DECLARACAO_DE_RESIDENCIA.pdf

     

    Declaração de Acúmulo de Cargo e/ou Benefício

    https://www.mppb.mp.br/images/2025/DECLARACAO_DE_ACUMULO_DE_CARGO_EOU_BENEFICIO.pdf

     

    Declaração de Separação de Fato

    https://www.mppb.mp.br/images/2025/DECLARACAO_DE_SEPARACAO_DE_FATO.pdf

     

    Declaração de União Estável

    https://www.mppb.mp.br/images/2025/DECLARACAO_DE_UNIAO_ESTAVEL.pdf

     

  • Agosto Lilás: MP adota medidas para garantir proteção às mulheres em Pedras de Fogo

    Agosto Lilás: MP adota medidas para garantir proteção às mulheres em Pedras de Fogo

    A Promotoria de Justiça de Pedras de Fogo vem adotando, no contexto da campanha do “Agosto Lilás”, uma série de providências em relação à garantia de proteção às mulheres. A promotora de Justiça Fabiana Alves Mueller informou que foram instaurados procedimentos administrativos e expedida recomendação sobre a temática da violência contra a mulher.

    Ainda de acordo com a promotora, foi criado um marcador no sistema MPVirtual para para que o cartório, neste mês, priorize todos os procedimentos em torno da temática de violência contra à mulher, em especial, os procedimentos extrajudiciais que já havia instaurado para criação de grupos reflexivos de homens.

    Recomendação

    A Promotoria também expediu recomendação à Secretaria Municipal de Saúde de Pedras de Fogo para que notifique à autoridade policial todos os casos de atendimento por profissionais da área de saúde em hospitais, ambulatórios, unidades básicas de saúde ou qualquer outro órgão vinculado à pasta, em que for identificada violência doméstica, sexual e/ou outras violências praticadas contra a mulher, no prazo de 24 da constatação da violência.

    Segundo a recomendação, em regra a notificação deverá ser sintética sem dados que identifiquem a vítima e, excepcionalmente, caso demonstrado risco à comunidade ou à vítima, com a identificação. A notificação de forma sintética e consolidada deverá ser encaminhada aos serviços socioassistenciais que compõem a rede protetiva de atendimento às mulheres em situação de violência na cidade de Pedras de Fogo.

    Também foi recomendado à Secretaria de Educação que comunique à Secretaria de Saúde todos os casos em que profissionais de estabelecimentos públicos de ensino municipais (professores, diretores, coordenadores de escolas) atenderem ou identificarem violência doméstica, sexual e/ou outras violências praticadas contra a mulher.

    Essa temática foi abordada pela promotora Fabiana Mueller durante palestra realizada com profissionais da educação no último dia 6 de agosto, com o Estatuto da Criança e do Adolescente. 

    Procedimentos administrativos

    A Promotoria de Pedras de Fogo também instaurou procedimentos administrativos relativos à matéria. O primeiro tem o objetivo de averiguar a existência de grupos reflexivos ou programas de capacitação e responsabilização para homens envolvidos em violência doméstica no Município de Pedras de Fogo. Foram requisitadas informações sobre a existência de grupos reflexivos, projetos educativos, centros de responsabilização ou ações de reeducação voltadas a homens autores de violência doméstica. 

    O segundo procedimento administrativo foi instaurado para acompanhar, durante o ano de 2025, a previsão de dotação orçamentária para aplicação de políticas públicas para mulher e a regularidade de funcionamento de organismo de políticas públicas para mulheres no de Pedras de Fogo. Dentro deste procedimento, serão requisitadas informações sobre a existência do Organismo de Políticas Para as Mulheres (OPM) e do Plano de Política para Mulheres formalizado.

  • Projeto Empodera inscreve para próxima etapa, em João Pessoa

    Projeto Empodera inscreve para próxima etapa, em João Pessoa

    O Ministério Público da Paraíba, em parceria com o Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da Paraíba, Controladoria-Geral da União e Ministério Público de Contas realizam mais uma etapa do projeto Empodera, desta vez, em João Pessoa. Será na próxima terça-feira  (19/08), às 9h da manhã,  no auditório do Centro Administrativo, que fica no térreo do Centro de Tecnologia da UFPB. 

    Lançado em março deste ano, o projeto capacita cidadãos para o exercício do controle social ativo, apresentando as ferramentas tecnológicas que possibilitam acompanhar os gastos públicos, além de apresentar noções de ética e cidadania. 

    O Empodera  já percorreu 15 dos 18 maiores municípios na Paraíba, capacitando mais de 1.000 agentes de controle social, entre estudantes, professores, jornalistas, vereadores, integrantes de conselhos de direitos e outros formadores de opinião previamente selecionados para participar dos cursos. Cabedelo, Santa Rita, Conde, Bayeux e Monteiro foram algumas das cidades pelas quais o projeto já passou. A capacitação é feita em módulos presenciais e, ao fim, os novos “agentes de controle social” recebem um diploma. 

    O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público do MPPB, promotor Carlos Davi Lopes Correia Lima, executor do projeto idealizado pelos promotores Octávio Paulo Neto e Reynaldo Serpa, destacou a importância da aproximação das instituições com a sociedade. Ele lembrou que o Brasil vem caindo nos rankings internacionais de percepção da corrupção, como o da Transparência Internacional. Em 2024, o país ficou na 107ª posição, entre 180 países nesse ranking, a pior colocação desde o início da série histórica em 2012. Segundo o promotor, para combater a corrupção, além da punição dos infratores, é necessário ter mais ações preventivas e educativas e mais engajamento da população. E o Empodera faz isso, porque capacita cidadãos para formalizar denúncias e representações (punição) e difunde noções de controle social e ético (prevenção e educação).

    “Por onde passamos estamos contando com uma excelente acolhida da população local. O último encontro foi em Sapé. Nós tivemos 160 pessoas que registraram presença e todos muito atentos, querendo aprender e compreender as ferramentas tecnológicas já disponíveis aos cidadãos, tanto do portal do Tribunal de contas do estado quanto do portal federal. Ferramentas essas, que possibilitam ao cidadão acompanhar a gestão pública de seu município. Para que encerremos o projeto Empodera, ainda faltam João Pessoa, que será agora no dia 19 de agosto, Santa Rita, dia 21 e Bayeux, em 26 de agosto. Então aproveito essa oportunidade para reiterar o convite a população interessada, que participem”, finalizou Carlos Davi.

    As inscrições para o Empodera em João Pessoa podem ser feitas no link abaixo:

    https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3nf2IBecrqvhuiD-r39bh8iCCS_29vMVpuavLrV5lyNfcwg/viewform?usp=sharing

  • Informativo do MP reforça obrigatoriedade do julgamento com perspectiva de gênero

    Informativo do MP reforça obrigatoriedade do julgamento com perspectiva de gênero

    Proteção Integral: MPPB salienta dever de todos os atores do sistema de justiça na prevenção à revitimização de vítimas

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio de uma ação conjunta do Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes (Navic) e do Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial (Gedir), publicou um informativo para todos os membros, reforçando a necessidade da aplicação obrigatória do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero em processos criminais. A medida, alinhada à recente orientação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), busca transformar a cultura do sistema de justiça, garantindo que vítimas de violência, especialmente mulheres, sejam tratadas como sujeitos de direito e não como meros objetos de prova.

    O informativo é assinado pelos promotores de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, Coordenador do Navic, Rodrigo Silva Pires de Sá, Coordenador Auxiliar do Navic, e Liana Espínola Pereira de Carvalho, Coordenadora do Gedir, com a colaboração dos assessores Márcia Trindade Crispim e Maurício Acioli Gomes Ferreira Filho. O documento detalha como a Resolução nº 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei nº 14.245/2021, conhecida como Lei Mari Ferrer, impõem uma mudança de paradigma. Além disso, o informativo sustenta que a aplicação do protocolo não é uma faculdade, mas uma obrigação legal.

    Imposição normativa

    O coordenador do Navic, promotor de Justiça Ricardo Lins, destaca que a nova diretriz transcende a fase da sentença e deve permear todo o processo. “O documento não é mera orientação facultativa, mas uma imposição normativa”, afirma. Segundo ele, “sempre que o processo envolver questões relacionadas à desigualdade, à discriminação ou à violência de gênero, o magistrado deve obrigatoriamente observar essa perspectiva em todos os atos processuais. Isso inclui despachos, decisões interlocutórias, audiências, análise de provas e qualquer outra manifestação no curso processual”. 

    Essa nova rotina processual visa combater a chamada “revitimização”, que ocorre quando a vítima, ao buscar justiça, é submetida a novas humilhações e constrangimentos. O informativo esclarece que a responsabilidade de zelar pela integridade física e psicológica da vítima e das testemunhas é compartilhada entre todos os sujeitos do processo, incluindo promotores, juízes, advogados e defensores.

    Papel proativo

    A coordenadora do Gedir, promotora Liana Espínola, ressalta o papel proativo que o Ministério Público deve assumir. “Considerando a Resolução CNJ nº 492/2023 e a Lei nº 14.245/2021 (Lei Mari Ferrer), o(a) promotor(a) de Justiça possui o dever jurídico de atuar, de forma proativa, na defesa da integridade física e psicológica da vítima e das testemunhas, sobretudo em casos de violência doméstica e crimes contra a dignidade sexual”, explica a promotora. Ela acrescenta que os membros e as membras do MPPB devem intervir ativamente, para impedir perguntas ou manifestações que atentem contra a dignidade da vítima, durante as audiências. 

    Aprimoramento

    O documento também se ampara em uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na ADPF 1107, declarou inconstitucional a prática de questionar a vida sexual ou o modo de vida da mulher na apuração e no julgamento de crimes de violência. Tal prática, segundo o STF, perpetua a discriminação, configura dupla vitimização e representa uma expressão do machismo estrutural que não será mais tolerada pelo Poder Judiciário. 

    Com a ampla divulgação do informativo, o Ministério Público da Paraíba reafirma seu compromisso com a evolução da legislação e da jurisprudência, enviando uma mensagem clara à sociedade: o sistema de justiça está se aprimorando, para garantir que as vítimas de crimes tenham sua dignidade e seus direitos plenamente respeitados em todas as fases da persecução penal.

    CLIQUE AQUI para acessar a íntegra do Informativo.

  • Webinar vai discutir atuação do MP no enfrentamento ao feminicídio

    Webinar vai discutir atuação do MP no enfrentamento ao feminicídio

    O Ministério Público da Paraíba realizará, no dia 22 de agosto, a partir das 9h, o webinar “Atuação do Ministério Público no Enfrentamento ao Feminicídio”, com o objetivo de aprimorar a atuação no combate ao feminicídio. O evento é promovido pelo Centro de Apoio Operacional em Matéria Criminal (CAOCrim), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf).

    As inscrições estão abertas (Clique AQUI) para membros, assessores e servidores do Ministério Público e demais operadores do Direito, com possibilidade de participação de integrantes de outros Estados.

    A iniciativa atende a uma diretriz do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que, por meio do Selo “Respeito e Inclusão no Combate ao Feminicídio”, busca certificar as unidades do Ministério Público brasileiro que investem na qualificação de seus integrantes. A participação no webinar será reconhecida com anotação elogiosa nos cadastros funcionais, um incentivo proposto pela Corregedoria do CNMP e acolhido  pela Corregedoria-Geral do MPPB.

    O evento visa a capacitar membros(as), assessores(as) e servidores(as) da instituição para uma atuação com perspectiva de gênero e contará com exposições da escritora Carla Madeira e das promotoras de Justiça Ticiane Louise Santana Pereira (MPPR) e Simone Sibílio do Nascimento (MPRJ). A mediação caberá à 1ª subprocuradora-geral, Vasti Cléa Lopes. 

    O coordenador do CAOCrim e do Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes (Navic), Ricardo Alex Almeida Lins, ressalta a relevância do evento. “O enfrentamento ao feminicídio exige do Ministério Público uma atuação, cada vez, mais técnica, especializada e sensível às complexidades da violência de gênero. Trata-se de uma oportunidade de buscarmos instrumentos para a efetiva proteção de mulheres e de meninas em situação de violência. O evento contará com exposições de renomados profissionais e abordará desde a contextualização da violência de gênero, pela escritora Carla Madeira, até estratégias de atuação em plenário. O que se busca é que o Ministério Público da Paraíba se consolide como uma instituição de vanguarda na defesa dos direitos humanos e no combate a essa grave violação”.

     

    Confira a programação:

    9h: Abertura 

    Procurador-geral de Justiça, diretor do Ceaf, corregedor-geral do MPPB e coordenador do CAOCrim.

     

    9h15: Mediação e Apresentação 

    Vasti Cléa Soares Marinho, Procuradora de Justiça do Ministério Público da Paraíba

     

    9h20: Contextualização da violência de gênero com a escritora Carla Madeira

     

    9h40: Exposição sobre “O papel da atuação em rede do Ministério Público no enfrentamento ao feminicídio”

    Ticiane Louise Santana Pereira, promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná

     

    11h: Exposição sobre “Estratégias de atuação do Ministério Público em plenário e na instrução de feminicídio” 

    Simone Sibílio do Nascimento, promotora de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro

  • Atuação do MPPB: Guarabira cria Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa

    Atuação do MPPB: Guarabira cria Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa

    Atendendo solicitação do Ministério Público da Paraíba, por meio da promotora de Justiça Edivane Saraiva, o Município de Guarabira criou o Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa. A iniciativa integra o Procedimento Administrativo nº 001.2024.095018, instaurado na Promotoria de Justiça de Guarabira. 

    A promotora destaca que o fundo municipal é um importante instrumento para viabilizar financeiramente projetos e ações destinados à melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas, permitindo a captação de recursos de diversas fontes, inclusive por meio de doações dedutíveis do Imposto de Renda de pessoa física ou jurídica.

    Durante a tramitação do procedimento administrativo, a promotora de Justiça Edivane Saraiva promoveu reuniões com a prefeita Léa Toscano, a secretária de Assistência Social, Verônica Macêdo e os membros do do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa. A Lei Nº 2.298/2025 foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Município no dia 21 de julho de 2025.

  • MPPB realiza atendimentos sobre direito à saúde, em São Bento

    MPPB realiza atendimentos sobre direito à saúde, em São Bento

    A população de São Bento, no sertão da Paraíba, terá acesso, neste mês de agosto, a uma ação específica em relação a demandas de direito à saúde. Os atendimentos serão realizados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) na próxima terça-feira, dia 19, das 9h às 12h. 

    Podem buscar atendimento na Promotoria de Justiça da cidade as pessoas que se enquadram nas seguintes situações:

    Aqueles que possuem ação judicial em trâmite e não estão recebendo os medicamentos devidos ou encontram-se com atrasos na entrega.

    Indivíduos com procedimento em andamento na Promotoria, para fins de verificação e regularização de documentos ou laudos pendentes.

    Cidadãos que detêm receitas de medicamentos, exames ou encaminhamentos para cirurgia e ainda não tiveram o direito garantido.

    De acordo com o promotor de Justiça Bruno Dantas, a iniciativa visa aprimorar o acesso à saúde e garantir a efetivação dos direitos dos cidadãos. 

    O Ministério Público, em São Bento, fica na rua Francisco de Paula Saldanha, nº 508, Centro da cidade.

     

  • MPPB consegue, na Justiça, decisão liminar contra influenciador

    MPPB consegue, na Justiça, decisão liminar contra influenciador

    O Ministério Público da Paraíba, por meio da promotora de Justiça de Bayeux, Ana Maria França, conseguiu decisão liminar na justiça paraibana favorável aos pedidos feitos em Ação Civil Pública proposta nesta segunda-feira (11/08). No documento, o MPPB solicitava a suspensão de todos os perfis em redes sociais do influenciador Hytalo Santos, com interrupção da monetização, assim como o afastamento imediato dos adolescentes que vivem com ele e a proibição de qualquer tipo de contato com os menores, a partir de agora. A defesa do influenciador paraibano ainda pode recorrer.

    A ação civil pública embasou outra iniciativa do MPPB, também nesta segunda-feira: uma recomendação administrativa conjunta com o Grupo de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Civil, para a diretoria da Loteria do Estado, a Lotep. 

    O documento, assinado pelos promotores de Justiça Ana Maria França, Octavio Paulo Neto e Dennys Carneiro Rocha dos Santos, o procurador do Trabalho Flavio Henrique Gondim e o delegado geral de Polícia Civil André Luis Rabelo de Vasconcelos, dá um prazo de 48 horas para que a Lotep suspenda a autorização concedida à empresa “fartura premiações”, divulgada pelo canal do influenciador Hytalo dos Santos. 

    Recomenda, ainda, que mantenha a suspensão até a conclusão da Ação Civil Pública contra Hytalo dos Santos, proposta pelo MPPB por submissão de adolescentes a adultização e exposição com conotação sexual para obter lucro; ou até que as condutas irregulares sejam encerradas e os direitos de crianças e adolescentes envolvidos sejam protegidos.

    O não cumprimento da recomendação pode acarretar medidas legais contra os responsáveis, incluindo ajuizamento de Ação Civil Pública para implementação de medida e, se for o caso, ações de natureza criminal.

    Ana Maria França explicou o que provocou o início das ações de investigação do influenciador, no fim do ano passado. “Em Bayeux, nós instauramos esse procedimento a partir de reclamações de moradores do condomínio onde vivia o influenciador, sobre conduta irregular dele com crianças e adolescentes, na produção de seus conteúdos, se estendendo até tarde e com barulho, muitas dessas filmagens envolvendo bebidas alcoólicas, além de cenas que tinham uma conotação sensual. Começamos a coletar provas, dados, documentos, porque o Ministério Público só age dentro dos ditames legais. Agora, a primeira fase do procedimento está concluída, com essa ação civil pública. E tivemos a colaboração também de entidades parceiras na investigação para que tivéssemos êxito na recomendação”, concluiu a promotora. 

    A promotoria de Justiça de João Pessoa também investiga a conduta de Hytalo Santos envolvendo menores, pela exposição desses adolescentes em vídeos com conotação sexual. Os promotores João Arlindo Corrêa Neto e Ivete Leônia Soares de Oliveira Arruda estão à frente do procedimento, que ouve depoimentos inclusive dos pais dos adolescentes, para apurar se foram omissos no dever de proteger os direitos dos menores. 

    Além desses procedimentos que tramitam no âmbito do Ministério Público, há um inquérito policial requisitado pela instituição para que sejam apuradas as condutas do investigado na área criminal. Posteriormente, o MPPB deverá receber o resultado desse inquérito para avaliar se há elementos para uma eventual denúncia do investigado.