Categoria: MPPB

  • MPPB e Espep promoverão curso de autoria governamental; inscrições abertas

    MPPB e Espep promoverão curso de autoria governamental; inscrições abertas

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai promover, em parceria com a Escola do Serviço Público da Paraíba (Espep), o curso: “Auditoria governamental: controle interno e externo na Administração Pública”. O evento destinado a membros, assessores e servidores será realizado na modalidade EAD, com aulas síncronas no turno da tarde, sempre às terças e quintas-feiras, no período de 20 de maio a 03 de junho. Os interessados deverão se inscrever pelo link https://forms.gle/rtYEKwfcHhyDrzqv9, disponibilizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf/MPPB).

    O curso terá carga horária de 20 horas, acontecerá nos dias 20, 22, 27 e 29 de maio e 03 de junho, das 13h30 às 17h30, pela plataforma Google Meet. De acordo com o Ceaf, a capacitação tem como objetivo dotar os servidores públicos que atuam em auditoria interna ou externa de ferramental que lhes permitam percorrer com segurança todo o procedimento protocolar para realização de auditoria desde a definição dos termos e da estratégia da auditoria, da realização do planejamento, passando pela coleta de evidências e sistematização dos resultados, bem como a formulação de propostas de encaminhamento e realização de monitoramentos.

    O curso será ministrado pelo bacharel em Direito, especialista em Direito Trabalhista  e em Gestão Pública, Guilhardo César de Almeida. O ministrante atuou profissionalmente em Comissão Permanente de Licitação e no Controle Interno. Também tem curso de Auditoria Governamental pelo Instituto Serzedo Corrêa (ISC).

  • MPPB orienta atuação de membros para a implementação de centros-dia nos municípios

    MPPB orienta atuação de membros para a implementação de centros-dia nos municípios

    O Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Direitos Fundamentais do Ministério Público da Paraíba encaminhou aos promotores de Justiça da área, a título de apoio funcional, modelos de atuação para que os municípios implementem equipamentos de centro-dia, para oferta de serviço de proteção social especial para pessoas idosas e pessoas com deficiência com algum grau de dependência.

    A coordenadora do CAO da Cidadania, promotora Liana Espínola de Carvalho, explica que os centros-dia são equipamentos essenciais para a promoção da qualidade de vida das pessoas idosas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade ou com certo grau de dependência. “Esses equipamentos oferecem atendimento especializado durante o dia, permitindo que os idosos tenham acesso a cuidados, atividades recreativas e socialização, enquanto seus familiares ou cuidadores mantêm suas atividades diárias”, afirma.

    Ainda de acordo com a coordenadora, os centros-dia estimulam a independência da pessoa idosa por meio de atividades físicas, cognitivas e sociais; proporcionam interação com outras pessoas, reduzindo a solidão e o risco de depressão. Além disso, contam com acompanhamento multiprofissional (fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, entre outros); permitem que familiares conciliem trabalho e outras responsabilidades sem comprometer o cuidado do idoso e oferecem suporte para que os idosos permaneçam no convívio familiar pelo maior tempo possível, evitando a necessidade de internação em instituições de longa permanência.

    Os modelos de atuação encaminhados aos membros do MPPB incluem orientações técnicas emitidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome quanto à formatação dos centros-dia; e roteiro de atuação para implantação dos equipamentos, com prestação de serviço de proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso (COPEDPDI) do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH). Também integram o kit modelos de portaria de instauração de procedimento administrativo de acompanhamento de políticas públicas, de recomendação, de termo de ajustamento de conduta e de ação civil pública.

    Estrutura

    Segundo a promotora Liana Espínola, para que o centro-dia funcione é necessário uma estrutura para permanência diurna com cuidados básicos, como cuidadores, oferta de alimentação, espaço para banho e repouso, entre outros; suporte profissional para realização de atividades instrumentais (auxílio para deslocamentos, para o uso de meios de comunicação, para administração de medicamentos e pertences); e trabalho social orientado para promover a participação e a proteção social das pessoas atendidas e de suas famílias.

    O centro-dia é um serviço de Proteção Social Especial de Média Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (Suas), tendo seus parâmetros de execução definidos pela Resolução CNAS nº 109/2009.

  • MPPB acompanha medidas de atendimento à saúde no São João de Campina Grande

    MPPB acompanha medidas de atendimento à saúde no São João de Campina Grande

    O Ministério Público da Paraíba realizou, na última segunda-feira (12/05), uma audiência para discutir as medidas de prevenção e atendimento em saúde durante o São João de Campina Grande. A audiência teve a participação de representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Hospital de Emergência e Trauma, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Samu e da empresa organizadora do evento.

    A audiência foi presidida pela promotora de Justiça Adriana Amorim, que atua na defesa da saúde de Campina Grande. Ela explicou que a finalidade é assegurar a saúde de todos os participantes do evento, cuja estimativa de público é de três milhões de pessoas.. Foi ressaltado ainda que a realização do São João demanda um planejamento detalhado na área da saúde, considerando a grande quantidade de público esperada e a necessidade de garantir a segurança sanitária, a partir da adequação da infraestrutura de saúde, incluindo a disponibilidade de unidades de atendimento, a presença de equipes médicas capacitadas e os recursos necessários para o pronto atendimento de eventuais emergências. 

    Durante a audiência, foram discutidos temas como a estrutura de atendimento médico no Parque do Povo, principal local das atrações, e também a organização dos serviços de saúde nos distritos de Galante, São José da Mata e Catolé de Boa Vista, que também recebem programação e público significativo durante o período junino. O reforço das equipes de urgência e emergência, o controle sanitário dos alimentos e bebidas comercializados e a articulação entre os órgãos públicos foram pontos centrais do encontro.

    A Secretaria de Saúde do Município informou que será mantida estrutura similar à dos anos anteriores, com suporte completo no Parque do Povo, além da disponibilização de ambulâncias posicionadas em pontos estratégicos, visando a remoção ágil para os hospitais de referência, caso necessário, estando as equipes preparadas para todos os tipos de ocorrência. No distrito de Galante, serão montados postos de atendimento nas proximidades do palco principal, com o objetivo de garantir a assistência imediata, além da atuação da unidade mista de Galante, que já se encontra à disposição da população. 

    Também foi informado que ambulâncias estarão disponíveis, inclusive nos distritos de São José da Mata e Catolé de Boa Vista, com a presença de equipes da saúde atuando em todas essas localidades. O Hospital de Trauma informou que,no Parque do Povo, haverá um posto médico do Estado. As ambulâncias do Programa Coração Paraibano também estarão disponíveis.

    A empresa organizadora do São João apresentou as plantas baixas tanto do Parque do Povo quanto dos distritos, seguindo o mesmo mapeamento de 2024, e informou que a estrutura do posto médico avançado, que fica ao lado da pirâmide e é gerenciado pela prefeitura, já está pronta.. A STTP estará à disposição para garantir o fluxo de ambulâncias na cidade. Também foi relatado que todos os dias, antes do início do evento e durante os intervalos, será exibido um vídeo informando a localização dos postos médicos. Além disso, há plotagem visível nos postos, integrando-se ao plano de segurança com câmeras de vídeo. A Polícia Civil declarou que foram acrescentados dois postos no interior do Parque do Povo.

    De acordo com a promotora Adriana Amorim, também foi recomendada atenção especial à fiscalização e à proibição do uso de vapes e cigarros eletrônicos, cuja venda e consumo são vedados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como pela legislação estadual.

     

  • MPPB realiza webinar sobre velamento das fundações nesta sexta-feira

    MPPB realiza webinar sobre velamento das fundações nesta sexta-feira

    Evento é destinado exclusivamente para membros da instituição

    O Ministério Público da Paraíba realiza, na próxima sexta-feira (16/09), o Webinar “O MP no velamento das fundações privadas e das entidades sociais”. O evento é promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e corresponderá ao 2º Encontro da Formação Continuada para Promotores de Justiça em estágio probatório – 2025.

    O webinar será realizado a partir das 8h30 por meio da plataforma de videoconferência Google Meet. As isncrições podem ser feitas pelo formulário disponível em https://forms.gle/6wXLCgoCaBp5WWyu7 

    O evento é destinado exclusivamente aos membros do Ministério Público da Paraíba e terá como palestrante o 40º promotor de Justiça de João Pessoa, Alexandre Jorge do Amaral Nóbrega, que atua no velamento das fundações e é vice-presidente da Associação Nacional de Procuradores e Promotores de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social (Profis). A debatedora será a promotora de Justiça e coordenadora do Ceaf, Anita Bethânia Silva Rocha.

  • PGJ e CGMP convocam membros do MPPB para lançamento do Protocolo de Promotoria

    PGJ e CGMP convocam membros do MPPB para lançamento do Protocolo de Promotoria

    A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e a Corregedoria-Geral (CGMP) do Ministério Público da Paraíba convocaram todos os membros da instituição para o lançamento do “Protocolo de Promotoria”, que acontecerá na próxima quarta-feira (21/05). A publicação online é destinada aos integrantes da instituição e tem como objetivo uniformizar o trabalho do MPPB, nas várias áreas de atuação, respeitando a autonomia dos promotores e promotoras de Justiça.

    O lançamento será feito pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto; pelo corregedor-geral, Francisco Antônio de Sarmento Vieira; e pelos coordenadores dos centros de Apoio Operacional (CAOs), a partir das 14h30, pela plataforma Google Meet. Os coordenadores dos CAOs apresentarão o conteúdo do protocolo, a fim de fomentar sua efetiva utilização como rotina de trabalho sugerida. 

    Conforme explicou o procurador-geral de Justiça, a elaboração do “Protocolo de Promotoria” foi deflagrada a partir de demanda oriunda da CGMP. Além da uniformização de atuação, respeitando a autonomia funcional, a medida visa pavimentar sugestões de atuação extrajudicial nas diversas temáticas de atribuição. “Acreditamos que este manual vai contribuir muito para o alinhamento de metas, para impulsionar os feitos extrajudiciais e para melhor atender à sociedade em suas diversas demandas”, disse.

    Correições

    Segundo Sarmento, além de orientar padrões qualitativos de atuação especializada dos membros, respeitando a independência funcional, o protocolo servirá como parâmetro para as atividades correicionais da CGMP. “O ‘Protocolo de Promotoria’  atende a uma demanda muito relevante da Corregedoria-Geral junto aos CAOs de cada área temática, no sentido de que apresentassem indicações das hipóteses de atuação e das questões mais relevantes e atuais a serem contempladas pela atuação especializada e resolutiva dos órgãos de execução do Ministério Público em seus diversos campos de atuação”, falou.

    A coordenação dos trabalhos foi feita pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), que solicitou a cada CAO (Cível, Família, Cidadania e Direitos Fundamentais; Consumidor, Criança e Adolescente, Criminal, Educação, Meio Ambiente, Patrimônio Público e Saúde) a elaboração de um protocolo. O material foi compilado e diagramado pela Assessoria de Imprensa do MPPB. 

    “O objetivo é aperfeiçoar e profissionalizar, ainda mais, as atividades dos promotores e promotoras de Justiça, a partir da identificação de gargalos e das demandas sociais, da definição de objetivos a serem alcançados e da sugestão de operacionalização das atividades”, explicou o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, o promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, em nome dos demais coordenadores. 

    Confira a programação do lançamento do Protocolo de Promotoria:

    Quarta-feira, 21 de maio de 2025 

    14h30: Abertura pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto; 

    14h45: Exposição do corregedor-geral, Francisco Antônio de Sarmento Vieira; 

    15h: Protocolo de Cidadania, de Direitos Fundamentais, Cível e de Família – Liana Espínola Pereira de Carvalho; 

    15h15: Protocolo de Educação e de Criança e Adolescente – Fábia Cristina Dantas Pereira;

    15h30: Protocolo Criminal – Ricardo Alex Almeida Lins;

    15h45: Protocolo de Consumidor e de Meio Ambiente – Danielle Lucena da Costa Rocha;

    16h: Protocolo de Saúde – Fabiana Maria Lobo da Silva;

    16h15: Protocolo do Patrimônio Público – Carlos Davi Lopes Correia Lima;

    16h30: Encerramento

     

  • CPJ aprova resolução que regulamenta eleição da lista tríplice para procurador-geral

    CPJ aprova resolução que regulamenta eleição da lista tríplice para procurador-geral

    O Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público da Paraíba aprovou, nesta segunda-feira (12/05), minuta de resolução que regulamenta a eleição da lista tríplice para a nomeação do procurador-geral de Justiça, para o biênio 2025-2027. A aprovação ocorreu durante a 8ª sessão ordinária do CPJ, na sede do MPPB.

    A sessão foi presidida pelo procurador geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto,  1 e teve a participação do corregedor-geral, Antônio Sarmento, e dos procuradores: Lúcia de Fátima Maia de Farias, Alcides Jansen, Kátia Rejane de Medeiros Lira Lucena (secretária), Álvaro Gadelha Campos, Francisco Sagres Macedo Vieira, Luciano de Almeida Maracajá, Herbert Douglas Targino, Joaci Juvino da Costa Silva, Aristóteles de Santana Ferreira, Vitor Manoel Magalhães Granadeiro Rio, João Geraldo Carneiro Barbosa, Francisco Paula Ferreira Lavor, Sônia Maria de Paula Maia, José Guilherme Soares Lemos, Nilo de Siqueira Costa Filho, Sócrates da Costa Agra, José Farias de Souza Filho, Francisco Glauberto Bezerra, Alexandre César Fernandes Teixeira e Luís Nicomedes de Figueiredo Neto.

    Resolução

    Conforme a resolução aprovada, a eleição realizar-se-á no dia 31 de julho de 2025, no horário das 08h às 16h, improrrogavelmente. O prazo para a inscrição dos interessados será de 28 de maio até as 13h do dia 11 de junho. Podem concorrer à eleição o membro do Ministério Público com, pelo menos, cinco anos de exercício na carreira e possuir idade superior a 30 anos.

    De acordo com a resolução, o processo de escolha será realizado por meio de sistema eletrônico web, disponibilizado pela Procuradoria-Geral de Justiça na extranet, acessível no site oficial da Instituição, mediante voto secreto e plurinominal de cada integrante da carreira.

    Ainda na sessão, foi aprovada a comissão eleitoral que vai acompanhar o processo. Ela será presidida pelo procurador José Guilherme Lemos e integrada pelos promotores Francisco Lianza Neto e Cláudio Antônio Cavalcante. O CPJ também aprovou que a posse do próximo procurador-geral seja realizada no dia 1º de setembro.

    Requerimentos

    Durante a sessão, o Colégio de Procuradores recebeu expediente da coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Direitos Fundamentais com remessa de relatório referente às políticas públicas do Estado da Paraíba destinadas à população com deficiência. As informações haviam sido requeridas pelo procurador de Justiça Herbert Targino, em sessão anterior do CPJ, por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Ele destacou que o relatório trazia informações sobre as políticas pelo Estado, mas que era necessário obter também as promovidas pelo Município de João Pessoa. Ficou deliberado que será encaminhado ofício aos promotores de Justiça da Capital que atuam nas áreas de Cidadania, Saúde, Educação e Meio Ambiente para informações nesse sentido.

    O Colégio de Procuradores ainda aprovou o encaminhamento para a Comissão de Elaboração Legislativa de três questões a serem discutidas e estudadas. A primeira foi proposta pelo procurador Aristóteles Santana diz respeito à regra de inelegibilidade do corregedor para concorrer à eleição para procurador-geral de Justiça, bem como do prazo estabelecido por essa regra. A segunda questão foi apresentada pelo procurador Francisco Sagres e se refere aos casos de inelegibilidade para o Conselho Superior do MPPB. A terceira foi proposta pelo PGJ e diz respeito à possibilidade de aumentar a composição do Conselho Superior.

    Comunicações e votos

    O procurador-geral, Antônio Hortêncio, informou que, no dia 28 de abril, participou do evento de assinatura do Pacto Paraibano pela Primeira Infância, juntamente com outras instituições e que já foram designados os membros do MPPB que vão participar do grupo de trabalho instituído pelo pacto.

    Ele comunicou ainda que, nesta quarta-feira (14/05), o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) vai realizar a eleição dos três membros que representarão os Ministérios Públicos estaduais no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para o biênio 2026-2027.

    O PGJ ainda propôs voto de agradecimento por todo o trabalho realizado pela procuradora Maria Lurdélia Diniz e Eduardo Barros Mayer, que se aposentaram no dia 30 de abril. Outro voto proposto foi de pesar pelo um ano de falecimento do procurador José Roseno Neto, que será completado nesta terça-feira (13/05).

    O procurador Herbert Targino propôs voto de aplauso a todos os 26 mil profissionais da enfermagem da Paraíba a ser encaminhado ao conselho da categoria pela passagem do Dia Internacional da Enfermagem, comemorado nesta segunda. O procurador Alvaro Gadelha também propôs voto de pesar pelo falecimento da esposa do servidor Valter, motorista da instituição. Todos os votos foram aprovados por unanimidade.

  • Ceaf e Espep abrem inscrições para curso online de redação oficial

    Ceaf e Espep abrem inscrições para curso online de redação oficial

    Estão abertas as inscrições para o curso online de Redação Oficial, que será promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público da Paraíba (Ceaf/MPPB) em parceria com a Escola do Serviço Público do Estado (Espep), nos meses de maio e junho, a membros, servidores e assessores do MPPB. Para participar, os interessados deverão preencher formulário disponível no link 
    https://forms.gle/nUvzWp1aPuNubgDAA.

    O curso será ministrado pela plataforma Google Meet, com aulas síncronas, nos dias 14, 19, 21, 26, 28 de maio e 02, 04 e 09 de junho do ano em curso, das 13h30 às 17h30, totalizando carga horária de 30 horas. Serão abordados conteúdos como redação de documentos oficiais e o uso correto das Normas Gramaticais e ABNT.

    De acordo com o Ceaf, a carga horária decorrente da participação do curso contará para fins de progressão funcional aos servidores efetivos. Mais informações com o Centro de Estudos.

  • Webinar debate peculiaridades do ANPP com enfoque nos direitos das vítimas

    Webinar debate peculiaridades do ANPP com enfoque nos direitos das vítimas

    O Ministério Público da Paraíba realizou, na manhã desta sexta-feira (09/05), o webinar “Peculiaridades do ANPP sob o Enfoque de Valorização dos Direitos das Vítimas”. O evento foi promovido pelo Núcleo de Apoio às Vítimas do Ministério Público da Paraíba (Navic) e pelo Centro de Apoio Operacional Criminal, com o auxílio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), e teve a participação de membros, servidores e assessores do MPPB e de outros Estados da Federação. 

    O webinar foi aberto pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, que salientou a importância do duplo tema discutido e parabenizou o Ceaf e o CAOCrim pelo evento. “Esperamos que, após este evento, possamos sair melhores do que entramos, com mais conhecimentos e com a possibilidade de aplicação prática daquilo que vai ser ensinado. Aproveitem os ensinamentos que, com certeza, serão muito valiosos”, disse.

    O diretor do Ceaf, procurador João Geraldo Carneiro Barbosa, fez um agradecimento especial aos palestrantes pela participação no aperfeiçoamento e ao coordenador do CAOCrim, promotor Ricardo Alex Almeida Lins, por trazer temáticas tão relevantes. Ele ressaltou ainda a participação de inscritos de várias regiões do país. O coordenador do CAOCrim, Ricardo Lins, falou que o webinar é uma oportunidade de seguir na pavimentação de um Ministério Público centrado na vítima, buscando ressignificar a atuação criminal, repensar a atuação na investigação, na instrução processual e na execução penal com posturas que têm repercussão na vida das pessoas que são a essência do Direito Penal: as vítimas.

    O evento foi mediado pelo promotor de Justiça do MPPB, Bruno Figueiredo Cachoeira Dantas. Ele destacou a importância de, em uma sociedade complexa e com a necessidade de enfrentar uma criminalidade, cada vez, mais organizada, aprofundar o estudo em um instrumento como o acordo de não persecução, trazendo as vítimas para o centro do processo. 

    Instrumentalização do ANPP

    A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Silvia Chakian, ministrou palestra com o tema “o ANPP como instrumentalização de um MP centrado na vítima”, afirmando ser “urgente a discussão de até que ponto o Ministério Público está preparado, para garantir à vítima o ‘status’ de sujeito de direitos, com todas as suas implicações”. 

    Segundo ela, ao longo da história, a vítima foi despersonificada e  defenestrada da dogmática penal, para que o Estado assumisse a persecução penal. “A perspectiva vitimocêntrica é muito recente, e isso tem exigido dos promotores criminais mudanças. O poder do Estado na persecução penal não é mais legítimo, se não reconhecermos a dor, os anseios e os direitos das vítimas e o seu poder de decisão”, disse.

    Chakian também falou sobre o “olhar negligenciado” do sistema persecutório tradicional em relação às vítimas diretas e indiretas de crimes no Brasil, sobretudo em relação à criminalidade de gênero. Falou ainda dos desafios dessa nova conjuntura e sobre “o peso” da justiça penal negociada, a partir da perspectiva da vítima para o Ministério Público. “Talvez o MP tenha que deslocar seu foco e modelo de atuação, tendo em vista um modelo utópico responsabilizador e conciliatório e pensando também em melhorias efetivas de atendimento mais humanizado e integral à vítima, dentro do modelo tradicional já existente”, disse, defendendo a importância do aprimoramento e do treinamento de técnicas de negociação.

    Peculiaridades do ANPP

    A segunda palestra abordou as peculiaridades do ANPP sob a visão dos Tribunais Superiores e foi proferida pelo promotor de Justiça do MPDFT e doutor em Direito, Antônio Suxberger. Ele iniciou explicando que o acordo de não persecução não se trata da figura do “plea bargain”, mas sim de “diversion”, uma vez que evita a judicialização do processo. 

    Suxberger destacou a novidade e a evolução do ANPP, traçando as suas origens  desde um procedimento da Corregedoria Nacional do CNMP até à sua formalização no Pacote Anticrime de 2019. Também foram apontadas as matrizes de inspiração da implementação do acordo no ordenamento jurídico brasileiro, como as Regras de Tóquio, para elaboração de medidas não privativas de liberdade, de 1990. 

    Outro ponto da palestra foram os pressupostos, os requisitos e as condições para o acordo de não persecução. O promotor ressaltou que a hipótese acusatória tem que estar formalizada no acordo, razão pela qual o sujeito é chamado a confessar. Outras questões abordadas na palestra foram os desafios do ANPP, papel dos órgãos revisionais e a dosimetria. “No ANPP, nós não decidimos sobre pena e culpa, decidimos sobre a judicialização de caso”, salientou o promotor.

    Ainda foram discutidas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto ao tempo de oferecimento do ANPP por parte do Ministério Público, bem como em relação ao tempo da confissão, que pode ser feita no momento da assinatura do acordo. O palestrante ainda falou sobre a participação da vítima no acordo e sobre a fixação da reparação de danos.

  • MPPB recomenda que Município de Puxinanã elabore Plano de Saneamento Básico

    MPPB recomenda que Município de Puxinanã elabore Plano de Saneamento Básico

    Medida é fundamental para obter recursos federais para custear serviços de abastecimento de água, esgoto, manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais e limpeza urbana

     

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou ao prefeito de Puxinanã que adote as medidas necessárias para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, a fim de cumprir os prazos estabelecidos pela Política Nacional de Saneamento Básico para que o Município tenha acesso a recursos orçamentários da União ou de financiamentos geridos ou administrados por órgão ou entidade da administração pública federal destinados a serviços de saneamento básico. 

    Conforme estabelece a lei, esse plano deverá abranger os serviços de abastecimento de água, de esgotamento sanitário, de manejo de resíduos sólidos, de limpeza urbana e de manejo de águas pluviais, podendo o Município, a seu critério, elaborar planos específicos para um ou mais desses serviços. 

    A recomendação expedida nessa quarta-feira (7/05), pela promotora de Justiça de Pocinhos, Fabiana Alves Mueller, integra o Procedimento 026.2025.000274, instaurado com o objetivo de fiscalizar e acompanhar a publicação dos planos de saneamento básico no Município de Puxinanã e também para manter controle e dar publicidade sobre o seu cumprimento, nos termos do artigo 19, da Lei 14.026/2020 (conhecida como “Novo Marco Legal do Saneamento Básico”).

    Segundo a representante do MPPB, foi constatado que o Município de Puxinanã não possui Plano de Saneamento Básico e que não preencheu o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), do Governo Federal, quanto à existência ou não desse plano, o que é exigido pela Lei 11.445/2007, que foi atualizada pela Lei 14.026/2020. 

    O gestor municipal tem 30 dias, a contar do recebimento da recomendação ministerial, para comunicar à Promotoria de Justiça as providências adotadas para o seu cumprimento, sob pena de serem adotadas as providências administrativas e judiciais cabíveis em relação à violação da lei. 

    Marco Legal do Saneamento Básico

    A promotora de Justiça explicou que as atualizações trazidas pelo Novo Marco Legal objetivam a universalização dos serviços de saneamento básico no País até 2033, por meio de maior eficiência na prestação dos serviços e obtenção de maiores investimentos, com a regionalização do serviço em busca de escala e maior participação da iniciativa privada, como também mediante a uniformização regulatória do setor. “Essa lei apresenta como justificativa para a sua aprovação a constatação de que a população brasileira enfrenta graves problemas de acesso aos serviços de saneamento, em especial, a cobertura por rede sanitária de esgoto e a coleta e a destinação ambientalmente adequada de lixo”, disse. 

    Para Mueller, o atingimento da meta de universalização da prestação dos serviços de saneamento básico, com o atendimento de 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033, constitui a maior ambição do dispositivo legal.

    Segundo a promotora de Justiça, apesar de estar em vigor há mais de quatro anos, pouco se avançou na implementação das mudanças. “Isso indica o papel de relevo do Ministério Público no impulsionamento das medidas necessárias à implementação dos resultados pretendidos, num ambiente de interlocução interinstitucional e diálogo”, defendeu.

    Imagem ilustrativa retirada do Freepik

  • MPPB pede e Justiça determina que a Polícia Militar possa lavrar TCO

    MPPB pede e Justiça determina que a Polícia Militar possa lavrar TCO

    A Justiça deferiu tutela de urgência pedida pelo Ministério Público da Paraíba e determinou que o Estado da Paraíba promova a imediata adoção das medidas necessárias para que a Polícia Militar inicie a lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para os crimes de menor potencial ofensivo. A liminar deu prazo de 90 dias para ser apresentado um cronograma detalhado para a implementação gradual e integral da medida em todo o território estadual.

    Também foi determinado pela Justiça que o Instituto de Polícia Científica que cumpra, de forma célere e eficiente, as requisições de exames periciais necessárias aos casos relacionados aos Termos Circunstanciados de Ocorrência lavrados pela Polícia Militar, nos termos do art. 69 da Lei nº 9.099/95.

    A liminar atende a Ação Civil Pública 0833164-37.2023.8.15.2001 ajuizada pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap/MPPB) e foi concedida pela 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital. O objetivo do MPPB é evitar o desguarnecimento da segurança pública, com deslocamentos desnecessários de PMs a delegacias, visto que o TCO deve ser lavrado pela autoridade policial que tomar conhecimento do crime, seja ela militar ou civil.

    Ação

    A ação civil pública foi um desdobramento do Procedimento 002.2021.058130, iniciado com a Recomendação 4/2021 expedida pelo Ncap ao secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social e ao comandante da PM para que elaborassem um formulário padronizado para a lavratura do TCO para os crimes de menor potencial ofensivo, pelos policiais militares.

    No decorrer do procedimento, foram realizadas reuniões com os órgãos de segurança pública (Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Polícia Científica e membros da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social) para apresentação do formulário e as instruções de confecção do TCO pela PM, com o objetivo de dirimir qualquer dúvida sobre o assunto. A PM chegou a informar que estava sendo desenvolvida uma plataforma digital voltada a atender diversas necessidades inerentes ao serviço operacional e administrativo da PM, incluindo o TCO. Entretanto, não houve a implementação da confecção do TCO pela PM. Também foi proposta a celebração de um TAC, mas em razão do desinteresse do Estado da Paraíba em resolver um problema, foi necessário a interposição da ação judicial.

    Processo

    Durante o processo judicial, a Polícia Militar reconheceu o interesse institucional na implementação do TCO. “A resistência ou morosidade na implementação, portanto, parece decorrer mais de questões administrativas e de coordenação interinstitucional do que de um óbice jurídico intransponível quanto à competência”, diz o texto da decisão judicial.

    Além disso, é destacado na decisão que a omissão estatal em adotar as medidas necessárias para a efetivação da lavratura do TCO pela Polícia Militar, em face do entendimento consolidado sobre a natureza jurídica do referido termo e da expressa previsão legal que o atribui à “autoridade policial”, configura, em tese, uma conduta desidiosa que atenta contra a eficiência da prestação do serviço de segurança pública e a celeridade da justiça criminal.