Categoria: MPPB

  • Pacto que garante funcionamento de 120 leitos do Hospital Padre Zé é assinado

    Pacto que garante funcionamento de 120 leitos do Hospital Padre Zé é assinado

    Medida conciliatória articulada pelo MPPB e viabilizada por parceria institucional garante segurança jurídica ao Município de JP para o repasse de recursos ao serviço hospitalar

     

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), o Instituto São José, o Município de João Pessoa e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) assinaram, na manhã desta segunda-feira (5/05), o Pacto de Adequação de Conduta Técnico-Operacional proposto pelo TCE-PB e articulado pelo MPPB para garantir a continuidade dos serviços prestados pelo Hospital Padre Zé, localizado em João Pessoa. O cumprimento do pacto será acompanhado e fiscalizado pelo Ministério Público Estadual e de Contas.

    O pacto regulariza e garante a manutenção dos contratos vigentes entre o Município e o Instituto, relativos à disponibilização de 120 leitos hospitalares – dos quais 100 são de Unidades de Cuidados Prolongados, “UCP” – no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando o repasse de R$ 9 milhões/ano e a continuidade dos serviços de saúde, de forma eficiente e regular. Também disciplina o fluxo de repasse, execução e prestação de contas das emendas parlamentares vinculadas ao Instituto, reconhecendo sua natureza de recursos obrigatórios e finalísticos e estabelecendo salvaguardas para os gestores estaduais e municipais encarregados de sua transferência.

    O documento foi assinado, no gabinete da presidência do TCE-PB, pelo presidente e pelo procurador do tribunal, Fábio Nogueira e Bradson Camelo, respectivamente; pelos promotores de Justiça do MPPB, Alexandre Jorge do Amaral Nóbrega (que atua na defesa das fundações) e Leonardo Pereira de Assis (com atribuição na defesa da saúde); pelo procurador-geral e pelo secretário de saúde do Município de João Pessoa, Bruno Nóbrega e Luís Ferreira de Sousa Filho, respectivamente; e pelo diretor do Instituto São José, o padre George Batista Pereira Filho. Também participaram da assinatura auditores do TCE, representantes do Município e advogados do Instituto. 

    Obrigações

    Conforme explicou o presidente do TCE-PB, o pacto fixa obrigações técnico-operacionais, metas de desempenho, indicadores, prazos e mecanismos de governança e controle a serem observados pelos signatários, em conformidade com a reestruturação institucional implementada no Instituto, com as decisões administrativas e judiciais que reconheceram a atual regularidade de sua gestão e com as diretrizes do SUS e da legislação. 

    Dentre as obrigações do Município de João Pessoa, está a comunicação formal, no prazo de cinco dias úteis, ao MPPB e ao TCE-PB, de qualquer inadimplemento relevante do Instituto ou de qualquer fato que coloque em risco a continuidade dos serviços. O Instituto, por sua vez, terá que, dentre outras obrigações, realizar regularmente a prestação de contas de todos os recursos públicos recebidos e de todos os serviços executados, de forma detalhada, além de manter absoluta transparência na gestão dos recursos vinculados ao pacto. 

    Os termos do documento foram discutidos em reunião realizada no último dia 30 de abril, da qual participaram representantes do TCE-PB, do MPPB, do Município de João Pessoa e do Instituto São José (saiba mais). O pacto terá vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período.

    Parceria por um bem comum

    Todos os órgãos envolvidos destacaram que o pacto é a “materialização de uma parceria institucional feita em prol de um bem comum”. “Só tenho a agradecer pela segurança jurídica que nos foi dada. Se o hospital fechasse, teríamos uma grande emergência sanitária”, reconheceu o secretário municipal de Saúde. 

    O promotor de Justiça Leonardo Pereira agradeceu ao presidente do TCE e ao procurador do MP de Contas pela agilidade nos trabalhos para a elaboração do pacto. “Enquanto promotor de Justiça da Saúde, tínhamos a preocupação de garantir esses leitos hospitalares porque sabemos da deficiência de leitos que existe no Brasil. Ficamos muito felizes com essa medida conciliatória, que garante a segurança jurídica ao Município e que tem grande alcance social”, disse. 

    O procurador do MP de Contas também falou da importância da parceria institucional para a resolução do problema. “Foi muito satisfatória a forma que foi resolvido o problema. Os órgãos de controle servem para ajudar o gestor. E nesse sentido, o Ministério Público Estadual, o Ministério Público de Contas, o Tribunal de Contas foram parceiros importantes para criar instrumentos de controle e, ao mesmo tempo, permitir que os leitos do Hospital Padre Zé continuassem abertos à população de João Pessoa”, falou.

    “Divisor de águas”

    O promotor de Justiça Alexandre Nóbrega disse que o trabalho da atual gestão do hospital está sendo acompanhado pelos órgãos de controle. “Hoje é um dia de muita felicidade, pela junção de um pacto jurídico elaborado por várias mãos em prol da saúde pública em nosso Estado. O MP estadual e o de Contas irão acompanhar e analisarão as prestações de contas que serão encaminhadas trimestralmente pelo Instituto São José aos órgãos de controle. Isso será um trabalho contínuo. Durante a vigência do pacto, faremos visitas institucionais para acompanhar o funcionamento do hospital, que é tão importante para os mais necessitados. É importante que todos tenham conhecimento do que foi tratado aqui. Há um divisor de águas quanto à atual gestão do Hospital Padre Zé e a população não deve deixar de fazer suas doações porque esses recursos estão sendo bem geridos e fiscalizados pelos órgãos de controle. É importante que as pessoas não percam a confiança no Hospital Padre Zé, que é um trabalho tão bonito realizado em nosso Estado”, disse. 

    O diretor do Instituto Padre Zé, por sua vez, agradeceu o apoio e a confiança de todos os órgãos e reiterou o compromisso da gestão com a transparência e com a prestação de um serviço de saúde de qualidade aos pacientes atendidos na unidade hospitalar.

    Estado

    Segundo o promotor de Justiça Alexandre Nóbrega, um pacto semelhante também será assinado pelo Governo do Estado para garantir segurança jurídica ao ente estadual e a continuidade dos contratos celebrados entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB) e o Instituto São José, em relação ao Hospital Padre Zé. Os recursos já pactuados estão garantidos.

    Entenda o caso

    O Hospital Padre Zé foi alvo de atos irregulares praticados por sua antiga administração, que resultaram em investigação e denúncia feitas pelo MPPB e no afastamento, em 2023, do então gestor. Embora a atual administração do Instituto tenha adotado medidas para regularizar a situação e manter a transparência, houve impedimentos legais para a continuidade do repasse de recursos públicos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, resultando em risco de fechamento do hospital que conta com 120 leitos destinados à população usuária do SUS. 

    O MPPB acompanha situação, tendo celebrado um termo de ajustamento de conduta (TAC), em agosto do ano passado, entre o Instituto e a SMS, para disciplinar o repasse de recursos e garantir a melhoria e continuidade dos serviços de saúde prestados. No entanto, foi verificada a necessidade da assinatura do pacto com o TCE para estabelecer critérios que confiram segurança jurídica e estabilidade institucional à relação entre o Município de João Pessoa e o Instituto.

  • PGJ publica relatório sobre método de medição de absenteísmo na instituição

    PGJ publica relatório sobre método de medição de absenteísmo na instituição

    Relatório foi produzido pela DIADM e deve subsidiar órgão para geração de dados

    A Procuradoria-Geral de Justiça – por meio da Diretoria Administrativa – realizou um estudo sobre a medição do absenteísmo no âmbito do Ministério Público da Paraíba (MPPB). O objetivo é instruir os setores de Recursos Humanos e Médico e o Núcleo de Bem-Estar a organizarem dados quantitativos (relacionados a dias/horas de afastamentos) e qualitativos (motivos), por meio de ferramentas e processos padronizados, tornando possível o diagnóstico da situação, suas causas, implicações e soluções. O trabalho resultou na publicação do relatório “Método para implementação do índice de absenteísmo”, que pode ser acessado AQUI. 

    O procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, explicou que a preocupação principal da gestão são os impactos do absenteísmo, tanto para quem é atingido diretamente (quem falta ao trabalho), quanto para as equipes (que precisam dar conta do serviço com menos pessoas). “Nossa intenção é verificar se o índice na instituição está dentro dos parâmetros aceitáveis e suas causas para observarmos o que podemos fazer para minimizá-las. Sabemos, por exemplo, que o adoecimento é uma das principais causas de afastamentos de trabalhadores. A partir de metadados, podemos, talvez, ajudar a pessoa a superar as dificuldades, evitando, ao mesmo tempo, as consequências administrativas e orçamentárias envolvidas”, explicou. 

    O diretor-administrativo, Jonatha Vieira, responsável pelo projeto que resultou no relatório, explicou que quanto menor o índice de absenteísmo na instituição, maior será a produtividade e melhores serão os aspectos de qualidade de vida no trabalho. “Esperamos que esse trabalho embase a implementação e o monitoramento do índice de absenteísmo no Ministério Público da Paraíba, a partir de modelo que contemple diagnóstico, necessidades e resultados esperados. Queremos sistematizar fluxos relacionados à gestão de pessoas e adotar medidas fundamentadas em dados que impactem na diminuição do percentual de absenteísmo e possibilite maior controle de custos operacionais com afastamentos”, disse.

    O relatório contém 13 páginas, nas quais são apresentadas informações sobre a gestão de pessoas relacionadas à visão e à missão da instituição; sobre o problema do absenteísmo e as dificuldades para um diagnóstico de qualidade; além de formas para implementar o monitoramento, com definição de fórmula e etapas para medição do absenteísmo.

  • Eventos encerram projeto de difusão do controle de constitucionalidade

    Eventos encerram projeto de difusão do controle de constitucionalidade

    A Procuradoria-Geral de Justiça – por meio da sua Assessoria Técnica – concluiu o projeto “Difundindo o Controle de Constitucionalidade no âmbito do Ministério Público da Paraíba”, nesta terça-feira (29/04), com a divulgação do relatório das atividades (acesse AQUI). A iniciativa contou com a realização de cinco eventos em todas as regiões do Estado, com a participação de promotores de Justiça. O objetivo foi envolver os membros que atuam na primeira instância de forma a subsidiar o trabalho da PGJ, que atua diretamente na matéria, de forma que haja uma efetiva parceria a fim de garantir o sucesso das ações impetradas. 

    O procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, disse que o projeto cumpriu seu intento que foi debater e uniformizar a atuação do Grupo de Controle de Constitucionalidade – que funciona na Assessoria Técnica do PGJ. “Conforme ato de 2023, o grupo atua por iniciativa própria e presta suporte técnico-jurídico sobre as questões suscitadas pelos órgãos da estrutura do Ministério Público no desempenho de suas atividades funcionais, em matéria de constitucionalidade de leis e atos normativos estaduais e municipais. É uma atividade muito importante no âmbito do MP no sentido de garantir a plena eficácia das leis e sua consonância com a Constituição Federal. Nas reuniões realizadas pelo Estado, explicamos essa atuação da PGJ e destacamos a importância do promotor de Justiça na efetivação desse trabalho”, disse.

    O coordenador da Assessoria Técnica do PGJ, o procurador de Justiça, Alexandre César Fernandes Teixeira, conduziu a execução do projeto e é o responsável pelo relatório das atividades. “O Grupo de Controle de Constitucionalidade tem profissionalizado sua atuação ao longo dos últimos anos, ganhando mais estrutura logística e mais aprimoramento, com reforço de servidores e criação de novas ferramentas para um trabalho mais resolutivo no campo extrajudicial. Destacamos que a ADI Estadual (Representação de Inconstitucionalidade) só é apresentada ao Poder Judiciário quando saturado o espaço de debate e de diálogo. A dialeticidade é comando do procurador-geral de Justiça e da 1ª subprocuradora-geral de Justiça, por entenderem que ninguém é dono da verdade constitucional”, explicou.

    O relatório de atividades do projeto tem 26 páginas que detalham as reuniões realizadas, entre 15 a 24 de abril, nas promotorias de Justiça de João Pessoa, Campina Grande, Sousa, Patos e Guarabira. Além disso, o documento reúne decisões do Supremo Tribunal Federal pertinentes aos debates sobre controle de constitucionalidade, entre outras informações.

  • MPPB ministra palestra em curso de formação de sargentos da Polícia Militar

    MPPB ministra palestra em curso de formação de sargentos da Polícia Militar

    A 1ª promotora de Justiça de Cabedelo, Caroline Freire Monteiro da Franca, ministrou palestra para a turma de 46 alunos do Curso de Formação de Sargentos da Polícia Militar (CFS). A atividade ocorreu nessa terça-feira (29/04) no auditório do Campus de Cabedelo do IFPB.

    Conforme a promotora de Justiça, a atividade faz parte da disciplina ‘Técnicas de abordagem’, ministrada pelo instrutor Tenente Lima. Na palestra, a representante do Ministério Público fez uma explanação sobre a atividade ministerial relacionada ao cumprimento da atribuição constitucional de controle externo da atividade policial.

    “Falamos sobre o objetivo do controle externo e os modos de execução, repressivo e preventivo, atentando, dentre outras coisas, para a prevenção e a correção de eventuais irregularidades, ilegalidades, abuso de poder, assim como para a superação e a prevenção de falhas na produção probatória”, informou a promotora.

    Ainda durante a palestra, também foram discutidas questões relacionadas à abordagem policial, ao ingresso domiciliar, ao correto e pormenorizado preenchimento de boletins de ocorrência, aos depoimentos nas fases policial e judicial, à luz do atual posicionamento dos tribunais superiores para que haja uma melhor persecução penal e garantia do interesse público.

  • Dia do Trabalhador: MPPB funciona com plantões nesta quinta e sexta-feira

    Dia do Trabalhador: MPPB funciona com plantões nesta quinta e sexta-feira

    As unidades do Ministério Público da Paraíba – incluindo os setores administrativos e as promotorias de Justiça – não terão atendimento ao público, nestas quinta e sexta-feira (dias 1 e 2 de maio) em virtude do feriado do Dia do Trabalhador e do ponto facultativo no dia imprensado, compensado pelo expediente extra prestado pelos integrantes da instituição na semana passada. Dessa forma, o MPPB funcionará em regime de plantão junto ao Judiciário, voltando ao seu funcionamento normal na próxima segunda-feira (05/05).

    Os membros e os servidores designados para atuar nos plantões já foram antecipadamente comunicados por meio de portarias. O ato que dispõe sobre esse e outros 15 feriados e pontos facultativos seguidos pelo MPPB para este ano de 2025 foi assinado pelo procurador-geral de Justiça da Paraíba, Antônio Hortêncio Rocha Neto, chefe do MPPB, e pelos chefes do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública do Estado, no final do ano passado, e atualizado no início deste ano. 

    A divulgação prévia visa proporcionar à sociedade programar possíveis atendimentos nos órgãos. O atendimento ao público será retomado na segunda-feira, das 7h às 13h, nas promotorias de Justiça; e, das 7h às 17h, nos órgãos administrativos da instituição. Durante o feriado, a população poderá registrar suas demandas nos canais eletrônicos, como Ouvidoria e Protocolo Eletrônico (acesse www.mppb.mp.br/fale-conosco). Posteriormente, as demandas serão triadas e encaminhadas aos órgãos competentes da instituição. 

     

    Confira o calendário completo

    FEVEREIRO DE 2025
    26 de fevereiro (quarta-feira)  – 7 às 13 horas – Apenas na Capital, em razão do evento pré-carnavalesco “Muriçocas do Miramar”.

    MARÇO DE 2025
    03 de março (segunda-feira) – Facultativo (Carnaval) – Todas as unidades
    04 de março (terça-feira) – Facultativo (Carnaval) – Todas as unidades
    05 de março (quarta-feira) – Facultativo (Cinzas) – Todas as unidades

    ABRIL DE 2025
    16 de abril (quarta-feira) – 7 às 13 horas (Semana Santa) – Todas as unidades
    17 de abril (quinta-feira) –  Ponto Facultativo (Semana Santa) – Todas as unidades
    18 de abril (sexta-feira)  – Feriado (Paixão de Cristo) –  Todas as unidades
    21 de abril (segunda-feira) – Feriado – (Tiradentes)   
    25 de abril (sexta)* – 08 às 12h e das 13 às 17h  Todas as unidades
    *Transferência do ponto facultativo do dia 02 de maio.  

    MAIO DE 2025
    1º de maio (quinta-feira) – Feriado (Dia do Trabalhador) – Todas as unidades
    02 de maio (sexta-feira)* – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades
    19 de maio (segunda-feira)** – Ponto Facultativo unicamente para a Defensoria Pública (Dia Nacional da Defensoria Pública) – Apenas Defensoria Pública
    30 de maio (sexta)*** – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades

    *Expediente compensado em 25 de abril.
    **Lei Federal nº 10.448/2002
    ***Transferência do ponto facultativo do dia 20 de junho.  

    JUNHO DE 2025
    13 de junho (sexta-feira)*  08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades
    19 de junho (quinta-feira) – Ponto Facultativo (Corpus Christi) – Todas as unidades
    20 de junho (sexta-feira) – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades
    23 de junho (segunda-feira) – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades
    24 de junho (terça-feira) – Ponto Facultativo (São João) – Todas as unidades

    * Transferência do ponto facultativo do dia 23 de junho.  

    AGOSTO DE 2025
    1º de agosto (sexta-feira)* – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades
    04 de agosto (segunda-feira) – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades
    05 de agosto (terça-feira)**  Feriado Estadual (data magna da Paraíba)  Todas as unidades 11 de agosto (segunda-feira) – Fundação dos Cursos Jurídicos – Todas as unidades

    *Transferência do ponto facultativo do dia 04 de agosto.  
    **Lei Estadual nº 10.601, de 16 de dezembro de 2015.

     OUTUBRO DE 2025
    24 de outubro (sexta-feira)* – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades
    27 de outubro (segunda-feira) – Ponto Facultativo (compensado) – Todas as unidades
    28 de outubro (terça-feira) – Dia do Servidor Público – Todas as unidades

    *Transferência do ponto facultativo do dia 27 de outubro.  

    NOVEMBRO DE 2025
    14 de novembro (sexta-feira)* – 08 às 12h e das 13 às 17h – Todas as unidades
    20 de novembro (quinta-feira)** – Feriado (Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra) – Todas as unidades
    21 de novembro (sexta-feira)  Ponto Facultativo – (compensado) – Todas as unidades

    *Transferência do ponto facultativo do dia 21 de novembro.  
    **Lei Federal nº 14.759, de 21 de dezembro de 2023.

    DEZEMBRO DE 2025
    08 de dezembro (segunda-feira)* – Dia da Justiça – Todas as unidades

    * Lei Federal nº 6.741, de 17 de dezembro de 1979

  • Comissão do Quadro do MPPB estuda distribuição de demandas de núcleos

    Comissão do Quadro do MPPB estuda distribuição de demandas de núcleos

    A Comissão de Análise do Quadro de Membros – órgão criado no âmbito do Ministério Público da Paraíba (MPPB), para acompanhar a evolução das demandas e atribuições dos cargos de promotor de Justiça – se reuniu, na tarde desta segunda-feira (28/04) para avaliar mais uma proposta de alteração em atribuições de membros. A pauta envolveu a análise de possível discrepância do acervo de processos que tramitam no 22º cargo de João Pessoa e nos 26º e 29º cargos de Campina Grande, a partir de demanda encaminhada pela Corregedoria-Geral. 

    Após discussão e apresentação de dados, deliberou-se a necessidade de um estudo complementar contemplando a possível redistribuição dos processos que tramitam nos núcleos de Justiça 4.0 (organismos criados pelo Judiciário estadual) entre promotores de Justiça da fazenda pública, de acordo com a localidade do fato. O objetivo dessa nova análise é verificar se essa redistribuição equilibraria a carga de trabalho do 22º cargo, sem sobrecarregar os demais. Em caso positivo, será proposta a alteração na Resolução 81/2024, do Colégio de Procuradores de Justiça. 

    A reunião foi conduzida pelo presidente da Comissão do Quadro, Alcides Orlando de Moura Jansen, e pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e contou com as contribuições dos membros do órgão, o procurador de Justiça Alexandre César Fernandes Teixeira; os promotores de Justiça Rodrigo Marques da Nóbrega, Herbert Vitório Serafim e Cristiana Vasconcellos; e os servidores Vinícius Cesário e Ícaro Ramalho , além da participação do promotor-corregedor, Carlos Romero Lauria Paulo Neto, da 26ª promotora de Campina, Gláucia da Silva Campos Porpino, e o 22º promotor de João Pessoa, Lúcio mendes Cavalcante, interessados no processo. 

    Os membros da comissão e convidados fizeram as ponderações a partir do voto da relatora do procedimento, Cristiana Vasconcellos, levando em conta o estudo da comissão que avaliou movimentação de processos judiciais e extrajudiciais, giro, demanda represada ou sobrecarga e porte da população atendida dos cargos em análise. Inicialmente, sugeriu-se que o redimensionamento da atribuição do MP nos núcleos de Justiça 4.0 (ambiente exclusivamente virtual com ações de saúde contra o Estado em que o Ministério Público atua como custos legis), atualmente do 22º cargo, para que essa demanda fosse dividida também com os 26º e 29º cargos de Campina Grande. 

    O voto da relatora foi acolhido em parte, no que tange os dados coletados, mas também observou-se a sugestão do promotor de Justiça Lúcio Mendes, e as ponderações dos membros da comissão, bem como os apontamentos feitos pelo procurador-geral de Justiça. 

    Ao final, ficou encaminhada como sugestão que um novo estudo observe a possibilidade de que as atribuições dos núcleos 4.0 sejam retiradas do 22º cargo, devido ao acúmulo de processos acima da capacidade de trabalho, e diluídas entre os cargos com atribuições na fazenda pública de cada localidade. Para isso, será feita a análise dos dados verificando a viabilidade dessa mudança de forma que o trabalho seja dividido equitativamente. Quanto à situação dos 26º e 29º cargos de Campina Grande, nos quais foram verificados uma menor demanda, será feita uma análise mais ampla, estudando-se a melhor forma para que possam contribuir mais e melhor na distribuição e na celeridade do trabalho.

  • Promotoria de Campina Grande recebe visita técnica de estudantes de Direito

    Promotoria de Campina Grande recebe visita técnica de estudantes de Direito

    A Promotoria de Justiça de Campina Grande recebeu, na manhã desta terça-feira (29/04), a visita técnica de alunos do Curso de Direito do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) de CG. 

    Os estudantes foram recebidos pelo coordenador da Promotoria, o promotor de Justiça Bertrand de Araújo Asfora. Participaram ainda os promotores de Justiça Adriana Amorim de Lacerda e José Leonardo Clementino Pinto.

    A visita faz parte das atividades acadêmicas das disciplinas Estágio Supervisionado II e III e foi solicitada pela professora Jordânia Souza Costa. O objetivo da visita é conhecer a estrutura física e a dinâmica de funcionamento das promotorias. Cerca de 90 estudantes participaram da atividade.

    Durante a visita, os estudantes participaram de um momento de exposição no auditório onde foram abordadas questões relativas ao Ministério Público e, posteriormente, conheceram a estrutura da sede, como os gabinetes dos promotores de Justiça.

  • MPPB promove capacitação e lança cartilha sobre assédio moral e sexual

    MPPB promove capacitação e lança cartilha sobre assédio moral e sexual

    “Todo assédio leva a um adoecimento mental, em menor ou maior grau, podendo resultar na diminuição da produtividade e no afastamento do trabalho.” Esse foi o alerta feito, na tarde desta terça-feira (29/04), pela procuradora do Trabalho na Paraíba, Andressa Alves Lucena Ribeiro Coutinho, uma das palestrantes do webinar “Assédio moral e sexual: reconhecer para prevenir e combater”, promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, Ouvidoria e Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). 

    O evento idealizado pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, faz parte de uma campanha interna para prevenir e combater o assédio no âmbito do MPPB. Além da capacitação que fecha o “Abril Verde” (movimento que busca transformar os ambientes laborais, fomentando comportamentos de respeito para promover o bem-estar no mundo do trabalho), a campanha contempla o lançamento de uma cartilha baseada em orientações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o assunto. (Baixe AQUI

    O webinar foi aberto pelo PGJ, que também ministrou palestra. Ele destacou que a iniciativa pretende conscientizar os integrantes do MPPB sobre as formas de assédio moral e sexual e sobre a adoção das medidas cabíveis contra possíveis assediadores. “É com satisfação que realizamos esse webinar que tem múltiplas finalidades, dentre elas o aprimoramento e a melhoria da atuação e do comportamento para que possamos nos construir melhor como seres humanos. Temos que reconhecer que o assédio existe, porque ele não é um problema exclusivo de uma instituição ou organização. Reconhecer o assédio é o primeiro passo para combatê-lo e para preveni-lo ”, disse.

    Apoio

    O evento teve o apoio da Associação Paraibana do Ministério Público (APMP) – que foi representada pela coordenadora do Ceaf, a promotora de Justiça Anita Bethânia Rocha – e da Associação dos Servidores do Ministério Público (ASMP), representada por seu presidente, Aloysio Carneiro Júnior. “Desde já, a APMP se engaja nessa luta, de combate e, principalmente, de prevenção ao assédio moral e sexual, tema tão caro e muito presente no dia a dia. A violência moral está mais próxima de nós do que imaginamos. Em muitos casos, as pessoas não sabem que estão sofrendo esse tipo de assédio e é por isso que esse evento é tão importante”, disse.

    O presidente da ASMP parabenizou a gestão pela iniciativa. “Nós, servidores, nos sentimos lisonjeados de participar desse debate, que trata de um problema tão relevante e que acontece no Ministério Público brasileiro. Esse é um tema que precisa ser tratado para conscientizar as pessoas e para que o ambiente de trabalho seja cada vez melhor. O assédio é silencioso. Quem sofre muitas vezes não tem coragem de expor e isso faz com que o assédio se prolifere. Poucos estados do Brasil adotaram a iniciativa que o MPPB tomou”, falou.

    Já a ouvidora da Mulher do MPPB, a promotora de Justiça Dulcerita Alves, que mediou o webinar, lembrou que o compromisso do MPPB em tratar sobre o tema do assédio moral e sexual motivou uma pesquisa realizada no ano passado sobre o assunto e que apontou a existência de casos na instituição. “Precisamos reconhecer o assédio para combater e prevenir. Hoje é um dia histórico. Fazer uma pesquisa sobre assédio na instituição e mostrar seus resultados é um ato de coragem!”, destacou.

    Palestras

    Os dois palestrantes ressaltaram a importância de o Ministério Público brasileiro “fazer o dever de casa” em relação ao enfrentamento e à prevenção do assédio e em relação à promoção da saúde mental de seus integrantes. 

    De acordo com a procuradora do Trabalho, este ano, a Paraíba já registrou um aumento de 109% do número de afastamentos por adoecimento mental, no setor público e privado. “Isso não foi só pelo assédio, mas muito pela prática do assédio”, ressaltou. 

    Andressa explicou os conceitos de assédio moral e sexual e disse que a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ampliou o entendimento de que essa prática só se configuraria, se ocorrida de forma reiterada. “Em seu artigo 1º, a Convenção diz que o assédio moral pode se configurar quando ocorre uma única vez, de forma isolada. Isso é um avanço porque possibilita investigar e punir os assediadores, que passarão a ter um ‘freio’”, argumentou. 

    A representante do MPT também falou sobre a existência de um movimento de “normalização” do problema – o que, segundo ela, requer um trabalho de conscientização para mudança cultural – e trouxe exemplos de situações práticas e condutas para ajudar na identificação de casos de assédio (como retirar a autonomia do trabalhador; sobrecargá-lo de tarefas e responsabilidades que não fazem parte das funções; ignorar problemas de saúde – sobretudo os de saúde mental – do trabalhador/servidor no ambiente de trabalho; tratamento desrespeitoso, discriminatório e vexatório e demandas apresentadas fora do expediente, o que ela caracterizou como “ausência do direito de desconexão do trabalho”, dentre outras). 

    Tema prioritário

    Em sua palestra, o PGJ explicou que os encontros realizados em 2021 para a elaboração do Planejamento Estratégico da instituição já apontavam a necessidade de trabalhar o tema do assédio moral como uma das atuações prioritárias. 

    Isso motivou a realização de uma pesquisa, aplicada no ano passado, junto aos integrantes do MPPB a fim de identificar atitudes que se encaixariam como assédio moral ou assédio sexual. Os resultados foram apresentados no webinar. “A pesquisa apontou casos de assédio moral no MPPB e por isso, pensamos na campanha de conscientização, como forma de alertar sobre o problema, de educar para não precisar punir. Falar sobre o assunto desencoraja um eventual assediador e empodera uma potencial vítima”, defendeu.

    Além da campanha, o PGJ disse que uma das respostas apresentadas pela gestão para o problema foi o calendário institucional 2025, cujo tema é “Gentileza ou assédio?”. A peça foi elaborada pela Assessoria de Imprensa e distribuída para todos os setores do MPPB. “O calendário traz um termômetro e emojis que sinalizam a importância de impor limites, inclusive, para evitar que supostas gentilezas sejam entendidas ou se configurem como assédio. É uma forma de conscientizar o ano todo”, disse. 

    Denúncia

    Os dois palestrantes falaram sobre a importância da denúncia dos casos de assédio moral e sexual e disponibilizaram os canais. No MPPB, os casos podem ser encaminhados à Ouvidoria, ao Núcleo de Bem-Estar (que está sendo aparelhado para o melhor acolhimento psicológico e social das vítimas) e à Corregedoria-Geral. A APMP e a ASMP, enquanto órgãos de classe, também devem apoiar e cobrar providências em nome das vítimas. A procuradora do MPT informou que a instituição pode dar orientações às vítimas e receber denúncias de assédio. 
     

     

  • CPJ realiza 7ª sessão e destaca pesquisa acadêmica sobre projeto “Fim dos lixões”

    CPJ realiza 7ª sessão e destaca pesquisa acadêmica sobre projeto “Fim dos lixões”

    Colegiado aprovou voto de aplauso a procurador pelo registro em programa de pós-graduação da atuação do MPPB

    O Colégio de Procuradores de Justiça (CPJ) realizou, na manhã desta segunda-feira (28/04), a sua sétima sessão ordinária do ano. Com adiamento de julgamento de cinco itens da pauta, o colegiado discutiu assuntos administrativos, aprovou alteração em resolução e aprovou um voto de aplauso ao 24º procurador de Justiça, Luis Nicomedes de Figueiredo Neto, pela defesa da dissertação de mestrado que teve como tema o projeto “Fim dos Lixões”, executado pelo Ministério Público da Paraíba, entre 2018 e 2024, que resultou na erradicação de 100% dos lixões no Estado. 

    Matéria relacionada: MPPB celebra fechamento dos últimos lixões; desafio é manter status

    A sessão foi presidida pela 1ª subprocuradora-geral de Justiça, Vasti Clea Marinho da Costa Lopes, devido à ausência do procurador geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, que, no mesmo horário, assinava o Pacto pela Infância, proposto pelo Tribunal de Contas do Estado ao MPPB e a outros órgãos de controle, em solenidade no Centro de Convenções de João Pessoa. 

    Participaram da sessão que aconteceu de forma híbrida, os procuradores: Lúcia de Fátima Maia de Farias, Alcides Orlando de Moura Jansen, Kátia Rejane de Medeiros Lira Lucena (secretária), Álvaro Cristino Pinto Gadelha Campos, Francisco Sagres Macedo Vieira, Luciano de Almeida Maracajá, Herbert Douglas Targino, Joaci Juvino da Costa Silva, Aristóteles de Santana Ferreira, Victor Manoel Magalhães Granadeiro Rio, Francisco Paula Ferreira Lavor, Sônia Maria de Paula Maia, Francisco Antônio de Sarmento Vieira, José Guilherme Soares Lemos, Maria Ferreira Lopes Roseno, Nilo de Siqueira Costa Filho, Sócrates da Costa Agra, José Farias de Souza Filho, Francisco Glauberto Bezerra, Alexandre César Fernandes Teixeira e Luís Nicomedes de Figueiredo Neto. 

    Fim dos lixões: o MPPB na academia
    O Colégio de Procuradores aprovou por unanimidade o voto de aplauso – proposto pelo procurador José Farias – ao membro do CPJ Luis Nicomedes de Figueiredo Neto, pela defesa da dissertação de mestrado, no programa de pós-graduação de Direito, da Faculdade Caxias do Sul. A pesquisa teve como foco a atuação do Ministério Público da Paraíba para a erradicação dos lixões. Luis Nicomedes agradeceu o voto dos colegas e disse que seu objetivo foi levar para a academia a atuação do Ministério Público no projeto “Fim dos Lixões”. Segundo ele, o MPPB trabalha intensamente em ações de relevância, mas poucas vezes consegue registrar essa atuação por meio de trabalhos acadêmicos. 

    De acordo com Luis Nicomedes, a dissertação traz o passo a passo do trabalho executado pelo Ministério Público, desde a divulgação de que apenas 29 municípios paraibanos mandavam seus resíduos sólidos a aterros sanitários, passando pelo processo de chamamento dos prefeitos para assinatura de acordos de não persecução penal (que foram registrados em inúmeras matérias no site instituição e pela imprensa local), até o último levantamento da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp) que atestou a erradicação do mal no Estado. 

    Inclusive, o site institucional, por meio de conteúdos produzidos pela Assessoria de Imprensa da instituição, foi uma das fontes de pesquisa usada pelo mestrando para a composição da dissertação. A última matéria, por exemplo, foi publicada em janeiro deste ano, marcando o fechamento do projeto, com o anúncio de 100% dos lixões erradicados e o chamamento à população para denunciar a reativação de possíveis lixões, evitando que o problema reapareça. O material foi amplamente divulgado nos meios de comunicação do Estado, com entrevistas do procurador-geral, Antônio Hortêncio sobre o assunto. 

    O projeto “Fim dos lixões” foi deflagrado em 2018, pelo então procurador-geral, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, e continuado pelo atual chefe do MPPB, Antônio Hortêncio Rocha Neto. Participaram da comissão do MPPB que viabilizou o fechamento dos lixões, os procuradores de Justiça Francisco Sagres e José Farias e os promotores de Justiça Raniere Dantas, Eduardo Torres e Fabiana Lobo. Além disso, o projeto teve a participação de órgãos externos, a exemplo do Governo do Estado, que viabilizou galpões de triagem de materiais recicláveis no Estado, e da Federação das Associações dos Municípios (Famup), que ajudou a motivar os prefeitos a aderirem ao projeto e buscarem meios de erradicarem seus lixões. 
     
    Expedientes e adiamento de julgamento
    A presidente em exercício do colegiado também fez a leitura de dois expedientes encaminhados ao Colégio de Procuradores. O primeiro fazia referência ao Relatório de Atividades da Comissão de Elaboração Legislativa, referente ao primeiro trimestre do ano, remetido pelo coordenador do órgão, o 2º subprocurador-geral de Justiça, Francisco Paula Ferreira Lavor. 

    O segundo expediente foi remetido pelo 42º promotor de Justiça de João Pessoa, Edmilson de Campos Leite Filho, que comunicou a existência de procedimentos em curso na Promotoria  (002.2025.013891 e 002.2025.012588) relacionados à apuração de poluição ambiental no litoral da Paraíba, especificamente nas praias do Bessa e Intermares, e no leito do Rio Jaguaribe que resultou no aparecimento de espuma branca em determinado trecho. O expediente foi em resposta a pedido de informação da procuradora Ana Lúcia Torres de Oliveira, em sessão do colegiado. 

    Em determinado momento da sessão, a presidente Vasti Clea declarou-se suspeita para conduzir o julgamento de cinco itens da pauta, assumindo a presidência o terceiro decano, Alcides Jansen. Os processos têm como relator o procurador Luis Nicomedes e como revisora a procuradora Maria Lurdélia Diniz de Albuquerque Melo. Devido à ausência da revisora e, atendendo ao regimento interno do colegiado, o julgamento dos itens foram adiados para a próxima sessão. 

    Aprovação de resolução e outros
    O CPJ também aprovou alteração na Resolução 81/2024, que dispõe sobre as atribuições dos membros do Ministério Público. O processo foi de relatoria do procurador-geral, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e teve o objetivo de corrigir o texto referente às atribuições do 59º promotor de Justiça, que atua nos feitos que tramitam na 2ª Vara de Entorpecentes da Comarca da Capital. Foi um ajuste formal, de redação, sem outras implicações.

    Entre as comunicações, destaca-se, ainda, a do procurador Francisco Sagres, que fez menção à Operação Saturação, deflagrada na semana passada sob a coordenação do MP-Procon, destacando o trabalho do seu coordenador, o promotor de Justiça, Romualdo Dias, e dos órgãos parceiros. O membro do colegiado também registrou a importância de fiscalizar todo o processo de produção de laticínios, a partir da ordenha dos animais até o produto final, de forma que dê segurança ao consumidor final em relação à higiene e qualidade do que é produzido.

    Assista à sessão na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=AdJW4bRDytc 

  • Webinar discute desafios para a proteção dos povos e comunidades tradicionais

    Webinar discute desafios para a proteção dos povos e comunidades tradicionais

    Membros, servidores e assessores do Ministério Público da Paraíba e de outras unidades da federação estão participando do webinar “A Atuação do Ministério Público junto aos Povos e Comunidades Tradicionais”, promovido nesta segunda-feira (28/04). O evento foi aberto pela coordenadora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf/MPPB), Anita Bethânia Rocha, que representou o procurador-geral de Justiça Antônio Hortêncio Rocha Neto.

    Ela destacou que, “embora relevante, o tema do webinar é pouco discutido” e falou da importância da atuação integrada entre as instituições ministeriais. “Em que pese o MPF ter uma atuação especialíssima, o MP estadual, principalmente na Paraíba, tem atuado na defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais. Espero que tenhamos um dia de profunda aquisição de conhecimento”, disse. 

    A idealizadora do evento, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional em matéria de defesa da cidadania, a promotora de Justiça Liana Carvalho, também falou sobre a importância do webinar. “Esse é o primeiro seminário que o Ministério Público promove sobre essa pauta tão essencial para todas as áreas de atuação ministerial. É uma união de esforços para mostrar que é possível a atuação conjunta do MP estadual e Federal e também da Funai na efetivação dos direitos das populações tradicionais. Escolhemos o mês de abril porque dia 19 é um dia marcante para a população indígena. É uma forma de reconhecer o papel e a importância dos povos originários”, explicou.

    Em sua fala, o procurador da República na Paraíba, Douglas Araújo, também destacou a importância de políticas públicas destinadas aos povos e comunidades tradicionais e defendeu ser fundamental a atuação de uma rede de colaboração de órgãos e instituições para a efetivação dos direitos desse público. “Na Paraíba, temos a honra de conviver com indígenas – com destaque para os Tabajaras e o povo Potiguar, além dos Waraos que vieram da Venezuela -, que mantêm vivos suas tradições, apesar de todas as dificuldades históricas. É dever do Estado brasileiro garantir os direitos das populações tradicionais, como a demarcação de terras, o acesso à saúde e à educação em formatos adequados e a manutenção do meio ambiente, por exemplo. Isso requer a atuação de diversos órgãos e a cooperação de secretarias estaduais e municipais, que atuam na ponta. Que esse encontro nos inspire a renovar o compromisso com essa causa, ouvindo os povos tradicionais”, disse.

    Direito de existir

    No turno da manhã, o webinar teve como mediadora a promotora de Justiça do MPPB, Fernanda Pettersen de Lucena, que, após agradecer o convite do CAO Cidadania e do Ceaf e cumprimentar os participantes, destacou que direitos humanos são resultado de reivindicações e lutas históricas. Ela também defendeu a importância de espaços de participação ativa para o debate e deliberação de políticas públicas em prol desses povos e comunidades tradicionais e a atuação integrada entre o Ministério Público e órgãos governamentais. 

    Na sequência, o coordenador regional da Funai na Paraíba, Eugênio Herculano de Arruda Júnior, e o procurador da República na Paraíba, José Godoy Bezerra de Souza, apresentaram o painel “Particularidades Indígenas”. Já a promotora de Justiça do MP do Pará, Lílian Regina Furtado Braga, ministrou palestra sobre a atuação do MP Estadual junto aos povos tradicionais, destacando as experiências na Amazônia paraense. 

    A situação de vulnerabilidade do povo Warao no município de João Pessoa – em relação ao acesso à saúde (recentemente houve um surto de leptospirose na comunidade) e às más condições dos abrigos -; o registro de nascimento de crianças indígenas na Paraíba; a situação do povo negro e quilombola (e as políticas supremacistas de “branqueamento” e “assimilamento”); os conflitos entre questões e órgãos ambientais sobre áreas de proteção e a demarcação de terras; assim como o impacto da pressão e especulação imobiliárias para a existência dos povos e comunidades tradicionais; os desafios para lidar com essa pauta (com destaque para questões relacionadas ao território e atribuições; gestão de políticas públicas; sistema de Justiça e a ausência do Estado, atividade econômica e populações tradicionais e povos originários) e a importância do letramento sobre esses grupos e suas peculiaridades foram alguns dos assuntos discutidos, nesta manhã. 

    Confira a programação do turno da tarde

    Apresentação e medição: Eduardo Luiz Cavalcanti Campos, promotor de Justiça do MPPB

    14h – Palestra: “ A questão dos indígenas venezuelanos Warao” 
    Palestrante: Eduardo Brunello, gerente operacional de promoção do acesso à cidadania, da Gerência de Direitos Humanos da SEDH 

    14h30 – Debates 

    14h45 – Palestra: “Quilombolas, povos de terreiro e outras populações tradicionais”
    Palestrante: Jadiele Berto, gerente executiva de Equidade Racial na Paraíba 

    15h15 – Debates 

    15h30 – Painel: “Atuações do MPPB junto aos povos tradicionais” 
    Painelistas: Liana Espínola Pereira de Carvalho, promotora de Justiça e coordenadora do CAO Cidadania e Direitos Fundamentais; Fabiana Maria Lobo da Silva, promotora de Justiça e coordenadora do CAO da Saúde; Ricardo Alex Almeida Lins, promotor de Justiça e coordenador do CAO Criminal

    16h30 – Encerramento