Categoria: TJPB

  • Comarcas de Cajazeiras, Sousa e Patos participam da Campanha de Combate ao Assédio no Ambiente de Trabalho

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    Ação reuniu um bom público na Comarca de Patos

    Dando seguimento à programação, a Campanha de Combate ao Assédio no Ambiente de Trabalho do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), segue o cronograma, ofertando serviços de saúde e ações de conscientização a magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as) das unidades judiciárias espalhadas pelo estado.

    Entre os dias 06, 07 e 08, as atividades abrangeram as Comarcas de Cajazeiras, Sousa e Patos. O objetivo é promover o debate e conscientizar de que o assédio não é legal e atinge a saúde mental de quem é vítima.

    Os trabalhos integram a Semana de Combate ao Assédio Moral e Sexual e à Discriminação, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e apoiada pelo TJPB, por meio da Comissão de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios (Compead), presidida pela desembargadora Túlia Gomes de Souza Neves.

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    Palestras movimentaram a Comarca de Sousa

    A campanha, que teve início na segunda-feira (05), no Fórum Cível de João Pessoa e termina nesta sexta-feira (09), na Comarca de Campina Grande, seguindo a campanha do CNJ. No entanto, a programação preparada pela Compead, na Paraíba, se estende até o dia 23, e, até lá, serão realizadas ações nas comarcas de Belém, Itabaiana, Soledade, Picuí e Cabedelo.

    Os atendimentos envolvem a Gerência de Qualidade de Vida (Gevid) e a unidade integrante da Diretoria de Recursos Humanos do Tribunal. A gerente da Gevid e membro da Compead, Valéria Beltrão, ressaltou a importância do trabalho de prevenção e enfrentamento aos assédios e discriminação.

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    Trabalho da equipe da Gevid em Cajazeiras

    “A adesão de todos e todas tem sido extremamente satisfatória. Estamos felizes, pois a semente está sendo semeada, levando a reflexão sobre atitudes mais empáticas, capazes de gerar uma melhor qualidade de vida no trabalho, evitando práticas inadequadas e abusivas”, pontuou Valéria Beltrão.

    Serviços – Nas sedes dos respectivos fóruns são executados atendimentos de aromaterapia, musicoterapia, aferição de pressão, batimentos cardíacos e glicemia, auriculoterapia, acupuntura, orientações ergonômicas, dentre outros. Acontecem também rodas de conversas, escutas psicológicas e orientações sobre direitos e processos, na área de saúde.

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    Membros da Compead ministram palestras sobre as bases legais

    Ainda, na programação do evento, membros da Compead ministram palestras sobre as bases legais e o fluxograma acerca de como podem ser geradas as notícias de assédios e discriminações. Conforme informações da Comissão, as visitas às comarcas têm sido muito proveitosas e a execução da Campanha de Combate ao Assédio no Ambiente de Trabalho do TJPB tem demonstrado bons resultados; um deles é o cumprimento da meta determinada pelo CNJ.

    Prorrogada –  A pesquisa da Compead voltada aos magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as) do Poder Judiciário estadual, que seria encerrada nesta sexta (09), foi prorrogada até o dia 23 de maio.

    A finalidade do questionário é auxiliar os trabalhos da Compead, com a construção de um ambiente institucional mais justo, seguro e acolhedor para todos e todas que integram o Judiciário estadual paraibano.

    Por Lila Santos

     

  • TJPB participa de primeira reunião técnica decorrente do Pacto Paraibano pela Primeira Infância

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    Juiz Hugo Zaher, coordenador da Coinju, participou do evento

    O Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio do juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador estadual da Infância e Juventude, participou na quarta-feira (7) da primeira reunião técnica decorrente do Pacto Paraibano pela Primeira Infância, celebrado no mês passado. A iniciativa é um desdobramento direto do compromisso firmado por diversas instituições estaduais em favor da promoção do desenvolvimento integral das crianças de 0 a 6 anos.

    O encontro foi promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), que apresentou a matriz de planejamento da Auditoria Operacional sobre a Primeira Infância. A auditoria será realizada em todos os municípios paraibanos, com o objetivo de avaliar a existência e efetividade das políticas públicas voltadas à primeira infância nas áreas de saúde, educação, assistência social, orçamento público, infraestrutura e visitas domiciliares.

    “O TJPB integra com responsabilidade esse processo, ciente de que a proteção da primeira infância é um dever coletivo. Esta reunião representa o primeiro passo técnico concreto do pacto firmado no ano passado e reafirma o compromisso do Poder Judiciário com a efetivação de políticas públicas baseadas em evidências, integradas e com foco na infância”, destacou o juiz Hugo Gomes Zaher.

    Durante a reunião, foi formalizado o grupo de trabalho interinstitucional que acompanhará a execução da auditoria, com representantes de diversos órgãos públicos e da sociedade civil. As reuniões acontecerão de forma periódica.

    A expectativa é que os dados colhidos fundamentem recomendações e planos de ação a serem apresentados pelos entes públicos até o segundo semestre de 2025.

    Gecom-TJPB

  • Judiciário e Executivo começam a articular execução do Plano Estadual Pena Justa na Paraíba

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    Reuniões com deliberações para a construção do Plano Pena Justa

    O Comitê de Políticas Penais da Paraíba realizou, esta semana, uma série de reuniões com deliberações para a construção do Plano Pena Justa no âmbito estadual. Entre os encaminhamentos, que contemplaram os quatro eixos do plano, seguindo com apoio técnico com o Programa Fazendo Justiça CNJ/PNUD, destaca-se a instituição da Câmara Temática de Enfrentamento ao Racismo, que participará das discussões de todas as áreas atendidas pelo Plano.

    O Plano Pena Justa foi elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em conjunto com a União, com o apoio de parceiros institucionais e da sociedade civil. 

    O documento reconhece que o racismo institucional é um fator determinante para o Estado de Coisas Inconstitucional nas prisões brasileiras e se manifesta em diversas áreas do sistema carcerário, como a superlotação, a desigualdade no acesso a direitos e a falta de oportunidades para reinserção social.

    Na Paraíba, foi eleita para coordenar a Câmara de Enfrentamento ao Racismo a coordenadora do Observatório Paraibano Antirracista, Marli Soares, que integra a executiva da Marcha da Negritude Unificada.

    “Estamos num processo de reparação, de resistência, de luta, e até mesmo de ocupação dos espaços, então é importante estarmos aqui. Sabemos por que a maioria das pessoas presas são negras e, na verdade, ainda estamos na luta pela segunda abolição. Precisamos ajudar a construir uma sociedade mais justa”, declarou Marli.

    Os coordenadores e os eixos do Plano Pena Justa

    Quatro reuniões ocorreram ao longo da semana com os envolvidos na construção da política. Na ocasião, foram eleitos coordenadores para atuar em áreas de trabalho específicas, relacionadas aos quatro eixos do plano: Controle da Entrada e das Vagas do Sistema Prisional; Qualidade da ambiência, dos serviços e da estrutura; Processos de Saída da Prisão; Políticas de Não Repetição do Estado de Coisas Inconstitucional no Sistema Carcerário.

    Cada eixo ficará sob a coordenação de membros do Comitê de Políticas Penais, garantindo o acompanhamento técnico e o diálogo interinstitucional permanente.

    Além disso, foi deliberada a criação de Câmaras Temáticas, compostas por especialistas, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil. As câmaras funcionarão como espaços técnicos de assessoramento para propor diretrizes, metas e estratégias de curto, médio e longo prazo.

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    Juíza Aparecida Gadelha, coordenadora do GMF-TJPB

    De acordo com a coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB, juíza Aparecida Gadelha, o momento é de construção coletiva do Plano Estadual Pena Justa, com a organização das câmaras temáticas que irão aprofundar os quatro eixos prioritários definidos para o estado.

    “Essas câmaras têm como objetivo promover a escuta qualificada, o diálogo interinstitucional e o pensamento estratégico entre os diversos atores do Sistema de Justiça e da gestão pública, contribuindo para a formulação de políticas penais mais efetivas, integradas e sensíveis à realidade local”, elucidou a juíza.

    Para os membros da Secretaria Executiva do Judiciário do Comitê de Políticas Penais, a articulação dos eixos e das câmaras temáticas representa um novo momento de pactuação entre os órgãos do sistema de justiça e o Executivo estadual, com foco na superação do Estado de Coisas Inconstitucional reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal.

    A respeito das ações organizadas em quatro eixos, o secretário de Estado de Administração Penitenciária, João Alves Albuquerque, declarou que o foco principal é combater a superlotação carcerária, melhorar as condições de habitabilidade nas unidades prisionais, fortalecer políticas de preparação para a liberdade e ampliar os mecanismos de reintegração social das pessoas privadas de liberdade.

    “O que se espera do Comitê de Políticas Penais é a consolidação de um novo olhar sobre o ciclo penal — um olhar integral, que compreenda desde a porta de entrada no sistema de justiça criminal até a saída. A abordagem propõe um cuidado contínuo com a pessoa, suas garantias legais e suas possibilidades reais de reconstrução de vida em liberdade”, analisou João Alves.

    As próximas reuniões darão continuidade à definição do cronograma de execução e das metas prioritárias de cada eixo, alinhadas às diretrizes nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Por Gabriela Parente

     

  • Presidente do TJPB prestigia encontro que debate desafios e transformações da Reforma Tributária

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    Abertura do 4º Encontro de Administradores Tributários

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, participou da abertura dos trabalhos do 4º Encontro de Administradores Tributários da Paraíba (EAT), com o tema ‘O Impacto da Reforma Tributária nos Municípios’. O evento teve início na tarde desta quinta-feira (8), no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), sob a coordenação do presidente da Corte de Contas, Fábio Nogueira. Voltado a prefeitos, secretários de finanças e receita, agentes fiscais e presidentes de câmaras municipais, o encontro vai até sexta-feira (9), com foco nas mudanças trazidas com a Reforma Tributária.

    A temática é de suma importância, porque ultrapassa aqueles que estão no evento e alcança cidadãos e cidadãs de todos os municípios paraibanos. Nossa participação em iniciativas como essa fortalece o elo de parcerias entre instituições, que têm seu trabalho dirigido aos interesses da sociedade”, comentou Fred Coutinho. O encontro de Administradores Tributários é promovido pelo Fórum de Administradores Tributários da Paraíba (FPAT) e também reúne tributaristas, auditores e especialistas do setor para dois dias de palestras, painéis e debates.

    Segundo Fábio Nogueira, a proposta é promover a troca de conhecimento, além de orientar gestores sobre os impactos da nova legislação tributária. “O encontro tem como objetivo central discutir os desafios e as transformações que o novo modelo de tributação trará para a administração pública municipal”, destacou. “A Reforma, que entra em fase de transição em 2026, seguirá até 2033 e promete mudanças significativas na arrecadação e gestão dos tributos”, destacou o presidente do TCE-PB.

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    Presidente do TJPB, Fred Coutinho, participa do evento

    A auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Estado e coordenadora do FPAT, Chrystina Pessoa, disse que o Fórum de Administradores Tributários da Paraíba é uma iniciativa pioneira no Norte-Nordeste que oferece suporte técnico e estratégico aos gestores dos 223 municípios paraibanos. “A Coordenação Executiva do Fórum realiza o EAT a cada dois anos, como parte de seu compromisso com a atualização e fortalecimento da gestão tributária municipal”, informou.

    Painéis – Entre os temas na programação estão: ‘Nota Fiscal Eletrônica Nacional do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)’, com participação dos auditores da Receita Federal, Ariel Witczak, Fábio Cordeiro e Hermano Moura Filho; e “O Papel dos Tribunais de Contas na Administração Tributária”, com exposições de Alessandro Aurélio (Tribunal de Contas da União – TCU) e Vinícius del Pupo (Tribunal de Contas do Espírito Santo – TCE-ES).

    Por Fernando Patriota

     

  • Novos enunciados sobre Direito da Saúde são aprovados nos 15 anos do Fojanus

    FONAJUS 15 anos

    O Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus) celebra 15 anos como fonte de fortalecimento e monitoramento para resolução das demandas de assistência à saúde. Criado pelo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Fórum trabalha em um cenário de crescente judicialização e diversificação desses processos.

    Para aprimorar sua referência nesse segmento, o Fonajus realizou a VII Jornada de Direito da Saúde, em Brasília (DF). O objetivo do evento foi analisar, discutir e votar propostas de novos enunciados relacionados à matéria, além da possibilidade de revisão dos enunciados aprovados nas jornadas anteriores.

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    João Pereira, Anna Carla, Gustavo Gadelha e Renan do Valle

    A coordenadora do Comitê Estadual de Saúde do CNJ, desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba, Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas, participou da VII Jornada de Direito da Saúde e votou nos novos enunciados. “Viver esse momento, contribuindo para a construção de diretrizes que orientarão as decisões judiciais na área da saúde, foi uma experiência que levarei comigo”, comentou a magistrada.

    A desembargadora ainda agradeceu à organização da Jornada. “Sou profundamente grata pela oportunidade de estar presente e, ainda mais, por conhecer tantos magistrados e magistradas de diferentes cantos do Brasil, trocando vivências, ideias e fortalecendo laços que nos inspiram a seguir em frente. Momentos como esse renovam o propósito e o compromisso com a justiça e com a vida”, destacou.

    Também participaram da Jornada outros integrantes do Comitê Estadual de Saúde: o juiz do TJPB Renan do Valle Melo Marques e os juízes federais Gustavo de Paiva Gadelha e João Pereira de Andrade Filho. Os dois últimos são vice-coordenadores do Comitê Estadual de Saúde.

    Entre os temas contemplados nas propostas aprovadas, destacam-se as demandas judiciais para obtenção de medicamentos não incorporados às políticas públicas de saúde (propostas 1, 4, 12, 17 e 32), a possibilidade de atendimento via Atenção Domiciliar (propostas 7, 8 e 9) e a apreciação de pedidos relacionados ao tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (propostas 25, 26, 28 e 29).

    Durante a Jornada, também foram revogados seis enunciados que tratavam de temas como competência jurisdicional, fundamentação de decisões judiciais e condução de pesquisas científicas com seres humanos. Em breve, uma publicação com a íntegra dos enunciados aprovados, revisados e revogados na VII Jornada de Direito da Saúde será disponibilizada no Portal do Conhecimento.

    Por Fernando Patriota

     

  • Câmara Criminal mantém condenação por violência doméstica em Campina Grande

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu manter, por unanimidade, a condenação de um homem acusado de lesão corporal contra sua então namorada, no contexto de violência doméstica. O crime ocorreu no bairro José Pinheiro, em Campina Grande, no dia 12 de março de 2023.

    Conforme a denúncia, o acusado agrediu a vítima com tapas na cabeça e nuca, empurrando-a contra a parede e desferindo chutes nas coxas, após uma discussão. A mulher sofreu lesões físicas que foram comprovadas por laudo traumatológico. Após a agressão, ela deixou a residência do companheiro e registrou o caso na Delegacia de Polícia, onde solicitou medidas protetivas.

    Na decisão de primeiro grau, o réu foi condenado a um ano de reclusão, em regime aberto, com suspensão condicional da pena por dois anos, além do pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 1.000,00. A defesa recorreu pedindo absolvição por insuficiência de provas ou, de forma subsidiária, a exclusão ou redução do valor indenizatório.

    No julgamento da apelação, o relator do processo nº 0820156-76.2023.8.15.0001, juiz convocado Miguel de Britto Lyra, destacou que a materialidade do delito ficou comprovada pelo laudo pericial, enquanto a autoria foi reforçada pelos depoimentos da vítima e de testemunhas. O magistrado ressaltou ainda que, nos crimes de violência doméstica, a palavra da vítima possui especial valor probatório, especialmente quando corroborada por outros elementos, como no caso em análise.

    O colegiado também considerou adequada a fixação do valor de R$ 1.000,00 como reparação de danos morais, alinhada com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (Tema 983). Com isso, a Câmara Criminal do TJ/PB negou provimento ao recurso e manteve a condenação na íntegra.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • EaD: Aulas do curso ‘Direitos Indígenas e Interculturalidade’ começam nesta sexta-feira

    A partir desta sexta-feira (9), magistrados(as), servidores(as) e residentes do Judiciário estadual iniciarão as aulas do curso ‘Direitos Indígenas e Interculturalidade’, oferecido na modalidade de ensino a distância (EaD). A formação, que se estenderá até o dia 2 de junho, será conduzida pelo pós-doutor em História Indígena, Daniel Valério Martins.

    Participarão da formação 23 inscritos(as) das Comarcas de João Pessoa, Conde, Rio Tinto, Mamanguape e Campina Grande. As aulas síncronas ocorrerão às segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h.

    Durante o curso, o tutor abordará temas como a perspectiva histórico-antropológica dos direitos humanos e suas gerações, os direitos indígenas e culturais, além da luta pela demarcação de terras e territórios. Serão destacados exemplos como as comunidades Anacé (CE) e Potiguara (PB), com base na Resolução nº 454, de 22/04/2022, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O conteúdo também inclui o direito à educação diferenciada, bilíngue e intercultural, além do papel da educação indígena e escolar na garantia de direitos específicos. Serão discutidos ainda o conceito de sobreculturalidade e a importância do diálogo entre os servidores sobre as especificidades culturais dos povos indígenas, visando à melhoria do atendimento e da comunicação. Por fim, o curso abordará as violações de direitos humanos, indígenas e culturais.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Presidente e vice do TJPB participam de Grupo de Trabalho em congresso do STJ

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    Superior Tribunal de Justiça

    Os desembargadores, Fred Coutinho e João Batista Barbosa, presidente e vice, respectivamente, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), vão participar do 1º Congresso do STJ da 2ª Instância Federal e Estadual, organizado pelo Superior Tribunal de Justiça. Durante o evento, os desembargadores integrarão o Grupo de Trabalho responsável pela análise dos enunciados que serão propostos, durante o evento.

    O congresso será realizado, entre os dias 09 e 10/06/2025, em Brasília. A finalidade do encontro é ampliar a integração e a cooperação, em matéria institucional e jurisdicional, entre o STJ e os Tribunais Regionais Federais e de Justiça dos estados.

    O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, destacou que o Congresso é uma oportunidade para discutir desafios emergentes, e lembrou que os mesmos impactam o funcionamento da Justiça de segundo grau. “Vamos apresentar e estimular a adoção de experiências institucionais bem-sucedidas, visando o aperfeiçoamento da estrutura e da eficiência dos tribunais brasileiros”, ressaltou. Durante o evento serão debatidos temas jurídicos relacionados ao direito público, privado e penal.

    As propostas de enunciados já submetidos podem ser acompanhadas por este link.

    Por Lila Santos com informações e foto do STJ

     

  • Órgão Especial do TJPB destaca nomeação de advogado para compor o TRE-PB

    A nomeação do advogado Rodrigo Clemente de Brito Pereira, pelo presidente Lula, para integrar o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), na categoria jurista, foi saudada pelo desembargador José Ricardo Porto na sessão desta quarta-feira (7) do Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Segundo o desembargador, a presença de Rodrigo Clemente de Brito Pereira no TRE representa um importante reforço para a Corte Eleitoral, dada sua qualificação e atuação ética ao longo da carreira.

    O desembargador José Ricardo Porto também apresentou voto de congratulação ao médico cardiologista Fulvio Petrucci.

    A sessão do Órgão Especial foi conduzida pelo vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa.

    Gecom-TJPB

     

  • Justiça concede progressão de regime e determina tornozeleira eletrônica para Ruan Macário

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    Fórum da Comarca de Catolé do Rocha

    A juíza titular da 1ª Vara Mista da Comarca de Catolé do Rocha, com competência na área de Execução Penal, Juliana Accioly Uchôa, reconheceu ao apenado Ruan Ferreira de Oliveira, conhecido como ‘Ruan Macário’, o direito de progressão para o regime semiaberto. Ruan foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa, por atropelar e matar o motoboy Kelton Marques de Sousa, fato ocorrido no dia 11 de setembro de 2021, no cruzamento da avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho e avenida Esperança, no Bairro Manaíra.

    Com a ausência de estabelecimento prisional adequado na Comarca de Catolé do Rocha, o regime semiaberto deverá ser cumprido mediante monitoração eletrônica, nos termos do artigo 146-C, inciso VI, da Lei de Execução Penal e artigo 3º, inciso V, da Resolução n. 412/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), observadas as condições impostas pelo Juízo da Execução Penal.

    Apesar de ter sido condenado à pena privativa de liberdade de 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática do crime de homicídio qualificado, após o julgamento da apelação pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, houve o provimento parcial ao recurso da defesa, para reduzir a reprimenda para oito anos e quatro meses de reclusão, tendo em vista a “incompatibilidade” entre o dolo eventual com o recurso que impossibilita a defesa da vítima (surpresa), prevista no artigo 121, parágrafo 2º, inciso IV, do Código Penal.

    Nesse contexto, após a manifestação da defesa técnica e parecer favorável do Ministério Público, a magistrada destacou que a exclusão da qualificadora, por meio do julgamento da Apelação Criminal nº 0818610-65.2021.8.15.2002, altera de forma substancial o cumprimento da pena. “Isso porque o crime passou a ser o de homicídio simples, previsto no artigo 121, caput, do Código Penal, o qual não se encontra previsto no rol taxativo de crimes hediondos e, por conseguinte, altera a fração legal necessária para a progressão de regime de 40% para 25%, nos termos do artigo 112, incisos III e V, da Lei de Execução Penal”, diz parte da decisão da juíza.

    A magistrada expressamente destaca que “de acordo com o artigo 112 da Lei de Execução Penal, a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, desde que observados os requisitos objetivo (temporal) e subjetivo (boa conduta carcerária)”.

    De acordo com o caso concreto, ‘Ruan Macário’ foi preso, preventivamente, no dia 29 de julho de 2022, marco temporal considerado como data-base para os benefícios penais, tendo em vista que não houve liberdade provisória durante o processo de conhecimento. “Houve, portanto, o cumprimento efetivo de dois anos, nove meses e sete dias de pena. Além disso, houve a declaração de remição de 559 dias de pena, equivalente a um ano, seis meses e 14 dias. Desse modo, depreende-se o cumprimento total de pena de, aproximadamente, quatro anos, três meses e 21 vinte dias, o que equivale a mais de 50% da pena imposta, após o julgamento da apelação”, explica a magistrada Juliana Accioly Uchôa.

    A remição é o direito legalmente assegurado à pessoa presa – provisória ou definitivamente – para reduzir o tempo de cumprimento da pena, por meio de estudo ou trabalho, nas seguintes proporções: um dia de pena a cada 12 horas de estudo; um dia de pena a cada três dias de trabalho, nos termos da Lei de Execução Penal. 

    Segundo a juíza, ao âmbito da Comarca de Catolé do Rocha, desde 2021, é desenvolvido o Projeto ‘Cidadania é Liberdade’, regulamentado pela Portaria nº 05/2021, que oferece ao condenado a oportunidade de trabalhar com costura de bolas, a título de remição.

    Conforme a magistrada, no caso concreto houve a comprovação nos autos de que o apenado trabalhou diariamente, no período entre novembro de 2022 a janeiro de 2025; realizou a leitura de 12 livros, em 2024; e de sete livros, em 2023; realizou estudo do curso superior de administração à distância, no Centro Universitário Maurício de Nassau, equivalente a 763 horas-aula; e realizou a costura de 60 bolas, considerada como exercício de trabalho, de acordo com o projeto carcerário.

    Desse modo, a magistrada destacou que “observado o requisito objetivo de forma inequívoca, houve a comprovação do bom comportamento carcerário, de acordo com a certidão emitida pela Direção do Presídio Padrão de Catolé do Rocha”. Além disso, em consulta aos sistemas do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0), não foram localizadas novos procedimentos/processos criminais, tampouco mandado(s) de prisão em desfavor do apenado, o que demonstra a ausência de prática de falta grave e, por conseguinte, comprova o requisito subjetivo”.

    Por esses motivos, a juíza reconheceu que, “observados os requisitos objetivos e subjetivos do artigo 112 da Lei de Execução Penal, revela-se imperiosa a imediata progressão para o regime semiaberto”.

    Condições do regime semiaberto – Durante o cumprimento da pena no regime semiaberto, o apenado deverá cumprir as condições previstas na Portaria nº 002/2025 da Comarca de Catolé do Rocha, de acordo com as diretrizes legais: morar no endereço declarado nos autos, localizado na Comarca de Catolé do Rocha; não alterar o endereço, sem prévia autorização do Juízo da Execução Penal; e não viajar para outra Comarca, sem prévia autorização do Juízo da Execução Penal.

    Além disso, o réu também terá sempre que portar documentos pessoais e, quando for o caso, autorização de viagem e autorização de prorrogação de horário; de segunda a sexta, permanecer recolhido, em sua própria residência, a partir das 19h, somente podendo sair às 5h do dia seguinte, sob pena de regressão de regime; nos finais de semana, permanecer recolhido, em sua própria residência, a partir das 14h do sábado, somente podendo sair às 5h da segunda-feira seguinte, sob pena de regressão de regime; nos feriados nacional, estadual ou municipal, permanecer recolhido, em sua própria residência, a partir das 19h horas do dia anterior ao feriado, devendo ser liberado às 5h horas do dia útil posterior; não ingerir bebidas alcoólicas, drogas e afins; e não frequentar bares, festas públicas, casas de show e similares.

    O descumprimento de quaisquer das condições, bem como a prática de novo crime, poderá ensejar a regressão cautelar para o regime fechado e configurar falta grave, o que impacta negativamente no período de pena restante a cumprir, bem como na concessão de outros benefícios penais.

    Por Fernando Patriota