Categoria: TJPB

  • TJPB prorroga atividades do Gabinete Virtual nas Varas Regionais das Garantias

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) prorrogou por 30 dias as atividades do Gabinete Virtual de 1º Grau no processamento de procedimentos pré-processuais em trâmite nas Varas Regionais das Garantias do Estado da Paraíba, conforme estabelecido no Ato da Presidência nº 64/2025. O Ato da Presidência nº 77/2025, assinado pelo presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, foi publicado no Diário da Justiça eletrônico de quarta-feira (30). 

    Durante o período de prorrogação, a equipe atuante será composta por até 10 servidores, designados pelos juízes coordenadores do Gabinete Virtual. Além disso, os(as) servidores(as) poderão elaborar minutas de baixa complexidade, que serão submetidas à análise e validação pelos assessores e magistrados integrantes do Gabinete Virtual, bem como será priorizado o cumprimento dos processos que envolvam depoimento especial de menores.

    As atividades continuarão a ser realizadas no regime de teletrabalho ou nas unidades de origem dos servidores, mediante utilização do sistema Processo Judicial eletrônico (PJe), sem deslocamento físico. Os servidores designados farão jus ao pagamento de até duas horas extras diárias, condicionadas à frequência e produtividade, conforme controle a ser realizado pelos juízes coordenadores. 

    Por Marcus Vinícius

     

  • CNJ publica diagnóstico inédito sobre devolução de crianças e adolescentes adotados

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou um diagnóstico inédito sobre a devolução de crianças e adolescentes em estágio de convivência ou já adotados no Brasil, resultado de parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e apoio técnico da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ). O estudo lança luz sobre uma temática ainda pouco documentada e que envolve grande sensibilidade: as rupturas nos vínculos estabelecidos por meio da adoção.

    -
    Estudo inédito divulgado pelo CNJ sobre devolução de crianças

    Entre as conclusões do diagnóstico, constata-se a ausência de mecanismos padronizados de registro das devoluções nos sistemas judiciais, o que contribui para a subnotificação desses casos. Embora a maioria das devoluções ocorra ainda durante o estágio de convivência, o estudo alerta para a necessidade de atuação preventiva mais robusta, especialmente no apoio às famílias adotantes. Outro ponto crítico evidenciado é a carência de acompanhamento posterior à sentença de adoção, situação que pode dificultar a identificação precoce de riscos e o encaminhamento de medidas de apoio antes da ruptura definitiva.

    O documento destaca também a importância de fortalecer as equipes técnicas do Judiciário e das redes de proteção, bem como de padronizar os fluxos de escuta e monitoramento, com especial atenção ao papel das audiências concentradas como instrumento preventivo.

    Juiz Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher ressalta a importância do diagnóstico

    O juiz Hugo Gomes Zaher, Coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, ressaltou a relevância do diagnóstico como referência para qualificação das práticas adotivas no país. “Este levantamento evidencia o quanto precisamos fortalecer o acompanhamento das famílias, desde o curso de preparação até o pós-adoção. O Tribunal de Justiça da Paraíba está atento a essas diretrizes e já vem articulando medidas para qualificar ainda mais as etapas da adoção, evitando a revitimização de crianças e adolescentes que já sofreram outras rupturas anteriores”, afirmou o magistrado.

    -
    Juiz Adhailton Lacet, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital

    Como titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, o juiz Adhailton Lacert informou que semestralmente são realizadas audiências concentradas, além do acompanhamento trimestral de todos os casos de crianças e adolescentes acolhidos. “Aqui os casos de devolução foram poucos e, mesmo assim, com a devida informação junto ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) do CNJ. Há casos, inclusive, que a parte responsável pela devolução teve sua habilitação suspensa porque devolveu a criança por mais de uma vez sem justificativa plausível”, pontuou.

    A assistente social Aline Cristina Vieira da Cunha, da equipe da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, destaca a crescente realidade das devoluções de crianças e adolescentes durante o estágio de convivência na adoção. Ela reconhece avanços tecnológicos no Sistema Nacional de Adoção, como a vinculação automática e a busca ativa, mas destaca a defasagem desses avanços frente à precariedade do Sistema de Justiça e das políticas públicas de garantia de direitos. Segundo ela, a falta de concursos, o acúmulo de funções e a precarização das equipes técnicas comprometem a efetividade do processo adotivo. Ela defende a criação de uma política pública de incentivo à adoção, com atendimentos integrados, protocolos de acompanhamento do estágio de convivência, apoio psicológico, educação, saúde e incentivos financeiros. Também propõe uma preparação mais rigorosa dos pretendentes à adoção, feita por equipes especializadas. “Não podemos romantizar a adoção. Importante que os requerentes, que busquem o Judiciário e se habilitam ao processo, compreendam que a criança e adolescente aptas a adoção têm suas marcas da vida, não devendo objetificar sua realidade”.

    A psicóloga Miúcha Cabral, da equipe do Napem, destaca que as devoluções de crianças e adolescentes em processos adotivos revelam questões profundas sobre a formação de vínculos familiares que vão além do aspecto jurídico, alcançando dimensões simbólicas e afetivas. Ela ressalta que a adoção deve se fundamentar no afeto e no reconhecimento mútuo das funções parentais. A devolução gera perdas para todos os envolvidos, mas os maiores impactos recaem sobre a criança ou adolescente, cujo sofrimento emocional, intensificado por experiências anteriores de abandono, pode afetar duramente sua autoestima e capacidade de estabelecer novos vínculos. Miúcha também enfatiza a importância do uso adequado do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) para padronizar procedimentos e registrar desistências, além da necessidade de capacitação contínua tanto das equipes técnicas quanto dos pretendentes à adoção, dada a complexidade do tema.

    Thomaz Rocha, psicólogo do Napem de João Pessoa,  destaca a importância do diagnóstico do CNJ, considerando-o uma ferramenta essencial para refletir sobre um tema sensível e pouco discutido. Ele ressalta que essa preocupação já vinha sendo apontada por pesquisas acadêmicas na área da psicologia e por documentos como o elaborado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Rocha enfatiza a grande diversidade nas formas de preparação e avaliação dos postulantes à adoção, especialmente no formato dos cursos preparatórios e nos critérios usados pelas equipes interdisciplinares. O diagnóstico do CNJ, segundo ele, reforça a necessidade de critérios mínimos padronizados e destaca pontos cruciais como a análise das motivações, expectativas e preparo emocional dos adotantes para lidar com os desafios do processo de adoção.

    O Tribunal de Justiça da Paraíba acompanhará atentamente as conclusões do diagnóstico e estuda a adoção de medidas alinhadas às recomendações do CNJ, com foco no aprimoramento dos fluxos de acompanhamento das adoções, fortalecimento das equipes técnicas das comarcas e estruturação de ações de prevenção à devolução, especialmente nos períodos de estágio de convivência e pós-adoção.

    O diagnóstico completo está disponível no site do Conselho Nacional de Justiça e representa um passo importante para a consolidação de políticas judiciárias que assegurem o direito à convivência familiar de forma segura, duradoura e humanizada.

    Gecom-TJPB

     

  • Nupemec conclui etapa teórica da Formação de Mediadores e Conciliadores Judiciais

    “O curso, não apenas ensina técnicas: ele molda agentes de paz, pessoas capazes de oferecer à sociedade alternativas humanas e eficazes para a resolução de conflitos”. Esta foi a avaliação da servidora Naiara Fraccaro, que participa da Formação de Mediadores e Conciliadores Judiciais Voluntários do Poder Judiciário estadual.

    A etapa teórica do curso foi concluída com a simulação de caso de mediação familiar. O curso conta com a participação dos candidatos convocados por meio do processo seletivo realizado em fevereiro (Edital nº 01/2025). Além da Fundamentação Teórica, com carga horária de 40 horas, a formação seguirá com o estágio supervisionado (60 horas) nos Cejuscs do estado.

    A formação é promovida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJPB (coordenado pelo desembargador Horácio Melo), em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esma). A medida faz parte da Política Nacional de Incentivo aos Métodos Autocompositivos, estabelecida pela Resolução Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 125/2010.

    Juíza Ana Amélia Alecrim Câmara

    De acordo com a juíza Ana Amélia Alecrim Câmara, que também atua como  instrutora do curso, a formação contribui para o aprimoramento da missão do Judiciário, por meio da prestação de serviços de qualidade social, técnica e ética.

    “No primeiro ciclo do curso, formamos 20 cursistas e adotamos treinamento baseado em competências, proporcionando-lhes uma visão holística do ser humano. Temas como a cultura da paz, a comunicação não-violenta, a inteligência emocional, a escuta ativa, o código de ética do mediador e conciliador foram abordados, além de todo conteúdo programático do anexo III da Res. 125/2010”, explicou a magistrada.

    Ana Amélia acrescentou que a formação é resultado das ações concretas do Nupemec e do TJPB na busca por uma justiça humanizada e humanizadora, que dá voz ao cidadão, através do incentivo aos métodos autocompositivos.

    As demais instrutoras enalteceram a formação, conforme opinou Silvana Vasconcelos: “Acredito profundamente no poder dos métodos autocompositivos para construir pontes e promover a cultura da paz, dentro ou fora do Judiciário”.

    Para a instrutora Ilma Polman, a formação de um  mediador “faz nascer um novo indivíduo, que passa a ter condição de acessar o conflito, sabendo conduzir o processo com as ferramentas  apropriadas”. 

    Também a instrutora Tatianne Lacerda ressaltou a relevância da iniciativa do TJPB. “As formações continuadas são fundamentais para o desenvolvimento técnico e humano dos novos mediadores, garantindo uma atuação ética, qualificada e sensível às realidades dos envolvidos”, disse.

    Por Gabriela Parente

     

  • TJPB participa do 1º FestLabs Nordeste e reforça compromisso com a inovação no Judiciário

    -
    1º FestLabs Nordeste 2025, realizado em São Luís

    “Resgatando a inovação, conectando o futuro”. Este foi o tema do 1º FestLabs Nordeste 2025, realizado em São Luís (MA), nos dias  24 e 25/04. Dentro da Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário estadual, uma comitiva do Tribunal de Justiça da Paraíba participou do evento, que objetivou fomentar o intercâmbio de boas práticas, incentivar a criação de soluções inovadoras e fortalecer a modernização do Judiciário, com foco nos desafios e nas oportunidades específicas da região Nordeste.

    “A participação da equipe do TJPB no FestLabs Nordeste simboliza um novo momento para o judiciário paraibano, que passou recentemente por uma reestruturação estratégica”, ressaltou o coordenador do Centro de

    -
    Juiz Jeremias de Cassio Carneiro de Melo

    Inteligência, Inovação e Governança (CEIInGov), juiz Jeremias de Cassio Carneiro de Melo, que integrou a comitiva do Tribunal, junto com a coordenadora de Inovação, Tatyanna Nadabia de Souza Lima Paes, e a servidora Aline Fernandes da Nóbrega.

    Segundo pontuou o magistrado, a criação da Coordenação de Inovação, subordinada à nova Gerência de Planejamento do Tribunal de Justiça, integra as ações da gestão do presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, voltadas à modernização dos serviços prestados à sociedade, com ênfase em metodologias ágeis, escuta ativa e soluções colaborativas. 

    “Além de reafirmar o compromisso institucional com a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, destacando a inovação tecnológica como vetor estratégico na transformação institucional e no aprimoramento dos serviços públicos”, enfatizou o juiz Jeremias Melo. 

    -
    Participação do TJPB no evento

    Para Tatyanna Nadabia de Souza: “É uma oportunidade importante para reforçar o papel da inovação como ferramenta de melhoria contínua dos serviços do Judiciário”. Ao participar de painéis, oficinas e dinâmicas interativas, a equipe do TJPB buscou novas práticas e experiências que irão fortalecer o ecossistema de inovação do Tribunal.

    Por sua vez, a servidora Aline Fernandes salientou que a experiência adquirida será fundamental para a implementação de novas iniciativas, ampliação de parcerias e desenvolvimento de soluções que aproximem ainda mais a Justiça da sociedade. “Com essa iniciativa, o TJPB avança na construção de um judiciário mais acessível, eficiente e conectado às reais necessidades da população”, realçou. 

    A programação do 1º FestLabs Nordeste 2025 incluiu discussões sobre a importância da inovação com propósito, apresentação da plataforma Jus.Br, oficinas colaborativas, a experiência da Rede de Inovação pelo Maranhão (RIMA) e um bate-papo entre coordenadores de laboratórios de inovação da região.

    Por Lila Santos e fotos do TJMA

     

  • GMF e VEP realizam inspeção técnica no Presídio Júlia Maranhão dentro do Programa Pena Justa

    -
    Equipes do GMF e VEP durante visita ao presídio

    Dentro do Programa Pena Justa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, e a juíza auxiliar da Vara de Execuções Penais da Comarca de João Pessoa, Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, realizaram uma inspeção técnica no Presídio Feminino Júlia Maranhão, localizado no Bairro de Mangabeira, Região Sul de João Pessoa. A atividade aconteceu na tarde desta quarta-feira (30).

    -
    Mulheres privadas de liberdade

    O Presídio Júlia Maranhão é considerado uma unidade modelo, dentro do sistema prisional do Estado. Atualmente, conta com 216 mulheres privadas de liberdade, distribuídas em dois pavilhões, sendo um deles para as reeducandas em regime fechado. Do total, uma reeducanda está com um bebê e seis estão grávidas. Por lei, a mãe pode amamentar seu filho por seis meses. Durante a inspeção, todos os setores da unidade foram visitados: celas, cozinha, berçário, parlatório, auditório, ambiente de convivência e consultório médico.

    -
    Direção do presídio apontou melhorias

    “A Direção do Júlia Maranhão trabalha muito bem e tem todo o apoio da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. Somado a isso, todos os pedidos que chegam à Justiça são devidamente analisados, A convivência com todas e também os pedidos que são apresentados à justiça, eles são devidamente examinados, no prazo legal e razoável”, comentou Carlos Beltrão. O desembargador ressaltou que, com base no que foi visto, um relatório da visita será encaminhado à Secretaria da Administração Penitenciária e ao CNJ.

    “Neste documento, vamos apontar eventuais deficiências e o que precisa ser corrigido, inclusive com base na nova política de encarceramento do Conselho Nacional de Justiça e do Programa Pena Justa”, adiantou o supervisor do GMF-TJPB.

    -
    Equipe do GMF durante a inspeção

    Para a juíza da VEP, o Presídio Júlia Maranhão funciona de forma regular, com todas as assistências previstas na lei da Execução Penal. “Estamos muito felizes com a visita do GMF, para conhecer nossa rotina e buscar sempre melhorias para o sistema penitenciário. Mensalmente, realizamos visitas ao Júlia Maranhão, sempre com entrevistas com reeducandas, para tirar as dúvidas, analisar as questões jurídicas e também com a diretora da penitenciária, para ver as questões de funcionamento das assistências que ocorrem na penitenciária”, informou Andrea Arcoverde.

    -
    Autoridades durante inspeção no Presídio Júlia Maranhão

    A magistrada lembrou que as inspeções são feitas em conjunto com a Corregedoria-Geral de Justiça do TJPB, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Gerência Executiva do Sistema Prisional (Gesip) e Gerência de Ressocialização. Quem também participou da inspeção foi a gerente do GMF-TJPB, Carmen Lúcia Fonseca.

    Segundo o secretário estadual de Administração Penitenciária, João Alves, a visita do GMF é fundamental, com base nas medidas que o CNJ está adotando, em âmbito nacional. Nessa visita gera-se um diagnóstico sobre a situação do presídio, que na nossa visão está dentro da normalidade. Nós temos mais de 200 reeducandas e não temos nenhum incidente. Iremos continuar cumprindo a legislação penal e as orientações do Poder Judiciário estadual”, comentou.

    Por Fernando Patriota

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Conscientização e Respeito: TJPB realiza Semana de Combate ao Assédio a partir de segunda

    -
    Evento termina dia 23 de maio na Comarca de Cabedelo

    O Tribunal de Justiça da Paraíba vai iniciar na próxima segunda-feira (5), a partir das 7h, no Fórum Cível da Capital, a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação – política instituída pela Resolução nº 450/2022, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e adotada pelo TJPB. Magistrados, servidores, estagiários e terceirizados estão convidados a participar das atividades que serão realizadas durante toda a manhã.

    A iniciativa é voltada à promoção de ações preventivas e formativas sobre a matéria. No âmbito do Judiciário estadual paraibano, as ações seguirão por todo o mês para alcançar diferentes comarcas do estado.

    O Plano de ação da Semana foi definido pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios e Discriminação (Compead), que tem à frente a desembargadora Túlia Gomes de Souza Neves, em parceria com a Gerência de Qualidade de Vida, que integra a Diretoria de Recursos Humanos do Tribunal.

    No Fórum Cível, a ação começará com a oferta de serviços de saúde variados, seguida da palestra de abertura do evento, às 9h, proferida pelo servidor e mestre em Saúde Mental Everton Procópio, com o tema ‘Empatia e Justiça: Cuidando das Relações no Trabalho’.

    O evento vai contemplar, também, uma roda de conversa para debates sobre saúde mental e bases legais relacionadas a diferentes formas de assédios e discriminações.

    -
    Desembargadora Túlia Neves preside a Compead

    De acordo com a desembargadora, a Semana busca consolidar uma cultura de respeito dentro do Judiciário paraibano. “A nossa intenção é promover a conscientização e combater esses fatos que, infelizmente, ainda fazem parte do nosso cotidiano. Temos compromisso com a construção de uma política pública sólida de enfrentamento e prevenção”, afirmou Túlia Neves.

    A gerente de Qualidade de Vida, Valéria Beltrão, informou que ao longo do mês, as atividades da Semana serão realizadas também nos Fóruns de Cajazeiras (06/05), Sousa (07/05), Patos (08/05),Campina Grande (09/05), Belém (13/05), Itabaiana (16/05), Soledade (19/05), Picuí (20/05) e Cabedelo (23/05). Confira a programação a seguir.

    Por Gabriela Parente

  • Inovação: TJPB participa de reunião da Caravana Conecta do CNJ, no Maranhão 

    -
    Juiz Jeremias de Cassio Carneiro de Melo no centro da mesa

    O Tribunal de Justiça da Paraíba tem reforçado o compromisso com a inovação no judiciário estadual, com ações voltadas ao avanço tecnológico, focadas na eficácia e celeridade da prestação de serviços ao cidadão. Uma das iniciativas foi a participação do TJPB, por meio do Centro de Inteligência e Inovação Governança (CEIInGov), na reunião da Caravana Conecta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O evento estratégico, ocorrido no dia 23/04, foi sediado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

    O coordenador do CEIInGov do TJPB, juiz Jeremias de Cassio Carneiro de Melo, compôs a mesa do evento. Na ocasião, ele acompanhou ativamente as apresentações e análises de iniciativas de inovação e projetos tecnológicos, no âmbito da Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ-Br) e da Rede de Inovação do Poder Judiciário (RenovaJud).

    -
    Equipe que representou o TJPB no evento do CNJ

    “A participação do TJPB reafirma seu compromisso em acompanhar e integrar as mais recentes tendências tecnológicas e de inovação, buscando aprimorar a prestação jurisdicional e fortalecer a atuação colaborativa entre os tribunais de todo o país”, ressaltou o magistrado Jeremias Melo.

    A reunião foi marcada por debates em torno dos projetos estratégicos voltados ao uso de Inteligência Artificial e de outras tecnologias já integradas, ou em processo de integração, à PDPJ-Br. Foram compartilhadas, ainda, experiências inovadoras desenvolvidas no contexto da RenovaJud, rede colaborativa que impulsiona a modernização e a transformação digital no Poder Judiciário nacional.

    Também participaram, como ouvintes, da reunião do Programa Caravana Conecta do CNJ, a coordenadora de Inovação do Tribunal de Justiça paraibano, Tatyanna Nadabia de Souza Lima Paes, e a servidora Aline Fernandes da Nóbrega.

    Por Lila Santos

    Fotos: TRE-MA

     

  • CGJ realiza correição em Alagoa Grande e visita Comunidade Quilombola ‘Caiana dos Crioulos’

    -
    Trabalho de correição ordinária na Comarca de Alagoa Grande

    A equipe da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Paraíba, coordenada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, concluiu os trabalhos de correição ordinária na Comarca de Alagoa Grande, localizada no Brejo paraibano. As atividades foram encerradas nesta quarta-feira (30), no Fórum local ‘José Jackson Guimarães’. Um diferencial desta correição foi uma visita feita à Comunidade Quilombola ‘Caiana dos Crioulos’.

    Também participaram da ação em Alagoa Grande os juízes corregedores, Fábio Leandro de Alencar Cunha, Renata da Câmara Pires Belmont, Gustavo Pessoa Tavares de Lyra, além de assessores e servidores da CGJ.

    -
    Foram fiscalizados cartórios judicial e extrajudiciais

    Cumprindo o papel da Corregedoria, foram realizadas fiscalizações nos cartórios judicial e extrajudiciais de Alagoa Grande e visita técnica na cadeia pública local, para verificar as condições do cumprimento da pena das pessoas privadas de liberdade. “Trata-se de uma Comarca muito grande e que precisa de uma atenção especial, para um melhor funcionamento da unidade judiciária”, comentou Leandro dos Santos.

    -
    Equipe visitou a comunidade Cras Caiana dos Crioulos

    “Também estivemos no Conselho Tutelar, para conferir de perto como estão sendo desenvolvidas as políticas públicas na área da Infância e Juventude. Enfim, estamos fazendo um trabalho mais amplo e que visa envolver toda a sociedade para encontrar soluções, para um melhor atendimento do Poder Judiciário”, destacou o corregedor-geral. A Corregedoria também esteve no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

    Quilombolas – Segundo Leandro dos Santos, o trabalho da Corregedoria-Geral de Justiça vai além de examinar processos dentro de um Fórum. Uma prova disso é que magistrados e servidores estiveram em terras quilombolas da comunidade Cras Caiana dos Crioulos. “É preciso saber como essas pessoas vivem aqui há dezenas de anos e quais as suas condições sociais. O Judiciário não tem barreiras, está presente e examina a vida dessas pessoas, há luz dos direitos humanos”, comentou o corregedor-geral.

    Por Fernando Patriota 

    Fotos – CGJ-TJPB

  • Membros do GMF-TJPB participam de encontro do Colégio Nacional de Supervisores dos GMFs em Salvador

    -
    Supervisor do GMF-PB, desembargador Carlos Beltrão

    Membros do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB participaram nesta segunda-feira (28) do Colégio Nacional de Supervisores dos GMFs (Conasup), realizado em Salvador (BA) no Tribunal de Justiça da Bahia. Estiveram presentes o desembargador Carlos Martins Beltrão Filho (supervisor) e a juíza Aparecida Sarmento Gadelha (coordenadora da área penal do GMF-PB).

    O Conasup foi criado com o objetivo de implementar melhorias na execução penal e de medidas socioeducativas, bem como na fiscalização e no monitoramento dos respectivos sistemas (penal e socioeducativo).

    Na ocasião, o supervisor do GMF-PB, desembargador Carlos Beltrão, aceitou o convite para integrar o Conselho Consultivo do Conasup. “Compartilhamos algumas experiências e as preocupações comuns no desafio para implementação do Plano Pena Justa e da Política Antimanicomial. Foi um contato agradável e bem produtivo sob todos os aspectos, com tratativas para o próximo Encontro, que ocorrerá em São Luís/MA, no mês de setembro”, destacou.

    -
    O Conasup foi realizado em Salvador

    Já a juíza Aparecida Gadelha, que também é auxiliar da Presidência do TJPB, afirmou que o encontro possibilitou o debate sobre as ações locais de todos os GMFs do Brasil, abordando, ainda, as dificuldades enfrentadas. 

    “Além da Política Antimanicomial, discutimos a Política de Alternativas Penais e os desafios na implantação do Pena Justa, que deverá ser elaborado até agosto pelos estados e pelo Distrito Federal. Tivemos a oportunidade de partilhar essas questões e de buscar o apoio do DMF no sentido de superá-las. Foi uma reunião com bons debates, que vão repercutir favoravelmente para a elaboração do Plano”, avaliou a magistrada.

    O evento teve a participação do supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano. A mesa de trabalho foi conduzida pelo supervisor do GMF-BA, desembargador Geder Luiz Gomes.

    Por Gabriela Parente

     

  • TJPB realizará webinário no dia 12 de maio para discutir ações afirmativas e equidade de gênero

    -
    O TJPB desenvolve uma política de equidade de gênero

    Ampliar a representatividade feminina no sistema de Justiça e promover a equidade de gênero são temas do webinário que será realizado no dia 12 de maio, das 10h às 12h, pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Escola Superior da Magistratura (Esma) e do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina. O evento virtual terá como tema ‘Diretrizes e Ações Afirmativas para Equidade de Gênero no Poder Judiciário’.

    A abertura será conduzida pelo diretor da Esma, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, e contará com a participação da presidente do Comitê, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, que também atuará como mediadora da palestra.

    O webinário terá como palestrante a ouvidora nacional da Mulher e conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata Gil de Alcântara Videira, que preside o Comitê Nacional de Incentivo à Participação Feminina no Poder Judiciário. A magistrada é graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), especialista em Segurança Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestre profissional em Direito pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

    -
    Webinário foi confirmado durante reunião do Comitê

    Para a desembargadora Fátima Maranhão, o encontro virtual será uma oportunidade fundamental para fortalecer ações concretas no enfrentamento às desigualdades de gênero no Judiciário: “O webinário visa ampliar a conscientização sobre os desafios enfrentados por mulheres e pessoas de identidades de gênero diversas, além de impulsionar a construção de um Judiciário mais inclusivo, representativo e comprometido com os princípios da equidade e dos direitos humanos”, destacou.

    Fátima Maranhão ainda disse que a iniciativa integra o conjunto de ações estratégicas do Tribunal de Justiça da Paraíba em prol da valorização da diversidade e da promoção da igualdade de oportunidades no âmbito institucional.

    Sobre a palestrante – Renata Gil é  juíza estadual do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e já atuou como juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, sendo a primeira mulher a presidir a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). Como conselheira do CNJ, ela é supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário e presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. A conselheira é ainda fundadora do Instituto Nós por Elas, uma Organização Não Governamental (ONG) que promove uma série de ações focadas em combater a violência e a desigualdade de oportunidades entre gêneros.

    Por Fernando Patriota