Categoria: TJPB

  • Quarta Câmara mantém obrigação do município de Marcação de regularizar transporte escolar

    Em decisão unânime, a Quarta Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve decisão de 1º grau que obriga o município de Marcação a adequar a frota de transporte escolar às normas de segurança e qualidade. O voto do relator, juiz substituto em segundo grau Carlos Antônio Sarmento, destacou a falha grave na prestação do serviço público e a recalcitrância da gestão municipal em cumprir determinações judiciais anteriores.

    Segundo o magistrado, a dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, é garantida por meio dos direitos sociais – entre eles, o direito à educação, reconhecido no artigo 6º da Constituição Federal. Para garantir o acesso efetivo à educação, a Carta Magna impõe ao Estado o dever de fornecer transporte escolar adequado, conforme previsto no artigo 208, inciso VII.

    Relatório do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) revelou que, já em 2019, 80% da frota escolar de Marcação apresentava graves irregularidades, como problemas em retrovisores, ausência de curso especializado dos condutores, cintos de segurança em mau estado e falta de extintores de incêndio. Apesar de decisão judicial anterior, concedida há mais de três anos, determinando a correção das falhas, nova vistoria realizada em março de 2023 constatou não só a persistência dos problemas, mas também seu agravamento, incluindo veículos sem tacógrafo e em péssimo estado de conservação.

    Para o relator, ficou demonstrada a negligência do município, expondo crianças e adolescentes a sérios riscos, em afronta direta ao direito à educação e à proteção da integridade física desses estudantes. O juiz Carlos Sarmento ressaltou ainda a importância da intervenção do Poder Judiciário, especialmente em casos onde a inação administrativa compromete direitos fundamentais e coloca em perigo cidadãos em condição de vulnerabilidade.

    “A legitimidade da intervenção jurisdicional em casos como o ora em exame, que impõem a implantação de política pública, deriva não apenas do desrespeito a direito social, assentado constitucional e infraconstitucionalmente, do qual cabe ao Ministério Público zelar pela proteção, mas também porque a inação administrativa coloca em risco a incolumidade física de cidadãos hipossuficientes, sendo a atuação do Estado-juiz, portanto, imprescindível, para, a um só tempo, assegurar a necessária efetividade a direito social fundamental (transporte escolar, que materializa o acesso à educação), como para afastar ameaça de lesões à integridade de crianças e adolescentes”, afirmou.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Provas do 1º Enac têm a participação de 259 candidatos em João Pessoa

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    Uma comitiva do TJPB esteve no local das provas

    Um domingo (27/04) diferente para 259 pessoas que participaram do 1º Exame Nacional dos Cartórios (Enac). As provas do certame, que transcorreu sem intercorrências, foram realizadas na Escola Professor Raul Córdula, em João Pessoa. Na Paraíba foram 335 pessoas que se inscreveram no concurso.

    Os candidatos (as) concorrem à certificação que funcionará como pré-requisito para a inscrição em concursos públicos de provimento e remoção referentes à titularidade dos serviços notariais e de registro declarados vagos, realizados pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal e dos Territórios.  O 1º Enac, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba. 

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    Equipe do Tribunal de Justiça acompanha as provas do 1º Enac

    Uma comitiva do TJPB esteve no local das provas acompanhando os trabalhos. Participaram os desembargadores Fred Coutinho (presidente do TJPB), Agamenilde Dias Arruda (integrante da Corregedoria Nacional de Justiça), Leandro dos Santos (Corregedor-Geral de Justiça), Francisco Seráphico da Nóbrega Filho (Primeira Câmara Especializada Cível), além dos magistrados Max Nunes de França (auxiliar da Vice-presidência), Renata Câmara (juíza corregedora) e Manoel Abrantes (presidente da Comissão de Heteroidentificação).

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    Presidente do TJPB falando sobre o dia de provas

    O desembargador-presidente reforçou o apoio logístico que o Tribunal de Justiça está dando ao Exame, seguindo orientações do ministro corregedor Nacional de Justiça, Mauro Campbell. “Acompanhamos o início do Exame, representando o Poder Judiciário. Junto com a desembargadora Agamenilde Arruda e demais profissionais, estamos imbuídos para o pleno êxito e o sucesso desse processo seletivo, que é um exemplo de cidadania”, realçou o desembargador Fred Coutinho.

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    Desembargadora Agamenilde Dias

    A desembargadora Agamenilde Dias Arruda, que na ocasião representou o CNJ, enfatizou o envolvimento do TJPB e o fato do ineditismo do concurso, primeiro da categoria realizado no país. Segundo enfatizou, a Fundação Getúlio Vargas, responsável pela aplicação das provas, foi escolhida por critérios técnicos e de competência, salientando, ainda, que o Exame tem caráter eliminatório. 

    “Hoje, o acesso às serventias extrajudiciais, aos serviços notariais e registrais, se dá através de concurso, e esse Exame é a admissibilidade para os candidatos que concorrem. Tem a validade de seis anos”, pontuou a desembargadora Agamenilde Arruda.

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    Desembargador Leandro dos Santos, Corregedor-geral de Justiça

    O desembargador-corregedor geral de Justiça, Leandro dos Santos, disse ser a ocasião um momento marcante da gestão, envolvendo os Cartórios Extrajudiciais. “O Poder Judiciário definiu que os cartórios deveriam ser preenchidos por concurso público. Mérito, porque sabíamos que eram nomeações, as quais eram repassadas como se fosse uma herança, criando uma cadeia hereditária. O Exame veio, exatamente, materializar o mérito. Por isso, toda esta estrutura para mostrar a lisura do procedimento”, comentou.

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    Juiz Manoel Abrantes

    Por sua vez, o juiz Manoel Abrantes lembrou que o 1º Enac tem a finalidade de unificar os procedimentos de uma prova de conhecimentos gerais para todos àqueles que querem se habilitar para prestar concursos das Serventias Extrajudiciais. “Uma vez divulgado o resultado, os aprovados estarão habilitados para fazerem as provas específicas dos concursos que foram realizados em cada estado, essa habilitação será dada pelo certificado de aprovação do 1º Enac”, evidenciou.  

    Advogados – Antes mesmo da abertura dos portões, prevista para às 12h30, os advogados João Gabriel de Macedo e Letycia Diniz já estavam à espera para prestarem o 1º Enac.

    “Hoje estou fazendo o 1º Enac, a expectativa é bem alta. A gente fica um pouco ansiosa, porque a FGV é uma banca renomada, além de ser o primeiro concurso. Eu passando, darei continuidade aos estudos para fazer o concurso dos cartórios. Temos esperança de saírem alguns ainda este ano”, disse Letycia Diniz.

    João Gabriel Mendonça disse estar confiante, pois mesmo um pouco nervoso, por ser o primeiro concurso deste tipo, comentou que um bom estudo, dá conta. “O estudo sempre prevalece acima do nervosismo e, em sendo aprovado, vou correr atrás de todos os concursos disponíveis”, revelou. 

    Por Lila Santos

     

  • Parceria entre TJPB e UFPB leva caso ‘Romeu e Julieta paraibano’ a Júri Popular simulado

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    Sala histórica do Tribunal Pleno foi palco de Júri Popular simulado

    Uma tragédia amorosa que abalou a sociedade paraibana há mais de 100 anos foi tema de um Júri Popular simulado, com estudantes do primeiro período das disciplinas de História do Direito, Antropologia Jurídica e Direito Processual Penal, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na manhã desta sexta-feira (25), o Júri foi realizado na sala histórica do Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba. O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, abriu a ‘sessão’, ao lado do presidente da Comissão de Cultura e Memória do Poder Judiciário estadual, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.

    Na oportunidade, os estudantes da UFPB apreciaram e ‘julgaram’ o caso ‘Romeu e Julieta’ paraibano, que envolveu o homicídio de Sady Castor, estudante do Lyceu Paraibano, morto aos 23 anos, e o suicídio de Ágaba de Medeiros, normalista de 16 anos, que estudava na então Escola Normal, onde hoje funciona o Tribunal de Justiça da Paraíba.

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    Fred Coutinho saudou os participantes do Júri simulado

    “É uma alegria muito grande abrir as portas do Tribunal para estudantes. Hoje, estudantes, amanhã profissionais do Direito. É na simulação de um Júri onde começa a ser forjado um bom profissional da área, seja na magistratura seja como promotor de Justiça ou como advogado. Essa manhã serviu, para mim, como um túnel do tempo. Ontem, quem estava fazendo isso era eu, como estudante”, comentou Fred Coutinho.

    Para o desembargador Marcos Cavalcanti, “essa parceria com a Universidade Federal da Paraíba está consolidada há anos e a tendência é que se fortaleça ainda mais, sempre voltada à valorização do conhecimento e à formação de profissionais comprometidos com a ética e com a excelência, em suas respectivas áreas”.

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    Cavalcanti: momento histórico
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    Giorggia Petrucce

    Ao agradecer à Presidência do TJPB, por meio da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal, a professora da UFPB Giorggia Petrucce disse que todos os setores do Judiciário paraibano atenderam prontamente à solicitação da Universidade, para a realização do Júri Simulado. “Além de ser um fato inédito, cabe registrar a abertura do Tribunal de Justiça da Paraíba para momentos como este, de profundo aprendizado, que enriquecem a vida acadêmica dos estudantes. Avaliamos um caso emblemático, é um júri histórico”, destacou a professora doutora.

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    Lenilda Cristina

    Já a professora Lenilda Cristina destacou que “a finalidade do Júri Popular simulado, além de introduzir os alunos na prática jurídica, é fazer com que eles vivenciem a experiência jurídica no Tribunal de Justiça, possibilitando, ainda, que a Universidade mantenha uma integração com o Judiciário e com os atores do sistema de Justiça Penal, para que durante a vivência acadêmica os estudantes já possam, efetivamente, ter acesso aos meios que, futuramente, irão atuar no âmbito profissional”.

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    Estudante Rebeca Valões

    Estudantes – A aluna de Direito da UFPB e monitora da História e Antropologia Jurídica, Rebeca Valões, disse que, antes da realização do Júri Simulado, todos os alunos e alunas envolvidos no caso tiveram que estudar o processo, tendo, então, muita dedicação envolvida. “Agradecemos ao Tribunal de Justiça por ter cedido essa sala histórica, apoiado nossa ideia e ajudado, até o último momento, na realização do Júri”.

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    Estudante João Guimarães

    Para o estudante e também monitor de Direito João Guimarães, é importante que a Universidade coloque a prática jurídica logo no início do período, para que consiga atrair não só o interesse dos estudantes, como toda a comunidade acadêmica. “Usamos a mesma metodologia de um Júri real, mas precisamos atualizar pouco para nossa época, já que o caso é bem antigo”, informou.

    Vários alunos e alunas participaram no Júri Popular, cada um(a) em seu papel. Beatriz Ribeiro foi a juíza, Pedro Lourenço (juiz), Ana Júlia Wanderley (promotora), Emilly Irvyna (promotora), Laura Jankes (promotora), Mikaelle Silva (assistente de acusação), Renan Faustino (assistente de acusação), Emily Gabriele (advogada de defesa), Kauã Daniel (advogado de defesa), Daniella Ramalho (advogada de defesa), Arthur Pipolo (advogado) e Rafael Henrique (advogado).

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    Alunos na Sala histórica do Tribunal Pleno, no Palácio da Justiça

    O Caso O Júri Popular Simulado desta sexta-feira levou ao banco do réu Antônio Carlos de Menezes, conhecido como ‘Soldado 33’, denunciado pelo homicídio de Sady Castor. O crime aconteceu em 1923 e a vítima fatal era aluno do Liceu Paraibano, que à época funcionava onde hoje é o prédio da antiga Faculdade de Direito. A razão do assassinato e o suicídio de sua noiva, Ágaba Medeiros, foi devido à ‘linha de decência’, estabelecida pelo monsenhor João Milanês. Essa linha dividia a praça (hoje Praça João Pessoa), para que os rapazes não se encontrassem com as moças.

    As escolas não eram mistas à época. Sady não se conformou com essa medida e foi esperar Ágaba na calçada da Escola Normal. O Guarda 33, que cuidava de impedir que alguém ultrapassasse essa ‘linha de decência’, pediu para que ele se retirasse. Ele não aceitou a ordem e o guarda atirou em Sady à queima-roupa. Depois disso, a noiva inconformada acabou se suicidando, ingerindo veneno. O crime teve implicações políticas, sociais, morais e religiosas, determinantes para a época.

    Por Fernando Patriota

     

  • Estudantes da UEPB consideram arquivo do Fórum Cível um patrimônio histórico da informação

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    Auricélia Maria recepcionou os estudantes no Arquivo

    À primeira vista, parece apenas um monte de documentos organizados em um arquivo. Mas, na verdade, é um patrimônio histórico da informação. Esse é o Arquivo Judicial do Fórum Cível de João Pessoa, local que conta histórias através de processos judiciais existentes desde 1855. Em cada ação processual, a narrativa de um fato social que deixou impresso um acontecimento importante na vida de um cidadão.

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    Aluna Caren Anísio de Lima

    É com esses olhos que Caren Anísio de Lima, 18 anos, estudante do curso de Arquivologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), enxerga o Arquivo do Fórum Cível. “O Arquivo é esse patrimônio tão importante da informação. Estudar Arquivologia é estudar tudo que engloba a sociedade. Devemos olhar para Arquivologia com esse olhar de cultura, patrimônio e o acesso que a gente possui e dá, não só nos livros, mas também nas documentações”, destacou a aluna.

    Caren fez parte de uma turma de quase 30 alunos da disciplina de Fundamentos Arquivísticos que visitou o Arquivo do Fórum Cível, nesta sexta-feira (25). A visitação faz parte de uma parceria do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) com a UEPB para aproximar os estudantes com a prática cotidiana dessa profissão.

    Diretor do Fórum Cível, Meales Melo

    O diretor do Fórum Cível, Meales Melo, observa que essa parceria aproxima o Judiciário da comunidade acadêmica. “É sempre uma satisfação receber estudantes em mais uma visita técnica ao nosso Arquivo Judicial. Essas visitas representam não apenas uma oportunidade de aprendizado prático para os alunos de Arquivologia, mas também uma forma de aproximar o Poder Judiciário da comunidade acadêmica”.

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    Auricélia Maria da Silva

    Formação de alunos – O grupo da UEPB foi recepcionado pela chefe da Seção de Arquivo do Fórum Cível, Auricélia Maria da Silva, e servidores do local. Para aguçar a curiosidade de todos, foram expostos vários processos antigos, um deles de 1896. “O nosso acervo, o recorte temporal é de 1855 a 2016. É uma documentação riquíssima que pode fazer vários tipos de estudo, exemplo da paleografia, genealogia, história e a própria arqueologia”, relatou Auricélia, acrescentando que são 42 mil caixas, organizando mais de 1,5 milhão de processos.

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    Professor Josemar Henrique

    O professor Josemar Henrique de Melo reconheceu a importância dessa parceria com o TJPB, por meio do Fórum Cível, para dar acessos aos estudantes às atividades profissionais delas na prática. “O conhecimento dos alunos deste ambiente, que vai ser o espaço de trabalho, é muito importante para a formação deles. São alunos que estão conhecendo a parte prática para saber o que é um arquivo, a documentação, desde documentos manuscritos até digitais. Eles conseguem ter essa noção do ambiente”, falou.

    A visita e esse contato com a prática profissional foram aprovados pelo aluno Giovani Oliveira Leite, 20 anos. “A preservação dos documentos de paleografia, a questão da identificação, os documentos para ler o que está escrito, é o que me chama mais atenção nessa questão”, contou.

    Por Nice Almeida

     

  • Ato estabelece horário excepcional para protocolo eletrônico de urgência em plantões judiciários

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou o Ato da Presidência nº 76/2025, que estabelece, em caráter excepcional, o horário de funcionamento do protocolo eletrônico para o envio de pedidos urgentes durante o plantão judiciário do primeiro e segundo graus de jurisdição.

    De acordo com o documento, assinado pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, o novo horário será válido exclusivamente nos seguintes dias: 25 de abril, 30 de maio, 13 de junho, 1º de agosto, 24 de outubro e 14 de novembro de 2025. Nesses dias, o sistema de peticionamento eletrônico para demandas urgentes estará disponível das 17h às 20h.

    A medida tem como base o Ato Conjunto nº 01/2024, que estabelece expediente forense das 8h às 12h e das 13h às 17h nessas datas, além da necessidade de garantir a continuidade da prestação jurisdicional sem interrupções. Também foram consideradas as diretrizes da Constituição Federal e as normas da Resolução nº 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), bem como da Resolução nº 09/2024 do próprio Tribunal.

    O objetivo do ato é evitar conflitos entre o horário do expediente ordinário e o plantão judiciário, assegurando uma melhor organização dos serviços e o atendimento eficiente das demandas urgentes.

    Confira o inteiro teor do Ato nº 76/2025 acessando o Diário da Justiça eletrônico (página 4) desta sexta-feira (25) no site do TJPB.

    Por Lenilson Guedes

     

  • CGJ começa nesta segunda-feira a correição em Alagoa Grande

    Nesta segunda-feira (28), a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Paraíba inicia sua segunda correição ordinária presencial, na comarca de Alagoa Grande. Os trabalhos vão até quarta-feira (30). Os serviços correcionais serão feitos no foro judicial e nas serventias extrajudiciais da Comarca, que também atende ao Município de Juarez Távora. Os trabalhos terão início às 8h30, no prédio do Fórum local, situado na Rua Residencial Ernesto Cavalcante, s/n, Centro. A primeira Correição foi realizada em Cuité.

    A correição será presidida pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos. Ele será auxiliado pelos juízes-corregedores Fábio Leandro de Alencar Cunha, Renata da Câmara Pires Belmont e Gustavo Pessoa Tavares de Lyra.

    Foram convidados a comparecer para o início das atividades o prefeito da cidade,  representantes da Câmara dos Vereadores, membro do Ministério Público estadual, advogados, demais autoridades, além dos jurisdicionados que possam se interessar, e, na qualidade de convocados, os juízes das unidades judiciárias, servidores judiciais, titulares das serventias extrajudiciais da Comarca, seus escreventes e colaboradores. A correição está em conformidade com o Edital nº 02/2025, publicado no Diário da Justiça eletrônico da quinta-feira (10).

    “No curso das atividades correcionais, a Corregedoria-Geral de Justiça disponibilizará ambiente próprio e reservado aos interessados em realizar denúncias, reclamações ou sugestões a respeito da execução dos serviços prestados na Unidade indicada”, diz parte do edital assinado pelo desembargador Leandro dos Santos.

    Por Fernando Patriota

  • Especialista: “Ser humano é peça fundamental para melhorar a segurança da informação”

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    Conter crimes cibernéticos e proteger dados e privacidade são desafios crescentes da era digital, que atingem indivíduos e instituições públicas e privadas em todo o mundo. O tema foi debatido no ‘Workshop de Segurança Digital: saiba as últimas tendências e como se proteger’, ocorrido nesta sexta-feira (25), envolvendo cerca de 300 participantes entre magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as) do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Com uma palestra voltada à desmistificar a complexidade que se tem para entender a importância da segurança da informação, as ações para se prevenir contra os cibercrimes e a relevância do fortalecimento da mudança de cultura humana para o combate aos ataques virtuais foram principais assuntos abordados pelo palestrante, especialista em segurança digital, Nandor Feher.

    Segundo alertou, 57 bilhões de senhas já foram vazadas, mais de 80% dos ataques bem-sucedidos na internet usam técnicas de phishing (usam e-mails ou mensagens para levar a sites falsos com o objetivo de roubo de credenciais de dados). Além disso, ele revelou, também, que o Brasil é o 9º, entre os 10 principais países vítimas de Ransomware (vírus ultramoderno que ataca utilizando criptografia).

    Porém, o que mais o palestrante enfatizou foi o fato de que de todas as violações de dados (68%) envolveram o elemento humano e que, com a utilização da Inteligência Artificial, ficou mais fácil utilizar os dados privados nos crimes virtuais. “O ser humano é a peça chave e fundamental para enriquecer e melhorar a segurança da informação, o que pode ser feito com mudança de cultura, adoção de pequenos hábitos que fazem a diferença”, ressaltou Nandor Feher.

    Com este workshop, o TJPB reforça sua responsabilidade em fortalecer a cultura de segurança da informação, destacou o coordenador de Segurança da Informação da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), Francisco dos Santos Magalhães. “O conhecimento e a conscientização são indispensáveis para garantir a proteção de dados e a confiança em tempos de rápidas mudanças digitais”, salientou.

    O evento foi fruto de parceria entre a Ditec do TJPB e a Escola Superior da Magistratura (Esma).

    Por Lila Santos

     

  • TJPB retoma tratativas para implementação do Núcleo de Atendimento Integrado

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    Presidente Fred, juíza Antonieta e integrantes do GMF-PB

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, participou de reunião com integrantes do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Poder Judiciário estadual, para implantação do Núcleo de Atendimento Integrado (NAI), voltado ao atendimento de  adolescentes a quem se atribui ato infracional. O encontro de trabalho presencial aconteceu na tarde desta sexta-feira (25), com a presença da juíza titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa e integrante do GMF-PB, Antonieta Nóbrega.

    “Debatemos a criação do Núcleo, que se traduz em complexo de Justiça e cidadania voltado à criança e ao adolescente. Houve um avanço muito grande nesse sentido. As ideias trazidas são viáveis, Ao lado de outras instituições, estaremos juntos na construção e na busca de um futuro melhor para a infância e juventude”, comentou o desembargador Fred Coutinho. Esta iniciativa respeita o Ato da Presidência do TJPB nº 66/2024 e a Recomendação nº 87/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Segundo a juíza Antonieta Nóbrega, o NAI será formado por órgãos responsáveis pelo atendimento inicial do adolescente a quem se atribui a prática de ato infracional. “Através disso, vamos aprimorar a nossa atuação e a eficiência de todo o sistema de Justiça, com relação a essas pessoas, visando garantir o atendimento de forma integrada e qualificada”, comentou a magistrada.

    “Por meio do Grupo de Trabalho do NAI, vamos construir os fluxos de atendimento inicial integrado e, neste início, o grande desafio é uma atuação de forma cooperativa, digamos assim, de todos os órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. Então, vamos começar através dos fluxos para, depois, ir ao físico, local de atuação conjunta e articulada”, complementou Antonieta Maroja.

    Também acompanharam a coordenadora do GT a assessora executiva do GMF-PB área Socioeducativa, Gabriella Guedes, e a assistente social Mayara Lima, da equipe interdisciplinar do GMF e a assistente técnica da área socioeducativa do programa Fazendo Justiça (CNJ/Pnud) na Paraíba, Olívia Almeida. Segundo a assistente técnica, a implementação do NAI prevê a articulação de um conjunto de serviços e ações na porta de entrada de adolescentes no sistema de justiça juvenil. “A proposta é criar um espaço integrado entre os órgãos, como Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Segurança Pública e Assistência Social, entre outros”.

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB realiza visita técnica ao GMF de Pernambuco para fortalecer implantação da Plataforma Socioeducativa

    TJPB realiza visita técnica ao GMF de Pernambuco para fortalecer implantação da Plataforma Socioeducativa

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    Juiz Hugo Gomes Zaher em visita ao TJPE

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) segue avançando na implantação da Plataforma Socioeducativa (PSE) com iniciativas estratégicas para qualificar o processo de execução das medidas socioeducativas no estado. Como parte desse esforço, o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da área socioeducativa do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do TJPB, e o servidor André Monteiro Xavier, técnico judiciário da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, realizaram visita técnica ao GMF de Pernambuco.

    A missão teve como objetivo coletar experiências práticas relativas à implantação da Plataforma Socioeducativa no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que já consolidou avanços importantes nesse campo. Durante a visita, foram discutidos os principais desafios enfrentados, as estratégias de integração de sistemas, o saneamento de dados, a unificação dos processos de execução e a estruturação de fluxos de trabalho entre unidades judiciais e equipes técnicas.

    A iniciativa visa fortalecer a implantação da Plataforma no âmbito do TJPB, atualmente em curso, e garantir que a transição para o novo modelo ocorra de maneira segura, eficiente e em conformidade com as diretrizes nacionais. A troca de experiências também proporcionou subsídios para aprimorar o processo de capacitação dos magistrados, servidores e equipes técnicas paraibanas que atuarão diretamente no sistema.

    De acordo com o juiz Hugo Gomes Zaher, a visita técnica representa um importante passo no processo de modernização da execução socioeducativa na Paraíba. “A experiência de Pernambuco nos trouxe exemplos práticos de como superar obstáculos e estruturar um modelo eficiente de execução. Esse intercâmbio entre Tribunais é fundamental para fortalecer a proteção dos direitos dos adolescentes e aprimorar a gestão judicial das medidas socioeducativas”, destacou.

    O servidor André Monteiro pontuou que a visita técnica a um tribunal que já passou pelo processo de implantação da Plataforma Socioeducativa é uma grande contribuição. “Assim, podemos conhecer toda a dinâmica e as providências necessárias”.

    Além da visita, o Comitê da Plataforma Socioeducativa, instituído pelo Ato da Presidência nº 72/2025, planeja a formação de grupos de trabalho para saneamento e migração de dados, a publicação de normativas internas específicas para a Plataforma Socioeducativa e a realização de treinamentos destinados a magistrados e servidores, consolidando uma nova fase no atendimento socioeducativo no estado.
     

  • Museu do Poder Judiciário atrai cada vez mais estudantes em busca de experiências históricas

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    Marcos Alcântara apresentou as obras do Museu

    “Eu já tinha ouvido falar e achei muito interessante a história desse lugar. Isso me abriu uma curiosidade grande, que foi o que fez eu estar aqui, aprender muito e ter uma nova visão. Gosto das histórias que envolvem João Pessoa”, assim se expressou o estudante José Tallisson Galdino, referindo-se ao Museu do Poder Judiciário Estadual. Ele e mais 23 alunos da Escola Municipal Maria das Graças Carlos Rezende, de Cabedelo, estiveram na sede do Palácio da Justiça, nesta sexta-feira (25), conhecendo uma parte histórica da Justiça paraibana.

    A experiência inédita de conhecer peças patrimoniais, artefatos, processos históricos, produções bibliográficas, salas de sessões de julgamento e ambientes com móveis de época faz parte do Projeto Conheça o Palácio da Justiça e sua história. A iniciativa é da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça da Paraíba, presidida pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque. A finalidade é aproximar o cidadão do Judiciário, abrindo as portas da Justiça paraibana ao público.

    Segundo pontuou o servidor Marcos Alcântara, conhecer a história do Poder Judiciário tem despertado, cada vez mais, o interesse das pessoas. “Temos recebido um público diversificado, são alunos, turistas, cidadãos, trabalhadores de fábricas e empresas, que vêm ao tribunal em busca de informações sobre a nossa Justiça. Isso é muito positivo, pois reforça a ideia da aproximação do cidadão do Poder Judiciário”, enfatizou.

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    Os estudantes destacaram a beleza do Salão Nobre

    Os estudantes foram acompanhados, também, pela servidora Clarice Santana. Durante a visita, receberam explicações sobre a história dos espaços visitados e dos objetos que compõem o museu. Participaram da visitação os professores Emanuel Candeia (História), Williane de Souza (Educação Física) e Francisca Lopes (Compêndio Geografia).

    Para o professor Emanuel Candeia, foi uma significativa oportunidade de conhecer um espaço histórico, proporcionar aos alunos a experiência de ver de perto um ambiente rico em memória histórica e que é um patrimônio da Paraíba. “É uma prática pedagógica interessante, além da sala de aula possibilitar esse contato, a interação e a vivência num espaço como esse”, realçou.

    Como agendar – O agendamento das visitas em grupo ao Museu do Poder Judiciário é realizado por meio dos telefones: (83) 3612-6797 e (83) 99143-7273 (WhatsApp). A solicitação pode ser feita, também, pelo e-mail – museu@tjpb.jus.br. Para saber mais sobre o Museu do TJPB, o cidadão pode seguir o Instagram @museutjpb.

    Por Lila Santos