Categoria: TJPB

  • Curso foca em metodologia científica da prova oral e aperfeiçoa atuação de magistrados

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    Magistrados(as), assessores(as) e residentes do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) participaram, presencialmente, do curso ‘Tomada de decisão baseada na psicologia do testemunho’, promovido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB). A formação foi ministrada pelo juiz da 4ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Paraná, Tiago Gagliano Pinto Alberto.

    Com foco na análise científica da prova oral, o curso foi estruturado em três eixos principais, com o objetivo de aprimorar a atuação de magistrados(as) e servidores(as) na condução e avaliação das provas testemunhais, que, segundo o tutor, representam a maioria dos meios probatórios utilizados no Judiciário.

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    Tiago Gagliano: meios probatórios

    O primeiro eixo foi voltado à compreensão da prova a partir de estudos científicos; o segundo abordou as técnicas de inquirição e o terceiro tratou da análise das respostas. “A proposta foi oferecer aos participantes ferramentas para analisar a credibilidade das narrativas apresentadas em juízo, auxiliando o juiz a identificar quando uma versão deve ser acolhida ou refutada”, disse o tutor. O curso foi ministrado na quinta (10) e sexta-feira (11),

    Ele também ressaltou a importância do tema no contexto da atuação judicial. “A prova oral representa, em muitos casos, entre 80% e 90% dos meios probatórios utilizados nos processos. O juiz precisa estar preparado para observar, com critérios bem definidos, o conteúdo dessas provas. Ao oferecer essa formação, a Esma contribui diretamente para decisões judiciais mais racionais, sólidas e legitimadas, inclusive do ponto de vista democrático”, afirmou Tiago Alberto.

    A juíza da Comarca de Conde, Lessandra Nara Torres Silva, que participou das aulas, disse que a formação tem sido uma oportunidade única de especialização em uma das temáticas mais presentes no cotidiano judicial: o depoimento prestado em juízo. “Este curso está nos permitindo adquirir instrumentos técnicos e científicos para que possamos realizar a colheita da prova oral de maneira mais imparcial e fiel aos princípios legais. Mais do que isso, ele nos prepara para buscar o verdadeiro relato em cada caso, com cautela e responsabilidade”, destacou.

    Já o juiz José Jackson Guimarães, da Comarca de Alagoa Grande, enfatizou a importância da participação no curso, especialmente diante dos novos paradigmas apresentados pelo tutor. “As dicas e as informações disponibilizadas aqui facilitam a produção da prova e a compreensão de novos mecanismos. Todos os juízes e juízas deveriam participar, pois o curso abre novas perspectivas e paradigmas, além de novos horizontes para a nossa atuação”, afirmou.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Inscrições para webinário sobre questões de gênero na prática da magistratura terminam nesta 2ª feira

    Nesta terça-feira (15), a partir das 19h, ocorrerá o webinário ‘Questões de Gênero na Prática da Magistratura’. O evento será transmitido através das plataformas Zoom e Youtube. Os(as) interessados(as) podem se inscrever até esta segunda-feira (14) por meio do link https://forms.gle/w13ddVAwFiZmuXpcA.

    A palestrante será ministrada pela juíza do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, Mariana Rezende Ferreira Yoshida, Mestra em Direito e Poder Judiciário pela Enfam, Vice-líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Direitos Humanos e acesso à Justiça do Programa de Pós-Graduação Profissional em Direito da Enfam.

    O idealizador do evento é o juiz Nilson Dias de Assis Neto, titular da 1ª Vara Mista da Comarca de Monteiro, que considera de extrema importância aprofundar o debate sobre a necessidade urgente de incorporar a perspectiva de gênero nos julgamentos realizados pelo sistema de justiça brasileiro. Ele avalia que julgar com perspectiva de gênero não apenas assegura maior igualdade nas decisões judiciais, mas também promove uma justiça mais efetiva e sensível às realidades das mulheres e demais grupos historicamente vulnerabilizados.

    O magistrado exaltou o conhecimento da palestrante sobre o tema e disse que sua experiência acadêmica e prática, é especialmente focada na proteção dos direitos humanos e na aplicação efetiva da igualdade de gênero, podendo oferecer importantes reflexões e orientações para transformar as práticas judiciárias.

    “A relevância desse tema vai além do âmbito jurídico e toca na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Por isso, ressaltamos a importância da participação de todas e todos que desejam contribuir com mudanças positivas no sistema de justiça e na sociedade”, observou o juiz Nilson Dias.

    Por Walquiria Maria

     

  • Migração de contas é concluída e depósitos judiciais já são realizados via BRB de forma integral

    A migração das contas do Poder Judiciário da Paraíba, do Banco do Brasil (BB) para o Banco de Brasília (BRB), foi concluída neste domingo (13) e, a partir desta segunda-feira (14), todos os depósitos judiciais devem ser realizados no BRB, em conformidade com o Ato da Presidência nº 63/2025. A mudança de banco trouxe como novidade a possibilidade de liberação dos valores via PIX, permitindo mais agilidade e melhor controle dos saldos.

    Leonardo Paiva
    Juiz Leonardo Paiva

    Até a implementação total do sistema, que deve durar 90 dias em média, juízes(as) deverão continuar enviando os alvarás ao BRB através do e-mail informado pela Presidência, como informou o juiz auxiliar da Presidência do TJPB, Leonardo Paiva.

    “Estamos comprometidos em garantir que esta mudança não seja apenas uma alteração de instituição bancária, mas uma evolução na prestação jurisdicional, beneficiando diretamente advogados e jurisdicionados com mais eficiência”, afirmou o magistrado.

    O Ato dispõe que o BRB é a instituição financeira responsável pela captação e administração dos depósitos judiciais, administrativos, fianças, recursos destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs), valores colocados à disposição do Poder Judiciário do Estado vinculados a inquéritos policiais ou a processos judiciais, como recursos apreendidos em face de operações policiais. Excetuam-se os casos regulamentados por legislação específica.

    Os valores deverão ser recolhidos mediante a expedição de guia de depósito judicial, através do sistema BRBJUS, em link disponível no site do TJPB, pagável em toda a rede bancária do país até a data do vencimento, ficando à disposição do juízo ao qual o processo esteja vinculado.

    O e-mail suporteaotjpb@brb.com.br foi disponibilizado como um dos canais para dirimir dúvidas sobre a utilização do sistema, a localização das contas migradas e/ou outros assuntos relacionados ao tema.

    Por Gabriela Parente

     

  • Corregedoria-Geral do TJPB vai realizar segunda correição de 2025 na Comarca de Alagoa Grande

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    Os trabalhos terão início no Fórum da Comarca

    Depois da Comarca de Cuité, a Corregedoria-Geral de Justiça vai realizar sua segunda correição ordinária presencial na comarca de Alagoa Grande, entre os dias 28 e 30 deste mês. Os serviços correcionais serão feitos no foro judicial e nas serventias extrajudiciais da Comarca, que também atende ao Município de Juarez Távora. Os trabalhos terão início às 8h30, no prédio do Fórum local, situado na Rua Residencial Ernesto Cavalcante, s/n, Centro.

    A correição será presidida pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos. Ele será auxiliado pelos juízes-corregedores Fábio Leandro de Alencar Cunha, Renata da Câmara Pires Belmont e Gustavo Pessoa Tavares de Lyra.

    Foram convidados a comparecer para o início das atividades o prefeito da cidade,  representantes da Câmara dos Vereadores, membro do Ministério Público estadual, advogados, demais autoridades, além dos jurisdicionados que possam se interessar, e, na qualidade de convocados, os juízes das unidades judiciárias, servidores judiciais, titulares das serventias extrajudiciais da Comarca, seus escreventes e colaboradores. A correição está em conformidade com o Edital nº 02/2025, publicado no Diário da Justiça eletrônico da quinta-feira (10).

    “No curso das atividades correcionais, a Corregedoria-Geral de Justiça disponibilizará ambiente próprio e reservado aos interessados em realizar denúncias, reclamações ou sugestões a respeito da execução dos serviços prestados na Unidade indicada”, diz parte do edital assinado pelo desembargador Leandro dos Santos.

    Por Fernando Patriota

     

  • Momento de fé: sede do TJPB é palco do ‘Encontro de Nosso Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores’

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    A sede do Palácio da Justiça foi palco de um momento de fé

    A sede do Palácio da Justiça, no Centro de João Pessoa, foi palco, mais uma vez, de um momento marcante e simbólico para os cristãos: o “Encontro de Jesus com Maria”, na Procissão Senhor dos Passos, que acontece 15 dias antes da Páscoa, na programação da Igreja Católica, antecedendo a Semana Santa.

    Na tarde dessa sexta-feira (11), os presidentes do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, e do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, recepcionaram o arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, Dom Manoel Delson, com o cortejo religioso.

    Também prestigiaram o evento os desembargadores João Benedito da Silva, Francisco Seráphico da Nóbrega Filho e Arnóbio Teodósio (aposentado), as desembargadoras Fátima Maranhão e Lilian Cananéa, e a presidente da Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp), Nalva Coutinho.

    Durante a cerimônia, seguindo a tradição, o gestor do Poder Judiciário estadual fez a leitura do Santo Evangelho, para, em seguida, o arcebispo Dom Delson realizar a homilia, fazendo uma reflexão sobre o encontro doloroso do filho de Deus, carregando a cruz, com a sua mãe, comparando a atual situação de filhos que sofrem sem o amparo da mãe, e as mães que perdem seus filhos para a violência.

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    A procissão marca o “Encontro de Jesus com Maria”

    “O encontro de Jesus, o Senhor dos Passos, com Nossa Senhora das Dores, nos possibilita encontrar com Jesus e com Maria, com os filhos que sofrem e com as mães que padecem pela dor dos filhos. Mães que perdem os filhos tragicamente, precocemente, e filhos que nem conhece as mães, dores estas que são aliviadas com a força do amor”, ressaltou.

    O desembargador-presidente Fred Coutinho destacou como uma bênção a tradição do Poder Judiciário participar desse importante momento de fé da Igreja Católica, enfatizando participar da Procissão dos Passos desde criança, com sua família.

    “Nós temos a honra de receber o encontro de Nosso Senhor com Nossa Senhora. Uma tradição que é mantida e que traz muitas bênçãos e paz espiritual para todos que fazem o Judiciário paraibano. Gratidão a Deus, neste dia, à frente do Tribunal de Justiça, em participar de um momento tão importante e de muita religiosidade”, enfatizou.

    Por sua vez, o presidente do TRE-PB, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, pontuou o encontro religioso como uma renovação da fé. “Este é um momento tão simbólico para nós católicos, que cremos em Jesus Cristo, em seus ensinamentos. Além da importante reflexão para todos nós e, acima de tudo, no ambiente que a gente vive de Justiça, de busca de direitos, esse simbolismo aumenta a nossa responsabilidade de julgar, que é um momento muito difícil”, realçou.

    O desembargador Marcos Cavalcanti, que é prior da Ordem Terceira do Carmo, disse ser uma emoção muito grande e uma satisfação conduzir a Imagem de Nossa Senhora das Dores. “São 45 anos que pertenço à Ordem Terceira e, agora, como prior, conduzindo essa famosa Procissão do Encontro na frente do Tribunal de Justiça, mais um ano, o que é uma felicidade muito grande para todo o Poder Judiciário”, comentou.

    A desembargadora Fátima Maranhão, que todos os anos participa da solenidade religiosa, comentou ser o Encontro de Jesus com Maria, na frente do Tribunal, emocionante. “Porque mostra o amor da mãe com o filho, o sofrimento da mãe com o filho. A nossa tradição está cada vez mais se perdendo, porque essa praça ficava cheia de devotos. Hoje, nós encontramos pouquíssimas pessoas. A devoção que nós tínhamos a essa tradição está acabando, mas eu tenho certeza que a fé no coração dos cristãos permanece”, lamentou.

    Já a desembargadora Lílian Cananéa comentou ser sempre emocionante participar do evento. “Venho aqui para renovar a minha fé. Ver esse encontro de Nossa Senhora das Dores com o filho carregando a cruz é um momento de muita reflexão, e, também, muito feliz, por muitas graças alcançadas”, ressaltou.

    Por Lila Santos

     

  • Palestra sobre importância do NatJus encerra programação da Semana Nacional de Saúde

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    Desembargadora Anna Carla e palestrantes, no Fórum Cível

    Analisar questões de saúde no âmbito da Justiça é uma tarefa de muita responsabilidade que exige um olhar técnico especializado e, ao mesmo tempo, humano. Importante para uma prestação jurisdicional adequada, a temática foi incluída na programação da Semana Nacional de Saúde, do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    A programação foi encerrada nesta sexta-feira (11), com a palestra “A importância do NatJus para o julgamento das demandas de saúde”, no Fórum Cível de João Pessoa ‘Desembargador Mário Moacyr Porto’.

    “Dialogar sobre a necessidade da nota técnica nas demandas de saúde e sobre os critérios de análise dos profissionais de saúde para elaboração das notas, assim como explicações sobre medicina baseada em evidências, linhas de tratamento, pareceres técnicos, enfim, sobre questões tão importantes para uma decisão judicial eficiente é algo

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    A Semana Nacional da Saúde foi encerrada no Fórum Cível

    indispensável para todo o sistema jurídico, inclusive a participação das advogadas nas indagações finais trouxeram um grande enriquecimento do debate”, afirmou a juíza auxiliar da Vice-presidência do TJPB e coordenadora do Núcleo, Silmary Alves de Queiroga Vita, que foi uma das palestrantes.

    Implantado por meio do Ato Conjunto 02/2023, o Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus) é responsável pela elaboração de documentos técnicos e especializados na área da saúde. A finalidade é auxiliar magistrados(as) na formação de um juízo de valor, quando da análise de questões clínicas apresentadas nas ações judiciais, envolvendo a assistência à saúde.

    Magistrados(as) e servidores(as) participaram atentos à palestra, que também foi ministrada pelos médicos integrantes do NatJus Emmanuel Vinícius Pereira, Puamma Tabira Costa e Vanessa Monteiro Costa.

    Por Nice Almeida

     

  • Consulta Pública: TJPB convida a população para sugerir melhorias do sistema prisional da PB

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    Como podemos tornar o sistema prisional brasileiro mais justo, digno e eficiente? O que você pensa sobre o modelo e a estrutura prisional do Brasil? A sua opinião pode ajudar a transformar a realidade carcerária no nosso país, com respostas que serão essenciais para a implementação do Plano ‘Pena Justa’ no âmbito do nosso estado.

    Para isso, segundo a juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB e auxiliar da Presidência, basta acessar a CONSULTA PÚBLICA que está aberta no site do TJPB e ficará disponível até o dia 2 de maio de 2025. Acesse o formulário, envie suas ideias e ajude a construir um sistema penal mais humano e justo.

    O Pena Justa é o plano nacional para enfrentar a situação de calamidade nas prisões brasileiras, construído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a União com o apoio de diversos parceiros institucionais e a sociedade civil. Mas todos os estados e o Distrito Federal também deverão elaborar planos locais, com base nas diretrizes nacionais.

    Na Paraíba, quem vai atuar na construção do Plano é o Comitê Estadual de Políticas Penais (CEPP/PB) empossado esta semana. E a primeira iniciativa está posta: ouvir a sociedade!

    Sua colaboração é fundamental para garantir que as políticas penais levem em conta as diferentes realidades e vozes do Brasil.

     

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    O QUESTIONÁRIO – O Poder Judiciário da Paraíba convida você e toda a população a participar ativamente desse processo por meio de um questionário on-line, simples e direto, que reunirá as visões e sugestões da sociedade para enfrentar a grave crise nas prisões do país. O documento traz explicações sobre os eixos de atuação do Plano e, na sequência, alternativas contendo sugestões de ações. Ao responder, indique as que você considera prioritárias.

    Também haverá espaço para sugerir por escrito outras ações de enfrentamento ao problema apresentado.   

    Os eixos do Pena Justa são os seguintes: 

    1. Controle da entrada e das vagas do Sistema Prisional
    2. Qualidade da ambiência, dos serviços prestados e da estrutura prisional
    3. Processos de Saída da prisão e da reintegração social
    4. Baixa institucionalização do enfrentamento ao racismo no ciclo penal

    Abaixo, os QR Code para conhecer mais sobre o PENA JUSTA.

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    Por Gabriela Parente

     

  • Especialista destaca impacto da IA no Judiciário e aponta cuidados necessários para uso responsável

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    Bruno Figueirêdo, doutor em Informática

    A Inteligência Artificial (IA) tem promovido mudanças significativas em diversos setores da sociedade, e o Poder Judiciário não é exceção. A crescente digitalização dos processos e a demanda por maior celeridade e eficiência vêm impulsionando a adoção de tecnologias baseadas em IA no sistema judicial brasileiro.

    Para Bruno César Barreto de Figueirêdo, doutor em Informática, o uso da IA generativa no Judiciário acontecerá de forma progressiva, integrando-se às rotinas já estabelecidas. “Na prática, essas ferramentas atuarão como assistentes inteligentes, auxiliando na elaboração de minutas de decisões, despachos e votos, respondendo a consultas sobre jurisprudência, gerando resumos automáticos de peças processuais volumosas e até mesmo identificando contradições ou omissões em textos jurídicos”, disse.

    Segundo ele, um(a) magistrado(a) poderá solicitar à IA, por exemplo: “Resuma a petição inicial do processo X” ou “elabore um esboço de sentença com base nesses fundamentos”. Para Bruno Figueirêdo, a ideia não é substituir a atividade jurisdicional, mas sim oferecer uma base produtiva e confiável para acelerar etapas técnicas e repetitivas.

    Sobre a possibilidade de agilizar o tempo de tramitação dos processos, Bruno afirma que a IA pode contribuir de maneira bastante significativa. “Ela reduz o tempo de análise documental, acelera a produção de atos judiciais e otimiza pesquisas jurídicas, contribuindo diretamente para a celeridade processual, conforme previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal”, observou.

    Além disso, ao automatizar tarefas de apoio, o doutor em computação afirmou que a IA libera servidores(as) e magistrados(as) para atividades mais analíticas e estratégicas, reduzindo gargalos causados pelo alto volume de trabalho.

    IA generativa
    Bruno Figueirêdo, Max Nunes e Daniel Melo: IA na Justiça

    As principais aplicações da IA no âmbito judicial incluem: a elaboração automática de minutas de decisões e despachos; resumos de peças processuais; pesquisa jurisprudencial otimizada; análise preditiva de julgamentos (com base em decisões anteriores); identificação de precedentes vinculantes; classificação e triagem automática de processos (como já ocorre em projetos-piloto no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral); detecção de inconsistências ou omissões em documentos judiciais; e apoio ao cumprimento de metas de produtividade com dashboards inteligentes.

    “Essas soluções já são realidades em diversos tribunais do país e podem ser customizadas para o Tribunal de Justiça da Paraíba, respeitando a infraestrutura, o perfil da demanda e os recursos humanos disponíveis”, disse Bruno Figueirêdo.

    Apesar dos avanços, o especialista alerta que o uso da IA requer cuidados cruciais. “É essencial que as decisões continuem sendo humanas. A IA atua como um copiloto, não como o juiz do caso”, afirmou.

    Entre os pontos de atenção, o especialista destaca: privacidade e proteção de dados (em conformidade com a LGPD); evitar alucinações da IA (respostas incorretas com aparência de verdade); auditorias e validação humana constante dos resultados gerados; treinamento dos modelos com bases confiáveis, preferencialmente internas ao Judiciário; e registro e rastreabilidade do uso da IA em decisões, para preservar a motivação e controle jurisdicional.

    Curso – Até a sexta-feira (11), o especialista Bruno Figueirêdo ministrou, na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, o curso ‘Transformação Digital no Judiciário: O Poder da IA Generativa’. A formação, que ocorreu de forma presencial, é voltada a magistrados(as), assessores(as), analistas e técnicos judiciários do Poder Judiciário estadual.

    IA generativa
    Juiz Max Nunes

    O juiz auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Max Nunes de França, participou da abertura das atividades no último dia de aula. Na ocasião, ele destacou a importância de dominar o uso consciente e estratégico da inteligência artificial no cotidiano da Justiça.

    “Essa tecnologia tem se integrado cada vez mais à nossa rotina de trabalho, seja na tarefa de resumir processos seja na sistematização de decisões. Saber utilizá-la de forma eficiente, e sempre em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) neste ano, é essencial para o desempenho das atividades diárias no Judiciário”, disse.

    Já o diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do TJPB (Ditec), Daniel Ayres de Melo, reforçou que o tema da Inteligência Artificial vem sendo amplamente debatido nos tribunais de todo o país, e o TJPB não pode ficar de fora desse movimento. Segundo ele, além da adoção de novas ferramentas tecnológicas, é indispensável investir na capacitação dos profissionais que integram o Judiciário paraibano.

    IA generativa
    Daniel Ayres de Melo, diretor da Ditec

    “Essa iniciativa precisa se tornar recorrente. Eu costumo dizer que 2025 está se mostrando um verdadeiro divisor de águas para a Inteligência Artificial. As instituições que não se dedicarem ao tema e não investirem tempo e energia nesse processo, inevitavelmente, ficarão para trás”, assegurou.

    Dentro do ambiente de trabalho do TJPB, o diretor de TI destacou que, especialmente por meio do Google Workspace, os magistrados(as), assessores(as), gerentes e diretores(as) já têm acesso à Inteligência Artificial do Google. “O curso ministrado tem justamente o objetivo de mostrar, na prática, como utilizar essa tecnologia de forma mais eficiente. Ela já está à nossa disposição, o que precisamos agora é potencializar seu uso”, falou.

    Ainda segundo ele, a Ditec está avançando na incorporação da IA também nas audiências judiciais. Atualmente, estão sendo avaliadas pelo menos quatro soluções que poderão ser integradas ao sistema PJe. “O objetivo é acelerar e otimizar o trabalho de servidores e magistrados, promovendo mais agilidade e eficiência no Judiciário paraibano”, disse.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Estudantes de Direito ressaltam entusiasmo com a profissão após conhecerem Museu e Pleno do TJPB

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    Fred Coutinho, Marcos Caalcanti e João Barbosa com estudantes

    Estudantes do 3º e 4º períodos do curso de Direito da Fesp Faculdades ficaram ainda mais entusiasmados com a profissão depois de visitarem, nesta sexta-feira (11), o Museu do Poder Judiciário. Ao conhecerem a história, percorrendo os espaços do Palácio da Justiça, eles puderam ver como tudo funciona. 

    Entre os ambientes visitados, esteve o Pleno do Tribunal de Justiça, local onde os alunos foram recepcionados pelo presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, e o vice-presidente, desembargador João Batista Barbosa. “Acreditem em vocês, sonhem e lutem, mas nunca deixem de estudar. A única riqueza que temos não é o valor material, mas o conhecimento. Esse aí ninguém tira de você. O Tribunal está de portas abertas de verdade, porque estamos aqui para servir ao povo”, disse o desembargador-presidente.

    Presidida pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, a Comissão de Cultura e Memória do TJPB é responsável pela administração do museu. O magistrado explicou que as visitas podem ser feitas por estudantes e, também, turistas. “Estamos exibindo processos históricos de muito valor, cada um no seu tempo, no tempo do Império, no tempo da República, e o Tribunal estará sempre aberto para visitação, incluindo grupos de estudantes e turistas, sejam paraibanos, que vêm do interior e não conheciam o tribunal, ou então de outros países”, destacou.

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    Marcos Cavalcanti levou os estudantes à Sala de Sessões do Pleno

    Os alunos da Fesp fizeram a visitação acompanhados pela professora Camila de Araújo Cavalcante, que ressaltou a importância de ter o TJPB aberto as portas para esse conhecimento. “É muito importante que eles, ainda enquanto estudantes e acadêmicos do curso de Direito, possam ter acesso ao Tribunal de Justiça, conhecer um pouco de sua história e também do seu funcionamento. Entender que este órgão faz parte da realização da justiça e fazer com que eles estejam com esse contato direto. Assim, eles podem ter uma ideia do que esperar no futuro”, falou.

    Letícia Lopes Dias está no 3º período do curso de Direito e ficou encantada com a história do Poder Judiciário. “É incrível ver como as coisas funcionam na prática, como tudo se constrói, como a máquina judiciária funciona. É realmente lindo de ver e inspirador para quem está começando”, finalizou.

    Agendamento – Para agendar visitas em grupo ao Museu do Poder Judiciário, os interessados podem entrar em contato pelos telefones: (83) 3612-6797 e (83) 99143-7273 (WhatsApp). O agendamento pode ser feito, também, pelo e-mail – museu@tjpb.jus.br. Para saber mais sobre o Museu do TJPB, o cidadão pode seguir o Instagram @museutjpb.

    Por Nice Almeida