Categoria: TJPB

  • Juízas destacam importância do Judiciário abrir portas à participação feminina como transformação social

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    Atuando, há vários anos no Judiciário paraibano, na função de magistradas, e auxiliando na missão do Tribunal de Justiça da Paraíba em concretizar a Justiça, por meio de uma prestação jurisdicional acessível, célere e efetiva, sete mulheres destacam os desafios, avanços e conquistas na vida pessoal e profissional. Elas enfatizam, também, a importância do reconhecimento do Poder Judiciário, em abrir portas para  a participação feminina, como meio de transformação social e cultural.

    Mulheres na administração

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    Juíza Aparecida Gadelha

    Para a juíza auxiliar da Presidência do TJPB Maria Aparecida Sarmento Gadelha, reconhecer que ainda não se chegou a um patamar de igualdade de gênero efetivo constitui, antes de tudo, o ponto de partida indispensável para o estabelecimento de mudanças a serem atingidas.

    “A Administração do Poder Judiciário, partindo desse reconhecimento, tem se empenhando em garantir a participação feminina, na medida em que passa a contar cada vez mais com servidoras e magistradas em postos de gestão e tomada de decisão, figurando assim como importante vetor de transformação social e cultural”, acentuou a magistrada.

    Segundo pontuou, a estrutura social, ainda cobra atitudes de cuidado e suporte familiar da mulher desproporcionais ao que se espera da figura masculina. Além da  dificuldade de conciliar atuação profissional, incluindo a necessidade de aperfeiçoamento constante,  e as responsabilidades domésticas e familiares, que quase sempre demandam uma jornada extra de dedicação e esforço. 

    “Para muitos pais e esposos, é possível, por exemplo, descansar, ler e estudar ao fim do dia. Essa, no entanto, não é a realidade da maioria das mulheres. Assim, penso ser fundamental seguirmos buscando transformação social estrutural, na certeza de que nossos esforços para prestar um serviço público cada vez mais eficiente são tão valiosos e transformadores quanto a qualquer homem”, salientou a juíza Aparecida Gadelha, referindo-se às dificuldades na carreira, asseverando, ainda, que “a transformação institucional em torno da paridade de gênero nos levará à maior representatividade feminina nas posições de gestão e de tomada de decisão”.

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    Juíza Silmary Alves

    Atuando como auxiliar na Vice-presidência do TJPB, a magistrada Silmary Alves de Queiroga Vita comentou que os maiores desafios que tem enfrentado nos cargos de gestão são decorrentes da necessidade de melhorar o tempo de qualidade do convívio familiar e gerir as atividades de gestão, em sua maioria ligadas a um espaço de tempo limitado que requer atuação em grande parte do tempo do dia em prol do trabalho, e encontrar esse equilíbrio.

    “Acho extremamente importante a política institucional de paridade de gênero, incentivando a participação das mulheres em cargos de gestão e cabe a nós, mulheres, assegurar essa participação, aceitando os convites e exercendo esse espaço nos cargos. O sangue e o suor de todas as mulheres em busca dessa equidade precisa ser referenciado e, por isso, vejo que é significativo comemorar por todas as leis, resoluções e atos normativos e administrativos que tentam garantir os direitos das mulheres”, ressaltou.

    Mães, mulheres e gestoras de fóruns

    As gestões do Poder Judiciário paraibano vêm ao longo dos anos enfatizando a relevância de colocar mulheres em cargos de liderança, a exemplo de um significativo número de juízas que estão à frente da administração de Fóruns em diversas unidades judiciárias espalhadas pelo estado. Na Região Metropolitana de João Pessoa, a maioria das Comarcas tem mulheres em suas administrações, a exemplo da Capital, Santa Rita, Cabedelo, Alhandra, além de cidades do interior, como Patos, Guarabira e Alagoinha.

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    Juíza Ana Flávia

    Juíza e diretora do Fórum de Santa Rita, Ana Flávia de Carvalho Dias observou que, com o passar do tempo, as mulheres vêm conquistando seu espaço como profissional e mulher. A magistrada ponderou que os desafios são diários, mas elas têm demonstrado proatividade na gestão e prestação jurisdicional. A magistrada considera como exemplar e positiva a posição da gestão do TJPB em indicar mulheres em cargos de gestão, acompanhando a evolução da sociedade.

    “Desde que assumi o cargo tenho procurado inteirar-me das necessidades dos servidores e instalações, com a finalidade de contribuir com uma boa gestão, não encontrando grandes dificuldades. Todos os dias temos conquistas que devem ser celebradas, a exemplo da crescente igualdade de gênero, nas diversas áreas da vida, seja no mercado de trabalho, nos direitos políticos e cidadania,  como também na autonomia e liberdade de viver sem violência, preconceito e discriminação”, exaltou.

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    Juíza Juliana Maroja

    À frente da administração do Fórum da Comarca de Cabedelo, a magistrada Juliana Maroja Duarte revelou serem diversos os desafios que se apresentam no exercício da gestão. Ela citou como exemplos a regulação do recurso humano, a  capacitação e aperfeiçoamento contínuo dos integrantes do Poder Judiciário, bem como a questão da infraestrutura, tanto no aspecto de adequação de espaços para melhor atender ao público, quanto relativa à segurança, em razão das peculiaridades específicas exigidas na comarca, além da equalização de esforços para atender a alta demanda de processos em tramitação.

    “O primeiro desafio, certamente, foi conciliar a carreira profissional com a vida pessoal e familiar, pois a equalização desses ‘dois mundos’ são interdependentes. O segundo desafio (e não menos difícil) foi superar as barreiras culturais de que uma mulher também é capaz de exercer posição de liderança e decisão, com méritos, habilidades e destaque”, realçou a magistrada Juliana Duarte.

    Ela também reforçou a importância da iniciativa da administração do TJPB de valorizar e manter mulheres em cargos de chefia e participação ativa na administração, pois reflete um compromisso com a equidade de gênero e com a modernização institucional.

    “Essa postura, além de se alinhar aos princípios constitucionais da igualdade, fortalece o próprio Poder Judiciário na medida em que alinha a meritocracia com a diversidade nas posições de liderança. As conquistas das mulheres, ao longo da história, são motivo de profunda comemoração, não apenas pelo avanço dos direitos femininos, mas pela transformação social que essas vitórias representam. Nesse contexto, podemos citar grandes mulheres como Marie Curie e Simone de Beauvoir, que, à frente dos seus tempos, já demonstravam a capacidade meritória das mulheres de estarem onde elas quiserem”, acentuou.

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    Juíza Joscileide Ferreira

    Na administração da Comarca de Patos, desde 2019, no sertão paraibano, uma das principais do Estado, a juíza Joscileide Ferreira de Lira tem marcado no período em que está na diretoria do Fórum momentos difíceis, onde teve que tomar importantes decisões, como quando passaram pela pandemia da Covid-19. “Muitas dificuldades foram enfrentadas, tendo em vista a necessidade, abrupta e totalmente inesperada, de reinventar o cotidiano para garantir a continuidade do atendimento eficiente e humano ao jurisdicionado, ao mesmo tempo em que havia toda uma preocupação com a saúde de servidores(as), magistrados(as) e todos que atuam na unidade”, enfatizou.

    Ela elencou, ainda, as diversas ações administrativas voltadas à melhoria da infraestrutura da Comarca, com o apoio do TJPB. “Acho relevante a manutenção de mulheres na gestão das instituições. É uma forma de valorizar as  habilidades e capacidades delas. A sensibilidade e a visão feminina têm se mostrado muito interessantes na solução de desafios que, por vezes, exigem uma resposta rápida, eficiente, mas também, equilibrada e humanizada. Dessa forma, recebi com muita satisfação o convite para continuar na gestão, ciente dos desafios e responsabilidades do cargo”, ressaltou.

    Juíza Janete Oliveira

    À frente de Varas Únicas e da direção dos Fóruns, as juízas Janete Oliveira Ferreira Rangel (Comarca de Alagoinha) e Daniere Ferreira de Souza (Comarca de Alhandra) vivenciaram as mesmas experiências das demais magistradas nas gestões das respectivas unidades judiciárias de enfrentar dificuldades e lidar com desafios diários na administração dos respectivos fóruns e manter com eficácia a prestação jurisdicional.

    A magistrada Janete Rangel lembrou que assumiu a titularidade da Vara Única de Alagoinha no final de novembro do ano passado, encontrando uma unidade com quase seis mil processos em tramitação, com aproximadamente metade do acervo concluso, no gabinete, além de inúmeras demandas administrativas.

    “A principal dificuldade foi conciliar as múltiplas frentes de atuação: gestão do acervo judicial, direção do fórum, gestão de pessoas, atendimento à população e aos advogados, realização de inspeções com recursos humanos limitados e, muitas vezes, acumulando atribuições que extrapolam a atuação jurisdicional. Mas, com organização, diálogo e empenho com a equipe e apoio da Corregedoria e da Presidência do TJPB, estamos avançando passo a passo, com planejamento e foco”, frisou.

    Ela ressaltou que ser mulher e magistrada, sobretudo no interior, exige sensibilidade, firmeza e resiliência. “A conciliação entre a vida pessoal, a maternidade, e a responsabilidade de exercer a jurisdição, especialmente em uma vara única, é um desafio diário. Mas, também, é fonte de orgulho. Vejo como conquista a possibilidade de atuar com escuta ativa, empatia e compromisso, sem abrir mão da técnica e da autoridade. A cada decisão, procuro exercer um Judiciário mais humano, que compreenda os contextos sociais das partes e que se aproxime da população”, evidenciou.

    Para a juíza Janete Rangel, ainda há muito a se avançar, porém, ela entende que já é possível perceber um ambiente mais plural, mais representativo e mais aberto ao diálogo, que tem impactado positivamente na forma como o Judiciário se posiciona perante a sociedade.

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    Juíza Daniere Ferreira

    A magistrada Daniere Ferreira, também acentuou que a gestão e a diretoria de um fórum, bem como a titularidade de uma vara única, apresentam desafios significativos que exigem grande capacidade administrativa, organização e liderança.

    Na sua opinião, a manutenção de mulheres em posições de liderança é essencial, não só na promoção da equidade de gênero, mas, também, no fortalecimento da representatividade feminina no Poder Judiciário, além de incentivar a valorização profissional das magistradas e servidoras, servindo como inspiração para futuras gerações, bem como reforça o compromisso do Tribunal com a diversidade e a eficiência administrativa, aprimorando a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

    “As conquistas das mulheres ao longo da história são resultado de sua determinação, competência e luta por igualdade de oportunidades. A dedicação, a qualificação profissional e a capacidade de liderança demonstradas em diversas áreas são fatores essenciais que justificam sua ascensão a posições de destaque. Além disso, a superação de desafios e barreiras históricas reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão, garantindo uma sociedade mais justa e equilibrada. Essas conquistas não apenas refletem o mérito individual, mas também representam avanços coletivos na construção de um ambiente mais inclusivo e democrático”, sublinhou.

    Por sua vez, o vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador João Batista Barbosa, fez um recorte histórico da luta pelo respeito aos direitos das mulheres, citando mulheres que fizeram a diferença e que, até hoje, marcam gerações, como Catalina de Euraso (fugiu do convento, cortou os cabelos e se vestiu de homem para lutar na Espanha, na guerra); Joana D’arc (camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos).

    Além das brasileiras Antonia Jovita Alves Feitosa (Jovita), cearense que se inscreveu como soldado para lutar na Guerra do Paraguai, Ana Nery, primeira enfermeira brasileira, que também foi prestar seus serviços na mesma guerra, e Helena Alves de Souza, falecida recentemente, primeira mulher a atuar como juíza no Poder Judiciário paraibano.

    “Todas essas mulheres deram muita importância, tanto aos valores humanos, quanto ao valor da própria mulher e isso fez com que os homens, em sua grande maioria, fossem também valorizando as mulheres”, comentou.

    Ele pontuou, ainda, a evolução da legislação de defesa e garantias dos direitos fundamentais das mulheres, partindo das Convenções Internacionais até a edição de Decretos brasileiros e Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que evidenciam a importância da atuação feminina e a equidade de gêneros.

    “A paridade entre homens e mulheres deve acontecer também em todas as instâncias. As mulheres estão de parabéns, sou um daqueles que quero ver a mulher no mesmo patamar que o homem está, porque nós todos somos igualmente humanos, por isso acho muito importante que se valorize a mulher, com todo o respeito que ela merece ser reconhecida”, exaltou o vice-presidente do TJPB.

    Há um longo caminho a ser percorrido para se alcançar a plena equidade de gênero no âmbito do Poder Judiciário, caminho este que passa pelos desafios de romper barreiras culturais e costumes encravados na sociedade patriarcal em que vivemos. De modo, a se chegar a obtenção de avanços e conquistas significativas, tendo por meta a essencialidade do equilíbrio social entre mulheres e homens.

    Por Lila Santos

  • 1º Tribunal do Júri da Capital começa julgamento de 16 processos agendados para abril

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    Fórum Criminal de João Pessoa

    O 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa deu início à pauta de julgamentos deste mês de abril. Nesta segunda-feira (1º), a unidade judiciária, sob a presidência do juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, começou a julgar uma sequência de 16 processos que envolvem crimes contra a vida. As sessões do Júri Popular vão até o dia 30 deste mês, com início às 9h, no quinto andar do Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, Centro da Capital.

    De acordo com a Lei de Organização Judiciária, o 1º Tribunal do Júri realiza pautas ordinárias de julgamento nos meses de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro, e o 2º Tribunal do Júri realiza suas sessões em março, maio, agosto, outubro e dezembro. Segundo o juiz Antônio Gonçalves, entre os julgamentos agendados para este mês, dois envolvem processos deslocados das comarcas do Conde e de Pedras de Fogo.

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    Juiz Antônio Gonçalves – 1º Tribunal do Júri

    Nos meses em que os tribunais de Júri não estão realizando julgamentos em plenário, fica a pauta voltada para a realização das audiências de instrução e julgamento dos processos que ainda não foram objeto de pronúncia, para justamente analisar a admissibilidade da acusação e, se for o caso, remeter para julgamento posterior”, explicou o magistrado. “Estamos empenhados em fazer essas sessões para, justamente, buscarmos a resposta pronta à sociedade de que o Poder Judiciário está vigilante, como integrante do sistema de Justiça, sempre buscando a resolução desses processos em que se apura os crimes contra a vida”, destacou Antônio Gonçalves.

    As unidades dos tribunais do Júri têm a competência de apreciar e julgar crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados, este é o papel do 1º Tribunal do Júri. Esses crimes incluem, homicídio, feminicídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e infanticídio (quando a mãe, sob influência do estado puerperal, mata o próprio filho durante ou logo após o parto e aborto provocado por terceiro. Segundo o juiz Antônio Gonçalves, a expectativa com o retorno das atividades forense e a preparação dos processos para o início das reuniões ordinárias do Tribunal do Júri são as melhores possíveis.

    Por Fernando Patriota

  • Primeira mulher a exercer a magistratura na Paraíba terá imagem incluída no Salão Nobre do TJPB

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    Homenagem foi proposta pelo presidente Fred Coutinho

    Primeira mulher a exercer a magistratura na Paraíba, a juíza Helena Alves de Sousa (in memorian) volta a fazer história 70 anos depois. Helena será a primeira presença feminina no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A magistrada terá sua imagem incluída no Museu do Tribunal, através de uma tela pintada que registrará sua histórica contribuição ao Poder Judiciário da Paraíba.

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    Galeria de personalidades paraibanas no Salão Nobre do TJPB

    Atualmente, dez fotografias de personalidades paraibanas estão no Salão Nobre do Tribunal de Justiça, como a do ex-presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, que presidiu ainda a Câmara Federal e o Supremo Tribunal Federal, e cujo restos mortais estão no prédio do Palácio da Justiça da Paraíba. Também têm fotografias apostas, os ministros Geminiano da Franca, Oswaldo Trigueiro, Djaci Falcão e Rafael Mayer, os governadores da Paraíba Camilo de Holanda, Argemiro de Figueiredo e Venâncio Neiva e os desembargadores Heráclito Cavalcante e Arquimedes Souto Maior.

    A homenagem à juíza Helena Sousa foi proposta pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho. “A inclusão de sua imagem no Museu do Tribunal representa não apenas o reconhecimento institucional por sua contribuição ao Judiciário e à sociedade, mas também o resgate de uma trajetória que simboliza a luta feminina por espaços de equidade e justiça, sendo, portanto, um ato de justiça histórica e pedagógica”, destacou o desembargador Fred Coutinho.

    O presidente do TJPB também propôs que a fotografia de Helena Alves de Sousa seja integrada ao acervo permanente do Museu do Tribunal de Justiça da Paraíba, acompanhada de uma breve biografia que registre sua notável contribuição à magistratura e à educação.

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    Helena será a primeira presença feminina no Salão Nobre

    Nascida em Guarabira no dia 19 de março de 1923, Helena Alves de Sousa formou-se na Faculdade de Direito da Paraíba em 1955, sendo aluna da primeira turma do curso. Dois anos depois, tornou-se a primeira mulher aprovada em concurso público para o cargo de juíza no Estado, assumindo a função em 1957. Na mesma época, também se destacou ao se tornar a primeira juíza eleitoral da Paraíba.

    Helena Alves exerceu suas funções nas comarcas de Pilões e Cabedelo, conduzindo sua atuação com firmeza, competência e elevado espírito público. Sua trajetória sofreu um duro revés em 1969, quando foi afastada e aposentada compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5, durante o regime militar. Entretanto, em 1979, foi anistiada e retornou à magistratura, sendo designada para a Comarca de Piancó, onde reafirmou seu compromisso com a Justiça e os ideais democráticos.

    Além de sua brilhante carreira como magistrada, Helena Alves também teve atuação destacada na educação. Foi diretora do Colégio Estadual de Cabedelo e recebeu diversas honrarias, incluindo o título de Cidadã Cabedelense e a Medalha de Alta Distinção da Justiça Eleitoral Paraibana, conferida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

    Sua história de superação, pioneirismo e dedicação à magistratura e à educação paraibana representa um marco na luta pela equidade de gênero e pelo fortalecimento da Justiça no Estado. 

    Por Lenilson Guedes e Nice Almeida

     

  • ‘Abril Verde’: Palácio da Justiça em tons verdes alerta a sociedade sobre segurança no trabalho

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    O mês de abril é marcado por uma importante campanha de conscientização: ‘Abril Verde’. Esse movimento tem como objetivo alertar a sociedade sobre a segurança e a saúde no ambiente de trabalho, prevenindo acidentes e promovendo condições dignas para os trabalhadores. O Tribunal de Justiça da Paraíba é uma das instituições que está engajada na campanha e, durante este mês, a fachada do Palácio da Justiça, um dos prédios mais imponentes do Estado, estará iluminado com a cor verde.

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    Desembargador Fred Coutinho

    Este mês não deve ser apenas um período de reflexão, mas um estímulo para que a segurança e a saúde no trabalho sejam prioridades constantes na sociedade. Afinal, um ambiente de trabalho seguro é um direito de todos e uma responsabilidade coletiva”, comentou o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    A iniciativa do TJPB atendeu a uma solicitação do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), por meio do Programa Trabalho Seguro, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde e segurança no ambiente de trabalho, além de reforçar a necessidade de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. “Esta ação vai contribuir, significativamente, para aumentar a visibilidade da mobilização e fortalecer a adesão da sociedade a esse importante movimento”, comentou o desembargador do Trabalho e cogestor do Programa Trabalho Seguro, do TRT da 13ª Região, Wolney de Macedo Cordeiro.

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    A escolha do mês de abril está relacionada ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. No Brasil, a cada 49 segundos, são registrados acidentes laborais. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho. O mesmo Observatório revela que a cada três horas, no Brasil, uma pessoa morre vítima de acidente de trabalho e mais de R$ 150 milhões são gastos com afastamentos de funcionários por conta dos acidentes.

    Especialistas apontam que investir em treinamentos, fiscalização, melhoria das condições de trabalho e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são medidas essenciais para evitar acidentes. Além disso, a valorização da saúde mental no trabalho é cada vez mais necessária, considerando o impacto do estresse e do esgotamento profissional na qualidade de vida dos trabalhadores.

    Por Fernando Patriota

     

  • Órgão Especial do TJPB define juízes para unidades judiciais e aprova resoluções

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    Na manhã desta quarta-feira (2), durante a 3ª sessão ordinária administrativa, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) deliberou sobre os pedidos de remoção de magistrados(as) para unidades judiciais de entrâncias Inicial e Final no Estado, seguindo os critérios de merecimento e antiguidade. Além disso, foram aprovados projetos de resolução. A sessão foi conduzida pelo desembargador Fred Coutinho, presidente do Poder Judiciário estadual.

    Foram removidos, pelo critério de merecimento, os magistrados Luiz Gonzaga Pereira de Melo Filho (Vara Única de Juazeirinho) e Mário Guilherme Leite de Moura (2º Juizado Auxiliar Misto da 3ª Circunscrição Judiciária, com sede na Comarca de Patos). Já pelo critério de antiguidade, os removidos foram Maria Aparecida Sarmento Gadelha (Vara de Executivos Fiscais da Capital), Natan Figueiredo de Oliveira (2ª Vara Mista de Esperança), Macário Oliveira Júnior (Vara Única de Teixeira) e Edivan Rodrigues Alexandre (Turma Recursal Mista de Campina Grande).

    Além das remoções, o colegiado aprovou resoluções que tratam do Planejamento Estratégico da Gerência de Precatórios do TJPB; da instituição do Programa de Integridade do Poder Judiciário da Paraíba; e o que institui o Código de Conduta Ética dos Servidores do Poder Judiciário da Paraíba.

    Por Marcus Vinícius

     

  • CNJ divulga diagnóstico sobre atuação de equipes multidisciplinares no Judiciário

    CNJ divulga diagnóstico sobre atuação de equipes multidisciplinares no Judiciário

    O Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça fará nesta quarta-feira (2) a divulgação da pesquisa “Diagnóstico sobre a atuação das equipes multidisciplinares nas unidades judiciárias”. 

    O levantamento será apresentado durante o evento Seminários de Pesquisas Empíricas Aplicadas a Políticas Judiciárias, que ocorrerá das 17 às 19h, por meio da plataforma virtual Cisco Webex, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube.

    O documento a ser divulgado reúne dados sobre o perfil dos profissionais, as condições gerais de trabalho, as atividades desempenhadas e os desafios que envolvem as atividades, entre outros pontos. A pesquisa foi elaborada a partir de solicitação do Fórum Nacional da Infância e Juventude (Foninj), sob a coordenação da conselheira Renata Gil.

    Juiz Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher, coordenador da Infância e Juventude

    “Esse webinário é um momento importante para refletirmos sobre a atuação das equipes multidisciplinares no Judiciário. O diagnóstico realizado pelo CNJ analisou aspectos fundamentais, como o perfil desses profissionais, as temáticas que enfrentam no cotidiano forense, os vínculos institucionais, os desafios estruturais e a percepção dos magistrados sobre esse trabalho. São informações valiosas para que possamos avançar no fortalecimento da estrutura dessas equipes, garantindo condições para que ofereçam, com prioridade absoluta, os subsídios técnicos necessários às decisões judiciais”, afirmou o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    O seminário com a apresentação do “Diagnóstico sobre a atuação das equipes multidisciplinares nas unidades judiciárias” tem como público-alvo os integrantes de grupos de pesquisa judiciária, magistrados e magistradas, servidores e servidoras do Poder Judiciário, assim como pesquisadores e pesquisadoras.

    Gecom-TJPB com informações da Agência CNJ de Notícias

     

  • Jovens aprendizes têm a experiência inédita de conhecer a história do Poder Judiciário paraibano

    Presidente Fred deu as boas vindas aos alunos
    Presidente Fred Coutinho deu as boas vindas aos alunos

    Alunos do Programa Jovem Aprendiz, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), vivenciaram a experiência inédita de conhecer peças patrimoniais, artefatos, processos históricos, produções bibliográficas, salas de sessões de julgamento e ambientes com móveis de época, que contam um pouco da história do Tribunal de Justiça da Paraíba. Eles estiveram, na tarde desta terça-feira (1º), visitando o Museu do Poder Judiciário. 

    A ação faz parte do Projeto Conheça o Palácio da Justiça e sua História, que busca popularizar o judiciário, abrindo as portas da Justiça paraibana ao público. A iniciativa é da Comissão de Cultura e Memória do TJPB, presidida pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.

    Já no início da visita, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho deu as boas-vindas aos estudantes, agradecendo a visita e reforçando o compromisso do TJ de estar sempre de portas abertas e próximo da sociedade. 

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    “Tirem proveito, conheçam tudo. Vocês estão tendo a experiência de saber sobre o funcionamento da Justiça paraibana, como é o agir de um magistrado, a exemplo do nosso ilustre presidente Epitácio Pessoa, paraibano e único que ocupou os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Nós somos um Tribunal Histórico e temos a memória preservada”, enfatizou o gestor do judiciário estadual.  

    Os estudantes foram acompanhados pelos servidores Marcos Alcântara e Patrício Fontes, que explicaram sobre a história dos espaços visitados e dos objetos que compõem o museu. No roteiro, eles conheceram o Museu do Judiciário, a Exposição da Preta Gertrudes, a Galeria dos ex-presidentes do TJPB, a Sala de Sessões do Pleno do Tribunal, a sala de Sessão da 4ª Câmara Cível (Pleno Histórico), Salão Nobre e o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa. 

    Para Marcos Alcântara, o interesse de estudantes e demais pessoas que agendam visitas ao Museu do Judiciário é visto como ponto muito positivo, acrescentando que uma outra turma do IEL já está agendada para visitação nesta quarta-feira. “É uma satisfação enorme receber os alunos. O programa Conheça o Judiciário e sua História acontece nas sextas, mas abrimos exceções pelo interesse da turma em aprender e agregar em sua vivência sobre a história da Justiça paraibana”, enfatizou.

    Professor Jormarkyell explicou o objetivo da visita
    Professor Jormarkyell explicou o objetivo da visita

    O professor da disciplina de práticas de identificação e técnicas de arquivamento, Jormarkyell Constancio, explicou que a finalidade da visita foi proporcionar aos alunos uma visão mais ampla sobre as técnicas de arquivamento e a história documental do TJPB. “É muito importante o aproveitamento do conteúdo, que é teórico, trazendo para um local prático, um lugar que contribui com a sociedade paraibana. A documentação existente aqui é muito rica, além de que, essa visita traz a Justiça para os jovens em outra perspectiva, não só a punição ou o julgamento, mas o valor documental”, ressaltou.

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    Aluno Nícolas Ferreira

    Para o aluno Nícolas Ferreira, visitar um museu pela primeira vez foi uma experiência marcante e interessante. “É uma nova cultura que conheci, de tempos antigos e que eu não esperava ter toda essa estrutura. A importância dos relatos históricos que tomamos conhecimento neste lugar, por ser jovem não tinha ciência desta cultura, por isso acho importante sabermos do nosso passado, da nossa história”, pontuou.

    Estudante Juliana Belle Herculano
    Estudante Juliana Belle Herculano

    Já a estudante Juliana Belle Herculano, ficou impressionada com a história do caso da “Preta Gertrudes”, mulher negra, escravizada, no século 19 (1828), tempo do Império, que travou uma luta judicial de 14 anos para evitar que fosse vendida ilegalmente.  

    “Não esperava ver um caso tão complexo como esse e o que eu mais acho interessante é porque a história de Gertrudes vem sendo espelhada nos dias de hoje. É um caso que segue aberto, ainda tem algumas dúvidas, não foi totalmente solucionado, isso que me chama mais atenção”, evidenciou.

    Por Lila Santos

     

  • Diretores da Esma participam de posse da nova diretoria da Escola da Magistratura Federal da 5ª Região

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    Diretores da Esma durante a posse da nova diretoria da Esmafe 5

    O diretor da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), desembargador Joás de Brito Pereira Filho, e a diretora adjunta, juíza Antonieta Maroja Nóbrega, participaram nesta terça-feira (1º) da cerimônia de posse da nova diretoria da Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), em Recife. Tomaram posse o novo diretor da Escola, desembargador federal Cid Marconi, e o vice-diretor, desembargador federal Rubens Canuto.

    O cargo foi transmitido pelo desembargador federal Roberto Machado, ex-diretor da Esmafe 5, empossado ontem  como presidente do TRF 5ª Região, que, em seu discurso, ressaltou o momento favorável para a expansão da escola, com a inauguração da nova sede, ocorrida na semana passada.

    O desembargador Joás Filho salientou que “a articulação entre as escolas é salutar para propiciar o aprofundamento dos debates jurídicos e aperfeiçoar os trabalhos do sistema de justiça por meio da formação continuada de seus membros”.

    O novo diretor da Esmafe 5, desembargador federal Cid Marconi, destacou que a escola é um ambiente importante para um Judiciário mais forte, técnico e comprometido com a cidadania. “Ele anunciou a assinatura, em data próxima, da Rede de Escolas Jurídicas, através da qual serão articuladas e apoiadas ações educativas das escolas das magistraturas estadual e federal, do Ministério Público federal e estadual, das Defensorias Públicas estaduais e da União, dos Tribunais de Contas, da Advocacia Geral da União, da Ordem dos Advogados do Brasil e das seccionais dos estados da Paraíba, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, da qual a Esma/PB fará parte”, contou a diretora adjunta da Esma-PB, Antonieta Maroja.

    De acordo com a magistrada, foi projetado um vídeo do ministro Benedito Gonçalves, diretor da ENFAM ( Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados), no qual enalteceu a gestão que se encerra, desejou sucesso ao empossando e destacou a importância da qualificação da magistratura, por meio das escolas, na formação de um Judiciário mais humano e eficiente.

    Por Walquiria Maria

     

  • Reunião interpoderes é retomada no TJPB, com a presença de todos os representantes estaduais

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    Reunião iterpoderes foi realizada no Palácio da Justiça

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho, recebeu na tarde desta terça-feira (1º), no Palácio da Justiça, o governador do Estado, João Azevedo, e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino. Durante a reunião interpoderes, ficou definido que os representantes estaduais vão se reunir bimestralmente, para tratar de pautas administrativas de interesse da cada Poder e, principalmente, da sociedade paraibana.

    No encontro de trabalho, estavam o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fábio Nogueira; o procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio da Rocha Neto; e a defensora pública-geral da Paraíba, Madalena Abrantes.

    Foto do Presidente do Tribunal Fred Coutinho
    Des. Fred Coutinho – Presidente do TJPB

    “Reunião muito produtiva, onde podemos conversar abertamente com todos representantes dos poderes e das instituições presentes. Cada qual mostrando as suas necessidades, as suas realidades. Nós, como Poder Judiciário, fizemos o convite e todos compareceram. Isso é motivo de muita alegria, mostra a importância desse encontro, onde várias temáticas foram debatidas, na busca de sempre melhorar o serviço que prestamos ao cidadão paraibano”, disse Fred Coutinho.

    Foto do Governador João Azevdo
    João Azevedo – Governador da Paraíba

    O governador destacou o encontro como importante e fundamental para o Estado. “Conversando esclarecemos dúvidas e passamos a conhecer bem mais a realidade dos poderes e instituições, sempre buscando o melhor para os paraibanos “, disse.

    O procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio, destacou a importância do dia de hoje, que marca o retorno dos encontros interpoderes. “Essa troca de ideias é fundamental, para que a gente possa avançar em assuntos de interesse da coletividade. Esse retorno marca um início que tende a melhorar, cada vez mais, os serviços prestamos à população”.

    Por Fernando Patriota

     

  • Integrantes do TJPB vão participar de encontro nacional sobre Gestão Estratégica do Judiciário

    Representantes do Tribunal de Justiça da Paraíba vão participar do 4º Encontro de Gestão Estratégica dos Órgãos do Poder Judiciário, que será realizado nesta quinta-feira (3). O evento traz o tema ‘O Judiciário que queremos: estratégias para os próximos seis anos’ e poderá ser acompanhado na modalidade virtual, via Cisco Webex, e presencialmente, no auditório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. O público-alvo do encontro são magistrados e magistradas, gestores e gestoras, bem como integrantes das unidades de gestão estratégica nos órgãos do Poder Judiciário.

    A iniciativa busca proporcionar a troca de experiências entre tribunais e conselhos e uma oportunidade para que os tribunais apresentem suas práticas na execução da estratégia institucional. Quem vai representar o TJPB no 4º Encontro de Gestão Estratégica é o diretor de Governança e Gestão Estratégica do Tribunal, Bruno Emmanuel Medeiros de Oliveira, e a gerente de Planejamento do Poder Judiciário estadual, Caroline Leal.

    Segundo Bruno Emmanuel, o Judiciário está fechando o atual ciclo do Planejamento Estratégico do Judiciário Nacional, que teve início em 2001 e será concluído ano que vem. “Para esse encontro o Tribunal já está consolidando algumas ideias e vai tratar alguns temas para o novo ciclo, o qual compreende 2027-2032. A ideia é, como sempre, integrar todos os tribunais com relação aos seus planejamentos, apesar de serem independentes, mas é preciso alinhar o planejamento de cada Tribunal”, comentou o diretor de Governança.

    A gerente de Planejamento do TJPB informou que durante o encontro será apresentado o cronograma de ações necessárias para elaboração do planejamento para o próximo ciclo 2027-2032. “É preciso aguardar quais as orientações para dar início a esse processo de captação das demandas prioritárias locais e nacionais, sempre buscando se manter alinhado à política nacional, como também contribuir, apresentando nossa realidade local”, destacou Caroline Leal. Os dois representantes do TJPB vão participar de forma remota.

    Segue o link da programação: https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2025/03/programacao-4-encontro-gestao-gestrategica-25-03-25.pdf.

    Por Fernando Patriota