Categoria: TJPB

  • Mês da Mulher: desembargadoras do TJPB falam sobre desafios e conquistas na carreira

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    Palácio da Justiça – Sede do Tribunal de Justiça da Paraíba

    Chegar ao mais alto cargo na carreira da magistratura no âmbito da Justiça estadual paraibana requer um trajeto árduo, que envolve estudos aprofundados, renúncias, mudanças de cidade e distância da família em diversos momentos da vida. Para as mulheres, somam-se aos esforços o enfrentamento à misoginia, a acumulação com o trabalho realizado na esfera doméstica (cuja divisão ainda não é igualitária entre os gêneros), o exercício da maternidade (que paralisa periodicamente a carreira profissional), entre outros fatores impostos por um mundo que não respeita em sua completude as particularidades do universo feminino.

    Transpondo inúmeros desafios, cinco mulheres construíram grandiosas carreiras, que as levaram ao topo do Judiciário estadual paraibano. As desembargadoras Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, Túlia Gomes de Souza Neves, Lilian Frassinetti Correia Cananéa e Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas têm em comum um histórico de barreiras e vitórias que só elas conhecem e, hoje, suas vozes se somam aos 20 desembargadores integrantes do TJPB.

    As magistradas representam, atualmente, 20% do Tribunal Pleno do Judiciário paraibano. Diante das recentes políticas afirmativas de inclusão de mulheres, este é o maior percentual feminino no cargo em mais de 100 anos de história do TJPB. Mesmo que distante da isonomia, cada avanço é reflexo de uma luta histórica e precisa ser celebrado.

    Os desafios diante da jornada tripla

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    Desembargadora Fátima Maranhão

    As magistradas são unânimes ao definir o trajeto profissional como “desafiador”. Conciliar a carreira com a maternidade e com os cuidados com o lar/família ainda é apontado como a principal dificuldade no processo de ascensão, o que evidencia que a divisão das tarefas domésticas segue desigual. Além disso, a chamada ‘jornada tripla’ não costuma ser mencionada por homens ao discorrerem sobre suas carreiras.

    “Equilibrar a carreira com as demais responsabilidades que socialmente ainda recaem sobre nós, como a maternidade e a gestão da vida familiar, sem dúvida, foi um dos maiores desafios”, reforçou a desembargadora Túlia Neves, eleita pelo critério de merecimento para o preenchimento de vaga destinada exclusivamente às mulheres, em conformidade com a Resolução nº 525/2023 do CNJ.

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    Desembargadora Agamenilde Dias

    Dificuldades desta natureza também estiveram presentes na vida da desembargadora  Lilian Cananéa, também eleita pelo critério de merecimento, após 28 anos de magistratura e mais de 40 anos de serviço público.

    “Assumi uma comarca no interior do Estado, com três filhos pequenos, sendo um recém-nascido, e tinha que administrar os expedientes de trabalho, casa e crianças. Isso só foi possível porque recebi apoio da família, em especial, do meu esposo. Chegar ao 2º Grau foi a coroação de toda uma carreira dedicada à judicatura”, revelou a desembargadora.

    Além do preconceito de gênero, marcadores diversos (raça, classe, idade e outros) podem significar obstáculos a mais na construção da carreira de cada uma. “Nós, mulheres, nunca temos a idade certa para ocupar cargos de poder. Ou somos novas demais ou velhas demais. Sofri com a ‘pouca’ idade, apesar de ter 17 anos de atuação na advocacia privada, com um nome já consolidado na advocacia familiarista”, revelou a desembargadora Anna Carla, primeira mulher a ocupar o cargo de desembargadora pelo Quinto constitucional.

    Voos cada vez mais altos

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    Desembargadora Túlia Neves

    Mesmo após chegarem ao mais alto cargo, elas não se acomodam: seguem fazendo história, criando marcos e mostrando que podem voar cada vez mais alto. A desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão, por exemplo, foi a primeira mulher a presidir o TJPB, chegando, na ocasião, a assumir a chefia do Governo do Estado. Atualmente, preside o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário Estadual.

    “A igualdade ainda não é uma realidade e precisamos abrir mais portas. Atuamos para que juízas e servidoras se sintam seguras para reivindicar seus direitos. É fundamental que as vozes das mulheres sejam ouvidas, repeitadas e que suas experiências sejam valorizadas. Buscamos construir um Judiciário mais equânime para homens e mulheres”, expôs a desembargadora Fátima. 

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    Desembargadora Anna Carla

    Já a desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, aposentada recentemente, foi a primeira mulher a comandar o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

    Outro nome que segue rompendo os invisíveis limites é a desembargadora Agamenilde Dias Arruda, atual presidente do TRE-PB e, a partir de 1º de abril, magistrada auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ no biênio 2025-2026. Para ela, os avanços existem, mas ainda há a necessidade de mais isonomia.

    “Integramos uma estatística que precisa ser modificada e ampliada. É nossa obrigação compartilhar esses caminhos com muitas outras mulheres que podem contribuir com a sociedade. Reclamamos nosso espaço de poder, não de forma a excluir a participação masculina, mas numa busca por uma convivência mais equilibrada e colaborativa. A cada desafio vencido, construímos mais esperança”, afirmou.

    Discrepância entre os gêneros nos cargos e as políticas de paridade

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    Desembargadora Lilian Cananea

    O Relatório Justiça em Números/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que em todos os segmentos da Justiça, quanto mais elevado o nível da carreira, menor o índice de participação feminina. Enquanto o percentual de juízas é de 39%, o de desembargadoras soma 23,9% e o de ministras, 18,8%. Os números evidenciam a necessidade de medidas que continuem impulsionando a representatividade feminina nos tribunais, o que, aliás, vem sendo abraçado fortemente pela atual gestão do TJPB. 

    Mesmo com a discrepância existente, a participação feminina já têm feito a diferença e são as próprias desembargadoras do TJPB que atestam. “A diversidade de perspectivas enriquece as decisões e contribui para um Judiciário mais sensível e equilibrado. A presença de mulheres no TJPB tem proporcionado um olhar mais atento a temas fundamentais, como a proteção aos direitos das mulheres, a equidade nas decisões judiciais e o fortalecimento das políticas institucionais de inclusão”, afirmou a magistrada Túlia.

    A desembargadora Lilian Cananéa concorda. “Hoje, com cinco desembargadoras, temos um tribunal mais inclusivo e com decisões sob a ótica feminina, o que é muito importante, até para uma mudança social”, comentou.

    Para as desembargadoras, a presença feminina nos tribunais não é apenas uma questão de representatividade, mas de justiça. E elas reconhecem o compromisso da atual gestão com a busca pela equidade nos espaços de liderança. 

    “Enquanto a balança estiver desequilibrada, as políticas afirmativas de inclusão de mulheres em cargos de poder devem continuar a existir. O que queremos é oportunidade, pois a capacidade e a vontade, já demonstramos que temos”, enfatizou a desembargadora Anna Carla.

    Entre violências e vitórias

    A fúria que dizima as mulheres no país que registrou mais de 1.400 feminicídios em um único ano (segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública/ 2024) ainda é desoladora e motiva a firmeza na luta dessas magistradas, enquanto representantes de uma instituição que tem papel essencial no enfrentamento à violência de gênero.

    Os índices alarmantes evidenciam que há muito trabalho a ser feito para garantir segurança e dignidade às mulheres e a Justiça paraibana não cruza os braços. Ao contrário: busca assegurar a efetividade da Lei Maria da Penha, fortalecer serviços de proteção, acelerar o julgamento de processos relacionados à violência doméstica, estabelecer grupos reflexivos para agressores, entre medidas diversas.

    Diante da realidade violenta, chegar aos altos cargos do Judiciário é uma vitória a ser celebrada, mas, também, um compromisso com uma luta que parece infinda. E, neste contexto, a atuação das desembargadoras atinge um patamar especial, pois significa não só amparar mulheres, mas, também, inspirá-las, mostrando-lhes, nas entrelinhas, que elas não estão sozinhas.

    Ao lado das trajetórias autênticas que constroem, as magistradas erguem uma vitrine de referências para novas gerações, que podem sonhar com lugares ocupados, até bem pouco tempo, apenas por homens. E o efeito é poderoso, porque a representatividade é uma força capaz de abrir caminhos: para um novo mundo, talvez mais justo, mais equilibrado e, principalmente, menos brutal para mulheres.

    Por Gabriela Parente

     

  • Equipe da Coinju participa de oficina para aprimorar metodologia e trabalhos do setor

    Equipe da Coinju participa de oficina na Esma
    Equipe da Coinju participa de oficina na Esma

    A equipe da Coordenadoria de Infância e Juventude (Coinju) do Tribunal de Justiça da Paraíba participou, nessa quinta-feira (27), de uma oficina executada pela Gerência de Planejamento do TJ voltada ao aprimoramento metodológico das atividades internas no setor. O evento ocorreu na Escola Superior da Magistratura (Esma). 

    Para o coordenador da Coinju, juiz Hugo Gomes Zaher, foi uma oficina proveitosa para o planejamento futuro de políticas judiciais na área da Infância e Juventude do Tribunal.

    “Um trabalho importante para auxiliar no mapeamento dos principais gargalos administrativos do setor e, por sua vez, permitir a elaboração de um plano de ação voltado ao desenvolvimento da missão da Coordenadoria da Infância”, explicou.

    Já a magistrada Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, colaboradora da Coinju e titular da 2ª Vara da Comarca Santa Rita, disse que foi um encontro rico e preparado para proporcionar um crescimento coletivo.

    “Demos um passo muito importante em direção à criação de um ambiente de interatividade e conhecimentos. A parceria com a Gerência de Planejamento (Gepla) na reordenação dos nossos processos de trabalho vai nos permitir identificar como podemos atuar de forma mais eficiente e eficaz, maximizando a atuação dos nossos recursos humanos e reavaliando as ferramentas que usamos”, analisou a juíza. 

    A oficina foi conduzida pela equipe da Gerência de Planejamento (Gepla), com base na metodologia do Design thinking, que consiste num conjunto de técnicas e métodos para resolver problemas de forma inovadora.

    De acordo com Tatyanna Nadabia de Souza Lima Paes, que atua na   Coordenação de Inovação (setor subordinado à Gerência de Planejamento), a imersão proposta foi criada para promover uma experiência colaborativa, estimulando a conexão entre os participantes.

    “Através de metodologias inovadoras e dinâmicas de co-criação, os participantes puderam não apenas identificar suas atribuições e mapear as dificuldades diárias, mas também redesenhar os processos de trabalho mais relevantes. Este tipo de oficina  potencializa a visão coletiva sobre possíveis melhorias e inovações nos processos cotidianos”, salientou.

    Também participaram da atividade os integrantes da Gepla: Ana Caroline Leal Vasconcelos (gerente), Roberta Costa de Carvalho (supervisora), Aline Fernandes da Nóbrega (do Centro de Inteligência e Inovação) e Fábio Lima Costa.

    Além dos magistrados, estiveram presentes as servidoras da Coinju Ana Cláudia Sales Lourenço, Cristiane Immisch Lacet Porto e Lenise Romero de Andrade.

    Por Gabriela Parente

     

  • Desembargador Onaldo Queiroga lançará livro ‘A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito’

    Desembargador Onaldo, autor de livro sobre Luiz Gonzaga
    Desembargador Onaldo, autor de livro sobre Luiz Gonzaga

    O desembargador e pesquisador Onaldo Queiroga vai lançar, no segundo semestre deste ano, o livro ‘A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito’. A obra inédita no Brasil propõe uma análise da interligação entre as canções do Rei do Baião e os princípios da doutrina jurídica. A capa e as ilustrações do livro foram elaboradas pelo designer e arquiteto Antônio Cláudio Ximenes Massa.

    Segundo o magistrado, a obra traça um paralelo entre a música de Luiz Gonzaga e diferentes áreas do Direito. Exemplos dessa interseção incluem a canção ‘Morte do Vaqueiro’, que remete ao Direito Criminal; ‘Testamento de Caboclo’, associada ao Direito de Sucessão; ‘Casamento Improvisado’ e ‘Casamento Atrapaiado’, vinculadas ao Direito de Família; e ‘Xote Ecológico’, que dialoga com o Direito Ambiental.

    A pesquisa que resultou no livro demandou anos de estudo. “Comecei a analisar as canções e percebi que diversos trechos se encaixavam perfeitamente nos conceitos jurídicos”, comentou Queiroga.

    Ilustrações do livro foram elaboradas por  Antônio Cláudio Ximenes
    Ilustrações do livro foram elaboradas por Antônio Cláudio Ximenes

    O magistrado também pretende lançar até o final do ano outras obras que estão prontas desde 2020: ‘Meditações’ e ‘Crônicas de Viajante’. A pandemia da COVID-19 adiou o lançamento dos títulos, mas, agora, ele acredita ser o momento oportuno para compartilhá-los com o público. ‘Meditações’ apresenta reflexões sobre o mundo atual e a busca pela verdadeira felicidade no fortalecimento espiritual. Já ‘Crônicas de Viajante’ traz um olhar sensível sobre os lugares visitados pelo autor, abordando tanto a beleza quanto a tristeza e o desencanto encontrados pelo caminho.

    Outro projeto literário de Queiroga é a biografia de seu pai, o desembargador aposentado Antônio Elias de Queiroga. Intitulada ‘1936 – Antônio Elias de Queiroga – A Lei, as Obras e o Homem’, a obra está na fase final de edição pela editora Prazer de Ler, em Recife, e deve ser lançada em agosto de 2025, coincidindo com os 89 anos do biografado. O livro destaca sua trajetória no Tribunal de Justiça da Paraíba, seu período como governador e sua atuação como escritor jurídico.

    A experiência de Queiroga com a literatura teve início em 1992, quando, ainda juiz na cidade de Sousa, vivenciou um momento marcante. Durante uma visita ao Sousa Ideal Clube, encontrou um homem simples tocando pistom nos escombros de um antigo colégio. A cena inspirou seu primeiro texto, ‘Lições de Vida’, marcando o início de sua jornada como escritor. “Aquele homem, apesar da adversidade, possuía um dom divino: suavizar a dor e a fome com a música”, relembra o autor.

    Com uma carreira dedicada ao Direito e à literatura, Onaldo Queiroga segue unindo suas paixões e trazendo novas perspectivas tanto para o universo jurídico quanto para a cultura brasileira.

    Por Kubitschek Pinheiro

     

  • TJPB regulamenta destinação de bens apreendidos em investigações criminais

    O Tribunal de Justiça da Paraíba regulamentou a administração, custódia e destinação de bens apreendidos em investigações criminais e procedimentos correlatos sob competência das Varas Regionais do Juízo das Garantias, no âmbito do Poder Judiciário estadual. Com o texto da Resolução nº 33/2024 já publicado no Diário da Justiça eletrônico (DJe), o produto da alienação será depositado em conta judicial vinculada ao processo e sua destinação final será determinada pelo juízo competente após o trânsito em julgado da ação penal. Já os valores monetários apreendidos deverão ser depositados em conta judicial vinculada ao processo, com a identificação completa do caso e das partes interessadas, nos termos do Código de Normas Judiciais da Corregedoria-Geral de Justiça.

    Conforme a Resolução, os bens apreendidos ficarão depositados judicialmente na Comarca onde ocorreu o fato, sob a responsabilidade da Direção do Fórum, ressalvada a possibilidade de transferência, liberação ou outra destinação por determinação expressa da Vara Regional do Juízo das Garantias.

    O cadastramento do bem será realizado pela Vara Regional do Juízo das Garantias competente após o recebimento da confirmação emitida pela Diretoria do Fórum da comarca onde ocorreu o fato. Os bens de natureza sensível, como armas de fogo e valores em espécie, terão destinação prioritária. A Vara Regional do Juízo das Garantias poderá, em casos excepcionais, determinar a remessa do bem à sede da Vara quando imprescindível ao andamento do processo ou à realização de atos judiciais.

    Também compete ao Juízo de Garantias presidir as audiências de custódia, ressalvada a competência dos juízes plantonistas e ser informado sobre a instauração de investigações criminais, inclusive aquelas conduzidas pelo Ministério Público. Na Paraíba, o Juízo das Garantias passou a funcionar no dia 21 de novembro de 2024. A estrutura, em nosso Estado, é composta por cinco varas regionais, sendo duas com sede em João Pessoa, duas em Campina Grande e uma em Patos.

    Segundo o juiz da 3ª Vara Regional do Juízo das Garantias de Campina Grande, Fabrício Meira Macedo, o Juízo de Garantias foi instituído no Tribunal de Justiça da Paraíba pela Lei Complementar nº 202/2024, “para assegurar a imparcialidade e a proteção dos direitos fundamentais durante a fase de investigação e processamento penal no Brasil. Trata-se de um modelo que separa as funções de um juiz que conduz a fase investigativa daquela do magistrado responsável pelo julgamento do caso. Esse mecanismo faz parte do ‘Pacote Anticrime’ e visa aprimorar a Justiça Penal no país, ao adotar práticas já consolidadas em outros sistemas jurídicos internacionais”.

    Para a publicação da Resolução, o Tribunal de Justiça da Paraíba considerou a Lei Complementar nº 96/2010, que disciplina a Organização e Divisão Judiciárias do Estado da Paraíba (Loje), com as alterações promovidas pela Lei Complementar nº 202/2024 com a instituição das Varas Regionais do Juízo de Garantias, prevista na Lei nº 13.964/2019 e no Código de Processo Penal, para o controle da legalidade da investigação criminal ,além da necessidade de regulamentar a administração, custódia e destinação de bens apreendidos em inquéritos policiais e outros procedimentos transferidos para as Varas Regionais do Juízo de Garantias.

    Por Fernando Patriota


     

     

  • Esma promove curso sobre instrumentos jurídicos para desapropriação de imóveis

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    Participantes da formação realizada pela Esma

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) está promovendo o curso ‘Instrumentos Jurídicos para Desapropriação de Imóveis, Regularização Fundiária, Análise Dominial, Registro de Imóveis e Combate à Grilagem’, com o objetivo de promover um entendimento aprofundado dos instrumentos legais e jurídicos disponíveis e fomentar a troca de experiências e boas práticas entre os participantes. A formação é ministrada pelos(as) professores(as) Girolamo Treccani, Joabson da SIlva Porto, Cláudia Maria Dadico e Eloísa Dias Gonçalves. 

    O curso é voltado aos magistrados e servidores do Judiciário estadual, membros da Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade, extensionistas do Observatório Terra e Moradia, professores de universidades públicas, promotores de Justiça integrantes da Comissão do Patrimônio Público e servidores do Incra. As aulas, que tiveram início nesta quinta-feira (27) e seguem até a tarde desta sexta-feira (28), estão sendo realizadas na sede da Esma-PB, em João Pessoa.

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    Curso é voltado a magistrados e servidores

    Para o tutor Girolamo Treccani, o tema proposto pela Escola é um grande desafio, justamente por ser uma questão tecnicamente complexa, com muitas normas e resoluções. “No entanto, é um desafio que, ao meu ver, possui soluções claras. E essa, para mim, é a grande lição de vida que espero que este curso possa transmitir a todos os participantes. Perceber que, embora o problema seja complicado, existem normas que regulamentam e fundamentam tudo o que precisamos fazer”, disse.

    O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Campina Grande, Falkandre De Sousa Queiroz, destacou que, atualmente, a questão da moradia nas cidades, especialmente nos grandes centros, é um problema recorrente. “Por isso, essa abordagem é extremamente relevante e importante, pois permite que nós, juízes e profissionais que lidam com esse tema, nos atualizemos melhor e busquemos os mecanismos adequados para resolver esse tipo de desafio”, ressaltou.

    A institucionista do Observatório da Moradia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ellen dos Santos, também participante do curso, ressaltou a sensibilidade da Esma-PB ao trazer essa pauta para ser discutida em um espaço jurídico.  “Quanto ao tema, acredito que ele foi fundamental para nos permitir reexaminar nossa percepção sobre a cidade e as questões de moradia. O contato com as falas que ouvimos, com as personalidades que encontramos, e com os professores, é uma chance ímpar”, enfatizou. 

    Por Marcus Vinícius

     

  • Mais celeridade: TJPB comunica à OAB sobre implementação do sistema de alvará via PIX

    A Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba comunicou oficialmente à Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB) a respeito da migração dos serviços bancários judiciais do Banco do Brasil para o Banco de Brasília (BRB). A OAB-PB também foi informada sobre as vantagens operacionais dessa transição, como a implementação do sistema de alvará via PIX, que trará mais celeridade às operações.

    No Ofício nº 245/2025, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, apresentou à Ordem detalhes sobre o contrato nº 010/2025, por meio do qual houve a transferência para o BRB dos serviços de captação e administração dos depósitos judiciais, bem como dos recursos destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor.

    A mudança, que decorreu de regular procedimento licitatório, traz a inovação de alvará via PIX e, desta forma, vai assegurar significativa celeridade na efetivação dos pagamentos de valores liberados judicialmente.

    No entanto, o período de transição exige algumas alterações de procedimentos, tendo em vista que de 29 de março a 13 de abril, a expedição e o envio de alvarás às instituições financeiras serão temporariamente interrompidos para viabilizar a migração das contas entre as instituições financeiras. A previsão é que a prestação de serviço integral pelo BRB seja iniciada a partir do dia 14 de abril.

    “Solicito a necessária compreensão da advocacia quanto ao período de transição, assegurando que a Presidência do TJPB está inteiramente empenhada em minimizar os transtornos que eventualmente possam surgir neste processo, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos ou providências necessárias”, reforçou o presidente do TJPB no ofício.

    O cronograma de migração e as rotinas operacionais que devem ser obedecidas no período também foram compartilhados com a OAB, a fim de que haja compreensão e adaptação de todos os profissionais às novas rotinas.

    Mais informações sobre a medida constam no Ato da Presidência nº 63/2025, publicado no Diário da Justiça eletrônico dessa quarta-feira(26), determinando que os depósitos judiciais vinculados ao Poder Judiciário do Estado da Paraíba sejam recolhidos pelo Banco de Brasília S.A. BRB.

    Por Gabriela Parente

     

  • ‘Armas Brancas do Medo’: Exposição no Fórum Cível da Capital encerra mês da Mulher

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    Exposição foi realizada na sala de reuniões do Fórum Cível

    Na manhã desta sexta-feira (28), homens e mulheres que trabalham no Fórum Cível da Comarca da Capital vivenciaram a experiência de serem impactados ao participarem da exposição de diversos tipos de armas brancas utilizadas contra mulheres, objetos estes apreendidos em processos de violência doméstica. A exposição ‘Armas Brancas do Medo – desnaturalizar é preciso’, aconteceu na Sala de reunião do Fórum e encerrou as atividades do Tribunal de Justiça da Paraíba alusivas ao mês de março, dedicado à ações de conscientização pela garantia dos direitos fundamentais das mulheres. 

    Foto da servidora Thaysa Vilar
    Thaysa Vilar, curadora da exposição

    Durante o evento, foi realizada uma palestra pela curadora da exposição, Thayse Vilar, que enfatizou a necessidade de combater a naturalização da violência contra a mulher. Segundo pontuou, é muito importante quando os espaços públicos, especialmente do judiciário, se abrem, possibilitando uma conversa sobre o que é violência, o ciclo da violência e o que é que faz as mulheres voltarem, muitas vezes para dentro dos relacionamentos abusivos. A intenção é criar um ambiente de reflexão. 

    “A gente só consegue mudar paradigmas sociais de educação com reflexão. Então essa é uma das portas. A exposição trabalha nesse campo de levantar a reflexão, para a partir daí tentar mudar o pensamento, a estrutura educacional. A finalidade é fazer com que as pessoas reflitam sobre o que é que a gente está fazendo com as nossas crianças, meninos e meninas. Como a gente tem educado as meninas e meninos para relacionamentos não abusivos, para a não violência”, enfatizou. 

    Ela asseverou, ainda, que a partir da exposição das armas brancas, com a observação coletiva, as pessoas podem olhar e se impactar, tendo em vista que, quando se impacta visualizando objetos que são todos reais, apreendidos em flagrantes de violência, levanta-se uma sensibilização.

    Foto de Cristiane Rodrigues, Gerente do Fórum
    Cristiane Rodrigues, Gerente do Fórum

    A gerente do Fórum Cível, Cristiane Rodrigues, destacou a sensibilidade da direção da unidade judiciária, na pessoa do juiz Meales Melo, em tomar a iniciativa de trazer a exposição. “Nós convidamos Thayse Vilar para falar sobre a utilização dessas armas expostas, que foram objeto de crime praticado contra mulheres. Acredito que encerramos o mês da mulher sensibilizando os servidores e servidoras da casa”, salientou.

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    Auricélia, chefe da Seção de Arquivo

    A chefe da Seção de Arquivo do Fórum Cível, Auricélia Maria da Silva, ressaltou como muito significativa a exposição. “Eu, realmente, estou impressionada com esse acervo. Eu não entendia, mas esse contato foi muito importante para mim, para a gente entender que tudo pode ser uma arma. A gestão está de parabéns, certamente, eu aprendi muito com essa experiência e as orientações que aqui foram dadas vão servir até para a nossa vida pessoal e na sociedade”, realçou.

    Por Lila Santos

     

  • TJPB tem 643 mulheres em cargos de liderança, equivalente a 57,8% do Judiciário paraibano

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    Mulheres conquistam, cada vez mais, espaço no Poder Judiciário

    Cada vez mais, as mulheres estão avançando e conquistando lugares de liderança nas administrações públicas, funções que, tradicionalmente, têm a predominância masculina. Mas, o Poder Judiciário tem atuado com a visão de efetivar a igualdade de gênero na ocupação desses cargos, e no Tribunal de Justiça da Paraíba a administração já conta com 643 mulheres à frente de cargos de chefia e assessoramento, o que equivale a 57,8% do quadro de pessoal, enquanto que os homens na mesma função somam 470, representando percentual de 42,2%.

    Os dados fornecidos pela Gerência de Pesquisas Estatísticas do TJPB apontam, ainda, que, do montante, 91 mulheres exercem o cargo de chefes de cartório, 49 ocupam a função de gerentes e 25 de diretoras.

    A participação equânime entre homens e mulheres representa princípios basilares da Constituição Federal, a exemplo da cidadania e da dignidade da pessoa humana, dentre outros. Assim considerou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao editar a Resolução nº 540/2023, disciplinando a paridade de gênero, com perspectiva interseccional de raça e etnia, em atividades administrativas e jurisdicionais, no âmbito do Poder Judiciário.

    O Poder Judiciário paraibano tem dado cumprimento ao normativo do CNJ, respeitando as igualdades e os direitos das mulheres. Para o gestor do TJPB, desembargador Fred Coutinho, as mulheres são guerreiras por natureza e merecem ser respeitadas. Em sua gestão, magistradas e servidoras têm ocupado diversas funções importantes na administração.

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    Fred Coutinho: espaço para as mulheres

    “Como gestor, temos sempre que preservar o espaço da mulher, que tem conquistado, cada dia mais, os seus direitos. O Tribunal, na nossa administração, prima pelo respeito à cidadania, e no caso, a mulher, a cidadã”, destacou o desembargador Fred Coutinho, ao avaliar como positiva a participação feminina em atividades administrativas do Judiciário estadual.

    Para a juíza auxiliar da Presidência do TJPB, Maria Aparecida Gadelha, a evolução cultural que a sociedade vem evidenciando e que hoje é abraçada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, em relação à igualdade de gênero, resulta em duplo viés: o reconhecimento do esforço institucional em favor da igualdade de tratamento entre os gêneros e o compromisso de magistradas e servidoras com o reforço dessa política.

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    Aparecida Gadelha: paridade entre gêneros

    “Ao tempo em que reconhecemos o esforço institucional no sentido de trazer mulheres para posições de gestão, em que elas possam também apresentar sua visão de vida, suas contribuições à administração, sua atuação competente, e a certeza de que podem estar nesses cargos em total condição de igualdade com os homens, ressaltamos a importante responsabilidade, tanto de cumprir bem os deveres inerentes aos cargos que ocupamos quanto de servir de exemplo e de sensibilizar homens e mulheres a se agregarem à luta para alcançarmos a plena paridade entre gêneros”, enfatizou a magistrada Aparecida Gadelha.

    Em termos de contingente, o Poder Judiciário paraibano funciona com 4.839 pessoas, entre servidores(as), magistrados(as), estagiários(as) e voluntários(as). Deste total, o sexo feminino é maioria: são 2.582 mulheres e 2.258 homens. Quanto ao quantitativo de magistradas e magistrados, as mulheres estão em número inferior (106), em relação ao de juízes, que é de 151. A quantidade de desembargadoras também está muito abaixo em relação ao quantitativo de desembargadores que atuam no Tribunal Pleno do TJPB: são cinco mulheres e 20 homens. Os dados foram extraídos do sistema de Recursos Humanos.

    Participação Feminina – Atuando com ações em prol de uma maior participação de mulheres no âmbito do Judiciário paraibano está o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário estadual. Instalado desde o ano de 2021, o Comitê tem por finalidade acompanhar e fomentar a atuação das mulheres no sistema judicial, tanto magistradas quanto servidoras, inclusive em cargos de chefia e direção. A iniciativa busca garantir o avanço das ações voltadas para valorização, capacitação e efetivação dos direitos das profissionais do Judiciário paraibano, primando pela equidade de gênero.

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    Fátima Maranhão: mulheres seguras

    Atualmente, o órgão é presidido pela desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, também ouvidora do Tribunal de Justiça da Paraíba. Em reunião com as demais membros do Comitê, a magistrada ressaltou que, apesar de se falar tanto sobre a igualdade entre homens e mulheres, na prática essa realidade ainda não acontece.

    “Precisamos atuar para que as juízas e servidoras se sintam seguras para reivindicar seus direitos, sem timidez ou acomodação. Estamos aqui para ajudar, para abrir portas. Vamos acolher e trabalhar junto ao Tribunal de Justiça e sua direção para garantir que essas mulheres sejam valorizadas, capacitadas e acompanhadas, para que alcancemos a verdadeira igualdade na vida profissional”, afirmou a desembargadora Fátima Maranhão.

    Por Lila Santos

     

  • TJPB divulga resultado preliminar da avaliação de heteroidentificação para o 3º Enam

    O Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Comissão Permanente de Heteroidentificação, divulgou o resultado preliminar da avaliação dos(as) candidatos(as) autodeclarados(as) negros(as) inscritos(as) no 3º Exame Nacional da Magistratura (Enam). A lista foi publicada no Diário da Justiça eletrônico desta sexta-feira (28) e tem por base o Edital nº 01/2025 do 3º Enam e da Resolução nº 541/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    A sessão de análise dos pedidos foi realizada pela Comissão Permanente de Heteroidentificação do Tribunal de Justiça da Paraíba, presidida pelo juiz Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes. O objetivo foi garantir a correta aplicação da política de cotas raciais no certame, assegurando que os(as) candidatos(as) que se autodeclaram negros(as) correspondam aos critérios estabelecidos.

    Além da divulgação do resultado preliminar, a Comissão também convocou os(as) candidatos(as) autodeclarados(as) negros(as) listados(as) no resultado para comparecerem, por vídeo conferência, perante a Comissão Permanente de Heteroidentificação. O comparecimento é necessário para a validação da condição de pessoa autodeclarada negra.

    A heteroidentificação é um mecanismo complementar à autodeclaração, utilizado para coibir fraudes e garantir a efetividade das políticas afirmativas no acesso à magistratura. Esse processo segue normativas do CNJ e demais legislações pertinentes, visando assegurar que as oportunidades sejam destinadas a quem realmente pertence aos grupos sociais historicamente discriminados.

    Mais informações podem ser obtidas junto à Comissão Permanente de Heteroidentificação do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Fórum da Justiça Federal passa por ampla reforma e modernização

    O evento contou com a presença do vice-presidente do TJPB
    O evento contou com a presença do vice-presidente do TJPB

    Nessa quinta-feira (27), magistrados, servidores e autoridades participaram da solenidade de entrega da segunda fase das obras de reforma e modernização do Fórum Ridalvo Costa, sede da Justiça Federal na Paraíba, em João Pessoa. O evento contou com a presença do vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador João Batista Barbosa, e do ex-presidente do TJPB, desembargador João Benedito da Silva.

    O juiz federal Manuel Maia, diretor do Foro da Seccional paraibana, destacou em seu discurso que todas as intervenções realizadas têm como principal objetivo beneficiar os cidadãos e proporcionar melhores condições de trabalho aos integrantes da Instituição.

    A modernização do Fórum incluiu a requalificação completa do edifício-sede, abrangendo a atualização dos layouts internos, troca de pisos, portas e forros, além da renovação dos sistemas de climatização, combate a incêndio e instalações elétricas. Também foram promovidas melhorias na segurança, com a modernização das guaritas, incluindo controle de acesso por cancelas e câmeras.

    Desembargador João Benedito esteve presente na solenidade
    Desembargador João Benedito esteve presente na solenidade

    No quesito acessibilidade, o Fórum passou por uma revisão completa, contemplando rampas, corrimãos, guarda-corpos e sinalização adequada. O auditório também foi reformado, recebendo adequações acústicas, nova iluminação, painéis de LED e uma sala VIP.

    Outras melhorias incluem a criação do “Espaço SER”, estruturado com consultórios e área para ginástica laboral; a ampliação do ambiente de perícias, agora adaptado para melhor atendimento ao público, incluindo brinquedoteca; a renovação da biblioteca, com um novo layout e a criação de um memorial; e a reforma completa dos banheiros públicos, que agora são climatizados e adaptados para pessoas com deficiência.

    Gecom-TJPB com informações da Comunicação Social da JFPB