Categoria: TJPB

  • Núcleo de Gestão Socioambiental do TJ participa de Conferência do Meio Ambiente

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    Participação na 5ª Conferência Estadual do Meio Ambiente

    Participação na 5ª Conferência Estadual do Meio Ambiente

    As integrantes do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA) do Tribunal de Justiça da Paraíba, Viviane Sousa e Silvia Gabinio, participaram da 5ª Conferência Estadual do Meio Ambiente, com o tema “Emergência Climática: o Desafio da Transformação Ecológica na Paraíba”. O evento ocorreu no Centro de Convenções de João Pessoa na terça-feira  (25) e reuniu mais de 400 representantes de municípios paraibanos, organizações da sociedade civil, pesquisadores, ONGs ambientais, povos tradicionais, além de membros do poder público, Judiciário e da sociedade em geral.

    A participação do NGSA reforça o compromisso do Tribunal com a construção de um futuro mais sustentável. “É fundamental estarmos presentes nessas discussões, buscando conhecimento e parcerias que possam contribuir para a construção de um TJPB mais sustentável e comprometido com as futuras gerações”, avaliou Viviane, acrescentando que, no evento, foi possível conhecer novas tecnologias e projetos da área.

    A conferência teve como principal objetivo promover  o diálogo e definir propostas a serem submetidas à votação pelos delegados eleitos nas conferências municipais, intermunicipais e livres. Os debates foram estruturados em cinco eixos temáticos: Mitigação, Adaptação Climática, Justiça Climática, Transformação Ecológica e Governança e Educação Ambiental.s

    Viviane declarou, ainda, que os temas abordados na conferência estão alinhados às ações do Plano de Logística Sustentável e do Plano de Descarbonização do TJPB, ambos focados na implementação de medidas concretas para a mitigação das mudanças climáticas.

    Por Gabriela Parente

     

  • Justiça condena autores de pirâmide financeira que lesou mais de 670 vítimas

    A organização criminosa que usava fachada de empresa agrícola para captar investimentos com promessas de lucros irreais foi condenada nas penas dos crimes previstos no artigo 171-A e artigo 288, caput, c/c o artigo 71, todos do Código Penal.
    A sentença foi proferida pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca da Capital, Geraldo Emílio Porto, no processo nº 0800957-45.2024.8.15.2002.  

    Os réus Jucélio Pereira de Lacerda, Priscila dos Santos Silva e Nuriey Francelino de Castro foram condenados, respectivamente, a 15 anos e cinco meses de reclusão, nove anos de reclusão e 11 anos e nove meses de reclusão. Os réus foram ainda condenados ao pagamento de multa, conforme a sentença. Eles foram responsabilizados por estruturar e operar uma pirâmide financeira com promessas de investimento agrícola, que causou prejuízos superiores a R$ 60 milhões, atingindo mais de 670 vítimas em diversas regiões do país. A condenação foi em decorrência da prática dos crimes de estelionato em continuidade delitiva e associação criminosa, por envolvimento em um dos maiores esquemas de fraude financeira já julgados no âmbito da Justiça estadual paraibana. 

    De acordo com os autos, com aparência de legalidade e uso de instrumentos formais, o grupo criou a empresa Hort Agreste Hidroponia LTDA, que se apresentava como produtora de hortaliças em sistema hidropônico. Com promessas de rentabilidade mensal fixa e participação em lucros futuros, os réus induziram vítimas a adquirirem “hectares” ou “bancadas” para produção de tomates e folhas, com contratos de até 30 anos de vigência.

    Consta, ainda no processo que durante os dois primeiros anos, os investidores receberiam valores mensais fixos de R$ 12 mil, seguidos de participação de até 15% do faturamento da empresa — projeções que chegavam a R$ 37 mil mensais por hectare. Para gerar confiança, os réus utilizavam website, atendimento por aplicativo de mensagens, vídeos explicativos e a linguagem técnica de um suposto “projeto científico” de cultivo com tecnologia própria.

    Ressalta a sentença que, na prática, o que se revelou foi uma estrutura típica de pirâmide financeira. Os primeiros pagamentos realizados aos investidores foram bancados com o dinheiro de novos aportes, sem qualquer produção real correspondente. 

    Com o crescimento do número de vítimas e a consequente pressão financeira, os pagamentos foram suspensos. No final de 2023, os denunciados deixaram de responder às comunicações e interromperam os canais de contato, tornando evidente o golpe. As vítimas, então, se organizaram em grupos e começaram a relatar a fraude às autoridades.

    A sentença destaca a existência de farta prova documental, testemunhal, técnica e audiovisual. Relatórios bancários indicam que Jucélio Pereira movimentou, apenas em 2023, cerca de R$ 29,9 milhões em suas contas. Nuriey Francelino recebeu mais de R$ 3,6 milhões, enquanto Priscila Silva figurava como beneficiária direta de transferências e assinava os contratos junto à empresa.

    Ao proferir a sentença, o juiz Geraldo Emílio Porto afirmou tratar-se de crime cometido com sofisticação e aparência de legalidade, atingindo centenas de pessoas que foram induzidas a erro por meio de artifícios fraudulentos. A estrutura configurou, inequivocamente, uma pirâmide financeira, disfarçada de parceria agrícola.

    A sentença reconheceu a prática de 25 crimes de estelionato em continuidade delitiva (art. 171 c/c art. 71 do Código Penal) e associação criminosa (art. 288 do CP). Foi determinada a manutenção da prisão preventiva dos réus Jucélio e Nuriey, além da substituição da prisão preventiva de Priscila por medidas cautelares diversas.

    Também foi deferido o pedido de reparação civil dos danos às vítimas, com bloqueio de contas bancárias, bens móveis e valores dos condenados. No entanto, os sistemas judiciais (SISBAJUD e RENAJUD) identificaram que, à época do bloqueio, os valores já haviam sido majoritariamente esvaziados.

    A decisão da 7ª Vara Criminal reforça a importância da atuação firme do Poder Judiciário no enfrentamento de fraudes sofisticadas que se utilizam da confiança pública e da expectativa de lucro fácil para enganar centenas de pessoas. O processo tramitou com observância integral ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

    Por Gecom/TJPB

  • Assessorias de Comunicação dos Tribunais de Justiça participam de intercâmbio estratégico em Santa Catarina

    Assessores de comunicação discutiram alinhamento de ações
    Assessores de comunicação discutiram alinhamento de ações

    Fortalecer a troca de experiências e traçar estratégias para aprimorar a comunicação institucional dos Tribunais de Justiça de todo o Brasil. Com esse objetivo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) está realizando um intercâmbio entre as assessorias de comunicação para promover um alinhamento de ações. O gerente de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), José Vieira Neto, está participando do encontro.

    “Este encontro fortalece a comunicação pública no Judiciário, garantindo que a informação chegue com transparência e clareza à sociedade. Ao unirmos esforços, criamos diretrizes sólidas para uma comunicação mais acessível e cidadã, fortalecendo a confiança da população na Justiça”, enfatizou José Vieira.

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    Intercâmbio visa o fortalecimento da comunicação pública

    A reunião foi conduzida pelo coordenador de Comunicação Interinstitucional do TJSC, Francis Silvy Rodrigues, e pela jornalista Débora Diniz, assessora de imprensa do Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre). O evento reforçou a importância do intercâmbio entre os assessores para o fortalecimento da comunicação pública no âmbito do Judiciário.

    Comitê de Comunicação da Justiça Estadual – Discutiu-se também a criação de um Comitê de Comunicação da Justiça Estadual, integrado pelo(a) assessor(a) de comunicação do Consepre (Débora Diniz), assessor(a) de comunicação do presidente do Consepre (Francis Silvy Rodrigues), representante do Comitê de Comunicação do CNJ (Luciano Augusto) e um representante de cada região do Brasil, com as indicações dos assessores Andréa Zílio (Norte), Paulo Fernando Almeida Falcão de Oliveira (Nordeste), Adriana Freitas Arend (Sul), Maria Cecília Abbati dos Santos (Sudeste) e Ranniery Wanrhawtt Azeredo de Queiroz (Centro-Oeste).

    Consepre – O encontro com assessores de comunicação dos Tribunais está sendo realizado dentro da programação do XV Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre). O evento acontece até o dia 29. A programação conta com palestras e painéis que abordarão temas relevantes sobre os atuais e futuros desafios da Justiça. O objetivo do encontro é fortalecer a integração entre os tribunais de justiça do Brasil. 

    Gecom com informações do TJSC

     

  • Diretor do Fórum de Rio Tinto visita Prefeitura e Câmara de Baía da Traição

    Diretor do Fórum de Rio Tinto visita Prefeitura e Câmara de Baía da Traição

     

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    Dentro das ações para estreitar o relacionamento institucional e reafirmar parcerias entre os Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, o diretor do Fórum da Comarca de Rio Tinto, juiz Judson Kildere visitou, nesta quarta-feira (26), a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores do Município de Baía da Traição.

    Na ocasião, o magistrado foi recepcionado pela prefeita, Elizabete de Oliveira, e pelo secretário de Gestão de Baía da Traição, Serginho Lima. Durante a reunião, a gestora Municipal reforçou o compromisso com a harmonia entre os poderes e o fortalecimento da comunicação em prol do desenvolvimento harmônico.

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    Diretor do Fórum durante visita à Câmara de Vereadores

    O diretor do Fórum da Comarca de Rio Tinto, também, visitou a Câmara Municipal de Baía da Traição. Lá, foi recebido por Ronaldo do Mel, presidente da Câmara, pelos vereadores Marcio Santos, Erbeliel de Andrade, Silvio Lima, Everaldo Santos, pelo advogado Tawã Teixeira e por servidores da casa.

    Segundo explicou o juiz Judson Kildere, a cada início de legislatura, o judiciário estadual busca fazer visitas institucionais às prefeituras e às câmaras municipais para demonstrar a harmonia que deve haver entre os poderes constituídos. O diretor do Fórum de Rio Tinto enfatizou, ainda, a intenção de reafirmar as parcerias que são indispensáveis entre as instituições, para a execução de políticas públicas de qualidade, voltadas ao bem-estar social e à garantia de direitos básicos.

    “O Poder Judiciário busca sempre, de forma integrativa, participar das ações municipais como forma de demonstração tanto de apoio como de fiscalização dentro da política de pesos e contrapesos. Durante a visita, tivemos a oportunidade de ver de perto os trabalhos que são desenvolvidos pelas respectivas secretarias do Poder Executivo e o trabalho legislativo da Câmara Municipal de Baía da Traição”, frisou o magistrado Judson Kildere.

    Por Lila Santos

     

  • Poder Judiciário da Paraíba participa do XV Encontro do Consepre em Florianópolis

    Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil
    Presidentes dos Tribunais de Justiça no XV Consepre

    O Poder Judiciário da Paraíba está participando do XV Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), evento que ocorre em Florianópolis, Santa Catarina. 

    A cerimônia de abertura ocorreu na noite de quarta-feira (26), na Sala de Sessões Ministro Teori Zavascki, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A solenidade foi conduzida pelo presidente do Consepre e do TJSC, desembargador Francisco Oliveira Neto, e contou com a presença dos presidentes dos Tribunais de Justiça estaduais e dos Tribunais de Justiça militares. Também prestigiaram o evento o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin, e o vice-presidente da Corte, ministro Luis Felipe Salomão.

    Desembargador Fred Coutinho - Presidente do TJPB
    Des. Fred Coutinho – Presidente do TJPB

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, acompanhado de juízes auxiliares, participa do evento e destaca a relevância da troca de experiências entre os tribunais de todo o país. “Encontros como este são fundamentais para o aprimoramento do Poder Judiciário. É nesse ambiente de troca de experiências e debates que surgem ideias inovadoras, que podem ser colocadas em prática para tornar a Justiça mais acessível ao cidadão, agilizar os processos e garantir uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente e humanizada”, afirmou.

    O encontro de presidentes de tribunais tem como principal objetivo discutir temas de interesse comum e alinhar pautas importantes para o Judiciário brasileiro.

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    Pres. do STF com o Pres. do TJPB

    Nesta quinta-feira, o evento foi retomado com um encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. O ministro corregedor nacional de Justiça, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques, também está participando do encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil.

    O Consepre foi criado em 5 de novembro de 2021, resultante da fusão entre o Conselho de Tribunais de Justiça e o Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça. O órgão tem a missão de consolidar uma linha de entendimento nacional sobre a reestruturação da representatividade institucional dos presidentes dos Tribunais de Justiça do país.

    Por José Vieira Neto

     

  • Advogados e público em geral devem emitir guias pelo BRB a partir do dia 5 de abril

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) está prestes a iniciar a migração dos depósitos judiciais do Banco do Brasil (BB) para o Banco de Brasília (BRB). Durante o período de transição, de 29 de março a 13 de abril, a expedição e envio de alvarás para instituições financeiras estarão suspensos, exceto para alvarás emergenciais/excepcionais, nos termos do Ato nº 63/2025. (link para o ato).

    A nova sistemática implica em algumas mudanças a serem observadas, tanto pelos magistrados, que só poderão enviar alvarás ao BB até esta sexta-feira (28), por exemplo, como pelos advogados, que terão até o dia 4 de abril para expedir guias de depósito no Banco do Brasil. A partir de 5 de abril, as guias deverão ser expedidas pelo BRB, por meio de link a ser disponibilizado no site do TJPB, conforme cronograma de migração disposto no Ato.

    Outra novidade é que a expedição dos alvarás poderá ser feita via Pix, o que possibilitará cumprimento imediato. Para o juiz auxiliar da Presidência Leonardo Paiva,  a transição representa um avanço significativo para a Justiça paraibana.

    “A integração tecnológica entre o BRB e o PJe permitirá maior agilidade na liberação de valores via Pix e melhor controle dos saldos. Estamos comprometidos em garantir que esta mudança não seja apenas uma alteração de banco, mas uma evolução na prestação jurisdicional, beneficiando diretamente advogados e jurisdicionados com mais eficiência”, adiantou o magistrado.

    O juiz reforçou, ainda, que a Presidência do TJPB está gerenciando a migração dos depósitos judiciais para o BRB de forma estratégica e transparente.

    Ato nº 63/2025 – Determina que os depósitos judiciais vinculados ao Poder Judiciário do Estado da Paraíba sejam realizados no BRB – Banco de Brasília. A medida inclui a captação e a administração dos depósitos judiciais, administrativos, fianças, recursos destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs),  valores colocados à disposição do Poder Judiciário do Estado vinculados a inquéritos policiais ou a processos judiciais, como recursos apreendidos em face de operações policiais. Excetuam-se os casos regulamentados por legislação específica.

    Para que o processo de pagamentos e levantamentos de valores não sofra solução de continuidade, o Ato traz um cronograma detalhado de migração entre as instituições bancárias, determinando prazos para cumprimento de alvarás judiciais, utilização do Sisbajud, emissão e pagamento de guias de depósito pelas partes, migração de contas, entre outros aspectos.

    O e-mail suporteaotjpb@brb.com.br foi disponibilizado como um dos canais para dirimir dúvidas sobre a utilização do sistema, a localização das contas migradas e/ou outros assuntos relacionados ao tema.

    Por Gabriela Parente

     

  • Poder Judiciário adota uso do duplo fator de autenticação no PJe e intensifica segurança digital

    A partir do dia 1º de abril, o Poder Judiciário estadual ampliará a utilização do Múltiplo Fator de Autenticação (MFA), para o acesso dos usuários ao sistema Processo Judicial eletrônico (PJe). Um requisito importante para dar mais segurança aos ambientes virtuais que conectam os sistemas judiciais.

    Significa que a partir desta data é importante garantir que o e-mail informado no cadastro do PJe está correto, pois será através dele que chegará o código a ser informado na tela do sistema.

    O juiz auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba,  Max Nunes de França, reforça que a medida irá intensificar a segurança no sistema virtual.

    “A implementação do duplo fator de autenticação é uma exigência do Conselho Nacional de Justiça e tem o objetivo de adicionar uma camada extra de segurança ao processo de login no sistema PJe. Esta medida dificulta significativamente que invasores acessem contas alheias, mesmo que tenham conhecimento da senha. Com essa mudança, é essencial que todos os usuários promovam a atualização de seus endereços de e-mail no cadastro do sistema PJe para que o código não seja enviado a uma conta inativa”.

    O diretor de Tecnologia da Informação do TJPB, Daniel Melo, informou que o passo a passo para essa dupla autenticação é bem simples. “Quando a pessoa tenta colocar login e senha, o sistema dispara o código por e-mail. É preciso copiar este código e colar no PJe. Isso é exatamente o duplo fator, ou seja, você precisa agora de login e senha mais esse código que chega por e-mail para entrar no PJe”, detalhou.

    Daniel Melo lembra que o duplo fator de autenticação já é utilizado pelo Judiciário estadual e, agora, será ampliado para o acesso de defensores públicos,  procuradores, advogados e demais usuários. “O objetivo do duplo fator de autenticação é aumentar a segurança do acesso ao PJe, dificultando acessos não autorizados. Já estava em funcionamento para os servidores do Judiciário e agora será ampliado para todos os usuários do sistema”, destacou.

    Confira o tutorial e entenda a mudança:

    https://docs.google.com/document/d/1KCxRdSdAj54pQ2GGGQQg63TBv-5H-cK9303RaktQpU0/edit?tab=t.0 

    Por Nice Almeida

     

  • Câmara Criminal mantém condenação por crime de perseguição contra mulher

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a condenação de um homem acusado de perseguir e ameaçar sua madrasta, no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O recurso teve a relatoria do juiz convocado Miguel de Britto Lyra Filho.

    O Ministério Público denunciou o acusado pela prática do crime previsto no artigo 147-A, §1º, II, do Código Penal, combinado com o artigo 5º, I e II, da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha). Segundo a acusação, entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2023, no município de Patos, o denunciado perseguiu reiteradamente sua madrasta, ameaçando sua integridade e perturbando sua esfera de liberdade.

    A denúncia aponta que, após o falecimento do pai do acusado, teve início uma disputa pelos bens deixados. O denunciado passou a comparecer constantemente à residência da vítima, batendo insistentemente à sua porta, ameaçando-a de morte e tentando intimidá-la. Diante desse contexto, a Justiça concedeu medida protetiva de urgência em favor da vítima.

    Em primeira instância, o réu foi condenado a nove meses de reclusão, em regime aberto, além do pagamento de 15 dias-multa. A pena foi suspensa pelo período de dois anos, permitindo que o acusado recorresse em liberdade.

    Ao analisar o caso, o relator do processo nº 0803395-93.2023.8.15.0251 destacou que as provas reunidas no inquérito policial, a concessão das medidas protetivas e os depoimentos colhidos corroboram a materialidade e autoria do delito. O magistrado enfatizou a importância do depoimento da vítima, dada a natureza dos crimes de violência doméstica, que frequentemente ocorrem sem testemunhas oculares.

    “Não há que se falar em absolvição do apelante, isso porque é robusto o acervo probatório constante do caderno processual em atribuir a autoria do delito que lhe foi imputado, visto que houve a efetiva prática delitiva entre o denunciado e a vítima, sendo os fatos corroborados com as demais provas juntadas ao processo”, afirmou o relator.

    Quanto à dosimetria da pena, o juiz convocado Miguel de Britto Lyra destacou que a sentença seguiu os parâmetros legais estabelecidos pelo Código Penal, sem apresentar qualquer irregularidade que justificasse sua revisão. “O magistrado fundamentou corretamente a pena base, declinando, motivadamente, as suas razões, com arrimo em elementos concretos, as circunstâncias judiciais, em conformidade com o critério trifásico e demais regras pertinentes, não havendo qualquer inadequação que mereça ser sanada nesta sede recursal, devendo ser mantida como lançada originariamente.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Vice-presidente do TJPB promove reunião com diretores para discutir fluxos de trabalho

    Fluxos de trabalho
    Des. João Batista reuniu diretores e gerentes do TJPB

    O vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador João Batista Barbosa, a pedido do presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, promoveu reunião administrativa com representantes de todas as diretorias do TJPB para discutir fluxos de trabalho e acompanhamento de demandas internas relacionadas ao plano de ação de cada diretoria. O encontro, na manhã desta quinta-feira (27),  contou com a participação da juíza auxiliar da Vice-presidência do Poder Judiciário estadual, Silmary Alves de Queiroga Vita.

    No encontro, foi estabelecido prazo para que cada Diretoria, por meio de suas Gerências, elabore seu fluxo de trabalho, contribuindo para a criação de um Manual de Gerenciamento de Processos de Trabalho. Além disso, foram discutidas informações a serem prestadas por cada Diretoria sobre as ações administrativas, projetos e desafios de cada unidade administrativa dentre outros assuntos.

    Fluxos de trabalho
    João Batista: planejamento

    O desembargador João Batista informou que cada diretoria deve apresentar seu plano de trabalho, garantindo transparência sobre as atividades desenvolvidas pelas respectivas gerências. “Esse planejamento deverá ser entregue ao desembargador Fred Coutinho, permitindo que ele conheça as metas de trabalho definidas por cada setor e possa monitorá-las até o fim de seu biênio”, disse.

    A reunião contou com as presenças dos diretores Robson Cananéa (Especial), Fernando Antério (Administrativo), Einstein Roosevelt (Gestão de Pessoas), Bruno Emmanuel (Governança e Gestão Estratégica), Eduardo Faustino (Processo Administrativo) e Thiago Bruno (Jurídica), além de Waleska Vita (chefe de Gabinete da Presidência) e Kelly Cristina (chefe de Gabinete da Vice-presidência).

    Também participaram os gerentes Erivalda Rodrigues (Programação Orçamentária), Ronald Cavalcanti (Finanças e Contabilidade), Roberto Medeiros (Auditoria Interna) e José Fábio de Alencar (Atendimento e Suporte).

    Por Marcus Vinícius

     

  • Alunos da UEPB apresentam projeto sobre entrega protegida

    Projeto desenvolvido por estudantes da UEPB
    Projeto desenvolvido por estudantes da UEPB

    Um projeto desenvolvido por estudantes da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que objetiva replicar as informações sobre a entrega protegida, foi tema de uma reunião na Vara da Infância e Juventude da Comarca de Campina Grande, na segunda-feira (24). 

    O titular da unidade judiciária, juiz Perilo Lucena, explicou que os alunos foram explicar a sistemática do projeto. “A iniciativa visa a promoção de informações e multiplicação do conhecimento tão importante para a rede de proteção à criança e essencial para respeitar o direito da mulher, de acordo com o artigo 19A do Estatuto da Criança e Adolescente”, pontuou.

    Para explicar aos estudantes sobre como funciona a entrega protegida na VIJ de Campina Grande, as analistas, em serviço social Viviane Rodrigues e, em pedagogia, Késia Braga foram responsáveis pela apresentação.

    A entrega protegida refere-se ao direito legal das gestantes ou parturientes de entregarem voluntariamente seus filhos para adoção, garantindo um processo seguro e respeitoso tanto para a mãe quanto para a criança, como esclareceu a assistente social Viviane Rodrigues. 

    Ela salientou ainda que em Campina Grande as equipes psicossociais desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento de fluxos de atendimento humanizado para essas situações, colaborando para a elaboração do manual sobre entrega voluntária, lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

    “Esse manual estabelece diretrizes para o acolhimento adequado de gestantes ou parturientes que manifestam o desejo de entregar seus filhos para adoção, assegurando um atendimento humanizado”, ressaltou Viviane Rodrigues.

    Por Lila Santos