Categoria: TJPB

  • PJe Visão+: TJPB lança quinta-feira ferramenta que permite avanços na gestão processual

    A realização de um Webinário, nesta quinta-feira (20), às 11h, marcará o lançamento do ‘PJe Visão+’, uma funcionalidade dentro do Processo Judicial eletrônico (PJe). O sistema vai otimizar a gestão dos processos, com destaque para os mais antigos, proporcionando mais eficiência e transparência no cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O evento virtual é fruto de ação conjunta entre a Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), o Centro de Inteligência, Inovação e Governança (CEIInGov) e a Diretoria de Governança e Gestão Estratégica (Digov). A transmissão acontecerá em tempo real pelo link:

    https://youtube.com/live/ZQo364bO0Vg?feature=share.

    A ferramenta faz parte dos investimentos da gestão do presidente Fred Coutinho em soluções inovadoras e tecnológicas voltadas à transparência, facilidade no acesso a dados e de melhor capacidade de gestão para as unidades judiciárias. Durante o evento, será realizado um treinamento prático sobre as funcionalidades da ferramenta, que estará disponível diretamente no PJe. 

    O coordenador do Centro de Inteligência, Inovação e Governança do TJPB, juiz Jeremias Melo,  explicou que o ‘PJe Visão+’ representa um avanço estratégico na gestão processual do Judiciário paraibano. Conforme enfatizou, a nova funcionalidade do PJe permite que magistrados promovam a gestão, diretamente no sistema, os processos mais antigos e o cumprimento das metas do CNJ, sem precisar acessar outros sistemas ou bancos de dados externos. 

    “Com mais eficiência e controle, a ferramenta otimiza o tempo dos juízes, fortalece a prestação jurisdicional e contribui para uma Justiça mais ágil. Convidamos todos a participarem do webinário de lançamento e conhecerem essa inovação que facilitará a gestão processual”, conclamou o magistrado Jeremias Melo.

    O diretor da Ditec, Daniel Ayres de Melo, salientou que a integração da nova ferramenta ao sistema PJe é fundamental para otimizar o acesso e a análise de dados, proporcionando aos magistrados e servidores uma gestão mais eficiente das unidades judiciais. 

    “Ao centralizar as informações de maneira ágil e intuitiva, a ferramenta facilita a tomada de decisões, permitindo que os gestores acompanhem o andamento das suas unidades judiciais e identifiquem tendências ou necessidades de intervenção de forma mais rápida e precisa. Essa modernização contribui para a melhoria da produtividade e da transparência, além de reduzir a complexidade no manejo de informações. A ideia é agregar todos os meses novas informações no novo produto”, pontuou.

    Por sua vez, a gerente de Dados do TJPB, Renata Grigório, ressaltou que a solução desenvolvida é resultado de um trabalho conjunto entre a Diretoria de Governança e Gestão Estratégica e a Diretoria de Tecnologia da Informação. “Trata-se de uma nova funcionalidade no PJe, criada para aprimorar o acompanhamento dos processos mais antigos e fortalecer o cumprimento das metas nacionais do CNJ”, ressaltou.

    Funcionalidade – Com a utilização do PJe Visão+ não haverá mais a necessidade de acessar diferentes sistemas, planilhas ou relatórios para saber quais são os processos mais antigos ou o desempenho da unidade judiciária no cumprimento das metas do CNJ. 

    O PJe Visão+ possibilita, ainda, diretamente dentro do PJe, de forma simples, rápida e acessível: visualizar os processos que exigem atenção prioritária; acompanhar o cumprimento das metas do CNJ sem complicação e tomar decisões com mais agilidade e eficiência. A ferramenta possibilita um maior controle, uma maior estratégia e mais eficiência na gestão processual.

    Por Lila Santos 

     

  • Desembargador Joás Filho participa de reunião do Copedem

    Desembargador Joás participa de encontro em Brasília
    Desembargador Joás participa de encontro em Brasília

    O diretor da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), desembargador Joás de Brito Pereira Filho, e a diretora adjunta, juíza Antonieta Lúcia Maroja Arcoverde Nóbrega, participaram, sexta-feira (14), de reunião do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem), em Brasília-DF. O encontro ocorreu na Escola de Formação Judiciária do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ministro Luiz Vicente Cernicchiaro.

    “Essas reuniões são muito importantes. Foi a primeira reunião do Copedem e, inclusive, tivemos palestras sobre essa questão da Inteligência Artificial Generativa, que já é um avanço da inteligência quando iniciou, e é um tema bastante atualizado e que nós precisamos cada vez mais nos inteirar e nos aprofundar no estudo dessa temática, até porque é uma evolução que não tem como retroceder, e precisamos muito dessa ferramenta para que possamos dar uma prestação  jurisdicional mais célere”, ressaltou o diretor da Esma-PB.

    Durante o Copedem, foram discutidas as ações para realização dos cursos de formação inicial para magistrados(as), com a apresentação de estudos para uma nova resolução pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam); alterações da Resolução nº 332 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2020, a qual trata da utilização da Inteligência Artificial (IA) no Poder Judiciário, como também da Resolução nº 615, de 11 de março de 2025, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento, utilização e governança de soluções desenvolvidas com recursos de inteligência artificial (IA) no Poder Judiciário.

    A reunião, ainda, abordou diversos temas relevantes, incluindo o curso sobre IAGen em parceria com a Microsoft Brasil, o progresso do credenciamento de Escolas Judiciais no MEC, a proposta de MBA em Direito Digital em colaboração com a USP, e o calendário de eventos para 2025. 

    Por Marcus Vinícius

     

  • Justiça pela Paz em Casa: Comarca de Patos avança na resolução de casos de violência doméstica

    Comarca de Patos participou da Semana Justiça pela Paz em Casa
    Comarca de Patos participou da Semana Justiça pela Paz em Casa

    Diversas unidades judiciárias no Estado da Paraíba se mobilizaram no esforço concentrado para dar celeridade aos processos envolvendo casos de violência doméstica, durante a realização da 29ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa. A Comarca de Patos, no Sertão paraibano, foi uma delas. Foram realizadas 32 audiências, das quais 23 tiveram a instrução processual concluída e sentenças devidamente publicadas, além da emissão de 225 despachos e a prolação de três sentenças do acervo processual ordinário.

    Durante a realização da Semana da Justiça pela Paz em Casa, a unidade dedicou-se a analisar e impulsionar o máximo de demandas pertinentes, promovendo a celeridade na tramitação dos processos de violência doméstica. 

    A titular da 6ª Vara Mista, com competência na matéria, juíza Anna Maria do Socorro Hilario Lacerda, avaliou como positivo os resultados obtidos durante a realização do esforço concentrado. 

    ”A participação da unidade nas Semanas da Paz em Casa, propostas durante o ano, reflete o compromisso com uma prestação jurisdicional de qualidade e em tempo razoável, como determina a legislação e, principalmente, como espera a sociedade”, enfatizou a magistrada. 

    Por Rayane Sá (estagiária)

     

  • Lei Maria da Penha e os avanços legais na proteção às mulheres

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    O tiro intencional com um único propósito: matar a própria mulher. O plano de Marco Antonio Heredia Viveros era acabar com a vida da mãe de suas três filhas enquanto ela dormia, com muita frieza, crueldade e covardia. Mas, ela sobreviveu e pôde contar, em detalhes, a violência doméstica e familiar ao extremo que sofreu e hoje usa a história de vida para lutar contra essa brutalidade.

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    Maria da Penha deu nome à Lei 11.340

    Maria da Penha Maia Fernandes, mais que uma mulher, um marco que divide a história da violência doméstica e familiar no Brasil em antes e depois da Lei 11.340 – que leva seu nome. Nós mulheres sabemos: a realidade da violência doméstica ainda é dura, mas muito já se avançou na rede de apoio e proteção desde que esse dispositivo legal passou a vigorar em nosso país.

    Na terceira reportagem da série ‘Mulheres, não estamos sozinhas!’, vamos conhecer os avanços históricos na legislação para proteger a mulher. A série faz parte de uma campanha desenvolvida por uma parceria entre a Coordenadoria da Mulher e a Gerência de Comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e inclui vídeos, artes, textos e podcasts, que buscam evidenciar o trabalho da Justiça e de toda a rede de proteção feminina em prol das mulheres. 

    Da Maria da Penha ao feminicídio: os avanços na proteção à mulher

    A violência praticada contra Maria da Penha, no ano de 1983, ganhou repercussão internacional e um debate mais sério foi travado desde então. Já não dava mais, e não dá,  para aceitar que o mundo feche os olhos para casos de violência contra a mulher em razão do seu gênero.

    A partir daí, as discussões com o Legislativo, o Executivo e a sociedade resultaram no Projeto de Lei n. 4.559/2004 da Câmara dos Deputados, levado ao Senado Federal (Projeto de Lei de Câmara n. 37/2006) e aprovado por unanimidade em ambas as Casas. Assim, em 7 de agosto de 2006 foi sancionada a Lei n. 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Ela estabelece medidas de proteção às mulheres, como a criação de varas especializadas e mecanismos para prevenir e coibir a violência, agora tipificada como crime.

    Rosimeire Ventura
    Juíza Rosimeire Ventura

    A juíza titular da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Campina Grande, Rosimeire Ventura, confirma a importância desse marco histórico na luta pelo fim da violência. “Sem dúvida a Lei Maria da Penha é o principal marco no combate à violência contra a mulher no Brasil. A partir dessa lei, foi possível estruturar toda uma rede de proteção para a mulher em situação de violência, além de dar visibilidade para o problema”, ressaltou.

    Depois da Lei Maria da Penha  

    A legislação tem avançado de forma significativa na proteção dos direitos da mulher desde a Lei Maria da Penha. E a Justiça tem atuado com afinco para garantir o cumprimento das leis. “Graças ao arcabouço legal, à rede de proteção e às campanhas de divulgação da Lei Maria da Penha, atualmente as mulheres se sentem muito mais confiantes em denunciar episódios de violência doméstica e, com isso, elas têm a chance de interromper o ciclo de agressões”, reforçou a juíza Rosimeire Ventura.

    Vamos conhecer um pouco do conjunto de normas legais criadas no Brasil para coibir a violência, a discriminação e minimizar a desigualdade de gênero desde o surgimento da Lei Maria da Penha.

    2009 – A Lei nº 12.015/2009 atualizou o Código Penal Brasileiro no tocante aos crimes sexuais, ampliando a proteção às mulheres ao considerar uma gama mais ampla de atos como estupro, além de outras formas de violência sexual, o que a torna uma lei importantíssima na defesa das mulheres.

    2013 –  A Lei n. 12.845, de 1º de agosto de 2013, – Lei do Minuto Seguinte – garante o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual, estabelecendo que os hospitais devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial, integral e multidisciplinar, visando ao controle e ao tratamento dos agravos físicos e psíquicos decorrentes de violência sexual, como profilaxia de ISTs e gravidez, e encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social.

    2015 – A Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) reforça o combate à violência contra a mulher ao classificar o feminicídio como homicídio qualificado, uma modalidade de crime hediondo, quando a morte da mulher ocorre em contexto de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação de gênero.

    2023 – A Lei n° 14.542/2023 garante prioridade no atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine). De acordo com a lei, as mulheres em situação de violência doméstica e familiar terão prioridade no atendimento pelo Sine, às quais serão reservadas 10% (dez por cento) das vagas ofertadas para intermediação.

    Os avanços são visíveis, mas ainda há um longo caminho a percorrer. E mesmo quem convive levantando bandeira da proteção à mulher, ainda se choca com tantos casos de violência. “Como juíza na área de violência doméstica contra a mulher, me sensibiliza, principalmente, ver tantas mulheres ainda sendo vítimas de feminicídios, o que demonstra que ainda precisamos de mudanças sociais e culturais relevantes no sentido da valorização da mulher e da vida”, conclui a juíza Rosimeire Ventura.

    Na próxima reportagem da série ‘Mulheres, não estamos sozinhas!’ vamos conhecer um pouco mais sobre a rede de proteção que atua para garantir esses avanços.

    Por Nice Almeida

     

  • Diretores da Esma se reúnem com reitora da UnB e fortalecem parceria

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    José Geraldo, Eneá, Rozana, Joás Filho e Antonieta Maroja

    O diretor da Escola Superior da Magistratura (Esma-PB) do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, esteve, sexta-feira (14), reunido com a reitora da Universidade de Brasília Rozana Reigota Naves, numa visita institucional onde trataram, entre outros temas, sobre o mestrado Direito, Estado e Constituição, que está com sua primeira turma na Esma, em parceria com a UnB. O desembargador esteve acompanhado da diretora adjunta da Esma, juíza Antonieta Maroja da Nóbrega.

    O diretor da Esma considerou a visita muito importante e produtiva para o mestrado, que está com grande aceitação. “Fomos  muito bem recebidos por todos. A ideia é estreitar cada vez mais o nosso relacionamento. Nossa escola está se transformando em uma academia, efetivamente, e isso é um passo positivo. Devemos criar mais laços com academias do porte da UnB”, avaliou o desembargador Joás Filho.

    A reitora Rozana Reigota Naves declarou ter ficado muito contente com a visita e com a colaboração que tem sido feita pela Universidade de Direito junto à Escola da Magistratura da Paraíba. “Estamos felizes com o feedback, resultado do trabalho,  e desejando a todos que desenvolvam dissertações de grande relevância para as organizações e o poder público brasileiro”.

    A diretora adjunta da Esma, Antonieta da Nóbrega, informou que a visita institucional à reitora da UNB é uma forma de fortalecer cada vez mais a parceria entre a Esma/TJPB e a Universidade de Brasília, que originou o mestrado interinstitucional em curso na Escola da Magistratura paraibana. “O nível técnico-acadêmico e intelectual dos magistrados e servidores  foi bastante elogiado através da coordenação do mestrado. Essa parceria tem sido muito frutífera uma vez que coloca a Escola da Magistratura nesse alto nível de academicidade e incentiva nossos servidores e magistrados na produção científica, que tem um impacto direto na qualidade da prestação jurisdicional que é ofertada para nossa população. Então, tem sido uma parceria de muito valor para nós enquanto TJPB e Esma”, observou.

    A coordenadora do Minter e do Programa de Pós-graduação da UnB, Eneá de Stutz e Almeida, avaliou que essa tem sido uma parceria muito gratificante pro programa de pós-graduação em direito da UnB. “Falo tanto como coordenadora do projeto de Minter como coordenadora do PPGD  da UnB, tem sido uma alegria muito grande construir essa parceria, que esperamos seja uma parceria contínua, não se esgote nesse projeto de mestrado interinstitucional. Temos a expectativa de continuar depois em um doutorado”.

    Além disso, a coordenadora do Minter afirmou que espera continuar nessa parceria de troca e produção de conhecimentos que favoreçam não só o sistema de Justiça da Paraíba, mas também toda a região.  “E na medida em que pudermos intervir para que contribuamos para uma sociedade mais justa, solidária e igualitária essa é uma das nossas intenções, e uma qualificação na área do direito nesse sentido me parece absolutamente fundamental”, declarou Eneá Almeida.

    Para o coordenador da turma de mestrado da Esma, professor José Geraldo de Sousa Junior, que também participou da reunião, o trabalho conjunto que a UnB, pela Faculdade de Direito, e o Tribunal de Justiça da Paraíba, pela Esma, vem desenvolvendo em um programa interinstitucional de mestrado é um programa bem pensado , bem construído, em efetiva colaboração que toma forma, consistência, a partir do grupo que se instala para realizá-lo, e é um grupo de muita força intelectual.

    “São estudantes com muita qualificação na sua formação, mas sobretudo agentes da justiça que estão imbuídos daquilo que é a grande questão hoje que move a magistratura brasileira, a consciência de sua função social cada vez mais relevante. Temos grandes expectativas na continuidade desse curso em um programa mais avançado e na sua exemplaridade porque pode ser um balizador para novos programas que possamos realizar enquanto universidade com o sistema brasileiro de justiça”, pontuou o professor José Geraldo.

    Por Walquiria Maria

     

  • Presidente do TJPB recebe visita do vereador Dinho Dowsley

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    Fred Coutinho recebeu Dinho Dowsley e Carlos Santos

    Na manhã desta segunda-feira (17), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, recebeu em seu gabinete a visita do vereador Dinho Dowsley (PSD), presidente da Câmara Municipal de João Pessoa e prefeito em exercício. Durante o encontro, foram discutidos diversos assuntos, incluindo a obra do novo prédio do Poder Legislativo municipal e a entrega da Medalha Cidade de João Pessoa ao desembargador.

    A honraria, já aprovada pela Câmara, reconhece a trajetória de Fred Coutinho, que já foi servidor daquela Casa. O presidente do TJPB ficou de agendar a data para a solenidade de entrega da medalha. Além disso, demonstrou interesse em visitar as obras do novo prédio da Câmara para acompanhar o andamento da construção.

    Ao final da visita, o vereador Dinho Dowsley ressaltou a importância da manutenção dos prédios públicos dos diferentes poderes no centro histórico da Capital. “É importante que o Tribunal de Justiça permaneça no centro histórico. Agora mesmo vamos para uma solenidade do ICMS Cultural aqui na região. O prédio da Câmara está sendo construído aqui, assim como outros poderes estão presentes no centro da cidade. Precisamos incentivar essa permanência dos poderes no centro, isso é fundamental”, afirmou Dinho.

    O desembargador Fred Coutinho destacou a importância da harmonia entre os poderes e agradeceu a homenagem concedida pela Câmara Municipal. “Hoje o Tribunal recebeu o presidente Dinho como prefeito interino da capital e, como sempre digo, a harmonia de todos os poderes deve prevalecer com respeito às suas independências administrativas e funcionais. Fui comunicado, com muito orgulho, dessa homenagem à minha pessoa, até porque minha origem profissional começa justamente na Câmara, como servidor. Ele nos apresentou informações sobre a construção do prédio da Câmara, que irei visitar em breve, sempre na busca por aprendizado. Nossa gratidão”, declarou o presidente do TJPB.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Centenário de nascimento de Orlando Jansen será comemorado na sexta-feira no Tribunal Pleno

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    Desembargador Orlando Jansen

    O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) prestará homenagem na próxima sexta-feira (21),  às 11h, ao desembargador Orlando Jansen, já falecido, em razão dos 100 anos de seu nascimento. A homenagem foi proposta pelo desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, presidente da Comissão de Cultura e Memória do TJPB. Caberá ao juiz Euler Jansen, titular da 3ª Vara Mista da Comarca de Bayeux, falar em nome da família.

    O desembargador Orlando Jansen nasceu em Patos, em 6 de fevereiro de 1925, filho do coronel de polícia Vicente Jansen de Castro e Alzira de Luna Freire Jansen. Estudou o curso de Direito no Recife.  Disposto a seguir a carreira jurídica, ingressou no Ministério Público em 13 de novembro de 1953, como promotor substituto da Comarca de Princesa Isabel. Em 24 de maio de 1984, por indicação do Pleno do Tribunal de Justiça, Orlando Jansen figurou em lista tríplice e foi escolhido pelo então governador Wilson Leite Braga.

    O presidente TJPB, desembargador Fred Coutinho, destacou a trajetória do homenageado. “É uma satisfação muito grande dar continuidade a esse projeto, criado pelo desembargador Marcos Cavalcanti, que presta homenagem a esses profissionais que deram suas contribuições ao Poder Judiciário. Desta vez a comemoração do centenário de nascimento do desembargador Orlando Jansen, que foi contemporâneo de meu pai, do Quinto Constitucional, oriundo do Ministério Público e chegando aqui de forma serena, equilibrada e que fez história. O Tribunal de Justiça se irmana com essa homenagem”.

    De acordo com o presidente da Comissão de Memória e Cultura do Tribunal de Justiça, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, a homenagem ao desembargador Orlando Jansen é uma forma de reconhecimento pelo trabalho e serviços prestados. “Esses desembargadores fizeram tanto pelo Judiciário  do Estado da Paraíba. Além da homenagem ao próprio desembargador, que é estendida à família, ver que o próprio Tribunal reconhece depois de tantos anos a grandeza e a importância do magistrado”, comentou o desembargador Marcos Cavalcanti.

    “Considero de muita importância, especialmente porque é um resgate do Tribunal de Justiça, através da sua sempre atuante Comissão de Memória do Judiciário, a trajetória daqueles que ajudaram no destaque que o Tribunal de Justiça da Paraíba tem no cenário nacional. Como integrante da família, sentimo-nos honrados pela lembrança do nosso pai, que nos orientou e, inclusive, serviu de exemplo a uma prole que encampou toda a trajetória dele, com filho advogado, com filho do Ministério Público, com filho do Judiciário. Então, saiu literalmente deixando um filho em cada instituição que nos ensinou a amar e a trabalhar com fidelidade ao sentimento de justiça”, disse o juiz Euler Jansen.

    No currículo do desembargador Orlando Jansen constam também as funções de presidente e procurador do Tribunal Regional Eleitoral; membro do Conselho Superior do Ministério Público; Integrante do Conselho Penitenciário do Estado; corregedor da Magistratura; vice-presidente do Tribunal de Justiça, tendo exercido a Presidência por várias vezes, chegando à aposentadoria em 29 de novembro de 1994. 

    Por Kubitschek Pinheiro

     

  • Diretoria do Fórum Criminal reúne juízes e juízas para trocar experiências na área Penal

    Direção do Fórum Criminal promoveu encontro com magistrados
    Direção do Fórum Criminal promoveu encontro com magistrados


    A Direção do Fórum Criminal de João Pessoa promoveu um encontro com magistrados
    e magistradas que atuam na unidade, com o objetivo de trocar experiências e fortalecer os laços entre juízes e juízas que atuam no Direito Penal. O evento contou com a participação de quase toda magistratura criminal da maior Comarca do Estado. Entre os presentes estava o presidente da Comissão Permanente de Segurança do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Ricardo Vital de Almeida, e a juíza auxiliar da Presidência do TJPB, Maria Aparecida Sarmento Gadelha.

    De acordo com o diretor do Fórum Criminal da Capital, juiz Marcial Henrique Ferraz da Cruz, o encontro também teve o objetivo de dar boas-vindas as juízas Ana Christina Soares Penazzi Coelho, Virgínia Gaudêncio de Novais e Conceição de Lourdes Marsicano de Brito, que assumiram, recentemente, a 3a Vara Criminal, 4ª Vara Criminal e o 2º Juizado de Garantias, respectivamente. Na oportunidade, foi servido um café da manhã.

    “Também, tivemos a oportunidade de receber de volta o juiz Carlos Neves Coelho da Franca, que estava como juiz-corregedor, e a juíza Michelini Jatobá, que retorna de suas funções como juíza auxiliar da Presidência do Poder Judiciário estadual. Temos a ideia de realizar mais encontros como este, até a instalação da Sala dos Juízes”, adiantou Marcial Henrique.

    Participaram do encontro o desembargador Ricardo Vital e os juízes Adilson Fabrício, Ana Carolina Cantalice, Ana Penazzi, André Ricardo, Andréa Arcoverde, Antônio Maroja, Antônio Ribeiro Júnior, Maria Aparecida Gadelha, Carlos Neves, Conceição Marsicano, Gabriella Lyra, Giovanni Porto, Isaac Torres, Luiz Eduardo Cantalice, Michelini Jatobá, Rodrigo Marques e Salvador Vasconcelos.

    Por Fernando Patriota 

     

  • Tribunal de Justiça publica editais de vacância para remoção de magistrados

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, na edição do Diário da Justiça eletrônico desta segunda-feira (17), três editais de vacância para remoção de magistrados e magistradas. As vagas estão disponíveis para duas Varas da Comarca de Cajazeiras e uma Vara de Campina Grande, seguindo os critérios de merecimento e antiguidade.

    Os editais publicados são: edital de vacância nº 30/2025: 1ª Vara Mista da Comarca de Cajazeiras, de entrância final, para remoção por antiguidade; edital de vacância nº 31/2025: 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Campina Grande, de entrância final, para remoção por merecimento; e edital de vacância nº 32/2025: 2ª Vara Mista da Comarca de Cajazeiras, de entrância final, para remoção por antiguidade.

    Os interessados devem realizar suas inscrições no prazo de cinco dias contínuos, conforme o artigo 66 da Lei nº 9.784/99, a partir da data de publicação do edital. As inscrições devem ser feitas por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), com o devido encaminhamento do processo para a Gerência de Primeiro Grau.

    A publicação dos editais foi assinada pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    Por Lenilson Guedes
     

  • Morre primeira mulher a atuar como juíza no Poder Judiciário paraibano

    O Poder Judiciário do Estado da Paraíba lamenta profundamente a morte da juíza  Helena Alves de Souza, ocorrida na noite desta sexta-feira (14). Primeira mulher a assumir a magistratura no Judiciário paraibano, sua trajetória foi marcada pela competência, pela ética e pelo compromisso inabalável com a justiça.

    Aos 101 anos, deixa um legado de pioneirismo e dedicação, servindo de inspiração para gerações de magistrados e servidores. Sua atuação firme e serena contribuiu significativamente para o fortalecimento da Justiça na Paraíba.

    O presidente do Poder Judiciário, desembargador Fred Coutinho, esteve no velório e se solidarizou com familiares, destacando a inestimável contribuição da magistrada para a história da Justiça paraibana. “Neste momento de pesar, o Poder Judiciário do Estado da Paraíba expressa suas condolências e reafirma seu reconhecimento à trajetória exemplar de Helena Alves de Souza, que deixou um legado de pioneirismo e dedicação à justiça e à educação na Paraíba”, disse.

    A juíza Helena Alves de Souza estava internada no Hospital da Unimed desde a última quarta-feira (12) e morreu de causas naturais. O velório está ocorrendo na Casa Mortuária São João Batista.

    QUEM ERA HELENA ALVES DE SOUZA

    Helena Alves foi uma figura pioneira no Judiciário paraibano
    Helena Alves foi uma figura pioneira no Judiciário paraibano

    Helena Alves de Souza foi uma figura pioneira no Judiciário paraibano, destacando-se como a primeira mulher a assumir a função de magistrada no estado. Nascida em 19 de março de 1923, em Guarabira, Paraíba, mudou-se ainda criança para João Pessoa, onde sua família residiu no bairro do Roger. Filha de Luís Alves Guilherme de Souza, barbeiro e poeta, e Joana Alves do Nascimento, dona de casa, Helena sempre demonstrou determinação em sua trajetória.

    Após concluir o curso clássico no Lyceu Paraibano, ingressou na primeira turma da Faculdade de Direito da Paraíba, formando-se em 1956. Em 1957, tornou-se a primeira mulher aprovada em concurso público para o cargo de juíza no estado, iniciando sua carreira na comarca de Pilões. Posteriormente, foi transferida para Cabedelo, onde exerceu a magistratura por um período significativo.

    Além de sua atuação no Judiciário, Helena Alves de Souza teve uma contribuição relevante na área educacional. Em parceria com o então promotor Júlio Aurélio Moreira Coutinho, fundou o Colégio Estadual de Cabedelo, onde também lecionou português e exerceu a função de diretora.

    CASSADA PELA DITADURA MILITAR
    Em fevereiro de 1969, durante o regime militar, foi afastada de suas funções e aposentada compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Durante o período de afastamento, dedicou-se ao magistério, lecionando disciplinas como Organização Social e Política do Brasil e Moral e Cívica no Colégio Santa Júlia, em João Pessoa. Com a anistia, retornou ao Judiciário, sendo designada para a comarca de Piancó, mas optou por se aposentar pouco tempo depois. 

    Ao longo de sua vida, Helena Alves de Souza recebeu diversas homenagens. Em 2004, o Fórum Eleitoral de Cabedelo foi nomeado em sua honra. Em 2013, recebeu o título de cidadã cabedelense pelos relevantes serviços prestados ao município. Em 2023, ao completar 100 anos, foi novamente homenageada, sendo reconhecida como um marco na história do Poder Judiciário da Paraíba.

    A primeira juíza da Paraíba não teve filhos, mas deixa muitos sobrinhos, entre eles a jornalista Silvana Sorrentino; as professoras Rossana Lianza e Gianna Sorrentino; o servidor público Márcio Luis; a engenheira Alana Meira e o sobrinho-neto Fábio Lucas, servidor do Tribunal de Contas do Estado (TCE).