Categoria: TJPB

  • Esma abre inscrições para dois novos cursos: redes sociais e desapropriação de imóveis

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) anunciou mais dois cursos para este mês de março. As formações são intituladas ‘Instrumentos jurídicos para desapropriação de imóveis’ e ‘Prevenindo crises nas redes sociais – não puxe a trava da granada’. Os dois cursos serão presenciais e acontecerão na sede da instituição de ensino, em João Pessoa, no bairro do Altiplano Cabo Branco.

    As inscrições para o curso ‘Instrumentos jurídicos para desapropriação de imóveis, regularização fundiária, análise dominial, registro de imóveis e combate à grilagem’ podem ser feitas até o dia 19, através do link https://forms.gle/FVd1hEYekEszwPcd6. Serão oferecidas 50 vagas e as aulas ocorrerão nos dias 27 e 28 de março, das 8h às 18h. Os(as) tutores(as) são Cláudia Maria Dadico, Eloísa Dias Gonçalves, Joabson da SIlva Porto e Girolamo Treccani.

    Já o curso ‘Prevenindo crises nas redes sociais’ será realizado no dia 21 de março, das 8h às 12h, pelo gerente de Comunicação do TJPB, jornalista José Vieira Neto. As inscrições podem ser feitas até o dia 16, pelo Sistema de Gestão Acadêmica (Gead). Foram disponibilizadas 40 vagas, sendo 18 magistrados(as) da ativa, duas para magistrados(as) aposentados(as) e 20 vagas para servidores(as) do TJPB, prioritariamente os que ocupam cargos de gestão.

    Por Marcus Vinícius

  • Grupo de extermínio que atuava na região de Mamanguape será julgado em João Pessoa

    O 2º Tribunal do Júri de João Pessoa vai julgar nesta terça-feira (11) quatro réus pronunciados por matar duas pessoas e tentar contra a vida de mais duas vítimas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os réus José Barbosa da Silva Filho, Edilson Alvino dos Santos, Renato César da Silva Sousa e Daniel dos Santos Nunes faziam parte de um grupo de extermínio que atuava na Região do Vale do Mamanguape. 

    O julgamento será presidido pela juíza titular do 2º Tribunal do Júri, Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão, com início às 9h, no 5º andar do Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, Centro. Devido a gravidades dos crimes e a possível falta de segurança para o Corpo de Jurados, o Júri foi desaforado da Comarca de Mamanguape para João Pessoa. 

    De acordo com informações processuais, no dia 12 de maio de 2018, por volta das 23h, no bar do Alarianu, localizado no Sítio Facão, Zona Rural de Mamanguape, os réus mataram Welington da Luz dos Santos e Marciano França da Silva, com disparos de arma de fogo. Ainda conforme a denúncia, eles ainda tentaram matar Carlos Eduardo dos Santos Almeida, conhecido como ‘Galeguinho do Facão’, e José Bruno Alves da Silva.

    O processo ainda informa que os réus integravam um bando especializado em realizar serviços grosseiramente conhecidos como ‘limpeza social’, mais comumente conhecido como grupo de extermínio, promovendo a extinção de criminosos e menores infratores, bem como reavendo bens furtados ou tomados em assaltos, “funcionando como uma verdadeira milícia para militar”.

    Em sua decisão de pronúncia, a juíza afirma que restam comprovadas a materialidade do fato (existência do crime) e existem indícios suficientes de autoria nas pessoas dos acusados apontados na denúncia. “Por sua vez, quanto à qualificadora do homicídio consumado perpetrado por motivo torpe (artigo 121, parágrafo 2°, Inciso l do Código Penal), há indícios de que o crime foi perpetrado por motivo de vingança, haja vista as vítimas serem dadas a prática de crimes capazes de provocar considerável abalo à ordem pública na região do Vale do Mamanguape, mais precisamente nas cidades de Capim e Cuité de Mamanguape”, destaca parte da pronúncia.

    Por Fernando Patriota 

     

  • Comitê de Incentivo à Participação Feminina no Judiciário realiza primeira reunião do ano

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    O Comitê realizou reunião por videoconferência

    Na manhã desta segunda-feira (10), o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário Estadual realizou sua primeira reunião do ano. Presidido pela desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, o comitê reuniu magistradas e servidoras para discutir a continuidade dos trabalhos voltados à ampliação da participação feminina nos cargos de relevância do Judiciário paraibano.

    Durante o encontro, a desembargadora Fátima Maranhão abriu os trabalhos e solicitou que as participantes se apresentassem. Em seguida, foi realizada uma revisão das atividades desenvolvidas até o momento e debatidas propostas para fortalecer a presença das mulheres no âmbito judicial. A próxima reunião foi agendada para segunda-feira, dia 17, às 11h.

    O Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário da Paraíba foi criado em 2021, por meio do ATO DA PRESIDÊNCIA Nº 50/2021, DE 12 DE JULHO DE 2021,  para consecução dos fins da Resolução CNJ nº 255, de 04 de setembro de 2018, com o objetivo de acompanhar e fomentar a atuação das mulheres no sistema judicial, tanto magistradas quanto servidoras, inclusive em cargos de chefia e direção. A iniciativa busca garantir o avanço das ações voltadas para valorização, capacitação e efetivação dos direitos das profissionais do Judiciário paraibano, primando pela equidade de gênero entre homens e mulheres.

    Participaram da reunião as juízas Lessandra Nara Torres Silva, Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, Isabella Joseane Assunção, Audrey Kramy Araruna Gonçalves, Aylzia Fabiana Borges Carrilho, Isa Mônia Vanessa de Freitas Paiva e Carmen Helen Agra de Brito, além das servidoras Anna Carolina Aires Tenorio Machtoub, Sara Neves Guerra Andriola e Virgínia Carla Queiroga Urtiga Pereira.

    A desembargadora Maria de Fátima Maranhão ressaltou a importância do comitê para apoiar as mulheres no Judiciário e incentivar a busca por direitos e igualdade de oportunidades. “Sabemos que, apesar do discurso sobre identidade de gênero, na prática essa igualdade ainda não é uma realidade. Precisamos atuar para que as juízas e servidoras se sintam seguras para reivindicar seus direitos, sem timidez ou acomodação. Estamos aqui para ajudar, para abrir portas. Vamos acolher e trabalhar junto ao Tribunal de Justiça e sua direção para garantir que essas mulheres sejam valorizadas, capacitadas e acompanhadas, para que alcancemos a verdadeira igualdade entre homens e mulheres na vida profissional”, afirmou a desembargadora.

    Por Kubitschek Pinheiro
     

     

  • Presidente do TJPB participa da 1ª reunião de planejamento estratégico da gestão

    Desembargador Fred Coutinho participa da reunião
    Desembargador Fred Coutinho participa da reunião

    O Comitê de Gestão Estratégica do Tribunal de Justiça da Paraíba  realizou, nesta segunda-feira (10), a primeira Reunião de Análise da Estratégia (RAE), da atual gestão, com a finalidade de avaliar o andamento da estratégia definida pelo TJPB para o sexênio 2021-2026. O encontro contou com a participação dos presidente e vice-presidente do TJPB, desembargadores Fred Coutinho e João Batista Barbosa, respectivamente. 

    “Discutimos de forma muito franca, muito aberta, como deve ser a nossa estratégia e o que será realizado até 2026. É o amanhã e o hoje andando juntos. A Mesa Diretora ficou muito satisfeita ao ouvir os diretores e toda a composição do Comitê, em discutirmos a evolução de uma gestão”, enfatizou o desembargador-presidente.

    Vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa
    Vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa

    O vice-presidente do Judiciário paraibano, desembargador João Batista Barbosa, reconheceu a importância da reunião para o alinhamento das estratégias. “A gente percebe que a gestão está alinhada com os problemas que ela deve enfrentar. Os servidores estão muito animados. Isso é uma injeção de ânimo para todos nós. Quando a gente faz um plano e todos participam, a execução se torna muito mais fácil e muito mais competente”, destacou.

    Projetos estratégicos – Seis projetos estratégicos já devem ser iniciados neste semestre. Outros três terão andamento no segundo semestre, conforme detalhou o diretor de Governança e Gestão Estratégica, Bruno Emmanuel Medeiros de Oliveira. 

    “Nesse momento é onde a gente vai fazer um levantamento dos projetos estratégicos em execução e a serem iniciados pela atual gestão, bem como a apresentação dos indicadores. Já na atual gestão temos seis projetos a serem iniciados, e vamos trabalhar, a partir do próximo semestre, mais três projetos a cada semestre até o final da gestão”, explicou. 

    A Reunião de Análise da Estratégia contou, ainda, com a presença de diretores, juízes auxiliares da Presidência, e o desembargador José Ricardo Porto, que é presidente do Comitê Regional de Priorização do Primeiro Grau.

    O que é – O Planejamento Estratégico do TJPB reflete os desafios a serem trilhados no sexênio 2021 a 2026, perpassando na busca de uma gestão orçamentária capaz de assegurar recursos na área de infraestrutura física e tecnológica, bem como na gestão de pessoas para que se aperfeiçoe os processos internos por meio de uma eficiência operacional e atuação institucional.

    Tem a Missão de concretizar a justiça, por meio de uma prestação jurisdicional acessível, célere e efetiva, a Visão de Futuro  em alcançar o grau de excelência na prestação de seus serviços e ser reconhecido pela sociedade como uma instituição confiável, acessível e justa, na garantia do exercício pleno da cidadania e promoção da paz social e como Atributos Básicos de Valor: a celeridade; modernidade; acessibilidade; transparência; credibilidade; responsabilidade social e ambiental.

    Por Nice Almeida

     

  • TJPB faz descarte com remoção de duas toneladas de resíduos no Fórum Cível

    A iniciativa foi realizada em parceria com a Emlur
    A iniciativa foi realizada em parceria com a Emlur

    Em uma ação organizada pelo Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), aproximadamente duas toneladas de resíduos provenientes de obras foram descartadas do Fórum Cível da Comarca da Capital. A iniciativa foi realizada em parceria com a Empresa Municipal de Limpeza Urbana (EMLUR) e contou com o apoio de dois caminhões para transportar os materiais.

    A operação teve a finalidade de assegurar o descarte correto dos resíduos gerados por obras e reformas nas instalações do Fórum, promovendo a conservação ambiental e a melhoria da organização do espaço público.

    “Essa ação reforça o compromisso do Tribunal com a responsabilidade socioambiental, garantindo que os resíduos sejam descartados de forma adequada e em conformidade com as normas ambientais e resolução do Conselho Nacional de Justiça”, destacou a coordenadora do Núcleo de Gestão Socioambiental, Viviane Sousa.

    De acordo com o Núcleo, a parceria com a Emlur foi fundamental para a logística e eficiência da remoção. A ação integra um conjunto de medidas previstas no Plano de Logística Sustentável adotado pelo Tribunal de Justiça paraibano, que incluem a coleta seletiva, o reaproveitamento de materiais e a conscientização dos servidores sobre práticas ecologicamente responsáveis.

    Por Rayane Sá (estagiária)

     

  • Crime de stalking cresce e vítimas sofrem com medo, abalo emocional e restrição de liberdade

    Crime de stalking
    Crime de stalking

    Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que no ano passado houve 77.083 crimes de stalking no Brasil. Isso representa um acréscimo de 34,5%, em relação a 2023. Já na Paraíba, dados mais recentes da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social, mostram que em 2023 foram 1.069 denúncias de stalking, sendo 930 mulheres vítimas desse tipo de crime. O crime de stalking se caracteriza pela perseguição reiterada, que causa medo, perturbação emocional, restrição da liberdade ou invasão da privacidade da vítima.

    O crime pode ocorrer presencialmente ou de forma virtual, como no cyberstalking, em que o agressor monitora redes sociais, envia mensagens insistentes, ligações repetitivas ou até cria perfis falsos para continuar a perseguição.

    Em alguns casos os impactos psicológicos do stalking são tão graves, que as vítimas podem desenvolver ansiedade, síndrome do pânico, depressão e estresse pós-traumático, além de sentirem constante insegurança e medo de sair de casa. Muitas vezes, isso resulta em isolamento social e dificuldades emocionais prolongadas.

    De acordo com o juiz titular da 7ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa, Geraldo Emílio Porto, a diferença entre stalking e assédio está no contexto e na relação entre vítima e agressor. “O assédio sexual (artigo 216-A do Código Penal) exige um vínculo hierárquico e tem conotação sexual, sendo comum em ambientes de trabalho. Já o stalking não depende de hierarquia ou vínculo anterior, podendo ser praticado por qualquer pessoa e sem motivação sexual específica”, explicou o magistrado.

    “Exemplos comuns de stalking incluem ex-parceiros que monitoram redes sociais da vítima, aparecem em sua casa ou trabalho sem aviso, fazem ligações incessantes ou enviam mensagens constantemente. Há também casos de fãs obcecados que perseguem figuras públicas, vizinhos que assediam moradores e até colegas de trabalho que não aceitam rejeições”, exemplificou Geraldo Emílio Porto.

    A pena pela prática de stalking varia de seis meses a dois anos de reclusão e multa, podendo ser aumentada em 50%, se cometido contra mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência ou com uso de armas. Nesses casos, além da pena aumentada, podem ser concedidas medidas protetivas, como a proibição de contato e aproximação do agressor. 

    A diferença entre stalking e perseguição comum está na intensidade e no impacto sobre a vítima. A perseguição casual pode ser um comportamento inconveniente, mas não necessariamente criminoso. Já o stalking é reiterado e causa medo real, afetando a liberdade e a vida cotidiana da pessoa.

    Como denunciar – Para provar que está sofrendo stalking, a vítima deve reunir evidências, como mensagens, e-mails, prints de conversas, gravações de chamadas e registros de aparições inesperadas do agressor. Testemunhas também podem ajudar a reforçar a denúncia. O ideal é registrar um boletim de ocorrência, que pode levar à abertura de uma investigação e à aplicação de medidas judiciais de proteção. A criminalização do stalking representa um avanço na proteção da liberdade e privacidade das vítimas. Com a devida aplicação da lei, esse comportamento pode ser coibido, garantindo maior segurança para quem sofre com a perseguição persistente.

    Por Fernando Patriota

     

  • Comarca de Campina inicia a 29ª Semana pela Paz em Casa com 80 audiências agendadas

    Abertura da Semana da Justiça pela Paz em Casa
    Abertura da Semana da Justiça pela Paz em Casa

    Um evento solene marcou na manhã desta segunda-feira (10), na sede do Fórum Afonso Campos, na Comarca de Campina Grande, a abertura da 29ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa. Cerca de 80 audiências foram agendadas para a ocasião. Os trabalhos seguem até a sexta-feira (14).

    O objetivo da semana é ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006), concentrando esforços para agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero. O evento é promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio dos Tribunais de Justiça estaduais.

    O diretor do Fórum, juiz Ely Jorge Trindade, destacou ser uma honra para a Comarca de Campina Grande participar de mais uma edição do evento. O magistrado informou ainda que além do esforço concentrado para julgar processos relacionados à violência doméstica, há também a realização de serviços informativos e a divulgação de outras campanhas já adotadas pelo Tribunal de Justiça, a exemplo da ‘Mulheres Não Estamos Sozinhas’, e também a ‘Violência Contra Mulher, Vamos Meter a Colher’, tendo como finalidade a divulgação da cultura de paz e do combate à violência contra as mulheres. 

    O juiz Ely Jorge comentou ser a coordenadora das ações a titular da Vara de Violência Doméstica da Comarca de Campina, Rosimeire Ventura, que divide o acervo processual com a juíza auxiliar Flávia de Souza Baptista. “Há espaços também para prestação de serviços de atendimento às mulheres, campanha de vacinação e de cuidados pessoais e várias outras atividades que têm por objetivo contemplar a sociedade neste momento de reflexão, de transmissão de conhecimento e de conscientização pelo aprimoramento das relações sociais”, realçou o magistrado.

    Faz parte da programação a realização de serviços informativos
    Faz parte da programação a realização de serviços informativos

    A magistrada Rosimeire Ventura, reforçou a importância, não só da realização das audiências agendadas, mas também da mobilização da equipe para garantir o êxito dos trabalhos. “Além de impulsionar o andamento dos processos, também organizamos atividades de conscientização, com distribuição de cartilhas sobre a Lei Maria da Penha, bem como orientações prestadas para as mulheres que comparecem presencialmente”, enfatizou

    A juíza Rosimeire Ventura complementou ainda que outros serviços estão sendo oferecidos, como: vacinação, massagens e oficina de brigadeiros. “Esperamos que essas ações tragam cada vez mais acolhimento para as mulheres e visibilidade para o problema da violência doméstica”, salientou.

    Participaram do evento o secretário-Geral da OAB/PB Subseção Campina Grande,  Windson Pereira, que na ocasião representou a diretoria da Ordem, servidores e servidoras do Fórum Afonso Campos. 

    Iniciada no ano de 2015, a Semana da Justiça pela Paz acontece três vezes durante o ano: em março (em homenagem ao Dia Internacional da Mulher), em agosto (aniversário da Lei Maria da Penha) e em novembro (Semana Internacional de Combate à Violência de Gênero, promovida pela ONU).

    Por Lila Santos

     

  • Enfam inicia 1º Ciclo de Avaliação Institucional com a participação de juízas e juízes do TJPB

    Teve início nesta segunda-feira (10), e segue até o dia 31/03, o período para a realização do 1º Ciclo de Avaliação Institucional da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) de 2025. Participam da avaliação magistradas e magistrados que compõem o Poder Judiciário da Paraíba. O preenchimento dos dados pode ser efetuado por meio do link: https://forms.office.com/r/Xb7DP64kEb.

    O evento é promovido pela Comissão Própria de Avaliação (CPA), unidade autônoma e permanente, responsável pela condução do processo de autoavaliação da Enfam. A finalidade é estimular o debate e o planejamento de melhorias das atividades da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, na busca pela excelência na qualidade do ensino, da pesquisa e da difusão do conhecimento, segundo destacou o diretor-geral da Escola, ministro Benedito Gonçalves.

    Informações mais detalhadas poderão ser obtidas por meio da equipe da Secretaria de Gestão Administrativa, Orçamentária e Financeira, no e-mail sga@enfam.jus.br.

    Por Lila Santos

     

  • Enac 2025: começa nesta segunda-feira o prazo para realização do exame de heteroidentificação

    Enac 2025: começa nesta segunda-feira o prazo para realização do exame de heteroidentificação

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio de sua Comissão Permanente de Heteroidentificação, divulgou o Edital de Abertura nº 01/2025 da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), que disciplina o Exame Nacional dos Cartórios (Enac) 2025.1. O documento foi publicado na edição do Diário da Justiça eletrônico de quinta-feira (06). A Comissão, instituída através do Ato da Presidência nº 23/2025, é responsável pela emissão do comprovante de validação das pessoas autodeclaradas negras (pretas ou pardas). 

    Ao assinar o documento, o juiz Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes, presidente da Comissão, levou em consideração a necessidade de estabelecer critérios e calendário para os exames de heteroidentificação no Estado de domicílio de pessoa autodeclarada negra (preta ou parda), bem como as demais etapas de validação das autodeclarações, as quais deverão ser encaminhadas à Enfam, entre outras.

    Conforme a publicação, no período de 10 (segunda-feira) a 14 de março, as pessoas interessadas na avaliação de sua condição como pessoa negra (preta ou parda) deverão manifestar interesse, por meio de preenchimento de formulário, até as 16h do último dia de inscrição (horário de Brasília).

    O formulário deverá ser preenchido e encaminhado acompanhado, obrigatoriamente, da seguinte documentação através do link https://forms.gle/EUeyX3VcoWtnC6AQ6: três fotografias, uma frontal e duas de perfis direito e esquerdo (recentes, nítidas, coloridas, podendo serem feitas por aparelho celular, em ambiente com boa iluminação e com fundo branco, com cabelo solto, sem adereço e com destaque do rosto ao ombro); comprovante de domicílio da pessoa candidata no Estado da Paraíba; e indicação dos dados para contato da pessoa candidata (telefones fixo e celular e endereço de e-mail).

    O critério a ser utilizado na avaliação de heteroidentificação será étnico-racial, que tem por base exclusivamente as características fenotípicas das pessoas, como tom de pele, cabelos, nariz, boca, maçãs do rosto e maxilar, para aferição da condição declarada pela pessoa negra (preta ou parda), de acordo com as fotos anexadas ao formulário do requerimento.

    Somente será admitida a validação de autodeclaração da pessoa candidata que domicilie em algum dos municípios da Paraíba.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Patrulha Maria da Penha monitora mulheres com medidas protetivas em 150 cidades da Paraíba

    Patrulha Maria da Penha monitora mulheres com medidas protetivas em 150 cidades da Paraíba

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    Viatura da PM usada no projeto que monitora mulheres em risco

    O Programa Integrado ‘Patrulha Maria da Penha’ continua em processo de expansão e, agora, alcança a região polarizada pela Comarca de Patos, no Sertão paraibano, a 305 km de João Pessoa. No dia 7, em parceria com o Tribunal de Justiça da Paraíba, o governo estadual instalou a Patrulha naquele município. Com essa iniciativa, 150 cidades passaram a ser beneficiadas com o Programa, que tem como objetivo acolher e monitorar mulheres em situação de violência doméstica e familiar, especialmente as que solicitaram ou possuem Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) deferidas pela Justiça.

    Juíza Graziela Queiroga

    De acordo com a coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário estadual, juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, a Patrulha Maria da Penha é um dos equipamentos mais importantes e eficazes de segurança voltado às mulheres. “Hoje, podemos dizer que a cobertura da Patrulha vai de Cabedelo a Cajazeiras, sempre com um trabalho muito bem feito de articulação entre todos os órgãos da rede de proteção à mulher. Esse trabalho foi iniciado em 2019 e, atualmente, estamos presentes em todas as regiões do Estado”, comemora a magistrada.

    Esta matéria faz parte de uma série de reportagens produzida em parceria da Coordenadoria da Mulher e a Gerência de Comunicação do TJPB, que inclui vídeos, artes, textos e podcasts, com objetivo de buscar evidenciar o trabalho da Justiça e de toda a rede de proteção feminina em prol das mulheres. A ideia é divulgar serviços, conquistas e reconhecer o potencial feminino de forma mais ampla. Os conteúdos serão publicados no Instagram, no Portal e no YouTube do TJPB.

    Ainda segundo a juíza Graziela Queiroga, a Patrulha traz aos magistrados e magistradas do Poder Judiciário estadual que atuam na área de violência doméstica a segurança de que as medidas protetivas que são deferidas, efetivamente, passam a proteger essas mulheres. “Digo sempre que a medida protetiva é o coração da Lei Maria da Penha. Quando o sistema inclui uma mulher no Programa Integrado, por determinação da Justiça, essa decisão que vai proteger e acompanhar aquela vítima e fazer com que a decisão da Justiça seja respeitada”, disse Graziela Queiroga.

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    A juíza Graziela com a secretária Lídia Moura: parcerias

    Ao falar sobre a interiorização da Patrulha Maria da Penha, a secretária estadual da Mulher e Diversidade Humana, Lídia Moura, afirmou que a parceria com o Tribunal de Justiça está cada vez mais forte. “Esse trabalho conjunto entre os poderes é muito importante e tem demonstrado resultados práticos. Vamos sair de 130 para 150 municípios beneficiados com o Programa. Quando a Patrulha Maria da Penha chega a uma região, ela ajuda a qualificar a rede de proteção, uma vez que auxilia no processo de formação e qualificação de órgãos e pessoas de enfrentamento à violência doméstica”, comentou a secretária.

    Integram o Programa o Tribunal de Justiça da Paraíba, a Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana, Coordenação das Delegacias Especializadas de Mulheres, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, além de equipe multiprofissional, composta por assistentes sociais, advogadas, psicólogas e policiais militares, oferecendo triagens, acolhimentos, atendimento 24 horas, visitas e rondas de monitoramento para assegurar o cumprimento das medidas protetivas.

    Termo de Cooperação – Instituído pelo Decreto nº 39.343/2019, o Programa Integrado Patrulha Maria da Penha foi estabelecido por meio de um termo de cooperação técnica entre o Governo do Estado da Paraíba, em parceria com o Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário estadual.

    Por Fernando Patriota