Categoria: TJPB

  • Inclusão e acessibilidade no Judiciário são temas centrais de webinário com ministro do STJ

    -

    Na manhã desta sexta-feira (28), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sérgio Kukina, participou do webinário ‘Políticas de Inclusão e Acessibilidade no Judiciário’. O evento, promovido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), buscou discutir os impactos do estresse na saúde mental e na produtividade, além de apresentar estratégias para identificar gatilhos, fortalecer a resiliência e manter o equilíbrio emocional, contribuindo para a preservação do desempenho profissional.

    A temática contou também com a participação das debatedoras: a juíza do Tribunal de Justiça da Paraíba, Israela Cláudia Pontes, especialista em Direito Civil e cofundadora do Instituto Primeiro Olhar, e Suzi Belarmino, integrante da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJPB. A mediação foi conduzida pela servidora da Esma, Flávia Grazielle Rebouças Teixeira de Carvalho.

    O diretor da Esma-PB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, ao saudar os(as) palestrantes, destacou a satisfação em participar do webinário, cujo tema, voltado às políticas de inclusão e acessibilidade no Judiciário, considera de grande relevância. “Sabemos da preocupação do Conselho Nacional de Justiça, e temos dedicado um olhar especial à formação continuada dos juízes nessas questões sociais, que são de extrema importância”, afirmou.

    O ministro Sérgio Kukina, presidente do Comitê Gestor de Acessibilidade e Inclusão do STJ, destacou que esse webinário é de extrema importância, pois aborda uma temática fundamental: as políticas de inclusão e acessibilidade no Judiciário. Segundo o ministro, falar de políticas é falar de soluções, soluções factíveis e inteligentes, capazes de viabilizar cada vez mais a efetivação de direitos elementares e básicos para as pessoas com deficiência.

    Kukina ressaltou que essas políticas devem atuar tanto no âmbito interno do Poder Judiciário, beneficiando aqueles que trabalham na instituição, quanto na criação de mecanismos que facilitem a interação do público externo com deficiência com o Judiciário. “Esse é o propósito das políticas no âmbito judicial voltadas às pessoas com deficiência”, enfatizou.

    Em outro ponto, o ministro também destacou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem grande preocupação com o tema, por ser o órgão central responsável pela formulação de políticas públicas nas diversas áreas de interesse do Poder Judiciário. “E não poderia ser diferente em relação às pessoas com deficiência”, afirmou.

    A juíza Israela Pontes iniciou sua participação sugerindo que o Tribunal de Justiça da Paraíba adote também uma política institucional de acessibilidade e inclusão. “Trata-se de um documento extremamente importante, pois permanece para as próximas gestões e gerações futuras. A gente precisa desses normativos”.

    Ela, que é mãe de uma criança com síndrome de Down, afirmou que essa experiência transformou completamente sua visão sobre as questões humanas, não apenas no que diz respeito à deficiência, mas também no modo de perceber a sensibilidade, os desafios e as realidades de cada pessoa.

    Em seguida, Suzy Belarmino ressaltou que a temática da inclusão e da acessibilidade no Judiciário é extremamente relevante e merece atenção especial. Durante sua fala, ela provocou uma reflexão entre os participantes ao questionar por que ainda existe tanto preconceito, medo e pré-julgamento em relação às pessoas com deficiência, sem qualquer convivência prévia. “Esse comportamento é expressão do capacitismo estrutural, enraizado tanto nas pessoas quanto nas instituições”.

    Ela destacou que, embora barreiras arquitetônicas sejam um desafio, as barreiras atitudinais são ainda mais prejudiciais. “Se não existissem as barreiras atitudinais, provavelmente as arquitetônicas já estariam bem menores”, afirmou. Para Suzy, esse capacitismo e essa discriminação têm origem em fatores culturais e na evolução histórica da forma como as pessoas com deficiência foram tratadas ao longo do tempo.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Lançamento do livro “A Voz Cadáver” encerra Semana da Justiça Pela Paz em Casa na Paraíba

    Foto da mesa dos trabalhos do evento, com a juíza Graziela
    Juíza Graziela Queiroga conduziu o encerramento do evento

    As últimas frases dramáticas de dezessete mulheres, antes de se tornarem vítimas e estatísticas do feminicídio, compuseram o livro “A Voz Cadáver”, de autoria da professora e pesquisadora Patrícia Rosas. 

    O lançamento da obra marcou o encerramento da Semana da Justiça Pela Paz em Casa, esforço concentrado promovido pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e órgãos parceiros, para impulsionar os julgamentos de processos com a temática da violência de gênero, dando visibilidade e efetividade à Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), além da realização de ações de acolhimento e conscientização.

    A solenidade aconteceu, nesta sexta-feira (28), no auditório do Fórum Criminal da Capital e teve a participação de representantes do Judiciário paraibano, Associação dos Magistrados da Paraíba, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública do Estado, Ordem do Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB), Secretaria Estadual das Mulheres e da Diversidade Humana, Programa Antes que Aconteça, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para as Mulheres de João Pessoa e Ronda Maria da Penha. 

    Na abertura, todas as autoridades que compuseram a Mesa de Honra, foram unânimes em destacar a importância da atuação conjunta de rede no enfrentamento e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, com um olhar especial, principalmente, no período da realização da Semana da Justiça pela Paz em Casa e a necessidade de mais acolher, conscientizar sobre o ciclo da violência e proteger as vítimas. 

    Cada representante falou da realidade drástica e comovente, demonstrada pelos números alarmantes da violência contra as mulheres, a exemplo da coordenadora do “Antes que Aconteça”, Camila Mariz, inciativa com a finalidade de despertar e acolher as mulheres, tendo relatado a ocorrência de mais de 700 atendimentos, em seis meses de funcionamento do programa.

    A coordenadora da Mulher em Situação de Violência do TJPB, juíza Graziela Queiroga, agradeceu aos parceiros do TJ na iniciativa e destacou o acolhimento e o enfrentamento como elementos essenciais no combate à violência de gênero. A magistrada também enfatizou o significado simbólico de encerrar a última edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa na sede do Fórum Criminal, espaço onde são realizados júris de feminicídio e onde inúmeras vítimas têm seus sofrimentos relatados em processos judiciais contra seus algozes, espaço de reflexão, reforçando a relevância de se destacar a crescente onda de violência doméstica com o registro da ocorrência de 31 feminicídios na Paraíba.

    “Encerramos mais uma Semana da Justiça pela Paz em Casa, ocasião em que foi um evento intenso, marcado por muitos julgamentos, ações e serviços voltados para mulheres vítimas de violência.  E hoje aqui no Fórum Criminal, dentro dessa sala, no Tribunal do Júri, emblemático, nós escolhemos fazer justamente esse chamado maior e esse olhar para aquelas mulheres vítimas de feminicídio, tentados ou consumados e juntos, unidos, estamos atuando para evitar esse câncer social que é a violência de gênero”, evidenciou.

    Justiça pela Paz em Casa

    A obra – Professora há 22 anos, além de escritora e pós-doutora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Patrícia Rosas, que viveu parte de sua infância em um lixão, na cidade de Campina Grande, explicou que o livro de narrativas de feminicídio, “A Voz Cadáver”, integra a Coletânea Quarto de Mulher, composto por mais dois livros: “Partência”, como parte e existência, pertencimento e transcendência e “Crua”, que trata sobre a mulher ideal, não perfeita, mas crua!

    “A Voz Cadáver é um livro que venho construindo desde 2021, que reúne falas de mulheres vítimas de feminicídio no Brasil nos últimos anos. Essas mulheres muito mais que falaram, elas deixaram protocolos de socorro. São falas que representam mulheres trans, negras, e mulheres que foram assassinadas em casa e nas ruas, para que possamos escutar essas vítimas, mesmo que de forma póstuma, possamos passar a escutar as que estão vivas e evitar novos crimes”, realçou.

    Esforço concentrado – Durante toda a semana (25 a 28/11), que teve abertura na Comarca de Sousa, no sertão da Paraíba, a realização da Semana da Justiça pela Paz aconteceu com a realização mais de 800 audiências previstas, envolvendo o trabalho de magistrados (22 designados adicionais), além dos três titulares, 15 promotores e defensores públicos, além da realização de   júris populares envolvendo casos de feminicídio.

    Fora a ação conjunta no impulsionamento dos processo judiciais, a Semana também foi marcada pela inauguração do Projeto ‘Virando a Página’, convênio entre o TJPB e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), destinado à remição de pena por meio da leitura, atendimento especial às vítimas junto com parcerias institucionais e a realização da palestra “Caminhos para o Bem-Estar Emocional”. 

     

    Por Lila Santos
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Projeto Caminhos para o Bem-Estar Emocional encerra ciclo de atendimentos de 2025

    GVID_Caminhos-bem-estar-social_em_cajazeiras_27_11_2025_2.jpeg

    Foto da equipe que atuou em Cajazeiras

    Equipe comemora encerramento da atividade em Cajazeiras

    Magistrados (as) e servidores (ras) da Comarca de Cajazeiras participaram, nesta quarta-feira (26), do “Caminhos para o Bem-Estar Emocional”. Com esta ação, o projeto encerra o ciclo de atividades executadas em 2025. 

    A iniciativa é fruto de ação conjunta entre a Diretoria de Gestão de Pessoas (Digep), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Gerência de Qualidade de Vida (Gevid), em parceria com a Associação das Esposas de Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp).
       
    O foco é a promoção da saúde e a valorização dos(as) profissionais que atuam nas unidades judiciárias paraibanas, com a realização de atendimentos feitos pela equipe multidisciplinar da Gevid e palestras educativas sobre temas relacionados ao bem-estar físico e emocional. 

    As ações estão alinhadas aos propósitos do Projeto ‘Gestão em Movimento’ e às diretrizes da Resolução nº 207/2015, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a Política de Atenção Integral à Saúde no Poder Judiciário.

    “O projeto Caminhos para o Bem-Estar Emocional surgiu como uma iniciativa essencial para promover reflexões e ações práticas sobre saúde emocional, por meio de palestras, rodas de conversa e oficinas práticas”, comentou a gerente de Qualidade de Vida do TJPB, Valéria Beltrão.

    São ofertados serviços de enfermagem, com aferição da pressão arterial, batimentos cardíacos, testes de glicemia, acompanhamentos e orientações de saúde; atendimentos de fisioterapia, com especialistas em acupuntura, auriculoterapia, liberação miofascial, aplicações de tapes, orientações ergonômicas, musicoterapia e aromaterapia, além de atendimentos de assistência social, com informações e orientações sobre processos da junta médica.

    Eficiência – Desde que a programação das atividades foi iniciada, em setembro/2025, por meio de visitas às comarcas espalhadas pelo estado, o projeto Caminhos para o Bem-Estar Emocional já efetuou 381 atendimentos, envolvendo magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário paraibano. A ação contou também com a participação de 297 pessoas, segundo levantamento da Gevid.

    Por Lila Santos

     

  • Fórum de Mulheres Juristas debate invisibilidade feminina no sistema de Justiça

    -
    O Fórum Nacional de Mulheres Juristas aconteceu em Brasília

    O Superior Tribunal Militar (STM) abriu um novo espaço de escuta e protagonismo feminino ao reunir em Brasília, nesta quinta-feira (27), magistrados de todo país no I Fórum Nacional de Mulheres Juristas, que nasceu com a ideia de provocar, em nível nacional, um diálogo público sobre a presença e participação das mulheres nas estruturas de poder e nos postos de decisão do sistema de justiça.

    Idealizado pelo Comitê Pró-Equidade e de Políticas Antidiscriminatórias do STM, sob a coordenação da autora do projeto, a juíza auxiliar da Presidência do STM, Amini Haddad, o encontro reuniu não apenas magistrados (as), mas também acadêmicos (as), advogados(as) e representantes de coletivos femininos, como o que implementa medidas para maior participação das mulheres na política.

    -
    Integrandes do Comitê do TJPB

    O Tribunal de Justiça da Paraíba se fez presente por meio da juíza, coordenadora do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, Isa Mônia Vanessa de Freitas Paiva Maciel, e da assessora do Comitê, Sara Neves Guerra Andriola. 

    Ao abrir o encontro, Amini Haddad defendeu a urgência de ampliar a visibilidade e o reconhecimento das mulheres nos espaços de poder: “Este Fórum é um convite para que possamos não apenas identificar as problemáticas, mas também propor soluções inovadoras e efetivas”.

    A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, reforçou que a iniciativa rompe com a lógica histórica de invisibilidade do feminino no sistema de justiça. Apresentou um conjunto de metas e diretrizes consideradas essenciais para reverter esse cenário histórico, entre elas, cotas transitórias para acelerar a paridade, além de formação obrigatória com perspectivas de gênero em todas as instâncias do Judiciário.

    Maria Elizabeth reconheceu que esse movimento exige coragem institucional: “A ausência das mulheres não é um problema das mulheres, mas da sociedade. A equidade não é um ornamento; é um imperativo civilizatório”.

    A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Marluce Caldas Bezerra, fez um discurso emocionado, destacando a coragem e inspiração que recebeu da presidente do STM: “Eu quase desisti. Em determinado momento, quando ouvi a presidente Maria Elizabeth falando sobre a importância das mulheres, pensei muito nas mulheres que eu conheci, que me inspiraram, que estavam comigo no início da carreira no Ministério Público, e continuei”.

    Presente na abertura do evento, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Phillippe Vieira de Mello Filho, afirmou  que o Fórum é mais uma iniciativa para evitar que as desigualdades de gênero continuem silenciadas.

    Ele lembrou que o TST possui um Comitê da Participação Feminina e relatou sua atuação na construção da Resolução 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina alternância de gênero nas promoções por merecimento nos tribunais. E citou avanços concretos, como o envio de listas exclusivamente femininas para cargos no TST: “Não se trata de cumprimento simbólico, mas de reconhecimento de magistradas altamente qualificadas”.

    No primeiro bloco de debates do Fórum, dedicados ao tema Constituição e aos poderes do Estado, as participantes discutiram o impacto da ausência feminina na formulação das políticas públicas e na distribuição do orçamento. A jurista Patrícia Rosseti, uma das palestrantes, destacou que a baixa representação de mulheres nos espaços de decisão compromete a definição das prioridades nacionais: “A pauta feminina ainda depende de emendas parlamentares para conseguir ser implementada”.

    O segundo bloco trouxe análises sobre a necessidade de protocolos judiciais equitativos e da promoção da igualdade também no ambiente do direito empresarial. A jurista Milena Fachin abordou o funcionamento das Cortes Internacionais de Direitos Humanos e a importância de interpretar a jurisprudência sob o enfoque de gênero. Ela parabenizou a trajetória da presidente do STM e ressaltou que “quando mulheres se unem para falar de justiça o direito se move”.

    Ao falar sobre gênero e o processo eleitoral, a ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lôbo, aplaudiu a iniciativa do Comitê do STM e abordou em sua palestra sobre a lei 14.192 (2021), que estabelece normas para prevenir e combater a violência política contra as mulheres. “Toda violência contra a mulher é política. O Brasil não carece de lei para enfrentar essas várias dimensões da violência contra a mulher. O que o Brasil carece é de compreender que está atrasado no encontro marcado para uma vida boa para a maioria do seu povo”, afirmou.

    A advogada Daniela Líbório, ao abordar a questão da misoginia e a baixa representatividade feminina na política brasileira, lançou a reflexão sobre a questão do machismo estrutural, visível, por exemplo, dentro dos partidos políticos.

    Gecom com informação do STM
     

  • Socioeducativo: Comarca de Guarabira conclui inspeções nos Creas

    -
    Inspeção no Creas, em Guarabira

    A Comarca de Guarabira realizou inspeções judiciais nos serviços responsáveis pela execução das medidas socioeducativas em meio aberto vinculados à unidade judicial. As atividades, neste mês, foram conduzidas pela juíza Andressa Torquato Silva, da 2ª Vara Mista, com o apoio do Núcleo de Apoio das Equipes Multidisciplinares (Napem), composto por profissionais de Serviço Social e Psicologia.

    -
    Creas Araçagi

    O cronograma contemplou cinco inspeções nas unidades que executam medidas socioeducativas em meio aberto nos municípios de Guarabira, Pirpirituba, Cuitegi, Pilõezinhos, Duas Estradas, Sertãozinho, Araçagi e Serra da Raiz. Os serviços destinados à Comarca de Guarabira e seus termos são ofertados pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) de Guarabira, Pirpirituba e pelos regionais de Cacimba de Dentro, Araçagi e Alagoinha. O Creas de Pilões não passou por inspeção, nesse momento, por estar em processo de reestruturação.

    -
    Creas Cacimba de Dentro

    Para a juíza Andressa Torquato, a presença do(a) magistrado(a) durante as inspeções reforça a relevância dessas ações e permite que as equipes dos Creas compreendam o valor social do serviço, além de possibilitar a identificação de obstáculos que impactam sua execução. “Identificar essas faltas é a única maneira de avançarmos na efetivação da proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente “, disse.

    -
    Creas Alagoinha

    -
    Creas Pirpirituba

    Ainda segundo a magistrada, é importante que todo o sistema de garantia de direitos possa enxergar essa medida como um processo socioeducativo capaz de reposicionar o adolescente em um projeto de vida inclusivo e emancipatório, e não como uma medida punitiva e limitante. “Nesse caso, a execução deve privilegiar o desenvolvimento integral do adolescente, o acompanhamento da família com a articulação de políticas públicas que promovam o acesso a direitos, a escolarização e a qualificação profissional, de modo a promover sua responsabilização pelos atos cometidos, mas também oportunizar a construção de novas possibilidades para esse adolescente, tudo isso é enfatizado na inspeção”, ressaltou a juíza Andressa Torquato.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Audiências de custódia dos dias 29 e 30 de novembro serão realizadas no Fórum de Mangabeira

    Foto do Fórum de Mangaberia
    Prédio sede do Fórum Regional de Mangaberia

    A Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em caráter excepcional, alterou o local de realização das audiências de custódia da Comarca da Capital, nos dias 29 e 30 de novembro de 2025, que ocorrerão, provisoriamente, nas dependências do Fórum Regional de Mangabeira.

    A alteração ocorreu por meio do Ato da Presidência nº 151/2025, publicado no Diário da Justiça eletrônico, desta sexta-feira (28), que atende a solicitação da Direção do Fórum Criminal da Capital, tendo em vista que nos dias 29 e 30 haverá um desligamento programado de energia elétrica no local. 

    Ao editar o documento, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, atendeu solicitação do diretor do Fórum Criminal “Ministro Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello”, da Comarca da Capital, juiz Marcial Henrique Ferraz da Cruz. A finalidade é garantir a continuidade do serviço jurisdicional e evitar prejuízos às partes e às autoridades envolvidas.

    O magistrado, por meio de ofício enviado à Presidência do Tribunal de Justiça, justificou a necessidade da indicação de um local para a realização das audiências de custódia, comunicando o desligamento do fornecimento de energia elétrica na unidade judiciária, nos dias 29 e 30/11, no horário das 07h às 17h. O ato afeta diretamente o funcionamento dos sistemas essenciais à prática dos atos processuais no Fórum Criminal da Capital.

    Por Lila Santos

     

  • GMF-PB participa de encontros voltados ao Sistema Carcerário e ao Plano Nacional Pena Justa 

    Encontro_GMFs_Brasilia_Des_Carlos_beltrao_28_11_2025_1.jpeg

    Foto dos magistrados do TJPB em evento em Brasília

    Magistrados do GMF-PB durante evento em Brasília

    Integrantes do GMF PB participaram, entre os dias 25 e 27 de novembro, em Brasília, do 4º Encontro Nacional dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMFs) e do 2º Encontro de Alta Gestão do Plano Nacional Pena Justa, ambos promovidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O primeiro dia dos eventos foi dedicado à apresentação das iniciativas prioritárias da gestão 2025–2027 do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente nas áreas penal, socioeducativa e de direitos humanos. As ações foram estruturadas em eixos integrados, com ênfase no fortalecimento dos GMFs e na articulação necessária para a implementação coordenada de políticas públicas.

    No eixo penal, foram apresentadas cinco frentes estratégicas: (1) Reforma e melhorias de habitabilidade nas unidades prisionais; (2) Cultura e educação como ferramentas de transformação; (3) Governança, controle e transparência; (4) Ampliação de oportunidades de emprego e qualificação profissional; e (5) Consolidação da Central de Regulação de Vagas. O diagnóstico apresentado pelo CNJ apontou desafios persistentes, como a taxa de ocupação superior a 150% e a inexistência de alvarás e licenças sanitárias em grande parte das unidades no Brasil.

    No âmbito socioeducativo, o destaque foi a Plataforma Socioeducativa (PSE), em processo de nacionalização, além das ações do LAB Justiça Juvenil, ferramenta estruturante voltada ao uso de dados para o planejamento de políticas. Também foram discutidos os avanços do painel Business Intelligence da Central de Vagas e a qualificação das 25 centrais do sistema socioeducativo implantadas no país.

    Durante o encontro, o CNJ apresentou ainda o 4º Levantamento Nacional dos GMFs, estudo que demonstrou a ampliação das equipes, o aumento da capacidade técnica e a consolidação da participação dos GMFs nos comitês estaduais vinculados ao Plano Pena Justa.

    Encontro_GMFs_Brasilia_Des_Carlos_beltrao_28_11_2025_2.jpeg

    Encontro dos GMFs realizado na Capital Federal

    Comitiva do TJPB – A comitiva do TJPB foi composta pelo desembargador Carlos Martins Beltrão, supervisor do GMF-PB; pela juíza auxiliar da presidência do TJPB, Maria Aparecida Gadelha, coordenadora do sistema penal; pela juíza Antonieta Maroja, coordenadora do socioeducativo; além do desembargador corregedor Leandro dos Santos; do juiz corregedor Gustavo Pessoa; e do Juiz de execução penal e membro do gmf Carlos Neves.

    Alta Gestão – Os integrantes do GMF-PB participaram, também, no dia 27, do 2º Encontro de Alta Gestão, que reuniu autoridades para definição e alinhamento das diretrizes orçamentárias do Plano Pena Justa. O diálogo considerou as metas nacionais, a organização administrativa e as demandas estruturais para a execução contínua do plano estadual.

    Para o desembargador Carlos Martins Beltrão, “o encontro reforçou o compromisso institucional do TJPB com a modernização da política penal e com a implementação de práticas humanizadas e eficientes”. A juíza Maria Aparecida Gadelha destacou que “o alinhamento nacional fortalece as entregas e garante maior coerência entre diagnóstico, planejamento e execução”.

     

    Gecom-TJPB

  • Servidores podem se inscrever até domingo no Curso de SEEU em Guarabira

    -

    Domingo (30) é o último dia para se inscrever no curso ‘Noções Fundamentais de Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) e Execução Penal – Turma 03 – Guarabira’. A capacitação, presencial, acontecerá no dia 3 de dezembro (quarta-feira), das 8h às 17h, no Fórum ‘Dr. Augusto Almeida’, na Comarca de Guarabira.

    Para participar, os(as) servidores(as) do Poder Judiciário estadual que atuam em unidades com competência em Execução Penal devem realizar a inscrição por meio do link: https://forms.gle/kJQrMdodReDD6VTo9.

    A formação será ministrada pelo analista jurídico Alisson de Sá Ponce Leon, que apresentará conteúdos introdutórios sobre Execução Penal, sua aplicação no SEEU e o uso do sistema no cotidiano de trabalho.

    No dia 23 de outubro, o curso foi realizado em Campina Grande, e no dia 19 deste mês, a capacitação sobre Noções Fundamentais de SEEU ocorreu em João Pessoa.

    Por Marcus Vinícius

    Foto: Ednaldo Araújo

     

  • Jovens do Creas III participam de atividade de dança pelo Trilha Renovar

    Foto da equipe do projeto Trilha
    Equipe que promoveu a oficina dirigida aos jovens do Creas III

    Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em meio aberto, acompanhados na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas III), em Campina Grande, vivenciaram uma experiência cultural diferente na manhã desta quinta-feira (27). Eles participaram de uma oficina de dança com foco no ritmo Hip Hop.

    A atividade integra mais uma etapa da trilha cultural do projeto Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida,  idealizado pelos Laboratórios de Inovação e Núcleos de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

    A oficina foi conduzida pelo professor Jardel Melo, pesquisador em Danças Urbanas e Dança Contemporânea, dançarino e coreógrafo, com larga experiência na temática. Ele integra o projeto Arte e Cultura nas Periferias, da Casa Pequeno Davi, um dos parceiros do TJPB nesta ação. 

    A coordenadora de Inovação do TJPB, Tatyanna Nadabia de Souza, explicou ser a segunda etapa do projeto, envolvendo a seara cultural e os adolescentes. Segundo enfatizou, a oficina foi conduzida de forma leve, acolhedora e respeitosa, permitindo que os jovens se expressassem e se soltassem, de forma que o facilitador, professor Jardel, criou um ambiente de confiança através da escuta e do diálogo. 

    Foto do pessoal em oficina de descontração
    Experiência cultural fez parte da progamação da oficina

    Além disso, a participação dos adolescentes, da equipe do projeto e do Creas foi marcada por descontração e troca genuína, reforçando o impacto positivo que a expressão artística pode gerar na autoestima, no pertencimento e no olhar para novas possibilidades, como reforçou Tatyanna de Souza. 

    “A experiência reforçou a importância do projeto em oferecer um espaço seguro para expressão, ampliar horizontes e fortalecer as trajetórias dos adolescentes. O projeto visa abordar a sustentabilidade de forma holística, incluindo aspectos culturais, sociais, econômicos e ambientais, apoiando os jovens de maneira humana e transformadora”, ressaltou a coordenadora.

    Tatyanna de Souza informou, ainda, que a outra fase de ação do projeto será a “Trilha Social”, que contará com a participação do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nejure), do TJPB. Nessa próxima etapa, os adolescentes vão participar de rodas de conversa, de atividades como o Ciclo de Paz, com a finalidade de promover o diálogo, o respeito, a escuta entre todos eles. 

    “A ideia é que se crie um espaço seguro, onde eles possam falar um pouco sobre suas experiências, refletir sobre os caminhos que desejam seguir e os sonhos que pretendem realizar, além de desenvolverem habilidades que sejam importantes para a ressocialização”, realçou Tatyanna Souza.

    Social – O Trilha Renovar dá cumprimento à Meta 9 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2025, que prevê o desenvolvimento de projetos relacionados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), com participação de laboratórios de inovação de diferentes instituições públicas, com o foco na geração de benefícios à sociedade.

    Por Lila Santos
     

  • PBPREV prorroga Censo Previdenciário da Paraíba até março de 2026

    -

    A Paraíba Previdência (PBPREV) informa que o prazo para realização do Censo Previdenciário Paraíba , foi prorrogado, garantindo mais tempo para que todos os segurados participem do processo.

    Inicialmente previsto para encerrar em 28 de novembro de 2025, o censo agora seguirá até março de 2026, assegurando maior abrangência, atualização cadastral e segurança das informações do Regime Próprio de Previdência Social do Estado.
    A ampliação do prazo foi motivada pelo elevado número de segurados que ainda não conseguiram realizar o recadastramento, seja por dificuldades logísticas, pela apresentação de documentação incompleta ou pela alta demanda nos polos.

    A PBPREV reforça que muitos atendimentos têm sido inviabilizados justamente pela falta de documentos exigidos, o que obriga o reagendamento e gera atrasos no procedimento.

    Novos prazos e locais de atendimento

    * Guarabira, Itaporanga e Catolé do Rocha: até 9 de janeiro de 2026
    * João Pessoa , Campina Grande, Patos e Cajazeiras: até 6 de março de 2026
     
    Para efetuar o agendamento, os interessados devem acessar o endereço eletrônico: https://nuvem.agendacenso.com.br/paraiba

    A participação é obrigatória para servidores ativos, aposentados e pensionistas. Quem não realizar o censo dentro do período prorrogado terá o pagamento bloqueado a partir do final de março de 2026, conforme previsão legal.

    O Censo Previdenciário é realizado exclusivamente de forma presencial, conforme determina o Decreto nº 46.472/2025, mediante agendamento prévio pelo site oficial. O sistema permite que o segurado escolha data, local e horário do atendimento, garantindo organização, conforto e evitando filas. Os documentos podem ser apresentados em versão original ou cópias legíveis, já que todo o material é digitalizado e devolvido imediatamente ao recenseado.

    A PBPREV informa, ainda, no início de dezembro, será publicado um ato normativo específico, regulamentando os procedimentos para segurados que residem fora do Estado ou que estejam recolhidos ao sistema prisional, garantindo a participação segura e regular desses grupos.

    Dúvidas ou outras informações podem ser esclarecidas por meio do telefone 0800 800 3400 ou pelo e-mail censo.ouvidoria@agendaassessoria.com.br