Categoria: TJPB

  • Julgamento com perspectiva racial é tema do evento sobre reconhecimento da cultura afro-brasileira

    Foto do desembargador João Benedito em evento na oAB
    Des. João Benedito destacou a luta pela equidade racial

    O Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é um dos principais temas debatidos dentro da programação das oficinas que compõem o evento ‘Cultura Afro-Brasileira – Direito ao reconhecimento, à proteção e à educação’. A iniciativa faz parte das atividades voltadas à Semana Nacional da Consciência Negra e é promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB/PB), Escola Superior da Magistratura (Esma), Ministério Público do Trabalho (TRT-13) e Defensoria Pública do Estado.

    O evento, aberto na manhã desta terça-feira (18), terá seguimento na tarde de hoje no auditório da OAB/PB, no Centro de João Pessoa. Os inscritos para o evento também participam das oficinas ‘Os Cultura Afro Brasileira – Direito ao Reconhecimento, à Proteção e à Educação’, ‘Religiões de Matriz Africana’ e ‘A Aplicabilidade da Lei de Injúria Racial (Lei nº 14.532/2023)’.

    Para o coordenador do Comitê Permanente de Promoção e Equidade Racial do TJPB, desembargador, João Bendito da Silva, lembrou que o Dia da Consciência Negra será comemorado nesta quinta-feira (20) e data é um março na luta pela equidade racial e o Protocolo lançado pelo CNJ orienta o Poder Judiciário na condução de processos e decisões considerando os impactos do racismo estrutural e suas interseccionalidades, como questões de gênero.

    Conseguimos reunir, neste evento, várias autoridades de diferentes instituições e pessoas afro cultural. Podemos considerar essa ação como um dos primeiros passos no bojo de muitas missões necessárias voltadas à nossa cultura. O Dia da Consciência Negra é uma mensagem de luta e de empenho. O povo negro luta por mais espaço de fala e de reconhecimento”, comentou João Benedito da Silva.

    Foto do juiz Max Nunes
    O juiz Max Nunes, do TJPB

    O integrante do Comitê Permanente de Promoção e Equidade Racial do Tribunal, juiz Max Nunes, também participou do evento e falou a respeito da iniciativa e sobre o Protocolo. “Esse documento permite enxergar o conflito e entender que o racismo existe na sociedade brasileira e, a partir dessa percepção do fenômeno de raça, poder interpretar melhor e conhecer a realidade da sociedade brasileira e dos processos que serão julgados. Certamente, estamos diante de um avanço”, disse o magistrado.

    Foto de Jéssica Araújo
    Jéssica Araújo de Souza

    Para a presidente da Comissão de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial da OAB/PB e integrante dos movimentos da Negritude Unificada, Jéssica Araújo De Souza, consciência negra deve ser pautada todos os dias e não só no mês de novembro.

    “A sociedade que não sabe a verdadeira história, ela é reprodutora de perseguições e falas racistas. O Poder Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil estão comprometidos em colocar em prática o Protocolo com Perspectiva Racial do CNJ, para que possamos tentar uma equidade racial e reduzir os danos históricos causados, dentro da perspectiva do direito de racialidade”, destacou Jéssica Araújo.

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    Estudante Lorena Fernandes

    Universidade – A estudante do 10º período de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Lorena Fernandes, participou das oficinas e falou sobre a importância dos debates.

    “O protocolo em perspectiva racial é de extrema importância para o nosso Estado de Direito, justamente porque a gente tem uma realidade de encarceramento em massa da população negra. Existe no âmbito da Universidade um debate sobre a implementação da disciplina de Direitos e Relações Raciais. A gente precisa trazer a perspectiva, não somente da questão racial, mas também de gênero”, pontuou.

     

    Por Fernando Patriota

    Foto: Ednaldo Araújo 

     

  • Família, gênero e trabalho: debates marcam segundo dia do 3º Congresso Paraibano

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    Debates sobre Direito da Família e sucessões na Esma

    A manhã desta terça-feira (18) no 3º Congresso Paraibano de Direito de Família e Sucessões foi marcada por debates sobre a aplicação do protocolo para julgamento com perspectiva de gênero nas ações de família, além de aspectos tributários, societários e trabalhistas relacionados ao casamento e à união estável. A pauta também incluiu discussões sobre guarda de filhos. O evento, realizado na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, segue até as 18h.

    O congresso é promovido pela Associação de Direito de Família e das Sucessões (Adfas), pela Esma-PB e pela Escola Superior de Advocacia da Paraíba (ESA-PB). O evento é direcionado a magistrados(as), juristas, estudantes e demais operadores do Direito.

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    Fátima Maranhão destacou a perspectiva de gênero nas ações

    A ouvidora do TJPB, desembargadora Fátima Maranhão, foi uma das debatedoras do painel ‘Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero em Ações de Família’. Ela ressaltou a relevância do evento, classificando-o como importante para a comunidade jurídica, especialmente para aqueles que atuam na área de família.

    “A Associação de Direito de Família e Sucessões desempenha um papel fundamental ao agregar informações, atualizar profissionais com jurisprudências e decisões dos tribunais superiores e, sobretudo, trazer à discussão a realidade da sociedade brasileira e paraibana. Isso nos permite trabalhar a partir de uma perspectiva atualizada, por exemplo, de gênero”, destacou.

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    Caio Morau destacoua a criação do protocolo

    O vice-presidente da Adfas, Caio Morau, também debatedor do tema, contextualizou a criação do protocolo, destacando os pontos positivos já identificados em sua aplicação. Ao mesmo tempo, apresentou provocações e sugestões de aperfeiçoamento, além de abordar as dificuldades enfrentadas pelos magistrados na utilização do instrumento. “Quero oferecer um panorama detalhado de como esse protocolo vem sendo aplicado hoje e dos desafios inerentes à sua implementação”, ressaltou.

    A presidente da Comissão de Direito do Trabalho da Adfas, Jaqueline Alves da Silva Demétrio, abordou o tema ‘Relação trabalhista entre cônjuges e conviventes’ durante o painel ‘Aspectos tributários, societários e trabalhistas relacionados ao casamento e à união estável’. Ela discutiu a possibilidade de reconhecer como trabalho remunerado as atividades desempenhadas por um cônjuge ou convivente dentro da rotina familiar.

    Já o desembargador Álvaro Augusto dos Passos, do Tribunal de Justiça de São Paulo, tratou do tema ‘Guarda Compartilhada sem consenso entre os genitores’. Ele ressaltou que a Guarda Compartilhada é uma introdução relativamente recente no ordenamento jurídico e que tem causado ainda muita confusão em relação à sua extensão e ao seu cabimento. “Então, tínhamos a tradição da Guarda Unilateral, quando aquele que é o guardião da criança toma todas as decisões por ela, e a Guarda Compartilhada visa exatamente compartilhar as decisões em relação aos filhos, o que leva, muitas vezes, a confusão no sentido de acabar compartilhando o filho, e isso não corresponde exatamente ao espírito do que se desejou com essa introdução”, disse.

    A programação da tarde, a partir das 14h, contempla debates sobre proteção de animais de estimação após a separação do casal; reprodução assistida; e os temas Família, Dignidade e Amor.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Especialistas discutem desafios contemporâneos das relações familiares em congresso na Esma

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    Congresso está sendo realizado na sede da Esma

    Mais três temas deram continuidade à programação do Congresso Paraibano de Direito de Família e Sucessões: A Família na Atualidade dos Tribunais Brasileiros. Os assuntos debatidos pelos palestrantes foram: Casamento e União Estável: início e fim; Responsabilidade Civil no casamento, na união estável e nas relações entre pais e filhos; e Responsabilidade pela dívida do cônjuge.

    O congresso está sendo realizado na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, e é promovido pela Associação de Direito de Família e das Sucessões (Adfas), pela Esma-PB e pela Escola Superior de Advocacia da Paraíba (ESA-PB). O evento é direcionado a magistrados(as), juristas, estudantes e demais operadores do Direito.

    O primeiro tema debatido foi ‘Casamento e União Estável’, apresentado pelos palestrantes Vitor Kumpel e Ana Paula Frontini, e contou com a participação de Sandra Bastos como painelista. Ana Paula, tabeliã do 22º Tabelionato de Notas de São Paulo, destacou em sua fala a evolução do papel do tabelião de notas na sociedade, especialmente no que diz respeito à união estável. “O tabelião se tornou um ouvinte e conselheiro, lidando com questões que vão além das escrituras, principalmente no que diz respeito à união estável”.

    Em seguida, a presidente nacional da Adfas, Regina Beatriz Tavares da Silva, apresentou a palestra sobre ‘Responsabilidade Civil nas relações de união estável’. Em sua exposição, destacou a monogamia como fundamento das relações familiares, contrapondo-a a modelos como o poliamor e a poligamia. Segundo Regina, “a monogamia é essencial para a estabilidade familiar”, citou exemplos de países que adotam outras formas de relacionamento e relacionando essas práticas a indicadores sociais negativos.

    A juíza e diretora adjunta da Esma-PB, Antonieta Nóbrega, presidiu o tema. Segundo a magistrada, houve um tempo em que a intimidade conjugal era imune ao controle jurídico. “Com a evolução do Direito de Família e das relações sociais, percebe-se a necessidade de distinguir os conflitos típicos da vida a dois, daqueles em que o limite da razoabilidade é ultrapassado. É nessa perspectiva que se pretende, através deste painel, refletir em que medida o Estado deve intervir para garantir a dignidade das pessoas envolvidas em relação de afeto e concretizar seus direitos, compreendendo como a responsabilidade civil entre cônjuges e conviventes tem sido interpretada, construída e aplicada em nossos Tribunais”, falou.

    O último painel sobre ‘Responsabilidade Civil do Cônjuge’ foi presidido pelo juiz do TJPB Euler Jansen. De acordo com o magistrado, o tema aborda, principalmente, os desafios enfrentados pelas Varas de Família e pelos(as) juízes(as) ao lidar com situações em que as relações familiares envolvem, além de questões afetivas, dívidas. “A discussão busca esclarecer como essas responsabilidades financeiras são tratadas quando o término da relação deixa pendências”, disse.

    A temática teve como debatedores o juiz da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ricardo Dal Pizzol, e o vice-presidente do Conselho Fiscal da Adfas, Caio Martins Cabeleira.

    O evento terá continuidade na manhã desta terça-feira (18), a partir das 9h, com a abordagem dos seguintes temas: Protocolo para julgamento com perspectiva de gênero nas ações de família; Aspectos Tributários, Societários e Trabalhistas no casamento e na união estável; Guarda de filhos; Animais de estimação e sua proteção após a separação do casal; Reprodução assistida; e Família, dignidade e amor.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Comitê de Participação Feminina avalia ações e planeja atuação do Elas por Elas em 2026

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    Os avanços e conquistas do Projeto Elas por Elas ao longo deste ano, bem como o planejamento das metas para 2026, foram temas discutidos na reunião virtual realizada, nesta segunda-feira (17), pelo Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
    Na ocasião, também foi definido o cronograma das ações do projeto para o início do próximo ano. Ficou estabelecido que as atividades ocorrerão em março, nas Comarcas de Guarabira, Bananeiras, Solânea e Araruna, e em maio, abrangendo a Comarca de Mamanguape e região.
    Durante o encontro, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, participou e agradeceu o empenho e a dedicação de todas as integrantes do Comitê. “Vocês estão de parabéns, trazendo resultados efetivos e exemplos marcantes. Torço muito pelo sucesso desse Comitê e coloco a gestão à disposição”, salientou Fred Coutinho.
    Sob a condução da presidente do Comitê, desembargadora Fátima Bezerra Maranhão, as integrantes foram unânimes em avaliar o “Elas por Elas” como um marco positivo e significativo para o Comitê neste ano, ressaltando a importante visibilidade que deu ao órgão, além da interiorização das ações. 

    A desembargadora Fátima Maranhão enfatizou o impacto da iniciativa: “Vocês estão fazendo um grande bem, dando essa visibilidade humanizada e de acolhimento ao Tribunal. O projeto Elas por Elas conseguiu captar a essência do Comitê. Nós percebemos que este Comitê tem uma história diferente a oferecer aos que integram o judiciário estadual, e, especialmente, ao jurisdicionado”, destacou a presidente do Comitê. 

    A juíza Isa Mônia Vanessa de Freitas de Paiva, coordenadora do Comitê, enfatizou a atuação em equipe, no sentido da colaboração, de todas as magistradas e servidoras que fazem parte da composição do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do Tribunal. “2025 foi um ano de grandes conquistas e avanços para o Comitê. Foram muitas vitórias, e a colaboração de todas foi imprescindível para o êxito das ações”, comentou a magistrada.

    Ainda na pauta da reunião, foi apresentado um Relatório do Comitê com dados estatísticos sobre a situação da paridade de gênero no âmbito do Poder Judiciário paraibano.

    Participaram também da reunião, as magistradas Ana Amélia Alecrim, Candice Queiroga, Carmen Helen Agra, Audrey Araruna, além das servidoras Sara Guerra, Virgínia Queiroga, Mylena França de Carvalho, Maria Carmen Costa, Francisca de Paula Celeste, Ana Cristina Rocha e Anna Carolina Aires. 

    Elas por Elas – A iniciativa, com o viés da humanização e o acolhimento, está em consonância com a Resolução nº 255/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina, reforçando o compromisso do Judiciário estadual com a promoção da igualdade de gênero. 

    O projeto Elas por Elas foi executado com êxito, não só com iniciativas educativas e de conscientização sobre a paridade de gênero no judiciário paraibano, mas também com ações práticas, que marcaram as unidades judiciais por onde passaram, a exemplo da Comarca de Santa Luzia, primeira a receber a iniciativa, ocasião em que foi inaugurada uma Sala de Amamentação. O projeto também esteve nas Comarcas de Patos, Campina Grande e Pocinhos.

    Por Lila Santos
     

  • CNJ dá início a 6ª edição da Jornada da Leitura no Cárcere; programação segue até a quarta 

    Começou, nesta segunda-feira (17), a 6ª edição da Jornada da Leitura no Cárcere. A iniciativa é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e integra as ações do Plano Nacional Pena Justa. Integrantes do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio virtual, estão acompanhando o evento, que está sendo transmitido gratuitamente pelo canal do CNJ no YouTube. 

    A programação, que se estende até o dia 19 de novembro, foi marcada com a realização de palestras com a abordagem dos temas “Leitura e Justiça Social” e “Palavra e Pertencimento: a leitura como território de libertação”. O encerramento do primeiro dia contou com a realização de um Sarau Literário. 

    A finalidade é ampliar o acesso à leitura e fortalecer práticas educativas voltadas às pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. As atividades dialogam diretamente com as diretrizes do Pena Justa – Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional no Sistema Prisional.

    Nesta terça-feira (18), haverá apresentação ao vivo da peça “Pena Justa: O Encontro da 347”, encenada pelo grupo Movemente, diretamente da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto. A atividade envolverá integrantes do sistema de justiça, gestoras e gestores públicos, profissionais do sistema penal, representantes da rede educacional e o público prioritário composto por pessoas privadas de liberdade e egressas.

    Ainda de acordo com a programação, na quarta-feira (19), além de palestras, haverá também um Cine Debate e a exibição do documentário “Livros que libertam”, do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas. A iniciativa conta com a colaboração do Observatório do Livro e da Leitura, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além do apoio do Ministério da Cultura e do Grupo Editorial Record.

    Gecom com informações do CNJ
     

  • Homem que matou mulher dentro de shopping é condenado a mais de 40 anos de prisão

    O 1º Tribunal do Júri da Capital condenou, nesta segunda-feira (17), Luiz Carlos Rodrigues dos Santos pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e porte de arma e munições de uso restrito. A pena aplicada foi de 40 anos, 6 meses e 19 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, 

    O caso ocorreu dentro de um shopping center de João Pessoa, onde o réu chegou armado e efetuou disparos que resultaram na morte de Mayara Valéria de Barros Ramalho Lemos Siqueira e colocaram dezenas de pessoas em risco. O segurança Daniel Sales de Miranda também foi alvo de disparos, mas sobreviveu ao se abrigar durante a ação. Outro homem, Vinícius Valdevino dos Santos, foi mantido em cárcere privado e usado como escudo pelo agressor.

    Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu a condenação integral do acusado. A defesa pediu o reconhecimento de homicídio privilegiado, legítima defesa putativa e a desclassificação do porte de arma de uso restrito, mas todas as teses foram rejeitadas pelos jurados que, por maioria, acolheram a versão da acusação.

    O juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, presidente do Tribunal do Júri, destacou na sentença a premeditação, a alta reprovabilidade da conduta, o pânico gerado no shopping, o risco coletivo e o uso de grande quantidade de munição, fatores que agravaram a pena.

    Em razão do total da condenação, o magistrado determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado, conforme previsão do Código de Processo Penal para sentenças superiores a 15 anos. 

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • TV Câmara JP tem série especial com participação do desembargador João Benedito

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    Desembargador João Benedito participa de gravação

    A TV e a Rádio Câmara de João Pessoa estreiam, entre os dias 18 e 21 de novembro, a série especial “Negritudes em Diálogos”, uma produção que convida o público a refletir, celebrar e fortalecer a presença negra nas diversas dimensões da sociedade brasileira. A iniciativa marca a programação especial da Semana da Consciência Negra e destaca vozes, trajetórias e discussões fundamentais para o combate ao racismo e a valorização da cultura negra.

    Os episódios vão ao ar sempre às 8h, na Rádio Câmara JP (88.7 FM), e às 19h, na TV Câmara JP (Canal 6.2). A série também estará disponível no YouTube da emissora e nas plataformas de áudio Spotify e Deezer.

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    Des. João Benedito da Silva

    Um dos destaques é o episódio “Poder e Representatividade”, que contará com a participação do desembargador João Benedito da Silva, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba. Para ele, a iniciativa da TV Câmara tem papel essencial na ampliação do debate público sobre igualdade racial.

    A série é criada e apresentada por Lúcio César Fernande, diretor de imagem da TV Câmara e único profissional negro da área de criação da Diretoria de Comunicação do Legislativo Pessoense. Segundo ele, o projeto surgiu de uma provocação: levar para a frente das câmeras pessoas que, historicamente, foram mantidas à margem dos espaços de expressão e protagonismo.

    Agenda dos episódios

    Terça-feira (18/11) – Juventude

    Mediação: Adin Adinkra

    Participações: Djully Bernardo (Psicopreta), Caetano Filosofino e Malu Rolim

    Quarta-feira (19/11) – Antirracismo

    Mediação: Dalmo Oliveira

    Participações: Nai Gomes, Rita Black, Lucian Souza e Pai Juan

    Quinta-feira (20/11) – Mulheres Negras

    Mediação: Carine Fiúza

    Participações: Norma Góes, Lourdes Teixeira, Tutu Carvalho e Marli Soares

    Sexta-feira (21/11) – Poder e Representatividade

    Mediação: Carol Andrade

    Participações: Jô Oliveira, Jéssica Souza, Vânia Fonseca e João Benedito da Silva

    Onde assistir e ouvir

    Rádio Câmara 88.7 FM — a partir das 8h

    TV Câmara João Pessoa (Canal 6.2) – a partir das 19h

    Disponível também no YouTube, Spotify e Deezer da emissora.

    Gecom-TJPB com informações da Secom CMJP

     

  • Prédio do Anexo Administrativo do TJPB é reinaugurado com nova e moderna estrutura

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    Corte da Fita Simbólica marca a reabertura das portas do Anexo

    A obra de restauração do Anexo Administrativo do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), entregue nesta segunda-feira (17), marca um novo capítulo na modernização da estrutura do Poder Judiciário estadual. Mais do que uma obra física, trata-se de um investimento estratégico que reflete o compromisso da instituição com a melhoria contínua das condições de trabalho e da qualidade dos serviços prestados à sociedade.

    Presidente Fred
    Fred Coutinho exibindo a escritura do prédio do Anexo

    Um fato histórico marcou a entrega do prédio, que agora está  legalizado com registro na Prefeitura de João Pessoa e Escritura lavrada em Cartório. “Gratidão a todos que vestiram a camisa para reformar e entregar mais dignidade, melhores condições de trabalho para os servidores, para os magistrados, mais conforto para a sociedade. A cereja do bolo não é só a entrega do Anexo reformado, mas o resgate da história, e agora com um prédio devidamente legalizado. O trabalho continua, e a gestão em movimento é como se estivesse começando hoje”, discursou o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho.

    O desembargador João Benedito, que iniciou a obra em sua gestão, considerou que este é um dia histórico e feliz para o Judiciário paraibano. “Eu agradeço a Deus e a todos aqueles que participaram da reforma desse prédio. Estou muito feliz, porque a partir de hoje os servidores e os desembargadores têm um local confortável para trabalhar, e aqueles que procuram a Justiça também vão encontrar aqui segurança e conforto para resolver os seus problemas”, expressou.

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    O evento contou com a presença do governador João Azevedo

    A reinauguração do Anexo contou com a presença de várias autoridades. Estavam presentes, o governador do Estado, João Azevêdo, presidentes de Sindicatos e Associações de servidores do TJPB e também de Magistrados e Magistradas, representantes da Defensoria Pública, da Prefeitura de João Pessoa, da Assembleia Legislativa, da Câmara Municipal, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba -, do Tribunal de Contas do Estado, entre outras entidades.

    Anexo reformado – O Anexo Administrativo é um edifício de 9.168m² que passou por uma reforma completa com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e otimizar o ambiente de trabalho de seus colaboradores. Entre as melhorias executadas, destacam-se a troca completa dos forros e a modernização do sistema de iluminação, assegurando um ambiente mais funcional e adequado às normas. 

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    Houve também a substituição dos três elevadores, juntamente com as adequações necessárias em seus poços, garantindo mais segurança, tecnologia e agilidade no deslocamento interno. O prédio recebeu ainda a troca integral do piso e a implantação de novos layouts, com a substituição de todas as divisórias, reorganizando os ambientes para melhor fluidez e eficiência. Todo o mobiliário foi renovado, oferecendo mais ergonomia, conforto e modernidade aos servidores.

    O espaço renovado foi pensado para oferecer mais funcionalidade, conforto e eficiência, como destaca o diretor administrativo do TJPB, Fernando Antério. “Foi modificada toda a estrutura do Anexo Administrativo, desde o piso ao forro, toda a parte de divisórias, os ar-condicionados foram integralmente substituídos, os elevadores do prédio foram substituídos. Tudo isso para dar uma melhor condição de trabalho aos servidores e magistrados que trabalham nesse prédio. E com isso também poder melhor atender ao jurisdicionado, que é para quem a gente está aqui”, falou.

    A execução da obra envolveu diversos setores. A equipe, composta por diversos profissionais das áreas de arquitetura e engenharia do quadro do Tribunal, foi responsável tanto pela elaboração dos projetos quanto pela fiscalização dos serviços realizados, trabalho conjunto realizado pelas Gerências de Apoio Operacional, de Arquitetura e Engenharia e de Material e Patrimônio. Os representantes de cada uma delas agradeceram e se emocionaram com a reinauguração do espaço.

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    A reforma teve início na gestão do Des. João Benedito

    “Gratidão, pela confiança que o presidente Fred Coutinho teve em me colocar para fazer parte da equipe e dar seguimento a missão que iniciou na gestão anterior com o desembargador João Benedito. Gratidão à equipe da Gemat, pois sem o apoio deles não conseguiríamos cumprir e, finalmente, a sensação de dever cumprido”, disse Liana Urquiza, gerente de Material e Patrimônio.

    “É um dia feliz, porque conseguimos unir todos aqui dentro. É um dia de celebração. Foram momentos difíceis que nós passamos, mas trabalhamos em conjunto e atingimos o objetivo esperado”, completou Marieta Tavares, gerente de Arquitetura e Engenharia do TJPB.

    “Tudo que está acontecendo aqui só aconteceu porque todo mundo deu as mãos. Arregaçamos as mangas e conseguimos entregar. É um dia de alegria e vitória. E com certeza muitas outras coisas vão vir pela frente, porque a gente vai continuar de mãos dadas para que saia muito mais coisas boas aqui para o Tribunal de Justiça da Paraíba”, acrescentou Bruno Lins, gerente de Apoio Operacional.

    Ao revitalizar o Anexo Administrativo, o TJPB reforça seu foco em uma gestão humanizada, que reconhece o protagonismo das equipes e busca criar condições reais para um desempenho ainda mais qualificado. É uma obra que ultrapassa paredes e instalações: representa uma visão de futuro, alinhada com a transparência, a eficiência e o cuidado com as pessoas que constroem diariamente a Justiça paraibana.

    Por Nice Almeida

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

     

  • Obra de restauração do Anexo Administrativo do TJPB será entregue nesta segunda-feira

    Anexo Administrativo do Tribunal de Justiça da Paraíba

    Acontece na segunda-feira (17), às 11h, a entrega da obra de restauração do prédio do Anexo Administrativo do Tribunal de Justiça da Paraíba. O Anexo passou por um importante conjunto de obras, que teve a recuperação da sua estrutura de concreto armado. 

    O prédio recebeu, também, inovações com o objetivo de ampliar a qualidade das condições de trabalho, como novos elevadores, modernização da subestação de energia e um moderno sistema de climatização.

    Além da parte estrutural, executada por uma empresa de engenharia, a restauração e modernização da edificação envolveu vários setores da estrutura administrativa do Poder Judiciário paraibano, com participação direta da  Gerência de Engenharia e Arquitetura, da Gerência de Apoio Operacional e da Gerência de Material e Patrimônio. 

    Em recente visita ao Anexo Administrativo, o presidente do Tribunal, desembargador Fred Coutinho, assim se pronunciou: “Vamos entregar o prédio totalmente reformado, com uma estrutura moderna e eficiente para todos. A partir dessa reforma, nós vamos criar um ambiente mais confortável e seguro para todas as pessoas que transitarem no prédio do Anexo Administrativo”.

    Por Valter Nogueira 

  • Sentença de réu que confessou ter matado mulher em shopping da Capital deve sair nesta 2ª

    O julgamento do réu confesso Luiz Carlos Rodrigues dos Santos teve início às 9h desta segunda-feira (17) e a sentença deve sair no final da tarde de hoje. A sessão está sendo presidida pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa, Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior. Depois de denunciado, o réu foi pronunciado por homicídio qualificado de Mayara Valéria de Barros Ramalho Lemos e por tentar matar Daniel Sales de Miranda e manter Vinícius Valdevino dos Santos em cárcere privado.

    O caso aconteceu no dia 12 de janeiro de 2024, na praça de alimentação do Mangabeira Shopping, em João Pessoa. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba, Luiz Carlos chegou ao shopping armado com um revólver calibre 38 e 44 munições.

    Ainda de acordo com os autos, dias antes ele tinha participado de uma entrevista de emprego para uma vaga no Bar e Restaurante Girau, onde Mayara era gerente administrativa. No dia do crime, o acusado abordou a vítima sob o pretexto de conversar sobre o processo seletivo, mas, durante o diálogo, sacou a arma e efetuou diversos disparos contra ela.

    As imagens das câmeras de segurança mostram que o réu continuou atirando mesmo após Mayara cair e tentar se proteger. Dois dos disparos atingiram a vítima pelas costas. Em seguida, Luiz Carlos invadiu o restaurante, fez um funcionário refém e recarregou a arma. Durante o interrogatório, Luiz Carlos alegou estar em situação de necessidade e afirmou que havia ido ao shopping “cobrar uma oportunidade de emprego” da gerente. A arma usada, segundo ele, estava em sua posse havia cerca de 30 anos.

    A denúncia do Ministério Público destaca que o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que o acusado reagiu de forma desproporcional à ausência de resposta sobre a vaga de trabalho, e que a vítima foi surpreendida, sem qualquer possibilidade de defesa.

    O réu foi enquadrado nos crimes previstos no artigo 121, §2º, incisos II, III, IV e VIII do Código Penal (homicídio qualificado), artigo 121, §2º, incisos III, VII e VIII (tentativa de homicídio), artigo 148, caput (cárcere privado) e artigo 16 da Lei nº 10.826/2003 (posse irregular de arma de fogo de uso restrito), todos na forma do artigo 69 do Código Penal e do artigo 1º, inciso I, da Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90).

    Por Fernando Patriota