Categoria: TJPB

  • ‘Gestão em Movimento’ consolida melhorias estruturais e fortalece valorização de servidores

    Foto da reunião de avaliação do projeto Gestão em Movimento
    Reunião avalia seis meses da ação ‘Gestão em Movimento’

    Reformas em fóruns, renovação de equipamentos, inovação e investimento em tecnologia. Resultados de uma ‘Gestão em Movimento’ que ultrapassam questões materiais e imprimem um trabalho humanizado que coloca servidores e servidoras do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em evidência, pois são eles os maiores conhecedores das necessidades do seu dia a dia no ofício. 

    Seis meses após dar início ao projeto que abriu os ouvidos do Poder Judiciário paraibano para seus trabalhadores(as), o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, reuniu-se, virtualmente, nesta quinta-feira (06), com representantes das seis circunscrições envolvidas para apresentar um balanço das ações que resultaram do ‘Gestão em Movimento’.

    “O projeto é verdadeiramente para colocar o Judiciário em movimento, não é estático, é o dia a dia do servidor, que é a base de tudo. O nosso principal objetivo é aproximar a administração da realidade das comarcas, ouvindo magistrados, servidores e colaboradores, identificando demandas locais e construindo soluções de forma colaborativa”, ressaltou o magistrado. 

    Os avanços estão aprovados pelos participantes. “A administração optou por sair do gabinete e ir pessoalmente sentir e ver o problema. Essa aproximação é algo novo, a possibilidade de abrir esse diálogo é muito importante. O senhor nos fez visíveis”, disse Teófilo Júnior, técnico judiciário da Comarca de Pombal.

    Foto da reunião do projeto Gestão em Movimento
    O encontro reuniu representantes das seis circunscrições

    Fases do projeto – Na primeira fase, o projeto ‘Gestão em Movimento’ levou a administração a todas as sedes de circunscrições durante o mês de maio. Uma iniciativa que inovou, ao ouvir magistrados e servidores, para identificar demandas locais e fortalecer o diálogo institucional. Agora, o TJPB está na estrada com a segunda fase do projeto. Dessa vez, prestando contas das ações concluídas e aquelas em execução, em atendimento às demandas apresentadas durante as seis plenárias.

    Balanço das ações – Em Catolé do Rocha já foram emitidas as ordens de serviço para começar os trâmites do processo de licitação para a reforma do fórum. A principal demanda é criar um estacionamento para servidores e melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência.

    Os primeiros passos para a reforma do fórum de Pombal também estão sendo dados. Por lá, os pedidos são um novo depósito e arquivo, aterramento do prédio e adequação das salas para audiências híbridas.

    Outro fórum que vai receber melhorias é o de São Bento. A previsão é que seja feito um estacionamento coberto para os servidores e melhoria na drenagem das chuvas. 

    Os principais eixos do projeto Gestão em Movimento são:

    Escuta ativa e diagnóstico – Colher dos servidores e magistrados quais são os principais desafios locais: estrutura, tecnologia, condições de trabalho.

    Dinâmicas participativas – Por exemplo, a dinâmica ‘Presidente por um Dia’, que estimula os participantes a definirem prioridades se estivessem na presidência.

    Construção de soluções e encaminhamentos – A partir dos dados coletados, o TJPB utiliza essas informações para planejar ações de curto, médio e longo prazo, inclusive no orçamento.

    Capacitação e inovação – Oficinas de futurismo e design thinking, visando formar servidores e magistrados com foco em transformação e melhoria contínua.

    O projeto ‘Gestão em Movimento’ se consolida como uma prática permanente do Poder Judiciário da Paraíba, voltada à valorização das pessoas, à eficiência administrativa e à melhoria da prestação jurisdicional. 

    Por Nice Almeida
    Fotos: Ednaldo Araújo 

  • TJPB mantém decisão que determina reanálise de habilitação em licitação do “Tá na Mesa”

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    Desembargador José Ricardo Porto

    O desembargador José Ricardo Porto manteve decisão de primeiro grau que determinou a reanálise da habilitação da empresa Artunho de Araújo Farias ME em processo licitatório na ordem de R$ 4,5 milhões relacionado ao programa “Tá na Mesa”, da Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba. A decisão foi proferida nos autos do Agravo de Instrumento nº 0822862-64.2025.8.15.0000 interposto pelo Estado da Paraíba, que buscava suspender os efeitos da medida concedida no Mandado de Segurança nº 0841748-25.2025.8.15.2001. 

    O juízo de primeiro grau havia determinado a abertura de diligência para que a empresa apresentasse, exclusivamente para fins de comprovação de situação fática preexistente, os balanços patrimoniais referentes aos exercícios de 2022 e 2023, e que fosse feita a reanálise de sua documentação pela Comissão de Credenciamento. Também foi determinado que a Administração se abstivesse de homologar o resultado ou formalizar a contratação nos lotes em que a empresa concorreu, até a conclusão da diligência.

    O Estado da Paraíba alegou que a decisão impugnada teria caráter “satisfativo” e violaria o princípio da separação dos poderes, sob o argumento de que o Poder Judiciário estaria interferindo em ato administrativo. Defendeu ainda que o edital do certame vedava a apresentação posterior de documentos, motivo pelo qual a inabilitação da empresa teria sido legítima.

    Ao analisar o caso, o desembargador José Ricardo Porto destacou que a jurisprudência admite a possibilidade de apresentação posterior de documentos de habilitação, desde que estes comprovem situação fática preexistente à abertura da sessão pública. O magistrado ressaltou, inclusive, que o edital do Credenciamento nº 002/2025 prevê expressamente essa exceção, permitindo a juntada de documentos em sede de diligência “para comprovação de situação fática preexistente à época da abertura do credenciamento”.

    Para o relator, os balanços patrimoniais de 2022 e 2023 se enquadram nessa hipótese, pois refletem condições contábeis já existentes no período anterior à licitação. “Não vislumbro, num juízo de cognição sumária, a solidez jurídica das alegações da agravante”, afirmou o desembargador.

    Por Lenilson Guedes

  • Treinamentos do projeto Acesso Seguro reforçam segurança no Sertão

    Foto do treinamento na Comarca de Teixeira
    Treinamento do Acesso Seguro na Comarca de Teixeira

    A segurança nas Comarcas de Princesa Isabel, Água Branca, Teixeira e Patos foi reforçada e aprimorada com a conclusão, nesta quarta-feira (5), de uma série de treinamentos voltados à revisão e padronização dos procedimentos de segurança. As atividades integram o Projeto Acesso Seguro, iniciativa do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) voltada à proteção dos prédios do Judiciário estadual e das pessoas que neles circulam.

    O projeto é coordenado pela Comissão Permanente de Segurança do TJPB, presidida pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida. As inspeções técnicas promovidas têm o objetivo de uniformizar, de forma correicional e preventiva, os procedimentos de ingresso e permanência de pessoas nas unidades judiciárias, em conformidade com as diretrizes da Resolução nº 11/2017.

    De acordo com o coordenador do Projeto, Jardel Rufino Sá, cerca de 25 profissionais participaram dos treinamentos — entre militares, servidores, gerentes e agentes de segurança das respectivas comarcas. As capacitações abordaram o uso de equipamentos, protocolos operacionais e o funcionamento do sistema de controle de acesso “Visit”, software responsável pela gestão informatizada das entradas, saídas e circulação de visitantes nas dependências do Poder Judiciário estadual.

    “A uniformização das rotinas de controle de acesso contribui para a mitigação de riscos e para a preservação da integridade física de magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as) e demais usuários da Justiça”, acrescentou o gerente.

    Recepção positiva nas Comarcas

    Foro do pessoal no Fórum de Princesa Isabel
    Treinamento com servidores da Comarca de Princesa Isabel

    O ciclo de treinamentos teve início na Comarca de Princesa Isabel. Para a gerente do Fórum, Clenilda Rodrigues, a iniciativa fortalece a gestão da segurança e otimiza o uso do sistema informatizado.

    “A cada dia aprendemos o quanto esse Projeto é importante. O aprimoramento da segurança enriquece a Comarca e reforça a proteção à magistrada, aos servidores, procuradores, advogados e a todos os jurisdicionados que trabalham ou frequentam a unidade. Aprendemos muito com os treinamentos”, afirmou.

    Na Comarca de Água Branca, o gerente Jairo Félix de Morais Silva ressaltou a importância da visita técnica, que não ocorria havia cinco anos.

    “Serviu para tirar muitas dúvidas da equipe de segurança local e foi muito proveitoso. É importante que haja visitas técnicas sempre que possível para atualizar as equipes com as novidades na área de segurança”, avaliou. 

    Em Teixeira, o gerente Riccelli Guedes Rabelo também elogiou a ação.  “Muito importante para fortalecer o controle de acesso às dependências das unidades judiciárias, garantindo uma maior segurança para  magistrados, servidores e todos os jurisdicionados. Parabenizo toda a equipe do Projeto pela eficiência”, disse.

    O ciclo de treinamentos foi concluído nesta quarta-feira (5), na Comarca de Patos, encerrando mais uma etapa do Projeto Acesso Seguro no Sertão paraibano.

    Por Gabriela Parente
     

  • Órgão Especial do TJPB homologa habilitação de magistrados à permuta interestadual

    Foto da sessão do órgão especial
    Desembargador Fred presidiu a sessão do Órgão Especial

    Na sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), realizada nesta quarta-feira (5), foram homologadas decisões referentes à habilitação de magistrados para a permuta entre Tribunais de Justiça estaduais, conforme a Resolução nº 603/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Resolução nº 27/2025 da Presidência do TJPB.

    Durante a sessão, foram apreciados e homologados três processos administrativos relativos a editais de permuta entre magistrados.

    No Edital nº 02/2025 obtiveram habilitação para a permuta os magistrados Francisco Thiago da Silva Rabelo, titular da Vara Única da Comarca de Conceição; Lucas Sobreira de Barros Fonseca, titular da Vara Única Criminal da Comarca de Russas/CE; Gustavo Farias Alves, titular da 2ª Vara da Comarca de Acaraú/CE; Hermeson Alves Nogueira, titular do Juizado Especial Misto de Cajazeiras; e Ronald Neves Pereira, titular do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Icó/CE.

    Foto de Fred com os magistrados habilitados
    Fred Coutinho com os magistrados habilitados

    Já no Edital nº 03/2025, foram habilitados à permuta a magistrada Brunna Melgaço Alves, juíza de Direito de Entrância Inicial do TJPB; o juiz Romero Lucas Rangel Piccoli, titular da Vara Única da Comarca de São Tomé/RN; o juiz Renato Levi Dantas Jales, titular da 3ª Vara Mista da Comarca de Catolé do Rocha; e o juiz Rúsio Lima de Melo, titular da Vara Única da Comarca de São Bento.

    No Edital nº 04/2025 foram considerados habilitados o juiz Renato Levi Dantas Jales, da 3ª Vara Mista de Catolé do Rocha; o juiz Ítalo Lopes Gondim, titular da Vara Única da Comarca de Florânia/RN; e o juiz Rúsio Lima de Melo, da Vara Única de São Bento.

    Por Lenilson Guedes
    Fotos: Ednaldo Araújo

  • “Gratidão e história”: Tribunal de Justiça homenageia servidores aposentados

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    Magistrados, servidores e líderes classistas presentes ao evento

    “Gratidão ao Tribunal de Justiça da Paraíba por ajudar a criar minha família”. A frase de  Francisco de Assis Nunes foi interrompida por lágrimas que, neste dia 5 de novembro de 2025, caíram de seus olhos transmitindo, além da gratidão evidente na fala, a felicidade de receber o reconhecimento por toda a sua dedicação ao serviço público. 

    Desde 1987, Francisco de Assis destinava cada dia de sua vida a servir ao Poder Judiciário paraibano e à sociedade, e, nesta quarta-feira, ele estava entre os 100 servidores e servidoras que conquistaram a aposentadoria e foram homenageados em solenidade realizada na Sala de Sessões do Pleno do TJPB.  

    “Eu aprendi muito com o Tribunal. Conheci grandes juízes, grandes professores, excelentes colegas de trabalho. Durante o serviço, trabalhei com alegria e afinco. Nunca achei nada de ruim no Tribunal de Justiça. Eu estou aqui com saudades”, completou seu Francisco, servidor mais antigo do Judiciário Estadual em exercício, depois de respirar fundo para conter a emoção.

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    Foto do presidente Fred Coutinho no Pleno do TJPB

    Presidente Fred Coutinho externou gratidão aos servidores

    Emoção que se estendeu para o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho. O magistrado fez um discurso comovente e, assim como seu Francisco, não conteve as lágrimas. Para marcar o instante considerado histórico, ele resumiu tudo em uma frase reproduzida por seu pai, o também desembargador Júlio Aurélio Moreira Coutinho. 

    “A gratidão é a mais nobre das virtudes e o mais sublime dos sentimentos”, lembrou, acrescentando que “hoje é o dia de agradecer por tudo que esses servidores fizeram, não só para o Judiciário, mas para o cidadão que procura socorro no Judiciário. As lágrimas que desciam ali, a gente via nos olhos de cada um, naquele momento, que eram lágrimas de saudade, gratidão e história”.

    PINAV – O momento de alegria e gratidão ocorrido nesta quarta-feira, no Palácio da Justiça, só foi possível porque o Tribunal implantou o Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária (PINAV 2025), uma conquista dos servidores(as) que poderia ter sido marcada apenas pela letra fria de uma publicação no Diário de Justiça, mas que sensivelmente culminou em uma grande homenagem onde cada um recebeu uma placa para guardar por toda a vida. Ocasião acompanhada por várias entidades representativas da categoria homenageada.  

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    Foto da Galeria do Pleno loada de servidores

    Servidores de várias comarcas lotaram a Galeria do Pleno

    “O momento é de gratidão a Deus e a forma humana, como o desembargador Fred Coutinho tem tratado os servidores”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Técnicos e Analistas do Judiciário (Sintaj), Wlamir Feliciano. 

    Para o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba (Sindojus-PB), Joselito Bandeira, é um dia para guardar na memória. “Com certeza, todos que participaram desse processo saem daqui com esse dia registrado em suas memórias, pela importância e pela simbologia do que isso representa”, afirmou.

    “Um momento histórico, inédito e único. O nosso Tribunal de Justiça está vivendo um momento de união, trazendo o servidor para junto da administração”, comentou o presidente da Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (Assteje-PB), José Waldez. 

    Já o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Paraíba (Sinjep), João Ramalho, apresentou a palavra respeito para representar a efetivação do PINAV. “Respeito e história dentro do Poder Judiciário, reconhecendo o trabalho desses servidores que dedicaram toda a sua vida a esse grande Poder”, ressaltou.

    “Eu poderia abreviar em uma única palavra: felicidade. Acho que é um momento muito feliz do desembargador Fred Coutinho, homenagear aquele que doou sua vida em função do Poder Judiciário”, concluiu o presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba, juiz Alexandre Trineto.  

    Por Nice Almeida e Marcus Vinícius

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • TJPB autoriza regime especial de teletrabalho na Comarca de Serra Branca durante 15 dias

    TJPB autoriza regime especial de teletrabalho na Comarca de Serra Branca durante 15 dias

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    Fórum de Serra Branca

    Por meio do Ato da Presidência nº 146/2025, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) autorizou, pelo período de 15 dias, a adoção de regime especial de teletrabalho para servidores(as) da Comarca de Serra Branca, em razão da mudança para a instalação provisória do Fórum, que passará por reforma predial. O documento, assinado pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, foi publicado nesta quarta-feira (5) no Diário da Justiça eletrônico.

    Durante esse período, os trabalhos forenses e administrativos deverão ser realizados por meio remoto, utilizando-se os sistemas eletrônicos institucionais, observando-se as seguintes disposições: as unidades deverão manter atendimento ao público por meio de balcão virtual e demais sistemas eletrônicos institucionais; haverá escala mínima de atendimento presencial, conforme definido pela Direção do Fórum, prioritariamente para atividades que exijam acesso físico a documentos, diligências internas ou suporte à mudança; e os oficiais de justiça poderão exercer suas atividades presencial ou remotamente, conforme necessidade operacional.

    Ao assinar o ato, o desembargador Fred Coutinho considerou a necessidade de reforma do prédio-sede do Fórum da Comarca de Serra Branca e que a mudança estruturada para o imóvel provisório demanda um período de adequações físicas, instalações e realocação de equipamentos e mobiliário, o que impossibilita o funcionamento presencial integral durante as adaptações.

    O presidente também levou em conta o plano de trabalho apresentado pelo juiz diretor do Fórum, José Irlando Sobreira Machado, que prevê a distribuição das atividades entre o regime remoto e escalas presenciais mínimas, assegurando tanto a continuidade do atendimento ao público quanto a regular tramitação processual.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Esma avança em tratativas para oferta de mestrado e doutorado exclusivos a magistrados e servidores

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    Encontro reuniu representantes da Esma, UFCG e UEPB

    A qualificação e o aperfeiçoamento de magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário estadual são pilares do trabalho desenvolvido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), que promove cursos, especializações e diversas formações voltadas à melhoria contínua do serviço público. Nesse contexto, a instituição avançou nas tratativas para a oferta de turmas exclusivas de mestrado e doutorado destinadas ao público do Judiciário paraibano.

    As reuniões ocorreram na unidade da Esma-PB, no Fórum Affonso Campos, e no Campus I da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O gerente acadêmico da Escola, professor Flávio Romero, conduziu as conversas com representantes de programas de pós-graduação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e da UFCG.

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    No encontro, foi discutida a ampliação de cursos

    Os encontros, na segunda-feira (4), tiveram como pauta comum o avanço das discussões sobre a possibilidade de celebração  de convênios entre o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e as universidades, visando à oferta de cursos de mestrado e doutorado. Entre os pontos debatidos, estiveram o número de vagas, a modalidade das aulas (presencial ou híbrida) e o cronograma para publicação dos editais.

    Segundo o professor Flávio Romero, as conversas foram bastante produtivas e foram alicerçadas em pontos previamente discutidos no âmbito do TJPB e da Escola. Reiterou que esses avanços só estão sendo possíveis, face ao apoio da Presidência do TJPB, por meio do desembargador Fred Coutinho (presidente), e da direção da Esma-PB, composta pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho (diretor) e pela juíza Antonieta Maroja (diretora adjunta). “A Presidência do Tribunal e a direção da Escola já sinalizaram positivamente, autorizando a continuidade das ações, a fim de subsidiar, principalmente a Presidência, de elementos que permitam a reflexão aprofundada do tema e a eventual autorização”, destacou.

    O gerente acadêmico ressaltou, ainda, que as iniciativas fazem parte do projeto ‘InovaJus Stricto’, que tem como objetivo incentivar magistrados(as) e servidores(as) a ingressarem em programas de pós-graduação stricto sensu, mestrado e doutorado, ofertados por instituições públicas reconhecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação.

    O professor Flávio informou também que já estão em tramitação no TJPB minutas de convênios que poderão formalizar as parcerias com as universidades. “A concretização dessas turmas especiais de mestrado e doutorado representará um marco nas gestões do desembargador Fred Coutinho, à frente do TJPB, e do desembargador Joás de Brito, na direção da Esma”, concluiu.

    O diretor do Fórum de Campina Grande, juiz Ely Jorge Trindade, que participou das reuniões, ressaltou a importância da iniciativa. “Trata-se de uma iniciativa muito importante do ponto de vista acadêmico, profissional e institucional, na medida em que irá proporcionar acesso de magistrados e servidores a cursos de mestrado e doutorado, possibilitando-lhes aprimoramento acadêmico e crescimento profissional, além de aprofundar o relacionamento institucional do Tribunal de Justiça da Paraíba com as universidades”, disse.

    Na mesma linha, o pró-reitor de Pós-Graduação da UFCG, professor Claudianor Oliveira Alves, destacou o diálogo produtivo entre as instituições. “Novas reuniões serão marcadas para avançar nas discussões acadêmicas de forma que a UFCG e o TJPB possam oferecer para o Poder Judiciário da Paraíba cursos de pós graduação na UFCG, de forma a contribuir na melhoria da formação de juízes e servidores técnicos da Paraíba, sempre pensando em oferecer um melhor serviço a toda sociedade paraibana”, afirmou.

    Ainda participaram das discussões a professora Ângela Maria Cavalcanti Ramalho, coordenadora do Mestrado em Desenvolvimento Regional da UEPB, do professor Marco Túlio Mendonça Diniz, docente do mesmo programa, e do docente Francinaldo do Monte Pinto, coordenador do Mestrado em Psicologia da Saúde, além dos professores Clóvis Alberto Vieira de Melo (Mestrado em Ciência Política), Kettrin Farias Bem Maracajá (Mestrado em Administração) e Maurício Maia Aguiar (Doutorado em Ciências Sociais).

    As servidoras da Escola da Magistratura Milena Barbosa de Melo e Ana Lúcia Teberge também participaram das reuniões.

    Por Marcus Vinícius
     

  • TJPB participa do XIII Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais

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    Desembargador Aluizio Bezerra
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    O desembargador Aluizio Bezerra Filho está representando o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) no XIII Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais (COJUD), que tem início nesta quarta-feira (5), em Manaus (AM), e segue até o próximo sábado (8). O evento reúne representantes de Ouvidorias Judiciais de todo o país para debater temas voltados à transparência, à eficiência administrativa e ao fortalecimento do diálogo entre o Judiciário e a sociedade.

    Entre os destaques da programação está a palestra do Ouvidor Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcello Terto, que apresentará, nesta quinta-feira (6), os números de 2025 das ouvidorias judiciais brasileiras aos 43 representantes presentes no encontro.

    Durante os quatro dias de evento, os participantes acompanharão palestras e painéis temáticos sobre assuntos de grande relevância para a gestão pública e o aprimoramento institucional. Entre eles estão: “Assédio e Discriminação”, com o desembargador Flávio Boson Gambogi (TRF6); “Reforma Tributária e o Direito Fundamental Econômico, com o advogado Luiz Cláudio Allemand; “Eficiência da Justiça”, com a juíza Vanessa Ribeiro Mateus (TJSP); “Ouvidorias e Participação Popular”, com o desembargador Paulo Velten (TJMA).

    O encontro será encerrado no sábado (8) com a leitura da “Carta de Manaus”, documento que consolidará as principais conclusões e propostas discutidas ao longo do evento.

    A Ouvidoria do Tribunal de Justiça da Paraíba é composta pela desembargadora Fátima Maranhão, Ouvidora de Justiça, e pelo desembargador Aluizio Bezerra Filho, Ouvidor de Justiça Substituto. Criada pela Lei Complementar nº 96/2010 e regulamentada pela Resolução nº 09/2013, a Ouvidoria atua como um canal direto de comunicação entre o cidadão e o Poder Judiciário estadual, com caráter informativo, educativo e propositivo, sem função correicional.

    Segundo o desembargador Aluizio Bezerra, o papel das ouvidorias é essencial na modernização do serviço público e no fortalecimento da democracia. “A Ouvidoria é um elemento fundamental da administração pública moderna e democrática, funcionando como elo vital entre a instituição e o cidadão, usuário do serviço. Representa o canal institucional, formal e imparcial de escuta, por meio do qual a sociedade exerce seu direito de fiscalização e contribuição para o aperfeiçoamento dos serviços públicos”, destacou.

    Por Lenilson Guedes
     

  • Conciliação com participação indígena alcança 67% de acordos na Comarca de Rio Tinto

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    Semana da Conciliação em Rio Tinto obtém resultados positivos

    Com 12 audiências realizadas apenas na manhã desta terça-feira (4), a Semana Nacional da Conciliação na Comarca de Rio Tinto registrou aproximadamente 67% de acordos positivos, somando R$ 12.121,00 em valores conciliados. A ação tem se destacado pela participação de conciliadores extrajudiciais indígenas Potiguara, fortalecendo o diálogo entre o Judiciário e as comunidades tradicionais.

    As audiências foram conduzidas por conciliadores residentes nas aldeias dos municípios de Marcação e Rio Tinto, realizadas de forma presencial e remota na sede do Fórum, que foi escolhida estrategicamente pela proximidade com as aldeias do contexto urbano. As sessões ocorrem em uma sala própria do Cejusc Indígena, totalmente equipada para garantir acessibilidade tecnológica e conforto às partes envolvidas.

    A atuação abrange 22 aldeias da região, sendo as de Marcação: Brejinho, Caeira, Camurupim, Cândido, Carneira, Coqueirinho, Estiva Velha, Grupiuna, Jacaré de Cesar, Jacaré de São Domingos, Lagoa Grande, Tramataia, Três Rios, Val e Ybykuara; e as de Rio Tinto: Monte Mor, Barra de Mamanguape, Itaepe, Jaraguá, Mata Escura, Silva de Belém e Vitória.

    Os trabalhos contaram ainda com o apoio dos servidores Maria Inês de Mendonça Silva Neta e Reinaldo Bustorff  Feodrippe Quintão, que atuaram como co-conciliadores, sob a coordenação do juiz titular e coordenador do Cejusc Indígena, Judson Kíldere Nascimento Faheina.

    A iniciativa reafirma o compromisso do Poder Judiciário com a promoção de uma justiça mais acessível, inclusiva e harmônica, que valoriza a cultura e a autonomia das comunidades indígenas, aproximando o sistema de justiça das realidades locais.

    Gecom-TJPB
     

  • Tribunal de Justiça da Paraíba intensifica esforços no Mês Nacional do Júri

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    TJPB participa do Mês Nacional do Júri promovido pelo CNJ

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza, ao longo de novembro, o Mês Nacional do Júri, uma ação voltada para garantir a razoável duração dos processos e a celeridade nos julgamentos de crimes dolosos contra a vida. A iniciativa foi instituída pela Portaria CNJ n. 69/2017 e atualizada pela Portaria n. 242/2025, consolidando o compromisso do Judiciário com a efetividade da Justiça criminal.

    Na Paraíba, o Mapa do Tribunal do Júri revela que, até setembro de 2025, já haviam sido realizados 1.577 julgamentos. Os crimes mais recorrentes são homicídio qualificado (498 casos), homicídio simples (267) e feminicídio (61). Apesar dos avanços, o Estado ainda registra 4.770 ações penais pendentes de julgamento no Tribunal do Júri.

    Nesta edição, o CNJ definiu como prioridades os processos envolvendo crimes dolosos contra a vida de mulheres, menores de 14 anos, casos com participação de policiais e ações antigas, com mais de cinco anos sem desfecho. O levantamento nacional aponta que mais de 91 mil ações estão nessa última categoria. No caso do feminicídio, já foram 4.254 julgamentos, mas ainda há 9.154 processos pendentes.

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    Juíza Aparecida Gadelha destaca a ação do TJPB

    A juíza Aparecida Gadelha, auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), ressaltou que o Tribunal vem desenvolvendo diversas ações em parceria com o CNJ no âmbito do Mapa Nacional do Júri, com o objetivo de fortalecer e agilizar o andamento dos processos. Segundo a magistrada, entre as medidas implementadas estão a análise de dados e correção de movimentações processuais, o levantamento de inquéritos pendentes e a articulação com o Ministério Público e forças policiais para viabilizar soluções efetivas.

    O Tribunal também tem atuado para regularizar a tramitação de processos com instruções em andamento e publicou edital para formação de um grupo de apoio a magistrados que lidam com maior volume de processos do júri. “Trata-se na verdade de um esforço conjunto do CNJ, de todos os tribunais do país e de todos os juízes e juízas do Tribunal do Júri para que no mês de novembro ocorra a maior quantidade de julgamento desses processos”, pontuou a magistrada.

    Por Lenilson Guedes