Categoria: TJPB

  • TJPB reúne, nesta quarta-feira, servidores que ingressaram na aposentadoria pelo PINAV 2025

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    Servidores(as) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) contemplados com o Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária (PINAV 2025) participarão de uma reunião com o presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, nesta quarta-feira (05), às 9h, na Sala de Sessões do Tribunal Pleno, em João Pessoa. 

    Durante o encontro, serão prestadas informações e esclarecimentos acerca dos procedimentos administrativos relativos à formalização das aposentadorias. Todos receberão orientações importantes sobre o novo ciclo de vida que terá início com a aposentadoria.

    Os servidores convocados que estejam lotados em comarcas situadas fora da Região Metropolitana de João Pessoa farão jus ao pagamento de diárias, nos termos da legislação e normas internas que regulamentam a matéria. 

    Representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Paraíba (SINJEP), João Ramalho; do Sindicato dos Técnicos e Analistas do Judiciário (Sintaj), Wlamir Feliciano; da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado da Paraíba (AOJEP), Francy Hélio;  e da Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (ASSTJE-PB), José Waldez; estarão presentes no encontro, momento em que também será feita uma homenagem aos servidores que aderiram ao PINAV. 

    Para eles, “o momento representa reconhecimento e gratidão pelo tempo dedicado ao serviço público, além de reafirmar a importância do PINAV como uma conquista que garante dignidade e valorização aos trabalhadores e trabalhadoras que encerram seus ciclos no Tribunal”.

    PINAV – O Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária (PINAV) foi criado pela Lei nº 13.729/2025, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, com o objetivo de estimular a aposentadoria voluntária de servidores efetivos, mediante contrapartida financeira indenizatória. Nesta primeira edição, foram disponibilizadas 100 vagas, sendo 90 para servidores em geral e 10 destinadas a servidores portadores de doença grave, conforme previsão legal.

    Por Nice Almeida

  • TJPB participa de encontro no STJ sobre admissibilidade de recursos e uso de IA na Justiça

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    João Batista e Silmary Alves participam de encontro no STJ

    Com o tema ‘Admissibilidade do recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça’, o  vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador João Batista Barbosa, e a juíza auxiliar da Vice-presidência, Silmary Alves de Queiroga Vita, participam, nesta terça-feira (4), do II Encontro com Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais, em Brasília.

    O evento abordará a regulamentação e a aplicação dos recursos de inteligência artificial (IA) no Sistema de Justiça. A ideia é aprofundar o diálogo institucional sobre a IA ao longo de sete painéis que discutirão os termos regulatórios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o tema, além de sistemas de IA e automações utilizadas no exame de admissibilidade do recurso especial em tribunais de diferentes regiões do país.

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    Evento aberto por Herman Benjamin, Luis Salomão e Lusmary Turelly

    Para o desembargador João Batista, a iniciativa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de compartilhar orientações e promover o debate sobre a análise da admissibilidade recursal entre os Tribunais Estaduais e Federais é de grande relevância. “O encontro é um espaço importante de compromisso com a coerência das decisões judiciais”, disse. 

    A juíza Silmary Vita ressaltou que o compartilhamento de experiências entre os diversos tribunais, no campo da admissibilidade, é indispensável para garantir a integridade e a coerência das decisões judiciais.

    A programação foi aberta pelo presidente do STJ e do Conselho da Justiça Federal, ministro Herman Benjamin, e pelo ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do STJ e corregedor-geral da Justiça Federal. Dentro painéis contam temas como: Regulamentação da IA no Poder Judiciário conforme o CNJ; Inteligência Artificial e o Sistema de Justiça brasileiro; apresentações do STF, STJ e CNJ; e apresentação de sistemas de IA ou automação utilizados na admissibilidade do recurso especial – grandes tribunais e todos tribunais.

    Por Marcus Vinícius

  • CGJ realiza atendimento do Censo Previdenciário 2025 para juízes(as) e servidores(as) do Judiciário

    Desta terça (4/11) até sexta-feira (7/11), magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário estadual podem participar do Censo Cadastral Previdenciário 2025 dos Segurados da Paraíba Previdência (PBPrev). O atendimento está sendo realizado na Sala de Audiências da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), localizada no bairro do Altiplano, em João Pessoa, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

    Segundo a diretora da CGJ, Waléria de Queiroga, o posto de atendimento foi solicitado pelo desembargador Leandro dos Santos, corregedor-geral de Justiça, com o objetivo de atender magistrados(as) e servidores(as) que não conseguiram realizar o procedimento nos postos do Fórum Cível e do Tribunal de Justiça da Paraíba. “Todos os servidores e magistrados do Judiciário podem ser atendidos, sem necessidade de agendamento. É preciso apenas levar a documentação exigida”, explicou Waléria.

    A diretora ressaltou ainda que, na sexta-feira (7), último dia de atendimento, o funcionamento será das 8h às 14h.

    O Censo Previdenciário 2025 tem como finalidade atualizar os dados cadastrais, funcionais e financeiros dos segurados, incluindo servidores públicos civis e militares, ativos, inativos e pensionistas. A iniciativa também abrange dependentes, aposentados(as) e pensionistas vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado da Paraíba (RPPS/PB), bem como os militares estaduais ativos, da reserva remunerada, reformados, dependentes e pensionistas vinculados ao Sistema de Proteção Social dos Militares (SPSM/PB). Em todo o Estado, o Censo será concluído em 28 de novembro

    Documentação exigida

    Os documentos entregues devem ser originais ou cópias legíveis. Confira, abaixo, a relação de documentos necessários para o recenseamento:

    https://www.tjpb.jus.br/sites/default/files/anexos/2025/11/RELACAO_DE_DOCUMENTOS_PARA_O_RECENSEAMENTO.pdf

    Por Marcus Vinícius
     

  • Webinário sobre gestão do estresse no trabalho tem inscrições abertas para evento na sexta-feira

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    Use o QRCode para se inscrever

    Magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário estadual já podem se inscrever para o Webinário ‘Gerenciando o Estresse no Ambiente de Trabalho’, que também é aberto ao público externo. O evento acontecerá sexta-feira (7), das 10h às 12h, com transmissão pelo canal da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) no YouTube e pela plataforma Zoom.

    As inscrições devem ser realizadas por meio do link: https://forms.gle/s4dKQSDgwiutMG98A. Durante o webinário, serão apresentadas ferramentas para auxiliar na expressão de necessidades e sentimentos de forma respeitosa, na compreensão de diferentes perspectivas e na transformação de situações desafiadoras em oportunidades de conexão e cooperação.

    O evento contará com palestras das psicólogas Camila Alencar Pereira e Silnara Araújo Galdino, e terá mediação do psicólogo Éverton Procópio de Souza.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Poder Judiciário participa do lançamento da 5ª edição da revista Turma d’Agente

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    Lançamento da revista Turma D’Gente

    Mais uma ação em favor da criança e do adolescente aconteceu na Comarca de Sousa. Trata-se do lançamento da 5ª edição da revista Turma d’Agente, realizado na última sexta-feira (31/10), no auditório do Centro de Formação de Professores, naquele município. A revista será lançada também em João Pessoa, no dia 1º de dezembro do ano em curso, na Escola Superior da Magistratura (Esma). 

    O Poder Judiciário estadual participou do evento, por meio da Vara da Infância e Juventude de Sousa, representada pela chefe de cartório, Sarah Olívia Xavier.

    A atual edição aborda  tema dedicada à criança e ao adolescentes, com objetivo de prevenir o abuso sexual: “Prevenção e o combate ao abuso sexual cometido contra crianças e adolescentes”.

    Lançamento de revista

    A revista, em quadrinhos, tem 22 páginas e traz, inclusive, jogos de tabuleiro, aproximando essas informações do público vulnerável, por meio de materiais lúdicos, com ilustração de Jessé Luiz Ribeiro de Melo. 

    A iniciativa faz parte do Projeto de Extensão,  coordenado pela professora Rackynelly Alves Sarmento Soares, e diretora de Desenvolvimento de Ensino do Campus Sousa do IFPB. Desde 2021, ela desenvolve esse projeto com revistas em quadrinhos editadas pela Universidade de Brasília, com código aberto, fazendo com que o material possa ser utilizado livremente. 

    Os estudantes que atuam no Projeto focam principalmente na elaboração dos jogos que envolvem a temática e na disseminação junto às escolas, segundo informou a professora Rackynelly. Ela destacou o papel proeminente que os agentes de saúde têm no projeto, na elaboração do roteiro, o que sempre é validado por profissionais da área. 

    De acordo com a professora, o número atual pretende potencializar o trabalho desenvolvido pelo Conselho Tutelar, estimulando denúncias, e, principalmente, fazendo as crianças e jovens perceberem os primeiros sinais suspeitos dos abusadores, para evitar que o crime aconteça.
     

    Parceria – O projeto de extensão tem parceria da Prefeitura de Sousa, do Conselho Tutelar da cidade e da Confederação Nacional de Agentes Comunitários de Saúde. O primeiro número foi lançado em 2021, em plena pandemia da Covid-19, e falava sobre o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, o segundo foi sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti, o terceiro sobre a hanseníase, com foco na cura e informação, e o quarto sobre o lixo na área rural.

    Por Valter Nogueira com informação do IFPB-Campus Sousa
     

  • Proteção de dados e uso ético de IA são temas centrais  para o Judiciário, diz Anna Carla Lopes

    Evento na Esma
    Desa. Anna Carla Lopes coordenará debate no 3º Cidesma

    A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) marcou um avanço civilizatório ao reconhecer a proteção de dados pessoais como expressão do direito à intimidade e à autodeterminação informativa. “Contudo, sua efetivação enfrenta obstáculos concretos, sobretudo em um país de contrastes sociais profundos. Pessoas em situação de vulnerabilidade — como cidadãos de baixa renda, idosos, mulheres e populações tradicionais — ainda carecem de conhecimento e instrumentos para compreender e controlar o uso de suas informações. Essa assimetria digital amplia desigualdades e cria novas formas de exclusão”, observou a desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas .

    A desembargadora vai coordenar um debate com o tema “Desafios Contemporâneos do Direito Civil: proteção de dados , inteligência artificial e novas vulnerabilidades contratuais” no 3º Cidesma (Congresso Internacional de Direito da Esma), que acontecerá de 12 a 14 de novembro, em João Pessoa. O tema terá como debatedores o professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Cláudio Simão de Lucena Neto; o juiz do Tribunal de Justiça do Piauí, Thiago Aleluia Ferreira  de Oliveira; e o juiz federal Bruno leonardo Câmara Carrá, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

    “A transformação digital redefiniu profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos e exercemos a cidadania. Contudo, ao mesmo tempo em que a tecnologia potencializa a eficiência dos serviços públicos e amplia o acesso à informação, ela também traz novos riscos à privacidade, à segurança e à igualdade social. Nesse contexto, a proteção de dados e o uso ético da inteligência artificial se apresentam como temas centrais para o Poder Judiciário e para todos os agentes públicos que atuam na defesa de direitos”, avaliou  Anna Carla  Lopes.

    Para a desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba, a utilização crescente de sistemas de inteligência artificial, inclusive na administração pública e no próprio sistema de justiça, impõe uma reflexão ética urgente. “Modelos algorítmicos que operam sobre bases de dados enviesadas podem reproduzir estereótipos e desigualdades históricas, comprometendo a imparcialidade das decisões e a equidade no acesso a direitos. Por isso, torna-se imperativo que magistrados e servidores compreendam o funcionamento dessas tecnologias, atuando com senso crítico e com base em princípios de transparência, responsabilidade e proporcionalidade”.

    Anna Carla Lopes entende que o enfrentamento desses desafios exige mais do que regulamentação técnica: requer formação continuada, cultura institucional de proteção de dados e compromisso ético com a dignidade humana. “O Judiciário, ao interpretar e aplicar o direito, tem papel decisivo na construção de um ambiente digital seguro e inclusivo — um espaço em que a inovação sirva à justiça, e não o contrário”, disse.

    A magistrada concluiu dizendo que na sociedade da informação, proteger dados é também proteger pessoas. E assegurar o uso ético da inteligência artificial é garantir que o progresso tecnológico não se converta em instrumento de discriminação, mas em ponte de equidade e cidadania.

    Por Walquiria Maria

  • CNJ quer ouvir opinião de quem precisou dos serviços da Justiça; consulta vai até 14 de novembro

    CNJ quer ouvir opinião de quem precisou dos serviços da Justiça; consulta vai até 14 de novembro

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    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma nova pesquisa a nível de Brasil. A iniciativa tem como objetivo reunir a percepção de cidadãos e usuários operadores do direito que tenham acessado os serviços jurisdicionais nos últimos cinco anos. Dentre eles, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público.

    A consulta, aberta no dia 14 de outubro próximo passado,  estará aberta até o dia 14 de novembro de 2025. As pessoas interessadas em participar podem fazê-lo por meio link: https://formularios.cnj.jus.br/pesquisa-sobre-percepcao-e-avaliacao-do-poder-judiciario-brasileiro/

    De acordo com o CNJ, mesmo com os avanços tecnológicos e institucionais do Poder Judiciário nos últimos anos, alguns desafios ainda permanecem. E a solução desses problemas seria, justamente, a escuta social, proporcionando maior transparência e aprimoramento na prática da justiça no território nacional.

    Para participar do levantamento, os formulários estão disponíveis de forma on-line, no site próprio da CNJ. Por se tratarem de respostas rápidas e anônimas, o preenchimento leva poucos minutos, facilitando o envio de cada tópico.

    Em suma, a nova pesquisa do CNJ é tida como uma oportunidade para que a sociedade participe ativamente da avaliação do sistema de Justiça. Ao dar voz a quem utiliza ou precisou do Judiciário nos últimos cinco anos, o órgão está seguro que as melhorias ficarão mais alinhadas com as necessidades reais.

    Por Gabriel Lacerda (estagiário) 

     

  • Magistrados e servidores do Poder Judiciário estadual participam da V Caminhada Negra

    Foto dos participantes da Caminhada Negra
    Participantes da V Caminhada Negra realizada em João Pessoa

    Realizada pela primeira vez na cidade de João Pessoa, a V Caminhada Negra, aconteceu na manhã do último sábado, dia 1º de novembro de 2025. O evento marcou o início da celebração do Dia da Consciência Negra, objetivando celebrar a história, a cultura e o protagonismo da população negra no Brasil. 

    O evento é uma ação da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Comitê Permanente de Promoção da Equidade Racial.

    A caminhada foi guiada pela Apuama Turismo – empresa especializada em afro turismo na Paraíba, com foco em valorizar as raízes afrobrasileiras e indígenas no Estado. Os participantes realizaram um percurso pelo centro histórico da Capital,  partindo do Centro Cultural São Francisco, passando pela praça Barão do Rio Branco, Igreja da Misericórdia, Ponto de Cém Réis, e encerrando o trajeto na Praça dos Três Poderes. 

    Participação – O Poder Judiciário estadual se fez presente com a participação do desembargador João Benedito, presidente do Comitê, e dos juízes (as) Max Nunes de França, Antonieta Maroja, Adriana Lins, Maria Aparecida, Manoel Gonçalves, Antônio Silveira Neto e Leila Cristiani. A caminhada contou, ainda, com a participação do juiz Correia Bartolomeu, do Poder Judiciário de Angola.

    Por Valter Nogueira
     

  • Conciliadores indígenas Potiguara participam da Semana da Conciliação em Rio Tinto

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    Conciliadores Indígenas da Comarca de Rio Tinto

    O início da Semana Nacional da Conciliação, nesta segunda-feira (3), na Comarca de Rio Tinto, foi marcado por uma iniciativa inédita: a participação de conciliadores extrajudiciais indígenas Potiguara. O evento alcançou 75% de acordos positivos nas audiências realizadas, totalizando R$ 23.828,24 em valores conciliados.

    As atividades ocorreram no município de Baía da Traição, sede que compreende 13 aldeias: Akajutibiró, Alto do Tambá, Benfica, Bento, Cumuru, Forte, Lagoa do Mato, Laranjeira, Santa Rita, Silva, São Francisco, São Miguel e Tracoeira, que se tornaram referência na integração entre o Poder Judiciário e as comunidades indígenas locais. As audiências foram realizadas de forma presencial e remota, por meio do aplicativo Zoom, na Aldeia Forte, escolhida por sua localização estratégica e proximidade com as demais aldeias.

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    Audiências são conduzidas diretamente em uma aldeia indígena

    Os conciliadores indígenas, recentemente capacitados no Curso de Aperfeiçoamento Teórico-Prático em Conciliação Extrajudicial, concluído em 7 de agosto de 2025, atuaram sob a coordenação do juiz titular e coordenador do CEJUSC Indígena, Judson Kíldere Nascimento Faheina. Também participaram como co-conciliadores os servidores Maria Inês de Mendonça Silva Neta e Reinaldo Bustorff Feodrippe Quintão.

    A estrutura montada foi inovadora e equipada com recursos tecnológicos capazes de atender tanto às partes presentes quanto àquelas que participaram remotamente. Ao todo, foram realizadas 11 audiências no primeiro dia, com índice de 75% de acordos celebrados.

    Esta é a primeira vez na história da Comarca de Rio Tinto que audiências são conduzidas diretamente em uma aldeia indígena por conciliadores extrajudiciais Potiguara, marco que simboliza um avanço significativo na aproximação do Judiciário com as comunidades tradicionais.

    A iniciativa representa um importante passo na promoção de uma Justiça mais acessível, inclusiva e respeitosa às especificidades culturais, fortalecendo o diálogo e a resolução pacífica de conflitos dentro das próprias comunidades indígenas da região.

    Gecom-TJPB

     

  • 3ª Câmara Cível reconhece direito ao esquecimento em matéria jornalística descontextualizada

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    Processo teve como relator o juiz convocado Manuel Maria

    A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba exerceu juízo de retratação e, por unanimidade, deu provimento a recurso para determinar a remoção ou a adequada contextualização de reportagens que vinculavam um indivíduo (autor da ação) à “Operação Gerião”, deflagrada pela Polícia Federal em 2008. O colegiado concluiu que a manutenção, por mais de 14 anos, de notícia sem menção à absolvição transitada em julgado do autor induzia o leitor a erro e violava seus direitos da personalidade.

    Segundo o relator, juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, o Supremo Tribunal Federal, no Tema 786 (Repercussão Geral) afastou, como regra, o reconhecimento de um “direito ao esquecimento” no ordenamento constitucional, em razão da prevalência da liberdade de imprensa. Nada obstante, o próprio STF admitiu a possibilidade de controle judicial de excessos ou abusos, mediante ponderação entre liberdade de informação e direitos à honra, à imagem e à privacidade – perspectiva alinhada à teoria dos direitos fundamentais como comandos de otimização (Robert Alexy). “Não se trata de apagar a história e sim de impedir que informação desatualizada perpetue estigmas após a absolvição judicial”, registrou o relator.

    No caso em questão, embora a notícia fosse verídica à época da publicação (quando houve denúncia e condenação em primeiro grau), a absolvição em segunda instância, com trânsito em julgado, esvaziou o interesse público primário e transformou a permanência do conteúdo, sem atualização, em atuação abusiva da liberdade de expressão. 

    O colegiado reconheceu o distinguishing em relação ao Tema 786 e determinou que o veículo demandado promova a remoção da matéria ou sua contextualização clara e destacada com a informação sobre a absolvição no processo nº 0001823-84.2008.4.05.8202.

    O relator foi acompanhado pela desembargadora Túlia Gomes de Souza Neves (presidente da 3ª Câmara Cível), além do juiz substituto em segundo grau Inácio Jairo Queiroz de Albuquerque e do juiz convocado Miguel de Brito Lyra Filho.

    Gecom-TJPB