Categoria: TJPB

  • TJPB publica editais de vacância para Comarcas de Coremas e Patos

    O Diário da Justiça eletrônico (DJe) da sexta-feira (24) trouxe a publicação de dois editais de vacância referentes às Comarcas de Coremas e Patos, ambas localizadas no Sertão do Estado. Os atos foram assinados pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho.

    De acordo com o Edital de Vacância nº 102/2025, o provimento da Vara Única da Comarca de Coremas, de entrância inicial, ocorrerá pelo critério de merecimento. Já o Edital nº 103/2025 refere-se à 5ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Patos, de entrância final, cuja vaga será preenchida segundo o critério de antiguidade.

    Devem os(as) interessados(as), no prazo de cinco dias contínuos, a contar da data da publicação dos editais, efetuar suas inscrições através do Sistema SEI, encaminhando o respectivo processo para a Gerência de Primeiro Grau.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Projeto ‘Elas por Elas’ chega às Comarcas de Campina Grande e Pocinhos

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    Após as instalações realizadas nas Comarcas de Patos e Santa Luzia, no mês de setembro, o projeto ‘Elas por Elas’ será implantado, nesta quinta-feira (30), nas unidades judiciárias de Campina Grande e Pocinhos. As solenidades ocorrerão, respectivamente, no Fórum Affonso Campos, a partir das 8h30, e no Fórum de Pocinhos Desembargador Luiz Silvio Ramalho Júnior, às 15h30.

    Os eventos contarão com a presença do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, e da presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão.

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    Juíza Isa Monia

    A juíza Isa Mônia Vanessa de Freitas Paiva, coordenadora do Comitê, ressaltou que a instalação do ‘Elas por Elas’ em Campina Grande e em Pocinhos mostra que o compromisso com a equidade de gênero está chegando a todas as regiões da Paraíba. “Depois de Patos e Santa Luzia, trazemos o projeto agora para o Agreste, levando diálogo, acolhimento e oportunidades para mulheres de diferentes realidades”, disse.

    A magistrada destacou que Campina Grande é um polo importante de formação e influência, e Pocinhos simboliza a aproximação com as comarcas menores. “Cada nova cidade fortalece essa rede de mulheres do Judiciário que acredita na mudança, na união e na construção de um ambiente mais igualitário e humano”, enfatizou.

    Na Comarca de Campina Grande, as atividades ocorrerão na Sala do Tribunal do Júri e incluirão acolhimento aos participantes, com momento musical, café da manhã, palestra sobre ‘A equidade de gênero que vivenciamos em cada função’, e de ações alusivas ao Outubro Rosa – Superação. Ainda consta o descerramento da placa da Sala de Amamentação.

    Paralelamente, na unidade da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), também em Campina Grande, ocorrerão atividades com a abertura do espaço de bem-estar; aferição de pressão arterial, glicemia capilar e orientações de saúde; e de terapias alternativas e relaxamento. No período da tarde, a programação será realizada no Fórum de Pocinhos.

    Ação – O projeto ‘Elas por Elas’ é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que se refere a várias ações voltadas para a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher no Poder Judiciário e na sociedade.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Juiz Judson Kildere recebe comenda por atuação em projeto de conciliação

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    A Academia homenageou o juiz Judson Kildere e indígenas

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    O juiz Judson Kildere com o desembargador Marcos Cavalcanti

    O juiz Judson Kildere, titular da Comarca de Rio Tinto e coordenador do Cejusc Indígena, foi agraciado com a Comenda Indígena Potiguara Pedro Poty, concedida pela Academia de Letras, Ciências e Artes do Vale do Mamanguape. A honraria reconhece pessoas e instituições que valorizam e contribuem para a preservação da cultura, memória e história do povo Potiguara.

    A homenagem foi motivada pelo destaque nacional alcançado pelo magistrado ao vencer, em maio deste ano, a XV edição do Prêmio Conciliar é Legal, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele foi premiado na modalidade Boas Práticas, categoria Juiz Individual, com o projeto “Integração de Conciliadores Extrajudiciais Indígenas como Voluntários – Semana Nacional da Conciliação”.

    A iniciativa, implementada em agosto de 2024, capacitou indígenas Potiguara para atuarem como agentes de diálogo e conciliação extrajudicial em 32 aldeias distribuídas nos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição. O projeto busca fortalecer a cultura de paz e ampliar o acesso à Justiça por meio do protagonismo das próprias comunidades indígenas.

    Ao receber a comenda, o juiz Judson Kildere destacou o significado da homenagem e reafirmou o compromisso com a valorização da cultura Potiguara. “Essa comenda representa o reconhecimento de um trabalho construído de forma coletiva, com respeito à identidade e à autonomia do povo Potiguara. A conciliação é um instrumento de paz, e quando é conduzida pelos próprios indígenas, ela ganha ainda mais força e legitimidade”, afirmou o magistrado. O desembargador Marcos Cavalcanti, integrante da Academia, participou do evento

    A Comenda Indígena Potiguara Pedro Poty leva o nome de uma das lideranças históricas do povo Potiguara e é destinada a pessoas que, por meio de suas ações, contribuem para a difusão e o fortalecimento das tradições e saberes indígenas.

    Por Lenilson Guedes
     

  • TJPB mantém suspensão de lei que proíbe academias de cobrar por uso de instalações

    Após um longo debate, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, por maioria de votos, referendar, na manhã desta quarta-feira (29), a liminar concedida pela desembargadora Túlia Neves que suspende os efeitos da Lei Estadual nº 13.694/2025, na parte que proíbe academias e demais entidades públicas ou privadas, filantrópicas ou não, de cobrar valores de profissionais de saúde e de educação física pelo uso de suas instalações para o exercício profissional.

    A decisão foi proferida nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 0810712-51.2025.8.15.0000, ajuizada pelo Sindicato das Academias e demais Empresas de Prática Esportiva da Paraíba (SADEPE-PB). A entidade argumentou que a norma invade a competência privativa da União para legislar sobre direito civil e condições para o exercício profissional, além de violar os princípios constitucionais da propriedade privada, da livre concorrência e da livre iniciativa.

    Segundo o sindicato, a relação jurídica entre academias e profissionais de saúde ou educação física é de natureza civil-contratual, e não de consumo, motivo pelo qual o Estado não poderia impor proibições que interferissem nessa dinâmica. A proibição, sustenta a parte autora, estaria sendo interpretada de forma extensiva por órgãos de fiscalização, como o Procon-JP, que vêm impedindo as academias de cobrar pelo uso de suas instalações.

    Ao analisar o pedido, a desembargadora relatora Túlia Neves reconheceu a presença dos requisitos para a concessão da liminar: o fumus boni iuris (fumaça do bom direito) e o periculum in mora (risco na demora da decisão).

    A magistrada destacou que a Lei Estadual nº 13.694/2025, ao tratar de temas ligados ao direito civil e à prestação de serviços, aparenta extrapolar a competência legislativa do Estado, que não pode interferir em relações contratuais entre particulares. “A tentativa de regulamentar essa relação sob o pretexto de proteção ao consumidor aparenta invadir a esfera de competência legislativa da União”, afirmou.

    A relatora também ressaltou que a norma pode afrontar princípios constitucionais fundamentais da ordem econômica, como os da propriedade privada, da livre iniciativa e da livre concorrência, previstos nos artigos 5º e 170 da Constituição Federal. Além disso, apontou que a imposição do uso gratuito das instalações poderia gerar prejuízos financeiros significativos às empresas e comprometer sua sustentabilidade.

    “Diante da densidade dos argumentos apresentados e do risco de lesão grave e de difícil reparação aos estabelecimentos representados pelo Sindicato Autor, a concessão da medida liminar é medida que se impõe”, concluiu.

    Com a decisão, referendada pelo Órgão Especial, permanecem suspensos os efeitos da Lei Estadual nº 13.694/2025, até o julgamento final do mérito da ação.

    Por Lenilson Guedes

  • Mais de 500 candidatos participam, na Paraíba, do 4º Exame Nacional da Magistratura

    Foto da abertura dos portões de acesso ao local da prova
    Momento da abertura dos portões

    A 4ª edição do Exame Nacional da Magistratura (Enam) aconteceu neste domingo (26), em todos os estados do Brasil. Na Paraíba, mais de 500 candidatos participaram do certame, realizado na Faculdade Internacional da Paraíba (FPB),  no bairro de Tambiá, em João Pessoa.

    Organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), o Enam é uma etapa obrigatória para quem deseja concorrer a cargos de juiz ou juíza em tribunais regionais federais, estaduais, do trabalho, militares e no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. 

    A exigência foi estabelecida em novembro de 2023, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A intenção é uniformizar o nível de conhecimento dos magistrados, mas sem retirar a competência dos tribunais de realizarem seus próprios certames.

    Na Paraíba, os trabalhos são coordenados por uma Comissão composta pelas desembargadoras Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, do TJPB, e Herminegilda Machado, presidente do TRT-13. A comissão é integrada, também,  pela juíza auxiliar da Vice-Presidência do TJPB, Silmary Alves de Queiroga Vita, representando o Judiciário estadual paraibano, e pelo juiz federal Bruno Teixeira de Paiva, da Justiça Federal no Estado.

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    Desembargadora Fátima Maranhão

    A desembargadora Fátima Maranhão destacou o aspecto de unificação do certame.  “O Enam é um exame nacional de admissão para a magistratura, organizado para que o Brasil se torne um só Brasil. Hoje, por meio do exame nacional, nós oportunizamos aos estudantes de todos os estados do país a chance de participar de um concurso unificado. O Exame é um abre portas; é um abre portas para todos que desejam um dia ser magistrados no país”, declarou a desembargadora Fátima Maranhão, do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Foto da desembargadora Herminegilda
    Desa. Herminegilda Machado

    A importância do certame foi comentada, também, pela desembargadora Herminegilda Machado, presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-13). Ele explicou que o exame avalia o conhecimento jurídico, mas também a vocação do candidato.

    “O exame é pré-requisito para quem deseja ingressar na magistratura, para quem deseja fazer um concurso para juíz; seja na esfera federal, estadual ou do trabalho”, acrescentou a desembargadora Herminegilda. 

    Foto da Comissão Organizadora do Certame na Paraíba
    Comissão Organizadora do Enam

    Já a juíza Antonieta Maroja, que integrou a Comissão neste domingo, falou da importância do exame, como foco na perspectiva humanista. “O Exame Nacional da Magistratura traz, para nós,  uma perspectiva a nível nacional de como estão os candidatos ao concurso à magistratura, quer para os Tribunais de Justiça dos estados, para a Justiça Federal e para os Tribunais do Trabalho. “É importante ver esse nivelamento porque nos mostra a capacidade jurídica dessas pessoas, que também estão sendo cobradas na perspectiva humanista, sempre visando um judiciário mais justo e acessível”, acrescentou a juíza. 

    Foto do candidato Ezequiel Lira
    Ezequiel Lira, bacharel em Direito

    Recém-formado em Direito, Ezequiel Lira passou a madrugada na estrada, viajando de Sousa (Sertão) com destino à capital paraibana, para chegar cedo ao local da prova. Ele destacou o aspecto de uniformização do exame. “O Enam criou uma forma uniforme, como pré-requisito de ingresso à magistratura. Antes, cada tribunal tinha a sua própria forma. Então, o Enam veio para unificar o processo, o que é importante e interessante”, pontuou o candidato. 

    Provas – A prova é aplicada em todas as capitais brasileiras, com duração de cinco horas, das 13h às 18h (horário de Brasília). Ela é composta por 80 questões objetivas, com uma única etapa de caráter eliminatório. Os conteúdos abordam áreas como Direito Constitucional, Civil, Penal, Administrativo, Empresarial, Processual, Direitos Humanos e Formação Humanística.

    Para ser habilitado, é preciso acertar pelo menos 70% da prova. Já os candidatos autodeclarados negros, indígenas ou com deficiência precisam alcançar no mínimo 50% dos acertos. 

    Certificado – O certificado de habilitação terá validade de dois anos, prorrogável uma única vez por igual período. Com ele, o candidato poderá se inscrever nos concursos para a magistratura promovidos pelos tribunais.

    Confira o edital do certame. 

    Por Valter Nogueira 
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • III Congresso Internacional de Direito consolida a Esma no meio acadêmico, avaliam desembargadores

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    O III Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura na Paraíba, que ocorrerá de 12 a 14 de novembro, em João Pessoa, vai consolidar a Esma no meio acadêmico por sua produção do conhecimento jurídico. Essa é, em síntese, a avaliação dos desembargadores Fred Coutinho, presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba; e Joás de Brito Pereira Filho, diretor da Esma.

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    Fred: difusão do conhecimento jurídico

    “O Congresso Internacional de Direito da Esma consolida a Paraíba como um polo de produção e difusão do conhecimento jurídico. É um espaço de diálogo entre o saber acadêmico e a prática jurisdicional, que fortalece o nosso compromisso com a inovação, a formação contínua e a Justiça de excelência”, afirmou o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    O desembargador ressaltou que “a presença de ministros, professores e pesquisadores do Brasil e do exterior reforça o papel do Tribunal de Justiça da Paraíba como uma instituição aberta ao mundo, conectada aos novos desafios e atenta às transformações tecnológicas e sociais que impactam o Direito e a vida das pessoas.”

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    Joás:Justiça em Movimento

    O diretor da Esma, desembargador Joás Filho, disse não ter dúvida que o III Cidesma será uma forma de consolidar cada vez mais a escola como um braço acadêmico do Poder Judiciário da Paraíba. “Conferencistas nacionais e internacionais participarão do Congresso, cujo tema principal é Justiça em Movimento: Desafios Contemporâneos do Direito e Transformação Digital. Tema bastante atual e de grande importância para os estudiosos de direito. Tenho certeza que esse congresso será um sucesso e consolida cada vez mais a escola no meio acadêmico”, assegurou.

    O III Cidesma abordará temas como o uso de ferramentas da Inteligência Artificial na Justiça, Sustentabilidade Fiscal, Contas Públicas, Reforma Tributária, Agenda Climática Global, Proteção dos Direitos Fundamentais, Racismo, Sistema Prisional e Saúde Mental no âmbito do judiciário.  O evento acontecerá no auditório Ariano Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

    Por Walquiria Maria

  • João Benedito participa de audiência pública com foco na Igualdade Racial realizada na ALPB

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    Desembargador João Bendito

    A Proposta de Emenda à Constituição nº 27/2024 (PEC 27/2024) representa “um salto de cidadania e justiça”, segundo destacou o desembargador João Benedito, em discurso proferido em audiência pública realizada, nesta sexta-feira (24), na Assembleia Legislativa da Paraíba,  para debater a referida PEC.  A audiência foi presidida pela deputada federal, Benedita da Silva, e contou com a presença do deputado federal Orlando Silva e do deputado federal paraibano Damião Feliciano, autor da propositura. 

    Na tribuna da Casa de Epitácio Pessoa, João Bendito conduziu sua fala com foco em três eixos: a constitucionalidade e legitimidade da iniciativa; sua importância para a política de promoção de igualdade social; e a necessidade de avanços concretos na área social – este último, como forma da ação não ficar apenas na retórica, mas avançar na implementação de direitos. 

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    Atual presidente do Comitê Permanente de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça da Paraíba, João Benedito explicou que a PEC em questão encontra respaldo compatível com o ordenamento constitucional brasileiro, durante explanação do primeiro eixo de seu discurso. “A Constituição de 1988 consagrou, como valores fundamentais, a dignidade da pessoa humana, a igualdade formal e material e a erradicação das discriminações”, enfatizou o magistrado.

    No que diz respeito à política de promoção social, João Benedito lembrou que a população negra brasileira – pretos e pardos – enfrenta disparidades persistentes na educação, renda, emprego, saúde e representação social. “A iniciativa da PEC 27/2024 representa uma resposta concreta à chamada dívida histórica que o Estado brasileiro tem com esse segmento da população”, comentou.

    Ainda em seu discurso, no que tange à necessidade de avanços concretos, o desembargador João Benedito abordou a dimensão prática e o desafio de converter a proposição (PEC) em resultados efetivos. “A igualdade racial não se alcança apenas com a aprovação de dispositivos normativos, mas com a implementação de políticas públicas eficazes, com controle social, transparência e responsabilidade institucional”, afirmou. 

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    Desembargador João Benedito

    João Benedito concluiu sua explanação afirmando que a PEC 27/2024 se configura como uma proposta de vanguarda no campo da promoção de igualdade racial no Brasil. “Ela se alinha à Constituição, dá concretude à política de estado para a promoção racial, e oferece mecanismo coletor de recursos para dar força prática a essa meta. Mas depende de todos nós – legisladores, sociedade civil, comunidade jurídica – que tenhamos coragem política, compromisso social e visão de futuro para que não fique apenas no papel”, arrematou o magistrado. 

    PEC 27/2024 – Altera a Constituição Federal para acrescentar o Capítulo IX – Da Promoção Da Igualdade Racial, que institui o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e a inclusão social dos brasileiros pretos e pardos. 

    Por Valter Nogueira
    Fotos: Ednaldo Araújo 
     

  • Desembargador suspende júri de vereador em Santa Rita

    O desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), suspendeu o júri popular do vereador Wagner Lucindo de Souza, conhecido como Wagner de Bebé, acusado de tentativa de homicídio contra Eziel Felipe de Araújo. O julgamento estava marcado para o dia 12 de novembro, na Comarca de Santa Rita, mas foi adiado após o desembargador acolher parcialmente pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que alegou risco à segurança e à imparcialidade dos jurados.

    A decisão foi tomada no âmbito de um pedido de desaforamento nº 0821579-06.2025.8.15.0000, previsto no artigo 427 do Código de Processo Penal, que permite a transferência do julgamento para outra comarca quando houver risco à ordem pública ou à imparcialidade do Conselho de Sentença.

    Segundo o Ministério Público, desde o crime, ocorrido em 15 de março de 2016, a vítima e seus familiares vêm sendo ameaçados e coagidos, situação que teria se agravado com o passar dos anos em razão do cargo político exercido por Wagner de Bebé, que atualmente cumpre mandato de vereador em Santa Rita.

    O órgão ministerial relatou que denúncias anônimas enviadas ao Disque-Denúncia 197  apontam a existência de ações intimidatórias e ameaças de morte atribuídas ao parlamentar. Em uma das comunicações, moradores afirmam, em tom de desespero, que “o vereador e seus capangas mataram um rapaz dentro de casa, e todos têm medo de depor”, o que, segundo o desembargador, revela “a atmosfera de pânico social reinante na localidade”.

    Na decisão, o magistrado também destacou informações oriundas de outro processo, o de Prisão Temporária, no qual o mesmo vereador é investigado pelo homicídio de Luiz Felipe Martins da Silva, ocorrido em 13 de outubro de 2025, na comunidade de Bebelândia. De acordo com a decisão da juíza Daniere Ferreira de Souza, juntada aos autos, o jovem teria sido ameaçado por Wagner de Bebé dias antes de ser morto, o que levou à decretação da prisão temporária do parlamentar e à autorização de buscas em endereços ligados a ele.

    Para o desembargador Márcio Murilo, há “um regime de intimidação permanente” na comunidade, com medo generalizado e ineficácia dos mecanismos locais de proteção, o que torna inviável a realização do julgamento em Santa Rita. Ele ressaltou ainda que a posição política do réu amplia sua influência sobre moradores, lideranças locais e até sobre o corpo de jurados, “gerando um poder difuso de coerção simbólica”.

    “Não se trata de hipótese meramente conjectural: há lastro probatório robusto de que a atuação do réu desborda do processo penal, atingindo o âmago da ordem pública e da confiança da coletividade no Sistema de Justiça”, afirmou o desembargador em sua decisão.

    Com base nessas considerações, o magistrado determinou a suspensão da sessão do Tribunal do Júri marcada para novembro, até o julgamento final do pedido de desaforamento, como forma de garantir a regularidade e a imparcialidade do julgamento popular.

    O Tribunal de Justiça da Paraíba ainda vai decidir, em momento oportuno, para qual comarca o caso será transferido, caso o desaforamento seja confirmado.

    Por Lenilson Guedes

  • Coinju utiliza a arte para ensinar sobre direitos a crianças de escola municipal

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    Crianças vivenciaram uma manhã de arte e direitos, na Esma, onde foram recepcionadas pelas magistradas Maria dos Remédios e Antonieta Maroja e equipe da Coinju

    Olhos atentos, mãos inquietas, ansiedade na medida certa. Essas foram as expressões transmitidas por alunos(as) do 4º ano da Escola Municipal Professor Abraão Alves de Carvalho, de João Pessoa, nesta sexta-feira (24), durante a manhã de arte e direitos promovida pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), na Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma).

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    Antonieta Maroja falou sobre as personalidades em obra de arte

    Diante de tanta novidade apresentada, as crianças puderam acessar um portal de conhecimento que as ensinou sobre direitos do jeitinho que elas mais gostam, brincando. A ação começou com um passeio guiado, conduzido pela diretora adjunta da Esma, juíza Antonieta Maroja, que explicou de forma simples e cativante quem são os artistas e as personalidades retratadas na obra exposta na Esma, e qual a história de cada uma. A coordenadora da Coinju, juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    “Nós esperamos, através desta aproximação das crianças e adolescentes, desmistificar a nossa missão de julgar e a nossa missão pacificadora da sociedade que, afinal de contas é o nosso maior mister, acho que é o mais importante que temos a oferecer. É muito lindo ver a forma como elas procuram demonstrar que conhecem algum direito e a forma genuína como elas nos perguntam sobre aquilo que elas têm curiosidade, vê-las compreender o Direito e saberem que são verdadeiramente cuidadas pelo Poder Judiciário”, comentou a juíza Antonieta Maroja.

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    Professora Anna Camila

    A professora Anna Camila Pontes Krzyzaniak revelou que todos estavam encantados com a oportunidade. “Para eles, é um momento histórico. Muitas dessas crianças nunca saíram da região onde moram. Chegar aqui foi um dia diferente. Dá para ver no olhar, dá para ver a emoção que eles têm, estar aqui. A gente percebe enquanto professor que isso mexe. Sabendo o direito que eles têm, eles podem ter um potencial maior, dá um olhar que eles podem crescer e serem advogados, juízes, pessoas de bem”, declarou.

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    Alunos participam de oficina de arte e e ganharam kit de lápis

    Oficina de desenho – Após o tour, foi oferecido um lanche para as crianças num ambiente festivo e cheio de sorrisos. Em seguida, elas participaram de uma oficina de ilustração, momento em que cada uma recebeu material de desenho e foi incentivada a criar seu próprio personagem ou uma pequena história em quadrinhos que representasse um direito considerado importante.

    Todas foram presenteadas com a entrega de um pequeno certificado de participação e um kit composto por lápis de cor, bloquinho, lápis e apontador.

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    Davi Oliveira

    Davi Oliveira, de 9 anos, foi um dos mais participativos e estava encantado com as artes e histórias dos personagens apresentados durante o passeio. “Eu achei muito bom, porque tem várias culturas, lugares diferentes e muito legais”, falou.

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    Anny Ellen

    Anny Ellen Lourenço, de 10 anos, também estava empolgada com o momento. “Eu amei, foi perfeito. A gente teve um dia diferente do que ficar só na escola. Foi muito legal. Eu acho bem legal a experiência. Aprendi que cada imagem tem um significado muito grande”, disse. 

    Mês da Criança – A manhã de arte e direito fez parte das ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário paraibano’ iniciadas com o lançamento da cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência. Toda a programação está sendo desenvolvida pela equipe da Coinju, coordenada pela juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Por Nice Almeida

  • Presidente do TJPB recebe visita do deputado Cabo Gilberto

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    O desembargador Fred Coutinho recepcionou Cabo Gilberto

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, recebeu a visita de cortesia do deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB). O encontro entre o chefe do  Poder Judiciário paraibano e o parlamentar aconteceu na manhã desta sexta-feira (24), no Palácio da Justiça.

    Durante o encontro, temas diversos do interesse da sociedade paraibana fizeram parte da conversa entre o desembargador-presidente e o parlamentar.  “Recebemos, na manhã de hoje, o deputado federal paraibano, Cabo Gilberto, a quem queremos agradecer pela visita de cortesia”, declarou Fred Coutinho. 

    Ao final do encontro, o deputado Cabo Gilberto informou que pontos atinentes ao Centro Histórico de João Pessoa e a questão da segurança pública foram, entre outros, assuntos da conversa entre ele e o presidente do Tribunal, por se tratarem de temas do interesse da sociedade paraibana. 

    “Foi uma visita de cortesia ao presidente do Poder Judiciário; a propósito, um encontro muito positivo. Na ocasião, conversamos assuntos do interesse do povo paraibano, a exemplo da permanência do Tribunal  no Centro Histórico da Capital”, comentou o parlamentar.

    Por Valter Nogueira