Categoria: TJPB

  • TJPB promove mutirão de conciliação de multas ambientais em parceria com a Semam

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    Mutirão será realizado no Fórum Cível da Capital

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA) e Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), promoverá um mutirão de conciliação referente às multas ambientais notificadas pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam), no município de João Pessoa. A ação ocorre de 13 a 17 de outubro, no Fórum Cível da Capital e faz parte da programação da Semana Nacional de Sustentabilidade. Mais de 50 processos serão colocados para negociação. 

    A iniciativa integra o Termo de Cooperação Técnica firmado entre o TJPB e a Semam, com o objetivo de desenvolver ações voltadas à sustentabilidade, como o plantio de mudas, a realização de atividades educativas ambientais e o fortalecimento da cultura de conciliação, tendo como base a expertise do Poder Judiciário na mediação de conflitos.

    O juiz Kleyber Trovão, coordenador Nupemec, destacou a importância da conciliação para regularização de pendências jurídicas. “Buscaremos promover acordos relacionados às multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, possibilitando aos cidadãos a regularização de suas pendências com condições facilitadas, descontos e até mesmo compensações ambientais. Dessa forma, contribuímos para a efetividade das políticas públicas ambientais, fortalecemos a cultura da conciliação e incentivamos práticas sustentáveis que geram benefícios concretos para toda a população”, expressou.

    Viviane dos Santos Sousa, do Núcleo de Gestão Socioambiental, ressaltou a importância da oportunidade. “Trata-se de um momento importante, em que os convocados terão a oportunidade de assinar termos de conciliação por meio de um diálogo construtivo, buscando a resolução amigável das situações decorrentes das multas administrativas aplicadas pela Semam e a reversão dos valores para ações de compensação ambiental”, falou.

    O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welisson Silveira, também reforçou que essa será uma grande oportunidade para o cidadão. “A parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e o Tribunal de Justiça da Paraíba reforça o nosso compromisso com a conciliação e a responsabilidade ambiental. A Semana da Conciliação é uma oportunidade importante para que cidadãos e empresas possam negociar e regularizar suas pendências de forma justa e acessível, especialmente aquelas relacionadas a multas ambientais”, colocou.

    Serviço – O Fórum Cível de João Pessoa fica na Avenida João Machado, s/n – Jaguaribe, e o Nupemec está localizado no 7º andar.

    Por Nice Almeida

     

  • Julgamentos históricos do TJPB despertam interesse e curiosidade de alunos da Uninassau

    Foto da visita de estudantes ao Museu
    Estudantes da Uninassau em visita ao Museu do TJPB

    Casos com julgamentos emblemáticos, que marcaram a história da Justiça paraibana, como o da Preta Gertrudes, da Botija de Tristão e Angélica e a Apelação Criminal envolvendo o cangaceiro Lampião, despertaram a atenção e a curiosidade dos estudantes do Curso de Direito da Uninassau, e um turista de Campina Grande, que, na manhã desta sexta-feira (10), conheceram o Museu do Poder Judiciário do Estado da Paraíba.

    A vinda desta turma, dentre outras, faz parte do projeto ‘Conheça o Palácio da Justiça e sua História’, uma iniciativa da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça da Paraíba, presidida pelo desembargador Onaldo Rocha de Queiroga. 

    Os alunos percorreram um roteiro, orientados pelo servidor Marcos Alcântara, no qual visitaram não só o Museu do TJPB, mas também, o Pleno Histórico, o Salão Nobre, a Sala de Sessões do Pleno do Tribunal e a Cripta do presidente Epitácio Pessoa.  

    Foto dos alunos no antigo Pleno
    Universitários visitam a antiga Sala de Sessões do Tribunal

    Durante a visita, na Sala de Sessões do Pleno Histórico, os estudantes tiveram a oportunidade de acompanhar a sessão da Quarta Câmara Especializada Cível e receberam as boas-vindas da desembargadora Ana Carla Lopes. Além disso, os alunos conheceram a Sala de Sessões do Tribunal Pleno, ocasião em que o diretor Especial do TJPB, Robson Cananea, teceu explicações sobre o funcionamento dos julgamentos no local.

    Responsável por acompanhar os alunos, o professor Luciano Honório destacou a importância da aula de campo para os estudantes. “É um momento significativo para que eles conheçam a história da Justiça paraibana, compreendam a construção histórica e se preparem para o mundo jurídico, enriquecendo sua formação como cidadãos”, ressaltou.

    Animada por conhecer o Museu do Poder Judiciário pela primeira vez, a aluna Maria Clara da Costa disse ser fascinada pela história, e que a visita era uma oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre o direito, além de ser uma inspiração para sua futura carreira. “Que eu possa me descobrir como uma profissional do direito, e quem sabe um dia eu possa trabalhar aqui”, exaltou.

    Julgamentos históricos expostos no Museu do TJPB

    O acervo de documentos expostos no Museu do Poder Judiciário é diversificado e importante, com peças processuais antigas e marcantes na história do judiciário estadual, datadas desde o tempo do Brasil Império. Um exemplo é o do Caso da Preta Gertrudes. Este foi um Embargo com Vigor de Penhora, envolvendo a escrava, preta Gertrudes Maria, de 1828, em Parahyba (atual João Pessoa), no qual ela recorreu à Justiça para não ser vendida em praça pública, como pagamento de uma dívida, e, para que isso não acontecesse, travou uma guerra judicial pela própria liberdade.

    Há, também, a Botija -Tristão e Angélica – O caso real de uma botija que o premiado ganhou e, por medo dos espíritos e também para a botija não se encantar, convidou um pai de santo para ajudar a arrancar e dividir com ele o ouro, mas o pai de santo enganou o agricultor dono da botija e ficou com o todo o ouro e lhe entregou o caixote cheio de pedra e carvão. O problema foi parar na delegacia de Itapororoca, e depois de transformado inquérito policial, resultou no processo judicial, que foi apreciado pelo promotor de Justiça e o juiz da Comarca de Mamanguape. O processo tramitou na Justiça no período de 1995 a 2007.

    Por fim, tem o caso envolvendo uma denúncia contra Virgulino Ferreira, popularmente conhecido por ‘Lampião’. O processo, do ano de 1929, se refere ao Auto de Processo Judicial – Apelação Criminal, que tramitou no Tribunal do Júri da Comarca de Princesa Isabel.

    Interessados em visitar o Museu do Poder Judiciário da Paraíba podem realizar o agendamento pelos telefones: (83) 98657-7058 (WhatsApp). O agendamento também pode ser feito por e-mail – museu@tjpb.jus.br.

     Por Lila Santos

    Fotos: Ronaldo Orlando

     

     

  • TJPB participa de capacitação com foco no atendimento a mulheres vítimas de violência

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    Foto da juíza Graziela durante palestra

    Juíza Graziela Queiroga proeferindo palestra

    Equipes da Ronda Maria da Penha participaram, na última quinta-feira (9), de mais uma capacitação voltada a aprimorar o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero. O encontro aconteceu na sede do Procon-JP, no bairro de Tambiá, e foi promovido pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM) e da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb).

    A atividade contou com a presença de autoridades que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher na Paraíba, entre elas a juíza Graziela Queiroga, coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A magistrada foi uma das palestrantes, ao lado da delegada da Mulher, Walnísia Melo Chaves, e da psicóloga Géssica Freitas, especialista em violência de gênero e diversidade humana pelo TJPB e mestranda em neurociência cognitiva e comportamento pela UFPB.

    Os temas abordados incluíram prisão em flagrante no contexto de violência contra a mulher, medidas protetivas, avanços da Lei Maria da Penha e a relação entre neurociências e violência doméstica.

    A participação da Coordenadoria da Mulher do TJPB reforçou o compromisso do Judiciário paraibano na articulação de políticas públicas e na capacitação de equipes que atuam na proteção das vítimas. Para a juíza Graziela Queiroga, encontros como esse fortalecem a rede de apoio e ampliam o olhar sobre as múltiplas dimensões da violência de gênero.

    A secretária executiva de Segurança Urbana e Cidadania, capitã Rebeca Barros, ressaltou a importância da iniciativa para garantir acolhimento adequado. “Quando as mulheres ligam para os canais de denúncia, como o 190, 153 e 197, querem ser bem atendidas e acolhidas. Esse é o nosso papel enquanto poder público”, afirmou.

    Já a coordenadora da Ronda Maria da Penha de João Pessoa, Hellen Maciel, destacou o valor das capacitações contínuas. “Sempre é bom e necessário se reciclar para adquirir novos conhecimentos. Esta ação é muito valiosa para deixar a equipe atualizada e preparada para essas demandas tão sensíveis”, disse.

    Também participaram da atividade a subcomandante da Ronda Maria da Penha, Surama Soares, e a chefe de ações da Ronda Maria da Penha, Erika Ramalho.

    Gecom-TJPB

     

     

  • Coinju promove série de atividades para fortalecer rede de proteção à criança e ao adolescente

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    Coinju promove série de atividades

    O uso de telas na primeira infância, o poder da arte como ferramenta para educação em direitos e a formação de magistrados(as) e servidores(as) para atuarem no depoimento especial. Todos esses temas estão em evidência na programação do mês da criança preparada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). 

    Entre as ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ está a produção de um podcast onde será debatido o tema ‘Os efeitos do uso de telas na primeira infância: riscos, limites e oportunidades’. A conversa buscará orientar pais, cuidadores e profissionais sobre como a tecnologia impacta o desenvolvimento cerebral, social e emocional das crianças de 0 a 6 anos. O podcast vai ao ar dia 17 de outubro, às 9h.

    No dia 23, a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) realiza o ‘Curso de formação em depoimento especial’, voltado para magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário.

    Já no dia 24, será a vez de uma imersão no mundo das artes e dos direitos. A ação ‘Manhã de arte e direito na Esma’, combina a apreciação artística com a expressão criativa, incentivando as crianças a refletirem e se manifestarem sobre seus próprios direitos. A atividade será promovida a partir das 8h30 e terá um tour guiado, oficina de desenho em Mangá e uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelas crianças participantes.

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    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    Programação ilimitada – A juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, destacou que a programação para o mês da criança não é uma ação pontual e que o Coinju estende a discussão em torno da garantia de direitos às crianças e aos adolescentes por todos os dias do ano. 

    “Nosso propósito é dar continuidade a esse movimento, tornando-o parte do cotidiano do Judiciário e da rede de proteção. Queremos que essas iniciativas ultrapassem o mês da criança e se consolidem como práticas duradouras, alinhadas ao planejamento da Coordenadoria e ao fortalecimento da política de garantia de direitos”, destacou a juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Mês da Criança – As ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ foram iniciadas com o lançamento da a cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência, na quarta-feira (08). 

    Durante o evento, também foi exibida a versão em vídeo da cartilha, que amplia o alcance das informações não apenas às crianças e adolescentes, mas também aos seus pais e responsáveis, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o procedimento do depoimento especial.

    Por Nice Almeida

     

  • TJPB destaca entendimento sobre Tabela Price e juros compostos em execução de sentença

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    Juiz convocado Manuel Maria Antunes, relator do processo

    O Tribunal de Justiça da Paraíba firmou entendimento relevante no âmbito do Direito Bancário e Processual Civil ao julgar a Apelação Cível nº 0812670-98.2016.8.15.2001, proveniente da 10ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa. A Terceira Câmara Cível, por unanimidade, manteve a sentença que homologou os cálculos da Contadoria Judicial com base na Tabela Price (Sistema Francês de Amortização), reconhecendo-a como metodologia legítima e compatível com a incidência de juros compostos.

    O relator do processo, juiz convocado Manuel Maria Antunes de Melo, destacou que o uso da Tabela Price não viola a coisa julgada nem contraria o regime de capitalização de juros previsto contratualmente, ao contrário do que sustentava a parte apelante. O entendimento, que contou com o respaldo técnico da Contadoria Judicial e apoio em literatura especializada, reforça a segurança metodológica na liquidação de sentenças envolvendo contratos financeiros.

    “A Tabela Price, em sua própria estrutura matemática, incorpora a capitalização de juros, configurando um método legítimo para a quantificação de valores em regime composto”, afirmou o relator no voto.

    O processo teve origem em ação declaratória proposta por uma consumidora contra instituição financeira, visando à restituição dos juros remuneratórios incidentes sobre tarifas bancárias declaradas abusivas. Após o trânsito em julgado, o cumprimento de sentença gerou divergência quanto aos valores devidos.

    A executada apresentou impugnação e o Juízo de primeiro grau determinou a remessa dos autos à Contadoria Judicial do TJ/PB, que elaborou cálculo técnico com base na taxa contratual de 1,67% ao mês, aplicando a Tabela Price para apurar o montante devido. O órgão concluiu pela plena quitação da obrigação após o depósito judicial efetuado.

    Inconformada, a exequente interpôs apelação alegando, entre outros pontos, intempestividade da impugnação e violação à coisa julgada, sob o argumento de que a Tabela Price não refletiria os “juros compostos” fixados no título executivo.

    Ao rejeitar as alegações recursais, o relator ressaltou que a Contadoria Judicial atua como órgão técnico imparcial, cujos cálculos gozam de presunção relativa de veracidade. A simples discordância da parte, sem demonstração objetiva de erro material, não é suficiente para afastar o trabalho técnico do setor especializado.

    Em relação à metodologia, o voto destaca que a Tabela Price não se contrapõe aos juros compostos, mas é, na verdade, a forma de operacionalizá-los. A fórmula matemática que define as prestações constantes (R = P × [i(1+i)^n]/[(1+i)^n – 1]) evidencia que a taxa de juros incide de forma exponencial, incorporando os juros anteriores ao saldo devedor remanescente.

    O relator citou, inclusive, o engenheiro e parecerista jurídico-financeiro Prof. Gilberto Melo, autor de artigo técnico que demonstra a equivalência entre a Tabela Price e o regime de capitalização composta.

    “A Tabela Price contempla juros compostos, ou seja, juros sobre juros, configurando o anatocismo. A melhor forma de testar essa assertiva é trazer todas as parcelas a valor presente pela fórmula de juros compostos — chegando-se, assim, ao valor do capital cedido.” (Artigo disponível em: . Acessado: 06/10/2025).

    A decisão também remeteu a precedentes do próprio Tribunal, a exemplo do Agravo de Instrumento nº 0824204-47.2024.8.15.0000, da Quarta Câmara Cível, relatado pelo Desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, no qual se assentou que “a mera discordância com a utilização da Tabela Price, que emprega juros compostos, não demonstra ofensa ao título executivo ou à coisa julgada”.

    O voto ressalta, ainda, que a coisa julgada incide sobre o dispositivo da sentença e sobre os fundamentos essenciais ao julgamento, não abrangendo alegações ou planilhas anteriores que não tenham sido expressamente homologadas. Assim, a atuação da Contadoria Judicial, ao aplicar a Tabela Price para quantificar juros em regime de capitalização, atendeu fielmente ao comando sentencial e ao contrato subjacente, sem rediscutir o mérito da condenação.

    “Os cálculos oficiais visaram à fiel execução do título judicial e não à sua modificação. A simples discordância da parte não caracteriza violação à coisa julgada”, afirmou o relator.

    O colegiado também reafirmou que o depósito espontâneo parcial não inicia, por si só, o prazo para impugnação ao cumprimento de sentença, que se conta a partir da intimação formal para pagamento voluntário, conforme interpretação dos artigos 523 e 525 do Código de Processo Civil.

    Gecom-TJPB

     

     

  • Poder Judiciário paraibano participa de Conferência Estadual sobre Direitos Humanos

    Foto do desembargador Eduardo Lisboa
    Desembargador Eduardo Lisboa representou o TJPB no evento

    ‘Por um Sistema Nacional de Direitos Humanos: consolidar a democracia, resistir aos retrocessos e avançar na garantia de direitos para todas as pessoas’, este foi o tema da 5ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba, que ocorreu nesta quinta-feira (09). O desembargador Carlos Eduardo Leite Lisboa compôs a mesa de abertura, representando o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho. 

    O evento, que aconteceu no auditório do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), reuniu representantes de diversos setores, como o Sistema de Justiça, movimentos sociais, pastorais, estudantes e a sociedade civil. A iniciativa foi do Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba e teve por objetivo a discussão e fortalecimento da Política Nacional dos Direitos Humanos. 

    O desembargador Carlos Eduardo Leite Lisboa ressaltou a importância da igualdade e a proteção dos direitos humanos. Ele enfatizou a ideia de que, apesar das pequenas diferenças que existem entre as pessoas, todas são, fundamentalmente, iguais. Segundo pontuou, isso é essencial, pois, em uma sociedade democrática e justa, não deve haver discriminação com base em fatores como raça, gênero, classe social ou qualquer outra característica.

    Foto da mesa com as autoridades
    O evento aconteceu na UFPB

    “A participação do Poder Judiciário, nesse contexto, é realmente significativa, pois o Tribunal tem a função de assegurar que os direitos de todos sejam respeitados e, ao mesmo tempo, aprender com as experiências de outras instituições e eventos que discutem essas questões. Somos todos iguais, oriundos de uma mesma ética, da mesma raça humana, com algumas pequenas diferenças como existe em qualquer sociedade”, salientou o desembargador Carlos Eduardo Leite.

    Já o presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba, José Alexandre Guedes, enfatizou a relevância do Poder Judiciário na defesa dos direitos humanos. “Como integrante do sistema de Justiça, o Judiciário tem papel fundamental como garantidor da Constituição e das leis, essencial para a democracia, além de assegurar os direitos dos cidadãos, a execução de políticas públicas e a preservação dos direitos humanos”, evidenciou.

    Por Lila Santos 

    Fotos: Ednaldo Araújo e Carlos Augusto / UFPB

     

  • Caravana REURB chega à Paraíba na próxima segunda (13)  com debate sobre a regularização fundiária urbana

    Logo marca do Reurb

    Com tema de interesse à sociedade e ao Poder Judiciário, a Caravana da REURB chega à Paraíba para promover debate sobre a Regularização Fundiária Urbana (REURB). O evento acontece na próxima segunda-feira (13), no auditório do Centro Universitário UNIESP, em Cabedelo – região metropolitana de João Pessoa. 

    Denominado ‘CARAVANA DA REURB – PARAÍBA 2025’, a ação é uma iniciativa de caráter itinerante que percorre diferentes municípios levando informações, capacitação e apoio técnico sobre a Regularização Fundiária Urbana (REURB).  

    A Caravana tem por objetivo orientar gestores municipais sobre os procedimentos legais da regularização fundiária; capacitar servidores públicos, registradores e técnicos envolvidos no processo; apoiar as prefeituras na elaboração e execução de projetos de regularização. 

    A iniciativa visa, ainda, promover cidadania, garantindo o direito à moradia e o acesso ao registro de imóveis para famílias em situação irregular.

    REURB – A Caravana atua como um espaço de diálogo e aprendizado, levando conhecimento e soluções para que cada município consiga implementar a REURB de forma mais ágil e eficaz, beneficiando diretamente a população que vive em áreas sem documentação formal.

    Oportunidade – Durante o encontro, gestores, servidores públicos, registradores e a comunidade terão acesso a palestras, oficinas e orientações práticas sobre os procedimentos da REURB.

    Inscrição –  1kg de alimento não perecível. Clique aqui para acessar o formulário de inscrição. Toda arrecadação será destinada a ações sociais em benefício da população carente.

     

    Por Valter Nogueira

     

  • TJPB vai instalar laboratório de inovação e criatividade que homenageia Lynaldo Cavalcanti

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    Ambiente do Laboratório ‘Lyno’, na sede da Esma, na Capital

    Na manhã desta sexta-feira (10), será inaugurado o ‘Laboratório de Inovação Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (Lyno), um espaço criado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, para experimentação, criatividade e inovação. O Laboratório vai funcionar na Escola Superior da Magistratura (Esma), em João Pessoa.

    Durante o evento, será exibido um minidocumentário produzido pela Gerência de Comunicação (Gecom) do Tribunal de Justiça da Paraíba. O material resgata a trajetória de Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, que nasceu em Campina Grande, em 8 de dezembro de 1932 e foi considerado uma referência no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação no país. Ele morreu em 2011, em Brasília.

    O Laboratório de Inovação ‘Lynaldo Cavalcanti’ foi instituído pelo Ato/TJPB nº 137/2025, com a finalidade de fomentar e gerenciar iniciativas inovadoras, visando à modernização, eficiência e melhoria contínua dos processos administrativos e judiciais.

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    Lynaldo Cavalcanti

    A iniciativa considerou, entre outros pontos, a Resolução nº 395/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Política de Inovação no Poder Judiciário. A Presidência do TJPB ainda observou os macrodesafios definidos pelo CNJ e sua incorporação ao Planejamento Estratégico do Poder Judiciário da Paraíba, além da importância de estabelecer diretrizes para o recebimento, triagem, avaliação e desenvolvimento de ideias inovadoras, como ainda a necessidade de fomentar a cultura da inovação no Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Lynaldo Cavalcanti atuou como membro do Conselho Deliberativo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), durante os anos de 1973 e 1974. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi convidado a assumir a secretaria de Obras de Campina Grande, onde ficou até o ano de 1959. Em sua trajetória também é destacada a função de reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Estadual da Paraíba, além de presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB).

    Em sua gestão como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de 1980 a 1985, criou o primeiro parque tecnológico do país com incubadora de empresas, além de atuar junto aos estados e municípios para a criação de secretarias estaduais e municipais de ciência e tecnologia. Nessa época também incentivou a criação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq).

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB publica editais de vacância para varas mistas de Patos e Sousa

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, na edição desta quinta-feira (9) do Diário da Justiça eletrônico (DJe), dois editais de vacância referentes a unidades judiciais de entrância final, localizadas nos municípios de Patos e Sousa.

    De acordo com os editais, assinados pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, a 5ª Vara Mista da Comarca de Patos encontra-se vaga, e seu provimento ocorrerá por meio de remoção por merecimento, conforme previsto no Edital nº 93/2025.

    Já a 5ª Vara Mista da Comarca de Sousa será provida pelo critério de remoção por antiguidade, nos termos do Edital nº 94/2025.

    As inscrições estão abertas pelo prazo de cinco dias corridos, a contar da publicação, e deverão ser feitas por meio do Sistema Eletrônico de Informação (SEI).

    Por Lenilson Guedes

     

  • Servidoras do TJPB apresentam painel sobre ‘Trilha Renovar’ na Semana Nacional de Sustentabilidade

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    O evento será realizado nos dias 16 e 17 de outubro

    ‘Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida’. Esse é o tema do painel a ser apresentado pelas servidoras Viviane dos Santos Sousa e Aline Fernandes da Nóbrega, do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), do Tribunal de Justiça da Paraíba, na 1ª Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário.  O evento será realizado nos dias 16 e 17 de outubro, em João Pessoa. 

    A iniciativa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunirá os principais tribunais do Estado em organização conjunta: o TRT da Paraíba (13ª Região), sede do evento; o TJPB; o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e a Justiça Federal.

    “O Trilha Renovar tem como propósito desenvolver uma jornada educativa, prática e transformadora, voltada a grupos em situação de vulnerabilidade, fundamentada nos pilares da sustentabilidade. Durante o painel, serão apresentadas as ações já executadas com adolescentes acompanhados pelos CREAS de Campina Grande”, pontuou Viviane dos Santos.

    O Projeto Trilha Renovar: Sustentabilidade para a Vida é uma iniciativa idealizada pelos Laboratórios de Inovação e Núcleos de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça da Paraíba, do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região e do Tribunal de Justiça de Pernambuco. O projeto conta, ainda, com a parceria do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nejure), reforçando o compromisso das instituições com a promoção de práticas sustentáveis, inclusivas e transformadoras.

    Programação 

    O evento tem início no dia 16 de outubro, às 15h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT – 13ª região), com uma ação para o plantio de mudas de árvores envolvendo a participação das autoridades. Já a abertura oficial dos trabalhos está prevista para 17h, no auditório principal do Fórum Maximiano Figueiredo do TRT, localizado na Rua Aviador Mário Vieira de Melo, 1440, bairro João Agripino.

    Na sequência, às 19h, será realizada a audiência pública do setor privado, setor público e terceiro setor sobre boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). O segundo dia é destinado à apresentação dos painéis.

    Por Nice Almeida