Categoria: TJPB

  • Estudantes de Direito da Unifacisa de Campina Grande vivem ‘um dia de desembargador’ no TJPB

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    Estudantes do curso de Direito da Faculdade Unifacisa, de Campina Grande, viveram ‘um dia de desembargador(a)’ no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta quarta-feira (01). Os (as) jovens visitaram o projeto ‘Conheça o Palácio da Justiça e sua História’, ocasião em que participaram da sessão do Órgão Especial e, logo em seguida, sentaram-se à mesa do Pleno.

    No Pleno, os alunos foram recebidos pelo desembargador Abraham Lincoln, decano da Corte, que estava presidindo a sessão do Órgão Especial.

    A visita foi felicitada pelos desembargadores e desembargadoras presentes à sessão, que fizeram questão de destacar a importância da aula de campo para a familiarização dos estudantes ao meio em que, logo em breve, estarão presentes. 

    O  diretor especial do TJPB, Robson de Lima Cananéa, fez uma explanação sobre o funcionamento dos julgamentos no Pleno e nas Câmaras e tirou as dúvidas dos alunos. A visita foi mediada pelos servidores Patrício Fontes, Marcos Alcântara e Clarice Santana.

    O professor doutor, Breno Wanderley, coordenou a turma e agradeceu ao Judiciário paraibano por abrir as portas para o contato direto com a Justiça. “Na sala de aula nós levamos a teoria, e é aqui, trazendo os alunos para ver na prática como se julgam os processos em segundo grau, que vemos a prática. É uma experiência muito importante para cada um deles”, disse.

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    Conheça o Palácio da Justiça – O prédio sede do Judiciário destina alguns de seus espaços ao Museu do Poder Judiciário do Estado da Paraíba. Um ambiente repleto de história e cultura, onde é possível explorar um acervo cuidadosamente preservado, que revela parte da trajetória da Justiça paraibana.

    A Comissão de Cultura e Memória tem a atribuição de preservar, divulgar e promover a história e a cultura jurídica do Poder Judiciário do Estado da Paraíba. O Museu é um dos espaços de memória do Poder Judiciário estadual administrado pelo presidente da Comissão de Cultura e Memória, Desembargador Onaldo Rocha de Queiroga.

    Atualmente o Museu é composto por cinco espaços abertos à visitação: sala de exposição do Hall Térreo, com exposição de alguns itens de documentação histórica; Hall Superior do Palácio, com a representação de uma sala de audiência e um gabinete do juiz, além de telas do artista paraibano Flávio Tavares; Sala Histórica de Sessão do Tribunal Pleno; Salão Nobre; e Cripta de Epitácio Pessoa.

    A visita Monitorada ocorre sempre a partir das 9:00 horas, segundo agendamento prévio, através dos canais de comunicação do Museu: whatsapp (83) 98657-7058, e-mail museu@tjpb.jus.br e instagram @museutjpb. As visitas individuais e espontâneas são livres. Os visitantes que participam da visita monitorada recebem certificado de participação.

     

    Por Nice Almeida

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Ação socioambiental: TJ instala coletores de tampas plásticas em seis prédios da Capital

    Instalação dos coletores na Escola Superior da Magistratura
    Instalação dos coletores na Escola Superior da Magistratura

    Sabe aquela tampa plástica que normalmente seria descartada como lixo? Agora ela pode ganhar nova utilidade, ajudando na preservação ambiental e contribuindo para causas sociais. Magistrados (as), servidores (as) e colaboradores (as) do Judiciário paraibano podem contribuir de forma simples: basta higienizar as tampas e depositá-las em um dos coletores instalados nesta quarta-feira (1º) em seis prédios do Tribunal de Justiça da Paraíba, em João Pessoa.

    Os pontos de coleta estão no Palácio da Justiça, no Anexo Administrativo João XXIII, Fóruns Cível,Criminal e Regional de Mangabeira, além da Escola Superior da Magistratura (Esma). Podem ser descartadas tampas oriundas de garrafas pets, produtos de limpeza, cosméticos, desodorantes, entre outras.

    Parceria em prol do meio ambiente e de ações sociais

    A iniciativa é fruto da parceria firmada entre o Tribunal de Justiça da Paraíba e o Projeto Socioambiental ‘Tampa Solidária – criado em 2023, com o objetivo principal de reduzir a poluição plástica. A ação também gera recursos que são destinados a projetos sociais. No âmbito do Tribunal, a iniciativa é coordenada pelo Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA).

    A proposta visa promover o descarte consciente, reduzir o impacto ambiental dos resíduos plásticos — especialmente nos mares e oceanos — e apoiar ações sociais desenvolvidas pelo projeto.

    Participaram da instalação dos coletores as integrantes do NGSA, Viviane de Sousa e Silvia Gabinio, o estagiário Gabriel Gonçalves, da Diretoria de Governança e Gestão Estratégica, e o coordenador do Projeto, Hildevânio Macedo.

    Viviane informou que a próxima etapa de entrega de coletores contemplará o Juizado da Infância e Juventude da Capital e os fóruns das Comarcas de  Cabedelo, Bayeux, Conde e Santa Rita.

    Como funciona o Projeto Tampa Solidária

    A ação foca na coleta e na reciclagem de tampas plásticas. Cerca de 80% do material arrecadado é comercializado, e os recursos obtidos são usados para financiar o próprio projeto e apoiar diversas ações sociais.

    “Parte do valor arrecadado é destinada à compra de ração para cães e gatos, que é doada a protetores independentes. Outra parte é usada para a compra de alimentos destinados a pessoas em situação de rua e famílias em vulnerabilidade, na região central de João Pessoa”, explicou o coordenador Hildevânio.

    Além disso, uma parcela das tampas é direcionada ao projeto de extensão Mares Sem Plásticos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que desenvolve ações de ensino e pesquisa voltadas ao reaproveitamento sustentável do plástico.

    O Projeto já soma dois anos de impacto positivo, mais de 3 toneladas de tampas recolhidas e um histórico de parcerias que geram transformação social, educação e preservação ambiental, além de solidariedade com pessoas e animais em situação de vulnerabilidade.

    Além do TJPB, são parceiros da iniciativa empresas, escolas, igrejas, universidades e órgãos públicos do estado da Paraíba, bem como associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis da Região Metropolitana de João Pessoa.

     

    Por Gabriela Parente

     

  • Editais de vacância para as Comarcas de Catolé do Rocha e Itaporanga são publicados no DJe

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, nesta quarta-feira (1º), dois editais de vacância para comarcas de entrância inicial. Os documentos foram assinados pelo presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Fred Coutinho, e publicados na edição do Diário da Justiça eletrônico (DJe).

    O Edital de Vacância nº 91/2025 diz respeito à 1ª Vara Mista da Comarca de Catolé do Rocha, cujo critério de remoção é o de merecimento. Já o Edital nº 92/2025 refere-se à 3ª Vara Mista da Comarca de Itaporanga, sendo o critério de remoção o de antiguidade.

    Conforme dispõe o artigo 66 da Lei nº 9.784/99, juízes e juízas interessados(as) deverão efetuar suas inscrições no prazo de cinco dias corridos, por meio do Sistema SEI, encaminhando o respectivo processo à Gerência de Primeiro Grau.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Inscrições seguem até o dia 13 para especialização em Direito, Inovação e Segurança da Informação

    Seguem abertas, até o dia 13 de outubro, as inscrições para o curso de pós-graduação Lato Sensu (especialização) em Direito, Inovação e Segurança da Informação, promovido pela Escola Superior da Magistratura (Esma-PB). A formação, gratuita e na modalidade híbrida, é voltada a magistrados(as) e servidores(as) efetivos(as) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que possuam graduação. As inscrições devem ser realizadas pelo link: https://forms.gle/uU5vidSDh6Q9irgB7.

    A iniciativa integra a Aliança Estratégica entre o TJPB e a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), no âmbito do Programa I-Nova Justiça. O resultado da seleção será divulgado em 17 de outubro e a aula inaugural ocorrerá no dia 24 do mesmo mês.

    Ao todo, estão sendo disponibilizadas 35 vagas, sendo 20 para magistrados(as), das quais duas para aposentados(as), e 15 para demais servidores(as). Eventuais vagas remanescentes de uma cota, poderão ser preenchidas por inscritos(as) na outra cota, respeitada a ordem de classificação. Em cada componente curricular (disciplina), haverá a destinação de mais cinco vagas para a oferta isolada.

    As aulas presenciais serão realizadas na sede da Esma-PB, em João Pessoa, quinzenalmente, aos sábados, das 8h às 18h. Já as aulas remotas (síncronas) acontecerão no ambiente virtual da Escola (Moodle) e pelas plataformas Zoom ou Google Meet, às segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 21h30.

    O curso está estruturado em seis módulos, que abordarão os seguintes temas: Fundamentos do Direito na Era Digital; Inteligência Artificial e o Poder Judiciário; Temas Contemporâneos em Direito e Tecnologia; Pesquisa e Produção Acadêmica; IA Generativa na Prática Jurídica; e Internet, Big Techs e Direito.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Tribunal de Justiça da Paraíba promove atividades de conscientização sobre direitos da pessoa idosa

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    TJPB recebe selo

    Hoje, 1º de outubro é comemorado o Dia Internacional da Pessoa Idosa, instituído pela Resolução 45/106, de 14 de dezembro de 1990, da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo desta data é sensibilizar para o impacto do envelhecimento da população e para a necessidade de garantir que as pessoas possam envelhecer com dignidade e continuar a participar na sociedade como cidadãos de plenos direitos.

    Para o ano de 2025, a ONU comemora o Dia Internacional da Pessoa Idosa com o tema ‘Idosos Impulsionando Ações Locais e Globais: Nossas Aspirações, Nosso Bem-Estar e Nossos Direitos’.

    O Comitê de Atenção à Pessoa Idosa do Tribunal de Justiça da Paraíba, presidido pelo desembargador e vice-presidente do TJPB João Batista Barbosa, instituído em 2024, vem trabalhando para cumprir as ações da Resolução nº 520/2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), oferecendo capacitação a servidores(as), magistrados(as) e auxiliares do Poder Judiciário estadual sobre a temática.

    Neste mês, serão promovidos o Curso de Preparação para a Aposentadoria, conforme a Resolução/TJPB nº 34/2025, e videocast na Escola Superior da Magistratura (16/10), sobre os direitos da pessoa idosa, dentre outras ações sociais, inclusive em parceria com a Associação das Esposas de Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp).

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    Na CMJP, Silmary defendeu rede de proteção da pessoa idosa

    Segundo a juíza auxiliar da Vice-presidência do Tribunal, Silmary Alves de Queiroga Vita, “o Comitê realiza webinários, cursos e palestras voltados ao sistema de Justiça, desenvolvendo painéis de análise de informação estatística sobre ações voltadas a idosas, exigindo prioridade no julgamento dos processos judiciais, dentre outras ações”. Ainda de acordo com a magistrada, a participação de pessoas idosas nas ações do Tribunal de Justiça da Paraíba representa 12,7 %, dos quais 1,1% é de pessoas com mais de 80 anos de idade. Na Comarca de João Pessoa, o percentual é de 10,12%.

    No Brasil, o Dia Nacional do Idoso foi instituído pela Lei nº 11.433/2006, que determinou aos órgãos públicos, responsáveis pela coordenação e implementação da Política Nacional da Pessoa Idosa, a realização e a divulgação de eventos que valorizem a pessoa idosa na sociedade, estabelecendo o dia 1º de outubro para a conscientização.

    A responsabilidade dos Estados na promoção dos direitos das pessoas idosas e os pilares da política global de envelhecimento estão na Declaração Política e no Plano de Ação Internacional de Madri sobre o Envelhecimento (MIPAA), adotados em 2002.

    Sessão Solene  – Nesta quarta-feira (1º), foi realizada na Câmara de Vereadores de João Pessoa uma Sessão Solene alusiva ao Dia da Pessoa Idosa. A juíza Silmary Alves de Queiroga Vita compôs a mesa de autoridade, representando o Poder Judiciário estadual e o Comitê de Atenção à Pessoa Idosa do Tribunal de Justiça da Paraíba. Os trabalhos foram presididos pelo vereador Edmilson Soares, que também foi o autor da propositura da sessão.

    Segundo a magistrada, a pessoa idosa depende de um forte trabalho em rede, que envolva vários órgãos de proteção. “Sozinhos não conseguimos fazer ações de grande intensidade. Unidos conseguimos alcançar nossas metas e objetivos. Então, essa comunhão de esforços, que envolve os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, além da sociedade civil, é que vai promover efetivamente a garantia de um desenvolvimento saudável para as pessoas de idade a partir dos 60 anos”, destacou a juíza.

    Para Edmilson Soares, valorizar a pessoa idosa é reconhecer sua trajetória, suas conquistas e o papel fundamental que exerce na construção da sociedade. “Mais do que respeitar, é oferecer condições de dignidade, inclusão e cuidado, garantindo que sua experiência seja ouvida e compartilhada entre gerações”, disse o vereador.

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB mantém validade de lei que regulamenta serviço de Táxi Especial em João Pessoa

    Em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (1º), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba indeferiu medida cautelar requerida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado, que buscava suspender a eficácia da Lei nº 15.181/2024, do município de João Pessoa. A norma dispõe sobre a regulamentação do serviço de transporte de pequenas cargas, denominado Táxi Especial.

    O relator do processo nº 0825459-40.2024.8.15.0000, desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos, destacou em seu voto que não há vício de iniciativa, uma vez que o município tem competência legislativa concorrente e suplementar à União e ao Estado, conforme previsão da Constituição Federal e da Constituição Estadual. “Trata-se de matéria de interesse local”, afirmou, acrescentando que já há decisões de vários tribunais de Justiça sobre a matéria.

    De acordo com a lei, o veículo para prestação do serviço de transporte de pequenas cargas, denominado táxi especial, será prestado necessariamente em Picape Leve ou Caminhonete.

    “Apenas pessoas físicas podem prestar serviço de transporte de pequenas cargas e passageiros, denominado táxi especial”, diz o texto da lei.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Estudantes da Estácio visitam Museu do Poder Judiciário e acompanham sessões do TJPB

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    Na manhã desta terça-feira (30), cerca de 30 estudantes do curso de Direito da Faculdade Estácio Paraíba, do 3º ao 5º período, participaram de uma visita ao Museu do Poder Judiciário. A atividade proporcionou aos alunos a oportunidade de vivenciar de perto a rotina do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), incluindo a participação em sessões da Quarta Câmara Cível e da Câmara Criminal, ocasião em que foram recepcionados pela desembargadora Anna Carla Lopes e pelo desembargador Márcio Murilo, respectivamente. 

    Durante o percurso, conheceram o Memorial, o Salão Nobre, as antigas e atuais salas de sessões do Tribunal Pleno, a Cripta Epitácio Pessoa e as galerias históricas. A visita foi conduzida pelos servidores Marcos Alcântara e Clarice Santana, da Comissão de Cultura e Memória do TJPB.

    Para Marcos Alcântara, o momento foi mais do que um passeio. “A visita representa um passo fundamental na formação de cada um deles. Não se trata apenas de um passeio, mas de uma imersão na história viva da justiça e da cultura, observada por meio da evolução dos documentos, das práticas e dos instrumentos jurídicos, conectando o passado com os desafios do presente, e entendendo que o Direito é uma construção social contínua”, ressaltou.

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    O professor Paulo Vitor Souto, coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio, destacou a importância da atividade para a formação dos estudantes. “A visita tem como principal razão fazer com que os alunos tenham contato com a teoria associada à prática, mas também uma imersão na história do Tribunal de Justiça. É fundamental para que a prática jurídica seja efetivada em sua essência. Acompanhando uma sessão ao vivo, com desembargadores e advogados, os alunos realmente entram em contato com o mundo concreto do Direito”.

    Entre os estudantes, a experiência também foi avaliada de forma positiva. A aluna Bethe Correia enfatizou a relevância da oportunidade. “É uma honra estar no Tribunal, conhecer a história, os primórdios, os detalhes que hoje em dia não se vê mais. Está sendo bastante enriquecedor participar da sessão de uma Câmara e presenciar pessoalmente esse momento”, pontuou.

    O Museu do Poder Judiciário realiza visitas previamente agendadas. Os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (83) 9 8657-7058 ou pelo e-mail museu@tjpb.jus.br

    Por Rayane Sá – estagiária

    Fotos: Ednaldo Araújo 

     

  • Guias das custas judiciais passam a ser pagas por meio do BRB, a partir desta quarta (1º)

    Logo BRB

    As guias das custas judiciais passam a ser pagas por meio do Banco de Brasília BRB S.A., a partir desta quarta-feira (1º). No entanto, o pagamento das guias poderá ser feito em todas as instituições financeiras por meio de PIX e QR Code, informa a Diretoria de Economia e Finanças do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Já o pagamento das guias por meio de Código de Barras será feito, apenas, através dos canais do BRB S.A., tais como canais digitais, terminais de autoatendimento BRB e Banco 24h, segundo explicou Izabel Vicente Izidoro da Nóbrega, diretora de Economia e Finanças do TJPB.

    “As guias de custas judiciais poderão ser pagas em todas as instituições financeiras, por meio de PIX, QR Code. Por meio do código de barras, apenas através dos canais do BRB S.A., quais sejam: Canais digitais, agências, terminais de autoatendimento BRB e Banco 24 horas)”, enfatizou Izabel Izidoro.

    Tecnologia

    Para promover a mudança, fez-se necessário interação entre o BRB e a Diretoria de Tecnologia do TJPB. “Nos últimos dois meses, a equipe de tecnologia do Tribunal trabalhou intensamente nos ajustes necessários para a integração com o Banco de Brasília (BRB). Com esse esforço, estamos concluindo as adequações de vários sistemas e vamos dar início à nova operação, que trará mais segurança e eficiência no pagamento das guias judiciais.”, explicou Daniel Melo, diretor de Tecnologia do Tribunal. 

    Emolumentos dos Cartórios

    Na próxima semana será implementada o pagamento dos emolumentos dos cartórios extrajudiciais, também, por meio do banco BRB S.A.

    Por Valter Nogueira 

     

  • CNJ Institui Política de Comunicação para o Poder Judiciário com foco em transparência e acessibilidade

    CNJ Institui Política de Comunicação para o Poder Judiciário com foco em transparência e acessibilidade

    Imagem de um microcomputador

    Mirando em informações cada vez mais acessíveis à população, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu a Política de Comunicação Social no âmbito do Poder Judiciário. A norma estabelece parâmetros para os setores responsáveis pela comunicação dos órgãos judiciais, definindo estrutura, atribuições e diretrizes que devem orientar o trabalho.

    A Resolução nº 640, publicada em 23 de setembro de 2025, reforça a importância do alinhamento da linguagem e do discurso institucional entre os órgãos que compõem o Poder Judiciário, respeitando as particularidades regionais. Além disso, determina que as ações de comunicação devem prezar pela transparência, eficiência, ética e responsabilidade social.

    Conforme o documento, a comunicação institucional deverá promover a divulgação contínua dos direitos do cidadão, serviços, programas e políticas públicas, utilizando linguagem simples, direta e acessível a todos os públicos.

    Outro ponto central da política é incentivar a participação social na formulação de políticas públicas. As unidades de comunicação também devem assegurar a disseminação de informações corretas, fortalecendo a compreensão da sociedade sobre o papel do Judiciário na defesa da democracia e dos direitos fundamentais.

    Entre as diretrizes, a Resolução destaca a necessidade de observância às normas de acessibilidade comunicacional, assim como à representatividade racial, etária, de gênero e de orientação sexual. 

    O documento enfatiza ainda o caráter educativo e informativo da comunicação, a valorização dos elementos culturais nacionais e regionais, e a adoção de práticas inovadoras alinhadas às novas tecnologias.

    Estrutura e atribuições

    As unidades de Comunicação devem contar com equipe qualificada, composta por servidores, cargos e contratos necessários para a execução dos macroprocessos: gestão de comunicação, gestão administrativa, assessoria de imprensa, comunicação interna, audiovisual, comunicação visual e comunicação digital. Essas unidades estarão subordinadas diretamente à Secretaria-Geral da Presidência ou órgão equivalente.

    Dentre as atribuições das equipes estão a divulgação de atos e decisões judiciais, o desenvolvimento de campanhas públicas para promover o acesso à justiça e a educação em direitos, a manutenção de bom relacionamento com a imprensa, a atuação na gestão de crises institucionais e a elaboração de planejamento estratégico.

    Cabe ainda a essas unidades criar e gerenciar os canais de comunicação e perfis nas redes sociais, com definição de estratégia, posicionamento, planejamento e linha editorial alinhados à Política contida na Resolução 640/2025.

    Proibições

    A Resolução também estabelece limites claros para a comunicação institucional. Está vedada a promoção pessoal de magistrados e servidores, garantindo a impessoalidade e o caráter público e informativo da comunicação oficial.

    Além disso, o artigo 7º, parágrafo 2º, proíbe a criação de perfis ou páginas em redes sociais em nome das instituições do Judiciário por iniciativa particular ou de áreas técnicas, mesmo para fins institucionais, informativos ou educativos, assegurando o controle e a uniformidade da comunicação oficial.

    Governança de Comunicação Social

    A coordenação nacional das ações de comunicação ficará a cargo do Sistema de Comunicação do Poder Judiciário (SICJUS), composto pela Secretaria de Comunicação do CNJ (órgão central), as Secretarias de Comunicação dos tribunais superiores (órgãos de subsistemas) e as unidades de comunicação dos tribunais de justiça estaduais e federais (órgãos operacionais).

    Cabe às unidades locais elaborar e implementar manuais operacionais que detalhem as diretrizes da política, garantindo sua efetividade e uniformidade em todo o país.

    Por Gabriela Parente

     

  • Ministro Edson Fachin recebe presidentes de tribunais de todo o país 

    Foto do ministro Edson Fachin com os presidentes de tribunais
    Ministro Edson Fachin com os presidentes de tribunais

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu nesta terça-feira (30), primeiro dia de sua gestão, com presidentes e representantes de todos os tribunais superiores, estaduais de segunda instância, regionais federais, militares, eleitorais e trabalhistas do país. Nos encontros, Fachin reiterou o compromisso com o diálogo e a atuação conjunta dos gestores da Justiça brasileira para enfrentar o que classificou como uma “clivagem” entre o Judiciário e a sociedade.

    “Essa é uma sinalização de abertura ao diálogo franco, com o devido respeito à autonomia e à competência constitucional de cada tribunal”, afirmou o presidente do STF. “Mas é também um convite para nos auxiliar a diagnosticar o presente e encontrar caminhos para essa clivagem que muitas vezes se coloca entre o Poder Judiciário e a sociedade brasileira”.

    Foto de Fred com colegas magistrados
    Fred com os colegas magistrados da PB

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho, participou, ao lado de colegas presidentes de tribunais, do primeiro encontro com o ministro Edson Fachin, novo presidente da Suprema Corte de Justiça do país. Na foto ao lado, Fred Coutinho aparece com os colegas paraibanos que, também, participaram da reunião com o ministro-presidente. 

    Pena Justa

    O ministro demonstrou preocupação com a execução do plano “Pena Justa”, que busca controlar a entrada e a superlotação dos presídios, além de garantir a empregabilidade e a reinserção social dos egressos. Segundo ele, a iniciativa dificilmente trará resultados concretos sem a adesão efetiva e ampla dos tribunais em todo o país. O ministro ofereceu suporte para que as medidas sejam implementadas e avaliou que a capilaridade é, concomitantemente, uma força e um desafio. “Não podemos trabalhar com ilhas de pré-modernidade naquilo que compete ao Poder Judiciário zelar.”

    Racismo Zero

    O ministro também anunciou medidas voltadas ao enfrentamento da desigualdade racial no Judiciário. Entre as iniciativas estão a realização de um Mutirão Racial, inspirado na experiência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

    A meta é reduzir em 20% o estoque de 10 mil processos sobre questões raciais pendentes de julgamento no país até novembro. O esforço, segundo ele, será contínuo ao longo de 2026 e terá como foco a eliminação completa desse passivo.

    Fachin também reafirmou o compromisso de consolidar e expandir avanços institucionais já conquistados em matéria de equidade racial e de gênero. “Não retrocederemos nos avanços que a ministra Rosa Weber e o ministro Luís Roberto Barroso nos legaram na construção de um Poder Judiciário mais inclusivo, sob o ponto de vista da equidade de gênero e racial”, afirmou.

    Integridade e transparência

    Em ambas as reuniões, o ministro tratou da criação do Observatório de Integridade e Transparência, que funcionará como órgão de monitoramento ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Diferentemente da atuação da Corregedoria Nacional, o observatório terá mecanismos voltados a prevenir, detectar e corrigir condutas inadequadas no sistema de Justiça, além de estimular a transparência ativa na interação com os setores público e privado.

    “O observatório é um aliado ao aprofundamento de nossas práticas de compliance, governança e prevenção. É indispensável que nossos dados estejam abertos, expostos à luz do sol, para que a confiança da sociedade em nossos afazeres se consolide e se fortaleça a cada dia”, disse Fachin, para quem a integridade do Judiciário é “fundamento da legitimação social e do fortalecimento republicano”.

    Confiança no sistema eleitoral

    O presidente do STF homenageou o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em “tempos ásperos para a democracia” e reiterou a confiança no sistema de votação brasileiro. Ressaltou o orgulho institucional com o modelo eleitoral e afirmou que sua defesa será reafirmada “quantas vezes for necessário”.

    Ele também destacou o compromisso no combate às fake news, classificando a desinformação como fator de corrupção do processo democrático. Fachin demonstrou preocupação com a proliferação de vídeos falsificados por meio de inteligência artificial e reforçou que essa “empreitada dura” contará com o engajamento do Supremo.

    Justiça do Trabalho

    O ministro reconheceu as transformações profundas em curso no mundo laboral e observou que muitas das controvérsias sobre o tema acabam submetidas ao STF. Ressaltou, porém, que esses desafios não podem servir de pretexto para enfraquecer ou desautorizar a autoridade do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que frequentemente implica relativizar ou reduzir direitos dos trabalhadores.

    Fachin reafirmou que sua gestão será “uma trincheira de resiliência e de compromisso com o fortalecimento da Justiça do Trabalho”. Ele defendeu que a atuação do TST deve seguir orientada pela missão estabelecida na Constituição de assegurar a proteção de direitos e a efetividade das garantias trabalhistas.

    Participantes

    Pela manhã, o presidente do STF se reuniu com os presidentes dos tribunais superiores. Estiveram presentes o vice-presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes; a ministra Cármen Lúcia, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o ministro Herman Benjamin, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o ministro Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST); a ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM); e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell.

    À tarde, Fachin recebeu representantes dos demais tribunais do país, em encontro que também contou com a participação dos presidentes das cortes superiores.

    Gecom-TJPB com informação do STF

    Fotos: Antônio Augusto – STF