Categoria: TJPB

  • Coordenadoria da Mulher do TJPB: fortalecimento institucional no combate à violência de gênero

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    Mais do que um órgão que componho a estrutura administrativa do Poder Judiciário paraibano, a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba tem se tornado um ente de significativa atuação no enfrentamento à violência de gênero e na defesa e valorização dos direitos das vítimas. 

    As ações empreendidas ao longo deste ano e os resultados obtidos demonstram ser a Coordenadoria um braço forte do Judiciário na luta contra a violência de gênero. Em 2025, de acordo com levantamento da unidade judiciária, diversas foram as iniciativas realizadas, com destaque para a Implantação de painel, com o objetivo de monitorar processos de violência doméstica (ferramenta de BI), integrado ao site do Tribunal, com dados vindos do DataJud, base de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

    Há também, o lançamento do Observatório de Violência Doméstica, com estatísticas em tempo real das unidades judiciárias sobre medidas protetivas, feminicídios e processos relacionados. Além da consolidação das parcerias envolvendo a Rede de Proteção às Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, em especial com o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Paraíba (OAB-PB).

    A expansão do Programa Integrado Patrulha Maria da Penha, cuja cobertura chega ao alcance de 128 municípios paraibanos; realização de ações educativas em canteiros de obras (fruto de parcerias com Tribunais Estaduais, do Trabalho, Ministério Público Federal e órgãos da Segurança Pública), bem como, a atuação junto aos grupos reflexivos para autores de violência doméstica em comarcas (em cumprimento de medidas protetivas ou penas suspensas), como medida complementar de enfrentamento e o apoio à instalação e disseminação dos “Bancos Vermelhos” nas comarcas, de forma a chamar atenção da sociedade para os altos índices de feminicídio registrados na Paraíba. 

    Também ganhou destaque a atuação da coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba, juíza Graziela Queiroga, nomeada para integrar o Grupo de Trabalho de Grupos Reflexivos do CNJ. Sua participação foi igualmente relevante na implantação do Núcleo de Medidas Protetivas, bem como no apoio ao Programa Antes que Aconteça e, mais recentemente, à iniciativa Antes que Aconteça nas Escolas, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Educação do Estado. No âmbito desse programa, a magistrada participou, ao lado da senadora Daniela Ribeiro, de audiência com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça.

    Exposição Estação Ciência
    A juíza Graziela Queiroga

    Ao avaliar os avanços alcançados, a juíza destacou os resultados obtidos ao longo do ano. “O ano de 2025 foi exitoso e marcado por grandes conquistas no enfrentamento à violência contra a mulher no âmbito do Poder Judiciário paraibano. Ainda assim, permanecem desafios significativos, especialmente no que diz respeito à conscientização e à educação como instrumentos essenciais para a quebra do ciclo da violência e para o enfrentamento da cultura machista, fatores indispensáveis no combate ao feminicídio, uma das formas mais cruéis de violência”, pontuou.

    A magistrada também ressaltou, agradecendo, o apoio administrativo da gestão do desembargador Fred Coutinho, bem como a atuação dos parceiros institucionais que, de forma incansável, caminham ao lado da Justiça estadual nessa luta permanente em defesa dos direitos das mulheres. “Em 2026, nos voltaremos às visitas às unidades judiciárias onde a Patrulha Maria da Penha atua, fortalecendo a integração com o órgão, além de darmos continuidade ao trabalho educacional e de conscientização junto ao público masculino”, enfatizou. 
    Semanas Justiça pela Paz

    Durante a realização das três edições da Semana Justiça pela Paz (março, agosto e novembro) foram inúmeras as ações da Coordenadoria no esforço e empenho do êxito dos esforços concentrados, os quais mobilizaram magistrados (as) e servidores(ras) em todo o Estado, no julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.  

    Março – O TJPB participou da 29ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, com a pauta contendo 583 audiências e um julgamento de feminicídio na comarca de São Bento. 

    Agosto – Nesta edição, houve  a assinatura de quatro termos de cooperação entre o Tribunal de Justiça e diversas instituições do Estado. A iniciativa marcou o início das ações do ‘Agosto Lilás’, campanha voltada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher e à promoção de políticas públicas que fortaleçam a rede de proteção e acolhimento. 

    Novembro – Com um total de 661 sentenças de conhecimento emitidas em processo de violência doméstica e familiar contra a mulher, a realização de 530 audiências de instrução e a concessão de 177 Medidas Protetivas, assim foi o saldo positivo e significativo da participação do Tribunal de Justiça da Paraíba na última edição de 2025 da Semana da Justiça pela Paz em Casa. 

    “Com essas ações, o TJPB reafirma seu compromisso no combate à violência contra a mulher, buscando justiça e conscientização para mudar a realidade de muitas vítimas em todo o Estado”, acentuou a juíza Graziela Queiroga. 

    Clique aqui para ter acesso ao relatório das ações da Coordenadoria da Mulher do TJPB.

    Por Lila Santos
     

  • Justiça e Cultura: Poder Judiciário estadual encerra atividades de 2025 com arte e leveza 

    Foto do artista Zé Lezim e da plateia no Fórum Cível
    Zé Lezin participou do Projeto

    A partir deste sábado (20), o Tribunal de Justiça da Paraíba entra em recesso e para celebrar o ano de 2025 e a chegada de 2026, a Comissão de Cultura e Memória do Poder Judiciário estadual deu início ao ciclo de eventos do Projeto  ‘Justiça e Cultura’. Na manhã desta sexta-feira (19), no auditório do Fórum Cível de João Pessoa, o projeto foi aberto com música, poesia, artes visuais, exposição de carros antigos, entre outras expressões artísticas.

    Para o ano que vem, estão programadas apresentações nas comarcas de Campina Grande, Patos, Sousa, Monteiro, Pombal, Guarabira, Areia e Bananeiras.

    Foto de Nalva e Fred Coutinho e Onaldo Queiroga
    Nalva, Fred e Onaldo Queiroga

    “Este é um momento de confraternização, de alegria. É um momento diferente, onde a gente sai do mundo jurídico e aproveitamos o ambiente da cultura, com apresentações de servidores(as), magistrados(as) e artistas paraibanos. Para nós, é uma alegria muito grande estar aqu,i hoje, oferecendo este espaço de lazer”, comentou o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    Para o presidente da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal, desembargador Onaldo Rocha de Queiroga, “o Projeto Justiça e Cultura tem justamente a finalidade de fazer a interação entre servidores, magistrados e artistas da Paraíba, em um evento humanizado e leve, sempre valorizando os artistas do Judiciário. Precisamos identificar, em cada setor do Judiciário, nossos valores culturais”, disse o magistrado, que tem vários livros publicados e é um estudioso da vida e obra de Luiz Gonzaga.

    Para o diretor do Fórum Cível da Capital, Meales Melo, o projeto é um resgate de uma proposta de cultura, de integração entre os magistrados e servidores, algo que vinha, de certa forma, meio esquecido ao longo das gestões. Hoje, por iniciativa dos desembargadores Fred e Onaldo, essa proposta foi resgatada. “É uma honra e, com muita alegria, que recebemos essa belíssima iniciativa cultural. Participar desse momento especial de congraçamento, com um pouco de alegria, leitura, sensibilidade, humor, realmente, é muito importante. Estamos fechando o ano em grande estilo”, avaliou.

    Para que os artistas pudessem subir ao palco, uma equipe de servidores(as) e colaboradores(as) pegaram no pesado. Essa equipe foi coordenada, diretamente, pela gerente do Fórum Cível, Cristiane Rodrigues. “Hoje, me sinto realizada, porque tudo fluiu muito bem e aconteceu da maneira como esperávamos. Montamos, aqui no Fórum, uma equipe própria para o cerimonial, a qual deu suporte necessário para a realização das apresentações. Quero agradecer à Presidência do Tribunal e à Diretoria do Fórum, pelo apoio dado ao nosso trabalho”, destacou a servidora.

    Artistas – A atração principal do dia foi o comediante Nairon Barreto, o ‘Zé Lezin’, com suas piadas a casos picantes, o humorista arrancou risadas de um auditório lotado. “É sempre muito bom esse tipo de evento, principalmente, nos municípios do interior, onde as pessoas gostam e precisam mais de cultura. Temos poetas, escritores, músicos e artistas com outras habilidades, no Tribunal de Justiça da Paraíba. Então é super importante esse tipo de trabalho, eu acho legalíssimo. E se precisar de mim, ‘tamu junto’”, pontuou o artista.

    O juiz titular da 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, Antônio Carneiro de Paiva Junior, foi um dos magistrados que participaram do Projeto ‘Justiça e Cultura’. Ele expôs suas telas no átrio do Fórum. “Nós que integramos o sistema de Justiça, vivemos assoberbado de tarefas. Minha unidade tem mais de 16 mil processos, então são nessas horas mais angustiantes, em que estamos solitários com os processos, que a gente procura fazer coisas como essa. Hoje, é uma oportunidade de mostrar um pouco desse lado também”, informou. 

    O servidor Carlos Ferreira e a fotógrafa Ana Lima também expuseram seus trabalhos no átrio do Fórum Cível da Capital.

    Já o oficial de Justiça e músico, Geovan Moreas, trouxe suas composições e arranjos para sua apresentação. “Eu fico muito feliz com essa oportunidade. Fazia muito tempo que o Tribunal não fomentava a cultura, com esse viés, e o desembargador Onaldo teve essa iniciativa maravilhosa. Oficial de Justiça não é só estar na rua cumprindo mandato. Também temos nosso lado mais humanizado”, avaliou.

    Ainda dentro da programação, se apresentaram a juíza Adriana Lóssio, o juiz Ricardo Freitas, o juiz Gustavo Urquiza, acompanhado do  acordeonista ‘Valtinho do Acordeom’,‘ e os servidores José Ventura, Fernando Patriota, Marconi Holanda, além da poetisa Mariana Teles e dos cantores e compositores Ilmar Cavalcanti e Nanado Alves

    Por Fernando Patriota
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Câmara Criminal encerra 2025 com saldo positivo e alta performance nos julgamentos

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    Sessão da Câmara Criminal do TJPB

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) encerrou o ano de 2025 com números que evidenciam elevada produtividade e compromisso com a celeridade processual. Ao todo, foram 8.652 processos distribuídos e 11.015 processos julgados, superando com folga a quantidade de feitos que ingressaram no colegiado ao longo do ano.

    O gabinete do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos recebeu 1.395 processos e julgou 1.785, alcançando saldo positivo significativo. Já o desembargador Saulo Henriques de Sá e Benevides contabilizou 1.407 processos distribuídos e 1.920 julgados, demonstrando ritmo intenso de julgamentos.

    O maior número de processos apreciados foi registrado no gabinete do desembargador Joás de Brito Pereira Filho, com 2.006 processos julgados, frente a 1.385 distribuídos. O desembargador João Benedito da Silva julgou 1.651 processos, tendo recebido 1.350 ao longo de 2025.

    No gabinete do desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, os números praticamente se equilibraram, com 1.707 processos distribuídos e 1.700 julgados, enquanto o desembargador Ricardo Vital de Almeida julgou 1.953 processos, superando os 1.408 distribuídos.

    O balanço anual revela que todos os gabinetes apresentaram desempenho consistente, com vários deles julgando quantidade superior àquela recebida no período. 

    Gecom-TJPB

     

  • Comarca de Cajazeiras celebra chegada de novos juízes e homenageia magistrado em despedida

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    Comarca de Cajazeiras celebra chegada de novos juízes

    A Comarca de Cajazeiras promoveu, nesta sexta-feira (19), um café da manhã que marcou um momento simbólico de transição na magistratura local: a chegada de três novos juízes e a despedida do magistrado Hemerson Alves Nogueira.

    Os novos integrantes da Justiça da Paraíba são os juízes Lucas Sobreira de Barros Fonseca, Ítalo Lopes Gondim e Ronald Neves Pereira, que passaram a integrar o Tribunal de Justiça da Paraíba por meio de permuta entre tribunais. O encontro reuniu magistrados, servidores e colaboradores do Fórum, em clima de acolhimento e reconhecimento.

    Na ocasião, os servidores do Fórum de Cajazeiras prestaram uma homenagem ao juiz Hemerson Alves Nogueira, com a entrega de uma comenda em agradecimento pelos serviços prestados na comarca. Na homenagem, foi destacado que o magistrado deixa “um legado de serenidade e humanidade no trato com as pessoas e com a função pública”.

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    Hemerson Alves recebeu homenagem

    Em sua despedida, Hemerson Alves agradeceu o carinho recebido ao longo de sua trajetória na Paraíba. “Agradeço a todas e todos pelo carinho, pelo apoio e pelo respeito durante os nove anos de magistratura paraibana. Na comarca de Cajazeiras, tive a honra e a felicidade de permanecer por mais de sete anos. Foi um período de muito aprendizado e realizações”, afirmou. O magistrado também ressaltou a gratidão ao Tribunal de Justiça da Paraíba e aos desembargadores pela aprovação da permuta, destacando que deixa o Estado com fortes vínculos afetivos. “Certamente, como cidadão cajazeirense, portanto paraibano, jamais deixarei a Paraíba”, completou.

    Com a mudança, o juiz Lucas Sobreira de Barros Fonseca, que era titular da Vara Única Criminal da Comarca de Russas, no Ceará, passou a responder pela 3ª Vara Mista da Comarca de Cajazeiras. Ele destacou a receptividade no novo ambiente de trabalho. “Fui extremamente bem recebido pelos colegas do tribunal e espero retribuir com um trabalho célere e de qualidade”, afirmou.

    Já o juiz Ronald Neves Pereira, que atuava como titular do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Icó (CE), assumiu a 2ª Vara Mista de Cajazeiras. Segundo ele, a acolhida reforça o compromisso com uma prestação jurisdicional eficiente. “Minhas primeiras impressões de Cajazeiras não poderiam ser melhores. Fui recebido com a hospitalidade típica do sertão paraibano, o que aumenta minha responsabilidade e motivação”, disse, acrescentando que pretende imprimir um ritmo de trabalho focado na celeridade e na eficiência processual, sem perder a sensibilidade às necessidades da comarca.

    O juiz Ítalo Lopes Gondim, que veio da Vara Única de Florânia, no Rio Grande do Norte, assumiu a 1ª Vara Mista de Cajazeiras. Em sua fala, destacou a emoção de retornar à Paraíba. “Estou muito feliz em retornar para o meu Estado, realizando um sonho desde a época da faculdade. Fui muito bem acolhido na Comarca de Cajazeiras, composta por servidores comprometidos e competentes, e espero contribuir com a excelente prestação jurisdicional que já vem sendo ofertada à sociedade”, ressaltou.

    Por Lenilson Guedes

  • NGSA registra avanços em 2025 e fortalece política socioambiental do TJPB

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    Várias ações foram realizadas em 2025

    O Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA) do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) encerrou o ano de 2025 com um conjunto expressivo de ações voltadas à sustentabilidade, à responsabilidade social e ao fortalecimento da governança ambiental no âmbito do Judiciário paraibano. As iniciativas desenvolvidas ao longo do ano consolidaram o compromisso institucional do Tribunal com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    Entre os principais destaques está a consolidação do Plano de Logística Sustentável (PLS), que orientou ações integradas de gestão de resíduos, consumo consciente, eficiência no uso de recursos e contratações sustentáveis.

    Nesse eixo, o NGSA ampliou iniciativas de destinação adequada de resíduos, fortaleceu parcerias e expandiu o projeto Tampa Solidária, com a instalação de coletores em prédios do TJPB. O engajamento de magistrados, servidores e parceiros externos na campanha resultou na arrecadação de seis quilos em tampinhas, apenas no último mês.

    A capacitação institucional também foi prioridade em 2025. Em parceria com a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (ESMA), o Núcleo promoveu os cursos ‘Gestão e Sustentabilidade no Ambiente de Trabalho’, ‘Contratações Sustentáveis’ e ‘Descarbonização no Judiciário’ – ações formativas alinhadas à sustentabilidade no setor público e às políticas nacionais de descarbonização.

    A integrante do Núcleo do Tribunal, Viviane Sousa, revelou ainda que, entre as ações de descarbonização, o TJPB concluiu este ano o processo de contratação de dois carros elétricos.

    No campo da articulação interinstitucional, o NGSA participou ativamente de eventos, conferências ambientais e reuniões técnicas, além de integrar a Rede Conecta de Sustentabilidade, que reúne tribunais e instituições parceiras. A atuação em rede possibilitou o compartilhamento de boas práticas e o desenvolvimento de soluções conjuntas para os desafios socioambientais do Poder Judiciário.

    Ações de educação e sensibilização ambiental também marcaram a programação anual, com destaque para a Semana do Meio Ambiente do TJPB, que reuniu magistrados e servidores em atividades educativas, trilhas ecológicas e ações de conscientização.

    Campanhas institucionais, como “Nosso Tribunal, Nosso Planeta”, e o lançamento da Cartilha do Servidor Sustentável contribuíram para fortalecer a cultura da sustentabilidade no âmbito do Tribunal.

    O NGSA também ampliou sua atuação social por meio de projetos como o Trilha Renovar, voltado à inclusão social e à educação ambiental de adolescentes em situação de vulnerabilidade, além da participação em ações solidárias e socioambientais desenvolvidas em parceria com órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

    “Com esse balanço, o Núcleo de Gestão Socioambiental reafirma o papel do TJPB como instituição comprometida com a sustentabilidade, a inovação e a responsabilidade socioambiental, projetando para os próximos anos o fortalecimento de uma agenda cada vez mais integrada e alinhada às boas práticas do Judiciário brasileiro”, concluiu Viviane, integrante do NGSA.

    Por Gabriela Parente

  • Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa do TJPB consolida fase de expansão no Estado

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    Balanço positivo do trabalho do Nejure em 2025

    O ano de 2025 representa um marco na trajetória do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), órgão de macrogestão do Tribunal de Justiça da Paraíba. O período de 12 meses  de intensas atividades consolida uma transição entre uma fase de planejamento e estruturação institucional, para uma de execução, expansão interinstitucional e impacto estratégico no Estado da Paraíba. 

    No âmbito do Poder Judiciário estadual, o Nejure é coordenado pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e tem como coordenadores adjuntos a juíza Ivna Mozart Bezerra Soares e o juiz Max Nunes de França, que também é auxiliar da Vice-presidência do TJPB.

    “Guiado pela missão de aproximar e conectar pessoas e promover a cultura da não violência, por meio da aplicação de práticas restaurativas no ambiente do Poder Judiciário estadual e na comunidade, o Núcleo fortalece as relações sociais e fundamenta suas ações em valores como empatia, corresponsabilidade, horizontalidade, empoderamento e reparação”, comentou o desembargador.

    Conforme definição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as práticas da Justiça Restaurativa são um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visam a conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violências. Mais do que uma técnica de resolução de conflitos, constitui uma abordagem que promove espaços de escuta, de responsabilização ativa e de fortalecimento das relações humanas e institucionais.

    De acordo com dados da Coordenação do Nejure-TJPB ao longo deste ano foram realizadas 169 sessões restaurativas, entre Círculos de Construção de Paz, Pré-Círculos e Pós-Círculos. Com esse trabalho, o Núcleo alcançou, diretamente, 1.030 pessoas. Deste número, 910 pessoas vivenciaram, pelo menos, uma prática restaurativa. 

    As estatísticas representam um impacto restaurativo em um público diverso e dimensionado na Justiça Comum, com funcionamento na Vara Única de Remígio, Fórum Cível de João Pessoa, Vara Única de Alagoinha, 3ª Vara Regional das Garantias e Vara da Infância e Juventude de Campina Grande.

    Convênio TJPB e TRE –  Em 2025, o Nejure também participou de eventos para troca de conhecimento com os Tribunais de Justiça do Maranhão, Mato Grosso, Ceará e Bahia. Por meio de um convênio firmado com a Justiça Eleitoral e o TJPB, o Nejure e o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) promoveram 47 Círculos de Construção de Paz, alcançando 392 pessoas, desde membros da Presidência do TRE-PB até magistrados, servidores, terceirizados e estagiários presentes nas zonas eleitorais.

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    Juíza Ivna Mozart, coordenadora adjunta do Nejure

    Conforme a juíza Ivna Mozart, os resultados desse convênio foram expressivos, com realização de 47 Círculos de Construção de Paz, que alcançaram diretamente 392 pessoas, entre magistrados, servidores efetivos, cedidos e requisitados, terceirizados, estagiários e policiais da reserva, em 43 zonas eleitorais situadas em 28 municípios: João Pessoa, Campina Grande, Soledade, Conceição, Piancó, Patos, Santa Luzia, Coremas, Itaporanga, Teixeira, Princesa Isabel, Água Branca, Monteiro, Sumé, Serra Branca, Alagoa Nova, Juazeirinho, Cajazeiras, São José de Piranhas, Sousa, São João do Rio do Peixe, Cabedelo, Jacaraú, Mamanguape, Santa Rita, Pombal, São Bento e Catolé do Rocha. 

    “A iniciativa transformou a cultura interna do TRE-PB, valorizando a todas as pessoas que o compõem, independente de sua categoria funcional, antevendo o humano, e posicionando a prática na instituição como um modelo inédito de inovação e aplicação interinstitucional das práticas restaurativas. Isso é ainda mais relevante em face do ano de 2025 ter sido definido pelo Conselho Nacional de Justiça como o ano da Justiça Restaurativa nas instituições”, destacou Ivna Mozart.

    A magistrada ressaltou que “o convênio promoveu a (re)humanização do ambiente de Justiça e permitiu que os servidores se sentissem escutados sob uma lógica horizontal pela primeira vez, em anos de trabalho, ressignificando suas vivências profissionais e sensação de pertencimento”.

    A Justiça Restaurativa também esteve presente na secretaria de assistência social de Juazeirinho e de Remígio e promoveu atividades com mães atípicas – mulheres que têm filhos com neurodivergências, deficiências diversas e/ou necessidades especiais) – e alcançou a comunidade LGBTQIAPN+, em face da apresentação de autodeclarações de identidade transgênero e orientações sexuais fora da normatividade. Somado a isso, o Nejure trabalhou com adolescentes atendidos pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Campina Grande e  atuou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB)  e Unifacisa, entre outras instituições públicas e privadas.

    Em 2025, foram iniciadas as obras para a implantação do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) de Remígio e Unidade Descentralizada de Algodão de Jandaíra, ambos com previsão de inauguração no próximo ano. O Cejure nasce como um equipamento estratégico e de referência, concebido a partir de uma lógica capilarizada nos municípios abrangidos pela Comarca, mediante Acordo de Cooperação firmado entre o Tribunal de Justiça da Paraíba e a prefeitura municipal de Remígio.

    “O modelo adotado possibilitará a atuação em demandas processuais e pré-processuais, bem como em ações de  caráter preventivo, com especial atenção ao ambiente escolar e às políticas de cuidado, diálogo e responsabilização compartilhada”, definiu Ivna Mozart.

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    Des. Oswaldo Trigueiro do Valle, coordenador do Nejure

    Durante o evento ‘Dia Restaurativo’, comemorado em setembro, foi lançado um edital de desenhos restaurativos, voltado a estudantes das escolas municipais de Remígio, com o objetivo de estimular a criatividade, a escuta sensível e a reflexão sobre valores como pertencimento, respeito e cultura de paz. Ao todo, três desenhos foram selecionados e irão compor os murais do Cejure, incorporando de forma permanente a expressão da comunidade escolar ao espaço físico do Centro.

    Casos Processuais – Também em 2025, o Nejure gerenciou sete casos derivados (processuais) da Justiça Comum e um caso derivado da Justiça Eleitoral para tratamentos via práticas restaurativas, cujas metodologias utilizadas foram o Círculo de Construção de Paz (CCP) e a Conferência Comunitária Transformativa (CCT), inovando e ampliando metodologicamente suas abordagens.

    Um dos casos foi utilizado em artigo científico produzido pelo Nejure-TJPB, como caso ilustrativo da aplicação da CCT em processo conflitivo, o qual foi aceito para publicação no periódico da Revista Emeron, com dossiê temático previsto para ser lançado em 2026, durante Congresso Internacional de Justiça Restaurativa, evento a ser realizado em João Pessoa, com o TRE-PB sendo seu anfitrião, em parceria com o TJPB.

    Construção de Paz – Outro projeto relevante desenvolvido pelo Nejure do Tribunal de Justiça da Paraíba foi o Ciclo de Círculos de Construção de Paz na Comarca de Alagoinha, com iniciativa de inserção das práticas restaurativas na Vara daquela Comarca, por solicitação da diretoria do Fórum. O objetivo foi dialogar sobre os desafios do ambiente de trabalho, a fim de prevenir sobrecarga e problemas de comunicação, e reforçar a importância de criar um ambiente mais harmonioso, potencializando melhorias e manutenção do clima organizacional na Vara. 

    Facilitadores Restaurativos – Além disso, em 2025, o Núcleo capacitou 31 novos facilitadores na metodologia de ‘Círculos de Construção de Paz’, garantindo a sustentabilidade e a capilaridade da Justiça Restaurativa no Estado. Tal iniciativa se destacou pela diversidade de seu público.

    A formação inicial incluiu magistrados e servidores do sistema de Justiça, das secretarias municipais de Educação de Algodão de Jandaíra e Remígio e membros da Rede de Garantia de Direitos do estado, mas também, de forma estratégica, contemplou cadetes do Corpo de Bombeiros e soldados da Polícia Militar na fase de vivência supervisionada da prática dos círculos, disseminando a Justiça Restaurativa para ambiências diversas, em especial da Segurança Pública.

    Para garantir a efetividade e a perenidade dessa rede, o Nejure implementou um sistema de apoio contínuo. “Através de seis encontros de supervisão realizados ao longo do ano e estruturados em encontros coletivos e individuais, o Núcleo ofereceu acompanhamento técnico e um espaço para troca de experiências. Essa estratégia de suporte contínuo se mostrou vital para qualificar a prática e sustentar o engajamento dos facilitadores, transformando a formação inicial e complementar em uma rede ativa e autossustentável”, destacou Suerda Gabriela Ferreira de Araújo, supervisora do Nejure.

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    Ação do Nejure realizada em 2025

    João Pessoa e Campina Grande – As práticas da Justiça Restaurativa também foram levadas ao Fórum Cível da Comarca de João Pessoa, por solicitação da Diretoria do Fórum e para a 3ª Vara Regional das Garantias de Campina Grande. Em João Pessoa, no mês de julho, o ‘Círculo de Construção de Paz’ foi vivenciado pela Diretoria do Fórum da Capital e sua equipe, com o objetivo do fortalecimento de vínculos, contando com a participação de 15 pessoas.

    Na Vara das Garantias, em setembro, a vivência do círculo de construção de paz contou com 18 participantes, estimulando maior integração entre os participantes, com compartilhamento de suas experiências de vida, reforçando que a pessoa no ambiente de trabalho é resultado de sua história pessoal, o que auxilia na convivência.

    Trilha Renovar –  Outro projeto de destaque em 2025 foi a parceria do Nejure com o Lab Inovação do TJPB, dentro do Projeto ‘Trilha Renovar’, adotando a Justiça Restaurativa como lógica metodológica transversal. A iniciativa integrou práticas restaurativas a uma abordagem ESG de sustentabilidade. O projeto promoveu a aplicação de Círculos de Construção de Paz nos Creas de Campina Grande, alcançando os adolescentes atendidos. A atuação evidenciou o potencial das práticas restaurativas como instrumento inovador de cuidado, responsabilização e fortalecimento de vínculos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

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    Juiz Max Nunes, coordenador adjunto do Nejure

    “Todo esse trabalho só foi possível devido ao comprometimento e competência de nossos(as) servidores(as) do Nejure e Cejure: Suerda Gabriela Ferreira de Araújo (supervisora do Núcleo), Antônio Gama Lima, Raul Alexandre Lopes Sales, Silvéria de Farias Cavalcanti Gonzaga, Giselda Vidal de Lima e Maria Rosana de Oliveira Pereira”, informou o juiz Max Nunes.

    Encontro Internacional de Justiça Restaurativa – Em 2025, o trabalho desenvolvido pelo Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa fortaleceu as bases institucionais e humanas no Estado e garantiu perenidade e a expansão da cultura da não violência. O principal impacto estratégico reside na institucionalização bem-sucedida das práticas restaurativas em outras esferas do poder público. 

    Olhando para o futuro, o trabalho de 2025 posicionou a Paraíba na vanguarda do debate sobre o tema. Por um lado, a magistrada Ivna Mozart passa a integrar o Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça, conferindo à Paraíba papel de destaque na construção da política restaurativa nacional.

    “Por outro lado, o planejamento do ‘Encontro Internacional de Justiça Restaurativa’, agendado para 25 a 27 de fevereiro de 2026, do qual TRE-PB será o anfitrião, em parceira com o Tribunal de Justiça da Paraíba, é mais do que um evento, é a validação de um ano de execução bem-sucedida interinstitucionalmente e o momento em que a Paraíba transita de implementadora de uma política judiciária para um pólo de referência no campo da Justiça Restaurativa”, avaliou o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho.

    Segundo o desembargador, a parceria com o TRE-PB é o exemplo mais eloquente, demonstrando a capacidade da metodologia de transformar a cultura organizacional de forma sistêmica e escalável. “Essa iniciativa serve como um modelo replicável para outras instituições que buscam humanizar suas relações internas de modo a impactar no serviço prestado à sociedade, no senso de pertencimento institucional e, conforme o caso, ressignificar o diálogo entre sede e zonas eleitorais”, pontuou.

    Já a juíza Ivna Mozart afirmou que o foco na construção de capacidade humana, por meio da formação e supervisão contínua de uma rede de facilitadores, é um legado de valor inestimável. “Ao capacitar agentes de diferentes setores, o Nejure fortaleceu um viés de sustentabilidade da política restaurativa, que passa a se disseminar organicamente, para além da intervenção direta do Núcleo”, observou a juíza, que é titular da Vara de Garantias de Campina Grande.

    Para a supervisora do Núcleo, Suerda Araújo, 2025 foi o ano em que o Nejure moveu-se com sucesso da teoria à prática vivencial disseminada, consolidando seu papel como um vetor fundamental para a pacificação social e a inovação na gestão de conflitos por meio de uma Justiça cada vez menos retributiva e mais restaurativa e perene

    Por Fernando Patriota

     

  • Defensoria Pública homenageia entidades e pessoas extraordinárias; Fred Coutinho recebe medalha

    Foto de Madalena Abrantes e Fred Coutinho
    Madalena Abrantes e Fred Coutinho

    A Defensoria Pública do Estado da Paraíba prestou homenagens a entidades e personalidades que se destacaram em suas respectivas áreas de atuação, em solenidade realizada na noite desta quinta-feira (18). Entre os homenageados, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, foi condecorado com a Medalha de Honra ao Mérito Defensora Pública Fátima Lopes.

    A defensora pública-geral da Paraíba, Madalena Abrantes, fez a entrega da medalha ao desembargador Fred Coutinho. Em fala de agradecimento, o presidente do TJPB destacou: “É motivo de honra receber essa medalha, e de agradecimento; e não se trata de uma conquista pessoal, mas, antes de tudo, acontece em reconhecimento ao trabalho de todos que fazem a gestão do Tribunal de Justiça”. 

    Honraria – A medalha homenageia pessoas e entidades que, de forma extraordinária, tenham se destacado em ações de grande relevância para o fortalecimento da Defensoria Pública ou na luta pelos direitos dos socialmente vulneráveis 

    A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, com destaque para a presença das filhas da defensora Fátima Lopes, a desembargadora Anna Carla Lopes e Carol Lopes Lisboa. 

    Gecom-TJPB
     

  • Gestão em movimento marca 2025 no Judiciário paraibano

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    Presidente Fred Coutinho faz balanço positivo em 2025

    O ano de 2025 foi de intenso dinamismo para o Judiciário paraibano. Sob o lema “Gestão em movimento”, a administração do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) promoveu uma ampla agenda de diálogo com servidores(as) e magistrados(as), ouvindo demandas prioritárias de todas as comarcas do Estado e consolidando um modelo de gestão pautado pela inovação, pela modernização e, sobretudo, pelo respeito ao cidadão.

    O encerramento do Ano Judiciário, realizado nesta sexta-feira (19), simbolizou esse ciclo de avanços e reflexões. Na ocasião, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, apresentou um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025, destacando um período marcado por desafios, mas também por importantes conquistas institucionais e humanas.

    “Foi um ano muito movimentado, de muitos desafios, muitas lutas, mas, acima de tudo, muitas conquistas. Conquistas no campo humano, dos servidores e dos magistrados, e também no âmbito da própria instituição, com investimentos em inteligência artificial, modernização e estruturação. O mais importante é que essa modernização ocorreu sem esquecer do ser humano”, ressaltou o presidente.

    A humanização foi apontada como eixo central da gestão. O conceito se traduziu em ações voltadas a colocar as pessoas no centro das decisões, promovendo respeito, dignidade e empatia, além de um atendimento mais acolhedor e participativo. Essa diretriz permeou tanto as iniciativas internas quanto a prestação jurisdicional oferecida à sociedade.

    Segundo Fred Coutinho, o cuidado com quem integra o Judiciário é fundamental para garantir um serviço de qualidade ao cidadão. “Precisamos olhar para servidores e magistrados de forma diferenciada e respeitosa. Ao longo deste primeiro ano de gestão, temos ouvido muito o lado da humanização. É algo que deve ser preservado e ampliado, para que possamos servir melhor aqueles que esperam por nós, que são os cidadãos”, afirmou.

    O presidente concluiu destacando que a missão maior do Judiciário permanece a mesma: assegurar uma prestação jurisdicional eficiente, moderna e humana. “Dar uma melhor prestação jurisdicional é a missão do Poder Judiciário brasileiro, e esse continuará sendo o nosso compromisso”, finalizou.

    Por Nice Almeida

  • Justiça celebra 470 uniões civis na Comarca de Patos em 2025

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    Balanço: 470 uniões civis realizados na Comarca de Patos

    Ao longo do ano de 2025, a 7ª Vara Mista da Comarca de Patos realizou 470 casamentos civis, entre cerimônias particulares e comunitárias, contribuindo para a concretização do sonho de 940 pessoas. As celebrações ocorreram tanto no Fórum da cidade quanto em municípios da região, como Malta, Quixaba, Passagem e Vista Serrana.

    A juíza diretora do Fórum “Miguel Sátyro” de Patos e responsável pela condução das cerimônias civis, Joscileide Ferreira de Lira, destacou que o casamento representa “uma união de vidas, sonhos e propósitos, uma escolha consciente de caminhar juntos, apesar dos desafios”.

    A magistrada também ressaltou a presença do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, durante a celebração do casamento civil coletivo no município de Quixaba, fato que simboliza o apoio da gestão administrativa do Poder Judiciário paraibano às ações de cunho social desenvolvidas na Comarca de Patos, voltadas ao fortalecimento da família e ao apoio aos casais.

    “Ao incentivarmos e apoiarmos eventos deste tipo, estamos, sobretudo, materializando a plena comunhão de vidas dos contraentes que passam nesse momento a comungar histórias, sonhos, expectativas, lutas e, principalmente, propósitos. Mais do que um ato formal, o casamento se revela como uma escolha consciente de pessoas que desejam caminhar juntas, apesar das imperfeições e mudanças inevitáveis da vida”, salientou a magistrada. 

    Por Lila Santos

     

  • Magistrados paraibanos participaram de congresso que reuniu STJ e juízes de primeira instância

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    Juízes paraibanos com o presidente do STJ, Herman Benjamin

    Os juízes Antônio Silveira Neto, Leila Cristiani Correia de Freitas e Sousa e Fabrício Meira Macêdo participaram, durante os dias 15, 16 e 17, do 1º Congresso STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, realizado na sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. O evento resultou na aprovação de 257 enunciados, abrangendo diferentes ramos do Direito.

    O congresso teve como finalidade ampliar a integração e a cooperação institucional e jurisdicional entre o STJ e os magistrados federais e estaduais de primeiro grau, criando um espaço qualificado de diálogo sobre a aplicação do Direito e os desafios enfrentados na base do Judiciário. A iniciativa também buscou estimular a troca de experiências e a construção de entendimentos a partir da realidade concreta da jurisdição de primeiro grau.

    Todas as proposições passaram por análise técnica de uma banca científica, composta por magistrados indicados pelos Tribunais Regionais Federais, tribunais estaduais de todas as regiões do país, além de representantes da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

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    Juiz Antônio Silveira Neto

    Antônio Silveira Neto e Leila Freitas integraram a Comissão Científica do evento, responsável pela admissibilidade das propostas. Ao todo, foram submetidos 1.860 enunciados, dos quais 291 foram selecionados para apreciação no congresso. Durante os três dias de evento, os enunciados admitidos foram apresentados, discutidos e votados, sendo aprovados por maioria simples dos magistrados presentes, conforme previsto na regulamentação do congresso.

    Ao final, foram aprovados 257 enunciados, dentre os quais um de autoria do juiz Fabrício Meira, da 3ª Turma Recursal de Campina Grande, que trata da inexistência de efeito interruptivo do prazo recursal quando os embargos de declaração não são conhecidos. Para o magistrado, “o congresso promovido pelo Superior Tribunal de Justiça consolidou-se como espaço qualificado de diálogo institucional e reflexão sobre a aplicação do Direito, ao reunir magistrados, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e professores de todas as regiões do país. Nesse ambiente plural, é motivo de satisfação representar o Poder Judiciário da Paraíba e conseguir a aprovação de um enunciado de minha autoria, evidenciando a participação efetiva da magistratura paraibana na construção coletiva de entendimentos alinhados à jurisprudência consolidada.”.

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    Juíz Antônio Silveira Neto

    De acordo com Antônio Silveira Neto, “a pluralidade de perspectivas presentes nas sessões de discussão dos enunciados enriqueceu os debates e demonstrou o compromisso do evento com critérios técnicos e com a qualidade da prestação jurisdicional. A Comissão Científica teve papel relevante na seleção e no aprimoramento das propostas, assegurando rigor e consistência às contribuições analisadas”.

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    Juíza Leila Freitas (2ª a esquerda)

    Já Leila Freitas destacou a relevância institucional da iniciativa. Segundo a magistrada, “o congresso proporcionou uma maior integração entre o STJ e a primeira instância, valorizando a experiência desta como elemento central na construção de entendimentos. A sistematização coletiva dos enunciados contribui para maior coerência interpretativa e para o aprimoramento contínuo da atuação jurisdicional”.

    No encerramento do congresso, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, ressaltou o caráter plural do evento e a participação ativa de representantes de diversas instituições nos debates, fatores que, segundo destacou, qualificam a formulação dos enunciados. O ministro enfatizou a confiança do STJ na magistratura brasileira e a importância de que os enunciados aprovados sejam analisados e difundidos nos juízos de todo o país. Em sua manifestação, afirmou: “Divulguem os nossos enunciados. Eles têm importância interna e externa. Eles nos iluminam, a nós, juízes, nessa jornada civilizatória da qual somos atores.”

    Fonte: site do STJ