Categoria: TJPB

  • Presidente do TJPB recebe representantes da OAB-PB para dialogar sobre competências jurisdicionais

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    Foto da reunião entre o presidente Fred e dirtoria da OAB-PB

    A reunião aconteceu no Gabinete da Presidência do TJPB

    Nesta quinta-feira (18), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, reuniu-se com o presidente da OAB-PB, Harrison Targino, e com presidentes de diversas Subseções do estado para dialogar sobre propostas de mudanças nas competências jurisdicionais e demandas regionais que impactam a prestação jurisdicional.

    Durante o encontro, o desembargador Fred Coutinho destacou a abertura do Tribunal ao diálogo com a advocacia paraibana. “Abrimos novamente as portas para a OAB da Paraíba, por meio de seus presidentes das subseções, ouvindo os reclames na busca de solucionar qualquer problema que exista no Judiciário. De forma muito respeitosa, ouvimos e agora debateremos internamente o que poderá ser atendido ou não”, afirmou.

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    Fred Coutinho com o presidente e diretores da OAB-PB

    O presidente da OAB-PB, Harrison Targino, ressaltou a escuta atenta e a disposição para a construção conjunta de soluções. “Vários temas foram suscitados, o presidente ouviu com zelo, como lhe é próprio na relação com a advocacia. Cada presidente apresentou preocupações e demandas específicas de suas regiões, e ficamos de retomar a mesa de diálogo no início do ano para avaliar os pontos e, sobretudo, buscarmos colaborar conjuntamente com a prestação jurisdicional do Estado”, declarou.

    A reunião reforçou o compromisso institucional do TJPB e da OAB-PB em manter um canal permanente de diálogo, com foco no aprimoramento do acesso à Justiça e na melhoria dos serviços prestados à sociedade em todas as regiões da Paraíba.

    Participaram da reunião o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho; o presidente da OAB-PB, Harrison Targino; os juízes auxiliares da Presidência do TJPB Aparecida Gadelha e Leonardo Paiva; e os presidentes das Subseções de Campina Grande, Alberto Jorge; Patos, Cleodon Bezerra; Sousa, Ney Formiga; Mamanguape, Virgínia Pessoa; Cariri, Edilane Araújo; Vale do Piancó, Paulo César Conserva; Cajazeiras, Lilian Tatian Bandeira; Guarabira, Leomar da Silva Costa; Princesa Isabel, Antônio Carlos Marques; e Pombal, Jordão Martins.

    Por Ludmila Costa 

    Fotos: Ednaldo Araújo

  • TJPB e Aemp entregam 190 cestas natalinas a colaboradores terceirizados

    Presidente Fred Coutinho com o pessoal terceirizado
    Fred e Nalva Coutinho (Aemp) durante a entrega das cestas

    Nesta quinta-feira (18), o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com a Associação das Esposas dos Magistrados (Aemp) e a Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg-PB), realizou uma ação social de entrega de cestas natalinas a colaboradores contratados por empresas terceirizadas. A entrega foi feita pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, pela presidente da Aemp, Nalva Coutinho, além de diretores e assessores.

    A Anoreg-PB doou 190 cestas, que foram distribuídas entre o Palácio da Justiça, o anexo João XXIII e os fóruns de Mangabeira, Santa Rita e Bayeux. A iniciativa tem como objetivo reconhecer e agradecer o trabalho dos colaboradores que prestam serviços essenciais ao funcionamento do Tribunal ao longo do ano.

    “Todo ano fazemos questão de dar um mimo em reconhecimento ao trabalho realizado com tanto esmero durante o ano todo”, afirmou Nalva Coutinho, presidente da Aemp.

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    Pres. Fred dirigiu palavas de agradecimento aos terceirizados

    O desembargador Fred Coutinho destacou o sentido da ação no período natalino: “Essa entrega é uma simbologia de gratidão por tudo que essas pessoas têm feito pelo Tribunal de Justiça, dando seu labor para deixar isso aqui cada vez melhor. A presidência, com muita satisfação e alegria, entrega essas cestas em reconhecimento a tudo o que eles fazem.”

    A ação reforça o compromisso institucional do TJPB com a valorização dos trabalhadores que atuam nos serviços terceirizados, sobretudo em datas comemorativas, como forma de demonstrar apreço e proximidade com a equipe que contribui diariamente para a prestação jurisdicional.

    Por Ludmila Costa 

    Fotos: Ednaldo Araújo

  • Conquistas de 2025 e metas para 2026 foram assuntos da reunião entre o presidente e diretores do TJPB 

    As conquistas de 2025 e as metas para 2026 foram assuntos da pauta da reunião entre o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, e os diretores que compõem a equipe de auxiliares da atual gestão do TJPB. O encontro de trabalho, em que foi apresentado um balanço das atividades do ano em curso, aconteceu na tarde desta quinta-feira (18), na Sala Branca do Anexo Administrativo.

    O presidente Fred Coutinho destacou que a atual gestão está trabalhando para deixar um tribunal melhor para o futuro, ao tempo em que agradeceu o empenho da equipe, o que, segundo o gestor, resultou em conquistas para o Poder Judiciário estadual.

    “Estamos plantando uma semente, cujos frutos serão colhidos em um futuro próximo. No entanto, podemos dizer que 2025 foi um ano de muitas conquistas, e grande parte disso aconteceu graças ao empenho dos diretores e demais servidores. Assim, é momento de agradecer. E essas reuniões são importantes por isso; para avaliar, para cobrar, para agradecer e, também, para que a equipe se conheça melhor, para que ocorra um engajamento”, comentou o presidente. 

    Entre os feitos do corrente ano, Fred Coutinho destacou a conquista do  Selo Tribunal Amigo da Pessoa Idosa, e a implantação do Pinav – Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária. 

    “Foi um ano de muitas conquistas. Mas, vamos trabalhar para entregar mais, como forma de poder oferecer um serviço cada vez mais célere e de qualidade ao público; às pessoas que precisam do Poder Judiciário”, finalizou Fred Coutinho.  

    Por Valter Nogueira 
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Justiça condena perito criminal a pagar pensão e indenização de R$ 600 mil à família de motoboy

    Juíza Ascione
    Sentença foi proferida pela Juíza Ascione Alencar

    A Justiça da Paraíba condenou o perito criminal Robson Félix Mamede a pagar pensão mensal e indenização por danos morais à família do motoboy Orlando Pereira Leal, morto após um acidente de trânsito ocorrido em 16 de setembro de 2023, em João Pessoa. A decisão é da juíza Ascione Alencar Linhares, da 2ª Vara Regional Cível de Mangabeira – Acervo B.

    Na sentença, a magistrada reconheceu a responsabilidade civil do réu pelo acidente que resultou na morte de Orlando, ocorrida dois dias depois, em 18 de setembro de 2023, em decorrência de traumatismo crânio-encefálico associado a tromboembolismo pulmonar.

    Segundo os autos, Robson Mamede trafegava na contramão e avançou via preferencial, colidindo com a motocicleta conduzida pela vítima. Laudos periciais confirmaram que o motorista agiu de forma imprudente, em desrespeito às normas de trânsito. A versão apresentada pela defesa, de que o réu estaria fugindo de um assalto, não foi comprovada.

    A juíza também destacou que o réu firmou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público, no qual confessou a prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor, com causa de aumento por omissão de socorro. Para a magistrada, a confissão reforça a caracterização do ilícito civil e o dever de indenizar.

    “Desse modo, conclui-se que o réu agiu de forma manifestamente imprudente ao trafegar pela contramão de direção, sem adotar as cautelas mínimas exigidas e em total desrespeito às normas de trânsito. Tal conduta resultou na interceptação da trajetória da motocicleta pilotada pela vítima, que trafegava regularmente na faixa mais à esquerda de sua mão de direção na Avenida Esperança, nas imediações da interseção com a Rua Escrivão Sebastião de Azevedo Bastos, nesta capital”, destaca a sentença.

    Na decisão, a juíza determinou o pagamento de pensão mensal vitalícia equivalente a 2/3 do salário mínimo, a partir da data do óbito, a ser dividida igualmente entre a viúva Marilene das Neves Pessoa Leal e os três filhos do casal: João Victor, Maria Heloísa e Maria Helena.

    A pensão da viúva deverá ser paga até a data em que a vítima completaria 75 anos de idade, em 2060. Já a dos filhos será devida até que cada um complete 25 anos, com reversão da cota-parte para a mãe à medida que os filhos atinjam essa idade.

    O valor de R$ 26.604,00, já pago pelo réu no âmbito do acordo penal, será abatido do total devido a título de danos materiais. Além disso, o réu foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 150 mil para cada autor, totalizando R$ 600 mil para a família.

    A magistrada também deferiu parcialmente a tutela provisória de urgência, determinando que a pensão mensal seja paga imediatamente, com desconto direto em folha de pagamento e depósito em conta bancária da viúva, sob pena das sanções legais.

    Na fundamentação, a juíza ressaltou a gravidade do caso, destacando que a vítima era pai de família e provedor do lar, e que duas das crianças ficaram órfãs ainda em idade tenra, tendo sua referência paterna irreversivelmente ceifada.

    Por Lenilson Guedes

     

     

  • Projeto aprimora acesso à Justiça em demandas de bloqueio e transferência de veículos

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    Garantir mais agilidade, clareza e dignidade no acesso à Justiça para cidadãos atendidos pelos Juizados Especiais que precisam ingressar com processo para pedir ao Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) que realize bloqueio administrativo de veículo, transferência de propriedade e exclusão de multas, pontuações e demais penalidades cometidas por terceiros.

    Essa é a proposta do Projeto Ético de Assistência às Partes Hipossuficientes no Setor de Distribuição do Fórum Cível Desembargador Mário Moacyr Porto, iniciativa desenvolvida pela estagiária Alinne Eleotério, do 2º Juizado Especial Fazendário da Comarca de João Pessoa.

    Para simplificar. Imagine que você vendeu um veículo, não fez a transferência de proprietário e de repente se vê com uma dívida fazendária gigante e uma lista de multas em seu nome por infrações que não foram cometidas por você. Uma baita dor de cabeça, que gera pontuações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até suspensão do direito de dirigir para antigos proprietários, cujo remédio começa por uma dose de justiça. 

    Isso porque, feita a descoberta do problema, é preciso ir até o Fórum Cível da Capital para dar entrada em uma petição inicial chamada de tomada de termo, uma via que a parte tem para acessar os juizados especiais sem a participação de advogado. 

    Foto da estagiária Alinne Eleotério
    Estagiária Alinne Eleotério

    “A pessoa chega no setor de distribuição, relata o fato e é feita uma tomada de termo. Mas como essas ações, especificamente do Detran, têm umas peculiaridades que nem sempre a parte alcança, nem sempre ela sabe como formular o pedido ou que documentação trazer. O projeto criou uma minuta que traz as informações essenciais, dentro da legalidade do ato, para que possamos entregar uma prestação jurisdicional mais efetiva para a parte”, detalha Alinne Eleotério. 

    O que acontecia antes do projeto de Alinne ser implantado é que, muitas vezes, o cidadão não levava ao Setor de Distribuição a informação suficiente para dar continuidade ao processo. “O cidadão saía sem uma efetiva prestação jurisdicional, pois, muitas vezes, o processo era arquivado devido à falta de informações ou documentos essenciais, após o não cumprimento da emenda à inicial. Esse projeto direciona a parte”, completou a juíza titular do 2º Juizado Fazendário, Érica Amaral.

    Padronização facilitadora – A iniciativa de Alinne Eleotério padronizou os pedidos e a narrativa dos fatos mais comuns, sem limitar o direito do cidadão de adaptar o conteúdo à sua situação específica. “Quando não tinha essa padronização, por falta de informação, muitas vezes os pedidos que constam na Tomada de Termo, sobretudo o pedido liminar, acabava sendo indeferido. Como o cidadão não sabia explicar, o servidor também não tinha como colocar aquilo no papel. Essa minuta veio justamente para trazer parágrafos com hipótese, para se moldar àquele caso concreto e facilitar a vida do servidor responsável pela distribuição e também da parte”, explicou Alinne.

    Juiza Érica Amaral

    A juíza Érica Amaral acrescentou que o projeto direciona a parte a como fazer, o que ela precisa informar, que documento ela precisa juntar. “Isso também facilita nossa análise, pois a minuta contém as informações e os documentos necessários, conforme exigido pela lei, permitindo o prosseguimento do processo e, ao final, uma prestação jurisdicional mais eficaz. Essa abordagem beneficia ambas as partes da relação processual: o Judiciário, que passa a ter uma visão mais clara do que a parte pretende, e a própria parte, cuja pretensão será mais adequadamente analisada”, salientou.

    A minuta sugerida é redigida com linguagem acessível e juridicamente adequada, funcionando como um modelo-base para ações em que o Detran-PB figure no polo passivo. A intenção é que o documento seja inserido diretamente no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), facilitando o trabalho dos servidores e oferecendo mais segurança jurídica aos promoventes.

    “O projeto não substitui a atuação do advogado nem restringe os pedidos do autor. Trata-se de uma ferramenta de apoio, especialmente pensada para quem não tem condições financeiras de constituir um profissional”, destacou a estagiária.

    Impacto social – Ao promover maior uniformidade, clareza e eficiência na formulação das tomadas de termo, o projeto reforça o princípio do acesso à Justiça e a função social dos Juizados Especiais, criados justamente para atender cidadãos que enfrentam barreiras financeiras, processuais e culturais. E isso gera economia também para o Judiciário que reduz as idas de um oficial de justiça aos endereços das partes envolvidas para intimá-los a rever o processo. 

    Como disse o assessor do 2º Juizado Fazendário, Ronald Botechia, não é apenas uma questão de acesso ao Judiciário, mas sim de melhor acesso. “A ideia é tornar mais fácil a compreensão dos fatos, tanto para aqueles que não compreendem bem o Direito (o cidadão), como para os operadores do direito, visto que possibilita transformar esses relatos em fatos jurídicos. Através dessa minuta, podemos ter uma melhor compreensão da causa de pedir e verificar também se a pretensão autoral (os pedidos) têm correlação ou não a esses fatos. Tudo isso objetiva dar uma melhor prestação jurisdicional ao cidadão que procura o judiciário sem auxílio de um advogado”, falou.

    Por Nice Almeida
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • TJPB adere ao Programa ‘Novos Caminhos’ que beneficia crianças e adolescentes acolhidos

    Foto do ato de assinatura do convênio
    Fred Coutinho assinando o Termo de Cooperação Técnica

    Na manhã desta quinta-feira (18), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, assinou o Termo de Cooperação Técnica do Programa Novos Caminhos (Programa Nacional de Apoio à Desinstitucionalização de Crianças e Adolescentes Acolhidos e a Egressos de Unidades de Acolhimento – PNC). Assim, o Poder Judiciário estadual adere a essa iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O Programa Novos Caminhos (PNC) possibilitou ao Poder Judiciário nacional a execução de uma política voltada à construção de oportunidades de uma vida adulta com cidadania plena e estabilidade a jovens com idade entre 14 e 18 anos que estão em instituições de acolhimento. “A ideia central do Programa é viabilizar um horizonte melhor para essas crianças e adolescentes na busca de um futuro mais promissor. O Poder Judiciário não poderia ficar fora dessa iniciativa. Quero agradecer a todas instituições envolvidas e empenhadas na busca de melhorias e realizações dos acolhidos”, comentou Fred Coutinho.

    Foto da juíza Maria dos Remédios
    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    O Termo de Cooperação também foi assinado pela juíza e coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa; o presidente da Fecomércio/Sescs/Senac – Paraíba, Marconi Medeiros de Souza; e auditor-fiscal do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Abílio Sérgio de Vasconcelos Correia Lima.

    De acordo com Maria dos Remédios, neste primeiro momento o Programa Novos Caminhos vai beneficiar os municípios de João Pessoa, Campina, Patos e Santa Rita. Segundo ela, a proposta é alcançar todo o Estado da Paraíba. “Onde existir um adolescente acolhido, deve existir o Programa. O programa trabalha com quatro eixos diferentes e os parceiros podem ser os mais variados possíveis. São muitos direitos a serem assegurados, afora a empregabilidade. Quem completou 14 anos e estando acolhido, ele já é candidato a integrar o Programa Novos Caminhos”, explicou a magistrada.

    “A depender das necessidades que o (a) adolescente apresenta, nós buscamos parcerias e fechamos uma rede ao redor desse adolescente para que ele(a) possa ter efetivado os direitos que nós prometemos quando realizamos o acolhimento”, acrescentou Maria dos Remédios. A juíza ainda disse que o Programa funciona como um mecanismo de enfrentamento às dificuldades relacionadas à adoção tardia.

    “É com muita honra que a 7ª Vara Mista de Patos participa do Programa Novos Caminhos”, afirmou a juíza Joscileide Ferreira de Lira. Segundo ela, “o programa representa um olhar atento e cuidadoso do Estado para com os adolescentes que, institucionalmente acolhidos, infelizmente não possuem perspectivas para adoção”.

    “É muito importante viabilizar a empregabilidade das pessoas que estão nesse programa. Vamos colaborar, o setor industrial, para que possamos cada vez mais trazer os nossos jovens aos bons caminhos, aos novos caminhos”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, Cassiano Pascoal Pereira Neto em seu discurso durante a solenidade.

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    Desembargadora Lilian Cananéa

    Já a desembargadora Lilian Cananéa elogiou a iniciativa do CNJ pela criação do programa Novos Caminhos. “É um projeto que vai ajudar muito esses jovens que estão realmente precisando de um norte, de um novo caminho. E é esse novo caminho que eu estou aqui para aplaudir”, pontuou.

    Raquel Mariana Buriti, 17 anos, é uma das adolescentes beneficiadas pelo Programa Novos Caminhos. “Falar sobre esse Programa é me sentir realmente segura. Posso dizer que temos, sim, pessoas preocupadas com o futuro das crianças e adolescentes. Desde pequena que moro em casa de acolhimento e já passei por duas adoções. Voltei ao acolhimento aos 15 anos de idade. Hoje, estou estagiando em um salão de beleza e me preparo para alcançar minha autonomia”, comentou Raquel, que mora em Campina Grande.

    Rede – O Programa Novos Caminhos funciona articulando o Judiciário, empresas e sociedade para criar uma rede de apoio a jovens em acolhimento, focando em educação, saúde, empregabilidade e construção de projeto de vida, com o objetivo de prepará-los para a autonomia e evitar o abandono pós-institucional depois dos 18 anos, através de parcerias e ações concretas como cursos profissionalizantes e atividades culturais, liderado nacionalmente pela Corregedoria Nacional de Justiça.

    Por Fernando Patriota 
    Fotos: Ednaldo Araújo

  • TJPB alcança 88,65% no Índice Nacional de Transparência e avança para nível elevado

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) atingiu o percentual de 88,65% no Índice de Transparência medido pelo Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), coordenado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), em parceria com 33 Tribunais de Contas. O valor alcançado representa um crescimento de 42,59% em relação à avaliação feita em 2024 (62,17%), o que possibilitou que o órgão passasse do nível intermediário para o nível elevado de transparência.

    O programa tem como objetivo padronizar, orientar, estimular, induzir e fiscalizar a transparência da Administração Pública em todos os Poderes e órgãos públicos do Brasil. Os portais avaliados recebem selo de qualidade, divididos nas categorias Diamante, Ouro e Prata.

    A edição deste ano avaliou mais de 10 mil portais de transparência, tendo como parâmetro um amplo conjunto de critérios que verificam a disponibilidade, atualidade, acessibilidade e integralidade das informações, abrangendo áreas como execução orçamentária, financeira, estrutura administrativa, servidores, licitações, contratos e dados de interesse social, focando na facilidade de acesso pelo cidadão e no atendimento às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei de Acesso à Informação (LAI). 

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    Bruno Emmanuel Medeiros de Oliveira

    Para o diretor de Governança e Gestão Estratégica do TJPB,  Bruno Oliveira, essa iniciativa tem o potencial de estimular mudanças na gestão pública brasileira por meio de uma maior participação dos cidadãos na fiscalização das iniciativas das administrações públicas. “A transparência é uma grande aliada da boa gestão pública. Ela possibilita aos cidadãos terem acesso à forma como o dinheiro público é aplicado e permite que os gestores sejam cobrados por uma maior eficiência administrativa”, disse.

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    Hermano Xavier

    Segundo o servidor Hermano Xavier, responsável técnico pelos dados do TJPB, o Radar da Transparência Pública é uma ferramenta muito intuitiva, que permite ao cidadão realizar consultas, comparar e analisar os resultados do PNTP, de forma fácil e transparente.

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    Roberto Rodrigues

    No preenchimento dos dados no Sistema Avalia, ferramenta disponibilizada pela Atricon para o processo de autoavaliação do Portal da Transparência, a Diretoria de Governança contou com o apoio da Gerência de Auditoria Interna. O gerente Roberto Rodrigues ressaltou que a Auditoria Interna desempenhou papel em facilitar o entendimento e o correto preenchimento do questionário do PNTP, reforçando a importância do aprimoramento contínuo da transparência no Tribunal.

    O gerente de Auditoria Interna destacou ainda que, para o ano de 2026, está prevista uma avaliação específica do PNTP pela Auditoria, com o objetivo de propor recomendações à gestão para melhorias no Portal, com foco no atendimento dos critérios essenciais que precisam ser alcançados para que o Tribunal possa atingir patamares de excelência em transparência e possa conquistar as premiações previstas no programa – Prata, Ouro e Diamante.

    Roberto Rodrigues enfatizou ainda o comprometimento e dedicação da equipe da Diretoria de Governança e a contribuição da Auditoria Interna para o fortalecimento do controle social e da gestão pública transparente.

    Para facilitar o acesso às informações do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), a Atricon criou e mantém atualizado o Radar da Transparência, que permite consulta ao desempenho do portal de todos os entes avaliados pelo programa em nível nacional. As consultas podem ser feitas no endereço eletrônico: https://radardatransparencia.atricon.org.br/

    Por Gecom-TJPB

  • TJPB entra em recesso forense de 20 de dezembro a 6 de janeiro com funcionamento em plantão judiciário

    De 20 de dezembro até 6 de janeiro de 2026, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e as comarcas, de entrância inicial e final, estarão em recesso forense, funcionando, nesse período, exclusivamente em regime de Plantão Judiciário. Em razão do recesso, ficam suspensos os prazos processuais, a realização de audiências e sessões de julgamento, bem como a publicação de sentenças, acórdãos e decisões no Diário da Justiça eletrônico, além das intimações de partes e advogados(as). 

    No primeiro grau de jurisdição, o plantão será realizado exclusivamente por meio do sistema do Processo Judicial eletrônico (PJe), abrangendo todas as classes ativas. Os(as) advogados(as) deverão protocolar eletronicamente os pedidos de urgência no horário das 6h às 17h. Já no segundo grau, o plantão funcionará nas dependências do TJPB, com protocolo eletrônico dos pedidos de urgência, no horário das 8h às 17h.

    Informações sobre o funcionamento do Plantão Judiciário, bem como a consulta aos nomes dos juízes e juízas plantonistas no primeiro grau, do desembargador ou desembargadora plantonista no segundo grau e dos telefones de contato para atendimento durante o recesso forense, podem ser acessadas no link ‘Plantões’, disponível na página principal do site oficial do Tribunal de Justiça (www.tjpb.jus.br). 

    Por Marcus Vinícius
     

  • Juízo de Cuité julga ação penal em tempo recorde e profere sentença um dia após audiência

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    Juiz Fábio Brito de Faria

    A Justiça da Paraíba concluiu, em menos de um mês, a tramitação de uma ação penal por tráfico de drogas, com sentença proferida no dia seguinte à audiência de instrução e julgamento, em um exemplo de celeridade processual e cooperação institucional entre Judiciário, Ministério Público e defesa.

    A denúncia foi recebida em 19 de novembro de 2025. Na sequência, o réu foi citado regularmente, apresentou resposta à acusação, que foi analisada pelo juízo sem atraso, e teve afastada a hipótese de absolvição sumária. Em curto espaço de tempo, foi designada e realizada a audiência de instrução e julgamento, ocorrida em 16 de dezembro de 2025, com a oitiva das testemunhas e o interrogatório do acusado.

    Já no dia seguinte à audiência, o juiz Fábio Brito de Faria, da 2ª Vara Mista da Comarca de Cuité, proferiu sentença, encerrando a fase de conhecimento do processo com a condenação do réu por tráfico de drogas majorado pelo emprego de arma de fogo. O magistrado destacou que a rápida conclusão do feito foi possível graças à organização da pauta, a pronta atuação do Ministério Público, que apresentou alegações finais de forma objetiva, e a atuação técnica da defesa, que contribuiu para a fluidez dos atos processuais.

    No processo julgado, o réu foi condenado a 8 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de drogas majorado pelo emprego de arma de fogo. 

    “A decisão evidencia a aplicação prática dos princípios da razoável duração do processo e da eficiência, previstos na Constituição Federal, demonstrando que a tramitação célere é viável quando há cooperação entre as instituições e comprometimento com a efetividade da prestação jurisdicional”, destacou o magistrado.

    Segundo a sentença, a condução do processo respeitou integralmente o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo às garantias legais.

    Por Gecom

  • Pleno do TJPB aprova lista tríplice exclusivamente feminina para o TRE-PB

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    Sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba

    O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, nesta quarta-feira (17), a formação de uma lista tríplice composta exclusivamente por mulheres para o preenchimento de vaga de membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), categoria jurista. A escolha ocorre em razão do término do biênio do advogado Roberto D’Horn Moreira Monteiro da Franca Sobrinho.

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    Maria Helena, Giovanna Castro e Lindaura Sheila Bento

    Esta é a primeira vez que o TJPB encaminha ao TRE uma lista tríplice formada apenas por advogadas, marco considerado histórico no âmbito do Judiciário paraibano. As indicadas foram Lindaura Sheila Bento Sodré, Giovanna Castro Lemos Mayer e Maria Helena Martins Rocha. Outras candidatas chegaram a se inscrever para a composição da lista, mas não puderam concorrer em razão de problemas na documentação apresentada.

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    Desembargadora Anna Carla

    Durante a sessão, a desembargadora Anna Carla Lopes, que ingressou no Poder Judiciário estadual pelo quinto constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), destacou o caráter simbólico e institucional da decisão. Para ela, a lista exclusivamente feminina vai além do simples preenchimento de uma vaga. “Não se trata apenas do preenchimento de um assento institucional, mas da reafirmação de um compromisso institucional com a igualdade, a representatividade e o fortalecimento da democracia”, afirmou a magistrada.

    Anna Carla também classificou a iniciativa como um avanço civilizatório, ao reconhecer a importância da diversidade no sistema de Justiça. “Ela simboliza o esforço contínuo de superação de desigualdades históricas e o reconhecimento de que a diversidade qualifica o Judiciário, amplia olhares e enriquece as decisões”, concluiu.

    Por Lenilson Guedes