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  • Novo Fórum de Cajazeiras simboliza avanço estrutural do Judiciário paraibano

    Foto do presidente Fred na obra do Fórum de Cajazeiras
    Fred Coutinho no canteiro de obras do Fórum de Cajazeiras

    Na tarde desta quinta-feira (15), durante o segundo dia de visitas às comarcas do interior do Estado, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, inspecionou o andamento das obras de construção do novo Fórum e do Depósito Judicial da Comarca de Cajazeiras, no Alto Sertão paraibano. A obra, localizada no bairro Jardim Soledade, teve início em 1º de outubro de 2025, com previsão de entrega para o segundo semestre deste ano.

    O novo prédio terá uma área de 1.500 m², será equipado com sistema de climatização em todas as salas, com vista a proporcionar mais conforto aos servidores(as), magistrados(as) e jurisdicionados(as).

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    A obra está avançada; entrega prevista para o 2º semestre

    Durante a inspeção, o desembargador Fred Coutinho destacou que a construção do fórum representa a concretização de uma demanda apresentada no programa Gestão em Movimento por servidores(as) e magistrados(as) da comarca. Segundo o presidente do TJPB, a obra encontra-se dentro do cronograma estabelecido e simboliza um importante avanço para o Judiciário. 

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    Fred destaca a importância da obra

    “Parabenizo todos os envolvidos na execução do projeto, ressaltando que a iniciativa garantirá melhores condições de trabalho para magistrados e servidores, além de oferecer um atendimento mais digno e eficiente à população da região”, disse o desembargador Fred.

    O diretor do Fórum de Cajazeiras, juiz Ítalo Lopes Gondim, ressaltou a importância da constante evolução do Poder Judiciário paraibano, tanto no aprimoramento das normativas quanto na melhoria da estrutura física. 

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    Juiz Italo Lopes Gondim, Diretor do Fórum de Cajazeiras

    “Esse avanço proporciona um ambiente mais adequado para o trabalho de servidores, magistrados e demais atores do sistema de Justiça, como o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Advocacia, além de garantir melhores condições para o atendimento à população jurisdicionada. Dessa forma, o Judiciário fortalece sua atuação e presta uma tutela jurisdicional mais eficiente àqueles que dele necessitam”, frisou o magistrado.

    Também estiveram presentes à inspeção os juízes auxiliares da Presidência, Fábio José e Leonardo Paiva; o diretor administrativo do TJPB, Fernando Antério; o juiz da Comarca de São João do Rio do Peixe, Kleyber Thiago Trovão Eulálio; dos servidores Lucas Dantas, da Gerência de Engenharia, e Leonardo Moreira, da Gerência de Arquitetura; e do engenheiro da Construtora Jatobá, Antônio Morais.

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    Fred com magistrados e servidores de São João do Rio do Peixe

    Interiorização – Em seguida, o presidente do TJPB deu continuidade às visitas às unidades judiciárias. Desta vez, esteve em São João do Rio do Peixe para acompanhar de perto o funcionamento da unidade e verificar as condições estruturais.

    O diretor do Fórum, juiz Kleyber Eulálio, destacou a satisfação em receber o presidente do Tribunal e sua comitiva, ressaltando a receptividade às demandas apresentadas e o compromisso com a melhoria da qualidade dos serviços judiciais, das condições de trabalho de servidores e magistrados e do atendimento ao jurisdicionado. 

    “O presidente tem se mostrado muito receptivo às demandas, empenhado em promover melhorias para o jurisdicionado, na qualidade dos serviços prestados, bem como nas condições de trabalho de servidores e magistrados”, falou o diretor.

    Nesta sexta-feira (16), último dia da agenda pelo interior do Estado, o desembargador Fred Coutinho visitará as comarcas de Patos, Sumé, Serra Branca e Campina Grande.

    Por Marcus Vinícius
    Fotos Ednaldo Araújo
     

  • Vara Militar terá competência para processar e julgar organizações criminosas

    Foto do Fórum Criminal da Capital
    Fórum Criminal da Capital

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, em sessão do Órgão Especial, um Projeto de Resolução que amplia a competência da Vara Militar para processar e julgar crimes envolvendo organizações criminosas na região metropolitana. A medida tem como objetivo conferir maior celeridade à tramitação processual e promover um reequilíbrio mais eficiente na distribuição dos feitos criminais.

    Com a nova regulamentação, a unidade judiciária passa a denominar-se Vara Militar e de crimes envolvendo organização criminosa. Na região metropolitana, caberá a essa Vara processar e julgar os crimes previstos na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas, e no artigo 288-A do Código Penal, com prevalência sobre as demais competências. Ficam ressalvadas, contudo, as competências dos Tribunais do Júri, da Infância e Juventude, da Execução Penal e da Execução de Penas Alternativas.

    A Resolução entra em vigor no dia 23 de fevereiro de 2026 e integra o Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), política judiciária voltada à reorganização de competências, à integração entre comarcas e à modernização da estrutura do primeiro grau de jurisdição.

    Com a mudança, os processos em tramitação nas varas criminais da região metropolitana que se enquadrem nas hipóteses previstas na Resolução deverão ser redistribuídos para a Vara Militar e de crimes envolvendo organização criminosa.

    Foto do juiz Eslú Eloy
    Juiz Eslú Eloy

    O juiz titular da Vara Militar, Eslú Eloy Filho, comentou sobre a nova atribuição da unidade. “Será um desafio, uma nova etapa para nossa unidade judiciária. Os processos que envolvem organizações criminosas são complexos, com vários réus e advogados. Vamos nos empenhar nessa tarefa, como sempre fizemos em tantas outras”, afirmou o magistrado.

    IntergraJUs-PB – O IntegraJus-PB foi concebido como uma política de reconfiguração funcional e territorial da Justiça estadual, estruturada em três eixos principais. O primeiro prevê a integração funcional entre comarcas geograficamente próximas, que passam a atuar de forma coordenada, com compartilhamento de competências. O segundo eixo trata da reconfiguração interna de competências, por meio da reorganização racional das atribuições entre varas de uma mesma sede, especialmente nas grandes comarcas. Já o terceiro eixo contempla a estadualização progressiva de competências, direcionando matérias de alta complexidade ou repetitividade para núcleos regionais ou estaduais especializados.

    O estudo que fundamentou a proposta foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho instituído pelo Ato da Presidência nº 17/2025, composto por magistrados com ampla experiência no primeiro grau de jurisdição. Ao final, o material foi submetido à apreciação da Comissão de Legislação do Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e integrada pelos desembargadores Aluízio Bezerra e Francisco Seráphico da Nóbrega Filho.

    Por Fernando Patriota

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

     

  • Telejudiciário do TJPB emite mais de 1.900 certidões no período de 7 a 15 de janeiro 

     

    Foto do atendimento no Telejudiciário
    Serviço presencial do Telejudiciário acorre no anexo do TJPB

    O Telejudiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba registrou significativo aumento no atendimento presencial, no retorno das atividades após o recesso forense ocorrido no período de 20 de dezembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026. Entre os dias 7 e 15 de janeiro do ano em curso, o setor emitiu mais de 1.900 certidões, sendo 530 pessoas atendidas no Balcão Virtual e 600 no presencial. 

    O número total de certidões corresponde a solicitação feita em todo o Estado, segundo informou Cláudio Ataíde, supervisor do Telejudiciário. “Vale destacar que o serviço de Telejudiciário acontece também nos fóruns das Comarcas de Campina Grande, Patos e Sousa”, acrescentou.   

    O chefe do setor, Cláudio Ataíde, destacou que neste período de 15 dias os servidores notaram uma alta demanda na solicitação de certidões por parte dos cidadãos. De acordo com as pessoas que procuraram o Telejudiciário, a procura pelo setor, que funciona no anexo administrativo do TJPB, se deu a pedido de seus órgãos de origem (onde trabalham).

    “Pelo que foi dito por eles, foi a prefeitura de João Pessoa e demais poderes municipais que solicitaram a renovação de certidões para cadastro da instituição”.

    Foto de Cláudio Ataíde, chefe do Telejudiciário
    Cláudio Ataíde: o setor realiza um atendimento humanizado

    Cláudio Ataíde também chamou a atenção para a alta demanda neste início de ano, que, ao todo, chegou a 1.971 certidões emitidas pelo Telejudiciário, por meio dos servidores do setor, no atendimento presencial. Já de forma online, aproximadamente 39.742 certidões automáticas estiveram à disposição daqueles que solicitaram o serviço.

    “Os números que foram disponibilizados já estão aqui, foi bastante expressivo, mas, o Telejudiciário com sua equipe prontamente atendeu todas as demandas; nenhum solicitante ficou sem ser atendido. Então, todos foram recebidos humanamente. Em outras palavras, primamos pelo atendimento humanizado, como forma de prestar um serviço de qualidade. Sempre que o cidadão chega ao nosso setor, o recebemos com a seguinte frase: ‘Como posso atender?’”, destacou o chefe do setor. 

    Devido à demanda acima do normal na última semana, o sistema de certidões acabou sofrendo uma sobrecarga, resultando, às vezes, em pequeno atraso para a obtenção dos documentos, inconsistência já superada.

    Ataíde deixou claro que, neste momento, a situação já está sob controle, mantendo a celeridade dos processos e a diminuição do tempo nos atendimentos presenciais.

    “Atualmente, nós estamos entregando a certidão praticamente em poucos minutos. Lembrando que existe uma demanda externa que não solicita a certidão presencialmente e, também, que o sistema libera isso de forma automática, que é um número bem maior do que as certidões que foram emitidas de forma presencial”, arrematou Cláudio Ataíde. 

    Serviço – Inaugurado no dia 23 de setembro de 1996, o setor do Telejudiciário tem como objetivo principal aproximar o cidadão comum ao judiciário. Dentre os serviços ofertados, estão as informações processuais, emissões de certidões cíveis, criminais e acesso aos bancos de dados.

    Balcão Virtual – O Tribunal oferta, ainda, o serviço Balcão Virtual, que é uma extensão do atendimento presencial. Por meio online, o Balcão Virtual está presente no Telejudiciário e no Protocolo Administrativo. O Protocolo Administrativo, por exemplo, atende às demandas externas, tais como ressarcimento de custas processuais, pedido de certidão de valor atualizado de precatórios. 

    Por Gabriel Lacerda (estagiário) 
    Fotos: Ronaldo Orlando
     

  • Governo sanciona lei que regulamenta a Reforma Tributária

    Governo sanciona lei que regulamenta a Reforma Tributária

    Nesta terça-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, o PLP 108/2024, convertido na Lei Complementar nº 227/26. A norma regulamenta pontos centrais da Reforma Tributária e institui o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), marcando o encerramento de uma etapa normativa relevante e o início do processo de implementação do novo modelo tributário no país.

    O IBS substituirá gradualmente o ICMS e o ISS. Caberá ao CGIBS editar o regulamento único do imposto, coordenar a arrecadação, a compensação e a distribuição das receitas, além de decidir o contencioso administrativo relacionado ao IBS. A criação do IBS e da CBS é um dos pilares da Reforma Tributária aprovada em 2023, com o objetivo de simplificar a tributação sobre o consumo e reduzir conflitos e complexidades do sistema atual.

    A presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros, ressalta que esse encaminhamento é resultado do acompanhamento e da atuação das entidades representativas e dos colegas do FISCO ao longo da tramitação do projeto, buscando minimizar impactos negativos e contribuir tecnicamente, dentro dos limites do modelo aprovado, que segue sendo objeto de análise crítica pela categoria.

    Durante a solenidade, também foi lançada a plataforma digital da Reforma Tributária, desenvolvida pela Receita Federal em parceria com o Serpro, que dará suporte tecnológico à transição para o novo sistema, centralizando informações, operações e procedimentos relacionados ao IBS.

     

     

    Crédito Foto: Eduarda Esposito/CB/D.A. Press

  • TJPB discute plano estratégico do projeto ‘Eficiência em Ação’ para o Prêmio CNJ 2026

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    O encontro de trabalho aconteceu no Fórum Cível da Capital

    Nesta segunda-feira (12), o Tribunal de Justiça da Paraíba realizou a terceira reunião de trabalho do projeto Eficiência em Ação, voltado à preparação da Instituição para o Prêmio CNJ de Qualidade 2026. O encontro ocorreu na sala de reuniões do Fórum Cível e teve como destaque a apresentação de uma nova ferramenta digital para monitoramento dos requisitos exigidos pelo Conselho Nacional de Justiça.

    A solução apresentada permite acompanhar, de forma integrada, os pontos avaliados pelo Prêmio — possibilitando identificar lacunas, atribuir responsáveis e planejar ações para aumentar a pontuação do Tribunal. A iniciativa é fruto do trabalho conjunto entre a Diretoria de Governança e Gestão Estratégica (Digov) e o Centro de Inteligência, Inovação e Governança do TJPB, que coordenarão a implementação do plano de trabalho estratégico.

    O desembargador Fred Coutinho, presidente do TJPB, ressaltou a importância da organização coletiva: “A importância é a forma de organização; cada um com a sua obrigação, sua função, e buscar aqueles pontos que serão levados para a premiação. Aqui estamos debatendo e procurando aperfeiçoar a forma de melhorarmos os nossos trabalhos.”, declarou o presidente.

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    Magistrados e diretores do TJPB participaram da reunião

    O juiz Jeremias Melo, coordenador do Centro de Inteligência, explicou que a nova ferramenta substitui controles manuais e inaugura uma forma mais inteligente de acompanhar o Selo CNJ de Qualidade. “É uma plataforma criada para monitorar, de forma integrada, todos os requisitos da premiação. Com ela, conseguimos detalhar o que é exigido, identificar o que precisa ser feito e planejar, passo a passo, como alcançar cada pontuação. Trata-se de um planejamento totalmente digital, voltado ao fortalecimento da governança e da gestão estratégica do tribunal”, destacou o magistrado.

    Já Bruno Oliveira, diretor de Governança e Gestão Estratégica, destacou o esforço coletivo e a ambição institucional: “Com esse projeto nosso objetivo é contar com uma força de trabalho maior. Hoje temos mais de 15 magistrados atuando como coordenadores; o projeto foi lançado em novembro e estamos agora na terceira reunião mensal. Queremos evoluir do selo prata para o ouro, objetivo difícil, mas alcançável com o esforço de servidores e magistrados.”

    O plano de trabalho contempla ações distribuídas em quatro eixos — Governança, Dados e Tecnologia, Produtividade e Transparência — e definirá supervisores para acompanhar as atividades dos coordenadores de cada área. As reuniões do projeto são mensais e vêm sendo ajustadas para incorporar mudanças da portaria do CNJ que regulamenta o Selo de Qualidade.

    O TJPB conquistou o Selo Prata no Prêmio CNJ de Qualidade 2025, resultado que motivou a instituição a intensificar a estratégia para 2026. O projeto “Eficiência em Ação” pretende transformar esse reconhecimento em um processo contínuo de melhoria da prestação jurisdicional, com controles digitais, metas claras e engajamento institucional para elevar a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

    Por Ludmila Costa
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • IntegraJus-PB institui Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri na Grande João Pessoa

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, no âmbito do Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), a instituição das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri, com competência concorrente e jurisdição nas comarcas que integram a Região Metropolitana de João Pessoa. A medida, que entra em vigor a partir de 23 de fevereiro de 2026, representa um avanço significativo na reorganização do primeiro grau de jurisdição, com foco na eficiência, no equilíbrio da força de trabalho e na redução do tempo de tramitação dos processos.

    A criação das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri decorre de estudos técnicos que identificaram uma acentuada desigualdade na distribuição da carga processual entre as comarcas. Enquanto grandes centros, como a Capital, contam com varas especializadas e melhor infraestrutura, comarcas de menor porte concentram múltiplas competências em unidades mistas, o que impacta diretamente a duração dos processos.

    Com a mudança, ficam instituídas, por transformação, três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri da Região Metropolitana de João Pessoa, todas com sede na Comarca da Capital e competência concorrente nas matérias previstas no artigo 176 da Lei de Organização e Divisão Judiciárias do Estado da Paraíba (LOJE).

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    Sala de Sessões do Tribunal do Júri na Capital

    A atual 1ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 1ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, mantendo sua sede na Capital. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 2ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, também com sede em João Pessoa. Já a 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Rita passa a denominar-se 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, com transferência de sede para a Comarca da Capital.

    A competência territorial das novas varas metropolitanas abrange as comarcas de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.

    A distribuição dos processos entre as três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri será livre, equitativa e automatizada, realizada pelo sistema informatizado do TJPB, observadas as regras de prevenção e conexão. O acervo atualmente existente nas duas varas privativas do Tribunal do Júri da Capital será mantido integralmente nessas unidades, sem redistribuição inicial.

    O acervo de competência do Tribunal do Júri da atual 1ª Vara de Santa Rita e da 1ª Vara de Bayeux será redistribuído para a 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri. Já os processos dessa competência em tramitação na Comarca de Cabedelo serão redistribuídos entre a 1ª e a 2ª Varas Metropolitanas, conforme as normas do Código de Normas Judicial da Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba. Os demais processos criminais da 1ª Vara Criminal de Santa Rita serão redistribuídos para as varas com competência criminal da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita.

    Mais eficiência e acesso facilitado

    O IntegraJus-PB tem como objetivos centrais a redução dos prazos de tramitação, o aumento da taxa de julgamento e o uso mais equilibrado da força de trabalho, assegurando maior sustentabilidade administrativa, sem o fechamento de estruturas físicas.

    Com a instituição das Varas Metropolitanas, projeta-se que cada unidade especializada na Capital concentre, em média, 335 processos pela última distribuição trienal, com acervo aproximado de 702 processos por vara, em consonância com as diretrizes das Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 194/2014 e nº 219/2016.

    O atendimento às partes, procuradores e advogados de comarcas diversas da Capital poderá ser realizado, preferencialmente, por meios virtuais. Além disso, cada comarca deverá prover os meios necessários para a realização de audiências e demais atos processuais, evitando o deslocamento físico de partes, testemunhas e demais colaboradores do sistema de justiça.

    Por Lenilson Guedes
     

  • TJPB inspeciona estrutura de prédios de fóruns e reforça melhoria na prestação jurisdicional

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    Fred Coutinho e comitiva iniciou visitas pelo Fórum de Picuí

    O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, está realizando, nesta semana, uma série de inspeções e visitas em fóruns do Estado, com o objetivo de acompanhar de perto o funcionamento das unidades judiciárias e verificar as condições estruturais. A programação iniciou na quarta-feira (14) e vai até esta sexta-feira (16) pelas comarcas das regiões do Seridó, Sertão, Cariri e Borborema. 

    A primeira inspeção ocorreu na construção do novo Fórum Juiz Manoel Pereira Nascimento, da Comarca de Picuí. O prédio vai ser entregue este semestre. O Fórum está localizado na Rua Francisco Pereira dos Santos, no bairro Limeira. A Comarca de Picuí é composta pelos municípios termos de Baraúna, Frei Martinho, Nova Palmeira e Pedra Lavrada. 

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    Novo Fórum da Comarca de Picuí

    De acordo com o presidente Fred Coutinho, a iniciativa faz parte do compromisso da atual gestão com a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população paraibana, bem como essas inspeções são fundamentais para garantir maior eficiência e transparência no Judiciário. 

    “Vamos continuar percorrendo a Paraíba para não só ouvir o que está acontecendo, mas principalmente ver o que está acontecendo em cada comarcas, as instalações, as necessidades, as mudanças a serem feitas, ouvir os servidores, ouvir os magistrados, sentir, sentir os que fazem a Justiça. Estamos aqui para esse papel, o papel de buscar melhorias para todos que fazem o nosso Judiciário”, disse o presidente.

    Fernando Antério, diretor administrativo do TJPB, também destacou a importância da presença da administração do Tribunal fora da capital. “Essas visitas têm grande relevância. Estamos aqui em São José de Piranhas, o quarto fórum visitado hoje, para conhecer a rotina de trabalho, as condições físicas e operacionais desses fóruns. A experiência de estar no local permite repensar abordagens e implementar melhorias estruturais para uma prestação jurisdicional mais eficiente”, afirmou.

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    Visita ao Fórum da Comarca de Itaporanga

    O presidente do TJPB esteve acompanhado ainda dos juízes auxiliares da Presidência, Fábio José e Leonardo Paiva.

    Nesta quinta-feira (15), pelo período da manhã, as ações seguiram com visitas às Comarcas de Piancó, Itaporanga, Conceição e São João do Rio do Peixe. À tarde, à unidade de Cajazeiras. A programação será encerrada nesta sexta-feira (16), em Sumé, Serra Branca e Campina Grande.

    As visitas aos fóruns fazem parte de um cronograma que contempla diversas comarcas do Estado, reforçando o compromisso do TJPB com a interiorização da gestão e a aproximação do Judiciário com a sociedade. 

    Por Marcus Vinícius
     

  • TJPB publica nomes de integrantes da comissão responsável pela construção do PCCR

    O Tribunal de Justiça da Paraíba publicou no Diário da Justiça eletrônico desta quarta-feira (14) os nomes dos integrantes da comissão responsável pela construção do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores e servidoras do Judiciário paraibano. O grupo será presidido pelo próprio presidente do TJPB.

    Além do desembargador-presidente, integram a comissão os desembargadores José Ricardo Porto e Carlos Martins Beltrão. Por parte do TJPB, a lista é formada, ainda, pelo juiz auxiliar da presidência, Fábio Araújo; o diretor de Gestão de Pessoas, Einstein Roosevelt Leite; o diretor administrativo, Fernando Antério Fernandes; e a diretora de Economia e Finanças, Izabel Vicente Izidoro da Nóbrega. 

    Os nomes indicados pelas entidades representativas que integram a comissão são: João Ramalho Alves da Silva, representante do Sinjep; José Ivonaldo Batista, representante do Sintaj; Joselito Bandeira Vicente, representante do Sindojus; e Altamir de Alencar Pimentel Filho, representante do ASSTJE; Francy-Hélio de Souza Maciel, representante da Aojep.

    O Plano de Incentivo à Aposentadoria Voluntária foi criado pela Lei nº 13.729/2025, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, com o objetivo de estimular a aposentadoria voluntária de servidores efetivos, mediante contrapartida financeira indenizatória. Nesta primeira edição, foram disponibilizadas 100 vagas, sendo 90 para servidores em geral e 10 destinadas a servidores portadores de doença grave, conforme previsão legal.

    Por Nice Almeida

     

  • TJPB adota política judiciária para equilibrar distribuição de processos e muda competência de varas

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    Fred Coutinho presidiu a sessão que aprovou o IntegraJus-PB

    Uma das mais amplas transformações estruturais do Judiciário estadual foi aprovada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em sessão realizada nesta quarta-feira (14). Trata-se do Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), que institui uma nova política judiciária voltada à reorganização de competências, à integração entre comarcas e à modernização da estrutura do primeiro grau, com foco na celeridade do julgamento dos processos.

    “A gente sabe que toda mudança gera expectativa, mas para mim é uma expectativa muito boa. O que a gente espera é buscar melhorias. Melhoria cada vez mais na prestação jurisdicional”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fred Coutinho, após a votação. Ele agradeceu o empenho de todos – servidores e magistrados – que participaram da elaboração do programa IntegraJus-PB.

    Entre os principais objetivos do programa estão a redução dos prazos de tramitação, aumento da taxa de julgamento e uso mais equilibrado da força de trabalho. A medida visa assegurar uma maior sustentabilidade administrativa, sem fechamento de estruturas físicas. Um exemplo é a integração das comarcas de Alhandra, Caaporã e Conde, no Litoral Sul, onde cada unidade passa a ter competência predominante (criminal; fazenda pública e execuções fiscais; cível e Juizados Especiais), mantendo competências concorrentes em Família e Infância e Juventude.

     

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    Outro destaque é a Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita, que passa a contar com nove unidades especializadas. A redistribuição ampla e compensada do acervo permite uma carga de trabalho mais justa e previsível entre varas cíveis, criminais, de família, infância e Juizado.

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    Os estudos que fundamentaram o IntegraJus-PB partiram de um diagnóstico detalhado da realidade do primeiro grau de jurisdição. Foi identificada uma acentuada desigualdade na distribuição da carga de trabalho, especialmente entre comarcas de pequeno porte, que concentram múltiplas competências em varas únicas ou mistas, e grandes centros, que contam com varas especializadas e melhor infraestrutura.

    Também foi constatada a rigidez do modelo territorial de competências, que impede a cooperação entre fóruns próximos e a redistribuição de acervos mesmo diante de desequilíbrios evidentes. Como consequência, magistrados e servidores lidam simultaneamente com matérias de alta complexidade e demandas rotineiras, o que gera sobrecarga, dispersão de esforços e lentidão processual.

    Para enfrentar esse cenário, o IntegraJus-PB foi concebido como uma política de reconfiguração funcional e territorial, organizada em três eixos principais: Integração funcional entre comarcas próximas (comarcas geograficamente próximas passam a atuar de forma coordenada, compartilhando competências), reconfiguração interna de competências (Reorganização racional das competências entre varas da mesma sede nas grandes comarcas) e Estadualização progressiva de competências (Matérias de alta complexidade ou repetitividade são tratadas em núcleos regionais ou estaduais especializados).

    O programa também promove uma reengenharia funcional dentro da mesma sede, eliminando gargalos e ampliando a produtividade. Na Comarca de Cabedelo, por exemplo, as antigas varas mistas foram reorganizadas em unidades com competências temáticas bem definidas, como violência doméstica e criminal, cível e fazenda pública, e família e infância. O modelo será replicado em comarcas como Sousa e Patos, favorecendo o acompanhamento de desempenho e a comparação de resultados.

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    Matérias de alta complexidade ou grande volume passam a ser tratadas em núcleos especializados. Entre as medidas, estão a criação de Varas Estaduais de Sucessões, com redistribuição de mais de 10 mil processos para alcançar equilíbrio técnico; Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri, com jurisdição sobre João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita; e a regionalização da execução penal, alinhada ao Plano Nacional Pena Justa e às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Varas com competência para o cumprimento de sentença cível e fazendário.

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    Também se destaca a especialização para o processamento de crimes envolvendo organização criminosa, concentrados na Vara Militar, em consonância com recomendação da Corregedoria Nacional de Justiça.

    O IntegraJus-PB incorpora ainda soluções alinhadas ao ecossistema da Justiça 4.0, como a criação de Núcleos de Justiça 4.0 de Cumprimento de Sentença Fazendária, unidades totalmente digitais, com cartório unificado e seções especializadas. A medida amplia a celeridade, padroniza rotinas e otimiza o uso de magistrados e servidores.

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    O fortalecimento dos Juizados Especiais também integra o programa, com a transformação do Juizado Especial Misto de Bayeux no 9º Juizado Especial Cível de João Pessoa, resultando em redução média de 11% na distribuição de processos por unidade na Capital.

    O estudo que embasa o IntegraJus-PB foi conduzido por Grupo de Trabalho instituído pelo Ato da Presidência nº 17/2025, composto por magistrados com ampla experiência no primeiro grau, sendo, ao final, submetido à apreciação da comissão de legislação do Tribunal de Justiça, presidida pelo desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e composta pelos desembargadores Aluízio Bezerra e Francisco Seráphico da Nóbrega Filho.

    As propostas estão amparadas na competência constitucional dos tribunais para organizar seus serviços, em jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal e em resoluções e recomendações do CNJ, assegurando plena segurança jurídica.

    Com o IntegraJus-PB, o TJPB busca passar de um modelo fragmentado, com comarcas isoladas e varas mistas sobrecarregadas, para uma Justiça em rede, com competências redistribuídas por vocação e volume, unidades especializadas e estruturas otimizadas.

    Por Lenilson Guedes

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  • Ministério da Saúde inicia Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a realidade da população adulta

    Ministério da Saúde inicia Pesquisa Nacional de Saúde Mental para mapear a realidade da população adulta

    O Brasil dá um passo inédito na produção de informações estratégicas para o fortalecimento das políticas públicas em saúde mental com a realização da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil). Trata-se do primeiro grande estudo de base populacional voltado especificamente para conhecer a situação da saúde mental de pessoas com 18 anos ou mais em todo o território nacional. A fase piloto da pesquisa foi iniciada pelo Ministério da Saúde (MS) nesta segunda-feira (12) e ocorrerá em oito municípios.

    A iniciativa tem como objetivo estimar a prevalência de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, uso de álcool e outras drogas, além de comportamentos relacionados ao suicídio. Os dados permitirão compreender como esses agravos se distribuem conforme sexo, idade, escolaridade, renda e região do país, bem como identificar fatores de risco e de proteção associados às condições de vida, experiências de violência, discriminação e adversidades na infância.

    Além disso, a PNSM-Brasil permitirá uma avaliação do acesso e do uso dos serviços de saúde, como quantas pessoas buscam atendimento, quais tipos de cuidado recebem e quais barreiras enfrentam para acessar o tratamento. Desta forma, será possível contribuir diretamente para o planejamento, aprimoramento, ações de prevenção e promoção da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Serão realizadas entrevistas presenciais em domicílios, com amostra probabilística representativa da população adulta brasileira. Em cada localidade selecionada, apenas uma pessoa será sorteada para participar. Essa fase da pesquisa será guiada por uma ferramenta padronizada internacionalmente e terá duração média de 60 minutos, conduzida por entrevistadores capacitados e apoio de questionário eletrônico aplicado em tablets ou notebooks.

    A fase piloto, iniciada na segunda semana de janeiro de 2026, é fundamental para assegurar a padronização dos procedimentos, a qualidade das entrevistas e o acolhimento adequado dos participantes. Os entrevistadores estão em processo de treinamento que abrange o uso do questionário eletrônico, as orientações de abordagem domiciliar, os cuidados éticos no manejo de temas sensíveis relacionados ao sofrimento psíquico, uso de substâncias e ideações suicidas.

    O trabalho terá início em municípios dos estados do Amazonas, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, incluindo cidades como Manaus, Sobral, Jundiaí, São Paulo (capital), Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Campo Grande e Brasília. A participação na pesquisa é voluntária e ocorre somente após o consentimento livre e esclarecido das pessoas abordadas. Todas as informações coletadas são sigilosas, registradas em sistema seguro e analisadas de forma agregada, sem identificação individual, em conformidade com as normas éticas vigentes e com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

    No Ministério da Saúde, a pesquisa é organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Segundo a diretora do DAENT, Letícia de Oliveira Cardoso, a pesquisa é uma oportunidade de contribuição direta dos brasileiros à saúde pública. “Ao participar da PNSM, a população contribui para dar visibilidade à realidade da saúde mental no Brasil, reduzir estigmas e fortalecer o SUS com informações qualificadas para ampliar e qualificar o cuidado”, explicou.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde