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  • Governo e Unicef firmam parceria para acesso de jovens ao saneamento

    Governo e Unicef firmam parceria para acesso de jovens ao saneamento

    O Ministério das Cidades e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) assinaram um memorando de entendimento para ampliar o acesso à água, saneamento e higiene, além de criar oportunidades para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade. A cooperação será executada por meio de projetos específicos, sem transferência direta de recursos.

    Segundo o Unicef, 2,8 milhões de crianças brasileiras enfrentam dificuldades no acesso à água, com maiores índices nas regiões Norte e Nordeste. O plano prevê apoio a municípios para criação de políticas públicas, instalação de sistemas alternativos de esgoto, gestão de resíduos e ações educativas.

    Acordo prevê ações integradas de acesso à água e ao tratamento de esgoto para assegurar direitos de crianças e adolescentes.

    Acordo prevê ações integradas de acesso à água e ao tratamento de esgoto para assegurar direitos de crianças e adolescentes.TV Brasil/Divulgação

    “A finalidade dessa parceria é levar qualidade de vida para crianças e adolescentes em comunidades vulneráveis. Esse é mais um passo para a gente conseguir atender a meta do Marco Legal de Saneamento, para que consigamos chegar em 2033 com ela cumprida”, disse o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leonardo Picciani. 

    A parceria integra ainda o programa Periferia Viva Urbanização de Favelas, do Novo PAC, e também a iniciativa “1 Milhão de Oportunidades”, voltado à formação profissional e geração de renda para a juventude periférica.

    A adesão ao Selo Unicef será um dos critérios para priorizar os municípios beneficiados.

  • Projeto prevê 6 meses de estabilidade após denúncia de assédio

    Projeto prevê 6 meses de estabilidade após denúncia de assédio

    O projeto de lei complementar 158/24 assegura a estabilidade no emprego por seis meses à trabalhadora que formalizar denúncia de assédio sexual no ambiente de trabalho. A contagem do prazo se inicia com o registro do boletim de ocorrência.

    De acordo com a proposta em tramitação na Câmara dos Deputados, caso a continuidade da vítima na empresa seja considerada inadequada devido à ruptura da confiança entre as partes, a estabilidade será substituída por uma indenização correspondente ao dobro do valor da rescisão contratual por tempo indeterminado.

    Se a denúncia for comprovadamente falsa, o empregador poderá rescindir o contrato de trabalho por justa causa, conforme previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    Dep. Rogéria Santos.

    Dep. Rogéria Santos.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), autora da proposta, ressalta que o assédio sexual já constitui crime tipificado no Código Penal. Entretanto, ela observa que as consequências desse crime no ambiente profissional transcendem a punição criminal do agressor.

    “As vítimas, muitas vezes, enfrentam retaliações, demissões arbitrárias ou são obrigadas a pedir demissão, temendo a exposição, o isolamento ou a falta de apoio após denunciarem os abusos”, diz a deputada. “Esse ciclo de intimidação inibe a denúncia e perpetua o silêncio sobre essas práticas abusivas”, acrescenta.

    A parlamentar afirma que o projeto visa “proteger a vítima de assédio sexual contra possíveis retaliações ou perda de seu emprego após a denúncia”.

    O projeto de lei seguirá para análise das comissões da Câmara dos Deputados: Defesa dos Direitos da Mulher; Trabalho; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, será submetido ao Plenário. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Minha Casa, Minha Vida: como ficam as regras para a classe média

    Minha Casa, Minha Vida: como ficam as regras para a classe média

    Unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida em Fortaleza

    Unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida em FortalezaRicardo Stuckert/PR

    O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltado para famílias brasileiras de baixa renda, acaba de dar um passo importante para atender também à classe média. Com a criação da Faixa 4, o governo amplia o alcance do programa e busca facilitar o acesso à casa própria para famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Aprovada pelo Conselho Curador do FGTS na última quarta-feira (16), a nova faixa entra em vigor na primeira quinzena de maio. A expectativa do governo é atender até 120 mil famílias nesta categoria ainda em 2025.

    O que é a Faixa 4?

    A Faixa 4 permitirá o financiamento de imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil, com juros de 10,5% ao ano, abaixo dos 11,5% a 12% praticados no mercado tradicional. O parcelamento poderá ser feito em até 420 meses (35 anos). A nova categoria não oferece subsídios, ou seja, o comprador arca com o valor integral do imóvel.

    Outro diferencial importante: mesmo trabalhadores sem saldo no FGTS poderão financiar imóveis pela Faixa 4. Isso será possível porque os recursos utilizados virão dos lucros anuais do fundo, e não diretamente das contas vinculadas dos trabalhadores.

    Regras específicas da Faixa 4:

    • Apenas para compra do primeiro imóvel;
    • Financiamento de até 80% do valor total do imóvel (o restante é pago pelo comprador);
    • Disponível para imóveis novos ou usados, desde que seja a primeira aquisição do comprador.

    Quais são as faixas atuais do Minha Casa, Minha Vida?

    Com as mudanças, o MCMV passa a ter quatro faixas de financiamento, com critérios atualizados de renda:

    | Faixa 1 | Renda famíliar até R$ 2.850 | Subsídio de até 95% do valor do imóvel |

    | Faixa 2 | Renda familiar de R$ 2.850,01 a R$ 4.700 | Subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos |

    | Faixa 3 | Renda familiar de R$ 4.700,01 a R$ 8.600 | Financiamento facilitado, sem subsídios |

    | Faixa 4 | Renda familiar de R$ 8 mil a R$ 12 mil | Juros de 10,5% ao ano, sem subsídios |

    As faixas 1 e 2 também foram ajustadas para permitir o financiamento de imóveis com valor até R$ 350 mil, anteriormente exclusivo da Faixa 3. Contudo, nessa operação, valem os juros e condições da Faixa 3 (sem subsídio).

    De onde virão os recursos?

    O financiamento da Faixa 4 será sustentado por uma combinação de R$ 30 bilhões, distribuídos da seguinte forma:

    • R$ 15 bilhões dos lucros do FGTS, vindos dos rendimentos de aplicações e devolução de financiamentos;
    • R$ 15 bilhões provenientes da poupança via SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) emitidas por instituições financeiras.

    Novos valores para cidades do interior

    Outra novidade importante é o aumento do teto para financiamento de imóveis em cidades com até 100 mil habitantes. O valor máximo passará de R$ 210 mil para até R$ 230 mil, facilitando o acesso à moradia também em regiões fora dos grandes centros urbanos.

    Impacto social e econômico

    Segundo o Ministério das Cidades, o programa prevê financiar 3 milhões de moradias, somando todas as faixas, até 2026.

    O MCMV teve 1,3 milhão de moradias contratadas até o fim de 2024, com um investimento de R$ 190 bilhões. O relançamento do programa no novo PAC já permitiu entregar mais de 43 mil moradias paralisadas, beneficiando 173 mil pessoas.

  • Brasília já estava prevista na Constituição de 1891

    Brasília já estava prevista na Constituição de 1891

    No dia 21 de abril de 2025, Brasília completa 65 anos. A cidade, projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, e construída sob o comando de Juscelino Kubitschek, foi inaugurada oficialmente em 1960, concretizando um ideal republicano muito antigo: levar a capital Federal do Brasil ao interior do país como estratégia de integração nacional e ocupação territorial.

    O que poucos sabem, no entanto, é que essa transferência já estava prevista na Constituição de 1891, a primeira da República. E ainda menos conhecida é a verdadeira autoria da emenda que tornou essa ideia constitucional. Ao contrário do que se costuma afirmar, não foi o então deputado Lauro Müller o autor da proposta. Entenda a seguir.

    O que dizia a Constituição

    A Constituição de 1891 estabelecia no artigo 3º:

    “Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura Capital Federal.”

    A cláusula acima expressava o desejo de construir uma nova capital no centro do país, embora sem prazo definido, deixando aberta a possibilidade para planejamento posterior.

    Apenas apresentou

    No dia 15 de dezembro de 1890, durante os debates da Assembleia Constituinte, o deputado Lauro Müller declarou que encaminharia à mesa uma emenda relacionada à futura mudança da capital. Disse considerar desnecessário justificá-la, pois estava assinada por 88 deputados e senadores:

    “Vou mandar uma emenda à mesa para, no caso de mudança da capital da União, indicar a zona em que ela deve ser estabelecida”, afirmou.

    A redação apresentada foi a seguinte:

    “Fica pertencendo à União uma zona de 400 léguas quadradas situada no planalto central da República, a qual será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura Capital Federal.”

    O Paiz, 21 de dezembro de 1890.

    O Paiz, 21 de dezembro de 1890.Reprodução

    A emenda foi aprovada

    O artigo 3º foi aprovado na sessão de 22 de dezembro de 1890 e incorporado quase literalmente à Constituição promulgada em fevereiro de 1891.

    Registro dos Annaes da Câmara dos Deputados.

    Registro dos Annaes da Câmara dos Deputados.Reprodução

    O matutino Jornal do Commercio publicou a redação final da emenda já aprovada, destacando que o texto aprovado era um aditivo dos “Srs. Mursa e outros”, deixando claro que o conteúdo não era criação individual de Müller.

    Jornal do Commercio, 23 de dezembro de 1890.

    Jornal do Commercio, 23 de dezembro de 1890.Reprodução

    Mas quem escreveu a emenda?

    De acordo com o sociólogo e historiador Barbosa Lima Sobrinho, responsável por importante estudo histórico sobre o tema, o autor da proposta foi o tenente-coronel Joaquim de Souza Mursa, representante de São Paulo. Müller teria sido apenas apenas o porta-voz no plenário.

    “Não foi Lauro Müller o autor da emenda apresentada. […] Pelo menos, entre os 88 constituintes que subscreveram a emenda, Lauro Müller figura em quinto lugar.”

    Texto da revista Brasília, com análise de Barbosa Lima Sobrinho.

    Texto da revista Brasília, com análise de Barbosa Lima Sobrinho.Reprodução

    Essa informação é corroborada pelo próprio documento original dos Annaes da Câmara, o qual traz a lista completa dos signatários da emenda. O nome de Mursa aparece como o primeiro da relação, evidenciando seu protagonismo.

    Neste sentido, muito embora o catarinense de Itajaí Lauro Müller tenha também assinado a emenda, ao que parece a autoria é do gaúcho de Pelotas Joaquim Mursa, que no caso era representante de SP na Assembleia Constituinte. 

    Página dos Annaes da Câmara.

    Página dos Annaes da Câmara.Reprodução

    Continuidade constitucional

    A previsão de mudança da capital permaneceu na Constituição de 1946 e foi finalmente concretizada no governo de Juscelino Kubitschek, com a construção de Brasília a partir de 1956 e sua inauguração a 21 de abril de 1960. A Constituição de 1988 consolidou a decisão:

    “Art. 18, parágrafo 1º – Brasília é a Capital Federal.”

    Um projeto coletivo

    A transferência da capital para o interior foi, desde o início, um projeto de nação, com respaldo constitucional desde a origem da República. Fazer justiça histórica à autoria da emenda reconhecendo o papel central de Mursa e dos demais parlamentares que a subscreveram é também valorizar a construção coletiva desse ideal de país. Veja quem foram os subscritores da emenda:

    • Mursa, F. Schmidt, Rodolpho Miranda, Lacerda Coutinho, L. Müller, Caetano de Albuquerque, José Mariano, Pedro Americo, Sá Andrade, Aquilino do Amaral, Pinheiro Guedes, Alfredo Ellis, Moraes Barros, R. Campos, Moreira da Silva, Adolpho Gordo, Paulino Carlos, Dr. Thomaz Carvalhal, Domingos de Moraes, Rodrigues Alves, Angelo Pinheiro, Martinho Prado Junior, Falcão da Frota, Pinheiro Machado, Victorino Monteiro, Abreu, R. Osorio, Dionysio Cerqueira, M. Valladão, Silva Canedo, Domingos Rocha, Laper, Silva Paranhos, Guimarães Natal, P. Souza, S. Fleury Curado, A. Stockler, Francisco Veiga, Leonel Filho, J. Catunda, Cassiano do Nascimento, Paula Guimarães, Carlos Justiniano das Chagas, João Luís, Chagas Lobato, Pacífico Mascarenhas, Julio de Castilhos, Aristides Maia, Ferreira Rabello, Costa Machado, Domingos Porto, José Bevilacqua, Bezerril, Urbano Marcondes, Baptista da Motta, Carlos Campos, Athayde Junior, Belfort Vieira, Uchôa Rodrigues, Leite Oticica, Raulino Horn, Gonçalo de Lagos, Antonio Justiniano Esteves Junior, João Avellar, Polycarpo Viotti, Alcides Lima, B. Mendonça, Marciano de Magalhães, Generoso Marques, Espirito Santo, M. J. J. Serpa, João Vieira, J. Retumba, Prisco Paraiso, Coronel Pires Ferreira, Dr. Elyseu Martins, Dr. J. Nogueira Paranaguá, Anfrísio Fialho, Theodoro Alves Pacheco, Bellarmino Carneiro, Garcia Pires, Ramiro Barcellos, Menna Barreto, Fernando Lobo, Moniz Freire, Pereira da Costa, Leopoldo de Bulhões, Bueno de Paiva e Astolpho Pio.

    Quem foi?

    Joaquim de Sousa Mursa nasceu em 1828, em Pelotas (RS). Ingressou ainda jovem na Escola Militar, no Rio de Janeiro, e formou-se engenheiro e matemático em 1858. Pouco depois, foi enviado à Alemanha, onde se especializou em mineração e metalurgia na tradicional Escola de Freiberg.

    De volta ao Brasil, assumiu a direção da Fábrica de Ferro de São João do Ipanema, em São Paulo, cargo que ocupou por 25 anos, modernizando a indústria siderúrgica nacional. Republicano convicto, foi escolhido em 1889 para compor a Junta Governativa de São Paulo após a proclamação da República, ao lado de Prudente de Morais e Rangel Pestana.

    Em 1890, foi eleito deputado constituinte e ajudou a elaborar a primeira Constituição republicana, promulgada em 1891. Tornou-se então deputado federal, e é de sua autoria a emenda constitucional que insere na Carta Republicana a previsão da mudança da capital Federal para o Planalto Central. Mursa enfrenta com firmeza o golpe de Deodoro da Fonseca, que tentou fechar o Congresso, participando da resistência legalista – com a ajuda decisiva de sua esposa, que agiu como emissária secreta entre parlamentares e o marechal Floriano Peixoto.

    Faleceu em 21 de outubro de 1893, no exercício do mandato, deixando sua marca como militar, engenheiro e um dos articuladores da transição do Brasil para a República.

  • Deputado propõe que analfabetismo vire critério para repasse de verbas

    Deputado propõe que analfabetismo vire critério para repasse de verbas

    A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei 594/2025, que altera os critérios de distribuição de recursos do Programa Brasil Alfabetizado. A proposta inclui a taxa de analfabetismo entre os fatores para cálculo dos repasses a estados e municípios. Atualmente, os valores destinados aos entes federativos são definidos apenas com base no número de alfabetizandos e alfabetizadores, conforme estabelece a lei 10.880/2004.

    O deputado Duda Ramos (MDB-RR) é o autor da proposta

    O deputado Duda Ramos (MDB-RR) é o autor da propostaZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Autor do projeto, o deputado Duda Ramos (MDB-RR) afirma que a mudança vai melhorar a alocação dos recursos públicos. Segundo ele, o foco deve ser ampliar o apoio às regiões com maiores dificuldades. “A erradicação do analfabetismo continua uma meta não alcançada, e persistem as profundas desigualdades territoriais”, disse. O parlamentar citou o caso do município de Alto Alegre (RR), que registra a maior taxa de analfabetismo do País: 36,8%.

    O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovado, seguirá para o Senado.

  • SinPatinhas: entenda o novo RG Animal lançado pelo governo federal

    SinPatinhas: entenda o novo RG Animal lançado pelo governo federal

    O governo federal lançou um sistema inédito e gratuito para o registro de cães e gatos em todo o país. O SinPatinhas, desenvolvido dentro do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas), é uma iniciativa que visa promover o bem-estar animal e combater o abandono e os maus-tratos.

    Programa cria banco nacional de cães e gatos para facilitar identificação e proteção

    Programa cria banco nacional de cães e gatos para facilitar identificação e proteçãoValter Campanato/Agência Brasil

    Por meio do sistema, tutores poderão localizar seus animais em caso de desaparecimento e receber alertas sobre campanhas públicas de castração, vacinação e implantação de microchips. O registro é totalmente gratuito, voluntário e isento de qualquer encargo para tutores, organizações não governamentais, estados e municípios.

    O que é o SinPatinhas?

    • SinPatinhas é o Cadastro Nacional de Animais Domésticos, um sistema oficial para registro de cães e gatos.
    • Ao se cadastrar, o animal recebe um número de identificação único, conhecido como RG Animal, válido em todo o Brasil.
    • O sistema é voluntário, gratuito e está disponível online no site: sinpatinhas.mma.gov.br.
    • A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

    Quem pode se cadastrar?

    • Tutores de cães e gatos, utilizando a conta Gov.br.
    • Prefeituras e organizações de resgate animal também podem registrar os animais sob sua responsabilidade.
    • Não é obrigatório, exceto para quem utilizar recursos públicos para castração e microchipagem.

    Quais informações são exigidas?

    Do tutor:

    • Nome completo
    • CPF
    • Endereço

    Do animal:

    • Raça, sexo e idade (real ou presumida)
    • Procedência e local onde vive
    • Características físicas
    • Vacinas aplicadas
    • Doenças existentes ou em tratamento
    • Número do microchip (se houver)

    Importante: O tutor deverá atualizar o sistema em caso de venda, doação ou morte do animal.

    O que é o microchip?

    • É um dispositivo do tamanho de um grão de arroz, implantado sob a pele do animal por um veterinário.
    • Contém um código único que pode ser lido por leitores específicos ou aplicativos compatíveis.
    • Facilita a identificação de animais perdidos e a devolução ao tutor.

    Vantagens do SinPatinhas

    • Identificação rápida: o animal pode usar um QR Code fixado na coleira, permitindo que qualquer pessoa acesse os dados básicos e localize o tutor.
    • Combate ao abandono e promoção da guarda responsável.
    • Informações úteis: os tutores receberão avisos sobre campanhas de vacinação, castração e microchipagem em suas regiões.
    • Apoio do governo: haverá mutirões e parcerias para oferecer castração e microchipagem gratuitas para famílias de baixa renda.

    Garantia de privacidade

    • Os dados dos tutores e animais estão protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
    • As informações serão usadas apenas para subsidiar políticas públicas, sem exposição indevida.

    Fiscalização e transparência

    • O SinPatinhas permitirá o acompanhamento da destinação de recursos federais para ações de proteção animal.
    • Estados e municípios interessados nas ações do ProPatinhas poderão aderir por meio de edital que será publicado em até 90 dias.

    O programa por trás do SinPatinhas é o ProPatinhas, criado pela Lei 15.046/2024, que trata do manejo ético da população de cães e gatos. O ProPatinhas envolve ações de:

    • Castração gratuita
    • Implantação de microchips
    • Formação de gestores e veterinários
    • Apoio à infraestrutura pública para o cuidado animal

    ?O Sinpatinhas foi lançado nessa quinta-feira (17) em cerimônia que reuniu o presidente Lula, a primeira-dama Janja da Silva e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, responsável pela área. “É um processo voluntário. Quando cuidamos adequadamente da população de cães e gatos, a gente evita as zoonoses”, explicou Marina. “Com o ProPatinhas e o SinPatinhas, saímos da invisibilidade”, acrescentou Vanessa Negrini, diretora de Proteção e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente.

    RG para cães e gatos é gratuito e voluntário

    RG para cães e gatos é gratuito e voluntárioDivulgação/Palácio do Planalto

  • Glauber Braga encerra greve de fome contra parecer pela cassação

    Glauber Braga encerra greve de fome contra parecer pela cassação

    O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) anunciou nesta quinta-feira (17) o fim de sua greve de fome, que durou oito dias. Ele está acantonado na sala do Conselho de Ética sem se alimentar desde o dia 9, quando o colegiado aprovou o parecer pela sua cassação. O fim do jejum se deu após um acordo firmado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que assegurou com que ele tenha tempo útil para se defender nas próximas etapas do processo.

    Glauber Braga perdeu mais de 4kg desde que iniciou a greve de fome.

    Glauber Braga perdeu mais de 4kg desde que iniciou a greve de fome.Ascom Glauber Braga/Divulgação

    Glauber responde em processo por ter expulsado a chutes e empurrões, em abril de 2024, o militante Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL). Costenaro havia tecido ofensas à falecida mãe do deputado, Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo, que até então estava internada em estado grave com problemas cardiorrespiratórios.

    O parlamentar entrou em greve de fome alegando interferência política do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no andamento do processo, que foi rapidamente instalado no Conselho. Os dois são rivais de longa data, relação que piorou ao longo de 2024. Lira nega ter influenciado no julgamento.

    Por intermédio da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), esposa de Glauber, e do líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), Hugo e Glauber chegaram a um acordo no qual, caso a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeite o recurso apresentado pelo deputado contra o parecer, a cassação não será pautada em Plenário em menos de 60 dias. O objetivo é assegurar com que ele tenha tempo de formular e articular sua defesa.

    Com o fim da greve de fome, Glauber será submetido a uma etapa de readaptação alimentar coordenada pela sua equipe médica. Ele perdeu mais de 4kg de massa corporal desde que iniciou o protesto.

  • Ministério de Minas e Energia aprimora política de biocombustíveis

    Ministério de Minas e Energia aprimora política de biocombustíveis

    O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, em 16 de abril de 2025, o Decreto nº 12.437/2025, que aprimora a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O documento estabelece mecanismos de fiscalização para assegurar o atingimento das metas de descarbonização, fortalecer a segurança jurídica para o mercado e combater práticas ilícitas no setor de combustíveis com maior eficácia.

    Combustíveis

    CombustíveisPixabay

    A nova regulamentação complementa a Lei nº 15.082/2024 e moderniza os procedimentos administrativos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ampliando sua capacidade de identificar, punir e coibir fraudes relacionadas à mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.

    Entre as novas medidas estão a possibilidade de suspender as atividades de comercialização e importação de combustíveis por empresas inadimplentes, além da aplicação de multas que podem chegar a R$ 500 milhões. A lista de distribuidoras que não cumprirem suas metas será encaminhada a órgãos como o Ibama, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF).

    “Este decreto representa nosso compromisso com o combate à cadeia ilegal de combustíveis, que prejudica a concorrência leal, o consumidor final e o esforço nacional pela sustentabilidade. Estamos fechando o cerco a quem insiste em atuar na adulteração, sonegação e distribuição irregular de combustíveis. O mandato do biodiesel será cumprido, e quem insistir nas práticas ilegais será identificado e punido”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

    O decreto também amplia a proteção aos produtores de biomassa ao estabelecer sanções para os produtores de biocombustível que deixarem de pagar a participação devida. Essa inadimplência poderá impactar diretamente a emissão de novos Créditos de Descarbonização (CBIOs), já que parte da biomassa oriunda desses produtores será desconsiderada no cálculo dos créditos. A medida reforça a rastreabilidade e a integridade do sistema, promovendo maior responsabilidade em toda a cadeia produtiva.

  • Deputado Sargento Portugal tem carro baleado no Rio de Janeiro

    Deputado Sargento Portugal tem carro baleado no Rio de Janeiro

    O deputado federal Sargento Portugal (Podemos-RJ) teve o carro atingido por pelo menos seis tiros na Favela de Antares, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (17). O veículo do parlamentar é blindado, assim, ele e o motorista não foram feridos.

    Deputado Sargento Portugal

    Deputado Sargento PortugalKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O deputado afirmou à TV Globo que estava a caminho de um projeto social quando o carro foi atingido. Ele conta que ao entrarem na favela, dois homens estavam portando fuzis, quando tentaram desviar, o carro foi alvejado. Sargento Portugal acrescentou que outro carro, atrás do dele, efetuou mais disparos.

    Nas redes sociais, o congressista escreveu: “A tentativa de intimidação foi clara. Atacaram meu carro. Mais uma vez, tentaram tirar minha vida. Esse é o preço que se paga por lutar por vocês, por rasgar o verbo”.

    O parlamentar também foi alvo de tiros em janeiro deste ano, quando estava na região de Gardênia Azul. Sargento Portugal foi ao local filmar portões erguidos pelo tráfico na localidade. Após terminar as gravações, começaram os tiros.

    “Querem calar a minha voz. Mas comigo é diferente: quem anda com Deus não recua. Mais tarde eu falo com vocês”, completou Sargento Portugal em publicação no Instagram.

    A reportagem contatou o deputado, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações e atualizações.

  • Hugo Motta diz que avançou para o fim da greve de fome de Glauber

    Hugo Motta diz que avançou para o fim da greve de fome de Glauber

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nas redes sociais nesta quinta-feira (17) que entrou em um acordo com Sâmia Bomfim (Psol-SP) e o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ), para chegar ao fim da greve de fome de Glauber Braga (Psol-RJ). O parlamentar também garantiu que eventual cassação não deve acontecer em até 60 dias após a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

    Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo MottaKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O deputado psolista está em greve de fome há mais de uma semana desde que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara aprovou parecer favorável à cassação do mandato, na última quarta-feira (9), por 13 votos a cinco. Glauber Braga anunciou greve de fome e que dormiria no Plenário 5 da Câmara, onde ocorreu a sessão do colegiado. O parlamentar permanece lá desde então.

    O processo de cassação ainda cabe recurso na CCJ da Casa. Se os parlamentares acolherem o recurso de Glauber, que argumenta perseguição política em razão da posição combativa contra o orçamento secreto e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), o caso será arquivado. Por outro lado, se os deputados rejeitarem o recurso, cabe ao presidente pautar a votação da cassação em plenário. Hugo Motta afirmou que não fará isso antes de completados 60 dias da decisão do colegiado

    “Garanto que, após a deliberação da CCJ, qualquer que seja ela, não submeteremos o caso do deputado ao Plenário da Câmara antes de 60 dias para que ele possa exercer a defesa do seu mandato parlamentar. Após este período, as deputadas e os deputados poderão soberanamente decidir sobre o processo”, escreveu o presidente da Casa.

    Lindbergh Farias respondeu a publicação de Hugo Motta destacando o “espírito de conciliação” do presidente da Câmara e parabenizando a resiliência de Glauber e Sâmia. 

    Relembre o caso

    O psolista é acusado de quebrar o decoro parlamentar por expulsar aos empurrões um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024.

    O integrante do grupo fez ataques à mãe do parlamentar, a ex-prefeita de Nova Friburgo Saudade Braga, à época internada por problemas respiratórios. Um mês depois do episódio, a mãe de Glauber Braga faleceu.

    A defesa do deputado aponta que o processo de cassação não está objetivamente punindo pelo ato em si, sob a justificativa de defesa da honra. Para eles, trata-se de perseguição política em razão da posição combativa de Glauber contra Arthur Lira. O alagoano nega eventuais interferências no parecer aprovado na última semana.