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  • Com Ednaldo afastado, CBF convoca novas eleições para presidente

    Com Ednaldo afastado, CBF convoca novas eleições para presidente

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta sexta-feira (16) a convocação de novas eleições para a presidência da entidade. A medida ocorre um dia após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que afastou Ednaldo Rodrigues do cargo e anulou o acordo que havia sustentado sua gestão em 2022.

    A Assembleia Geral Eleitoral está marcada para 25 de maio. O edital será publicado no sábado (17), com prazo de registro de chapas entre os dias 18 e 20. Além do novo presidente, serão escolhidos oito vice-presidentes e seis integrantes do Conselho Fiscal. O processo será conduzido por uma comissão eleitoral independente, conforme prevê o Estatuto da CBF e a Lei Pelé.

    Ednaldo Rodrigues está afastado do cargo por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

    Ednaldo Rodrigues está afastado do cargo por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.Pedro Ladeira/Folhapress

    Ordem judicial

    O afastamento de Ednaldo foi determinado pelo desembargador Gabriel Zéfiro. A decisão anulou o acordo firmado em 2022 entre a CBF e a Federação Mineira de Futebol, que permitiu a realização da eleição do dirigente. Laudos médicos e uma perícia indicaram que o ex-presidente da CBF, Coronel Nunes, não teria condições cognitivas de assinar o documento à época.

    Segundo o magistrado, a assinatura de Nunes não reflete uma manifestação de vontade livre e consciente, o que compromete a validade jurídica do acordo. Com a anulação, o tribunal considerou ilegítima a atual diretoria da entidade e determinou a convocação de eleições em até 30 dias úteis.

    Com a decisão, Fernando Sarney, vice-presidente mais antigo da entidade, assumiu interinamente o comando da CBF. Ele ficará à frente do processo eleitoral até a posse da nova diretoria, eleita para o mandato de 2025 a 2029.

    CBF recorre

    Internamente rachada, a própria CBF recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão. A entidade afirma que a anulação do acordo fere determinação anterior do ministro Gilmar Mendes, que havia homologado o entendimento entre os dirigentes.

    No recurso, a CBF alega que o Tribunal de Justiça do Rio não teria competência para rever o acordo e que a intervenção compromete a governança da entidade. Também pede que Sarney seja impedido de assumir a função de interventor, tendo em vista que ele próprio estaria contestando a eleição que o colocou como vice. No lugar, a defesa da entidade pede que Hélio Menezes assuma a posição.

  • STF marca julgamento sobre candidaturas avulsas; entenda disputa

    STF marca julgamento sobre candidaturas avulsas; entenda disputa

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, marcou para o dia 30 de maio o início do julgamento do recurso extraordinário que deverá definir sobre a possibilidade de abrir ou não as disputas eleitorais para candidaturas avulsas, sem a necessidade de filiação partidária. Barroso é também relator na ação.

    O julgamento será realizado no Plenário Virtual, com prazo de encerramento para o dia 6 de junho.

    Recurso foi apresentado por juristas barrados nas eleições de 2016 no Rio de Janeiro.

    Recurso foi apresentado por juristas barrados nas eleições de 2016 no Rio de Janeiro.Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

    O recurso foi apresentado pelos juristas Rodrigo Sobrosa Mezzomo e Rodrigo Rocha Barbosa, que tentaram disputar os cargos de prefeito e vice-prefeito do Rio de Janeiro nas eleições de 2016, sem vínculo com qualquer partido. O pedido de registro foi negado, mas o Supremo julgou pertinente seguir com a discussão para firmar um entendimento definitivo a respeito diante da relevância pública da questão.

    A controvérsia gira em torno da interpretação do artigo 14, parágrafo 3º, inciso V, da Constituição, que estabelece a filiação partidária como um dos requisitos para se candidatar a cargos eletivos. O Supremo reconheceu a repercussão geral em 2017.

    Argumentos dos autores

    Na petição, os autores alegam que a exigência de filiação partidária fere direitos constitucionais e tratados internacionais. Sustentam que “a cidadania, compreendida em sua plenitude, não pode ser monopolisticamente mediada por agremiações partidárias” e que é preciso romper com o “retrógrado e combalido monopólio partidário como meio de acesso à vida política”.

    Eles afirmam que “a participação na vida política é um direito natural e antecede os partidos” e que o atual modelo eleitoral “não foi feito para que o povo dele participe”.

    A defesa cita o artigo 23 do Pacto de San José da Costa Rica e argumenta que “o tratado em comento impede que a legislação eleitoral dos países signatários exija de seus candidatos qualquer filiação partidária para participação nos certames”.

    Também destacam que, na maioria das democracias consolidadas, citando exemplos como França, Alemanha, Chile e Estados Unidos.

    Parecer da PGR

    A última posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi pela rejeição do pedido. Em parecer publicado na última quarta (14), o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco alegou que a exigência de filiação partidária está em harmonia com a Constituição e com os tratados invocados pelos autores.

    Gonet destacou que a Constituição brasileira foi elaborada com o propósito de fortalecer os partidos, em reação às restrições impostas durante os períodos ditatoriais. “A Constituição de 1988 optou por um desenho institucional que os fortaleceu”, escreveu.

    Ao citar jurisprudência do STF, Gonet ressaltou que “a centralidade dos partidos políticos no sistema eleitoral brasileiro decorre de opção do poder constituinte”. Segundo ele, essa escolha responde a “eventos históricos, sociais e jurídicos” e não se revela arbitrária nem desproporcional.

    O procurador-geral contestou a tese de que tratados internacionais eliminariam a exigência de filiação. Afirmou que “a restrição às candidaturas avulsas decorre de uma escolha fundante da ordem constitucional”, e que os tratados citados têm status supralegal, mas não constitucional.

  • Instituto processa INSS e Dataprev por empréstimos não autorizados

    Instituto processa INSS e Dataprev por empréstimos não autorizados

    Diante do escândalo de descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), novas investigações da Polícia Federal também apontam irregularidades em créditos consignados. O Instituto Defesa Coletiva, entidade sem fins lucrativos, ajuizou ação na quinta-feira (15) contra o INSS e Dataprev pelo vazamento de dados pessoais.

    Aplicativo Meu INSS.

    Aplicativo Meu INSS.Reprodução/INSS

    Enquanto os descontos associativos somaram, de 2019 a 2023, R$ 6,3 bilhões, a cifra dos empréstimos corresponde a R$ 89,5 bilhões, apenas em 2023, conforme o Tribunal de Contas da União (TCU). Os valores, porém, tanto dos descontos quanto dos consignados não são necessariamente, em sua totalidade, irregulares. Dentro do montante, há descontos e consignados não autorizados, assim como aqueles aprovados e solicitados pelos beneficiários.

    Além de atribuir responsabilidade ao INSS e Dataprev em vazamento de dados, o instituto ainda argumenta que houve omissão na aplicação de sanções aos bancos que praticaram contratações ilegais na modalidade consignada. Anteriormente, a organização já havia ajuizado ação neste sentido, alertando sobre os riscos do vazamento de dados, que poderia ocasionar em fraudes relacionadas a empréstimos consignados. Foram duas ações, um ofício em 2019 e uma ação em 2022.

    Para Lilian Salgado, advogada do instituto, o problema não é de hoje, com crescimento das reclamações relacionadas a irregularidades nos consignados. Em 2020, foram 43 mil reclamações, em 2021 o número subiu para mais de 81 mil.

    “São milhões de descontos de crédito consignado não autorizados em nosso país. A constatação da CGU e do TCU sobre as fraudes em descontos e o vazamento de dados dos beneficiários do INSS apenas escancara o que sempre foi público e notório: a ineficiência e negligência do INSS e da Dataprev para intermediar os consignados”, explicou.

    Na ação civil pública, o Instituto Defesa Coletiva apontou que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi violada. A Dataprev confessou ao TCU que ocorreu o vazamento de 400 senhas de acesso aos seus sistemas e que há 60 dispositivos estranhos instalados em suas redes. Com a nova ação, pede-se o pagamento de indenização pelos danos morais individuais no valor de R$ 5 mil.

    O valor deverá ser pago direta e individualmente a cada beneficiário do INSS, na conta bancária em que recebe o benefício, em decorrência do vazamento de seus dados permitido pela Dataprev e pelo INSS. Além disso, a ação sugere que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD, enquanto entidade responsável pelo vazamento de dados, “seja intimada para que tome ciência da ação e adote as medidas administrativas cabíveis”.

    Histórico

    A primeira denúncia do instituto sobre fraudes na concessão de empréstimos consignados data de 2019. No ofício, foram informadas a Procuradoria-Geral da República, o Banco Central e o Ministério da Economia. Em maio de 2021, um novo ofício foi direcionado ao INSS, questionando a aplicação de penalidades aos seguintes bancos: Olé consignado, Ficsa (C6 Consig.), Pan, BMG, Safra e Cetelem.

    A resposta veio em junho de 2022, com decisão liminar determinando o bloqueio dos benefícios previdenciários e outras obrigações, como a instauração de processos administrativos contra diversos bancos já condenados por práticas lesivas e relatório detalhado sobre os procedimentos abertos nos últimos cinco anos. Mas os órgãos governamentais não cumpriram a decisão.

    Com a repercussão dos escândalos, o novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, determinou o cumprimento da decisão. As duas ações ajuizadas pelo Instituto Defesa Coletiva aguardam apreciação dos pedidos perante o TRF5 da Seção Judiciária de Pernambuco.

  • Governo suspende exportação de frango do RS após caso de gripe aviária

    Governo suspende exportação de frango do RS após caso de gripe aviária

    Caso de gripe aviária foi registrado no RS.

    Caso de gripe aviária foi registrado no RS.Freepik

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, das exportações de carne de frango originadas no estado do Rio Grande do Sul. A decisão passa a valer a partir desta sexta-feira (16) e ocorre após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial na cidade de Montenegro, no interior do Estado.

    A medida segue protocolos internacionais previamente firmados com parceiros comerciais, como a China e a União Europeia, e visa preservar a confiança sanitária dos mercados importadores em relação aos produtos brasileiros. Tanto os europeus quanto os chineses já haviam determinado a suspensão da compra de carne de frango do Brasil após o caso registrado, antecipando a adoção do chamado auto embargo por parte do governo federal.

    De acordo com o MAPA, a suspensão das exportações faz parte do protocolo de resposta a surtos de influenza aviária de alta patogenicidade e busca conter possíveis impactos mais amplos sobre o setor avícola nacional. A pasta não estabeleceu prazo para o restabelecimento das exportações e informou que a liberação dependerá do controle do foco e da avaliação sanitária subsequente.

    Este é o primeiro caso da doença registrado em aves de produção comercial no Brasil. Desde que a gripe aviária foi identificada pela primeira vez no país, em 2023, os registros anteriores estavam restritos a aves silvestres. A doença, que circula em diferentes regiões do mundo desde 2006, é considerada de alto risco para a avicultura e impõe barreiras sanitárias ao comércio internacional.

    O governo federal informou que continuará monitorando a situação e adotando medidas de contenção em conformidade com as normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O setor produtivo também será comunicado das diretrizes a serem seguidas enquanto durar a suspensão.

  • INSS já recebeu 1 milhão de queixas por descontos indevidos

    INSS já recebeu 1 milhão de queixas por descontos indevidos

    Mais de 1 milhão de aposentados e pensionistas do INSS já contestaram descontos não autorizados feitos por entidades associativas em seus benefícios. Segundo balanço divulgado pelo INSS nessa quinta-feira (15), 1.051.238 segurados registraram solicitações de reembolso por meio da plataforma Meu INSS ou pelo telefone 135. Outros 17.963 afirmaram que os descontos foram autorizados.

    Golpe contra aposentados e pensionistas foi revelado pela Operação Sem Desconto.

    Golpe contra aposentados e pensionistas foi revelado pela Operação Sem Desconto.Renato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

    O serviço, que permite verificar os abatimentos realizados nos últimos anos e informar se foram ou não consentidos, está em operação desde terça-feira (13). A contestação pode gerar a abertura de processo administrativo para reembolso dos valores cobrados indevidamente.

    Entenda o escândalo que levou à demissão do ministro da Previdência

    Ao todo, 41 entidades associativas foram questionadas nas reclamações todas elas mantêm ou mantiveram vínculo com o INSS para realização desses descontos. Desde o início da operação, cerca de nove milhões de beneficiários começaram a ser notificados sobre os débitos.

    O sistema “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo Meu INSS, agora permite identificar a associação responsável pelo desconto.

    A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam o envolvimento de organizações criminosas que, sem autorização, vinculavam segurados a associações e realizavam descontos fraudulentos em seus benefícios previdenciários. Mais de 4,3 milhões de usuários já consultaram a plataforma desde o lançamento do serviço.

    Não há prazo final para solicitar reembolso. As entidades contestadas deverão comprovar, em até 15 dias úteis, que houve adesão voluntária do beneficiário ou providenciar a devolução dos valores ao Tesouro Nacional, que posteriormente os repassará à conta do segurado. A documentação deverá ser enviada por uma plataforma disponibilizada pela Dataprev.

    Beneficiários que não tiveram descontos indevidos receberam a mensagem: “Fique tranquilo, nenhum desconto foi feito no seu benefício”.

    O INSS alerta que não envia mensagens por e-mail, WhatsApp, SMS ou ligações fora dos canais oficiais. A autarquia reforça: “O contato com os beneficiários será feito exclusivamente por notificação no aplicativo Meu INSS. Evite clicar em links suspeitos e não forneça dados pessoais se receber alguma ligação”.

    Dúvidas devem ser esclarecidas pelo canal oficial de atendimento 135. Informações também estão disponíveis no site e nas redes sociais verificadas do INSS.

  • Número de mortes no Brasil cai 5% em 2023, no pós-pandemia

    Número de mortes no Brasil cai 5% em 2023, no pós-pandemia

    O número total de óbitos no Brasil caiu 5% em 2023, chegando a 1,43 milhão. A maior queda foi no grupo de idosos com 80 anos ou mais: 38 mil mortes a menos, uma redução de 7,9%, segundo dados do IBGE. A pandemia de covid-19, que ainda provocava mortes em 2022, teve impacto residual no último ano.

    A redução foi registrada em todas as regiões do país, com destaque para Sul (-8%) e Nordeste (-5,3%).

    A queda nos óbitos, especialmente entre idosos, reflete o fim do estado de emergência declarado pela OMS em 2023, sinalizando a retomada da normalidade demográfica após o auge da pandemia. Também destaca o avanço do envelhecimento populacional, um processo que traz impactos fiscais importantes. Com mais pessoas vivendo por mais tempo, aumenta a demanda por aposentadorias, cuidados de longo prazo e políticas de saúde específicas.

    Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.

    Cemitério Campo da Esperança, em Brasília.Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Do total de mortes, 783 mil foram de homens e 646 mil de mulheres.

  • Frente da Agropecuária defende ação diplomática após gripe aviária

    Frente da Agropecuária defende ação diplomática após gripe aviária

    A Frente Parlamentar da Agropecuária se pronunciou nesta sexta (16) sobre o foco de gripe aviária H5N1 registrado em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Em nota, o grupo defende que o governo federal atue de forma coordenada com os parceiros comerciais do Brasil para preservar o fluxo internacional de produtos.

    “Reforçamos a importância de o governo brasileiro manter comunicações claras e constantes com nossos parceiros comerciais internacionais, evitando possíveis interrupções no fluxo de produtos”, diz o documento, publicado após a confirmação do primeiro caso do vírus em criação avícola de escala comercial no país.

    Bloco também reforça confiança no serviço sanitário e apoio ao produtor rural.

    Bloco também reforça confiança no serviço sanitário e apoio ao produtor rural.Celio Messias/Folhapress

    O posicionamento também ressalta o papel dos produtores rurais no enfrentamento da crise sanitária. “É imprescindível que os produtores rurais continuem adotando ações rápidas e eficazes, isolando imediatamente a área afetada e aplicando medidas sanitárias rigorosas para eliminar o foco identificado”.

    A nota destaca ainda que o consumo de carne de frango e ovos segue seguro. “Importante destacar, conforme posicionamento técnico do setor produtivo nacional, que não há risco de contaminação ao consumidor final”.

    A Frente também manifesta apoio ao trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Temos plena confiança no serviço de defesa agropecuária do Ministério (…) reconhecido pela competência técnica e eficiência em situações de emergência sanitária”.

    Por fim, o grupo parlamentar informa que seguirá acompanhando os desdobramentos. “A FPA segue acompanhando atentamente as ações de contenção e controle, reforçando seu compromisso em apoiar integralmente os produtores rurais afetados”.

  • O preço da sorte: produções que mostram bastidores dos jogos de azar

    O preço da sorte: produções que mostram bastidores dos jogos de azar

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, instaurada em novembro de 2024 no Senado, tem como objetivo investigar a influência dos jogos de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, possíveis vínculos com organizações criminosas e o papel de influenciadores digitais na promoção dessas plataformas. Nesta semana, a comissão ouviu os depoimentos de Virgínia Fonseca e Rico Melquiades, ambos influenciadores digitais com ampla presença nas redes sociais.

    O Brasil acompanhou as declarações pela TV e pelas redes sociais, e a repercussão ganhou força, colocando o universo das apostas e dos jogos de azar no centro do debate público. Diante disso, o Congresso em Foco preparou uma curadoria especial de filmes para quem quer entender melhor os impactos sociais das apostas e o funcionamento de um mercado que lucra milhões à custa de seus usuários.

    Imagem do filme Aposta Máxima (2013), disponível no Prime Video.

    Imagem do filme Aposta Máxima (2013), disponível no Prime Video.Divulgação/PrimeVideo

    Veja a lista completa:

    1- Aposta Máxima (2013)

    Gênero: Suspense/Drama

    Classificação indicativa: 14 anos

    Onde assistir: Prime Video

    Um estudante universitário perde tudo em uma partida de pôquer online e viaja até a Costa Rica para confrontar o dono do site, entrando num perigoso mundo de jogos virtuais e fraudes.

    2- Mississippi Grind (2015)

    Gênero: Drama

    Classificação indicativa: 16 anos

    Onde assistir: Prime Video

    Um jogador veterano com azar crônico conhece um jovem carismático e os dois embarcam em uma jornada pelos Estados Unidos, frequentando cassinos e jogos clandestinos em busca de um grande prêmio.

    3- Jogo do Dinheiro (2017)

    Gênero: Drama/Biografia

    Classificação indicativa: 14 anos

    Onde assistir: Max

    Baseado em fatos reais, o filme retrata Molly Bloom, ex-esquiadora olímpica que se torna organizadora de jogos ilegais de pôquer de alto nível para milionários, até ser investigada pelo FBI.

    4- Quebrando a Banca (2008)

    Gênero: Drama/Suspense

    Classificação indicativa: 12 anos

    Onde assistir: Netflix

    A trama acompanha o estudante de matemática convocado por um professor a participar de um grupo treinado para contar cartas e aplicar golpes. Explorando as falhas nos sistemas de cassinos de Las Vegas, eles reúnem uma quantia milionária de dinheiro sem levantar suspeitas, até que as coisas começam a desandar.

    5- Tirando a Sorte Grande (2012)

    Gênero: Drama/Biografia

    Classificação indicativa: 14 anos

    Onde assistir: Prime Video (R$6,90)

    Baseado em uma história real, o filme acompanha a trajetória da família Pelayo, liderada por Gonzalo García-Pelayo, um homem comum que percebe um detalhe crucial: as roletas dos cassinos físicos não são perfeitas. Por meio de análises estatísticas minuciosas, ele e seus filhos identificam padrões repetitivos nos resultados das roletas e criam um sistema matemático capaz de gerar apostas certeiras e vencer legalmente, desafiando as normas do jogo.

    6- Dark Web: Cicada 3301 (2021)

    Gênero: Ação/ Suspense /Tecnologia

    Classificação indicativa: 16 anos

    Onde assistir: Prime Video

    Na história, um hacker rebelde, seu melhor amigo e uma bibliotecária se envolvem em uma competição global patrocinada por uma organização secreta. O “jogo” é composto por enigmas sofisticados, desafios físicos e uma corrida contra o tempo, tudo embalado por códigos criptografados e pistas espalhadas pela internet. A competição parece lúdica no início, mas logo se revela perigosa e mortal, misturando o mundo virtual com ameaças do submundo digital e da própria deep web.

    7- Lucky You: Jogo de Amor em Las Vegas (2007)

    Gênero: Drama/Romance

    Classificação indicativa: 12 anos

    Onde assistir: Max

    Huck Cheever é um jogador de pôquer profissional com enorme talento, mas sabotado por suas próprias emoções. Vivendo em Las Vegas, ele enfrenta a pressão de competir no prestigioso World Series of Poker enquanto lida com mágoas do passado especialmente a relação difícil com seu pai, também jogador.

  • Projeto prevê ampliação de secretarias de políticas para mulheres

    Projeto prevê ampliação de secretarias de políticas para mulheres

    O projeto de lei 929/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, visa incentivar a criação e implementação de secretarias de políticas para as mulheres nos estados e municípios brasileiros. O projeto prevê que o governo federal ofereça apoio financeiro, logístico, técnico e capacitação para os gestores responsáveis por essas secretarias.

    Unidade de secretaria de políticas para mulheres.

    Unidade de secretaria de políticas para mulheres.Ascom/Prefeitura de Vitória da Conquista

    Adicionalmente, o governo federal deverá desenvolver uma plataforma digital para aprimorar a comunicação, compartilhamento de práticas recomendadas e coordenação entre as secretarias em todo o país. Essa plataforma visa integrar ações e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

    Os entes federativos que aderirem ao programa deverão criar ou fortalecer suas Secretarias de Políticas para as Mulheres, além de elaborar e executar um plano de ação com metas, indicadores e recursos específicos. Também deverão alocar recursos orçamentários próprios para financiar as políticas para mulheres e estabelecer mecanismos de monitoramento e avaliação, visando à transparência e eficácia na execução dessas políticas.

    O Ministério das Mulheres, em colaboração com outros órgãos federais, definirá critérios para a distribuição dos incentivos financeiros, priorizando municípios e estados com menor cobertura de políticas para mulheres e maiores índices de violência de gênero e desigualdade de direitos. O Ministério também coordenará e apoiará os estados e municípios na formulação de estratégias locais, respeitando as características regionais e culturais de cada localidade, além de promover campanhas de conscientização sobre a importância dessas secretarias.

    A cada seis meses, o Ministério das Mulheres apresentará um relatório de acompanhamento e avaliação do programa, incluindo o número de secretarias criadas ou fortalecidas, os recursos financeiros transferidos e a efetividade das ações e serviços oferecidos.

    O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor do projeto, destaca que, em 2024, havia 1.045 secretarias de políticas para as mulheres em municípios brasileiros, um aumento expressivo em comparação às 258 secretarias existentes em 2023.

    “A realidade é que apenas uma pequena parte dos mais de 5.500 municípios do Brasil possui uma secretaria de políticas para as mulheres, evidenciando a enorme lacuna existente na implementação de políticas públicas voltadas para o público feminino em muitas localidades”, aponta Mandel.

    Segundo o deputado, a falta dessa estrutura administrativa nos municípios prejudica o atendimento às necessidades das mulheres, principalmente em áreas remotas ou nas regiões Norte e Nordeste.

    “Uma estrutura administrativa própria para as mulheres pode garantir a defesa contínua de seus direitos, o fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento especializado para vítimas de violência, o acesso à informação e serviços de saúde e educação, e a implementação de políticas de igualdade salarial, entre outras medidas essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa”, argumenta o deputado.

    O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • CBF recorre ao STF para manter Ednaldo na presidência

    CBF recorre ao STF para manter Ednaldo na presidência

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu nesta quinta-feira (15) que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda imediatamente a decisão do desembargador Gabriel Zéfiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade e nomeou Fernando Sarney como interventor. A CBF acusa o magistrado de usurpar a competência do STF e violar seu estatuto interno.

    Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da CBF por decisão da Justiça do Rio.

    Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da CBF por decisão da Justiça do Rio.Marcos Vidal/Agencia Enquadrar/Folhapress

    O pedido alega de que a decisão fere diretamente uma decisão anterior do ministro do STF Gilmar Mendes. O ministro havia validado um acordo entre dirigentes da confederação e a Federação Mineira de Futebol que permitiu a eleição de Ednaldo em 2022 e assegurou a autonomia da CBF diante de interferências judiciais.

    Acusações à Justiça do Rio

    Na peça enviada à Suprema Corte, a CBF afirma que:

    • o TJ-RJ desrespeitou a liminar do STF ao anular acordo judicial sem ter competência para isso;
    • a decisão foi tomada com base em documentos extrajudiciais e unilaterais;
    • houve violação ao devido processo legal, com atos processuais sem contraditório e com prazos exíguos.

    A confederação afirma que o desembargador ignorou que o questionamento sobre o consentimento de um dos signatários do acordo (o ex-presidente Coronel Nunes) deveria apenas instruir o STF, não permitir a anulação direta do acordo homologado pela Corte.

    Defesa da autoridade do STF

    A CBF sustenta que, se o acordo for considerado inválido, isso automaticamente reativa a decisão liminar do Supremo que garantiu Ednaldo no cargo. Qualquer reversão, segundo a entidade, só poderia ser decidida pelo próprio STF.

    A entidade também pede que, caso o afastamento de Ednaldo seja mantido, seja respeitado o estatuto da CBF, que determina que o diretor mais idoso (Hélio Menezes) assuma interinamente – e não Fernando Sarney, cuja nomeação é vista como contraditória, já que ele mesmo contestou a eleição que o teria legitimado como vice.

    Risco de sanções da Fifa

    A CBF alerta para o risco de sanções por parte da Fifa e da Conmebol, que não reconhecem dirigentes nomeados judicialmente, e diz que a decisão compromete a governança do futebol brasileiro.

    O caso está novamente nas mãos do ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo.