Etiqueta: Alagoa Grande

  • Judiciário cria Comissão de Validação do Programa de Remição pela Leitura, em Alagoa Grande

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    Projeto de incentivo à leitura chega à Comarca de Alagoa Grande

    A remição da pena por meio da leitura, na Paraíba, funciona através de projetos de ressocialização específicos, como o ‘Virando a Página’ e o ‘Roda de Leitura’, que seguem as diretrizes da Lei de Execução Penal (LEP) e resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E o projeto agora chega à Comarca de Alagoa Grande, onde foi instituída, nesta sexta-feira (12), a Comissão de Validação do Programa de Remição pela Leitura na Cadeia Pública, conforme publicação no Diário Oficial de Justiça.

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    Juiz José Jackson Guimarães

    O grupo foi criado pelo juiz José Jackson Guimarães e será responsável por inscrever os participantes entre os reeducandos conforme os critérios de reinserção da Unidade Prisional e dar preferência aos que ainda não frequentam a educação formal. A comissão também vai elaborar diagnóstico e estudo do perfil social e educacional dos participantes para subsidiar a construção de metodologias específicas a serem aplicadas.

    A cada livro lido e validado, o reeducando pode remir quatro dias de sua pena.  É permitido o abatimento de, no máximo, 48 dias por ano, o que corresponde à leitura de até 12 livros no período de 12 meses. A iniciativa é amparada pela Lei de Execução Penal, que prevê a remição por estudo, e pela Resolução nº 391/2021 do CNJ que regulamenta a leitura como uma forma de atividade social e educativa.

    Na Paraíba, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap/PB) e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) têm desenvolvido e expandido esses projetos, visando a ressocialização dos apenados através do incentivo à educação e à leitura.

    Como funciona o processo – Para participar do projeto a pessoa privada de liberdade (PPL) deve aderir voluntariamente ao programa oferecido na unidade prisional. As obras literárias clássicas, científicas ou filosóficas, são disponibilizadas e selecionadas para a leitura individual. O reeducando tem um prazo de 30 dias para ler a obra e, posteriormente, elaborar uma resenha ou relatório de leitura, de forma manuscrita.

    Seguidos esses passos, haverá a validação da comissão, que analisa o relatório e questiona o participante oralmente sobre o conteúdo do livro. Após a validação da comissão e oitiva do Ministério Público e da defesa, o Juízo da Execução Penal decide sobre a concessão da remição, com base no atestado emitido.

    Por Nice Almeida

     

  • CGJ realiza correição em Alagoa Grande e visita Comunidade Quilombola ‘Caiana dos Crioulos’

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    Trabalho de correição ordinária na Comarca de Alagoa Grande

    A equipe da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Paraíba, coordenada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, concluiu os trabalhos de correição ordinária na Comarca de Alagoa Grande, localizada no Brejo paraibano. As atividades foram encerradas nesta quarta-feira (30), no Fórum local ‘José Jackson Guimarães’. Um diferencial desta correição foi uma visita feita à Comunidade Quilombola ‘Caiana dos Crioulos’.

    Também participaram da ação em Alagoa Grande os juízes corregedores, Fábio Leandro de Alencar Cunha, Renata da Câmara Pires Belmont, Gustavo Pessoa Tavares de Lyra, além de assessores e servidores da CGJ.

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    Foram fiscalizados cartórios judicial e extrajudiciais

    Cumprindo o papel da Corregedoria, foram realizadas fiscalizações nos cartórios judicial e extrajudiciais de Alagoa Grande e visita técnica na cadeia pública local, para verificar as condições do cumprimento da pena das pessoas privadas de liberdade. “Trata-se de uma Comarca muito grande e que precisa de uma atenção especial, para um melhor funcionamento da unidade judiciária”, comentou Leandro dos Santos.

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    Equipe visitou a comunidade Cras Caiana dos Crioulos

    “Também estivemos no Conselho Tutelar, para conferir de perto como estão sendo desenvolvidas as políticas públicas na área da Infância e Juventude. Enfim, estamos fazendo um trabalho mais amplo e que visa envolver toda a sociedade para encontrar soluções, para um melhor atendimento do Poder Judiciário”, destacou o corregedor-geral. A Corregedoria também esteve no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

    Quilombolas – Segundo Leandro dos Santos, o trabalho da Corregedoria-Geral de Justiça vai além de examinar processos dentro de um Fórum. Uma prova disso é que magistrados e servidores estiveram em terras quilombolas da comunidade Cras Caiana dos Crioulos. “É preciso saber como essas pessoas vivem aqui há dezenas de anos e quais as suas condições sociais. O Judiciário não tem barreiras, está presente e examina a vida dessas pessoas, há luz dos direitos humanos”, comentou o corregedor-geral.

    Por Fernando Patriota 

    Fotos – CGJ-TJPB

  • Corregedoria-Geral do TJPB vai realizar segunda correição de 2025 na Comarca de Alagoa Grande

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    Os trabalhos terão início no Fórum da Comarca

    Depois da Comarca de Cuité, a Corregedoria-Geral de Justiça vai realizar sua segunda correição ordinária presencial na comarca de Alagoa Grande, entre os dias 28 e 30 deste mês. Os serviços correcionais serão feitos no foro judicial e nas serventias extrajudiciais da Comarca, que também atende ao Município de Juarez Távora. Os trabalhos terão início às 8h30, no prédio do Fórum local, situado na Rua Residencial Ernesto Cavalcante, s/n, Centro.

    A correição será presidida pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos. Ele será auxiliado pelos juízes-corregedores Fábio Leandro de Alencar Cunha, Renata da Câmara Pires Belmont e Gustavo Pessoa Tavares de Lyra.

    Foram convidados a comparecer para o início das atividades o prefeito da cidade,  representantes da Câmara dos Vereadores, membro do Ministério Público estadual, advogados, demais autoridades, além dos jurisdicionados que possam se interessar, e, na qualidade de convocados, os juízes das unidades judiciárias, servidores judiciais, titulares das serventias extrajudiciais da Comarca, seus escreventes e colaboradores. A correição está em conformidade com o Edital nº 02/2025, publicado no Diário da Justiça eletrônico da quinta-feira (10).

    “No curso das atividades correcionais, a Corregedoria-Geral de Justiça disponibilizará ambiente próprio e reservado aos interessados em realizar denúncias, reclamações ou sugestões a respeito da execução dos serviços prestados na Unidade indicada”, diz parte do edital assinado pelo desembargador Leandro dos Santos.

    Por Fernando Patriota