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  • Tribunal ganha mais duas ferramentas para aprimoramento da gestão pelas unidades judiciárias

    Foto da apresentação da ferramenta
    Fred peresente à apresentação das duas novas ferramentas

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB segue investindo em soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da gestão das unidades judiciárias. Nesta sexta-feira (23), duas novas ferramentas foram apresentadas ao presidente do Tribunal, desembargador Fred Coutinho: o PJe Visão Mais – 2º Grau e o Módulo de Acompanhamento de Produtividade (MAP). Ambas estarão disponíveis para uso a partir da próxima segunda-feira (26).

    As novas soluções de Business Intelligence (BI) foram bem recebidas pela Presidência do Judiciário estadual. O desembargador Fred Coutinho ressaltou a importância de difundir as ferramentas entre o público interno, de modo a garantir sua ampla utilização.

    “A modernização é um passo importante e, desde que iniciamos a gestão, temos focado em inovações. As ferramentas tecnológicas entregues nos mostram um acompanhamento real, com números verdadeiros e seguros do que ocorre em cada comarca. É um avanço muito grande e seguiremos avançando em favor da cidadania”, destacou o desembargador Fred Coutinho.

    A apresentação foi conduzida pela gerente de dados do Tribunal, Renata Grigório, e pelo coordenador de BI, Daniel Silva de Lima. O PJe Visão Mais foi desenvolvido inicialmente para o 1º Grau no início da atual gestão, permitindo às unidades acesso a indicadores estratégicos que orientam o trabalho e contribuem para a melhoria dos índices de desempenho.

    “Agora, essa mesma visão estará disponível para o 2º Grau, possibilitando a análise de dados como distribuição processual, processos conclusos, acompanhamento de metas, entre outras informações relevantes que precisam ser constantemente monitoradas”, explicou Renata Grigório.

    Já o Módulo de Acompanhamento de Produtividade (MAP) tem como objetivo monitorar a produtividade dos servidores, permitindo a visualização das atividades desempenhadas e dos horários de login, o que auxilia na avaliação do trabalho presencial e em regime de teletrabalho.

    A ferramenta foi desenvolvida inicialmente para uso da Corregedoria-Geral de Justiça no acompanhamento do 1º Grau, mas agora será estendida a todas as instâncias do Judiciário paraibano, incluindo Contadorias, Núcleos de Apoio Psicossocial (NAPEMs) e Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).

    Entregas futuras

    De acordo com Renata Grigório, o fortalecimento do setor de dados tem permitido um ritmo acelerado de novas entregas. Para o próximo mês, estão previstas implementações como o Observatório da Infância e Juventude, atualmente em fase de homologação, e o repositório unificado de dados (Data Lake).

    Também estão em desenvolvimento ferramentas que irão subsidiar o projeto Eficiência em Ação, em andamento no TJPB, voltado ao aperfeiçoamento da governança e da qualidade da prestação jurisdicional, com foco na melhoria dos indicadores do Prêmio CNJ de Qualidade.

    Todos os recursos digitais vêm sendo desenvolvidos por meio de parceria entre a Diretoria de Governança e Gestão Estratégica (Digov), o Centro de Inteligência e Inovação (Cein) e a Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec) do TJPB.

    Por Gabriela Parente
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Peça encenada por reeducandos da Penitenciária Silvio Porto é transmitida ao vivo em canal do CNJ

    A peça teatral  “Pena Justa: o Encontro da ADPF 347”, encenada por reeducandos da Penitenciária Desembargador Silvio Porto, em João Pessoa (PB), foi apresentada e transmitida ao vivo pelo canal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no YouTube, na tarde desta terça-feira (18). A iniciativa integrou a programação da 6ª edição da Jornada da Leitura no Cárcere – evento virtual do CNJ que se encerra nesta quarta-feira (19).

    Diretamente da unidade prisional, o grupo Movemente levou a todo o país um espetáculo que aborda o papel conjunto do Judiciário, Executivo, Ministério Público, Defensoria, agentes penitenciários e sociedade civil no processo de ressocialização.

    A coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do TJPB, juíza Aparecida Gadelha, enfatizou a importância da participação ativa das pessoas privadas de liberdade na implementação efetiva do Plano Pena Justa e na transformação do sistema prisional.

    “Há um conjunto de ações e providências em curso e precisamos do compromisso de todos os poderes constituídos, órgãos, instituições, sociedade civil e, também, das pessoas privadas de liberdade para tirarmos o sistema carcerário do estado inconstitucional de coisas em que ele se encontra”, afirmou a magistrada.

    Ao elenco, Aparecida reforçou: “Cada vez que vejo a peça, vocês me encantam mais. Cada palavra tem um peso gigantesco pela verdade que contém. Tenho certeza que vamos conseguir mudar tudo”.

    A juíza da Vara de Execução Penal (VEP) da Capital, Andrea Arcoverde, explicou que o trabalho busca promover valores como responsabilidade, união e solidariedade, oferecendo, ainda, o benefício da remição da pena.

    “Este é um momento muito importante para a VEP: a transmissão da peça para todo o país, levando as diretrizes do Pena Justa. Trata-se de um projeto muito importante para a ressocialização dessas pessoas”, ressaltou.

    Já a  idealizadora do projeto Movemente, professora Germana Dália, falou da gratificação ao ver o crescimento do projeto, a partir do protagonismo de pessoas que antes eram invisibilizadas.

    “Antes, só tinha participação do público LGBT, mas o trabalho foi crescendo e os homens foram aderindo. Vê-las e vê-los brilhando desta forma, se interessando, perguntando quando haverá outra peça, tudo isso é motivo de orgulho. São minhas meninas e meus meninos e estão de parabéns”, destacou.

    A importância da ressocialização por meio da arte foi atestada pela reeducanda Melissa Kelly Santana Guedes. A transsexual que cumpre pena na penitenciária Silvio Porto expressou sua alegria por fazer parte do elenco e, ao final, agradeceu, emocionada.

    “Fazemos tudo com muito amor e carinho. A gente agradece pelas presenças, por cada um que acredita no nosso potencial e na nossa mudança. Isso é muito gratificante”, declarou.

    O texto e o roteiro da peça foram assinados pela assistente técnica do Programa Fazendo Justiça do CNJ, área penal, Thabada Louise Almeida, e pela professora Germana Dália, que também participa do espetáculo. A iniciativa busca fomentar a produção e o acesso à cultura dentro do sistema prisional.

    Por Gabriela Parente