Etiqueta: Audiências concentradas

  • Infância e Juventude: Comarca de Patos conclui ciclo anual de audiências concentradas

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    Juíza Joscileide Ferreira com equipe das audiências

    As audiências concentradas são práticas fundamentais previstas na Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Lei 12.594/12, conhecida como Lei do Sinase. Por meio delas, o Poder Judiciário e demais órgãos que compõem o sistema de Justiça reavaliam a situação de crianças e adolescentes em acolhimento institucional. 

    Na região da Comarca de Patos, a última etapa do ciclo das audiências concentradas aconteceu neste mês de dezembro. Os trabalhos foram coordenados pela juíza titular da 7ª Vara Mista e diretora do Fórum, Joscileide Ferreira de Lira. Ela informou que durante este ano, as audiências ocorreram, também, nos meses de março, junho e setembro. 

    “A finalidade é reavaliar crianças e adolescentes em acolhimento, visando manter, substituir ou extinguir medidas de proteção. O objetivo é tomar decisões rápidas e priorizar o bem-estar das crianças, buscando alternativas familiares e evitando longas permanências em abrigos”, enfatizou a magistrada. 

    A juíza Joscileide Lira salientou ainda que a audiência concentrada é “um mecanismo que articula diversos atores do sistema de proteção, permitindo decisões mais rápidas e fundamentadas, alinhadas ao princípio da prioridade absoluta previsto no artigo 227 da Constituição Federal e artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente”.

    Por Lila Santos
     

  • Audiências concentradas: Vara da Infância e Juventude de CG avalia mais de 300 processos em 2025

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    Audiência Concentrada promovida por meio virtual

    O ciclo de avaliações das Audiências Concentradas, programado para 2025 pela equipe da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Campina Grande, foi concluído, no dia 19 de novembro, com a audiência infracional, que aconteceu por meio virtual, envolvendo internos do Complexo Lar do Garoto, em Lagoa Seca, região metropolitana de Campina. Levantamento feito pela unidade judiciária registra que, ao longo deste ano, foram realizadas 313 audiências, sendo 184 concentradas cíveis e 129 infracionais.

    Dados apontam, ainda, a ocorrência de quatro ciclos de audiências concentradas cíveis, referentes às crianças e aos adolescentes acolhidos nas quatro Casas da Esperança existentes em Campina, resultando em 76 desacolhimentos, com retorno para os pais ou responsáveis. 

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    Audiência coordenada pelo Juiz Perilo Lucena

    Nas audiências concentradas infracionais, que avaliam a situação de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, cumpridas no Lar do Garoto, quando o socioeducando realiza todas as metas estabelecidas no Plano Individual de Atendimento – PIA, para o cumprimento no meio fechado, no ato de sua avaliação, pode vir a ser liberado para cumprimento do restante em meio aberto, ou ter sua medida extinta, quando não se vislumbra mais a necessidade de acompanhamento. 

    Os números informam a realização de 53 liberações do meio fechado, sendo 25 por extinção e 28 com progressão para uma medida em meio aberto, tais como liberdade assistida ou prestação de serviços à comunidade.

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    Juiz João Lucas

    O juiz auxiliar de Campina Grande, João Lucas, que conduziu os trabalhos, pontuou que, a cada três meses, junto com a equipe da Vara da Infância e Juventude, Napem (Núcleo de Apoio da Equipe Multidisciplinar), profissionais do Lar do Garoto, Ministério Público e Defensoria/advogado, incluindo a escuta do adolescente avaliado, decidem sobre a manutenção, substituição ou extinção da medida socioeducativa em cumprimento.

    “As audiências concentradas são cruciais para reavaliar a necessidade de manter a internação de adolescentes. Nós conversamos com eles sobre suas necessidades, bem como acompanhamos a situação de cada um. No Lar do Garoto tivemos a felicidade de ouvir na grande maioria dos depoimentos que tudo está transcorrendo na mais absoluta paz, tranquilidade e com oportunidades de ressocialização. Esse é um trabalho que ocorre de forma contínua pela VIJ”, comentou o magistrado.

    Para André Monteiro Xavier, técnico Judiciário da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, as audiências concentradas são essenciais para a avaliação e adequação das metas e demandas necessárias para cada caso. “Os adolescentes, tanto os que estão no acolhimento como no cumprimento de medida socioeducativa, têm a oportunidade de falar diretamente com o juiz, e com todos que podem apresentar soluções para suas necessidades, criando condições de evoluções e retorno ao convívio social”, enfatizou.

    Ação conjunta – Os trabalhos envolvem as equipes técnicas das casas de acolhimento, e da Vara da Infância, além da rede de proteção do Município, por meio dos mais diversos setores, como Secretaria Municipal de Assistência Social, de Saúde, da Educação, Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Caps (Centro de Atenção Psicossocial), Conselho Tutelar, além de representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública.

    Por Lila Santos
     

  • Vara da Infância e Juventude da Capital realiza último ciclo de audiências concentradas

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    Juiz Adhailton Lacet coordena audiências concentradas

    Teve início nesta segunda-feira (3) o último ciclo de audiências concentradas de 2025, conduzido pela 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital. A primeira instituição a receber a atividade foi a Casa Lar Manaíra, onde foram analisados os casos de 11 crianças e adolescentes acolhidos.

    A programação segue durante o mês de novembro, com as audiências sendo realizadas diretamente nas instituições. No dia 5 será a vez da Morada do Betinho; no dia 11, o Serviço de Acolhimento Familiar; no dia 12, a Fundação São Padre Pio de Pietrelcina; no dia 18, o Lar da Criança; e, encerrando o cronograma, no dia 19, a Casa Diagnóstica.

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    Representantes do MP, Defensoria, Creas, Cras e do Napem

    As audiências são presididas pelo juiz Adhailton Lacet, titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, e contam com a participação do Ministério Público, Defensoria Pública, equipe técnica multidisciplinar do NAPEM, além de representantes da rede de atendimento, como CRAS, CREAS, Conselhos Tutelares e secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Habitação.

    O ciclo, que se encerra  dia 19 de novembro, abrange a análise dos casos de 89 crianças e adolescentes acolhidos em João Pessoa, com o objetivo de garantir o acompanhamento contínuo e a efetivação dos direitos das crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e familiar.

    Por Lenilson Guedes

  • Compromisso com a infância: audiências concentradas em Guarabira ocorrem até o dia 3

    Compromisso com a infância: audiências concentradas em Guarabira ocorrem até o dia 3

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    A juíza Andressa Torquato com integrantes do Napem e MP

    A Comarca de Guarabira iniciou mais um ciclo de audiências concentradas com o objetivo de avaliar as situações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional. As atividades prosseguem até o dia 3 de novembro, com a participação de todo o Sistema de Garantia de Direitos, das equipes municipais, do Poder Judiciário, por meio do Núcleo de Apoio das Equipes Multidisciplinares (Napem), Cartório e Assessoria do Juízo, além do Ministério Público e da Defensoria Pública. As avaliações ocorrem na sede da Associação Menores com Cristo (AMECC). Ao todo, serão analisadas as situações de 19 crianças e adolescentes atualmente em medida protetiva de acolhimento na comarca.

    De acordo com a juíza da 2ª Vara Mista de Guarabira, Andressa Torquato Silva, essas audiências são realizadas periodicamente e exigem intenso trabalho conjunto entre os órgãos envolvidos. “A preparação desses momentos é essencial para saber se cada peça da engrenagem está funcionando”, disse.

    A magistrada explicou que o planejamento das audiências é cuidadoso e pode se estender por meses, exigindo que cada instituição cumpra seu papel dentro do Sistema de Garantia de Direitos. “É um trabalho que, às vezes, se mostra lento, com idas e vindas, mas, na maioria das vezes, resulta em sucesso, especialmente quando conseguimos assegurar a reinserção familiar”, afirmou.

    Andressa Torquato também enfatizou um dos principais avanços proporcionados pelas audiências concentradas, que é o direito à participação das próprias crianças e adolescentes, dentro de sua capacidade de compreensão. “Esse momento faz toda a diferença, pois eles participam ativamente de um processo que, muitas vezes, definirá o rumo de suas vidas. Muitos aguardam ansiosamente por esse instante. Algumas escutas de hoje foram decisivas para compreender melhor suas perspectivas, pois eles não são apenas titulares de direitos, mas sujeitos de direito, com voz e poder de influenciar as decisões que moldam seus futuros”, ressaltou a juíza Andressa Torquato.

    Para aprimorar as discussões e garantir um acompanhamento mais eficaz, as equipes técnicas apresentam relatórios atualizados, enquanto a instituição de acolhimento compartilha os Planos Individuais de Atendimento (PIA) de cada criança e adolescente.

    Por Marcus Vinícius
     

  • TJPB confirma mais de 250 audiências concentradas para a Semana da Escuta Protegida

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    No período de 2 a 13 de junho, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju) e do Centro de Inteligência, Inovação e Governança do Poder Judiciário estadual (CEIINGov), realiza a primeira edição da Semana da Escuta Protegida. A iniciativa concentra a promoção de audiências de depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, garantindo celeridade, proteção integral e efetividade processual. A Coinju tem como coordenador-geral, o juiz Hugo Gomes Zaher. Já o Centro de Inteligência é coordenado pelo juiz Jeremias de Cássio Carneiro de Melo.

    Inspirada no modelo da ‘Semana pela Paz em Casa’, a ação envolve mais de 250 audiências previamente agendadas, em dezenas de comarcas paraibanas, com a participação de magistrados(as), promotores(as) de Justiça, defensores(as) públicos(as) e entrevistadores forenses capacitados. As oitivas são conduzidas de acordo com o Protocolo Brasileiro de Entrevista Forense, respeitando os princípios da escuta qualificada e da não revitimização.

    As audiências serão realizadas tanto presencialmente quanto por meio de links organizados pela Coinju, com o suporte do Gabinete Virtual (GV), para o cumprimento dos atos processuais. A iniciativa conta com o apoio do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), da Diretoria de Apoio Operacional (Geapo), da Escola Superior da Magistratura (Esma) e das diretorias de fóruns.

    Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher – coord. da Infância e Juventude do TJPB

    Para Hugo Gomes Zaher, a iniciativa representa um marco no fortalecimento da política judiciária de proteção à infância. “A Semana da Escuta Protegida é uma medida emergencial e estratégica. Ela não apenas desafoga a demanda reprimida, como também inaugura um novo modelo de atuação integrada, humanizada e qualificada. Nosso foco é ouvir crianças e adolescentes em tempo adequado, com segurança e respeito, evitando novas violências no curso do processo judicial”, destacou.

    A Semana da Escuta Protegida é coordenada em articulação com a Resolução nº 17/2025 do TJPB, que criou o Núcleo Especializado de Depoimento Especial (Nedesp) e regulamentou a escuta protegida no Estado. Além disso, as atividades da Semana estão alinhadas à Lei nº 13.431/2017 e à Resolução nº 299/2019 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

    A expectativa da Coordenadoria da Infância e Juventude é consolidar a Semana da Escuta Protegida como uma política permanente do Tribunal de Justiça da Paraíba, promovendo escutas qualificadas em ambiente seguro, com estrutura adequada, e respeitando o tempo emocional e processual de cada criança envolvida.

    Por Fernando Patriota

    Arte: Gecom TJPB

    Foto: Ednaldo Araújo

     

  • TJPB confirma mais de 250 audiências concentradas em todo o Estado

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    No período de 2 a 13 de junho, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju) e do Centro de Inteligência, Inovação e Governança do Poder Judiciário estadual (CEIINGov), realiza a primeira edição da Semana da Escuta Protegida. A iniciativa concentra a promoção de audiências de depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, garantindo celeridade, proteção integral e efetividade processual. A Coinju tem como coordenador-geral, o juiz Hugo Gomes Zaher. Já o Centro de Inteligência é coordenado pelo juiz Jeremias de Cássio Carneiro de Melo.

    Inspirada no modelo da ‘Semana pela Paz em Casa’, a ação envolve mais de 250 audiências previamente agendadas, em dezenas de comarcas paraibanas, com a participação de magistrados(as), promotores(as) de Justiça, defensores(as) públicos(as) e entrevistadores forenses capacitados. As oitivas são conduzidas de acordo com o Protocolo Brasileiro de Entrevista Forense, respeitando os princípios da escuta qualificada e da não revitimização.

    As audiências serão realizadas tanto presencialmente quanto por meio de links organizados pela Coinju, com o suporte do Gabinete Virtual (GV), para o cumprimento dos atos processuais. A iniciativa conta com o apoio do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), da Diretoria de Apoio Operacional (Geapo), da Escola Superior da Magistratura (Esma) e das diretorias de fóruns.

    Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher – coord. da Infância e Juventude do TJPB

    Para Hugo Gomes Zaher, a iniciativa representa um marco no fortalecimento da política judiciária de proteção à infância. “A Semana da Escuta Protegida é uma medida emergencial e estratégica. Ela não apenas desafoga a demanda reprimida, como também inaugura um novo modelo de atuação integrada, humanizada e qualificada. Nosso foco é ouvir crianças e adolescentes em tempo adequado, com segurança e respeito, evitando novas violências no curso do processo judicial”, destacou.

    A Semana da Escuta Protegida é coordenada em articulação com a Resolução nº 17/2025 do TJPB, que criou o Núcleo Especializado de Depoimento Especial (Nedesp) e regulamentou a escuta protegida no Estado. Além disso, as atividades da Semana estão alinhadas à Lei nº 13.431/2017 e à Resolução nº 299/2019 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

    A expectativa da Coordenadoria da Infância e Juventude é consolidar a Semana da Escuta Protegida como uma política permanente do Tribunal de Justiça da Paraíba, promovendo escutas qualificadas em ambiente seguro, com estrutura adequada, e respeitando o tempo emocional e processual de cada criança envolvida.

    Por Fernando Patriota

    Arte: Gecom TJPB

    Foto: Ednaldo Araújo

     

  • 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital realiza 84 audiências em instituições de acolhimento

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    As audiências concentradas serão realizadas até o dia 29

    O primeiro ciclo de audiências presenciais concentradas deste semestre da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa vai até o dia 29, com a realização de 84 sessões, com crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento da Capital. Nessa fase serão avaliados 84 casos distribuídos na Fundação São Padre Pio de Pietrelcina, Serviço de Acolhimento Familiar, Lar da Criança Jesus de Nazaré, Morada do Betinho, Casa Lar Manaíra e Casa Diagnóstico.

    Nas audiências concentradas temos a oportunidade de, juntamente, com toda a rede de proteção infantojuvenil, discutir, analisar e dar encaminhamentos às medidas protetivas em prol das crianças e adolescentes em acolhimento”, comentou o juiz titular da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet Correia Porto.

    As audiências, segundo o magistrado, são ações para a reavaliação da situação jurídica e psicossocial de crianças e adolescentes, considerando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estejam essas crianças ou adolescentes em famílias acolhedoras ou nas instituições de acolhimento, existentes em João Pessoa. “O Provimento n° 118/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelece uma metodologia de periodicidade das audiências, preferencialmente com frequência semestral, mas sem prejuízo da necessária reavaliação trimestral das medidas de acolhimento nas dependências da entidade acolhedora”, informou.

    Já a promotora de Justiça Soraya Nóbrega, que atua na unidade judiciária, as audiências concentradas são importantes, na medida em que reavalia a situação jurídica da criança/dolescente em acolhimento, garantindo a efetividade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a garantia do direito à convivência familiar e comunitária.

    Com isso permite a análise conjunta da situação jurídica e psicossocial de cada caso, com a participação de todos os atores do Sistema de Garantia de Direitos, visando garantir o melhor interesse da criança e do adolescente”, comentou Soraya Nóbrega. Além do representante do Poder Judiciário estadual e do Ministério Público, compõem a rede de proteção da criança e do adolescente integrantes da Defensoria Pública, além de assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e outros profissionais envolvidos.

    Por Fernando Patriota