Etiqueta: Central de Regulação de Vagas

  • Cursos capacitam servidores e magistrados que vão atuar na Central de Regulação de Vagas

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    Curso de capacitação realizado na Escola Superior da Magistratura

    A formação em serviços penais da equipe técnica da Central de Regulação de Vagas (CRV), composta por servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba e Poder Executivo teve início e será concluída nesta quarta-feira (27), na Escola Superior da Magistratura (Esma). O trabalho é desenvolvido em rede entre os serviços penais: APEC, CIAP, Monitoração Eletrônica e Escritório Social. Amanhã (28), será a vez da formação de 28 magistrados(as) que atuam nas Varas de Garantias e unidades criminais do Estado.

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    Juíza Aparecida Gadelha, coordenadora do GMF

    A coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJPB, juíza Aparecida Gadelha, fez uma fala de abertura da capacitação para os servidores. “Este curso é fundamental para todos que atuarão na Central de Regulamentação de Vagas, pois oferece a base técnica e conceitual necessária para a realização de um trabalho eficiente, justo e humanizado. Aqui, cada participante compreende, não apenas os fluxos e procedimentos da Central, mas, sobretudo, a responsabilidade social que carrega ao garantir transparência, celeridade e equilíbrio na distribuição das vagas”, comentou a magistrada.

    A Central de Regulação de Vagas é uma metodologia que conecta o Judiciário e o Executivo para monitorar o índice de ocupação das unidades prisionais, oferecendo uma série de ferramentas administrativas e de gestão para que, gradualmente, uma vaga seja ocupada por uma pessoa. No final de 2024, segundo dados do Executivo Federal, a média geral de ocupação no país era de 135,58%.

    Nessa terça-feira (26), representantes dos poderes do Poder Judiciário estadual, do Executivo e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinaram um Ato Normativo de instalação da CRV. O evento aconteceu no auditório do Fórum Cível de João Pessoa. A CRV da Paraíba, que passa a funcionar em 30 dias, é vinculada à Presidência do TJPB, enquanto a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/PB) acompanha e contribui com seu funcionamento. A Paraíba é o primeiro estado a implantar a CRV, dentro do Plano Pena Justa, do CNJ, e o segundo no país a adotar essa ação, que já funciona no Maranhão.

    Por Fernando Patriota

     

  • Juíza Aparecida Gadelha destaca importância da Central de Regulação de Vagas no sistema prisional

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    Juiza Aparecida Gadelha concede entrevista na CBN

    Nesta terça-feira (26), às 9h30, no Fórum Cível da Capital, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e o Governo do Estado assinam ato inédito de instalação da Central de Regulação de Vagas (CRV).

    A juíza auxiliar da Presidência do TJPB, Aparecida Gadelha, ressaltou que a Central de Regulação de Vagas representa um avanço no enfrentamento da superlotação carcerária. Ela participou nesta segunda-feira (25) de uma entrevista na rádio CBN/João Pessoa para falar sobre o assunto.

    A magistrada destacou que a Central de Regulação de Vagas busca garantir que cada vaga prisional seja ocupada por apenas um preso, a exemplo do que ocorre na saúde e na educação. Segundo ela, ao atingir esse equilíbrio, será possível assegurar o funcionamento pleno dos serviços de ressocialização, como educação, saúde e trabalho. 

    Ela ressaltou ainda que o sistema permitirá aos juízes acompanhar em tempo real a lotação das unidades prisionais, o que contribuirá para decisões mais adequadas sobre prisões e liberações, reduzindo a superlotação e promovendo maior eficiência na execução penal.

    “Na Central de Regulação de Vagas, todos os juízes que vão tratar sobre a entrada de presos no sistema prisional e todos aqueles que tratam sobre saída vão poder avaliar como está nosso sistema, quais são as unidades que têm maiores índices de superlotação. E a partir dessa visão vão poder avaliar melhor o caso concreto do que está sob sua jurisdição para examinar se realmente é necessário aquela prisão”, afirmou.

    Por Lenilson Guedes