Etiqueta: Coinju

  • TJPB destaca pioneirismo com A.Dot, agora integrado à plataforma digital do CNJ

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    A partir de agora, a ferramenta tecnológica A.Dot, utilizada para busca ativa no processo de adoção, será desenvolvida por meio da Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na Paraíba, o Tribunal de Justiça já vem utilizando o aplicativo, implantado nas unidades judiciárias da Infância e Juventude.

    O Poder Judiciário paraibano foi pioneiro na região Nordeste com esta iniciativa, implantada desde o ano de 2020, como pontuou o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de João Pessoa, Adhailton Lacet Porto. Ele lembrou que o sistema passou a funcionar por meio de convênio entre o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). 

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    Juiz Adhailton Lacet: pioneirismo do TJPB

    O magistrado observou que, à época, na qualidade de coordenador estadual da Infância e Juventude (Coinju do TJPB), realizou lives explicando sobre o funcionamento da ferramenta. “Fico feliz em saber que agora o aplicativo A.Dot vem sendo utilizado por outros tribunais do país, com o apoio do CNJ”, realçou o magistrado.

    A busca ativa é um recurso utilizado pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA/CNJ), bem como pelo aplicativo A.Dot, para encontrar famílias para crianças que são consideradas de “difícil colocação”. Segundo o CNJ, esses casos abrangem crianças mais velhas, grupos de irmãos, pessoas com deficiência ou com alguma questão de saúde. 

    Dados – Informações do SNA registram a existência de mais de 32 mil pretendentes em todo o país e 1.640 crianças aptas para adoção na Busca Ativa. Dessas, 309 são pretas (18,8%), 859 são pardas (52,4%), 12 são indígenas (0,7%) e 456 são brancas (27,8%). Além disso, do total, 1.523 têm mais de 8 anos de idade; 1,5% tem alguma deficiência física; 25,8% têm uma deficiência intelectual; e 8,1% têm ambos os tipos de deficiência. 

    Ainda segundo o levantamento, no aplicativo A.Dot há registro de 1.300 crianças e adolescentes aptos para a adoção, com 500 perfis ativos, 216 adoções com sentença e 50 em aproximação ou estágio de convivência. Em sete anos de atuação, a ferramenta já contabiliza mais de 80% de adoções de adolescentes com mais de 13 anos. 

    Por Lila Santos com informações do CNJ
     

  • Coinju utiliza a arte para ensinar sobre direitos a crianças de escola municipal

    Visita_crianças_Esma
    Crianças vivenciaram uma manhã de arte e direitos, na Esma, onde foram recepcionadas pelas magistradas Maria dos Remédios e Antonieta Maroja e equipe da Coinju

    Olhos atentos, mãos inquietas, ansiedade na medida certa. Essas foram as expressões transmitidas por alunos(as) do 4º ano da Escola Municipal Professor Abraão Alves de Carvalho, de João Pessoa, nesta sexta-feira (24), durante a manhã de arte e direitos promovida pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), na Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma).

    Visita_crianças_Esma
    Antonieta Maroja falou sobre as personalidades em obra de arte

    Diante de tanta novidade apresentada, as crianças puderam acessar um portal de conhecimento que as ensinou sobre direitos do jeitinho que elas mais gostam, brincando. A ação começou com um passeio guiado, conduzido pela diretora adjunta da Esma, juíza Antonieta Maroja, que explicou de forma simples e cativante quem são os artistas e as personalidades retratadas na obra exposta na Esma, e qual a história de cada uma. A coordenadora da Coinju, juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    “Nós esperamos, através desta aproximação das crianças e adolescentes, desmistificar a nossa missão de julgar e a nossa missão pacificadora da sociedade que, afinal de contas é o nosso maior mister, acho que é o mais importante que temos a oferecer. É muito lindo ver a forma como elas procuram demonstrar que conhecem algum direito e a forma genuína como elas nos perguntam sobre aquilo que elas têm curiosidade, vê-las compreender o Direito e saberem que são verdadeiramente cuidadas pelo Poder Judiciário”, comentou a juíza Antonieta Maroja.

    Visita_crianças_Esma
    Professora Anna Camila

    A professora Anna Camila Pontes Krzyzaniak revelou que todos estavam encantados com a oportunidade. “Para eles, é um momento histórico. Muitas dessas crianças nunca saíram da região onde moram. Chegar aqui foi um dia diferente. Dá para ver no olhar, dá para ver a emoção que eles têm, estar aqui. A gente percebe enquanto professor que isso mexe. Sabendo o direito que eles têm, eles podem ter um potencial maior, dá um olhar que eles podem crescer e serem advogados, juízes, pessoas de bem”, declarou.

    Visita_crianças_Esma
    Alunos participam de oficina de arte e e ganharam kit de lápis

    Oficina de desenho – Após o tour, foi oferecido um lanche para as crianças num ambiente festivo e cheio de sorrisos. Em seguida, elas participaram de uma oficina de ilustração, momento em que cada uma recebeu material de desenho e foi incentivada a criar seu próprio personagem ou uma pequena história em quadrinhos que representasse um direito considerado importante.

    Todas foram presenteadas com a entrega de um pequeno certificado de participação e um kit composto por lápis de cor, bloquinho, lápis e apontador.

    Visita_crianças_Esma
    Davi Oliveira

    Davi Oliveira, de 9 anos, foi um dos mais participativos e estava encantado com as artes e histórias dos personagens apresentados durante o passeio. “Eu achei muito bom, porque tem várias culturas, lugares diferentes e muito legais”, falou.

    Visita_crianças_Esma
    Anny Ellen

    Anny Ellen Lourenço, de 10 anos, também estava empolgada com o momento. “Eu amei, foi perfeito. A gente teve um dia diferente do que ficar só na escola. Foi muito legal. Eu acho bem legal a experiência. Aprendi que cada imagem tem um significado muito grande”, disse. 

    Mês da Criança – A manhã de arte e direito fez parte das ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário paraibano’ iniciadas com o lançamento da cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência. Toda a programação está sendo desenvolvida pela equipe da Coinju, coordenada pela juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Por Nice Almeida

  • Coinju promove manhã de arte e direitos para crianças de escola pública de João Pessoa

    Prédio sede da Esma
    Escola Superior da Magistrtura, no Altiplano Cabo Branco

    Crianças da Escola Municipal Professor Abraão Alves de Carvalho, de João Pessoa, irão participar de uma experiência imersiva e lúdica no mundo das artes e do Direito, na sexta-feira (24). A ação faz parte das atividades desenvolvidas pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), no projeto Mês da Criança e será realizada na Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma), a partir das 8h30.

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    Késia Braga

    A analista judiciário especializada em Pedagogia, Késia Braga,  integrante do Núcleo de Apoio da Equipe Multidisciplinar (Napem), da 2ª Circunscrição e da equipe técnica de apoio ao Coinju, destacou que “a presença dos estudantes no ambiente do Judiciário contribui para desmistificar a ideia de que as instituições de Justiça estão distantes da população, e  fortalece os vínculos entre o Judiciário e a comunidade, incentivando o respeito mútuo e o exercício da cidadania desde a infância”. 

    Para ela, essa é uma ação transformadora. “A iniciativa de levar crianças de uma escola pública à Escola da Magistratura aproxima o Judiciário das escolas locais da comarca, por meio de ações como essa, uma ‘manhã de arte e direitos’, que representa uma proposta pedagógica e transformadora. Além disso, a atividade, realizada em alusão ao mês das crianças, promove a compreensão de seus direitos de maneira lúdica e acessível. Ao participarem ativamente da construção de conceitos sobre cidadania, justiça e direitos fundamentais, os alunos desenvolvem uma consciência crítica sobre seu papel na sociedade”, ressaltou.

    Programação – Começa com um lanche de boas-vindas. Em seguida, as crianças farão um tour guiado pelas instalações da Esma, com foco nas obras de arte expostas no local. O ‘passeio’ será conduzido pela diretora adjunta da Esma, juíza Antonieta Maroja, que explicará de forma simples e cativante quem são os artistas e as personalidades retratadas, e qual a história por trás de cada obra.

    Após o tour, as crianças participarão de uma oficina de ilustração, momento em que cada uma delas receberá material de desenho e será incentivada a criar seu próprio personagem ou uma pequena história em quadrinhos que represente um direito que ela considera importante. 

    O encerramento será com uma exposição dos desenhos das crianças, que poderão apresentar sua arte e contar o que ela significa. Ao final, elas serão presenteadas com a entrega de um pequeno certificado de participação e um kit composto por lápis de cor, bloquinho de folhas, lápis e apontador.

    Por Nice Almeida

  • Coinju promove série de atividades para fortalecer rede de proteção à criança e ao adolescente

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    Coinju promove série de atividades

    O uso de telas na primeira infância, o poder da arte como ferramenta para educação em direitos e a formação de magistrados(as) e servidores(as) para atuarem no depoimento especial. Todos esses temas estão em evidência na programação do mês da criança preparada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). 

    Entre as ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ está a produção de um podcast onde será debatido o tema ‘Os efeitos do uso de telas na primeira infância: riscos, limites e oportunidades’. A conversa buscará orientar pais, cuidadores e profissionais sobre como a tecnologia impacta o desenvolvimento cerebral, social e emocional das crianças de 0 a 6 anos. O podcast vai ao ar dia 17 de outubro, às 9h.

    No dia 23, a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) realiza o ‘Curso de formação em depoimento especial’, voltado para magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário.

    Já no dia 24, será a vez de uma imersão no mundo das artes e dos direitos. A ação ‘Manhã de arte e direito na Esma’, combina a apreciação artística com a expressão criativa, incentivando as crianças a refletirem e se manifestarem sobre seus próprios direitos. A atividade será promovida a partir das 8h30 e terá um tour guiado, oficina de desenho em Mangá e uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelas crianças participantes.

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    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    Programação ilimitada – A juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, destacou que a programação para o mês da criança não é uma ação pontual e que o Coinju estende a discussão em torno da garantia de direitos às crianças e aos adolescentes por todos os dias do ano. 

    “Nosso propósito é dar continuidade a esse movimento, tornando-o parte do cotidiano do Judiciário e da rede de proteção. Queremos que essas iniciativas ultrapassem o mês da criança e se consolidem como práticas duradouras, alinhadas ao planejamento da Coordenadoria e ao fortalecimento da política de garantia de direitos”, destacou a juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa.

    Mês da Criança – As ações do projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’ foram iniciadas com o lançamento da a cartilha ‘Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça’, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência, na quarta-feira (08). 

    Durante o evento, também foi exibida a versão em vídeo da cartilha, que amplia o alcance das informações não apenas às crianças e adolescentes, mas também aos seus pais e responsáveis, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o procedimento do depoimento especial.

    Por Nice Almeida

     

  • Cartilha para orientar crianças e adolescentes sobre ‘Depoimento Especial’ é lançada no TJPB

    Foto do lançamento da Cartilha no TJPB
    Lançamento da Cartilha no TJPB

    Crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência devem ser ouvidos pela Justiça de forma protegida, acolhedora e humanizada. Para tornar esse direito mais acessível e compreensível, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), lançou a cartilha “Depoimento Especial – Huguinho vai à Justiça”, que explica, em linguagem simples e lúdica, como ocorre esse tipo de audiência.

    O lançamento ocorreu durante a sessão do Órgão Espcial do TJPB desta quarta-feira (8), conduzida pelo vice-presidente da Corte, desembargador João Batista Barbosa. A apresentação foi feita pela juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Coinju.

    Durante o evento, também foi exibida a versão em vídeo da cartilha, que amplia o alcance das informações não apenas às crianças e adolescentes, mas também aos seus pais e responsáveis, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o procedimento do depoimento especial.

    Humanização do Judiciário

    Foto da juíza Maria dos Remédios Pordeus
    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    A cartilha representa mais um passo na política de humanização adotada pelo TJPB no atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Segundo a magistrada, o objetivo é reduzir os impactos emocionais do processo judicial.

    “O TJPB tem empenhado esforços para acolher, para se comunicar da maneira correta e para ressignificar o atendimento nesses processos. A criança e o adolescente já chegam na sala de audiência com o peso da violência sofrida e não devem ser revitimizados. A cartilha visa tirar esse peso intimidador do ato judicial em si”,ressaltou Remédios.

    A versão impressa da cartilha será produzida em uma próxima etapa, como forma de reduzir o tempo de exposição a telas entre o público infantil.

    Além disso, o Tribunal está trabalhando para garantir que todos os fóruns do estado ofereçam estruturas adequadas para a realização do depoimento especial, conforme previsto na Lei nº 13.431/2017 e nas normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Dados reveladores

    A juíza destacou também os impactos positivos do sistema de depoimento especial, que tem permitido revelar dados antes invisibilizados. Apenas em 2025, foram realizadas 843 audiências com depoimento especial. Destas, 75% ocorreram em Varas Criminais, e não nas Varas da Infância e Juventude. Em mais de 90% desses casos, as vítimas eram meninas.

    Mês da Criança e do Adolescente

    Como parte da programação do Mês da Criança e do Adolescente no Judiciário Paraibano, a Coinju anunciou uma série de atividades voltadas à promoção dos direitos da infância e juventude.

    “Este não é um mero ato de comemoração, mas a reafirmação pública de um compromisso, da materialização de uma política que enxerga em cada criança e adolescente, não o futuro, mas o presente mais urgente”, asseverou a juíza.

    Entre as ações previstas estão: Podcast em parceria com a Escola Superior da Magistratura  (Esma) sobre os impactos do uso excessivo de telas na Primeira Infância, que será disponibilizado na próxima semana; oficina de arte e direitos, com alunos de escola pública, baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e lançamento do Projeto ‘Novos Caminhos’, no fim do mês.

    O Novos Caminhos é voltado à promoção da autonomia de adolescentes em processo de desinstitucionalização e que não foram adotados. A iniciativa é desenvolvida pelo CNJ.

    A iniciativa da Coinju foi elogiada pelos (as) desembargadores (as) e procurador presentes à sessão, que parabenizaram a magistrada pelo empenho e pelas ações voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes na Paraíba.

    Entenda a Lei da Escuta Protegida

    A Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, conhecida como a Lei da Escuta Protegida, estabelece um sistema de garantia de direitos para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, prevenindo a revitimização por meio da escuta especializada e do depoimento especial. A norma busca garantir que a criança ou adolescente em questão não tenha que repetir a história inúmeras vezes, aumentando seu sofrimento.

    Na Escuta Especializada, a criança ou adolescente é ouvido sobre a situação de violência por um profissional qualificado, com linguagem adaptada à sua compreensão, limitando o relato ao estritamente necessário. 

    Já no Depoimento Especial, o relato da criança ou adolescente deve ser gravado em áudio e vídeo, visando a proteção da intimidade e privacidade, e será utilizado apenas em processos judiciais, em segredo de justiça.

     

    Por Gabriela Parente

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Mês da criança: TJPB lança cartilha educativa para vítimas ou testemunhas de violência

    Capa da cartilha

    Acolhimento! Mais que uma palavra da língua portuguesa, uma ação do Judiciário paraibano para dar segurança a crianças e adolescentes durante o depoimento especial. O objetivo: mostrar que eles estão protegidos no momento em que vão ao fórum para serem ouvidos. O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) quer levar a compreensão dessa proteção ao seu público-alvo. Para isso, lança, na quarta-feira (8), uma cartilha com linguagem simples onde explica o passo a passo da escuta protegida. 

    Intitulada ‘Huguinho vai à Justiça’, a cartilha apresenta o depoimento especial de maneira lúdica oferecendo ao público infanto-juvenil o entendimento sobre o que irá acontecer no momento em que ele for convidado a ir a um ambiente da justiça. O objetivo é mostrar que a criança e adolescente não precisam ter medo, pois encontrará pessoas capacitadas que irão compreendê-los e garantir sua segurança.

    A juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Infância e Juventude do TJPB, destacou a importância do material. “Esta iniciativa é um divisor de águas na forma como o sistema de Justiça se comunica com crianças e adolescentes. Ao traduzir um procedimento complexo e potencialmente assustador para uma linguagem lúdica e acessível, estamos substituindo o medo pelo acolhimento. A mensagem que passamos é clara: sua voz importa, e nós estamos aqui para ouvi-la com todo o cuidado e respeito que você merece”, destacou a magistrada.

    A magistrada falou, também, sobre depoimento especial. “O Depoimento Especial é uma ferramenta essencial para garantir que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sejam ouvidas de forma protegida e humanizada. A ideia deste material é justamente permitir que eles compreendam o que vai acontecer na audiência, quem estará presente e qual é o papel de cada pessoa nesse momento tão sensível. Quando a criança entende o processo, ela se sente mais segura, o que contribui para uma escuta mais tranquila e respeitosa”, explicou a juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Campanha – O lançamento da cartilha faz parte de uma programação especial incluída no projeto ‘Mês da criança e do adolescente no Judiciário Paraibano’. Mais do que celebrar o Dia da Criança, a campanha, encabeçada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), tem o intuito de fortalecer a rede de proteção, qualificar a atuação do sistema de justiça, humanizar o atendimento e dar voz a quem mais precisa. 

    “O mês da criança e do adolescente no Judiciário paraibano é mais do que uma celebração: é um compromisso coletivo. Cada ação desenvolvida fortalece a rede de proteção, qualifica a atuação dos profissionais e reafirma que a infância deve ser vivida com segurança, dignidade e respeito”, disse Mayara Lima, assistente social do TJPB.

    Além do lançamento da cartilha, o TJPB promoverá várias ações durante o mês de outubro que inclui uma manhã de arte e direitos na Escola Superior da Magistratura (Esma) para alunos de escolas públicas com idade entre 8 e 10 anos; curso de formação em depoimento especial para magistrados (as); lançamento do projeto ‘Novos Caminhos’; e a divulgação do relatório ‘Compromisso em Ação 2025’.

    Comunicação – O gerente de Comunicação do TJPB, José Vieira Neto, explicou que o trabalho foi desenvolvido em duas frentes. “O vídeo institucional apresenta a metodologia da Escuta Protegida e mostra como o Poder Judiciário da Paraíba vem priorizando a sua aplicação. Já a cartilha e o vídeo voltados para crianças e adolescentes foram pensados especificamente para esse público, com uma linguagem simples e clara que ajuda na compreensão do Depoimento Especial”, ressaltou.

    A coordenação dos projetos e a redação dos textos dos vídeos e da cartilha ficaram sob a responsabilidade da assessora de Comunicação do TJPB, Roberta Matias. A criação dos personagens infantis foi feita por Maria Luiza Veras, estagiária da Gecom. A edição de imagens e finalização do vídeo institucional, assim como a animação do vídeo educativo, foram realizadas por Anderson Oliveira e Jurandyr Souza. Já a apresentação do vídeo institucional ficou a cargo da jornalista Thaís Alencar.

    Para assistir o vídeo institucional e o vídeo com animação é só acessar os links a seguir. Já a cartilha educativa está no PDF em anexo. Os materiais em vídeo estão disponíveis no Youtube e nas Redes Sociais do Tribunal de Justiça da Paraíba.

     

    Vídeo Institucional Escuta Protegida https://www.youtube.com/watch?v=NuokxzkgIoE 

     

    Vídeo Depoimento Especial https://www.youtube.com/watch?v=t26Nyd-lu4MLink 

    Por Nice Almeida

     

  • TJPB promove substituições nas coordenadorias da Coinju e do GMF-Socioeducativo

    O Tribunal de Justiça da Paraíba publicou, nesta terça-feira (30), dois Atos da Presidência designando novos nomes para funções de coordenação em áreas estratégicas da Justiça estadual.

    Por meio do Ato da Presidência nº 132/2025, a juíza Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa foi designada para a Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju). A alteração ocorre em razão da requisição do juiz Hugo Gomes Zaher para atuar junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Já o Ato da Presidência nº 133/2025 designou a juíza Antonieta Lúcia Maroja Arcoverde Nóbrega para o cargo de Coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo (GMF), também em substituição ao magistrado Hugo Zaher.

    O presidente do TJPB considerou nos dois atos a necessidade de assegurar o funcionamento regular das coordenadorias.

     

    Por Lenilson Guedes

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Lagoa Seca realiza a 1ª Corrida 18 de Maio no combate ao abuso e à exploração sexual infantil

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    Com o tema ‘Isso é da nossa conta’, a Prefeitura de Lagoa Seca anuncia a realização da 1ª Corrida 18 de Maio, um evento que visa mobilizar a população em torno da Campanha Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O município pertence à Comarca de Campina Grande.

    A ação conta com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju). “Os dados do Atlas da Violência 2025 são assustadores e exigem de todos nós uma resposta urgente. Crianças e adolescentes seguem sendo vítimas de violência, muitas vezes dentro de seus próprios lares. É por isso que ações como a Corrida 18 de Maio, promovida em Lagoa Seca, são tão relevantes. Não se trata apenas de um evento esportivo, mas de uma mobilização que dá visibilidade a um tema sensível e, infelizmente, recorrente: a violência sexual contra meninos e meninas”, afirmou o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da Coinju.

    O magistrado acrescentou que essa é uma ação que permite o envolvimento não só do poder público, mas da sociedade e das famílias. “Precisamos de iniciativas como essa, que unem Judiciário, Ministério Público, Creas, conselhos tutelares e tantas outras instituições que lidam com essa dura realidade todos os dias. Só com articulação e mobilização social seremos capazes de romper o silêncio e proteger, de forma efetiva, nossas crianças e adolescentes”, pontuou.

    As inscrições para a corrida já estão abertas e são gratuitas para os moradores de Lagoa Seca que apresentarem o CadÚnico na Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte. Para aqueles que ainda não possuem o CadÚnico, é possível obtê-lo na sede do Cadastro Único.

    Participantes de outras localidades também podem se inscrever mediante o pagamento de uma taxa de R$ 60,00. As inscrições online podem ser feitas através do link: https://www.smcrono.com.br/evento/2025/corrida-de-rua/corrida-de-18-de-maio.

    O evento contará com percursos de 5KM e 10KM, com premiações para os três primeiros colocados nas categorias geral e local. A premiação busca valorizar tanto os atletas da cidade quanto os visitantes que participarem da corrida.

    Violência – No período compreendido entre 2013 e 2023, 2.124 crianças de 0 a 4 anos sofreram homicídio. Nesse mesmo período foram vitimadas 6.480 crianças entre 5 e 14 anos e 90.399 adolescentes entre 15 e 19 anos. São milhares de crianças e adolescentes que não tiveram a chance de sequer iniciar ou concluir sua vida escolar, ou de começar a construir um caminho profissional (Dados do Atlas da Violência 2025).

    Por Lenilson Guedes

     

  • Lagoa Seca realiza a 1ª Corrida 18 de Maio em combate ao abuso e à exploração sexual infantil

    Lagoa Seca realiza a 1ª Corrida 18 de Maio em combate ao abuso e à exploração sexual infantil

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    Com o tema ‘Isso é da nossa conta’, a Prefeitura de Lagoa Seca anuncia a realização da 1ª Corrida 18 de Maio, um evento que visa mobilizar a população em torno da Campanha Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O município pertence à Comarca de Campina Grande.

    A ação conta com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju). “Os dados do Atlas da Violência 2025 são assustadores e exigem de todos nós uma resposta urgente. Crianças e adolescentes seguem sendo vítimas de violência, muitas vezes dentro de seus próprios lares. É por isso que ações como a Corrida 18 de Maio, promovida em Lagoa Seca, são tão relevantes. Não se trata apenas de um evento esportivo, mas de uma mobilização que dá visibilidade a um tema sensível e, infelizmente, recorrente: a violência sexual contra meninos e meninas”, afirmou o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da Coinju.

    O magistrado acrescentou que essa é uma ação que permite o envolvimento não só do poder público, mas da sociedade e das famílias. “Precisamos de iniciativas como essa, que unem Judiciário, Ministério Público, Creas, conselhos tutelares e tantas outras instituições que lidam com essa dura realidade todos os dias. Só com articulação e mobilização social seremos capazes de romper o silêncio e proteger, de forma efetiva, nossas crianças e adolescentes”, pontuou.

    As inscrições para a corrida já estão abertas e são gratuitas para os moradores de Lagoa Seca que apresentarem o CadÚnico na Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte. Para aqueles que ainda não possuem o CadÚnico, é possível obtê-lo na sede do Cadastro Único.

    Participantes de outras localidades também podem se inscrever mediante o pagamento de uma taxa de R$ 60,00. As inscrições online podem ser feitas através do link: https://www.smcrono.com.br/evento/2025/corrida-de-rua/corrida-de-18-de-maio.

    O evento contará com percursos de 5KM e 10KM, com premiações para os três primeiros colocados nas categorias geral e local. A premiação busca valorizar tanto os atletas da cidade quanto os visitantes que participarem da corrida.

    Violência – No período compreendido entre 2013 e 2023, 2.124 crianças de 0 a 4 anos sofreram homicídio. Nesse mesmo período foram vitimadas 6.480 crianças entre 5 e 14 anos e 90.399 adolescentes entre 15 e 19 anos. São milhares de crianças e adolescentes que não tiveram a chance de sequer iniciar ou concluir sua vida escolar, ou de começar a construir um caminho profissional (Dados do Atlas da Violência 2025).

    Por Lenilson Guedes