Etiqueta: Combate

  • Campanha contra assédio no trabalho é encerrada em Campina Grande

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    Evento foi realizado no Fórum de Campina Grande

    Em clima de energia positiva e de leveza, foi encerrada na última sexta-feira (9), na Comarca de Campina Grande, uma etapa da Campanha de Combate ao Assédio no Ambiente de Trabalho, desenvolvida pelo TJPB. O objetivo da ação foi promover o debate sobre o assédio e discutir o impacto na saúde mental das vítimas dessa prática.

    O evento propôs rodas de conversas, escutas psicológicas, orientações sobre direitos, contemplando, ainda, atendimentos voltados à saúde, como aromaterapia, musicoterapia, aferição de pressão e glicemia, auriculoterapia, acupuntura, entre outras práticas. Em Campina, houve, ainda, a participação da poeta e cordelista Anne Karolynne.

    Os trabalhos foram iniciados na última segunda-feira (5) em João Pessoa e já passaram por Cajazeiras (6), Sousa (7) e Patos (8).  A ação tem continuidade e chegará às comarcas de Belém (19/05), Itabaiana (20/05), Cabedelo (23/05), Picuí (26/05) e Soledade (27/05).

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    Desembargadora Túlia Gomes e a cordelista Anne Karolynne

    A iniciativa faz parte da Semana de Combate ao Assédio Moral e Sexual e à Discriminação, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No TJPB, é desenvolvida pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios (Compead), em parceria com a Gerência de Qualidade de Vida, que integra a Diretoria de Recursos Humanos do Tribunal.

    De acordo com a presidente da Compead, desembargadora Túlia Gomes de Souza Neves, ‘prevenir’ e ‘cuidar’ são os verbos norteadores da jornada, que a magistrada apelidou de ‘Caravana da Leveza’.

    “Tivemos um êxito maior que o esperado. É fundamental a interação de todas as pessoas para que continuemos a nossa caminhada de prevenção, pois precisamos evitar doenças como ansiedade e depressão; precisamos cuidar dos nossos servidores e servidoras”, afirmou a desembargadora.

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    Diretor do Fórum de CG, juiz Ely Jorge, participou do evento

    O diretor do Fórum Affonso Campos, juiz Ely Jorge Trindade, externou palavras de gratidão pela riqueza da ação. “Foi uma alegria para a Comarca de Campina Grande, principalmente pela forma como a campanha foi conduzida pela Compead, no sentido de trabalhar com o fator educativo, com a prevenção, com a difusão de informações, suscitando essa temática tão importante para o aprimoramento das relações no ambiente de trabalho”, apontou.

    Pesquisa Compead –  A pesquisa da Compead voltada aos magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as) do Poder Judiciário estadual foi prorrogada até o dia 23 de maio. Para participar, basta acessar o formulário disponibilizado no site do TJPB, no quadro de Avisos, com título: ‘Assédio não é legal’.

    A finalidade do questionário é auxiliar os trabalhos da Compead, com a construção de um ambiente institucional mais justo, seguro e acolhedor para todos e todas que integram o Judiciário estadual paraibano.

    Por Gabriela Parente

     

  • TJPB apoia corrida em Lagoa Seca que alerta sobre o combate ao abuso sexual infantojuvenil 

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    A 1ª “Corrida 18 de maio”, que será realizada no Município de Lagoa Seca (que integra a Comarca de Campina Grande), é mais do que uma ação para promoção de saúde e lazer. O nome do evento faz referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e convida a população a olhar para um tema difícil, que envolve dados alarmantes e cujo enfrentamento exige esforços conjuntos do poder público e de toda a sociedade.

    O evento é promovido pela Prefeitura de Lagoa Seca, por meio das Secretarias de Assistência Social e de Cultura, Turismo e Esporte, e tem o apoio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju) do TJPB. A Corrida se dará pelas ruas da cidade, em quatro modalidades: 3Km, 5Km, 10Km e PCD.

    A largada será no dia 18 de maio, às 6h30, na Praça Severino Cabral e contará com diversas autoridades e parceiros atuantes na área da Infância e Juventude. Mas o lançamento oficial do evento ocorreu no último sábado (12) e contou com a participação do juiz coordenador da Infância e Juventude do TJPB, Hugo Gomes Zaher, que falou sobre a importância da ação.

    “É uma corrida alusiva a uma data muito importante, que simboliza o combate à violência contra crianças e adolescentes que assola nosso país e toda a Paraíba. Uma ação que permite o envolvimento não só do poder público mas da sociedade e das famílias”, destacou o magistrado, ao enaltecer, também, a atuação conjunta entre Judiciário, Ministério Público, Creas e outros entes que lidam diariamente com a matéria.

    O evento é promovido pela Prefeitura de Lagoa Seca, por meio das Secretarias de Assistência Social e de Cultura, Turismo e Esporte. A Corrida se dará pelas ruas da cidade, em quatro modalidades: 3Km, 5Km, 10Km e PCD.

    Para a secretária de Cultura, Turismo e Esporte, Lígia Cruz, a realização da corrida representa um marco para Lagoa Seca. “Estamos trazendo um evento inovador para a cidade, unindo esporte e cidadania. Além de incentivar a prática esportiva, a corrida traz um alerta fundamental sobre o combate ao abuso infantil. Nossa expectativa é que a população abrace essa causa e participe ativamente”, ressaltou.

    Um fator importante nesse enfrentamento é o fato de sua ocorrência estar relacionada mais frenquentemente ao ambiente físico da estrutura familiar ou escolar.

    Dados – De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública/2024, o ano de 2023 foi extremamente violento para adolescentes e crianças brasileiras, sendo o crime de estupro o que mais vitima esta parcela da população, especialmente para o grupo de 10 a 13 anos, que registrou taxa de 233,9 vítimas por 100 mil, nesta faixa etária.

    Quando comparada com a taxa de estupros para o total da população brasileira (que marcou taxa de 41,4), é observado que as crianças e adolescentes brasileiros de 10 a 13 anos são ao menos cinco vezes mais suscetíveis ao crime.

    Também o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, edição de fevereiro de 2024, aponta que, no período de 2015 a 2021, entre os casos notificados de violência sexual contra crianças, 76,8% foram contra meninas. Em ambos os sexos, a maior proporção de notificações englobou a faixa etária de 5 a 9 anos, com maior incidência no grupo de crianças negras (pardas 42,2% e pretas 7,0%).

    Além disso, mais da metade dos casos notificados foram de estupro e em mais de um terço dos casos, o crime já havia ocorrido outras vezes, sendo a maioria deles, na própria residência.

    Sobre os agressores, o Boletim informou que a maior parte era do sexo masculino. Em 38,9% dos casos notificados o agressor foi um familiar (meninas 40,8% e meninos 32,9%), seguido de um amigo/conhecido da família (meninas 23,5% e meninos 31,5%).

    Por Gabriela Parente