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  • Cartilha com protocolos para entrega voluntária de crianças para adoção será lançada terça-feira

    Cartilha com protocolos para entrega voluntária de crianças para adoção será lançada terça-feira

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    Entrega voluntária de crianças para adoção

    Uma ação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), já praticada desde 2011, será intensificada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o lançamento da cartilha com protocolos sobre a entrega voluntária de crianças para adoção. O objetivo é incentivar tribunais e órgãos parceiros a adotarem boas práticas no atendimento a gestantes e parturientes

    A divulgação da cartilha será feita durante o webinário ‘Entrega Voluntária para Adoção: Proteção Integral da Mulher e da Criança’, com transmissão pelo canal do CNJ no YouTube, na próxima terça-feira (27), às 10h. Este ano, a Coordenadoria da Infância e Juventude do TJPB já iniciou as discussões para a implementação de um fluxo estadual da entrega voluntária, considerando as especificidades locais das comarcas, com o objetivo de uniformizar procedimentos e fortalecer a atuação integrada da rede de proteção. 

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    Juíza Maria dos Remédios Pordeus

    A coordenadora da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba, Maria dos Remédios Pordeus Pedrosa, disse que a entrega protegida é um tema de extrema relevância para a garantia de direitos, especialmente por envolver escolhas sensíveis que exigem acolhimento, orientação adequada e atuação articulada da rede de proteção.

    “Reconhecendo essa importância, a Coordenadoria da Infância elegeu o tema entrega protegida como um dos eixos prioritários para o desenvolvimento e a ampliação de novas ações ao longo deste ano, no âmbito de seu planejamento estratégico, potencializando e consolidando o trabalho dos colegas magistrados que já executam a política”, comentou Maria dos Remédios, que é titular da 2ª Vara Mista da Comarca de Santa Rita.

    A magistrada disse ainda que a participação no evento promovido pelo CNJ é fundamental para o alinhamento institucional, a troca de boas práticas e o fortalecimento de diretrizes que assegurem uma atuação cada vez mais qualificada e humanizada em todo o estado da Paraíba.

    “O Tribunal continuará envidando esforços para cumprir as recomendações do CNJ, alinhando as práticas em todo o estado na articulação com o Sistema de Garantia de Direitos, com vistas à promoção da proteção integral e ao fortalecimento da Política Nacional de Atenção à Primeira Infância”, ressaltou a juíza-coordenadora.

    adoção
    Psicóloga Miúcha Lins Cabral

    psicóloga Miúcha Lins Cabral, que atua na Coinju-TJPB, disse que o Poder Judiciário estadual garante o direito à entrega voluntária de bebês para adoção desde 2011, por meio do ‘Projeto Acolher’, assegurando um atendimento humanizado, seguro e sigiloso à mulher e proteção integral à criança. 

    “A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça, com a realização de webinário para o lançamento de uma nova cartilha com protocolos sobre a entrega voluntária para adoção é fundamental para padronizar procedimentos e fortalecer a atuação em rede”, destacou a psicóloga.

    Miúcha Lins lembrou o Programa Acolher, que foi desenvolvido inicialmente na 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de João Pessoa, regulamentada pela Portaria da Coinju-TJPB nº 01/2014 e institucionalizada pelo Provimento nº 10/2016 da Corregedoria-Geral de Justiça. Atualmente, o trabalho é realizado pelo Programa Entrega Protegida, em consonância com o artigo 19-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluído pela Lei nº 13.507/2017, e alinhado à Resolução CNJ nº 485/2023 e às diretrizes do Manual de Entrega Voluntária.

    Por Fernando Patriota


  • CNJ disponibiliza cartilhas com orientações sobre entrega voluntária de crianças para adoção

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    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou três cartilhas informativas que esclarecem o processo de entrega voluntária de crianças para adoção. As publicações têm o objetivo de ampliar o acesso à informação e facilitar a compreensão do procedimento por diferentes públicos: gestantes, parturientes e seus familiares; profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social; e integrantes do Poder Judiciário.

    As cartilhas foram elaboradas com base na Resolução CNJ nº 485, de 18 de janeiro de 2023, e nas orientações do respectivo manual. A legislação brasileira assegura à pessoa que gesta o direito de entregar voluntariamente um recém-nascido para adoção antes ou logo após o nascimento, sendo esta uma medida de proteção tanto para a criança quanto para a gestante.

    A primeira cartilha, destinada a gestantes, parturientes e seus familiares, esclarece dúvidas frequentes sobre o tema e enfatiza a importância do acolhimento, respeito e garantia de direitos no processo de entrega voluntária.

    A segunda cartilha é voltada para profissionais das áreas de saúde, educação e setores correlatos, abordando as diferenças entre maternidade e maternagem. O material ressalta a necessidade de acolhimento empático e de atuação ética e livre de preconceitos por parte desses profissionais.

    Por fim, a terceira cartilha direciona-se ao Poder Judiciário, oferecendo diretrizes e fluxos para uma atuação humanizada e respeitosa de magistrados e magistradas. O material reforça a importância do sigilo, da confiabilidade e do encaminhamento adequado à rede de apoio, em conformidade com a legislação vigente.

    Destaca-se ainda que, embora o termo ‘mulher’ seja comumente utilizado para se referir à pessoa que gesta, os direitos abordados nas cartilhas abrangem também pessoas não binárias e homens trans, garantindo a inclusão e proteção previstas na legislação brasileira.

    O material está disponível no site do CNJ, no seguinte endereço: https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/infancia-e-juventude/forum-nacional-da-infancia-e-da-juventude-fonjinj/entrega-voluntaria-para-adocao/.

    Gecom-TJPB com informações do CNJ