Etiqueta: ESMA

  • Curso foca em metodologia científica da prova oral e aperfeiçoa atuação de magistrados

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    Magistrados(as), assessores(as) e residentes do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) participaram, presencialmente, do curso ‘Tomada de decisão baseada na psicologia do testemunho’, promovido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB). A formação foi ministrada pelo juiz da 4ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Paraná, Tiago Gagliano Pinto Alberto.

    Com foco na análise científica da prova oral, o curso foi estruturado em três eixos principais, com o objetivo de aprimorar a atuação de magistrados(as) e servidores(as) na condução e avaliação das provas testemunhais, que, segundo o tutor, representam a maioria dos meios probatórios utilizados no Judiciário.

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    Tiago Gagliano: meios probatórios

    O primeiro eixo foi voltado à compreensão da prova a partir de estudos científicos; o segundo abordou as técnicas de inquirição e o terceiro tratou da análise das respostas. “A proposta foi oferecer aos participantes ferramentas para analisar a credibilidade das narrativas apresentadas em juízo, auxiliando o juiz a identificar quando uma versão deve ser acolhida ou refutada”, disse o tutor. O curso foi ministrado na quinta (10) e sexta-feira (11),

    Ele também ressaltou a importância do tema no contexto da atuação judicial. “A prova oral representa, em muitos casos, entre 80% e 90% dos meios probatórios utilizados nos processos. O juiz precisa estar preparado para observar, com critérios bem definidos, o conteúdo dessas provas. Ao oferecer essa formação, a Esma contribui diretamente para decisões judiciais mais racionais, sólidas e legitimadas, inclusive do ponto de vista democrático”, afirmou Tiago Alberto.

    A juíza da Comarca de Conde, Lessandra Nara Torres Silva, que participou das aulas, disse que a formação tem sido uma oportunidade única de especialização em uma das temáticas mais presentes no cotidiano judicial: o depoimento prestado em juízo. “Este curso está nos permitindo adquirir instrumentos técnicos e científicos para que possamos realizar a colheita da prova oral de maneira mais imparcial e fiel aos princípios legais. Mais do que isso, ele nos prepara para buscar o verdadeiro relato em cada caso, com cautela e responsabilidade”, destacou.

    Já o juiz José Jackson Guimarães, da Comarca de Alagoa Grande, enfatizou a importância da participação no curso, especialmente diante dos novos paradigmas apresentados pelo tutor. “As dicas e as informações disponibilizadas aqui facilitam a produção da prova e a compreensão de novos mecanismos. Todos os juízes e juízas deveriam participar, pois o curso abre novas perspectivas e paradigmas, além de novos horizontes para a nossa atuação”, afirmou.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Especialista destaca impacto da IA no Judiciário e aponta cuidados necessários para uso responsável

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    Bruno Figueirêdo, doutor em Informática

    A Inteligência Artificial (IA) tem promovido mudanças significativas em diversos setores da sociedade, e o Poder Judiciário não é exceção. A crescente digitalização dos processos e a demanda por maior celeridade e eficiência vêm impulsionando a adoção de tecnologias baseadas em IA no sistema judicial brasileiro.

    Para Bruno César Barreto de Figueirêdo, doutor em Informática, o uso da IA generativa no Judiciário acontecerá de forma progressiva, integrando-se às rotinas já estabelecidas. “Na prática, essas ferramentas atuarão como assistentes inteligentes, auxiliando na elaboração de minutas de decisões, despachos e votos, respondendo a consultas sobre jurisprudência, gerando resumos automáticos de peças processuais volumosas e até mesmo identificando contradições ou omissões em textos jurídicos”, disse.

    Segundo ele, um(a) magistrado(a) poderá solicitar à IA, por exemplo: “Resuma a petição inicial do processo X” ou “elabore um esboço de sentença com base nesses fundamentos”. Para Bruno Figueirêdo, a ideia não é substituir a atividade jurisdicional, mas sim oferecer uma base produtiva e confiável para acelerar etapas técnicas e repetitivas.

    Sobre a possibilidade de agilizar o tempo de tramitação dos processos, Bruno afirma que a IA pode contribuir de maneira bastante significativa. “Ela reduz o tempo de análise documental, acelera a produção de atos judiciais e otimiza pesquisas jurídicas, contribuindo diretamente para a celeridade processual, conforme previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal”, observou.

    Além disso, ao automatizar tarefas de apoio, o doutor em computação afirmou que a IA libera servidores(as) e magistrados(as) para atividades mais analíticas e estratégicas, reduzindo gargalos causados pelo alto volume de trabalho.

    IA generativa
    Bruno Figueirêdo, Max Nunes e Daniel Melo: IA na Justiça

    As principais aplicações da IA no âmbito judicial incluem: a elaboração automática de minutas de decisões e despachos; resumos de peças processuais; pesquisa jurisprudencial otimizada; análise preditiva de julgamentos (com base em decisões anteriores); identificação de precedentes vinculantes; classificação e triagem automática de processos (como já ocorre em projetos-piloto no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral); detecção de inconsistências ou omissões em documentos judiciais; e apoio ao cumprimento de metas de produtividade com dashboards inteligentes.

    “Essas soluções já são realidades em diversos tribunais do país e podem ser customizadas para o Tribunal de Justiça da Paraíba, respeitando a infraestrutura, o perfil da demanda e os recursos humanos disponíveis”, disse Bruno Figueirêdo.

    Apesar dos avanços, o especialista alerta que o uso da IA requer cuidados cruciais. “É essencial que as decisões continuem sendo humanas. A IA atua como um copiloto, não como o juiz do caso”, afirmou.

    Entre os pontos de atenção, o especialista destaca: privacidade e proteção de dados (em conformidade com a LGPD); evitar alucinações da IA (respostas incorretas com aparência de verdade); auditorias e validação humana constante dos resultados gerados; treinamento dos modelos com bases confiáveis, preferencialmente internas ao Judiciário; e registro e rastreabilidade do uso da IA em decisões, para preservar a motivação e controle jurisdicional.

    Curso – Até a sexta-feira (11), o especialista Bruno Figueirêdo ministrou, na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, o curso ‘Transformação Digital no Judiciário: O Poder da IA Generativa’. A formação, que ocorreu de forma presencial, é voltada a magistrados(as), assessores(as), analistas e técnicos judiciários do Poder Judiciário estadual.

    IA generativa
    Juiz Max Nunes

    O juiz auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Max Nunes de França, participou da abertura das atividades no último dia de aula. Na ocasião, ele destacou a importância de dominar o uso consciente e estratégico da inteligência artificial no cotidiano da Justiça.

    “Essa tecnologia tem se integrado cada vez mais à nossa rotina de trabalho, seja na tarefa de resumir processos seja na sistematização de decisões. Saber utilizá-la de forma eficiente, e sempre em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) neste ano, é essencial para o desempenho das atividades diárias no Judiciário”, disse.

    Já o diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do TJPB (Ditec), Daniel Ayres de Melo, reforçou que o tema da Inteligência Artificial vem sendo amplamente debatido nos tribunais de todo o país, e o TJPB não pode ficar de fora desse movimento. Segundo ele, além da adoção de novas ferramentas tecnológicas, é indispensável investir na capacitação dos profissionais que integram o Judiciário paraibano.

    IA generativa
    Daniel Ayres de Melo, diretor da Ditec

    “Essa iniciativa precisa se tornar recorrente. Eu costumo dizer que 2025 está se mostrando um verdadeiro divisor de águas para a Inteligência Artificial. As instituições que não se dedicarem ao tema e não investirem tempo e energia nesse processo, inevitavelmente, ficarão para trás”, assegurou.

    Dentro do ambiente de trabalho do TJPB, o diretor de TI destacou que, especialmente por meio do Google Workspace, os magistrados(as), assessores(as), gerentes e diretores(as) já têm acesso à Inteligência Artificial do Google. “O curso ministrado tem justamente o objetivo de mostrar, na prática, como utilizar essa tecnologia de forma mais eficiente. Ela já está à nossa disposição, o que precisamos agora é potencializar seu uso”, falou.

    Ainda segundo ele, a Ditec está avançando na incorporação da IA também nas audiências judiciais. Atualmente, estão sendo avaliadas pelo menos quatro soluções que poderão ser integradas ao sistema PJe. “O objetivo é acelerar e otimizar o trabalho de servidores e magistrados, promovendo mais agilidade e eficiência no Judiciário paraibano”, disse.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Canabidiol não é medicamento, é produto, diz juiz federal em webinário da Esma

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    O juiz federal João Pereira de Andrade Filho, vice-coordenador do Comitê Estadual  do Fórum Nacional da Saúde do CNJ, afirmou que o canabidiol não pode ser qualificado como medicamento, e sim como produto. “Só se ganha status de medicamento quando se tem o registro da Anvisa, (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão regulador de medicação, que atesta a eficácia e efetividade do produto, e regula os preços. Essa regulação não existe para o canabidiol”, assegurou.

    A declaração foi dada durante o webinário “Efeitos do Tema 1.234 da repercussão geral (STF) na competência jurisdicional para julgamento de ações envolvendo fornecimento de canabidiol”, realizado nesta quinta-feira (10), pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB). 

    O magistrado apontou como um dos possíveis fatores para a ampla judicialização das ações envolvendo o uso de canabidiol, a baixa assertividade do uso terapêutico do produto para diversas doenças. “Numa simples pesquisa no campo de consulta pública da plataforma do NatJus é possível encontrar mais de três mil notas técnicas disponíveis com o termo canabidiol”, esclareceu o juiz federal João Pereira.

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    O conflito quanto a quem cabe a responsabilidade da decisão das ações, Justiça Federal ou Estadual, foi um dos principais pontos debatidos. A juíza titular da 4ª vara da Comarca de Patos, Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, que também foi palestrante no webinário, sustentou que em matéria de competência para processamento e julgamento de ações envolvendo canabidiol é necessária a análise e aplicação do tema 500 do Supremo Tribunal Federal, o qual determina ser da competência da Justiça Federal o julgamento de ações sem registro na Anvisa. 

    “Apenas um medicamento (mevatyl), atualmente é registrado na Anvisa. As ações que versarem sobre produtos à base de canabidiol, devem tramitar perante à Justiça Federal, incluindo-se a União no polo passivo”, considerou a magistrada..

    De acordo com Vanessa Moura, durante o webinário foi apontada a importância e efeitos do julgamento do tema 1.234 para as ações envolvendo judicialização da saúde, apresentando as nuances dos pedidos judiciais de fornecimentos de produtos a base de canabidiol. “Apesar da abrangência do tema mencionado, ainda merece reflexões, sobretudo quanto à competência jurisdicional”, concluiu a juíza. 

    Por Walquiria Maria

  • Esma adia divulgação da classificação do processo seletivo de formadores e docentes para o dia 25

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) adiou para o próximo dia 25 de abril a divulgação da classificação do processo seletivo que visa compor um banco de currículos de formadores e docentes. Os selecionados atuarão nos cursos promovidos pela instituição de ensino voltados a magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário estadual.

    Segundo o gerente Acadêmico e de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores, Flávio Romero Guimarães, o adiamento se deve ao número expressivo de inscritos e à complexidade do processo de avaliação, considerando a diversidade de áreas e componentes curriculares indicados pelos candidatos(as).

    Em março, a instituição divulgou a lista de inscrições deferidas, totalizando 179 inscritos. A seleção foi aberta a profissionais que integram o Sistema de Justiça da Paraíba, como magistrados e servidores do TJPB, da Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Defensoria Pública, Ministério Público, além de advogados(as) da esfera pública e privada.

    A iniciativa de criação do banco de currículos é uma inovação da atual gestão, liderada pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho, com apoio da juíza Antonieta Lúcia Maroja Arcoverde Nóbrega, diretora adjunta da Escola. O banco terá validade de um ano.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Último dia: inscrições para webinário sobre Canabidiol terminam nesta quarta-feira

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) encerra nesta quarta-feira(9) as inscrições para o webinário “Efeitos do Tema 1.234 da repercussão geral (STF) na competência jurisdicional para julgamento de ações envolvendo fornecimento de canabidiol”, que será realizado na quinta-feira(10), às 9 horas, com transmissão pelas plataformas Zoom e Youtube.  Os interessados devem se inscrever por meio do link https://forms.gle/fxupcRMmWcXGRybBA.

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    Desembargadora Anna Carla Lopes

    O evento está sendo organizado pelo Comitê Estadual do Fórum Nacional da Saúde do CNJ, que tem como coordenadora a desembargadora Anna Carla Lopes. “O webinário faz parte da nossa programação da Semana Nacional de Saúde, que representa um avanço significativo no compromisso do Judiciário com a promoção da saúde integral de seus membros e servidores”, declarou.

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    Juiz federal João Andrade

    O juiz federal João Pereira de Andrade Filho, vice-coordenador do Comitê Estadual  do Fórum Nacional da Saúde do CNJ, e um dos palestrantes do webinário, afirmou que sem dúvida alguma, o tema 1.234 do STF trouxe clareza acerca de uma matéria de grande relevo (direito à saúde), ao fixar de maneira inovadora diversos parâmetros para balizar o julgamento das ações de saúde. “Há, contudo, diversas questões que ainda demandam um melhor amadurecimento e nos chamam à reflexão. Um desses temas diz respeito às demandas pelo fornecimento de canabidiol. O debate que se propõe consiste fundamentalmente em definir, à luz do tema 1.234 do STF, qual seria o foro competente para o processamento dessas ações: justiça federal ou estadual”, observou.

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    Juíza Vanessa Moura Pereira

    A juíza titular da 4ª vara da Comarca de Patos, Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, que também será palestrante no evento, destacou que a Escola da Magistratura da Paraíba, atenta à relevância e complexidade das demandas envolvendo judicialização de medicamentos não incorporados ao SUS, apresenta essa importante ferramenta de debate e reflexão sobre o tema. 

    “A crescente demanda por decisões judiciais para o fornecimento de medicamentos não registrados na Anvisa, dos quais destaco em especial, o Canabidiol, impõe desafios significativos tanto para o sistema de saúde quanto para o judiciário.

    Neste ponto, revela-se importante a reflexão do tema a ser tratado no webinário que será realizado pela Esma nesta quinta-feira”, destacou a juíza Vanessa Cavalcante.

    A magistrada disse que para se ter uma ideia, o fornecimento de canabidiol pelo poder público, via Sistema Único de Saúde (SUS) e, por consequência, via judicialização, tem sido uma questão importante de saúde pública e também jurídica no Brasil, posto ser o canabidiol, derivado da Cannabis sativa, utilizado no tratamento de diversas condições médicas. “Embora já exista produto à base de Cannabis Sativa com registro na Anvisa, a maioria dos fármacos não foram incorporados às listas de medicamentos fornecidos pelo SUS, o que tem levado muitos cidadãos a buscarem a via judicial”, esclareceu.

    Por Walquiria Maria

  • Diretor da Esma é nomeado assessor especial da Presidência da AMB

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    O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Frederico Mendes Júnior, nomeou o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, diretor da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), para o cargo de assessor especial da Presidência. A nomeação foi oficializada no dia 1º de abril, por meio do Ato Executivo nº 375/2025.

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    Desembargador Joás de Brito

    Ao receber a notícia, o desembargador Joás de Brito expressou sua satisfação com o convite: “É uma grande alegria poder contribuir com a gestão do meu amigo Fred Júnior, presidente da AMB”.

    No cargo de assessor especial, o diretor da Esma-PB terá a missão de auxiliar a Presidência da AMB na implementação de uma gestão integrada, participativa e voltada ao fortalecimento da magistratura nacional, em sintonia com os compromissos assumidos pela atual administração.

    A escolha faz parte da formação da equipe que atuará no triênio 2023/2025 e está respaldada pelo artigo 19, inciso VI, do Estatuto da AMB, que autoriza a Presidência a nomear integrantes para cargos não eletivos em secretarias, coordenadorias e outras estruturas da entidade.

    O desembargador Joás de Brito possui uma trajetória consolidada no serviço público, tendo exercido os cargos de presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), além de ter atuado como procurador-geral do Estado e chefe da Procuradoria da Fazenda Estadual.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Esma encerra nesta quarta-feira inscrições para webinário sobre Canabidiol

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) encerra nesta quarta-feira(9) as inscrições para o webinário “Efeitos do Tema 1.234 da repercussão geral (STF) na competência jurisdicional para julgamento de ações envolvendo fornecimento de canabidiol”, que será realizado na quinta-feira(10), às 9 horas, com transmissão pelas plataformas Zoom e Youtube.  Os interessados devem se inscrever por meio do link https://forms.gle/fxupcRMmWcXGRybBA.

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    Desembargadora Anna Carla Lopes

    O evento está sendo organizado pelo Comitê Estadual do Fórum Nacional da Saúde do CNJ, que tem como coordenadora a desembargadora Anna Carla Lopes. “O webinário faz parte da nossa programação da Semana Nacional de Saúde, que representa um avanço significativo no compromisso do Judiciário com a promoção da saúde integral de seus membros e servidores”, declarou.

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    Juiz federal João Andrade

    O juiz federal João Pereira de Andrade Filho, vice-coordenador do Comitê Estadual  do Fórum Nacional da Saúde do CNJ, e um dos palestrantes do webinário, afirmou que sem dúvida alguma, o tema 1.234 do STF trouxe clareza acerca de uma matéria de grande relevo (direito à saúde), ao fixar de maneira inovadora diversos parâmetros para balizar o julgamento das ações de saúde. “Há, contudo, diversas questões que ainda demandam um melhor amadurecimento e nos chamam à reflexão. Um desses temas diz respeito às demandas pelo fornecimento de canabidiol. O debate que se propõe consiste fundamentalmente em definir, à luz do tema 1.234 do STF, qual seria o foro competente para o processamento dessas ações: justiça federal ou estadual”, observou.

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    Juíza Vanessa Moura Pereira

    A juíza titular da 4ª vara da Comarca de Patos, Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, que também será palestrante no evento, destacou que a Escola da Magistratura da Paraíba, atenta à relevância e complexidade das demandas envolvendo judicialização de medicamentos não incorporados ao SUS, apresenta essa importante ferramenta de debate e reflexão sobre o tema. 

    “A crescente demanda por decisões judiciais para o fornecimento de medicamentos não registrados na Anvisa, dos quais destaco em especial, o Canabidiol, impõe desafios significativos tanto para o sistema de saúde quanto para o judiciário.

    Neste ponto, revela-se importante a reflexão do tema a ser tratado no webinário que será realizado pela Esma nesta quinta-feira”, destacou a juíza Vanessa Cavalcante.

    A magistrada disse que para se ter uma ideia, o fornecimento de canabidiol pelo poder público, via Sistema Único de Saúde (SUS) e, por consequência, via judicialização, tem sido uma questão importante de saúde pública e também jurídica no Brasil, posto ser o canabidiol, derivado da Cannabis sativa, utilizado no tratamento de diversas condições médicas. “Embora já exista produto à base de Cannabis Sativa com registro na Anvisa, a maioria dos fármacos não foram incorporados às listas de medicamentos fornecidos pelo SUS, o que tem levado muitos cidadãos a buscarem a via judicial”, esclareceu.

    Por Walquiria Maria

  • Advogado lançará livro na Esma sobre incidência do ITBI em cessões de direitos possessórios

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    Allisson Vitalino apresentou a obra ao des. José Ricardo Porto

    A Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma) sediará, no dia 20 de maio, às 19h, o lançamento do livro ‘A Incidência do ITBI sobre Cessão de Direitos Possessórios: causas, reflexos e impertinência jurídica’, de autoria do advogado Allisson Carlos Vitalino. A obra é resultado de seus estudos na Pós-Graduação lato sensu em Direito Tributário, promovida pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET), coordenado em João Pessoa pelo juiz federal Bianor Arruda e pelo advogado tributarista Erick Macedo.

    Nesta quarta-feira (9), Alisson Carlos esteve com o desembargador José Ricardo Porto para convidá-lo para o lançamento. O magistrado elogiou a relevância da obra: “É uma obra que trata de um tema que está sendo muito debatido em todos os tribunais, na doutrina e na jurisprudência. Vamos prestigiar o lançamento. Essa obra certamente será consultada por advogados, estudantes de direito e por aqueles que desejam prestar concursos públicos”.

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    O livro discute a cobrança do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) em situações de cessão de direitos possessórios, especialmente em contratos de compra e venda. O autor argumenta que essa cobrança é juridicamente indevida e analisa os impactos e discussões que envolvem o tema nos tribunais brasileiros.

    “É um tema que está muito em moda nos tribunais brasileiros, inclusive no Supremo Tribunal Federal. A gente trata especificamente da incidência indevida do ITBI, especialmente quando das cessões de direitos possessórios, com destaque para os contratos de compra e venda”, explica Alisson Carlos. Ele acrescenta que a obra é fruto de sua monografia desenvolvida no IBET, sob coordenação do juiz federal Bianor Arruda e do advogado tributarista Erick Macedo.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Começa curso ‘Tomada de decisão baseada na psicologia do testemunho’

    Desta quinta-feira (03) até o dia 11 deste mês, magistrados(as), assessores(as) e residentes participarão do curso ‘Tomada de decisão baseada na psicologia do testemunho’. A formação será ministrada em formato semipresencial pelo tutor Tiago Cagliano Pinto Alberto, que é juiz da 4ª Turma Recursal do Poder Judiciário do Estado do Paraná.

    As aulas síncronas ocorrerão segunda-feira (07), das 19h às 22h. Já os encontros presenciais serão realizados na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, nos dias 10 (quinta-feira), das 14h às 18h, e 11 (sexta-feira), das 8h às 18h.

    Ao final da ação educacional, o(a) magistrado(a) será capaz de aprimorar a estrutura utilizada nas decisões judiciais, na argumentação jurídico-decisória e na formatação do Estado Democrático de Direito, a partir de uma visão calcada na psicologia do testemunho aplicando os aportes consolidados no ambiente da colheita da prova oral em Juízo, analisando os fatos, empregando técnicas de inquirição e de análise da credibilidade do testemunho.

    Os 38 participantes inscritos são das Comarcas de João Pessoa, Sapé, Araruna, Areia, Santa Rita, Boqueirão, Mamanguape, Cuité, Catolé do Rocha, Guarabira, Conde, Itaporanga, Piancó, Campina Grande, Patos, Ingá, Soledade, Alagoinha, Alagoa Grande, Cajazeiras, Coremas e São João do Rio do Peixe.

    Por Marcus Vinícius

  • Começa nesta quinta o curso ‘Tomada de decisão baseada na psicologia do testemunho’

    Desta quinta-feira (03) até o dia 11 deste mês, magistrados(as), assessores(as) e residentes participarão do curso ‘Tomada de decisão baseada na psicologia do testemunho’. A formação será ministrada em formato semipresencial pelo tutor Tiago Cagliano Pinto Alberto, que é juiz da 4ª Turma Recursal do Poder Judiciário do Estado do Paraná.

    As aulas síncronas ocorrerão segunda-feira (07), das 19h às 22h. Já os encontros presenciais serão realizados na sede da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, nos dias 10 (quinta-feira), das 14h às 18h, e 11 (sexta-feira), das 8h às 18h.

    Ao final da ação educacional, o(a) magistrado(a) será capaz de aprimorar a estrutura utilizada nas decisões judiciais, na argumentação jurídico-decisória e na formatação do Estado Democrático de Direito, a partir de uma visão calcada na psicologia do testemunho aplicando os aportes consolidados no ambiente da colheita da prova oral em Juízo, analisando os fatos, empregando técnicas de inquirição e de análise da credibilidade do testemunho.

    Os 38 participantes inscritos são das Comarcas de João Pessoa, Sapé, Araruna, Areia, Santa Rita, Boqueirão, Mamanguape, Cuité, Catolé do Rocha, Guarabira, Conde, Itaporanga, Piancó, Campina Grande, Patos, Ingá, Soledade, Alagoinha, Alagoa Grande, Cajazeiras, Coremas e São João do Rio do Peixe.

    Por Marcus Vinícius