Etiqueta: Fórum Cível

  • Palestra sobre ‘Educação Financeira’ será realizada no Fórum Cível da Capital

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    Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC)* divulgados este ano mostram que quase 80% das famílias brasileiras convivem com algum nível de endividamento e cerca de 30%, chega ao grau da inadimplência. Neste contexto, falar sobre dinheiro não se resume a planilhas e contas a pagar. O debate alcança também o campo da saúde, já que as dívidas impactam não apenas o orçamento, mas também, a saúde física e mental das pessoas.

    Pensando nisso, a Gerência de Qualidade de Vida, que integra a Diretoria de Gestão de Pessoas do TJPB, vai promover uma palestra sobre Educação Financeira, ministrada pela planejadora financeira certificada, Ana Paula Marquito.

    O evento ocorrerá na próxima quinta-feira (4), às 10h, na Sala de reuniões Elisabeth Coutinho no Fórum Cível da Capital, e é voltado a magistrados e servidores interessados. 

    Para a gerente de Qualidade de Vida, fisioterapeuta Valéria Beltrão, o estresse provocado pelo descontrole das finanças pode, de fato, levar ao adoecimento. Estudos apontam que o endividamento está ligado ao aumento dos casos de ansiedade, distúrbios do sono e até hipertensão. 

    “É um tema relevante para a nossa vida. Aperfeiçoar o controle das finanças pode reduzir o estresse crônico e melhorar a qualidade de vida”, destacou Valéria.

    *Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela CDC em outubro de 2025.

    Por Gabriela Parente
     

  • Tribunal de Justiça promove palestra sobre prevenção ao câncer bucal

    Foto da doutora Daliana Queiroga
    Doutora Daliana Queiroga durante palestra no Fórum Cível

    O câncer da boca e orofaringe é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca (palato), língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua (assoalho da boca). É o quinto tumor mais frequente em homens no Brasil. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados. A incidência de câncer bucal é significativa no Brasil, sendo um dos 10 tipos mais comuns.

    Com o objetivo de alertar e prevenir essa doença, a professora doutora em Odontologia, Daliana Queiroga, ministrou, na manhã desta quarta-feira (17), a palestra ‘Saúde Bucal: prevenção e identificação precoce dos fatores de risco e sintomatologia inicial’. A explanação aconteceu no Fórum Cível da Comarca de João Pessoa, dentro da programação especial voltada ao bem-estar dos que integram o Poder Judiciário estadual.

    De acordo com a palestrante, Daliana Queiroga, o câncer de boca é tratável e curável quando detectado precocemente. No entanto, o diagnóstico tardio resulta em maior probabilidade de óbito ou, em casos de cura, em tratamentos mutiladores. Na Paraíba, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são registrados mais de três mil novos casos da doença, anualmente, que já é o quarto tipo mais comum entre a patologia envolvendo homens e a oitava entre as mulheres. No Brasil, ainda conforme o Instituto, são 15.000 novos casos anuais.

    É preciso manter, regularmente, a consulta ao cirurgião dentista, que esteja capacitado a diagnosticar tanto as lesões que podem preceder o surgimento do câncer. Quem estiver dentro dos fatores de risco, como fumantes, alcoolistas, aqueles que se expõem de forma excessiva ao sol, também é preciso uma avaliação na boca, que a gente chama de autoexame de boca”, informou a palestrante, que é doutora em Estomatologia, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    Infelizmente, o câncer bucal é frequente e o diagnóstico tardio não se justifica, uma vez que esse tipo de câncer está na cara. O câncer de colo de outro, por exemplo, é muito mais diagnosticado em estágios precoces do que o câncer de boca”, destacou Daliana Queiroga.

    Por Fernando Patriota

     

  • Atividades presenciais estão suspensas no Fórum Cível de João Pessoa até dia 23

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    Presidente Fred Coutinho se reuniu com o diretor do Fórum Cível

    A explosão de um transformador instalado na rede pública de abastecimento de energia provocou uma sobrecarga na subestação do Fórum Cível de João Pessoa, paralisando as atividades e chegando a provocar um princípio de incêndio no subsolo do prédio, debelado imediatamente.

    Por medida de segurança servidores(as), juízes(as) e o público deixaram o prédio. Não houve qualquer incidente com as pessoas que estavam no prédio. A direção do Fórum acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros e a Energisa. “Tudo foi feito na mais absoluta tranquilidade, de forma ordenada, sem nenhum atropelo”, comentou o diretor do Fórum, juiz Meales Medeiros de Melo.

    A Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba publicará um Ato no Diário da Justiça eletrônico (DJe) suspendendo o expediente presencial no Fórum Cível da Capital, no período de 16 a 23 de maio, sem prejuízo da prestação jurisdicional, que deverá ocorrer por meio remoto. Nesse período o Fórum passará por uma inspeção técnica completa para a correção de todos os problemas. 

    O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, se reuniu com o diretor do Fórum e garantiu todo o suporte necessário para o restabelecimento dos trabalhos e atendimento ao público. 

    O juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fábio Araújo esteve também no Fórum. “Está tudo absolutamente contornado, não houve qualquer avaria ao prédio, todas as pessoas que estavam presentes foram evacuadas em segurança, absolutamente tudo tranquilo”, garantiu.

    Por Fernando Patriota

    Fotos Ednaldo Araújo

     

  • Estudantes da UEPB consideram arquivo do Fórum Cível um patrimônio histórico da informação

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    Auricélia Maria recepcionou os estudantes no Arquivo

    À primeira vista, parece apenas um monte de documentos organizados em um arquivo. Mas, na verdade, é um patrimônio histórico da informação. Esse é o Arquivo Judicial do Fórum Cível de João Pessoa, local que conta histórias através de processos judiciais existentes desde 1855. Em cada ação processual, a narrativa de um fato social que deixou impresso um acontecimento importante na vida de um cidadão.

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    Aluna Caren Anísio de Lima

    É com esses olhos que Caren Anísio de Lima, 18 anos, estudante do curso de Arquivologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), enxerga o Arquivo do Fórum Cível. “O Arquivo é esse patrimônio tão importante da informação. Estudar Arquivologia é estudar tudo que engloba a sociedade. Devemos olhar para Arquivologia com esse olhar de cultura, patrimônio e o acesso que a gente possui e dá, não só nos livros, mas também nas documentações”, destacou a aluna.

    Caren fez parte de uma turma de quase 30 alunos da disciplina de Fundamentos Arquivísticos que visitou o Arquivo do Fórum Cível, nesta sexta-feira (25). A visitação faz parte de uma parceria do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) com a UEPB para aproximar os estudantes com a prática cotidiana dessa profissão.

    Diretor do Fórum Cível, Meales Melo

    O diretor do Fórum Cível, Meales Melo, observa que essa parceria aproxima o Judiciário da comunidade acadêmica. “É sempre uma satisfação receber estudantes em mais uma visita técnica ao nosso Arquivo Judicial. Essas visitas representam não apenas uma oportunidade de aprendizado prático para os alunos de Arquivologia, mas também uma forma de aproximar o Poder Judiciário da comunidade acadêmica”.

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    Auricélia Maria da Silva

    Formação de alunos – O grupo da UEPB foi recepcionado pela chefe da Seção de Arquivo do Fórum Cível, Auricélia Maria da Silva, e servidores do local. Para aguçar a curiosidade de todos, foram expostos vários processos antigos, um deles de 1896. “O nosso acervo, o recorte temporal é de 1855 a 2016. É uma documentação riquíssima que pode fazer vários tipos de estudo, exemplo da paleografia, genealogia, história e a própria arqueologia”, relatou Auricélia, acrescentando que são 42 mil caixas, organizando mais de 1,5 milhão de processos.

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    Professor Josemar Henrique

    O professor Josemar Henrique de Melo reconheceu a importância dessa parceria com o TJPB, por meio do Fórum Cível, para dar acessos aos estudantes às atividades profissionais delas na prática. “O conhecimento dos alunos deste ambiente, que vai ser o espaço de trabalho, é muito importante para a formação deles. São alunos que estão conhecendo a parte prática para saber o que é um arquivo, a documentação, desde documentos manuscritos até digitais. Eles conseguem ter essa noção do ambiente”, falou.

    A visita e esse contato com a prática profissional foram aprovados pelo aluno Giovani Oliveira Leite, 20 anos. “A preservação dos documentos de paleografia, a questão da identificação, os documentos para ler o que está escrito, é o que me chama mais atenção nessa questão”, contou.

    Por Nice Almeida

     

  • ‘Armas Brancas do Medo’: Exposição no Fórum Cível da Capital encerra mês da Mulher

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    Exposição foi realizada na sala de reuniões do Fórum Cível

    Na manhã desta sexta-feira (28), homens e mulheres que trabalham no Fórum Cível da Comarca da Capital vivenciaram a experiência de serem impactados ao participarem da exposição de diversos tipos de armas brancas utilizadas contra mulheres, objetos estes apreendidos em processos de violência doméstica. A exposição ‘Armas Brancas do Medo – desnaturalizar é preciso’, aconteceu na Sala de reunião do Fórum e encerrou as atividades do Tribunal de Justiça da Paraíba alusivas ao mês de março, dedicado à ações de conscientização pela garantia dos direitos fundamentais das mulheres. 

    Foto da servidora Thaysa Vilar
    Thaysa Vilar, curadora da exposição

    Durante o evento, foi realizada uma palestra pela curadora da exposição, Thayse Vilar, que enfatizou a necessidade de combater a naturalização da violência contra a mulher. Segundo pontuou, é muito importante quando os espaços públicos, especialmente do judiciário, se abrem, possibilitando uma conversa sobre o que é violência, o ciclo da violência e o que é que faz as mulheres voltarem, muitas vezes para dentro dos relacionamentos abusivos. A intenção é criar um ambiente de reflexão. 

    “A gente só consegue mudar paradigmas sociais de educação com reflexão. Então essa é uma das portas. A exposição trabalha nesse campo de levantar a reflexão, para a partir daí tentar mudar o pensamento, a estrutura educacional. A finalidade é fazer com que as pessoas reflitam sobre o que é que a gente está fazendo com as nossas crianças, meninos e meninas. Como a gente tem educado as meninas e meninos para relacionamentos não abusivos, para a não violência”, enfatizou. 

    Ela asseverou, ainda, que a partir da exposição das armas brancas, com a observação coletiva, as pessoas podem olhar e se impactar, tendo em vista que, quando se impacta visualizando objetos que são todos reais, apreendidos em flagrantes de violência, levanta-se uma sensibilização.

    Foto de Cristiane Rodrigues, Gerente do Fórum
    Cristiane Rodrigues, Gerente do Fórum

    A gerente do Fórum Cível, Cristiane Rodrigues, destacou a sensibilidade da direção da unidade judiciária, na pessoa do juiz Meales Melo, em tomar a iniciativa de trazer a exposição. “Nós convidamos Thayse Vilar para falar sobre a utilização dessas armas expostas, que foram objeto de crime praticado contra mulheres. Acredito que encerramos o mês da mulher sensibilizando os servidores e servidoras da casa”, salientou.

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    Auricélia, chefe da Seção de Arquivo

    A chefe da Seção de Arquivo do Fórum Cível, Auricélia Maria da Silva, ressaltou como muito significativa a exposição. “Eu, realmente, estou impressionada com esse acervo. Eu não entendia, mas esse contato foi muito importante para mim, para a gente entender que tudo pode ser uma arma. A gestão está de parabéns, certamente, eu aprendi muito com essa experiência e as orientações que aqui foram dadas vão servir até para a nossa vida pessoal e na sociedade”, realçou.

    Por Lila Santos