Etiqueta: Inclusão

  • Webinário discute políticas de inclusão, acessibilidade e saúde mental no Judiciário

    Magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário estadual participaram da segunda turma do webinário ‘Políticas de Inclusão e Acessibilidade no Judiciário’. O evento promovido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) foi transmitido pela plataforma Zoom e pelo canal da Escola no YouTube.

    As palestras foram conduzidas por Clarissa Gomes de Sousa, especialista em Direitos Humanos; pela juíza do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Israela Cláudia Pontes, cofundadora do Instituto Primeiro Olhar; e pela pedagoga Maria do Socorro Belarmino de Souza. A mediação ficou a cargo da servidora da Esma-PB, Flávia Grazielle Rebouças. O evento ocorreu na sexta-feira (12), 

    Flávia Rebouças destacou que o webinário é uma iniciativa solicitada pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJPB. “O objetivo é promover ações voltadas à capacitação continuada de servidores e magistrados, especialmente no que se refere às políticas de acessibilidade e inclusão no âmbito do Poder Judiciário”, disse.

    A iniciativa também atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecidas pela Resolução nº 401/2021, que determina o desenvolvimento e a implementação de políticas de acessibilidade e inclusão destinadas às pessoas com deficiência no âmbito do Poder Judiciário e de seus serviços auxiliares.

    No início de sua fala, Clarissa Sousa ressaltou a importância das iniciativas voltadas à acessibilidade e inclusão no Judiciário. Ela, que tem deficiência auditiva, afirmou que promover momentos de formação como esse é fundamental para fortalecer e disseminar práticas inclusivas. “A gente educa pela inclusão, e uma forma de educar pela inclusão é falar sobre inclusão”, destacou.

    A juíza Israela Pontes, mãe de uma criança com síndrome de Down, compartilhou sua experiência como magistrada na Paraíba e destacou o pioneirismo do TJPB no processo de inclusão. “Eu não quero parar de trabalhar, eu quero trabalhar com dignidade. É isso que todos nós desejamos, sejam pessoas com deficiência ou responsáveis por elas. Não queremos parar de trabalhar, e não vamos parar”, enfatizou.

    A pedagoga Susy Belarmino lembrou aos participantes que, neste sábado (13), celebra-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. Ela abordou o tema do capacitismo, atribuindo-o a fatores históricos e estruturais, e explicou que o capacitismo atitudinal está diretamente relacionado à forma como pessoas com deficiência foram tratadas ao longo do tempo, desde episódios de eliminação na antiguidade até casos mais recentes de violência e preconceito. 

    “A gente sempre se pergunta: por que as pessoas ficam tão assustadas quando uma pessoa cega chega para trabalhar em algum ambiente? Eu entendo que isso só pode ser explicado pela história e pelo imaginário popular. É isso que chamamos de capacitismo estrutural”, disse.

    Durante as palestras, foi exibido um vídeo de 10 minutos do ministro Sérgio Kukina, que participou da primeira turma do webinário e preside o Comitê Gestor de Acessibilidade e Inclusão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No material, ele aborda a importância do protocolo de julgamento voltado para pessoas com deficiência.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: TJPB reforça ações de inclusão e acessibilidade 

    Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: TJPB reforça ações de inclusão e acessibilidade 

    Conscientizar a sociedade sobre a importância da inclusão e garantir a dignidade, os direitos e o bem-estar das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida. Esta é a finalidade da criação da data 03 de dezembro, como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (PcD). Na esfera do Poder Judiciário paraibano, esta pauta tem sido discutida de forma relevante e com iniciativas voltadas a garantir os direitos desse público. 

    As ações são empreendidas pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que é presidida pela desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas. O objetivo do órgão é fiscalizar, planejar, elaborar e acompanhar os projetos arquitetônicos de acessibilidade e os projetos pedagógicos de treinamento/capacitação dos profissionais e servidores que trabalhem com PcDs, com fixação de metas anuais, direcionados à promoção da acessibilidade desse público alvo.

    Foto da desembargadora Anna Carla Lopes
    Desembargadora Anna Carla Lopes

    “O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência nos convida, mais uma vez, a refletir sobre o papel transformador que o Poder Judiciário deve exercer na construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Os esforços despendidos pelo Conselho Nacional de Justiça, em termos de acessibilidade e inclusão, reforça que acessibilidade não é um favor, nem uma pauta lateral: é pressuposto de cidadania, de dignidade e de justiça”, enfatizou a desembargadora Anna Carla Lopes.

    A magistrada destacou as ações positivas efetuadas pelo CNJ para garantir a participação ativa das pessoas com deficiência no ambiente do judiciário, a exemplo da apresentação da minuta final da resolução que cria a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência no âmbito judiciário nacional, que acontecerá nesta terça-feira (09), em sessão do Conselho Nacional de Justiça.

    A presidente da Comissão pontuou os avanços obtidos, com responsabilidade e compromisso, na esfera do TJPB, enfatizando ser um trabalho contínuo, técnico e humanizado. Ela citou algumas ações realizadas, tais como: mapeamento das  barreiras arquitetônicas (dificultam a acessibilidade), revisão de fluxos, propostas de  soluções, bem como, o empenho em consolidar práticas institucionais, as quais garantam que cada pessoa — com ou sem deficiência — encontre no Judiciário um espaço acessível, acolhedor e apto a atender às suas necessidades.

    “Incluir é reconhecer o outro como sujeito de direitos. É compreender que a acessibilidade é condição para o exercício da cidadania judicial. É assegurar que a pessoa com deficiência não tenha de pedir permissão para existir nos espaços públicos. A agenda de inclusão é estruturante, permanente e prioritária. E o TJPB segue comprometido em transformar discursos em práticas, metas em entregas concretas e sensibilidade em políticas de Estado. Que esta data fortaleça nossa convicção de que só há justiça plena quando todos podem alcançá-la”, enalteceu a desembargadora Anna Carlos Lopes. 

    Por Lila Santos com informações do CNJ

     

  • Poder Judiciário da Paraíba abre inscrições para evento sobre acessibilidade e inclusão à Justiça

    Na imagens estão três duas mulheres e um homem no escritório, ele em uma cadeira de rodas
    Evento vai discutir acessibilidade e inclusão no Poder Judiciário

    “Visibilidade da Pessoa com Deficiência e o Acesso à Justiça” é o tema do evento que será realizado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, na Escola Superior da Magistratura (Esma), na segunda-feira (22). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 18 de setembro, por meio do link: https://forms.gle/b8ps67TEsvbWG7rRA.

    Podem participar do encontro servidores(as), magistrados(as) e demais pessoas da sociedade interessadas na temática. A programação contará com a presença de nomes de destaque nacional na área da inclusão, como o juiz Márcio Aparecido da Cruz Germano da Silva, magistrado com deficiência visual do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR). Também participarão juízes(as) do TJPB, advogados, professores, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e servidores do Poder Judiciário que atuam na pauta da inclusão e da acessibilidade.

    Imagem do selo do evento com prédio do TJPB ao fundo e marcas das gráficas dos cadeirantes, cegos, do TJPB, mudos e de deficiência intelectual

    O evento está previsto para iniciar às 7h, com atendimento promovido pela equipe da Gerência de Qualidade de Vida do TJPB (Gevid), incluindo aferição de pressão arterial e glicemia, auriculoterapia, entre outros serviços. O credenciamento terá início às 8h da manhã e o encerramento está programado para as 18h.

    A Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão é presidida pela desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas. “O evento só reafirma o compromisso do Judiciário paraibano com a promoção da acessibilidade, da diversidade e da inclusão social”, destacou a magistrada.

    De acordo com Sumara Sobreira, coordenadora de Apoio aos Comitês e Comissões do TJPB, a programação foi planejada com atenção e cuidado. “Estamos preparando alguns momentos que vão além das discussões da temática, como: cartilha em cordel, com linguagem acessível e foco na inclusão; exposição de arte de artista PCD e apresentação musical. As atividades estão sendo revisadas e ajustadas como parte da programação do evento”, afirmou.

    Por Roberta Matias

    Arte: Maria Luiza Veras 

     

  • Expansão das salas de amamentação nos fóruns do Poder Judiciário assegura inclusão e acolhimento

    Expansão das salas de amamentação nos fóruns do Poder Judiciário assegura inclusão e acolhimento

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    Sala de Amamentação do Fórum de Patos

    A criação de espaços de amamentação nos fóruns judiciais representa um avanço fundamental na promoção de um ambiente inclusivo, acolhedor e respeitoso às necessidades das mulheres lactantes, sejam servidoras, magistradas, advogadas, partes, testemunhas ou visitantes. A expansão desses espaços nas unidades do Poder Judiciário estadual é uma das prioridades do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina do Tribunal de Justiça da Paraíba, presidido pela desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão.

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    Sala de amamentação do Fórum de Sousa

    Atualmente, as salas de amamentação funcionam nos fóruns das comarcas de Patos e Sousa. Brevemente, serão inaugurados novos ambientes em Campina Grande e Pocinhos. Também estão sendo feitos estudos para que seja instalada uma sala no Fórum Criminal de João Pessoa.

    Desembargadora Fátima Maranhão

    A criação de locais de amamentação nos fóruns não apenas garante o atendimento a uma demanda concreta, mas também simboliza o respeito à maternidade e à infância como valores essenciais da sociedade, fortalecendo o papel do Judiciário como agente promotor de direitos e garantidor de condições dignas para todos que buscam ou integram o sistema de Justiça”, pontuou Fátima Maranhão.

    Os locais de amamentação são planejados para proporcionar conforto, privacidade e segurança às mães e seus filhos, garantindo um espaço reservado, devidamente higienizado, climatizado e equipado com poltronas adequadas, trocadores, lavatórios e, sempre que possível, recursos para o armazenamento de leite materno. A iniciativa visa atender especialmente às mulheres que frequentam os fóruns por longos períodos, para audiências, atendimento processual ou trabalho diário, assegurando-lhes o direito de alimentar seus filhos de forma adequada e segura.

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    Juíza Carmen Helen Agra

    “Trata-se de uma medida que se alinha aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção à infância e da promoção da igualdade de gênero”, comentou a juíza titular da Comarca de Pocinhos e integrante do Comitê, Carmen Helen Agra de Brito.

    A magistrada avalia que a implantação desses espaços também reforça o compromisso do Poder Judiciário com a pauta de direitos humanos, a acessibilidade e a humanização dos serviços públicos, em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem incentivado práticas institucionais voltadas à proteção integral da criança e da mulher. “Além disso, fomenta uma cultura organizacional mais empática, reconhecendo as múltiplas dimensões da cidadania e a necessidade de adaptação dos serviços públicos às realidades sociais”, destacou Carmen Helen.

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    Juíza Isabella Assunção

    Segundo a juíza da 1ª Vara Mista da Comarca de Patos e também membro do Comitê Feminino do TJPB, Isabella Joseanne Assunção Lopes Andrade de Souza, onde a Sala de Amamentação já é uma realidade, “o ambiente de apoio à amamentação é um espaço dentro da unidade judiciária, em que a mulher – servidoras e usuárias do sistema de Justiça – com conforto, privacidade e segurança, encontra no ato sublime de amamentar  acolhida, abrigo e receptividade. Nesse passo, a sala de amamentação é uma  expressão efetiva para a valorização das servidoras, para a promoção da igualdade de gênero e para a criação de um ambiente de trabalho acolhedor e inclusivo”.

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    Juíza Audrey Kramy

    Quem também faz parte do Comitê é a juíza da 4ª Vara Cível de Campina Grande, Audrey Kramy Araruna Gonçalves. A magistrada afirmou que “a criação dessas salas é uma forma concreta de valorizar a mulher em todos os seus papéis, incluindo o da maternidade, além de reforçar a importância de ambientes institucionais que acolham e respeitem suas necessidades”.

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    Juiz Ely Jorge

    O juiz e diretor do Fórum de Campina Grande, Ely Jorge Trindade, concorda com sua colega, ao comentar: “Estamos muito satisfeitos em oferecer esse espaço, que representa acolhimento, respeito e cuidado. É uma conquista para todas as mulheres que utilizam os serviços da Justiça em nossa comarca. Acolhemos com muita satisfação a iniciativa do Comitê de Incentivo à Participação Feminina no Judiciário”.

    Por Fernando Patriota