Etiqueta: Justiça Restaurativa

  • Comarca de Remígio realiza o 1º Dia Restaurativo e avança na implantação do Cejure

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    Ginásio lotou durante solenidade de instalação do Cejure

    Com o objetivo de difundir a cultura de paz por meio do diálogo, da escuta e da responsabilidade compartilhada na Comarca de Remígio e na Região do Agreste paraibano, a unidade judiciária está promovendo, nesta sexta-feira (25), o 1º Dia Restaurativo. A iniciativa integra também as ações voltadas à implantação do Centro de Execução de Justiça Restaurativa (Cejure) na Comarca. A realização do evento é fruto de uma parceria entre o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), e a Prefeitura Municipal de Remígio.

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    Fred Coutinho destacou os avanços da Justiça Resturativa

    A solenidade contou com a presença do presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho; do vice-presidente da Corte, desembargador João Batista Barbosa; do desembargador Horácio Ferreira de Melo; do prefeito de Remígio, Luís Cláudio Régis Marinho; do juiz auxiliar da Vice-presidência do TJPB e coordenador adjunto do Nejure, Max Nunes; da juíza-coordenadora adjunta do Núcleo, Ivna Mozart; e da diretora do Fórum de Remígio, Juliana Dantas Almeida.

    O presidente do TJPB destacou o avanço significativo da Justiça Restaurativa no âmbito do Tribunal, sob a liderança do desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, coordenador do Nejure. Ele ressaltou o empenho de verdadeiros guerreiros e guerreiras, como a magistrada Ivna Mozart e os juízes Max Nunes e Hugo Zaher, além da equipe de servidores(as) que vem conduzindo esse trabalho da Justiça Restaurativa, com sensibilidade, compromisso e responsabilidade.

    “É uma honra estar aqui, ao lado do povo desta comunidade, para trazer e fortalecer esse modelo de Justiça que, como o próprio nome diz, é Restaurativa. Uma Justiça que busca reconectar, reparar e transformar realidades por meio do diálogo, da escuta e da empatia”, disse o desembargador Fred.

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    Prefeito Cláudio Régis

    O prefeito Cláudio Régis destacou a importância da parceria entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça para a implantação do Cejure no município. “É uma grande satisfação. Tenho certeza de que essa parceria já está dando certo e trará muitos frutos para nossa comunidade”, afirmou o gestor.

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    Juiz Max Nunes

    O juiz Max Nunes afirmou que o Nejure tem a honra de lançar o evento do 1º Dia Restaurativo na cidade de Remígio, marcando o início da implantação da Justiça Restaurativa na Comarca. “Esse modelo de justiça vem transformar a atuação tanto da comunidade quanto do sistema judicial, especialmente no campo da educação. Trata-se de uma justiça com uma abordagem mais humana e inclusiva, que modifica os parâmetros de atuação”, assegurou.

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    Juíza Ivna Mozart

    Para a juíza Ivna Mozart toda ação restaurativa, quando realizada conforme seus princípios e propósitos, deve envolver a comunidade de forma genuína. “Não se trata apenas de implementar verticalmente um projeto ou programa, mas sim de promover a colaboração e o engajamento ativo das pessoas, tanto aquelas que serão beneficiadas pelas práticas restaurativas quanto as responsáveis por sua aplicação. Este evento tem como objetivo reunir e aproximar pessoas, além de divulgar à população o trabalho que já estamos desenvolvendo há algum tempo nessa área”, afirmou.

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    Juíza Juliana Almeida

    A diretora do Fórum, juíza Juliana Almeida, destacou que o evento é um dia muito especial para a Comarca de Remígio, um verdadeiro marco. Segundo a magistrada, a Justiça Restaurativa não vem para substituir a Justiça tradicional, mas sim para atuar como um complemento. “Sua proposta está centrada no diálogo, na escuta e na reconciliação, promovendo o protagonismo tanto da vítima quanto do ofensor”, comentou.

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    Facilitadora restaurativa Katiane Boschetti

    A facilitadora restaurativa Katiane Boschetti, do Rio Grande do Sul, proferiu palestra sobre o tema ‘Justiça Restaurativa’, abordando conceitos e práticas aplicadas no contexto educacional e comunitário. “A Justiça Restaurativa nasce da força da comunidade, bem como falar da Justiça Restaurativa é falar de vida”, disse.

    Ainda pela manhã, dentro da programação, a juíza Ivnan Mozart apresentou o projeto da Justiça Restaurativa na Comarca de Remígio. A apresentação incluiu o lançamento do concurso ‘Desenhos Restaurativos’, que tem como objetivo selecionar trabalhos de estudantes para compor, de forma permanente, os murais da futura sede do Cejure no município. Também foram lançados a logomarca do projeto e a construção coletiva da nuvem de palavras, além da exibição de um vídeo institucional.

    Já durante o período da tarde, as atividades prosseguiram com a realização, simultânea, de 15 círculos de construção de paz em duas escolas do município. Os círculos serão vivenciados por gestores, coordenadores, professores e demais profissionais da educação, tanto das unidades de ensino participantes quanto de outras instituições de Remígio.

    A condução dos círculos é feita por facilitadores capacitados pelo Nejure na metodologia de Justiça Restaurativa, oriundos das cidades de João Pessoa, Campina Grande, Algodão de Jandaíra, Juazeirinho e Remígio. O objetivo é fortalecer a implementação da Justiça Restaurativa como ferramenta de transformação social e resolução pacífica de conflitos, especialmente no ambiente escolar.

    A solenidade, pela manhã, contou ainda com a presença do prefeito de Algodão de Jandaíra, Humberto dos Santos; dos presidentes das Câmaras Municipais de Remígio, Cizenando da Cunha, e de Algodão de Jandaíra, Leandro Barbosa; da presidente da Aemp, Nalva Coutinho; dos diretores do TJPB Robson Cananéa (Especial), Einstein Roosevelt (Gestão de Pessoas) e Daniel Melo (TI); e juízes(as); além de outras autoridades.

    Por Marcus Vinícius

    Fotos Ednaldo Araújo

     

  • Centro de Justiça Restaurativa será instalado na Comarca de Remígio

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    Reunião definiu a instalação do Cejure em Remígio

    O Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do Tribunal de Justiça da Paraíba continua fortalecendo a expansão de sua política e dinâmica, pelo Estado. Na sexta-feira (04), a coordenadora adjunta do Núcleo e coordenadora do Centro Judiciário de Justiça Restaurativa de Campina Grande (Cejure-CG), juíza Ivna Mozart Bezerra Soares, e integrantes de sua equipe estiveram na Comarca de Remígio, onde será instalado um Cejure. Esse método se baseia em um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato são solucionados de modo estruturado.

    No âmbito do Poder Judiciário estadual, o Nejure-TJPB tem como coordenador-geral o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. Ele também é auxiliado por dois coordenadores adjuntos: os juízes Max Nunes de França e Hugo Gomes Zaher.

    De acordo com Ivna Mozart, o Centro será inaugurado no segundo semestre deste ano. “A receptividade das instituições à política da Justiça Restaurativa, em Remígio, foi evidente. Essa cooperação é essencial para o desenvolvimento de qualquer projeto, sobretudo das ações que envolvem a Justiça Restaurativa. Desde o ano passado, ações preparatórias estão sendo desenvolvidas para a instalação desse Centro e, em maio, o Tribunal vai oferecer curso de formação de facilitadores de práticas restaurativas, para atuarem no Centro de Remígio”, adiantou a coordenadora adjunta do Nejure, que é juíza titular da Comarca de Soledade.

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    Participantes de encontro na Comarca de Remígio

    Já a juíza titular da Vara Única de Remígio, Juliana Dantas Almeida, que recepcionou a equipe do Cejure-CG e participou da roda de conversa sobre o Centro em sua unidade, disse que “a instalação do Centro de Justiça Restaurativa promoverá, para a Comarca, um novo olhar de fazer Justiça, não só focando na resolução do processo, mas sim atuando na verdadeira causa dos conflitos entre os envolvidos, buscando a participação ativa e consciente das partes envolvidas, com a construção de uma cultura de paz para a sociedade”.

    Também participaram do evento o prefeito de Remígio, Luís Cláudio Regis Marinho; o secretário de Administração do Município, João Rafael de Souto Delfino; a secretária municipal de Educação, Roseluce dos Santos; e a procuradora-adjunrta de Remígio, Maria Alexandra Rodrigues; a secretária de Educação do Município de Algodão de Jandaíra, Isabel Santos de Oliveira, e a psicopedagoga Eliane Conceição Lima de Andrade. Remígio está localizada no Brejo paraibano, a 145 km de João Pessoa.

    Por Fernando Patriota

     

  • Desembargadores Oswaldo Trigueiro e Márcio Murilo tomam posse na mesa diretora do TRE-PB

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    Posse do desembargador Oswaldo Trigueiro

    Em uma solenidade prestigiada por diversas autoridades, os desembargadores Oswaldo Trigueiro do Valle Filho e Márcio Murilo da Cunha Ramos foram empossados, na manhã desta segunda-feira (31), como presidente e vice-presidente/corregedor, respectivamente, da mesa diretora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

    O evento contou com a presença de importantes figuras do cenário político e jurídico, como o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, o governador João Azevêdo, o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, o senador Veneziano Vital do Rêgo, o presidente da OAB/PB, Harrison Targino, e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. Teve ainda a participação do presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, por vídeoconferência.

    Posse do desembargador Márcio Murilo
    Posse do desembargador Márcio Murilo

    Durante a solenidade, o novo presidente do TRE-PB assinou um termo de cooperação com o Tribunal de Justiça da Paraíba, visando à disseminação da Justiça Restaurativa no âmbito da Justiça Eleitoral. “Teremos a Justiça Restaurativa ou movimentos restaurativos a partir do trabalho de excelência do Tribunal de Justiça do Estado. Nós temos lá um núcleo de Justiça Restaurativa, que tem um trabalho invejável, e vamos trazer essa experiência para o TRE. Não só para a sede do Tribunal, mas também para as zonas eleitorais, porque esse é um projeto que prestigia o que eu mais acho importante, que é a humanização do ambiente de justiça. E é nesse sentido que a gente vai trazer essa parceria com o desembargador Fred Coutinho. A parceria também reflete nossa preocupação com as eleições do próximo ano”, destacou Oswaldo Trigueiro.

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    Justiça Restaurativa: TRE-PB e TJPB firmam parceria

    O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, ressaltou a relevância dessa cooperação entre os tribunais. “Hoje firmamos um termo de cooperação mostrando a unidade existente entre a Justiça Comum, através do nosso Tribunal de Justiça, e a Justiça Eleitoral, sob a liderança do desembargador Oswaldo Trigueiro. Esse é um movimento inovador, com olhar voltado para o futuro, já que esse programa nasce praticamente dentro do nosso tribunal. Essa parceria veio para ficar e sempre será em prol da cidadania. É um momento muito importante e histórico para ambas as instituições”, afirmou.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Juízas do TJPB enfatizam importância das mulheres na Justiça Restaurativa

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    Magistradas discutiram sobre a participação da mulher na Justiça Restaurativa

    Magistradas do Tribunal de Justiça da Paraíba participaram do 1° Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Acre, Maranhão, Minas Gerais e Sergipe. O evento aconteceu em Brasília, com o objetivo de agregar as mulheres que trabalham na área da Justiça Restaurativa no país, em especial aquelas que desempenham projetos ligados à temática, identificando as dificuldades em geral e aquelas peculiares ao gênero feminino, e pontos a aprimorar. Um dos escopos foi confeccionar a Carta de Brasília com as conclusões do encontro.

    O Encontro reuniu mais de 300 mulheres, magistradas e servidoras de todo o país, que atuam e transformam o Sistema de Justiça, com práticas restaurativas.

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    As juízas Juliana Dantas e Ivna Mozart representaram o TJPB

    A coordenadora-adjunta do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do TJPB, juíza Ivna Mozart Bezerra Soares, e a juíza titular da Comarca de Remígio, Juliana Dantas Almeida, foram as representantes do Poder Judiciário estadual no encontro. O coordenador-geral do Núcleo é o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho.

    Segundo a juíza Ivna Mozart, que é titular da Vara Única da Comarca de Soledade, este foi o primeiro encontro a destacar, especificamente, as ações e necessidades das mulheres que atuam com Justiça Restaurativa em todo o Brasil. “Foi relevante a participação da Paraíba, representada por duas magistradas em um evento de vanguarda que passará a ocorrer anualmente. No próximo ano, a edição será realizada em Salvador, na Bahia”, adiantou.

    Para a juíza titular da Vara Única da Comarca de Remígio, Juliana Dantas Almeida, “foi uma experiência fantástica e enriquecedora, tendo em vista que os horizontes se ampliaram ainda mais em relação à aplicação da Justiça Restaurativa na sociedade e no sistema de Justiça”, disse. Continua: “Constatamos que muitos projetos estão se concretizando e conscientizando a comunidade, como um todo, e disseminando uma cultura de paz. Isso é uma transformação na vida dos envolvidos e envolvidas”, avaliou. O 1° Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa teve início no dia 19 e foi concluído na sexta-feira(21).

    O que é – A Justiça Restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato são solucionados de modo estruturado. Para os especialistas, o 1º Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa terá fundamental importância no reconhecimento a respeito do papel que as Mulheres vêm desempenhando na história da Justiça Restaurativa e em toda sua construção, refletindo e criando possibilidades de alavancar, cada vez mais, sua atuação.

    Por Fernando Patriota