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  • Carta de Warren Buffet escrita em 1972 mostra que ele é um p*ta marketeiro | Pixeld News – Notícias do Marketing Digital

    Carta de Warren Buffet escrita em 1972 mostra que ele é um p*ta marketeiro | Pixeld News – Notícias do Marketing Digital

    Quando a maioria de nós pensamos em Warren Buffet, lembramos dele como um mega investidor, um bilionário — e se você já leu biografias e artigos sobre ele, pode pensar nele também como um ávido comedor do McDonald’s e Coca-Cola.

    Mas, óbvio: a maioria das pessoas não pensa nele como um marketeiro (ou, em um termo mais adequado e com menos preconceito, um “profissional de marketing”).

    Acontece que ele é o que o pessoal do setor financeiro chamaria de “investidor com valor agregado”. Ele ajuda as empresas que investe muito mais do que com dinheiro. Ele as ajuda com o marketing!

    E isso faz todo sentido! Afinal, se marketing e vendas é o coração de um negócio, nada melhor para aumentar os retornos do investimento do que vender mais.

    Warren deixa muito evidente suas habilidades de marketing em uma carta que ele escreveu ao presidente da See’s Candy Shops em… dezembro de 1972, logo após comprar a empresa de doces.

    Ou seja, enquanto a maior parte de nós nem era nascido, o (hoje) velhinho já dominava a arte de impressionar os clientes e vender mais.

    Vale a pena ressaltar também que naquela época a ideia de “marketing” como ciência, que conhecemos hoje, estava engatinhando. Para você ter noção, Kotler, o “pai do marketing moderno”, tinha lançado seu primeiro livro a pouco tempo.

    Nesta carta, Warren Buffet delineou 3 iniciativas de marketing que a See’s Candy Shops precisava tomar para crescer.

    A carta original encontra-se neste link aqui, mas vou descrever estes pontos para você. Apenas observe, caro leitor marketeiro, o quão atuais são essas dicas, mesmo 50 anos depois!

     

    1. Posicionamento e o poder das embalagens de luxo

    Você já comprou algo com uma embalagem tão bonita que sentiu vontade de postar? Pois sabia que Warren já entendia, lá em 1972, a importância de cuidar da apresentação dos produtos. Veja o que ele escreve:

    As pessoas são afetadas não apenas pelo sabor de nossos doces, mas, obviamente, pelo que ouvem de outras pessoas, bem como pelo ‘ambiente de varejo’ em que aparecem.

    O último inclui a fachada da loja, o método de embalagem, a condição em que a mercadoria se encontra, e também seu redor. Assim como a The New Yorker (revista) cria um ‘ambiente editorial’ diferente para um anúncio da Lord & Taylor do que para o Village Voice (outra revista), o ambiente em que nossos doces são oferecidos afeta a impressão mental — e até gastronômica — dos clientes em potencial sobre nossa qualidade…

    Caraca! Lá em 1972 o cara já pensava em como apresentação do produto afeta a impressão mental do cliente… e pensar que agora em 2024 tem gente que quer cobrar R$ 5.000 em um curso para te ensinar “técnicas secretas de psicologia nas vendas”.

    Ele segue dando um puxão de orelha nos gerentes das lojas:

    … [as lojas] pegam várias de nossas caixas e as colocaram em um balcão com 25 outras ofertas de doces baratos a granel e outros produtos comuns.

    Aqui ele mostra o lado comerciante dele. Ele alerta que as lojas tem colocado doces premium ao lado de doces baratos, em enormes caixas feias, desvalorizando os doces!

    Vale a pena refletir: com o que você está associando seu produto? Isso valoriza ou desvaloriza sua marca? Você tem cuidado das suas redes sociais? Sua página de vendas parece vender algo premium ou algo barato?

    sees

     

    2. A importância de educar seu público

    Será que Buffet já tinha estudado sobre inbound marketing? Acho que não. Afinal, o termo foi popularizado bem mais tarde, quando já existia internet.

    Mas, mesmo assim, lá em 72 ele já entendia a importância de educar seu público-alvo sobre o seu produto. Na carta, ele escreve:

    Talvez pudéssemos ter um livrinho chamado ‘A Cozinha Mais Famosa do Mundo’, ou algo do tipo.

    A Coor’s (cerveja americana) ganha muito com o fato de que toda a sua cerveja vem de uma cervejaria, e eu acho que há uma certa mística ligada aos produtos com uma singularidade geográfica.

    Talvez as uvas de um pequeno vinhedo de oitenta acres na França sejam realmente as melhores do mundo, mas sempre desconfiei que cerca de 99% delas está na conta e cerca de 1% está na bebida.

    Buffet sabia que o papel do marketing era educar os clientes. Afinal, valor não existe, valor é criado. E ele também sabia que nada melhor para criar valor do que aquilo que hoje nós conhecemos como storytelling. Veja só:

    Podemos contar uma história e tanto sobre a pequena cozinha na Califórnia que se tornou a cozinha conhecida em todo o mundo.

    Se prepararmos algo nessa linha, deve ser extremamente bem feito e deve formar a base da lenda do nosso produto, que irá permear o país. Tal livreto, junto com uma exibição realmente elegante… poderia muito bem melhorar nossa imagem em vez de diminuí-la…

    Vale a pena refletir: como você tem educado seu cliente? Se você não educar, outras marcas irão educá-los (e vender para eles). Como você pode melhorar o storytelling da sua marca? Como pode contá-la?

    Por exemplo, se você tem uma loja que vende sapatos online, talvez seja legal adicionar um pequeno folheto impresso na caixa que você envia aos clientes, mostrando o processo exato de como seu produto é feito, com fotos mostrando o cuidado e o amor que você e seu negócio coloca em seus sapatos.

    Se você tem um SaaS, talvez seja bacana enviar um e-mail para as pessoas no momento em que elas se inscreverem, contando a história de como o founder teve a ideia!

    Why Warren Buffett's Dream Business Is See's Candies

     

    3. Usando o gatilho da escassez

    Buffet segue a carta com uma teoria de que, se a Sees limitasse a quantidade de lojas e as tivesse apenas em lugares exclusivos, isso aumentaria o valor percebido da marca… afinal as lojas seriam limitadas!

    Na carta ele diz

    …devemos colocar limitações territoriais na franquia… Isso tornará mais difícil de obter os produtos, tornando-os aparentemente limitados.

    Ele também tinha um parágrafo inteiro sobre não colocar lojas em cidades onde seus concorrentes já tem… e essa é uma lição vital de marketing!

    Ele está dizendo que, se a Sees quer vender doces como doces de luxo, não basta melhorar as embalagens, parar de vender outros doces nas lojas e educar os clientes com a “mística” de como os produtos são feitos… mas que é necessário fazer os doces parecerem exclusivos!

    Vale a pena refletir: você tem tornado seu produto exclusivo? Ou ele é arroz de festa? O que você tem feito para isso?

     

    De louco e marketeiro, todo mundo tem que ter um pouco

    Ao ler essa carta, essas dicas de Warren, fiquei pensando no nosso mercado. Quantos “gurus” tem lançando jeitos “inéditos” de vender, uma nova fórmula, um novo método como se, de fato, o marketing fosse algo novo e místico. Não é.

    A essência do marketing é entender seu público-alvo e saber como mostrar seu produto pelo ângulo correto.

    Warren Buffet mostra que não é preciso reinventar a roda. É preciso fazer o básico bem feito. É preciso olhar para o seu negócio e desenhar estratégias específicas para ele, e não apenas copiar “o que funciona com os outros”.

    Em 1972 Buffet deu esse sacode nos marketeiros da Sees. E esse sacode, vale para nós, em pleno 2024.

     

  • Alternar grandes lançamentos com pequenos lançamentos pode ser a chave para seu negócio | Pixeld News – Notícias do Marketing Digital

    Alternar grandes lançamentos com pequenos lançamentos pode ser a chave para seu negócio | Pixeld News – Notícias do Marketing Digital

    “Lançamento bom é lançamento grande, com mega investimento e superprodução.” Se já passou pela sua mente a ideia de que seus lançamentos dependem de uma produção hollywoodiana para, aí sim, darem certo… é hora de rever isso.

    Há pouco tempo, era comum ver os big players fazendo somente 3 ou 4 super lançamentos no ano e manterem a empresa em cima dessa estratégia.

    Demandava esforço, energia e (muito) dinheiro, mas o tão querido ROI (retorno sobre o investimento) compensava.

    Só que hoje as coisas mudaram um pouco.

    Hoje em dia, vários especialistas em marketing digital defender que ter um celular é a única coisa necessária para começar e lançar. Com certeza você já ouviu isso por aí.

    Em 2013-2014, quem fez lançamentos by the book com as ferramentas mais simples possíveis, ganhou muito dinheiro e relativamente rápido. Com isso, os lançamentos foram ficando mais elaborados, maiores e cinematográficos.

    E o público se acostumou com essa grandiosidade, era um evento que realmente paravam para assistir.

    Existiam os lançamentos mais simples, mas o que enchia os olhos eram aqueles super produzidos.

    Um dos discursos mais ouvidos de Erico Rocha é que ter um celular é a única coisa necessária para começar e lançar.
    Um dos discursos mais ouvidos de Erico Rocha é que ter um celular é a única coisa necessária para começar e lançar. Imagem: Erico Rocha

     

    A culpa é da audiência

    O combo pandemia + entrada massiva de pessoas no marketing digital e nas redes sociais, obrigou uma reformulação do trajeto.

    Por meses nós mal saíamos de casa, quem dirá reunir a equipe em um espaço fechado para realizar um super lançamento. Veio, então, a “era de ouro das lives”: quem queria lançar, tinha que fazer isso com as poucas ferramentas disponíveis.

    Era ligar uma live no celular, arrumar um cantinho da casa para montar um cenário, deixar a iluminação com a luz natural da janela ou improvisar um ring light e lets go.

    Você chegou a lançar dessa forma?

    O ponto é que a audiência começou a gostar dessa forma mais natural, não só no quesito lançamentos, mas também com relação aos conteúdos das redes sociais. A pandemia passou (ainda bem), os eventos voltaram, algumas coisas se mantiveram e outras pioraram.

     

    Big lançamentos e lançamentos simples

    Custo por lead (CPL) cada vez mais alto, ROI cada vez mais sofrido, custos cada vez maiores e a “marca da maçã” dificultando as campanhas de captação.

    Além da audiência ter gostado de um estilo mais espontâneo e menos montado, o mercado pós-pandemia tornou quase impossível fazer um negócio faturar (e consequentemente se manter) baseado na estratégia de poucos grandes lançamentos ao ano.

     

    Alternar lançamentos

    Existe uma questão própria do ser humano que, hora ou outra, faria as superproduções perderem a tração.

    Por exemplo: Se você dirigisse uma Ferrari todo dia, em pouco tempo aquilo se tornaria normal, perderia o encanto e você ficaria mal acostumado se algum dia voltasse a dirigir um carro um pouco mais popular.

    Você já deve ter comprado um tênis, roupa ou item de decoração mais luxuoso e, depois de um tempo, aquilo já não fazia seus olhos brilharem tanto enquanto era uma novidade.

    O efeito UAU uma hora acaba.

    Por isso, por mais dinheiro que você tenha, não deixe seu público ficar mal acostumado a andar de Ferrari todo dia, ou seja, não faça uma super produção em todo lançamento.

    Comece a reparar, a esmagadora maioria de big players não se limita mais a 3 grandes lançamentos no ano. Valeska Bruzzi e Pedro Sobral são ótimos exemplos.

     

    A hora dos grandes lançamentos

    Se esse for o momento da sua empresa começar a fazer grandes lançamentos, faça, mas faça direito.

    Aqui vão alguns detalhes que você não pode deixar de lado.

     

    1. Quanto maior a altura, maior o tombo

    Uma superprodução vai demandar um grande investimento, não tem como fugir disso.

    E, para quem quer dinheiro no bolso, grandes investimentos devem significar não apenas um grande retorno, mas um grande retorno sobre o investimento.

    Investir 3 milhões e ter o retorno de 1 milhão não vai te resolver a vida.

     

    2. Só o dinheiro não vale nada

    Você precisa de estratégia. Além de dinheiro, lançamento é tempo e desgaste.

    Quanto maior o evento, maiores os detalhes, o risco, a organização e maior a necessidade de energia e inteligência emocional para aguentar o ritmo pesado — além dos imprevistos.

     

    3. Dê um tiro certo

    Antes de investir tempo, dinheiro e energia em uma superprodução, tenha certeza de que:

    Como mencionei no começo dessa conversa, não faça apenas grandes lançamentos, mas quando o fizer, separe uma data especial e uma oferta especial para trazer a esse momento o efeito UAU.

     

    A hora dos lançamentos mais simples

    Com a difusão das estratégias de diversos lançamentos mais rápidos e simples de serem executados, além da possibilidade de ter produtos no perpétuo, ouso dizer que toda hora é hora de vender.

    • Lançamento orgânico voltado para público quente;
    • Lançamento meteórico para grupos de WhatsApp;
    • Carta de vendas por e-mail;
    • Reabertura relâmpago de carrinho;
    • Downsell;
    • Upsell;
    • Perpétuo.

    Para isso, é importante pensar na sua esteira de produtos e organizar vários funis de captação e vendas.

    O que você jamais pode perder de vista é que os eventos gravados na sala de casa ou em um grande espaço com um belo telão de LED, a qualidade dos seus produtos e do seu evento devem sempre ser ímpares.

     

    Jogo de longo prazo + faturamento

    Se você chegou até aqui, é porque não está de brincadeira no mundo dos lançamentos. Logo, você está em busca de crescer, faturar e construir um nome de respeito nesse meio.

    Por isso, o único caminho para você é jogar com o longo prazo.

    Sendo assim, você já deve ter entendido que só as superproduções não vão manter seu negócio e faturar quanto deveria.

    Deixe o UAU para um momento especial — até rimou rs.

    Da mesma forma, ao fazer só pequenos lançamentos (cresça passo a passo, não coloque o carro na frente dos bois), você pode estar deixando dinheiro na mesa.

    O segredo é mesclar e dividir o risco de cada lançamento em vários eventos ao longo do ano, em vez de apostar todas as fichas em 3 produções hollywoodianas.

     

    Nunca se esqueça disso

    Lembre-se que, independentemente do tipo de lançamento escolhido, é indispensável ter:

    1. Antecipação, curiosidade e uma promessa impossível de se ignorar;
    2. Público qualificado e captação acertada (paga ou orgânica);
    3. Pegar pesado em resolver dores e aguçar desejos;
    4. Dar conteúdo de verdade no evento, contar histórias e apresentar o especialista como autoridade;
    5. Mostrar a lógica entre a transformação e seu produto;
    6. Depoimentos reais – ainda que seja o seu próprio;
    7. Uma bela oferta com gatilhos da escassez e urgência;
    8. Um belo produto que resolva o problema da audiência.

    Agora as cartas estão nas suas mãos, decida como jogá-las.