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  • 1º Dia Restaurativo mobiliza Remígio com solenidade, palestra e círculos de construção de paz

    Banner do evento

    A cidade de Remígio, no Agreste paraibano, sediará nesta sexta-feira (26), o 1º Dia Restaurativo, uma iniciativa do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), em parceria com a Prefeitura Municipal. O encontro acontecerá a partir das 8h, no espaço “O Quirinão”, localizado na Rua João Quirino de Lima, s/n, bairro Bela Vista.

    A programação terá início com credenciamento, seguido de uma manhã solene que reunirá autoridades do Judiciário e do Executivo, além do lançamento do Concurso de Desenhos Restaurativos. A ação vai selecionar trabalhos de alunos para se tornarem arte permanente nos murais da futura sede do Cejure (Centro de Execução de Justiça Restaurativa) de Remígio. Em seguida, a facilitadora restaurativa do Rio Grande do Sul, Katianne Boschetti, ministrará palestra  sobre Justiça Restaurativa.

    No turno da tarde, quinze círculos de construção de paz acontecerão simultaneamente em duas escolas do município, sendo vivenciados por gestores, coordenadores, professores e profissionais de educação das duas escolas e de outras de Remígio.
    A atividade será conduzida por facilitadores formados na metodologia de círculos de construção de paz pelo Nejure, voluntários vindos de João Pessoa, Campina Grande, Algodão de Jandaíra, Juazeirinho e Remígio.

    Para a juíza-coordenadora adjunta do Nejure, Ivna Mozart, o momento é estratégico para envolver a comunidade: “O evento faz parte do movimento de implantação do centro de justiça restaurativa da Comarca de Remígio. Considerando que, pela lógica restaurativa, a construção coletiva é imprescindível, sensibilizar a comunidade em geral acerca do poder transformador dessa filosofia consiste em uma estratégia que promete ser promissora. Com isso, a construção da política se dá de forma participativa.”

    O 1º Dia Restaurativo conta com o apoio do presidente do TJPB, Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho, do coordenador do Nejure, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, e do prefeito de Remígio, Luís Cláudio Régis Marinho. A iniciativa marca um passo importante para a implantação do Cejure no município e para a difusão da cultura de paz na região.

    Por Ludmila Costa

  • Cejure que será instalado na Comarca de Remígio contará com unidade em Algodão de Jandaíra

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    Reunião no Centro Judiciário de Justiça Restaurativa de CG

    A Comarca de Remígio terá um Centro Judiciário de Justiça Restaurativa (Cejure), cuja instalação está prevista para o início do 2º semestre deste ano. Uma extensão deste Centro funcionará, também, em Algodão de Jandaíra, município que integra a Comarca e cujos gestores manifestaram interesse na aplicação da Justiça Restaurativa no âmbito local.

    Esta semana, o prefeito do Município de Algodão de Jandaíra, Humberto dos Santos, esteve, com sua equipe, no Centro Judiciário de Justiça Restaurativa de Campina Grande (Cejure-CG), onde pode dialogar com a juíza-coordenadora Ivna Mozart Bezerra Soares sobre a importância do equipamento.

    Juíza Ivna Mozart
    Juíza Ivna Mozart

    A magistrada, que também é coordenadora adjunta do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do TJPB, afirmou que no mês de maio já haverá curso de formação para os facilitadores de práticas restaurativas que vão atuar no Centro de Remígio e que o município de Algodão de Jandaíra também será beneficiado com uma unidade descentralizada.

    Humberto dos Santos - pref. de Algodão de Jandaíra
    Humberto dos Santos – pref. de Algodão de Jandaíra

    Por sua vez, o prefeito destacou seu entusiasmo com os benefícios dos serviços do Cejure. “Este trabalho vai contribuir muito para a resolução de conflitos de um modo harmonioso, porque envolve a escuta, o diálogo e a conscientização. Queremos desenvolvê-lo principalmente com os jovens da comunidade escolar, onde será feito um projeto piloto com profissionais da educação”, adiantou Humberto.

    Justiça Restaurativa – O método consiste em um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, técnicas e atividades próprias, que visa à solução estruturada dos conflitos, por meio da conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais que o causaram. O trabalho envolve a participação do ofensor, e, quando houver, da vítima, bem como, das suas famílias e dos demais envolvidos no fato danoso, com a presença dos representantes da comunidade direta ou indiretamente atingida pelo fato e de um ou mais facilitadores restaurativos.

    A Política Nacional de Justiça Restaurativa no âmbito do Poder Judiciário está disposta na Resolução Nº 225 de 31/05/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Por Gabriela Parente

     

  • Centro de Justiça Restaurativa será instalado na Comarca de Remígio

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    Reunião definiu a instalação do Cejure em Remígio

    O Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do Tribunal de Justiça da Paraíba continua fortalecendo a expansão de sua política e dinâmica, pelo Estado. Na sexta-feira (04), a coordenadora adjunta do Núcleo e coordenadora do Centro Judiciário de Justiça Restaurativa de Campina Grande (Cejure-CG), juíza Ivna Mozart Bezerra Soares, e integrantes de sua equipe estiveram na Comarca de Remígio, onde será instalado um Cejure. Esse método se baseia em um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato são solucionados de modo estruturado.

    No âmbito do Poder Judiciário estadual, o Nejure-TJPB tem como coordenador-geral o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. Ele também é auxiliado por dois coordenadores adjuntos: os juízes Max Nunes de França e Hugo Gomes Zaher.

    De acordo com Ivna Mozart, o Centro será inaugurado no segundo semestre deste ano. “A receptividade das instituições à política da Justiça Restaurativa, em Remígio, foi evidente. Essa cooperação é essencial para o desenvolvimento de qualquer projeto, sobretudo das ações que envolvem a Justiça Restaurativa. Desde o ano passado, ações preparatórias estão sendo desenvolvidas para a instalação desse Centro e, em maio, o Tribunal vai oferecer curso de formação de facilitadores de práticas restaurativas, para atuarem no Centro de Remígio”, adiantou a coordenadora adjunta do Nejure, que é juíza titular da Comarca de Soledade.

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    Participantes de encontro na Comarca de Remígio

    Já a juíza titular da Vara Única de Remígio, Juliana Dantas Almeida, que recepcionou a equipe do Cejure-CG e participou da roda de conversa sobre o Centro em sua unidade, disse que “a instalação do Centro de Justiça Restaurativa promoverá, para a Comarca, um novo olhar de fazer Justiça, não só focando na resolução do processo, mas sim atuando na verdadeira causa dos conflitos entre os envolvidos, buscando a participação ativa e consciente das partes envolvidas, com a construção de uma cultura de paz para a sociedade”.

    Também participaram do evento o prefeito de Remígio, Luís Cláudio Regis Marinho; o secretário de Administração do Município, João Rafael de Souto Delfino; a secretária municipal de Educação, Roseluce dos Santos; e a procuradora-adjunrta de Remígio, Maria Alexandra Rodrigues; a secretária de Educação do Município de Algodão de Jandaíra, Isabel Santos de Oliveira, e a psicopedagoga Eliane Conceição Lima de Andrade. Remígio está localizada no Brejo paraibano, a 145 km de João Pessoa.

    Por Fernando Patriota