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  • TJPB promove ensino sobre cultura da paz a alunos da Escola João Gadelha, em Mangabeira

    Semana da Conciliação
    Magistrada e equipe do Cejusc visitaram escola em Magabeira

    O que acontecerá com o mundo quando todos conseguirem somar diálogo e respeito? Paz! Para os alunos da Escola Municipal Ativa Integral Professor João Gadelha de Oliveira Filho, em Mangabeira, na Capital, esse será o resultado dessa adição. Nesta sexta-feira (07), crianças de lá receberam a visita da equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Cível e Família (Cejusc/Fesp), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), ocasião em que foi plantada em cada uma a semente da cultura da paz.  

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    João Gabriel

    Mas, e se o coleguinha fizer algo que o deixe chateado? Perguntamos a João Gabriel, 10 anos. O garoto respondeu dando uma verdadeira lição de conciliação. “Eu prefiro conversar com ele ou fazer assim: Não, licença, eu não quero brigar com você! É importante manter a paz, porque se a pessoa for brigar, a pessoa vai está errada”.

    A fala tão inocente e, ao mesmo tempo, consciente de João Gabriel é uma aula de protagonismo infantil, tema que, aliás, fez parte da conversa durante a atividade realizada pelo ‘Cejusc em Movimento’. “Na Semana Nacional, quando pensamos em levar a conciliação, a mediação, nós pensamos na cidadania, porque é na escola que a gente vai plantar a sementinha da cultura de paz que tanto buscamos. Esse protagonismo que nós estamos trabalhando”, explicou Silvana Vasconcelos, coordenadora acadêmica do Cejusc Cível e Família. 

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    Robério Gabriel

    Pela empolgação de Robério Gabriel, também de 10 anos, a leitura sobre protagonismo infantil na perpetuação da cultura da paz ficou bem compreendida. “Respeito, dedicação e nunca bater, humilhar, nunca ficar falando mal dos outros”, resumiu. 

    Lição que também marcou o dia de Maria Eduarda, de 9 anos, e que certamente ela levará para a vida inteira. “Eu aprendi a respeitar os colegas do mesmo jeito que quero o respeito deles”, falou.

    Semana da Conciliação – A ação na unidade educacional do município fez parte da programação de encerramento da Semana Nacional de Conciliação, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com presença ativa do TJPB, que abrange as comarcas de todo o Estado e foi aberta no dia 3.

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    Juíza Ana Amélia

    “Estamos transbordando de alegria nessa ação educativa que promove a cidadania e a cultura da paz. Passamos para as crianças que as vivências, os valores, eles se constroem cotidianamente desde a base, com a educação para a paz. E com a oficina de pintura geramos uma conexão entre pais e filhos e ensinamos sobre os valores da empatia e do respeito”, celebrou a juíza Ana Amélia Alecrim Câmara, coordenadora dos Cejuscs V e VI, que levou o projeto Cejusc em Movimento para a escola.

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    Professora Rosângela Silva

    Para Rosângela dos Santos Silva, coordenadora pedagógica da escola, um momento importante e marcante onde o Poder Judiciário vai até o cidadão. “Estamos muito felizes com essa parceria, principalmente com esse trabalho feito em relação à comunicação não violenta e a resolução de conflitos”, falou.

    Por Nice Almeida
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Conciliadores indígenas Potiguara participam da Semana da Conciliação em Rio Tinto

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    Conciliadores Indígenas da Comarca de Rio Tinto

    O início da Semana Nacional da Conciliação, nesta segunda-feira (3), na Comarca de Rio Tinto, foi marcado por uma iniciativa inédita: a participação de conciliadores extrajudiciais indígenas Potiguara. O evento alcançou 75% de acordos positivos nas audiências realizadas, totalizando R$ 23.828,24 em valores conciliados.

    As atividades ocorreram no município de Baía da Traição, sede que compreende 13 aldeias: Akajutibiró, Alto do Tambá, Benfica, Bento, Cumuru, Forte, Lagoa do Mato, Laranjeira, Santa Rita, Silva, São Francisco, São Miguel e Tracoeira, que se tornaram referência na integração entre o Poder Judiciário e as comunidades indígenas locais. As audiências foram realizadas de forma presencial e remota, por meio do aplicativo Zoom, na Aldeia Forte, escolhida por sua localização estratégica e proximidade com as demais aldeias.

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    Audiências são conduzidas diretamente em uma aldeia indígena

    Os conciliadores indígenas, recentemente capacitados no Curso de Aperfeiçoamento Teórico-Prático em Conciliação Extrajudicial, concluído em 7 de agosto de 2025, atuaram sob a coordenação do juiz titular e coordenador do CEJUSC Indígena, Judson Kíldere Nascimento Faheina. Também participaram como co-conciliadores os servidores Maria Inês de Mendonça Silva Neta e Reinaldo Bustorff Feodrippe Quintão.

    A estrutura montada foi inovadora e equipada com recursos tecnológicos capazes de atender tanto às partes presentes quanto àquelas que participaram remotamente. Ao todo, foram realizadas 11 audiências no primeiro dia, com índice de 75% de acordos celebrados.

    Esta é a primeira vez na história da Comarca de Rio Tinto que audiências são conduzidas diretamente em uma aldeia indígena por conciliadores extrajudiciais Potiguara, marco que simboliza um avanço significativo na aproximação do Judiciário com as comunidades tradicionais.

    A iniciativa representa um importante passo na promoção de uma Justiça mais acessível, inclusiva e respeitosa às especificidades culturais, fortalecendo o diálogo e a resolução pacífica de conflitos dentro das próprias comunidades indígenas da região.

    Gecom-TJPB