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  • Magistradas do TJPB debatem eficiência, economia e celeridade no acesso a serviços de saúde

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    A discussão sobre a judicialização da saúde é, hoje, uma das mais sensíveis e necessárias no âmbito do Sistema de Justiça. Com foco nesse debate, magistradas do Tribunal de Justiça da Paraíba confirmaram presença no ‘Seminário Judicialização da Saúde – Caminhos para Eficiência, Economia e Celeridade ao Acesso aos Serviços de Saúde’. O evento foi aberto na manhã desta segunda-feira (1º), no Centro de Educação da Polícia Militar, no Bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O Seminário é promovido pela Secretaria de Estado da Saúde.

    Desembargadora Anna Carla

    A presidente do Comitê Estadual de Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na Paraíba, desembargadora do TJPB Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas, disse que o tema do Seminário convoca a refletir sobre a responsabilidade compartilhada entre os Poderes e sobre a urgência de garantir o acesso à saúde.

    “Como magistratura, não podemos ignorar que a judicialização cresceu, porque, muitas vezes, o cidadão encontra no Judiciário a única via para ver asseguradas prestações essenciais. No entanto, é igualmente verdade que a forma como enfrentamos essas demandas deve evoluir para que o Judiciário não se transforme em gestor substituto de políticas públicas, mas em agente de equilíbrio e racionalidade”, comentou a desembargadora Anna Carla, que participa da mesa redonda ‘Articulação Interinstitucional: Diálogo como Estratégia Preventiva Convidados’.

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    Emmanuel Vinícius, da SES-PB, e a juíza Silmary Alves

    “Precisamos avançar na construção de soluções estruturantes, como Núcleos de Apoio Técnico, fluxos de diálogo interinstitucional, protocolos clínicos e bases de evidências científicas, que auxiliem o julgador e com previsibilidade às partes. Isso reduz custos, evita decisões contraditórias, qualifica a tutela jurisdicional e, sobretudo, aproxima o Judiciário de uma atuação mais eficiente e humanizada”, complementou Anna Carla.

    A juíza auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba e coordenadora Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus-PB), Silmary Alves Queiroga Vita, participar do Seminário como uma das palestrantes do Painel ‘O Cenário Atual da Judicialização da Saúde’.

    “A eficiência, a economia e a celeridade não são apenas metas administrativas: são valores constitucionais que devem orientar a concretização do direito à saúde. E, ao fortalecer esse debate, reafirmamos o compromisso da Justiça com a entrega de uma prestação jurisdicional que seja tecnicamente embasada, socialmente responsável e sensível à realidade das pessoas que mais necessitam”, destacou Silmary Alves Queiroga Vita.

    Por Fernando Patriota
     

  • 30 anos da Lei dos Juizados Especiais: juiz do TJPB é coautor em obra comemorativa

    Foto dos participantes do Seminário
    Juiz Cláudio Xavier (5º da esquerda para a direita) no evento

    Os 30 anos de vigência da Lei dos Juizados Especiais (Lei n° 9.099/95) foram celebrados com a realização de um seminário, nesta segunda-feira (10), no auditório do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Na ocasião, foi lançado um livro coletivo sobre o aniversário da legislação, que teve a participação como coautor, do juiz Cláudio Antônio de Carvalho Xavier, do 5º Juizado Especial Cível da Comarca de João Pessoa.

    Durante o evento, que envolveu magistrados (as) com atuação nos Juizados Especiais e presidentes de Turmas Recursais, além de juízes leigos, servidores (ras), estagiários, colaboradores e terceirizados que trabalham neste sistema,   foram discutidas as reflexões sobre os avanços e as mudanças no cenário jurídico referentes à Lei 9.099/95. O objetivo foi de capacitar os participantes no reconhecimento das inovações trazidas pela norma e na compreensão de seus impactos na atualidade. 

    O magistrado Cláudio de Carvalho ressaltou que a Lei dos Juizados Especiais constitui um marco legal para o ordenamento jurídico brasileiro, por ter introduzido um modelo de Justiça mais célere, informal e acessível, com foco na conciliação e na resolução de conflitos de menor complexidade. 

    “O objetivo principal foi facilitar o acesso à Justiça para a população que tinha dificuldade em arcar com os custos de um processo tradicional ou que enfrentava a morosidade do sistema regular. Nesse sentido, o evento, promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), sob a coordenação do desembargador Saulo Versisni Penna, busca celebrar e refletir sobre os avanços e desafios da lei ao longo dessas três décadas”, enfatizou o juiz Cláudio de Carvalho.

    Por Lila Santos com informações do TJMG