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  • Diversidade temática e inovação marcam os três dias do 3º Congresso Internacional da Esma

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    Encerramento: diretoria da Esma com o ministro Kukina

    Salas de interação, minicursos, apresentações de comunicações orais e culturais, exposições, lançamentos de livros, videoconferência e videocast marcaram a programação dos três dias do 3º Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura (Cidesma). O evento, considerado um dos maiores congressos jurídicos do país, é resultado da parceria entre a Esma-PB, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB).

    A programação abordou temas contemporâneos e de grande relevância, como o uso de ferramentas de Inteligência Artificial na Justiça, Sustentabilidade Fiscal, Contas Públicas, Reforma Tributária, Agenda Climática Global, Proteção dos Direitos Fundamentais, Racismo, Sistema Prisional e Saúde Mental no âmbito do Judiciário.

    Na tarde desta sexta-feira (14), no auditório do Centro Cultural Ariano Suassuna, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sérgio Luiz Kukina, participou do debate ‘Agenda Climática Global: papel do Poder Judiciário na proteção do meio ambiente e na garantia dos direitos dos vulneráveis’, na primeira sala de interação. 

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    Ministro Sérgio Kukina (STJ)

    O ministro Sérgio Kukina destacou a importância de debater as mudanças climáticas no evento Cidesma, especialmente em meio à COP 30. Ele ressaltou os impactos devastadores das mudanças climáticas, como as enchentes no Rio Grande do Sul e o ciclone no Paraná, e culpou a ação humana e a busca por lucro como principais causas. 

    “É preciso um freio de arrumação para que se consiga verificar, os efeitos que todos nós estamos vendo, agora verificar e detectar as causas, os responsáveis e as medidas a serem implementadas, de modo a deter esse avanço danoso contra a natureza”, falou.

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    Leandro dos Santos dirigiu uma plenária

    A mesa foi coordenada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos. Ele destacou que vivemos um momento, no Brasil e no mundo, marcado pela crescente preocupação com a proteção do meio ambiente. “É uma caminhada muito difícil, muito complexa, porque ela atinge direitos, ela mexe com interesses que são contraditórios em relação a essa defesa global, mas o que é mais relevante é que a natureza vive sem nós, mas nós não vivemos sem a natureza”, observou.

    Os demais debatedores foram os professores Carlos Sérgio Gurgel da Silva, da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e José Irivaldo Alves Oliveira Silva, associado da Universidade Federal de Campina Grande.

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    Des. José Laurindo Netto (TJPR)

    O desembargador José Laurindo de Souza Netto, do Tribunal de Justiça do Paraná, foi um dos debatedores sobre o sistema acusatório, na segunda sala de interação. Ele abordou os temas imparcialidade do juiz, controle judicial e proteção dos direitos fundamentais na era digital. 

    Segundo o magistrado, o foco da análise é a transição de um sistema com traços inquisitoriais, herdado do Código de Processo Penal de 1941, para um modelo acusatório mais democrático, alinhado à Constituição. “Nesse modelo, o processo é conduzido pelas partes e o juiz deixa de ser o gestor da prova para atuar como garantidor dos direitos fundamentais”, disse.

    A delegada Cristina Correa Machado, em sua palestra sobre o sistema acusatório e o papel da Polícia Federal (PF), destacou a atuação da PF na fase pré-processual, focando na produção de provas e na investigação técnica para identificar autoria e circunstâncias do crime. Ela enfatizou a importância da imparcialidade, preservando os direitos fundamentais e focando no fato investigado, e abordou o impacto da era digital na produção de provas e na criação de vieses e estereótipos que podem prejudicar a investigação. 

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    Ricardo Vital conduzindo painel

    A coordenação da sala de interação foi do desembargador Ricardo Vital de Almeida, ex-diretor da Esma-PB, que destacou a crescente necessidade de independência, imparcialidade e senso de justiça, princípios que devem ser constantemente reafirmados e revisitados.

    Também foram debatedores da temática a delegada Christiane Corrêa Machado e Antonio Pérez Miras, professor de Direito Constitucional na Universidade de Granada, na Espanha.

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    Augusto Cury – A última atividade do 3º Cidesma foi uma videoconferência com o renomado psiquiatra e escritor Augusto Cury, que abordou o tema ‘Gestão da emoção para a formação de mentes saudáveis e líderes de alta performance’.

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    Des. Joás de Brito em discruso de encerramento do Codisma

    Encerramento – Ao encerrar o Congresso Internacional, o diretor da Esma-PB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, fez uma avaliação positiva dos três dias de evento. “Tenho certeza de que a comunidade paraibana ganhou muito com o congresso”, destacou.

    Sobre a realização da 4ª edição do Cidesma, em 2026, o diretor afirmou que irá se antecipar junto ao presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, grande entusiasta do congresso, para que possam iniciar desde já os esforços necessários para tornar a quarta edição ainda melhor do que a terceira.

    Por Marcus Vinícius
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Cidesma destaca soluções inovadoras e meios consensuais para o futuro do Judiciário

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    O minicurso foi realizado na manhã desta sexta-feira

    Com uma proposta dinâmica, pautada em uma oficina prática de inovação baseada na metodologia do Design Thinking, o juiz Jeremias de Cássio Carneiro de Melo, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a servidora Aline Fernandes da Nóbrega, da Coordenação de Inovação do TJPB, e o auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), André Agra Gomes de Lira, conduziram a discussão sobre o tema ‘Tecnologias Emergentes e Inovação na Gestão Pública’.

    O minicurso foi realizado nesta sexta-feira (14), encerrando a programação da manhã do 3º Congresso Internacional de Direito (Cidesma), que dedicou aos temas relacionados às tecnologias emergentes e aos meios consensuais de resolução de conflitos. O congresso reafirma o compromisso da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) em estimular um Judiciário cada vez mais inovador, integrado e colaborativo.

    Durante o minicurso sobre tecnologia, a atividade convidou os participantes a refletirem e proporem soluções criativas para quatro desafios contemporâneos da Justiça: Acesso à Justiça e Inclusão Digital; Linguagem Simples e Comunicação Judicial; Eficiência Processual e Inteligência Artificial; e Sustentabilidade e Justiça Ambiental.

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    Juiz Jeremias de Cássio: não basta diagnosticar problemas

    Segundo o juiz Jeremias de Cássio, não basta diagnosticar problemas, é necessário criar espaços em que magistrados, servidores, advogados, estudantes e professores possam desenvolver soluções concretas de forma colaborativa. “Os participantes terão suporte para desenvolver protótipos de linha tecnológica, na esteira da produção do MVP, ainda no ambiente de laboratório. Isso é algo novo para os laboratórios de inovação do Judiciário e entendemos como um caminho para entregar soluções mais tangíveis e testáveis imediatamente”, destacou.

    Nesse contexto, Aline Fernandes ressaltou que a metodologia aplicada, centrada na experiência e na percepção do usuário, pode ser replicada para diferentes desafios da gestão pública. “Para enriquecer a oficina, o Lyno também realizou uma pesquisa durante o evento, ouvindo os congressistas sobre essas temáticas, reforçando o foco em soluções efetivas e conectadas à realidade dos usuários do sistema de Justiça”, afirmou.

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    O último minicurso da programação foi ministrado pela juíza Catarina de Macedo Nogueira Lima e Corrêa, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com o tema ‘Meios consensuais de resolução de conflitos: justiça restaurativa, conciliação e mediação’. Para a magistrada, o Judiciário de hoje já não é o mesmo de cem anos atrás. “Atualmente, as pessoas não buscam apenas uma sentença ou decisão, mas sim a resolução efetiva de um problema. Os métodos consensuais de solução de conflitos colocam as partes como protagonistas na construção das próprias soluções, tornando o processo mais humano e participativo”, afirmou.

    Ela acrescentou que “a solução consensual de conflitos é o que torna o Judiciário mais efetivo e preparado para lidar com as demandas e complexidades do mundo atual”.

    A programação continua, a partir das 14h, com salas de interação, exposição e lançamento de livro. O encerramento do 3º Cidesma será com o psiquiatra e escritor Augusto Cury.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Cidesma: A ordem internacional dos direitos humanos e os desafios contemporâneos do Direito Civil 

    Foto do juiz Geraldo Sant’Ana Lanfredi,
    Juiz Lanfredi foi um dos debatedores no segundo dia do evento

    Os temas ‘Controle de Convencionalidade: o juiz nacional como garantidor da ordem internacional de direitos humanos’ e ‘Desafios Contemporâneos do Direito Civil: proteção de dados, inteligência artificial e novas vulnerabilidades contratuais’ foram destaque nas salas de interação do segundo dia do 3º Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Cidesma). 

    O juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, foi um dos debatedores do tema Controle de Convencionalidade. Ao abordar a temática, Lanfredi explicou que o controle de convencionalidade representa a harmonização entre as normas internacionais e a legislação nacional, garantindo a efetividade dos direitos humanos. “O controle de convencionalidade faz justamente esse arranjo, promovendo a integração entre a legislação internacional e a legislação interna, em benefício do cidadão”, disse o magistrado. 

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    Desa. Fátima Maranhão (centro)

    A desembargadora e ouvidora de Justiça do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Fátima Maranhão, que mediou o evento, destacou a relevância dos debates para a atuação do Judiciário no país. “Esse debate veio nos trazer ensinamentos sobre essa convencionalidade, que é essa troca de direitos e deveres para que os direitos humanos sejam cumpridos e respeitados através da Corte Interamericana e da Comissão Interamericana de Direitos humanos e dignidade do ser humano no seu existir, no seu viver”, observou a desembargadora.

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    Professora Maria Cezilene

    A professora da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), Maria Cezilene Araújo de Morais chamou atenção para o fato do Brasil já ter sido sentenciado 19 vezes pela Corte Interamericana, sendo três delas, com casos judiciais da Paraíba. Ela também destacou a contradição do Brasil ter assinado a convenção da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos em 1969, quando o país vivia uma ditadura que não respeitava os direitos fundamentais. 

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    Procurador Eitel Santiago

    Outro debatedor foi o subprocurador-geral da República, Eitel Santiago, que questionou por que o homem nasce livre e se submete às amarras sociais. “É a Constituição que organiza a convivência coletiva e uma constituição autoritária que não respeita os direitos de primeira geração: vida, liberdade, igualdade, fraternidade”. 

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    Rommell Ismael Sandoval Rosales

    O quarto debatedor, o advogado, notário e árbitro espanhol, Rommell Ismael Sandoval Rosales, afirmou que “no sistema interamericano, especialmente, em casos de graves violações como massacres, tortura ou desaparecimento forçados, a jurisprudência da Corte IDH reduz significativamente o espaço de conformação nacional ao declarar incompatíveis leis de autoanistia, prescrições artificiais, excessões processuais que impedem a investigação e normas que perpetuam discriminação estruturada contra mulheres e grupos vulneráveis”.

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    Livro é lançado durante o evento

    A programação da tarde também contou com o lançamento do livro ‘Competência constitucional cristalizada e o impacto da atuação das organizações criminosas’, do juiz do TJPB, Fabrício Meira Macêdo. 

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    Des. Joás fez o encerramento do dia

    O encerramento do dia foi com um videocast sobre ‘Educação judicial: desafios e perspectivas”. O desembargador Joás de Brito Pereira Filho, diretor da Esma-PB, mediou o debate que teve como convidados o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, Leonardo Trajano; o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB); e a pedagoga Daiane Lins da Silva Firino, analista judiciária do TJPB. 

     

    Por Marcus Vinícius e Walquiria Maria
    Fotos: Ednaldo Araújo 

  • III Cidesma reúne especialistas internacionais para discutir os desafios do Judiciário moderno

    III Cidesma reúne especialistas internacionais para discutir os desafios do Judiciário moderno

    Foto da abertura Cidesma
    O Cidesma acontece no Centro Cultural Ariano Suassuna

    Com o objetivo de promover debates sobre temas atuais e relevantes do Direito, reunindo especialistas do Brasil, Portugal e Espanha, teve início, na tarde desta quarta-feira (12), o 3º Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Cidesma). O evento, que segue até sexta-feira (14), ocorre no Centro Cultural Ariano Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), em João Pessoa.

    Considerado um dos maiores congressos jurídicos do Nordeste, o Cidesma é fruto da parceria entre a Esma-PB, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), e conta com a apoio da Associação dos Magistrados da Paraíba (Ampb) e da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg). A iniciativa busca estimular reflexões interdisciplinares, valorizar diferentes perspectivas e incentivar o compartilhamento de conhecimento científico e tecnológico.

    Foto da abertura Cidesma
    Desembargador Joás de Brito fez a abertura do evento

    O diretor da Esma-PB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, ressaltou que o Cidesma nasce e se renova a cada edição como espaço plural de pensamento, reflexão e diálogo, reafirmando o papel da Escola como centro de irradiação de saber jurídico e de construção de uma magistratura contemporânea, humanista e comprometida com os valores democráticos.
     
    “Vivemos tempos de aceleradas transformações sociais, tecnológicas e culturais. E é justamente nesse contexto de intensas mudanças que o Direito é posto à prova, é constantemente convocado a responder a novas e complexas demandas. É nele que se busca o equilíbrio entre a tradição e a inovação, entre a segurança jurídica e a efetividade da Justiça”, disse o desembargador-diretor.

    A abertura do evento contou com a presença do corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, que representou o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho. Ele destacou a grandiosidade do congresso, ressaltando que o encontro reúne diferentes visões, da Europa e do Brasil, sobre temas fundamentais não apenas para o Judiciário, mas também para a sociedade como um todo.

    Segundo o corregedor, as discussões sobre pós-modernidade, avanços tecnológicos, inteligência artificial, formas de controle e regulamentação são essenciais para compreender e acompanhar as transformações contemporâneas. “Vamos ter debates, palestras, conferências, abrindo espaço além da própria academia para que também possa pensar o judiciário na prática, no exercício”, afirmou.

    A juíza Antonieta Nóbrega, diretora adjunta da Escola, destacou a importância da presença de todos os(as) magistrados(as) e servidores(as) no congresso internacional. “A troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes países e perspectivas enriquece o debate jurídico, promovendo constante aprimoramento e contribuindo para a construção de um Judiciário mais acessível, dinâmico e alinhado aos anseios da sociedade”, falou.

    Foto do ministro português Rui Guerra
    Ministro Rui Guerra, do Tribunal Constitucional de Portugal

    Palestras e atividades – A primeira palestra do evento, intitulada ‘Inteligência Artificial e Hermenêutica Constitucional’, foi ministrada pelo ministro do Tribunal Constitucional de Portugal, Rui Guerra da Fonseca. Em sua exposição, o ministro destacou que a inteligência artificial já se tornou um conjunto de instrumentos indispensáveis na atualidade, inclusive no âmbito do Judiciário. No entanto, alertou para os riscos que essas tecnologias podem representar, tanto para o próprio poder judiciário quanto em sua relação com outras instituições.

    “É fundamental refletir sobre isso para que a decisão, sobretudo a decisão de constitucionalidade, continue a assegurar a legitimidade que precisa assegurar, apesar de ter que utilizar instrumentos de inteligência artificial que hoje não podemos dispensar”, disse o ministro Rui Fonseca.

    Na sequência, ocorreu a sala de interação com o tema ‘Reforma Tributária, Contas Públicas e Sustentabilidade Fiscal: o papel do Judiciário e dos Tribunais de Contas na era digital’, com a participação do vice-presidente do TCE-PB, conselheiro André Carlo Torres Pontes, e do juiz conselheiro Nuno Miguel Pereira Ribeiro Coelho, do Tribunal de Contas de Portugal.

    O conselheiro Nuno Miguel explicou que sua atuação no Tribunal de Contas português lhe permite comparar sistemas e compreender como se realiza a justiça financeira no país. Ele ressaltou a importância de refletir sobre os desafios trazidos pelas novas tecnologias e pela transformação digital, analisando como a justiça pode se adaptar a esses novos contextos, mantendo diálogo constante com o campo financeiro e com as reflexões políticas que moldam o Direito contemporâneo.

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    Ainda no primeiro dia, a programação contou com a exposição ‘Janela para o Passado’, do artista Célio Furtado; o videocast ‘Saúde mental no âmbito do Judiciário: políticas e ações para garantir o bem-estar de servidores e magistrados’; e o Projeto Legal ‘Onde Nasce o Canto’, que apresentou a peça ‘Sensibilização antirracista e antidiscriminatória’. O espetáculo integrou poesia, música e movimento para dar voz às juventudes silenciadas.

    Programação – A programação continua nesta quinta-feira (13), a partir das 8h, e segue até as 19h30. Nesta terceira edição, o Cidesma aborda temas como o uso de ferramentas de Inteligência Artificial na Justiça, Sustentabilidade Fiscal, Contas Públicas, Reforma Tributária, Agenda Climática Global, Proteção dos Direitos Fundamentais, Racismo, Sistema Prisional e Saúde Mental no âmbito do Judiciário, entre outros assuntos de grande relevância. O evento também inclui apresentações de comunicações orais e culturais, minicursos e videocasts.

    Por Marcus Vinícius
    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Começa nesta quarta-feira o 3º Congresso Internacional de Direito da Esma

    Começa nesta quarta-feira (12) o 3º Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Cidesma). O  evento, que segue  até sexta-feira (14), será realizado no Centro Cultural  Ariano  Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. 

    Juíza Antonieta Maroja
    Juíza Antonieta Maroja

    “A programação está fantástica, com salas de interação, minicursos e comunicações orais em diversas áreas do direito e das nossas práticas cotidianas. Vamos vivenciar essa imersão que foi preparada com muita dedicação por toda a equipe da Esma”, afirmou a diretora adjunta da Escola da Magistratura, juíza Antonieta Maroja.

    Para o gerente acadêmico da Esma, professor Flávio Romero, essa é mais uma ação acadêmica inovadora na Esma, que oportuniza ano a ano espaços de discussão de temáticas pertinentes, tanto para o Poder Judiciário, quanto para a sociedade, especialmente os estudiosos do Direito. 

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    Flávio Romero

    “Por ser um congresso de natureza acadêmica e científica, a programação contempla as apresentações de trabalhos científicos por meio de comunicações orais, que serão publicadas em livros, a exemplo do que ocorreu nas primeira e  segunda edições”, avaliou o professor Flávio Romero.

    O gerente acadêmico ressaltou que o 3º Cidesma também contemplou em sua programação a realização de videocasts sobre temas relevantes no mundo do direito, como forma de abrir canais mais diretos com a sociedade, por meio dos canais digitais. “Por ser um congresso internacional, o 3º Cidesma contará com a participação honrosa de estudiosos do direito de Portugal e da Espanha”, destacou.

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    Gisele Barros

    A gerente administrativa e financeira da Esma, Gisele Barros, considera que o 3º Cidesma  reafirma o compromisso da escola com a formação continuada e a difusão do conhecimento jurídico, fortalecendo o papel da Escola e do Tribunal na promoção de um Judiciário cada vez mais inovador, colaborativo e integrado.

    “Às vésperas da abertura do 3º Cidesma, vivemos o resultado de um intenso trabalho de planejamento, organização e cooperação. Foram meses de dedicação conjunta entre as equipes da Escola Superior da Magistratura, dos diversos setores do Tribunal de Justiça da Paraíba e do Parque Tecnológico, que se uniram para garantir um evento à altura da sua relevância acadêmica”, lembrou Gisele Barros. 

    Por Walquiria Maria
     

  • Reforma Tributária, Contas Públicas e Sustentabilidade Fiscal serão temas de debate no 3º Cidesma

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    Reforma Tributária, Contas Públicas e Sustentabilidade Fiscal: o papel do Judiciário e dos Tribunais de Contas na era digital. Este será um dos principais temas em debate no 3º Cidesma (Congresso Internacional de Direito da Esma), que acontecerá de 12 a 14 de novembro, em João Pessoa. “O ajuste das contas públicas, a sustentabilidade fiscal e, principalmente, a reforma tributária são assuntos que estão em discussão no Congresso Nacional e que interessam a toda a sociedade. O Judiciário não pode ficar, e não está, desconectado dessa realidade, daí a necessidade de nos debruçarmos sobre o tema a partir de um debate feito por pessoas que entendem profundamente da matéria”, declarou o diretor da Escola Superior da Magistratura, desembargador Joás de Brito Pereira Filho. 

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    Desembargador Joás de Brito

    O desembargador Joás Filho será o coordenador da mesa que terá quatro debatedores:  o presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Fábio Túlio Filgueiras Nogueira; o juiz conselheiro [desembargador] do Tribunal de Contas de Portugal, Nuno Miguel Pereira Ribeiro Coelho; a professora da UFPB, Ana Paula Basso, que é doutora em Direito Tributário Europeu e o Professor da Universidade de Marília(SP), que é doutor em Direito Constitucional e pós-doutor em Democracia e Direitos Humanos. 

    “Na próxima semana estaremos recebendo juristas de várias partes do país e até do exterior para participarem do 3º Cidesma, evento de grande importância e onde estarão sendo debatidos também outros temas atuais como ferramentas de IA na Justiça, saúde mental no âmbito do judiciário, sistema prisional brasileiro, controle de convencionalidade, racismo, proteção de dados, dentre outros. Tenho certeza que este evento contribuirá fortemente para a consolidação da nossa Escola no meio acadêmico”, assegurou o diretor da Esma, Joás Filho.

    O 3º Cidesma reunirá magistrados, professores e outras autoridades de quarta a sexta-feira da próxima semana, no Centro Cultural Ariano Suassuna, localizado no Tribunal de Contas do Estado, no bairro de Jaguaribe. 

    Por Walquiria Maria

  • Saúde mental no âmbito do Judiciário será tema de debate em videocast durante o 3º Cidesma

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    A saúde mental tornou-se um assunto preocupante em todos os segmentos da sociedade nos últimos anos. As cobranças por produtividade no trabalho, harmonia nas relações humanas, lidar com os desafios do dia a dia e ainda conseguir equilíbrio emocional, psicológico e social são uma equação quase que impossível. Daí, a importância de se cuidar da saúde mental e buscar ajuda quando perceber que não dá conta sozinho. Dada a importância do assunto, este será um dos temas debatidos durante o 3° Cidesma – Congresso Internacional de Direito da Esma (Escola Superior da Magistratura).

    Com o tema ‘Saúde mental no âmbito do Judiciário: políticas e ações para garantir o bem-estar dos servidores e magistrados’, será realizado um videocast com a participação da juíza auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, Silmary Alves Queiroga Vita, do mestre em Psicologia da Saúde e doutorando em Psicologia do Trabalho, Éverton  Procópio de Souza, e do coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), professor Francinaldo do Monte PInto.

    “O tema da saúde mental no âmbito do Judiciário é indispensável, pois, nos termos  da Resolução CNJ 207/2015, a saúde compreende o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças, de modo que a garantia desse estado completo da saúde constitui um importante desafio que se alinha ao tema do 3⁰ Cidesma, merecendo reflexão e implementação de ações concretas para efetivação desse direito”, observou a juíza Silmary Alves Queiroga Vita.

    O psicólogo Éverton Procópio considerou muito importante falar sobre saúde mental no Judiciário, especialmente em um evento como o III Cidesma. “Cuidar da saúde mental é essencial para que servidores e magistrados tenham bem-estar, qualidade de vida e possam trabalhar de forma mais leve e produtiva. Quando olhamos para isso com atenção, estamos também melhorando a qualidade do serviço prestado à sociedade. Ao debater a saúde mental no ambiente do Judiciário em um espaço como o 3º Cidesma, isso demonstra o compromisso institucional com a construção de um judiciário mais saudável, eficiente e humano”, ressaltou.

    O 3º Cidesma será realizado de 12 a 14 de novembro no auditório Ariano Suassuna, na sede do Tribunal de Contas do Estado. As inscrições podem ser feitas pelo link https://congressodireitoesma.com.br/inscricoes

    Por Walquiria Maria

     

  • III Congresso Internacional de Direito consolida a Esma no meio acadêmico, avaliam desembargadores

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    O III Congresso Internacional de Direito da Escola Superior da Magistratura na Paraíba, que ocorrerá de 12 a 14 de novembro, em João Pessoa, vai consolidar a Esma no meio acadêmico por sua produção do conhecimento jurídico. Essa é, em síntese, a avaliação dos desembargadores Fred Coutinho, presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba; e Joás de Brito Pereira Filho, diretor da Esma.

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    Fred: difusão do conhecimento jurídico

    “O Congresso Internacional de Direito da Esma consolida a Paraíba como um polo de produção e difusão do conhecimento jurídico. É um espaço de diálogo entre o saber acadêmico e a prática jurisdicional, que fortalece o nosso compromisso com a inovação, a formação contínua e a Justiça de excelência”, afirmou o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    O desembargador ressaltou que “a presença de ministros, professores e pesquisadores do Brasil e do exterior reforça o papel do Tribunal de Justiça da Paraíba como uma instituição aberta ao mundo, conectada aos novos desafios e atenta às transformações tecnológicas e sociais que impactam o Direito e a vida das pessoas.”

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    Joás:Justiça em Movimento

    O diretor da Esma, desembargador Joás Filho, disse não ter dúvida que o III Cidesma será uma forma de consolidar cada vez mais a escola como um braço acadêmico do Poder Judiciário da Paraíba. “Conferencistas nacionais e internacionais participarão do Congresso, cujo tema principal é Justiça em Movimento: Desafios Contemporâneos do Direito e Transformação Digital. Tema bastante atual e de grande importância para os estudiosos de direito. Tenho certeza que esse congresso será um sucesso e consolida cada vez mais a escola no meio acadêmico”, assegurou.

    O III Cidesma abordará temas como o uso de ferramentas da Inteligência Artificial na Justiça, Sustentabilidade Fiscal, Contas Públicas, Reforma Tributária, Agenda Climática Global, Proteção dos Direitos Fundamentais, Racismo, Sistema Prisional e Saúde Mental no âmbito do judiciário.  O evento acontecerá no auditório Ariano Suassuna, no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

    Por Walquiria Maria