Etiqueta: Tags: CNJ

  • Carta consolida caminhos para valorização de equipes multiprofissionais do Judiciário

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu, nos dias 16 e 17 de outubro de 2025, em Brasília/DF, Encontro Preparatório de Equipes Técnicas, que culminou com a formatação da ‘Carta do Encontro’, composta por 30 enunciados que mapeiam desafios, demandas e proposições institucionais para o aperfeiçoamento das ETMs. O evento foi considerado um marco histórico para o fortalecimento das Equipes Técnicas Multiprofissionais (ETMs). 

    -
    Imagem da reunião do Encontro – Foto: Rômulo Serpa/CNJ

    A Carta do Encontro foi construída de forma colaborativa, com a participação   de representantes de 23 tribunais, totalizando aproximadamente 60 participantes, entre assistentes sociais, psicólogos(as) e pedagogos(as) indicados pelos tribunais de justiça estaduais. 

    O evento, organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Normatização das Equipes Técnicas Multidisciplinares do Poder Judiciário, contou com representantes de 23 tribunais de justiça de todo o país, entre psicólogos e psicólogas, assistentes sociais, pedagogos e pedagogas, contribuíram com proposições para fortalecer as equipes por meio da escuta qualificada e da construção coletiva. O GT foi instituído pela Portaria 178/2025 e está sob a coordenação da conselheira do CNJ Renata Gil.

    O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Hugo Zaher, também compõe o GT e destacou os três eixos centrais da carta aprovada no encerramento do encontro, com a consolidação dos debates. São eles: a formação continuada dos profissionais, com ciclos obrigatórios de capacitação e supervisão técnica; a valorização e a recomposição das equipes, por meio de concursos, da criação de cargos e de estrutura mínima em todas as varas; e o cuidado com a saúde mental e as condições de trabalho, com previsão de políticas específicas de bem-estar e prevenção ao adoecimento.

    O magistrado afirmou que as diretrizes do documento estão em sintonia com o Plano de Gestão 2025–2027 do CNJ, que coloca o fortalecimento das equipes multidisciplinares como prioridade. “O saldo final é de esperança. O evento mostrou que, mais do que discutir estrutura, estamos construindo um novo modo de olhar para o trabalho técnico dentro da Justiça”, declarou.

    Equipes – As equipes multidisciplinares são responsáveis pelo atendimento especializado a crianças e mulheres conforme as políticas de proteção à infância e juventude e à mulher, além de outros públicos que acessam a Justiça, especialmente os mais vulneráveis. A atuação dessas equipes viabiliza o cumprimento de prazos processuais previstos na legislação e evita a revitimização e a falta de solução efetiva em casos de risco e de vulnerabilidade.

    Carta – Os enunciados da Carta do Encontro configuram um importante instrumento de fomento para a atuação institucional do CNJ, servindo como base para futuras análises técnicas mais aprofundadas e debates para a formulação de propostas de políticas judiciárias voltadas ao fortalecimento das equipes técnicas em todo o país.

    Entre as recomendações e as sugestões presentes na carta, estão: a implementação de ciclos formativos obrigatórios com enfoque em gênero e raça, trilhas de aprofundamento por área de atuação e plataformas digitais com conteúdos técnicos e sobre boas práticas. Também se destaca a previsão de carga horária para formação continuada, o custeio de participação em eventos acadêmicos e o reconhecimento por adicionais de qualificação.

    No eixo institucional, sugere-se a criação de cargos efetivos via concurso público, a estruturação de coordenadorias técnicas vinculadas à alta administração e a elaboração de manuais que delimitem atribuições profissionais, garantindo autonomia e respeito aos limites éticos e técnicos.

    Outro eixo focou no fortalecimento das condições de trabalho e da composição das equipes, com propostas como o dimensionamento adequado por comarca, assegurando a presença mínima de assistentes sociais, pedagogos e psicólogos. Os enunciados também recomendam a regulamentação da jornada de 30 horas semanais, a normatização do banco de horas com caráter voluntário e excepcional e a limitação da proporção de estagiários com supervisão obrigatória.

    Leia a íntegra dos enunciados aprovados no Encontro Preparatório de Equipes Técnicas Multiprofissionais.

     

    Valter Nogueira com informação do CNJ
     

  • CNJ prorroga até 28 de novembro pesquisa sobre avaliação do Poder Judiciário

    CNJ prorroga até 28 de novembro pesquisa sobre avaliação do Poder Judiciário

    2ª. Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prorrogou até o dia 28 de novembro a pesquisa com base na percepção do público quanto aos serviços prestados pelo Poder Judiciário e seu funcionamento.

    O estudo pretende obter informações sobre o acesso ao sistema de justiça, o acompanhamento processual e a efetividade dos serviços jurisdicionais prestados, possibilitando o planejamento e desenvolvimento de melhorias para o Poder Judiciário.

    A pesquisa relaciona-se aos indicadores de desempenho do Macrodesafio “Fortalecimento da Relação Institucional do Judiciário com a Sociedade”, que se encontra no escopo da Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026.

    Os formulários de pesquisa serão destinados a quatro públicos diferentes: cidadãos(ãs) que já tenham sido parte em algum processo judicial nos últimos cinco anos, advogados(as), defensores(as) públicos(as) e membros do Ministério Público.

    A coleta das respostas ocorrerá mediante preenchimento do formulário.

    Gecom-TJPB, com informações do CNJ

  • CNJ promove 6ª Jornada de Leitura no Cárcere

    -
    TJPB estará participando do evento

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará, entre 17 e 19 de novembro, a 6ª edição da Jornada da Leitura no Cárcere, uma das ações que integram o Plano Nacional Pena Justa. A iniciativa conta com a colaboração do Observatório do Livro e da Leitura, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além do apoio do Ministério da Cultura e do Grupo Editorial Record.

    A programação tem como foco ampliar o acesso à leitura e fortalecer práticas educativas voltadas às pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. As atividades dialogam diretamente com as diretrizes do Pena Justa – Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional no Sistema Prisional.

    O evento será transmitido gratuitamente pelo canal do CNJ no YouTube e é dirigido também às magistradas, magistrados, servidoras, servidores e demais públicos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

    No dia 18, haverá apresentação ao vivo da peça “Pena Justa: O Encontro da 347”, encenada pelo grupo Movemente, diretamente da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto. A atividade envolverá integrantes do sistema de justiça, gestoras e gestores públicos, profissionais do sistema penal, representantes da rede educacional e o público prioritário composto por pessoas privadas de liberdade e egressas.

    Para o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJPB), a iniciativa reforça a importância de ações voltadas à reintegração de pessoas privadas de liberdade, alinhando-se às estratégias estruturantes adotadas também pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Segundo a coordenadora do GMF, juíza Maria Aparecida Sarmento Gadelha, o evento fortalece a promoção dos direitos humanos a partir da cultura, destacando a leitura como ferramenta essencial de formação, cidadania e desenvolvimento no contexto prisional. A magistrada incentiva a participação de juízas, juízes, equipes técnicas, servidoras, servidores e demais profissionais da rede local.

    Confira a programação abaixo:

    Dia 17
    13h30 – Mesa de abertura

    14h – Leitura e Justiça Social
    Andréa Brito, do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ)
    Representante da Senappen/MJSP
    Jeférson dos Santos Assumção, da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura

    Apresentação e mediação de Juliana Tonche (DMF/CNJ)

    15h – Palavra e Pertencimento: a leitura como território de libertação, bate papo com o autor Nei Lopes

    Apresentação e mediação de Carlos Rodrigo Dias (Senappen/MJSP)

    16h – Sarau Literário

    Dia 18

    13h30 – Respeito as religiões afroindígenas e o direito de existir, com Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, professor e orientador no Programa de Pós-graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Apresentação e mediação de Renata Sangoranti, presidente e produtora cultural do Centro Cultural Orunmilá

    14h30 – Bibliotecas que transformam: o mundo que a leitura inaugura
    Janete Duarte, da Comissão de Bibliotecas Prisionais da FEBAB
    Léia Santos, Bibliotecária, doutoranda em Ciência da Informação (PPGCI/ECA/USP)
    Andréa Melo, da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas, membro da Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais
    Eunice Godinho, da Funap e Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo

    Apresentação e mediação de Nadja Cézar, coordenadora Geral de Leitura e Bibliotecas do MinC 

    15h40 – Arte como expressão e identidade, bate papo com o rapper, ator e escritor Sagat B, autor da autobiografia O bandido que virou artista

    Apresentação e mediação de Galeno Amorim

    16h10 – Sarau Literário, apresentação da peça Pena Justa: o Encontro da ADPF 347, realizada na Penitenciária Desembargador Silvio Porto na Paraíba

    Dia 19

    13h30 – A construção de um novo mundo pela palavra
    Sirlene Domingues, egressa do sistema prisional, coordenadora do Clube de Leituras Virando a Página e autora do e-book Lembranças do Cárcere
    Gih Trajano, poeta e slammer, egressa do sistema prisional e autora do livro Quem saberia perder
    Edson Souza Júnior, advogado criminalista, professor universitário e ex-policial militar, autor do livro Reconhecimento Fotográfico Racista

    Apresentação e mediação de  Iraneida Soares da Silva, secretária executiva da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as/es 

    14h30 – Cine debate
    Anna Dantas, do curta Entre Marés, fundadora da Tarrafa Produtora e Distribuidora e membra da diretoria executiva da Federação Pernambucana de Cineclubes
    Thay Limeira, chefe da Divisão de Políticas para o Cineclubismo na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura

    Apresentação e mediação de Miriam Gomes Alves,  coordenadora-geral de Cultura em Direitos Humanos e Midias Digitais do MDHC e autora de Masculinidades Negras na Educação de Jovens e Adultos

    15h15 – Valorização da leitura e da escrita e sua democratização junto às pessoas privadas de liberdade
    Cleide Ramos, promotora de justiça do Ministério Público da Bahia e iealizadora do Projeto Relere
    Alexandre Machado, juiz da 16ª Vara Criminal de Maceió e idealizador do projeto de remição pela leitura Livros que Libertam
    Julyana Patricio, defensora pública do Maranhão, idealizadora e coordenadora do projeto Escrita que Liberta: reescrevendo o futuro

    Apresentação e mediação de Solange Reimberg, juíza auxiliar da presidência (DMF/CNJ)

    16h – Exibição do documentário Livros que libertam, produzido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas

    Serviço:

    17 a 19 de novembro de 2025, das 13h30 às 16h30
    Acompanhe a transmissão no YouTube do CNJ: youtube.com/cnj
    Inscreva-se para receber certificado: observatoriodolivro.org.br/jornada-carcere

    Gecom-TJPB, com informações do CNJ

  • CNJ quer ouvir opinião de quem precisou dos serviços da Justiça; consulta vai até 14 de novembro

    CNJ quer ouvir opinião de quem precisou dos serviços da Justiça; consulta vai até 14 de novembro

    -

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma nova pesquisa a nível de Brasil. A iniciativa tem como objetivo reunir a percepção de cidadãos e usuários operadores do direito que tenham acessado os serviços jurisdicionais nos últimos cinco anos. Dentre eles, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público.

    A consulta, aberta no dia 14 de outubro próximo passado,  estará aberta até o dia 14 de novembro de 2025. As pessoas interessadas em participar podem fazê-lo por meio link: https://formularios.cnj.jus.br/pesquisa-sobre-percepcao-e-avaliacao-do-poder-judiciario-brasileiro/

    De acordo com o CNJ, mesmo com os avanços tecnológicos e institucionais do Poder Judiciário nos últimos anos, alguns desafios ainda permanecem. E a solução desses problemas seria, justamente, a escuta social, proporcionando maior transparência e aprimoramento na prática da justiça no território nacional.

    Para participar do levantamento, os formulários estão disponíveis de forma on-line, no site próprio da CNJ. Por se tratarem de respostas rápidas e anônimas, o preenchimento leva poucos minutos, facilitando o envio de cada tópico.

    Em suma, a nova pesquisa do CNJ é tida como uma oportunidade para que a sociedade participe ativamente da avaliação do sistema de Justiça. Ao dar voz a quem utiliza ou precisou do Judiciário nos últimos cinco anos, o órgão está seguro que as melhorias ficarão mais alinhadas com as necessidades reais.

    Por Gabriel Lacerda (estagiário) 

     

  • CNJ esclarece regras de contagem de prazos para citações eletrônicas à Fazenda Pública

    CNJ esclarece regras de contagem de prazos para citações eletrônicas à Fazenda Pública

    Foto da fachada do prédio do CNJ
    Prédio sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

    As unidades judiciárias com competência para processar ações envolvendo a Fazenda Pública, em primeiro e segundo graus de jurisdição, devem observar as novas regras de contagem de prazos processuais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    As mudanças ocorreram a partir da Resolução CNJ nº 569/2024, que atualiza o procedimento das citações eletrônicas realizadas por meio do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE). De acordo com a norma, o prazo para manifestação da Fazenda Pública passa a contar a partir do quinto dia útil subsequente à data da confirmação da consulta eletrônica da citação.

    A decisão foi proferida em resposta à consulta formulada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e pelo Comitê Gestor da Justiça dos Estados e do Distrito Federal e Territórios na Rede de Governança do PJe, com o objetivo de esclarecer dúvidas quanto à contagem dos prazos processuais.

    O CNJ também reforçou que, caso a citação eletrônica não seja consultada no prazo de até 10 dias corridos, a Fazenda Pública será considerada automaticamente citada, e o prazo processual começará imediatamente, conforme prevê o art. 20, § 3º-A, da Resolução CNJ nº 455/2022.

    Diante da decisão, o juiz auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Max Nunes — que integra o Núcleo de Apoio e Acompanhamento de Procedimentos, Atos e Resoluções do CNJ — determinou a expedição de comunicação oficial às unidades judiciárias competentes e às Turmas Recursais. Também foi determinado o encaminhamento dos autos à Gerência do PJe do TJPB para adequação da contagem de prazos no sistema eletrônico.

    Resolução CNJ nº 569/2024

    Publicada em 13 de agosto de 2024, a Resolução CNJ nº 569 regulamenta o uso do Domicílio Judicial Eletrônico (DJE) e do Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) como meios oficiais para comunicações processuais eletrônicas em todo o país.

    O normativo estabelece que, desde maio deste ano, todas as citações e intimações devem ser realizadas exclusivamente por meio do DJE, consolidando o ambiente eletrônico como canal obrigatório de comunicação entre o Judiciário e os entes públicos.

     

    Por Gabriela Parente

     

  • CNJ Institui Política de Comunicação para o Poder Judiciário com foco em transparência e acessibilidade

    CNJ Institui Política de Comunicação para o Poder Judiciário com foco em transparência e acessibilidade

    Imagem de um microcomputador

    Mirando em informações cada vez mais acessíveis à população, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu a Política de Comunicação Social no âmbito do Poder Judiciário. A norma estabelece parâmetros para os setores responsáveis pela comunicação dos órgãos judiciais, definindo estrutura, atribuições e diretrizes que devem orientar o trabalho.

    A Resolução nº 640, publicada em 23 de setembro de 2025, reforça a importância do alinhamento da linguagem e do discurso institucional entre os órgãos que compõem o Poder Judiciário, respeitando as particularidades regionais. Além disso, determina que as ações de comunicação devem prezar pela transparência, eficiência, ética e responsabilidade social.

    Conforme o documento, a comunicação institucional deverá promover a divulgação contínua dos direitos do cidadão, serviços, programas e políticas públicas, utilizando linguagem simples, direta e acessível a todos os públicos.

    Outro ponto central da política é incentivar a participação social na formulação de políticas públicas. As unidades de comunicação também devem assegurar a disseminação de informações corretas, fortalecendo a compreensão da sociedade sobre o papel do Judiciário na defesa da democracia e dos direitos fundamentais.

    Entre as diretrizes, a Resolução destaca a necessidade de observância às normas de acessibilidade comunicacional, assim como à representatividade racial, etária, de gênero e de orientação sexual. 

    O documento enfatiza ainda o caráter educativo e informativo da comunicação, a valorização dos elementos culturais nacionais e regionais, e a adoção de práticas inovadoras alinhadas às novas tecnologias.

    Estrutura e atribuições

    As unidades de Comunicação devem contar com equipe qualificada, composta por servidores, cargos e contratos necessários para a execução dos macroprocessos: gestão de comunicação, gestão administrativa, assessoria de imprensa, comunicação interna, audiovisual, comunicação visual e comunicação digital. Essas unidades estarão subordinadas diretamente à Secretaria-Geral da Presidência ou órgão equivalente.

    Dentre as atribuições das equipes estão a divulgação de atos e decisões judiciais, o desenvolvimento de campanhas públicas para promover o acesso à justiça e a educação em direitos, a manutenção de bom relacionamento com a imprensa, a atuação na gestão de crises institucionais e a elaboração de planejamento estratégico.

    Cabe ainda a essas unidades criar e gerenciar os canais de comunicação e perfis nas redes sociais, com definição de estratégia, posicionamento, planejamento e linha editorial alinhados à Política contida na Resolução 640/2025.

    Proibições

    A Resolução também estabelece limites claros para a comunicação institucional. Está vedada a promoção pessoal de magistrados e servidores, garantindo a impessoalidade e o caráter público e informativo da comunicação oficial.

    Além disso, o artigo 7º, parágrafo 2º, proíbe a criação de perfis ou páginas em redes sociais em nome das instituições do Judiciário por iniciativa particular ou de áreas técnicas, mesmo para fins institucionais, informativos ou educativos, assegurando o controle e a uniformidade da comunicação oficial.

    Governança de Comunicação Social

    A coordenação nacional das ações de comunicação ficará a cargo do Sistema de Comunicação do Poder Judiciário (SICJUS), composto pela Secretaria de Comunicação do CNJ (órgão central), as Secretarias de Comunicação dos tribunais superiores (órgãos de subsistemas) e as unidades de comunicação dos tribunais de justiça estaduais e federais (órgãos operacionais).

    Cabe às unidades locais elaborar e implementar manuais operacionais que detalhem as diretrizes da política, garantindo sua efetividade e uniformidade em todo o país.

    Por Gabriela Parente

     

  • CNJ altera resolução sobre nome social de pessoas trans, travestis e transexuais usuárias no Judiciário

    CNJ altera resolução sobre nome social de pessoas trans, travestis e transexuais usuárias no Judiciário

    Imagem da fachada da Sede do CNJ
    Prédio sede do Conselho Nacional de Justiça

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 625/2025, alterou o artigo 3º da Resolução nº 270/2018, do próprio Conselho, que dispõe sobre o uso do nome social pelas pessoas trans, travestis e transexuais usuárias dos serviços judiciários, membros, servidores, estagiários e trabalhadores terceirizados dos tribunais brasileiros.

    Segundo a alteração, o texto do referido artigo passa a ter a seguinte redação: “Será utilizado, em processos judiciais em trâmite nos órgãos judiciários, o nome social em primeira posição, seguido da menção do nome registral precedido de ‘registrado(a) civilmente como’”.

    Também passa a ser utilizado, em processos administrativos em trâmite nos órgãos judiciários, o nome social em primeira posição, sendo o nome civil de registro visualizado apenas para fins administrativos internos, quando estritamente necessário ao atendimento do interesse público ou à salvaguarda de direitos de terceiros.

    A nova Resolução do CNJ ainda determina que comunicações dirigidas a órgãos externos, não havendo espaço específico para registro de nome social, poderá ser utilizado o nome registral desde que se verifique que o uso do nome social poderá acarretar prejuízo à obtenção do direito pretendido pelo assistido.

    Para editar o texto da Resolução, o Conselho considerou que a identidade de gênero é um direito constitutivo das pessoas, que possui valor instrumental para o exercício de outros direitos e a adoção e o reconhecimento do nome social são fundamentais para garantir a inclusão, a proteção da identidade de gênero e o respeito à personalidade jurídica do indivíduo.

    Também foi observado o julgamento, pelo STF, do RE nº 670.422, julgado em 15 de agosto de 2018, que culminou no Tema nº 761, em que se assegurou o direito subjetivo à alteração do nome e da classificação de gênero no assento de nascimento, independentemente de cirurgia e diretamente na via administrativa.

    Por Fernando Patriota

     

  • CNJ realiza inspeção no Tribunal de Justiça da Paraíba entre 20 e 22 de agosto

    A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) vai realizar, de 20 a 22 de agosto, uma inspeção no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A ação tem como objetivo avaliar o funcionamento dos setores administrativos, judiciais e também das serventias extrajudiciais do Judiciário estadual.

    A abertura oficial está marcada para o dia 20, às 9h, na Sala de Sessões do Tribunal Pleno “Des. Manoel da Fonseca Xavier de Andrade”, no Anexo Administrativo do Palácio da Justiça, no Centro de João Pessoa. O encerramento acontece no mesmo local, no dia 22, às 17h.

    Durante os três dias, equipes do CNJ estarão no tribunal para verificar rotinas de trabalho e práticas administrativas. Cada unidade deverá permanecer sob a responsabilidade de seu magistrado ou dirigente, acompanhado de ao menos um servidor com conhecimento técnico para prestar informações. Segundo a Corregedoria, qualquer setor poderá ser inspecionado, ainda que não esteja previsto no roteiro inicial.

    A coordenação-geral da inspeção ficará a cargo do desembargador Arnoldo Camanho.

    Por Lenilson Guedes

     

  • CNJ promove webinário ‘Atuação e Desafios das Equipes Técnicas do Poder Judiciário’

    CNJ promove webinário ‘Atuação e Desafios das Equipes Técnicas do Poder Judiciário’

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove, nesta sexta-feira (6), das 16h às 18h, o webinário “Atuação e Desafios das Equipes Técnicas do Poder Judiciário”, com transmissão pela plataforma Microsoft Teams, sem necessidade de inscrição prévia.

    O evento inaugura uma série de encontros dedicados à valorização, fortalecimento e qualificação das equipes técnicas multidisciplinares dos Tribunais de Justiça, compostas por profissionais como assistentes sociais, psicólogas(os) e pedagogas(os), que atuam diretamente na prestação de serviços especializados junto aos(as) magistrados(as), em temas sensíveis como infância e juventude, família, violência doméstica, entre outros.

    A convidada da primeira edição será a Dra. Elisabete Borgianni, doutora em Serviço Social pela PUC-SP, assistente social aposentada do Tribunal de Justiça de São Paulo, ex-presidente do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS/SP) e do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). Também foi conselheira titular do CONANDA e atualmente integra o Conselho de Especialistas da AASPSI Brasil.

    Durante o webinário, a especialista abordará os sentidos, desafios e tensões do trabalho desenvolvido por essas equipes no cotidiano do sistema de justiça, com espaço para interação ao vivo e troca de experiências entre participantes de todo o país.

    A ação faz parte do compromisso do CNJ em promover iniciativas que contribuam para o fortalecimento institucional das equipes técnicas como pilares de uma Justiça mais humana, interdisciplinar e sensível às realidades sociais.

    Fonte: site do CNJ

  • STJ abre Consulta Pública referente à exploração de gás e petróleo

    -
    Superior Tribunal de Justiça

    A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) disponibiliza Consulta Pública para a instrução do julgamento do Recurso Especial nº 1.957.818/SP, em uma Assunção de Competência (IAC), que está discutindo a possibilidade do uso da técnica de fraturamento hidráulico (fracking) na exploração de gás e petróleo de fontes não convencionais. 

    A Consulta Pública, com duração de 30 dias, segue até o dia 27 de junho. De acordo com a decisão do relator do processo, ministro Afrânio Vilela, a finalidade é a ampla participação social, para melhor apreensão do tema e ampliação do debate, além de levantar subsídios para orientar futura audiência pública sobre o assunto, a ser realizada pelo STJ.  

    A  Primeira Seção está recebendo também pedidos de pessoas que não fazem parte do processo, mas que tenham interesse no assunto e que possam apresentar informações e argumentos para auxiliar na decisão (amicus curiae).

    Como participar – A Consulta pública está sendo realizada por meio de formulário eletrônico disponibilizado no Portal do Superior Tribunal de Justiça. Ela é aberta à participação de pessoas físicas, em condição individual, e de representantes de entidades. 

    Clique aqui para ter acesso à Consulta Pública, à decisão sobre o convite público para a consulta e ao Acórdão de Afetação do Recurso Especial nº 1.957.818.  

     

    Por Lila Santos com informações do STJ