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  • CNJ realiza em junho o I Webinário para Equipes Técnicas do Poder Judiciário

    Edifício sede do Conselho Nacional de Justiça

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará, no próximo dia 6 de junho, o I Webinário para Equipes Técnicas do Poder Judiciário. A iniciativa tem o objetivo de promover um espaço institucional de valorização e fortalecimento das(os) profissionais que atuam em apoio à atividade jurisdicional.

    O evento é direcionado a psicólogas(os), assistentes sociais, pedagogas(os) e demais

    profissionais que integram as Equipes Técnicas dos Tribunais de Justiça, atuando junto a partes ou a juízos nas diversas unidades judiciárias. Também são público-alvo do webinário servidoras(es) lotadas(os) nas Coordenadorias Estaduais da Infância e Juventude e nas Coordenadorias da Mulher.

    A cada edição, o webinário contará com a participação de um(a) especialista

    convidado(a) para abordar temáticas relevantes à prática profissional no contexto judicial, seguidas de momento de perguntas e interação com os(as) participantes. Trata-se de uma iniciativa voltada ao reconhecimento dos desafios enfrentados pelas Equipes Técnicas e ao fortalecimento do trabalho desses(as) profissionais, essenciais para a atuação jurisdicional no país.

    Nesta primeira edição, a ação contará com a palestra de Elisabete Borgianni, doutora em Serviço Social pela PUC/SP e assistente social aposentada do Tribunal de Justiça de São Paulo.

    A palestrante possui ampla trajetória na gestão e representação da categoria, tendo atuado como presidente do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo, do Conselho Federal de Serviço Social, de associações representativas de assistentes sociais e psicólogos e como Conselheira Titular do CONANDA.

    Atualmente, ela é membro do Conselho de Especialistas da AASPSIBrasil – Associação de Assistentes Sociais e Psicólogos da Área Sociojurídica do Brasil.

    Clique aqui para ter acesso à Sala Virtual

    ID da Reunião: 210 331 122 826 6. Senha: fM9WJ9XG

     

    Pro Valter Nogueira com informação do CNJ

     

  • CNJ publica diagnóstico inédito sobre devolução de crianças e adolescentes adotados

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou um diagnóstico inédito sobre a devolução de crianças e adolescentes em estágio de convivência ou já adotados no Brasil, resultado de parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e apoio técnico da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ). O estudo lança luz sobre uma temática ainda pouco documentada e que envolve grande sensibilidade: as rupturas nos vínculos estabelecidos por meio da adoção.

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    Estudo inédito divulgado pelo CNJ sobre devolução de crianças

    Entre as conclusões do diagnóstico, constata-se a ausência de mecanismos padronizados de registro das devoluções nos sistemas judiciais, o que contribui para a subnotificação desses casos. Embora a maioria das devoluções ocorra ainda durante o estágio de convivência, o estudo alerta para a necessidade de atuação preventiva mais robusta, especialmente no apoio às famílias adotantes. Outro ponto crítico evidenciado é a carência de acompanhamento posterior à sentença de adoção, situação que pode dificultar a identificação precoce de riscos e o encaminhamento de medidas de apoio antes da ruptura definitiva.

    O documento destaca também a importância de fortalecer as equipes técnicas do Judiciário e das redes de proteção, bem como de padronizar os fluxos de escuta e monitoramento, com especial atenção ao papel das audiências concentradas como instrumento preventivo.

    Juiz Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher ressalta a importância do diagnóstico

    O juiz Hugo Gomes Zaher, Coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, ressaltou a relevância do diagnóstico como referência para qualificação das práticas adotivas no país. “Este levantamento evidencia o quanto precisamos fortalecer o acompanhamento das famílias, desde o curso de preparação até o pós-adoção. O Tribunal de Justiça da Paraíba está atento a essas diretrizes e já vem articulando medidas para qualificar ainda mais as etapas da adoção, evitando a revitimização de crianças e adolescentes que já sofreram outras rupturas anteriores”, afirmou o magistrado.

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    Juiz Adhailton Lacet, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital

    Como titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, o juiz Adhailton Lacert informou que semestralmente são realizadas audiências concentradas, além do acompanhamento trimestral de todos os casos de crianças e adolescentes acolhidos. “Aqui os casos de devolução foram poucos e, mesmo assim, com a devida informação junto ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) do CNJ. Há casos, inclusive, que a parte responsável pela devolução teve sua habilitação suspensa porque devolveu a criança por mais de uma vez sem justificativa plausível”, pontuou.

    A assistente social Aline Cristina Vieira da Cunha, da equipe da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, destaca a crescente realidade das devoluções de crianças e adolescentes durante o estágio de convivência na adoção. Ela reconhece avanços tecnológicos no Sistema Nacional de Adoção, como a vinculação automática e a busca ativa, mas destaca a defasagem desses avanços frente à precariedade do Sistema de Justiça e das políticas públicas de garantia de direitos. Segundo ela, a falta de concursos, o acúmulo de funções e a precarização das equipes técnicas comprometem a efetividade do processo adotivo. Ela defende a criação de uma política pública de incentivo à adoção, com atendimentos integrados, protocolos de acompanhamento do estágio de convivência, apoio psicológico, educação, saúde e incentivos financeiros. Também propõe uma preparação mais rigorosa dos pretendentes à adoção, feita por equipes especializadas. “Não podemos romantizar a adoção. Importante que os requerentes, que busquem o Judiciário e se habilitam ao processo, compreendam que a criança e adolescente aptas a adoção têm suas marcas da vida, não devendo objetificar sua realidade”.

    A psicóloga Miúcha Cabral, da equipe do Napem, destaca que as devoluções de crianças e adolescentes em processos adotivos revelam questões profundas sobre a formação de vínculos familiares que vão além do aspecto jurídico, alcançando dimensões simbólicas e afetivas. Ela ressalta que a adoção deve se fundamentar no afeto e no reconhecimento mútuo das funções parentais. A devolução gera perdas para todos os envolvidos, mas os maiores impactos recaem sobre a criança ou adolescente, cujo sofrimento emocional, intensificado por experiências anteriores de abandono, pode afetar duramente sua autoestima e capacidade de estabelecer novos vínculos. Miúcha também enfatiza a importância do uso adequado do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) para padronizar procedimentos e registrar desistências, além da necessidade de capacitação contínua tanto das equipes técnicas quanto dos pretendentes à adoção, dada a complexidade do tema.

    Thomaz Rocha, psicólogo do Napem de João Pessoa,  destaca a importância do diagnóstico do CNJ, considerando-o uma ferramenta essencial para refletir sobre um tema sensível e pouco discutido. Ele ressalta que essa preocupação já vinha sendo apontada por pesquisas acadêmicas na área da psicologia e por documentos como o elaborado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Rocha enfatiza a grande diversidade nas formas de preparação e avaliação dos postulantes à adoção, especialmente no formato dos cursos preparatórios e nos critérios usados pelas equipes interdisciplinares. O diagnóstico do CNJ, segundo ele, reforça a necessidade de critérios mínimos padronizados e destaca pontos cruciais como a análise das motivações, expectativas e preparo emocional dos adotantes para lidar com os desafios do processo de adoção.

    O Tribunal de Justiça da Paraíba acompanhará atentamente as conclusões do diagnóstico e estuda a adoção de medidas alinhadas às recomendações do CNJ, com foco no aprimoramento dos fluxos de acompanhamento das adoções, fortalecimento das equipes técnicas das comarcas e estruturação de ações de prevenção à devolução, especialmente nos períodos de estágio de convivência e pós-adoção.

    O diagnóstico completo está disponível no site do Conselho Nacional de Justiça e representa um passo importante para a consolidação de políticas judiciárias que assegurem o direito à convivência familiar de forma segura, duradoura e humanizada.

    Gecom-TJPB

     

  • CNJ e TJPB definem plano de trabalho para implantação da Plataforma Socioeducativa PSE

    O plano de trabalho para a implantação da Plataforma Socioeducativa do CNJ no âmbito do Judiciário estadual paraibano foi apresentado nesta quarta-feira (9) em reunião com os integrantes do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (DMF) do CNJ e a equipe do TJPB envolvida com a medida. A previsão é que a ferramenta passe a funcionar a partir do dia 6 de junho do corrente ano.

    A PSE funcionará dentro do PJe e, por meio da nova ferramenta, serão emitidas as guias de execução de medida socioeducativa, em substituição ao Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL). Haverá, também, a implementação de novas interfaces para atender necessidades especiais de magistrados e magistradas, como a emissão de alertas e prazos.

    Apresentado pelo coordenador da PSE, Edson Orivaldo Lessa Junior, o plano propõe reuniões regulares e semanais para discutir capacitações, fluxos, estratégias, bem como aspectos técnicos sobre o próprio ambiente da Plataforma.

    Além disso, os participantes trataram sobre as diversas ações contempladas no cronograma de trabalho, como a criação do Comitê da PSE no Tribunal; a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica pelo CNJ e pelo TJPB (prevista para o mês de maio); capacitações; divulgação; suporte após a implantação, entre outras.

    Para o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), juiz Hugo Gomes Zaher, a Plataforma trará mais funcionalidade ao trabalho de magistrados e servidores que atuam com adolescentes em cumprimento de medidas, permitindo, ainda, uma melhor produção de dados estatísticos e políticas judiciárias mais efetivas para este grupo.

    Por Gabriela Parente

     

  • CNJ divulga diagnóstico sobre atuação de equipes multidisciplinares no Judiciário

    CNJ divulga diagnóstico sobre atuação de equipes multidisciplinares no Judiciário

    O Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça fará nesta quarta-feira (2) a divulgação da pesquisa “Diagnóstico sobre a atuação das equipes multidisciplinares nas unidades judiciárias”. 

    O levantamento será apresentado durante o evento Seminários de Pesquisas Empíricas Aplicadas a Políticas Judiciárias, que ocorrerá das 17 às 19h, por meio da plataforma virtual Cisco Webex, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube.

    O documento a ser divulgado reúne dados sobre o perfil dos profissionais, as condições gerais de trabalho, as atividades desempenhadas e os desafios que envolvem as atividades, entre outros pontos. A pesquisa foi elaborada a partir de solicitação do Fórum Nacional da Infância e Juventude (Foninj), sob a coordenação da conselheira Renata Gil.

    Juiz Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher, coordenador da Infância e Juventude

    “Esse webinário é um momento importante para refletirmos sobre a atuação das equipes multidisciplinares no Judiciário. O diagnóstico realizado pelo CNJ analisou aspectos fundamentais, como o perfil desses profissionais, as temáticas que enfrentam no cotidiano forense, os vínculos institucionais, os desafios estruturais e a percepção dos magistrados sobre esse trabalho. São informações valiosas para que possamos avançar no fortalecimento da estrutura dessas equipes, garantindo condições para que ofereçam, com prioridade absoluta, os subsídios técnicos necessários às decisões judiciais”, afirmou o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    O seminário com a apresentação do “Diagnóstico sobre a atuação das equipes multidisciplinares nas unidades judiciárias” tem como público-alvo os integrantes de grupos de pesquisa judiciária, magistrados e magistradas, servidores e servidoras do Poder Judiciário, assim como pesquisadores e pesquisadoras.

    Gecom-TJPB com informações da Agência CNJ de Notícias

     

  • Inscrições para Prêmio de Responsabilidade Social terminam nesta sexta

    Os magistrados (as) do Poder Judiciário têm até a sexta-feira (7) para se inscrever no 2º Prêmio de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade. O prêmio foi criado pela Resolução nº 513/2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Os interessados podem concorrer em quatro categorias: Responsabilidade Social do Poder Judiciário, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Promoção da Inclusão Social e Combate à Discriminação e Promoção do Trabalho Decente.

    Ao submeterem as ações, iniciativas, projetos ou programas candidatos à premiação, os autores se comprometem a ceder, integralmente e sem ônus ao CNJ, para que sejam utilizados na sistematização, criação de materiais informativos, divulgação e replicação das práticas.

    Não há limite para o número de inscrições por tribunais, juízes, órgãos e entidades integrantes do sistema de Justiça, do poder público, de empresas e da sociedade civil organizada. É permitida a inscrição de mais de uma prática por um mesmo autor ou órgão, desde que cada inscrição seja feita em formulários separados.

    A premiação acontecerá em abril de 2025, durante a Semana Nacional de Responsabilidade Social. O resultado preliminar com a avaliação das práticas será disponibilizado no Portal do CNJ.

    Por Rayane Sá (estagiária), com informações da Agência CNJ de Notícias