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  • Enam registra participação de mais de 400 bacharéis em Direito na Paraíba

    3º Enam
    406 candidatos compareceram ao local do exame

    A terceira edição do Exame Nacional da Magistratura (Enam) ocorreu nesse domingo (18) em todas as capitais do país e, no Estado, os candidatos realizaram a prova na Faculdade Internacional da Paraíba (FPB). Na Capital paraibana, dos 556 inscritos, 406 pessoas compareceram ao exame em busca de garantir participação num concurso para a magistratura.

    Organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), a habilitação é obrigatória para os bacharéis em Direito que tenham interesse em participar de concursos da magistratura promovidos pelos tribunais regionais federais, do trabalho, militares, dos estados e do Distrito Federal e territórios.

    A assessora do Judiciário estadual paraibano, Karine Mabel Silva Dutra, foi uma das candidatas que marcou presença e se preparou com antecedência para a prova. “A gente precisa dar o máximo nos estudos, pois é uma tentativa para entrar no sonho da magistratura. A carreira exige muita renúncia, muita dedicação e para isso, tenho que tentar dar o meu melhor”, explicou.

    A confiança acompanhou a advogada Bruna Bezerra, desde a abertura dos portões. “A expectativa é que eu passe. Estou bastante confiante, me preparei. E acredito que minha vitória vem de Deus”, disse.

    O funcionário público e advogado Márcio Davi chegou para a prova com otimismo. “Dei uma boa estudada. A gente espera que dê certo e que caiam os conteúdos que a gente estudou. É a primeira vez que estou fazendo o Enam”, declarou.

    O exame foi criado com o objetivo de padronizar o acesso à carreira de juiz em todo o país, além de buscar ampliar a democratização do Judiciário e valorizar aqueles que, de fato, possuem vocação para a magistratura.

    A desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão integrou a comissão na Paraíba representando a Enfam e acompanhou os trabalhos de aplicação das provas. 

    “Entre os mais de 500 inscritos, tivemos quase 20% envolvendo negros, indígenas e pessoas com deficiência. Isso mostra que a participação está sendo maciça. O Brasil é um todo, com suas características, com suas peculiaridades. Nós nos unimos para oferecer uma magistratura uniforme, que começa através dessa prova. Ela servirá de base para o próximo concurso de magistratura”, afirmou.

    3º Enam
    Integrantes da Comissão do Enam na Paraíba

    Integrante da comissão, a desembargadora do Trabalho Herminegilda Machado, presidente do TRT-13, enalteceu o exame. “Esta é uma fase que avalia a capacidade de raciocínio e de solução de problema por parte dos candidatos, eles têm que demonstrar essa habilidade. Trata-se de uma etapa eliminatória, e não, classificatória”, apontou.

    Também compuseram a comissão dos trabalhos na Paraíba a juíza auxiliar da Vice-Presidência do TJPB, Silmary Alves de Queiroga Vita, representando o Tribunal; juiz federal Bruno Teixeira de Paiva pelo JFPB.

    Dados – Conforme dados enviados pela Assessoria de Comunicação da Enfam, nesta edição do Exame, foram homologadas 28.854 inscrições, sendo 4.378 de pessoas negras, 1.364 de pessoas com deficiência e 42 de pessoas indígenas. Compareceram para realizar a prova 21.298 candidatos, ou seja, 73,84% dos inscritos. Na região Nordeste, 6.683 inscrições foram homologadas, sendo 556 na Paraíba. Desse total, 406 compareceram para realização da prova.

    Sobre o exame – O Enam foi criado pela Resolução n. 531, de 14 de novembro de 2023, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e regulamentado pela Resolução n. 13, de janeiro de 2025, da Enfam.

    A prova objetiva é eliminatória e avalia o conhecimento jurídico de forma abrangente, com 80 questões de múltipla escolha nas seguintes áreas de conhecimento: Direito Constitucional, Direito Administrativo, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, Direitos Humanos, Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Empresarial e Direito Penal. Serão considerados habilitados aqueles que acertarem 70% da prova, em ampla concorrência, ou 50%, no caso de pessoas autodeclaradas negras, indígenas e com deficiência.

    Por Gabriela Parente.

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

     

  • Ações sobre resgate histórico do TJPB são divulgadas durante 5º Enam

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    Divulgação de obras bibliográficas

    O 5º Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam) reúne, em Goiânia (GO), magistrados, servidores e colaboradores que atuam em museus do Poder Judiciário em todo o Brasil. O evento vai até esta sexta (09) e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) está sendo representado pelo presidente da Comissão de Cultura e Memória do Poder Judiciário da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, e por dois servidores do Museu do TJPB.

    Durante o encontro, foram expostos e distribuídos exemplares de obras bibliográficas de produção do Tribunal de Justiça da Paraíba, dando visibilidade às ações de resgate e compartilhamento da memória do judiciário estadual.

    O desembargador Marcos Cavalcanti salientou que o 5º Enam se destaca pela organização, envolvendo os tribunais do país, com relevantes palestrantes,  que norteiam e dão suporte para adoção e implementação de ações que possibilitem o melhor compartilhamento da memória institucional, especialmente da Justiça paraibana.

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    Pres. da Comissão de Cultura e Memória e conselheiro do CNJ

    “Com a preservação do acervo, uso das tecnologias digitais, práticas de inovações e possibilidades de articulação, por meio de parcerias entre judiciário, instituições culturais e universidades, na valorização da história, da identidade e da diversidade dos acervos públicos, poderemos efetivar a aproximação da sociedade civil ao Poder Judiciário. De forma, a compartilhar e reconstruir a memória e a história dessa sociedade”, ressaltou o desembargador Marcos Cavalcanti.

    O servidor do Museu do Judiciário paraibano, Patrício Fontes, comentou que  o 5º Enam ratifica a necessidade das unidades de memória estarem melhor integradas e subordinadas a uma única unidade administrativa. “A partir dos casos apresentados, comprovamos que o sucesso das ações se dá graças à presença de profissionais com formação específica em Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e História”, realçou.

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    Patrício Fontes e Marcos Alcântara, servidores do Museu

    Participando também do evento, o servidor Marcos Alcântara, pontuou: “Em um evento deste porte temos a oportunidade de ver, ouvir e sentir os anseios, as lutas e as conquistas em prol do resgate e da preservação da memória, com o propósito de discutir os mecanismos para a preservação da história do Poder Judiciário e compartilhar experiências que contribuam para o aperfeiçoamento da gestão documental e da memória dos tribunais do país”.

    O Enam foi instituído pela Resolução Conselho Nacional de Justiça nº 316/20 e é realizado anualmente, especialmente na semana em que é celebrado o Dia da Memória do Poder Judiciário (10 de maio), criado pela mesma resolução.

    No encontro acontecem palestras, painéis de boas práticas e visitas técnicas, promovendo a capacitação de magistrados(as), servidores(as) e profissionais de áreas relacionadas à gestão de memória e gestão documental. O objetivo é debater a preservação da história e promover a partilha de experiências entre órgãos do Poder Judiciário.

    No encerramento terá a entrega do Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário, edição 2025. Regulamentado pela Portaria CNJ nº 358/2024, a premiação contempla ações e projetos institucionais, além de produções acadêmicas, que contribuam para a difusão da memória da Justiça e a promoção dos direitos humanos. Os vencedores serão premiados em cinco categorias, abrangendo desde patrimônio arquitetônico e documental até pesquisas acadêmicas sobre a história do Judiciário.

    Por Lila Santos

    Fotos: Equipe do Museu do TJPB