Etiqueta: Tags: Infância e Juventude

  • Tribunal de Justiça da Paraíba promove uma série de eventos na Semana da Adoção

    O Dia da Adoção é nacionalmente comemorado em 25 de maio. Para celebrar a data, o Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), promove nesta última semana do mês mariano uma programação especial com foco em prioridade processual, articulação interinstitucional e busca ativa para adoção – tudo emoldurado com um vídeo informativo produzido pelo Núcleo de TV da Gerência de Comunicação do TJPB, rico em imagem, som e depoimentos.

    A promoção da série de eventos voltados ao tema em questão reforça o compromisso do Judiciário estadual com o direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes acolhidos, segundo explicou o coordenador da Coinju, juiz Hugo Gomes Zaher. “As ações integram frentes voltadas à qualificação da atuação jurisdicional, articulação intersetorial e aprimoramento da política pública de adoção”, ressaltou.

    As ações da Semana da Adoção integram, também, a política judiciária permanente voltada à infância e à juventude e contam com o apoio da Presidência do TJPB, da Escola Superior da Magistratura (Esma), dos Núcleos de Apoio da Equipe Multidisciplinar (Napems) e de diversos parceiros da rede de proteção estadual e municipal.

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    Webinário destacou facilidades do Sistema Nacional de Adoção

    Nesta segunda-feira (26), a Coinju promoveu o webinário ‘Busca Ativa para Adoção: SNA, A.Dot e Busca Aberta em Debate’, que aconteceu das 9h às 11h, com transmissão online. O webinário foi realizado em parceria com a Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) e a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), da Corregedoria-Geral de Justiça do TJPB.

    A programação segue com o evento ‘Infância com Prioridade’, implementada pela Coinju, com objetivo de impulsionar processos relacionados à adoção, guarda, destituição do poder familiar e acolhimento institucional distribuídos até 31/12/2023, dando cumprimento à Meta 10 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O TJPB participa, ainda, do III Seminário Estadual de Acolhimento em Família Acolhedora, que será realizado nesta segunda-feira (26) e terça (27) de maio, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, em João Pessoa. O evento é promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, por meio da Gerência Operacional de Alta Complexidade.

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    O Concurso de Redação foi lançado em escola pública da Capital

    ConcursoAinda como parte da programação, a Corregedoria-Geral, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), promove o XIII Concurso de Redação, com o tema ‘Adoção’. Podem participar estudantes das escolas públicas estaduais e municipais de João Pessoa e Região Metropolitana.

    Lançado na manhã desta segunda-feira (26), na Escola Estadual de Ensino Fundamental Francisco Campos, no bairro Anatólia, em João Pessoa, o concurso é voltado a alunos(as) do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental e estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As inscrições vão até 13 de outubro.

    Adoção – Adoção é um procedimento legal pelo qual uma pessoa se torna responsável por outra, geralmente por um menor de idade, assumindo o papel de mãe ou pai. A adoção é uma forma de proporcionar uma família para crianças e adolescentes que, por diferentes circunstâncias, não podem permanecer com suas famílias biológicas. A adoção é regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil.

    Por Valter Nogueira

     

  • Abertas até domingo as inscrições para o webinário ‘Busca ativa para adoção’

    Estão abertas, até domingo (25), as inscrições para o Webinário ‘Busca ativa para adoção: SNA, A.DOT e busca aberta em debate’. O evento promovido pela Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) ocorrerá no dia 26, das 9 às 11h. A atividade contará com exposições de Isabely Fontana da Mota (mestre em Direito Constitucional), Priscila Barcellos (pedagoga) e Liselis Izar (assistente social). A mediação ficará por conta da psicóloga Shirleidy Freitas Stratton.

    A temática é voltada aos(as) magistrados(as), servidores(as), residentes e colaboradores(as) do Poder Judiciário estadual, bem como público externo. Para participar, os(as) interessados(as) devem acessar o endereço eletrônico https://forms.gle/8gatAJQCbbtoLRrz7.

    O webinário será transmitido pelo aplicativo Zoom e também pelo canal da Esma-PB na plataforma do Youtube.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Maio Laranja: 70% dos crimes de exploração sexual de crianças acontecem em casa

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    A cada 24 horas, 100 crianças sofrem violência sexual no país e 51% das vítimas abusadas têm até cinco anos de idade. As estatísticas também revelam que 45,5% das crianças são negras e 70% dos crimes acontecem em casa. Os dados são da Agência Brasil. Esses números podem ser ainda maiores, já que estima-se que somente 7,5% dos casos cheguem a ser denunciados às autoridades. Para alertar, combater e dar visibilidade aos crimes, foi instituído o ‘Maio Laranja’.

    O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra uma realidade preocupante sobre a violência contra crianças e adolescentes na Paraíba. A maioria dos registros é de estupros cometidos contra meninas. Dos 418 casos de estupro de vulnerável no Estado, 376 vítimas eram meninas até 14 anos. Os dados foram repassados em julho do ano passado.

    adoção
    Juiz Adhailton Lacet

    Segundo o juiz titular da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet Correia Porto, os crimes sexuais são extremamente cruéis e traumáticos para as vítimas. “Seus impactos são ainda maiores, quando perpetrados contra crianças e adolescente, em razão da fase de desenvolvimento físico e mental que se encontram, motivo pelo qual se faz necessária uma proteção especial, visando garantir e proteger os direitos infantojuvenis, bem como punir severamente os agressores e assegurar às vítimas todas as medidas protetivas para minimizar os traumas”, destacou o magistrado.

    O ‘Maio Laranja’ foi oficializado a partir de 2022 com a Lei nº 14.432/22, e a campanha é realizada este mês por conta do 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

    A data lembra o ‘Caso Araceli’, o brutal assassinato de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, uma menina de oito anos, ocorrido em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES). Araceli foi sequestrada, drogada, estuprada e morta. Seis dias depois, seu corpo foi encontrado com sinais de violência extrema e desfigurado por ácido. Os principais suspeitos, pertencentes a famílias influentes, foram inicialmente condenados, mas posteriormente absolvidos em novo julgamento, o que gerou grande comoção e revolta na sociedade.

    Canais de denúncias – As denúncias de abuso e exploração sexual podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais:Conselhos Tutelares de João Pessoa – Contatos no link: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/servico/conselhos-tutelares/

    • Disque 100 – Canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos (funciona 24 horas por dia, todos os dias)
    • Disque 155 – Canal estadual administrado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano da Paraíba
    • Atendimento da Prefeitura de João Pessoa – (83) 3213-6130 (canal para denúncias, solicitações de serviços, elogios e sugestões)

    Por Fernando Patriota

  • Semana Estadual da Adoção começa com palestra para mais de 150 estudantes do curso de Direito

    Semana Estadual da Adoção começa com palestra para mais de 150 estudantes do curso de Direito

    Palestra Adoção
    Palestrantes do evento promovido pelo Cajup, no Unipê

    Uma palestra sobre adoção de criança foi ministrada, na manhã desta segunda-feira (19), para mais de 150 estudantes do Curso de Direito do Unipê (Centro Universitário de João Pessoa). O evento abriu a Semana Estadual da Adoção. Entre os convidados para falar sobre o tema ‘Adoção, um ato de amor incondicional’, estava o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet Correia Porto.

    O magistrado disse que a iniciativa também faz parte da Campanha ‘Não resista ao amor! Adote’. “Esse ciclo de palestra vem se consolidando como um evento de suma importância para esclarecimentos sobre todas as modalidades de adoção, sempre buscando incrementar a mudança de perfil para que pretendentes procurem crianças maiores de anos”, comentou Adhailton Lacet.

    Palestra Adoção
    Estudantes do curso de Direito assistiram à palestra sobre adoção

    Responsável por coordenar o evento, a professora do Laboratório de Prática Jurídica do Unipê, Lucilene Solano de Freitas Martins, disse que “a palestra de hoje consta de uma sequência de palestras sobre matérias jurídicas, e a adoção é importante da constância do meio jurídico como forma de amor ao próximo”, avaliou. Lucilene Solano é professora do Unipê há 24 anos e também coordena o Projeto de Extensão Cajup (Centro de Assistência Jurídica Popular).

    Outra palestrante foi a promotora de justiça da Infância e Juventude da Capital, Soraya Nóbrega. Para ela, “a iniciativa é crucial para permitir uma discussão sobre questões importantes, como a agilidade do processo, a sensibilização da sociedade e a identificação de soluções para os desafios que ainda persistem, sobretudo relativamente ao Processo de Habilitação e Processo de Adoção propriamente dito, com destaque para Adoção Legal”, pontuou. “Os debates são importantes para sensibilizar a sociedade sobre a importância do tema, combatendo preconceitos e incentivando a adoção de crianças e adolescentes de diferentes idades, raças e condições de saúde”, ressaltou Soraya Nóbrega.

    A defensora pública Elza Regis de Oliveira Lima foi a terceira palestrante do dia: “É importante ressaltar que adotar é garantir às crianças e adolescentes o direito a uma família, a um desenvolvimento saudável, acolhedor e seguro, com todos os direitos e deveres de um filho, inclusive sucessórios”.

    Campanha‘Não resista ao amor! Adote’ é uma campanha de incentivo à adoção promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de João Pessoa, e parceiros. A programação especial ocorre no mês em que se comemora o Dia Nacional da Adoção (25 de maio). A finalidade da Campanha é sensibilizar as pessoas sobre a situação de crianças e adolescentes que se encontram nas casas de acolhimento à espera de uma família e visa despertar a possibilidade de adotar, mesmo por aquela família que já tenha filhos biológicos, ou de apadrinhar, de forma financeira, social ou afetiva.

    Por Fernando Patriota

     

  • Lagoa Seca realiza a 1ª Corrida 18 de Maio no combate ao abuso e à exploração sexual infantil

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    Com o tema ‘Isso é da nossa conta’, a Prefeitura de Lagoa Seca anuncia a realização da 1ª Corrida 18 de Maio, um evento que visa mobilizar a população em torno da Campanha Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O município pertence à Comarca de Campina Grande.

    A ação conta com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju). “Os dados do Atlas da Violência 2025 são assustadores e exigem de todos nós uma resposta urgente. Crianças e adolescentes seguem sendo vítimas de violência, muitas vezes dentro de seus próprios lares. É por isso que ações como a Corrida 18 de Maio, promovida em Lagoa Seca, são tão relevantes. Não se trata apenas de um evento esportivo, mas de uma mobilização que dá visibilidade a um tema sensível e, infelizmente, recorrente: a violência sexual contra meninos e meninas”, afirmou o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da Coinju.

    O magistrado acrescentou que essa é uma ação que permite o envolvimento não só do poder público, mas da sociedade e das famílias. “Precisamos de iniciativas como essa, que unem Judiciário, Ministério Público, Creas, conselhos tutelares e tantas outras instituições que lidam com essa dura realidade todos os dias. Só com articulação e mobilização social seremos capazes de romper o silêncio e proteger, de forma efetiva, nossas crianças e adolescentes”, pontuou.

    As inscrições para a corrida já estão abertas e são gratuitas para os moradores de Lagoa Seca que apresentarem o CadÚnico na Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte. Para aqueles que ainda não possuem o CadÚnico, é possível obtê-lo na sede do Cadastro Único.

    Participantes de outras localidades também podem se inscrever mediante o pagamento de uma taxa de R$ 60,00. As inscrições online podem ser feitas através do link: https://www.smcrono.com.br/evento/2025/corrida-de-rua/corrida-de-18-de-maio.

    O evento contará com percursos de 5KM e 10KM, com premiações para os três primeiros colocados nas categorias geral e local. A premiação busca valorizar tanto os atletas da cidade quanto os visitantes que participarem da corrida.

    Violência – No período compreendido entre 2013 e 2023, 2.124 crianças de 0 a 4 anos sofreram homicídio. Nesse mesmo período foram vitimadas 6.480 crianças entre 5 e 14 anos e 90.399 adolescentes entre 15 e 19 anos. São milhares de crianças e adolescentes que não tiveram a chance de sequer iniciar ou concluir sua vida escolar, ou de começar a construir um caminho profissional (Dados do Atlas da Violência 2025).

    Por Lenilson Guedes

     

  • Lagoa Seca realiza a 1ª Corrida 18 de Maio em combate ao abuso e à exploração sexual infantil

    Lagoa Seca realiza a 1ª Corrida 18 de Maio em combate ao abuso e à exploração sexual infantil

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    Com o tema ‘Isso é da nossa conta’, a Prefeitura de Lagoa Seca anuncia a realização da 1ª Corrida 18 de Maio, um evento que visa mobilizar a população em torno da Campanha Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O município pertence à Comarca de Campina Grande.

    A ação conta com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju). “Os dados do Atlas da Violência 2025 são assustadores e exigem de todos nós uma resposta urgente. Crianças e adolescentes seguem sendo vítimas de violência, muitas vezes dentro de seus próprios lares. É por isso que ações como a Corrida 18 de Maio, promovida em Lagoa Seca, são tão relevantes. Não se trata apenas de um evento esportivo, mas de uma mobilização que dá visibilidade a um tema sensível e, infelizmente, recorrente: a violência sexual contra meninos e meninas”, afirmou o juiz Hugo Gomes Zaher, coordenador da Coinju.

    O magistrado acrescentou que essa é uma ação que permite o envolvimento não só do poder público, mas da sociedade e das famílias. “Precisamos de iniciativas como essa, que unem Judiciário, Ministério Público, Creas, conselhos tutelares e tantas outras instituições que lidam com essa dura realidade todos os dias. Só com articulação e mobilização social seremos capazes de romper o silêncio e proteger, de forma efetiva, nossas crianças e adolescentes”, pontuou.

    As inscrições para a corrida já estão abertas e são gratuitas para os moradores de Lagoa Seca que apresentarem o CadÚnico na Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte. Para aqueles que ainda não possuem o CadÚnico, é possível obtê-lo na sede do Cadastro Único.

    Participantes de outras localidades também podem se inscrever mediante o pagamento de uma taxa de R$ 60,00. As inscrições online podem ser feitas através do link: https://www.smcrono.com.br/evento/2025/corrida-de-rua/corrida-de-18-de-maio.

    O evento contará com percursos de 5KM e 10KM, com premiações para os três primeiros colocados nas categorias geral e local. A premiação busca valorizar tanto os atletas da cidade quanto os visitantes que participarem da corrida.

    Violência – No período compreendido entre 2013 e 2023, 2.124 crianças de 0 a 4 anos sofreram homicídio. Nesse mesmo período foram vitimadas 6.480 crianças entre 5 e 14 anos e 90.399 adolescentes entre 15 e 19 anos. São milhares de crianças e adolescentes que não tiveram a chance de sequer iniciar ou concluir sua vida escolar, ou de começar a construir um caminho profissional (Dados do Atlas da Violência 2025).

    Por Lenilson Guedes

     

  • Apadrinhamento afetivo transforma vidas por meio da convivência familiar e comunitária

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    O Dia Municipal do Apadrinhamento Afetivo, celebrado hoje (5), é uma data dedicada a valorizar e promover o vínculo entre padrinhos afetivos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, além de permitir a homens e mulheres auxiliarem esse público em situação de acolhimento institucional. Mais do que apoio material, o apadrinhamento tem como objetivo proporcionar a convivência familiar e comunitária a crianças e adolescentes acolhidos, maiores de oito anos e/ou com deficiências física ou mental.

    Essa iniciativa representa, também, a construção de laços afetivos, oferecendo carinho, escuta, atenção e presença constante na vida da criança ou adolescente. Essa relação pode transformar histórias, fortalecer a autoestima e criar perspectivas de futuro.

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    Adhailton Lacet – juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude – JP

    Na maior Comarca do Estado, João Pessoa, a modalidade foi criada em 2017, com a Portaria nº 01 da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, que instituiu o Núcleo de Apadrinhamento Infantojuvenil (Napsi). A prática ganhou mais força, com a sanção da Lei nº 13.913, que instituiu o dia 5 de maio como o Dia Municipal do Apadrinhamento Afetivo. De acordo com o dispositivo legal, a data foi incluída no Anexo Único da Lei 13.768/2019, que consolida a legislação municipal referente a datas comemorativas, eventos e feriados.

    Segundo o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa e idealizador do Napsi, Adhailton Lacet Correia Porto, a iniciativa surgiu a partir da Portaria nº 01/2017 da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinju), do Tribunal de Justiça da Paraíba. O magistrado enfatizou que João Pessoa é a única cidade no Brasil que tem um dia alusivo ao apadrinhamento afetivo e que a criação desta data oficial deverá fortalecer e intensificar a prática.

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    Fernanda Sattva – coord. do Napsi

    “A criação deste dia pode contribuir, pois tendo o reconhecimento por lei, sempre haverá a lembrança e eventos em prol do apadrinhamento, assim como existem com outras datas, a exemplo da Adoção, do combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, entre outras”, analisou Adhailton Lacet. De acordo a coordenadora do Napsi, a psicóloga Fernanda Sattva, “o apadrinhamento afetivo tem proporcionado uma convivência familiar e comunitária para aquelas crianças acolhidas, que têm pouca possibilidade de adoção, ou mesmo que não estejam disponíveis para colocação em família substituta, e portanto, podem permanecer mais tempo no acolhimento”.

    Fernanda Sattva disse que no Napsi de João Pessoa existem 87 cadastros ativos entre padrinhos sociais e afetivos. O apadrinhamento financeiro envolve a disposição para custear atividades do afilhado, como escola, cursos, prática de esportes; o social contempla a prestação de serviços institucionais à criança ou adolescente, conforme especialização profissional, e o afetivo ocorre por meio da realização de visitas, passeios, criação de laços afetivos e de convivência familiar.

    Pretendentes – Para iniciar o processo de apadrinhamento, basta entrar em contato, por meio do e-mail napsi@tjpb.jus.br, por onde serão enviadas as orientações e formulários. Ainda, os pretendentes podem comparecer ao Fórum da Infância e Juventude e procurar o Setor de Medidas Protetivas. É importante ressaltar que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não é possível ser padrinho e estar inserido na fila para adoção, dados os objetivos diferentes de cada um.

    Por Fernando Patriota

     

  • Cidadania de Primeira: 250 pessoas são beneficiadas com identidade civil em Santa Gertrudes

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    Crianças de 0 a 6 anos foram beneficiadas

    Em mais uma edição, o Projeto Cidadania de Primeira beneficiou, com a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), 250 pessoas, entre crianças e adultos. Eles foram atendidos, na manhã desta terça-feira (29/04), no Distrito de Santa Gertrudes, localidade abrangida pela Comarca de Patos. Em duas edições anteriores do projeto, já foram emitidos 530 documentos.

    A união entre o Poder Judiciário paraibano, a Prefeitura Municipal de Patos e o governo estadual possibilitou a execução do Cidadania de Primeira. O objetivo do projeto é fortalecer as ações de proteção e garantia dos direitos do público infantojuvenil, além de prevenir o desaparecimento infantil e combater o sub-registro civil.

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    Juíza, sec. de Ação Social de Patos e famílias participantes

    Para a diretora do Fórum da Comarca de Patos, juíza Joscileide Ferreira de Lira, que na ocasião representou o Comitê Gestor da Primeira Infância do Tribunal de Justiça da Paraíba, a ação tem se destacado como instrumento de inclusão e cidadania, na identificação na primeira infância e no registro nos bancos de dados das instituições. Segundo reforçou, coíbe a prática de sequestros e desaparecimentos de crianças.

    “Até pouco tempo, a carteira de identificação era obtida já na fase adulta. Hoje, fazemos uma busca ativa, com os órgãos parceiros, professores e profissionais que acompanham diariamente as crianças. Somos parte fundamental na identificação delas, que passam a ter um documento oficial com foto e impressão digital”, ressaltou a magistrada, salientando o alcance do projeto para os pais ou responsáveis, como um momento histórico.

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    Mães fizeram questão de participar da ação

    A secretária Municipal de Ação Social, Helena Wanderley, destacou as parcerias e explicou que a intenção é emitir a CIN para as crianças que estão na zona rural e nos assentamentos de Santa Gertrudes. “De forma que possamos dar às crianças o direito à cidadania de ter seu documento com fotos, além de ser um meio de segurança”, comentou.

    Mãe de uma criança de um ano de idade, que teve a identidade emitida, Jussara Barbosa Martins, disse que: “o Cidadania de Primeira tem a sensibilidade de tirar a documentação das nossas crianças, beneficiando também a comunidade”. Rejane Xavier, mãe de três crianças beneficiadas, achou o projeto muito interessante. “Ele está dando a oportunidade aos nossos filhos de tirarem a CIN, sem precisar que os pais se desloquem à cidade de Patos”, enfatizou.

    Por Lila Santos

    Fotos cedidas pelo Fórum da Comarca de Patos

     

  • Cidadania de Primeira: 250 pessoas são beneficiadas com identidades civis em Santa Gertrudes

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    Crianças de 0 a 6 anos foram beneficiadas

    Em mais uma edição, o Projeto Cidadania de Primeira beneficiou, com a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), 250 pessoas, entre crianças e adultos. Eles foram atendidos, na manhã desta terça-feira (29/04), no Distrito de Santa Gertrudes, localidade abrangida pela Comarca de Patos. Em duas edições anteriores do projeto, já foram emitidos 530 documentos.

    A união entre o Poder Judiciário paraibano, a Prefeitura Municipal de Patos e o governo estadual possibilitou a execução do Cidadania de Primeira. O objetivo do projeto é fortalecer as ações de proteção e garantia dos direitos do público infantojuvenil, além de prevenir o desaparecimento infantil e combater o sub-registro civil.

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    Juíza, sec. de Ação Social de Patos e famílias participantes

    Para a diretora do Fórum da Comarca de Patos, juíza Joscileide Ferreira de Lira, que na ocasião representou o Comitê Gestor da Primeira Infância do Tribunal de Justiça da Paraíba, a ação tem se destacado como instrumento de inclusão e cidadania, na identificação na primeira infância e no registro nos bancos de dados das instituições. Segundo reforçou, coíbe a prática de sequestros e desaparecimentos de crianças.

    “Até pouco tempo, a carteira de identificação era obtida já na fase adulta. Hoje, fazemos uma busca ativa, com os órgãos parceiros, professores e profissionais que acompanham diariamente as crianças. Somos parte fundamental na identificação delas, que passam a ter um documento oficial com foto e impressão digital”, ressaltou a magistrada, salientando o alcance do projeto para os pais ou responsáveis, como um momento histórico.

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    Mães fizeram questão de participar da ação

    A secretária Municipal de Ação Social, Helena Wanderley, destacou as parcerias e explicou que a intenção é emitir a CIN para as crianças que estão na zona rural e nos assentamentos de Santa Gertrudes. “De forma que possamos dar às crianças o direito à cidadania de ter seu documento com fotos, além de ser um meio de segurança”, comentou.

    Mãe de uma criança de um ano de idade, que teve a identidade emitida, Jussara Barbosa Martins, disse que: “o Cidadania de Primeira tem a sensibilidade de tirar a documentação das nossas crianças, beneficiando também a comunidade”. Rejane Xavier, mãe de três crianças beneficiadas, achou o projeto muito interessante. “Ele está dando a oportunidade aos nossos filhos de tirarem a CIN, sem precisar que os pais se desloquem à cidade de Patos”, enfatizou.

    Por Lila Santos

    Fotos cedidas pelo Fórum da Comarca de Patos

     

  • Aemp e Vara da Infância e Juventude de CG visitam Casas da Esperança, Ipesq e Alpargatas

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    Visita à indústria Alpargatas

    A convite do juiz Perilo Lucena, da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, a presidente da Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp), Nalva Coutinho, e assessores conheceram, na segunda-feira (28,) as instituições de acolhimento Casas da Esperança 3 e 4, administradas pela Prefeitura de Campina Grande.

    A comitiva da Aemp e da Vara da Infância visitaram, também, o Instituto dos Cegos, que tem à frente Adenize Queiroz de Farias,  e o Ipesq  (Instituto Professor Joaquim Amorim Neto de Desenvolvimento, Fomento e Assistência a Pesquisa Científica e Extensão), organização civil de fins não econômicos, de caráter filantrópico, fundada em 2008 em Campina Grande,  que cuida de crianças com microcefalia e outras desordens neurais.

    O primeiro encontro aconteceu na fábrica da Alpargatas de Campina Grande, que fará a doação de 2.500 sandálias havaianas à Vara da Infância e Juventude. Trezentas sandálias serão repassadas para Aemp, que fará a entrega a entidades carentes de João Pessoa.

    “Foi um dia de muito trabalho e satisfação ter sido recebida pelo juiz Perilo Lucena, que nos proporcionou conhecer as casas de acolhimento de Campina Grande, onde pudemos ver de perto o excelente trabalho desenvolvido naquela cidade, o cuidado com crianças e adolescentes. Visitamos, também, outras entidades da maior importância que trabalham com crianças.  A Aemp vai fazer parceria com essas entidades”, disse a presidente da Aemp, Nalva Coutinho.

    Para o juiz Perilo Lucena, foi um dia produtivo e especial a ida da presidente da Aemp a Campina para conhecer os projetos das Casas da Esperança e outras entidades.

    “Quero agradecer a presença da presidente da Aemp, Nalva Coutinho, aqui em Campina, para conhecer um pouco do trabalho da Infância e Juventude e das instituições que atuam como parceiras e que fazem parte da rede de proteção pública e privada e das organizações não governamentais. Hoje, visitamos o Instituto dos Cegos de Campina Grande e estivemos na Alpargatas para receber uma valiosa doação, que será compartilhada com outras unidades de proteção das crianças e dos adolescentes”, disse o juiz Perilo.

    De acordo com Berivaldo Araújo, diretor do Instituto Alpargatas, a parceria com o Juizado da Infância e Juventude de Campina Grande fortalece o elo social da Alpargatas. “Essa parceria com a Vara da Infância e Juventude fortalece a prática solidária do Instituto Alpargatas e o compromisso com a igualdade de oportunidades, entre pessoas em vulnerabilidade, promovendo inclusão, diversidade e garantia de direitos”.

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    Visita ao Instituto dos Cegos

    A  presidente do Instituto dos Cegos de Campina Grande (Iceno), Adenize Queiroz,  destacou a visita da presidente da Aemp e o trabalho que eles fazem com a Vara da Infância e Juventude de Campina.

    “São mais de 70 anos de trabalho e é sempre gratificante a presença do juiz Perilo Lucena, e saudamos a visita da presidente da Aemp, Nalva Coutinho. Por aqui já foram formadas várias pessoas, dentre advogados, profissionais autônomos, músicos, professores. O  Iceno  tem promovido a inclusão e ampliado a qualidade de vida das pessoas que nos procuram. A meta do Instituto é fazer um trabalho próximo da sociedade, estabelecer essa aproximação com o Judiciário e com associações, como a Aemp, que trabalham nesse contexto. Para nós, é mais que importante que os segmentos sociais conheçam  e reconheçam o trabalho da Instituição, identificando-se como parceiros da luta pela qualidade de vida das pessoas cegas”, revelou Adenize Amorim.

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    Visita à Casa da Esperança

    Casas da Esperança

    As  visitas às Casas da  Esperança 3 e 4 foram conduzidas pelo secretário  de Assistência Social do município de Campina Grande (Semas), Fábio Henrique Thoma, e pelo presidente do Conselho da Criança e do Adolescente, Paulineto do Nascimento Sarmento.

    “Impressionante o trabalho que é desenvolvido nessas casas. O cuidado e o zelo pelas crianças e adolescentes, também os bebês, mostra o quanto os profissionais se dedicam 24 horas no desenvolvimento humano”, pontuou a presidente da Aemp, Nalva Coutinho.

    Para o secretário Fábio Henrique Thoma, esse trabalho das Casas da Esperança é uma ação contínua. “Agradecemos a parceria com o juiz Perilo Lucena e a visita da presidente da Aemp, Nalva Coutinho. Nosso trabalho é imenso, nas quatro casas de acolhimento, com crianças e adolescentes, muitos desde o nascimento até completarem 18 anos. Acolhemos os bebês na Casa 3;  na Casa 1, apenas o sexo masculino; na 4, só irmãos; e na Casa 2, só mulheres”, relatou o secretário Thomas.

    Ana Nery, coordenadora da Casa 3: “Considero extremamente positiva a visita da presidente da Aemp. É interessante que toda a rede tenha conhecimento de como é  feito o nosso trabalho em relação a essas crianças. Temos hoje 32 crianças em atendimento. É interessante que as pessoas tenham conhecimento de como  a gente vive essa rotina com essas crianças. Então, ter o olhar e sentir a necessidade e sentir a realidade do trabalho”.

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    No Ipesq, centro especializado em microcefalia

    Microcefalia e outras desordens neurais

    A última visita aconteceu no Ipesq, instituição filantrópica que trabalha com pesquisa, cuidado e atenção a crianças com microcefalia e com outras desordens neurais, de Campina Grande e região, que tem como coordenador e vice-presidente Romero Moreira. O Ipesq é o maior banco de dados de microcefalia do mundo.

    “Muito nos alegra a visita da presidente da Aemp, Nalva Coutinho, conduzida pelo nosso parceiro, o juiz Perilo Lucena. Cuidamos aqui em Campina de quase 120 crianças com microcefalia. Damos o tratamento, fazemos fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento médico e nutricional, fonoaudiologia para as crianças e as famílias. As mães trazem os filhos e são atendidos, fornecemos leite, suplementos e consultas médicas e exames, o que temos disponíveis e é tudo gratuito” comentou Romero.

    Por Kubitschek Pinheiro (texto e fotos)