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  • Círculo de Construção de Paz em Remígio fortalece direitos e acolhimento de mães atípicas

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    Facilitadoras em atuação no Círculo de Construção de Paz

    Com a finalidade principal de promover acolhimento emocional e troca de experiências, a juíza e diretora do Fórum da Comarca de Remígio, Juliana Dantas de Almeida Borges, realizou o ‘Segundo Círculo de Construção de Paz’ com mães atípicas. O encontro foi conduzido pelas facilitadoras Marguileide Cananéa, Juliana Araújo, Patrícia Rafael e Francicleide Dionízio, que prepararam o espaço, utilizando materiais significativos e adequados ao momento.

    Mãe atípica é aquela que vive a maternidade fora do padrão considerado ‘típico’ pela sociedade. Geralmente, o termo se refere a mulheres que criam filhos com deficiência, transtornos do desenvolvimento, condições neurológicas ou outras necessidades específicas que exigem cuidados diferenciados.

    “A realização dos círculos dessa natureza são de suma importância, buscando promover a escuta daquelas mulheres que cuidam de filhos neurodivergentes, promovendo assim a importância do autocuidado e da saúde mental da maternidade atípica”, comentou Juliana Dantas, que é juíza titular da Vara Única de Remígio.

    Ainda segundo a magistrada, o Segundo Círculo de Construção de Paz foi marcado por intensas trocas de experiência, relatos emocionantes e aprendizados significativos. “O resultado dessa prática restaurativa foi extremamente positivo, e todas as participantes solicitaram a continuidade da ação”, acrescentou a juíza.

    Para Francicleide Dionízio, “cada presença do Círculo é semente, cada palavra é raiz e nesse espaço há julgamento, há acolhimento, respeito e partilha, além de deixar claro que não estamos sozinhas”. Ela disse ainda que as ações desenvolvidas no decorrer deste ano fortalecem vínculos e promovem cuidado mútuo entre as famílias atendidas.

    Por Fernando Patriota
     

  • Comarca de Remígio realiza o 1º Dia Restaurativo e avança na implantação do Cejure

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    Ginásio lotou durante solenidade de instalação do Cejure

    Com o objetivo de difundir a cultura de paz por meio do diálogo, da escuta e da responsabilidade compartilhada na Comarca de Remígio e na Região do Agreste paraibano, a unidade judiciária está promovendo, nesta sexta-feira (25), o 1º Dia Restaurativo. A iniciativa integra também as ações voltadas à implantação do Centro de Execução de Justiça Restaurativa (Cejure) na Comarca. A realização do evento é fruto de uma parceria entre o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure), e a Prefeitura Municipal de Remígio.

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    Fred Coutinho destacou os avanços da Justiça Resturativa

    A solenidade contou com a presença do presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho; do vice-presidente da Corte, desembargador João Batista Barbosa; do desembargador Horácio Ferreira de Melo; do prefeito de Remígio, Luís Cláudio Régis Marinho; do juiz auxiliar da Vice-presidência do TJPB e coordenador adjunto do Nejure, Max Nunes; da juíza-coordenadora adjunta do Núcleo, Ivna Mozart; e da diretora do Fórum de Remígio, Juliana Dantas Almeida.

    O presidente do TJPB destacou o avanço significativo da Justiça Restaurativa no âmbito do Tribunal, sob a liderança do desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, coordenador do Nejure. Ele ressaltou o empenho de verdadeiros guerreiros e guerreiras, como a magistrada Ivna Mozart e os juízes Max Nunes e Hugo Zaher, além da equipe de servidores(as) que vem conduzindo esse trabalho da Justiça Restaurativa, com sensibilidade, compromisso e responsabilidade.

    “É uma honra estar aqui, ao lado do povo desta comunidade, para trazer e fortalecer esse modelo de Justiça que, como o próprio nome diz, é Restaurativa. Uma Justiça que busca reconectar, reparar e transformar realidades por meio do diálogo, da escuta e da empatia”, disse o desembargador Fred.

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    Prefeito Cláudio Régis

    O prefeito Cláudio Régis destacou a importância da parceria entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça para a implantação do Cejure no município. “É uma grande satisfação. Tenho certeza de que essa parceria já está dando certo e trará muitos frutos para nossa comunidade”, afirmou o gestor.

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    Juiz Max Nunes

    O juiz Max Nunes afirmou que o Nejure tem a honra de lançar o evento do 1º Dia Restaurativo na cidade de Remígio, marcando o início da implantação da Justiça Restaurativa na Comarca. “Esse modelo de justiça vem transformar a atuação tanto da comunidade quanto do sistema judicial, especialmente no campo da educação. Trata-se de uma justiça com uma abordagem mais humana e inclusiva, que modifica os parâmetros de atuação”, assegurou.

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    Juíza Ivna Mozart

    Para a juíza Ivna Mozart toda ação restaurativa, quando realizada conforme seus princípios e propósitos, deve envolver a comunidade de forma genuína. “Não se trata apenas de implementar verticalmente um projeto ou programa, mas sim de promover a colaboração e o engajamento ativo das pessoas, tanto aquelas que serão beneficiadas pelas práticas restaurativas quanto as responsáveis por sua aplicação. Este evento tem como objetivo reunir e aproximar pessoas, além de divulgar à população o trabalho que já estamos desenvolvendo há algum tempo nessa área”, afirmou.

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    Juíza Juliana Almeida

    A diretora do Fórum, juíza Juliana Almeida, destacou que o evento é um dia muito especial para a Comarca de Remígio, um verdadeiro marco. Segundo a magistrada, a Justiça Restaurativa não vem para substituir a Justiça tradicional, mas sim para atuar como um complemento. “Sua proposta está centrada no diálogo, na escuta e na reconciliação, promovendo o protagonismo tanto da vítima quanto do ofensor”, comentou.

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    Facilitadora restaurativa Katiane Boschetti

    A facilitadora restaurativa Katiane Boschetti, do Rio Grande do Sul, proferiu palestra sobre o tema ‘Justiça Restaurativa’, abordando conceitos e práticas aplicadas no contexto educacional e comunitário. “A Justiça Restaurativa nasce da força da comunidade, bem como falar da Justiça Restaurativa é falar de vida”, disse.

    Ainda pela manhã, dentro da programação, a juíza Ivnan Mozart apresentou o projeto da Justiça Restaurativa na Comarca de Remígio. A apresentação incluiu o lançamento do concurso ‘Desenhos Restaurativos’, que tem como objetivo selecionar trabalhos de estudantes para compor, de forma permanente, os murais da futura sede do Cejure no município. Também foram lançados a logomarca do projeto e a construção coletiva da nuvem de palavras, além da exibição de um vídeo institucional.

    Já durante o período da tarde, as atividades prosseguiram com a realização, simultânea, de 15 círculos de construção de paz em duas escolas do município. Os círculos serão vivenciados por gestores, coordenadores, professores e demais profissionais da educação, tanto das unidades de ensino participantes quanto de outras instituições de Remígio.

    A condução dos círculos é feita por facilitadores capacitados pelo Nejure na metodologia de Justiça Restaurativa, oriundos das cidades de João Pessoa, Campina Grande, Algodão de Jandaíra, Juazeirinho e Remígio. O objetivo é fortalecer a implementação da Justiça Restaurativa como ferramenta de transformação social e resolução pacífica de conflitos, especialmente no ambiente escolar.

    A solenidade, pela manhã, contou ainda com a presença do prefeito de Algodão de Jandaíra, Humberto dos Santos; dos presidentes das Câmaras Municipais de Remígio, Cizenando da Cunha, e de Algodão de Jandaíra, Leandro Barbosa; da presidente da Aemp, Nalva Coutinho; dos diretores do TJPB Robson Cananéa (Especial), Einstein Roosevelt (Gestão de Pessoas) e Daniel Melo (TI); e juízes(as); além de outras autoridades.

    Por Marcus Vinícius

    Fotos Ednaldo Araújo