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  • Ministério da Saúde inaugura unidade de saúde indígena no Pará

    Ministério da Saúde inaugura unidade de saúde indígena no Pará

    O Ministério da Saúde inaugurou, neste sábado (7), a Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Mapuera, na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, em Oriximiná (PA). A estrutura conta com dois consultórios para atendimentos gerais, consultório odontológico, sala de vacinação, farmácia, laboratório, enfermaria, sala de espera e alojamentos. A unidade vai beneficiar cerca de 660 indígenas dos povos Wai Wai, Arara e Tirió. 

    Entre os serviços oferecidos estão consultas e procedimentos de enfermagem, pré-natal, vacinação, atendimento odontológico, acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil e cuidado de pessoas com hipertensão e diabetes. A equipe também realizará ações de prevenção do câncer do colo do útero, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de atividades de vigilância em saúde, com atenção a agravos como malária e doenças diarreicas. 

    A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destaca que a estrutura vai permitir melhores condições de atendimento, com mais privacidade nas consultas e espaços adequados para armazenar vacinas, medicamentos e insumos. 

    “Com a nova unidade, as famílias da Aldeia Mapuera terão melhores condições de receber atendimento e dar continuidade ao cuidado dentro do próprio território. Essa entrega reafirma o compromisso do Ministério da Saúde e do Governo Federal com a saúde dos povos indígenas de todo o Brasil”, disse. 

    Ministério destinou R$ 1,17 milhão para viabilizar a logística da obra  

    A implantação da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) Mapuera foi viabilizada por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a organização Target Rüdiger Nehberg Brasil. Pelo acordo, cada instituição ficou responsável pelas despesas e atividades sob sua atribuição, sem transferência de recursos financeiros entre os parceiros. 

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins assumiu o transporte aéreo e fluvial de materiais, equipamentos e insumos até a aldeia.  O valor de R$ 1,17 milhão enviados pelo Ministério da Saúde foram utilizados em despesas logísticas. 

    A organização forneceu equipamentos, materiais de construção e equipe técnica especializada. A obra utilizou o sistema steel frame, com perfis leves de aço, que permite uma montagem mais rápida e reduz a geração de resíduos.  

    Edjalma Borges 
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde fortalece saneamento na Terra Indígena Yanomami com qualificação de Agentes Indígenas de Saneamento

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), iniciou, nesta segunda (02), a qualificação de 14 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) que atuam na terra indígena Yanomami. Além de conhecer o perfil dos AISAN e como eles têm atuado no serviço em relação ao saneamento básico, o curso tem por objetivo qualificar esses trabalhadores para atuarem de forma técnica, intercultural e integrada na promoção do saneamento ambiental nas comunidades indígenas, no fortalecimento das ações de abastecimento de água, manejo de resíduos sólidos, controle de vetores e educação ambiental. Essas ações contribuem para consolidar as estratégias baseadas nas práticas sustentáveis e culturalmente adequadas conforme as diretrizes do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

    A formação será realizada no Polo Administrativo de Santa Isabel do Rio Negro – AM, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e será ministrado pela equipe da Divisão de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (DISANI) do distrito.

    Ao todo, a qualificação terá carga horária total de 80 horas, sendo 40 horas teórico-práticas e 40 horas de prática supervisionada nas próprias aldeias. Esses trabalhadores atuam em 22 aldeias do Polo Base Missão Marauiá, onde vivem cerca de 3.241 indígenas. O curso reforça a atuação dos AISAN em eixos fundamentais que incluem o monitoramento da qualidade da água, operação e manutenção de sistemas de abastecimento e gerenciamento de resíduos sólidos.

    Segundo o coordenador e instrutor da qualificação, o biólogo Maicon Velasco de Melo, a ação oferece aos trabalhadores indígenas conhecimento técnico para que estes exerçam seu protagonismo na proteção do seu território contra ameaças que possam afetar famílias inteiras.

    “Mais do que uma capacitação técnica, essa iniciativa representa investimento direto na autonomia das comunidades, ao valorizar o protagonismo indígena na promoção da saúde e na proteção do território. Essa atuação cotidiana do AISAN reduz riscos epidemiológicos, fortalece a vigilância em saúde e amplia a corresponsabilização comunitária pelo cuidado com o território”, concluiu.

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    Foto: Divulgação/MS

    O valor estratégico do AISAN

    O Agente Indígena de Saneamento é peça central na prevenção de doenças de veiculação hídrica, no controle de vetores e na promoção de práticas sustentáveis nas aldeias. Ele atua de forma intercultural articulando saberes tradicionais e conhecimentos técnicos, o que garante que as soluções de saneamento sejam culturalmente adequadas e socialmente efetivas. As atividades incluem ações contínuas de monitoramento do cloro residual e da qualidade da água, com coleta e envio de amostras para análise laboratorial, a fim de assegurar a potabilidade e prevenir riscos à saúde.

    O AISAN também orienta a comunidade sobre práticas adequadas de higiene e armazenamento seguro de água. O trabalhador também é acionado para acompanhar obras de manutenção dos sistemas de abastecimento e para mobilizar a comunidade para a realização de mutirões de limpeza na aldeia.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Três novas UBSI são entregues para a população indígena do CE

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará recebeu, esta semana, três novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) para ampliar o atendimento aos povos indígenas dos municípios de Monsenhor Tabosa e Crateús, no Ceará. Juntas, as UBSI vão beneficiar 4.600 indígenas que vivem e 42 aldeias da região. O investimento ultrapassa R$ 3,5 milhões.

    Presente nas cerimônias de inauguração das unidades juntamente de lideranças, representantes do controle social indígena e da diretoria do DSEI Ceará, o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, destacou o empenho do governo federal na oferta e garantia de assistência à saúde dos povos indígenas.

    “Essas obras são fruto de uma decisão política do governo federal, e do Ministério da Saúde, de colocar as necessidades dos povos indígenas também dentro a agenda da saúde. Só assim, poderemos combater os vazios assistenciais que tanto prejudicou nossos povos em um passado recente”, disse. Para o secretário, a entrega também valoriza os profissionais que atuam nesses equipamentos nos territórios indígenas.    

    Equipamentos

    Cada equipamento é composto por mais de 20 ambientes, organizados para atender diferentes funções assistenciais e de apoio. Entre os principais espaços, destacam-se: consultório de enfermagem, consultório médico, consultório odontológico, sala de imunização, sala de medicina tradicional, sala de atividades coletivas, copa, guarita, estacionamento e estrutura complementar de reservatório elevado e cisterna.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério qualifica Agentes Indígenas de Saúde para vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório nas aldeias

    Ministério qualifica Agentes Indígenas de Saúde para vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório nas aldeias

    Os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Bahia, Ceará e Pernambuco foram qualificados para o acolhimento e orientação de gestantes indígenas que estão na 28ª semana de gestação. O período as torna aptas a receber a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSI), responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de 2 anos.

    A ação reuniu pelo menos 260 trabalhadores que receberam informações sobre imunização e foram orientados sobre as estratégias para o acolhimento ideal das indígenas grávidas na identificação, prevenção e orientação sobre o VSR. A imunização materna favorece a transferência de anticorpos para o bebê, contribuindo para a proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade ao vírus.

    O trabalho dos indígenas qualificados será realizado diretamente na aldeia e está integrado à rotina de atendimento dos profissionais de saúde indígena que atuam nos territórios, ofertando atenção primária à saúde.

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    Foto: Divulgação/MS

    O AIS tem papel central para este e outros atendimentos nas comunidades indígenas. Ele vive na própria aldeia onde trabalha, é conhecido pelos moradores, e, portanto, tem a confiança dos pacientes, sendo o elo entre a informação técnica e a realidade da comunidade.

    A vacina contra o VSR começou a ser distribuída no território indígena em dezembro de 2025, está inserida no calendário nacional de vacinação da gestante e é indicada para grávidas a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade. A meta da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde é vacinar 100% das gestantes indígenas incluídas no Sistema de Informações da Atenção à Saúde Indígena.

    Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde indígena (DAPSI), Putira Sacuena, qualificações como essa aproveitam o fator integrativo das comunidades indígenas como estratégia para combater, tratar e proteger de doenças que ameaçam as aldeias.

    “As comunidades indígenas têm um forte sentido de integração e cuidado coletivo, e é justamente esse fator que potencializamos com qualificações como essa. Ao fortalecer o papel dos Agentes Indígenas de Saúde, ampliamos a prevenção, o acolhimento e a proteção das gestantes e das crianças frente a doenças que ameaçam os territórios, como o Vírus Sincicial”.

    O coordenador do DSEI Bahia, Flavio Kaimbé, enfatizou a importância de qualificar os AIS como estratégia de atendimento do distrito.

    “O trabalho dos nossos AIS é essencial para fazer essa proteção chegar na ponta. É o AIS que conhece profundamente seu território, realiza a orientação contínua das famílias, acompanha as demandas locais e fortalece os vínculos entre a comunidade e as equipes multidisciplinares de saúde. Por isso, a importância de apoiar e valorizar quem ajuda a construir o cuidado integral na perspectiva da atenção primária.” 

    Já o coordenador do DSEI Ceará, Lucas Guerra, ressaltou a integração dos distritos que atuam na mesma região. “Parcerias que envolvem vários DSEI são muito fundamentais porque possibilitam a troca de experiência, o fortalecimento das ações e o pensar da saúde indígena sob uma perspectiva global”, disse. 

    Juntos, os DSEI Bahia, Ceará e Pernambuco acompanham 1.199 gestantes. Além da vacinação, o cuidado se estende até as consultas de pré-natal. As gestantes com seis ou mais consultas são maioria nesses distritos: 68,3%, 94,2% e 88,4% respectivamente.

    Vacina de graça no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, em novembro de 2025, uma parceria de transferência de tecnologia da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Com isso, o Brasil passou a produzir o imunizante, garantindo a sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição aos estados e municípios permitiu a organização de calendários locais, com aplicação nas unidades básicas de saúde e pontos de vacinação de cada região.

    A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos. A cada cinco crianças infectadas pelo VSR, uma necessita de atendimento ambulatorial e, em média, uma em cada 50 acaba hospitalizada no primeiro ano de vida. No Brasil, cerca de 20 mil bebês menores de um ano são internados anualmente.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde