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  • Ministério da Saúde envia 50 agentes de combate às endemias para reforçar o enfrentamento à chikungunya em Dourados (MS)

    O Ministério da Saúde reforçou a resposta à chikungunya em Dourados (MS) com a chegada de novos agentes de combate às endemias para atuação exclusiva no território indígena. No total, serão 50 profissionais, sendo que 20 já iniciaram as atividades nesta sexta-feira (3). Outros 30 agentes chegam ao longo do fim de semana, com início das atividades previsto para o dia 6/4. Outra iniciativa é a distribuição inicial de 2 mil cestas de alimentos aos indígenas, também no dia 6. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil.

    A secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai), Lucinha Tremembé, destacou a importância da atuação dos agentes nos territórios. “Esses profissionais serão decisivos nessa força-tarefa, pois, além de conhecerem o território, fortalecem o cuidado direto nas comunidades. Estamos atuando tanto na resposta imediata, com a contratação de 50 agentes, quanto no fortalecimento estrutural, com a ampliação da força de trabalho e novos investimentos. Nosso compromisso é garantir uma resposta efetiva agora e promover melhorias permanentes na atenção à saúde indígena”, afirmou.

    Na ocasião, Lucinha também anunciou que, em maio, haverá a contratação de 102 profissionais da saúde indígena para reforçar os atendimentos nos territórios em Dourados. “Estamos avançando também no fortalecimento estrutural da saúde indígena. A partir de maio, serão incorporados novos profissionais ao DSEI Mato Grosso do Sul, incluindo agentes indígenas de saúde, agentes de saneamento, enfermeiros e psicólogos, ampliando a presença das equipes no território e qualificando o cuidado de forma permanente”, afirmou.

    A chegada dos novos profissionais e a distribuição das cestas básicas fortalecem as demais ações emergenciais do Ministério da Saúde, como a liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. A iniciativa também reforça o trabalho da Força Nacional do SUS (FN-SUS), que está na região desde 17 de março e já realizou mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Também houve a remoção de 96 pessoas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais, além da realização de 250 visitas domiciliares.

    Desde o início da emergência, 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos, foram mobilizados pela FN-SUS para atuação tanto no território indígena quanto em Dourados e Itapoã. As equipes, em conjunto com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, realizam visitas domiciliares, ações de educação em saúde, reorganização do fluxo assistencial e ampliação da busca ativa, com atuação integrada às redes locais de saúde. Para ampliar a cobertura, também passaram a atuar aos finais de semana e reforçaram o atendimento pediátrico no Hospital Universitário.

    Já os agentes de saúde e de combate às endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região. As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. Em uma dessas mobilizações, cerca de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, com recolhimento de quatro caminhões de materiais e visitas a aproximadamente 250 domicílios.

    Para o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Daniel Ramos, a resposta ao surto exige vigilância ativa, atuação integrada e presença contínua no território. “Estamos fortalecendo o monitoramento, qualificando a notificação e ampliando as ações de controle do vetor para interromper a transmissão e proteger a população, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, explicou.

    O Ministério da Saúde também vai instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), que auxiliam na interrupção do ciclo de reprodução do mosquito. Das 300 unidades já enviadas ao estado, 160 foram instaladas no bairro Jóquei Clube e em regiões adjacentes, como Santa Felicidade e Santa Fé.

    Mais reforço e monitoramento do cenário epidemiológico

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mobilizou o envio de medicamentos para tratamento da dor, reforçando o atendimento à demanda local devido à epidemia.

    No território indígena, o apoio conta com 210 Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e 150 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN), além de reforço logístico com 91 picapes, seis vans e um caminhão, que estão em contratação emergencial para ampliação das ações.

    No eixo da vigilância e gestão, o Ministério da Saúde instalou, em 25 de março, uma Sala de Situação nacional, articulada com estruturas estaduais e locais, para monitoramento contínuo do cenário epidemiológico. Também está em fase de implementação o Centro de Operações de Emergência (COE), com definição de plano de ação e matriz de responsabilidades para uma resposta coordenada.

    O controle do vetor será reforçado com apoio do Ministério da Defesa. Neste momento, 40 militares do Exército Brasileiro e cinco viaturas já estão no território, ampliando a capacidade operacional das ações de combate ao mosquito.

    A resposta do Governo do Brasil envolve também os Ministérios dos Povos Indígenas, da Integração e do Desenvolvimento Regional, da Defesa e do Desenvolvimento Social. Participam ainda a Funai, o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), a Defesa Civil estadual, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Funai, Conab, e a Força Nacional do SUS, garantindo atuação integrada entre União, estado e município.

    Cenário epidemiológico

    Dados mais recentes da vigilância epidemiológica, referentes a 4 de abril, apontam que a região registra 3.596 notificações de chikungunya, sendo 1.314 confirmados, 459 descartados e 1.823 ainda em investigação. A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 914 casos — 69,6% do total de confirmações na região. 

    Prevenção e combate ao mosquito

    A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue e zika. O controle do vetor é a principal estratégia de prevenção. Febre, dores musculares, cefaleia e dores intensas nas articulações são os principais sintomas da doença.

    O Ministério da Saúde orienta que a população reserve 10 minutos por semana para eliminar possíveis criadouros dentro de casa. É fundamental verificar locais como caixas d’água destampadas, pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, ralos, lonas e recipientes que possam acumular água parada.

    As ações integram uma mobilização ampla do Governo do Brasil para conter o avanço da doença, reduzir seu impacto na população e fortalecer a rede de atenção à saúde, com foco especial nos territórios indígenas e nas regiões mais vulneráveis.

    Edjalma Borges
    João Vitor Moura

    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil intensifica resposta integrada e mobiliza força-tarefa para enfrentar emergência sanitária em Dourados (MS)

    Governo do Brasil intensifica resposta integrada e mobiliza força-tarefa para enfrentar emergência sanitária em Dourados (MS)

    O Governo do Brasil intensificou a resposta à situação de emergência em Dourados (MS), diante do avanço dos casos de chikungunya, com a mobilização de uma força-tarefa interministerial que integra ações de saúde, assistência, defesa civil e apoio logístico no território. A emergência atinge a população do município, com impacto maior sobre as comunidades indígenas.

    Como reforço à resposta já em andamento, o Governo Federal garantiu mais de R$ 3,1 milhões em recursos emergenciais para o município. Desse total, R$ 1,3 milhão, autorizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em portaria publicada nesta quinta-feira (2), serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população e às estruturas locais de resposta. Também nesta quinta, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil aprovou um plano de trabalho no valor de R$ 974,1 mil para ações de restabelecimento, incluindo limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado, com recursos a serem transferidos diretamente ao município.

    Já o Ministério da Saúde repassou R$ 855,3 mil ao município para custeio de ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na região.

    A resposta federal está em curso desde meados de março, sob coordenação do Ministério da Saúde, que mobilizou a Força Nacional do SUS, reforçou equipes assistenciais e intensificou as ações de vigilância e controle vetorial no território. A atuação inclui busca ativa de casos, visitas domiciliares, eliminação de criadouros e ampliação do atendimento à população, com atenção especial às áreas mais vulneráveis, incluindo territórios indígenas.

    A Força Nacional do SUS conta com 40 profissionais mobilizados, sendo 26 atualmente em atuação direta, e já realizou 1.288 atendimentos clínicos, 68 remoções para média e alta complexidade e 225 visitas domiciliares. As equipes atuam tanto no território indígena quanto nos municípios de Dourados e Itaporã, apoiando a gestão local, juntamente com a Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul, reorganizando fluxos assistenciais, ampliando a busca ativa e garantindo assistência, educação em saúde e cuidado psicossocial.

    A Fiocruz mobilizou o envio de medicamentos para tratamento da dor, reforçando o atendimento da demanda local devido a epidemia.

    Para ampliar a capacidade de resposta, o Ministério da Saúde autorizou a contratação emergencial de 50 Agentes de Combate às Endemias (ACEs). Desses, 20 já foram treinados e entram em campo nesta sexta-feira (3), enquanto outros 30 iniciam capacitação para atuação a partir de segunda-feira (6).

    No campo do controle vetorial, foram intensificadas as ações com mobilização de aproximadamente 95 profissionais, entre ACEs e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). Entre os dias 9 e 16 de março, foram inspecionados 4.319 imóveis, dos quais 2.173 receberam tratamento, com identificação de 1.004 focos do mosquito Aedes aegypti, principalmente em recipientes de armazenamento de água, resíduos sólidos e pneus.

    Também foram realizadas ações de bloqueio com aplicação de inseticida a ultrabaixo volume (UBV), incluindo três ciclos de UBV veicular e aplicação costal em 43 imóveis de maior circulação, como escolas e unidades de saúde. A ação voluntária de retirada de criadouros mobilizou cerca de 100 pessoas e resultou no recolhimento de quatro caminhões-caçamba de resíduos.

    O controle do vetor será reforçado com apoio do Ministério da Defesa. Neste momento, 40 militares do Exército Brasileiro e cinco viaturas já estão no território, ampliando a capacidade operacional das ações de combate ao mosquito.

    O Ministério da Saúde também enviou 1.000 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Das primeiras 300 unidades, 150 já foram instaladas em bairros prioritários, com expansão prevista para outras regiões do município.

    Pela Funai, também estão em curso ações de apoio direto às comunidades indígenas de Dourados, com foco em segurança alimentar e acesso à água. Estão previstas a distribuição de 6 mil cestas de alimentos, em três etapas entre abril e junho, em articulação com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Defesa Civil. Também foi autorizada a ampliação do sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, para garantir acesso à água potável e melhorar as condições sanitárias das comunidades indígenas.

    Cenário epidemiológico

    Dados mais recentes da vigilância epidemiológica, referentes a 2 de abril, apontam que a região registra 2.812 notificações de chikungunya, sendo 1.198 confirmados, 430 descartados e 1.184 ainda em investigação. A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 822 casos — 68,6% do total de confirmações na região. 

    Até o momento, foram confirmados cinco óbitos em Dourados, todos entre a população indígena do município.

    Para fortalecer a coordenação das ações, o Ministério da Saúde estabeleceu, em 25 de março, uma Sala de Situação em Brasília, com reuniões permanentes para monitoramento do cenário e integração das decisões entre equipes técnicas e gestores.

    No território indígena, a atuação é realizada de forma articulada entre os ministérios da Saúde, Povos Indígenas, Integração e Desenvolvimento Regional, Defesa, Desenvolvimento Social, Funai e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), que conta com 210 Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e 150 Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan), além de reforço logístico com 91 pickups, 6 vans e 1 caminhão.

    As ações incluem ainda capacitação de profissionais de saúde da rede municipal e indígena, alinhamento de protocolos clínicos para diagnóstico e manejo adequado da doença, além de ações de educação em saúde em escolas e comunidades. Também está previsto o envio de mensagens de prevenção via WhatsApp para mais de 234 mil moradores, em português e com tradução para língua indígena.

    A resposta inclui ainda a qualificação da assistência, com implementação do protocolo nacional de chikungunya e capacitação das equipes para identificação precoce de casos graves e manejo clínico adequado.

    Ministério da Saúde