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  • TJPB e AMPB: encontro destaca diálogo, resolutividade e aperfeiçoamento da Justiça paraibana

    Fred recebe diretores da AMPB
    Fred Coutinho com os integrantes da nova diretoria da AMPB

    Transparência, diálogo institucional, inovação, resolutividade, melhorias e aperfeiçoamento da prestação jurisdicional foram temas da pauta da reunião entre o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho e os magistrados (as) integrantes da nova mesa diretora da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB). 

    O encontro aconteceu nesta quinta-feira (04), na sede administrativa do Tribunal, e teve a participação do desembargador Carlos Martins Beltrão Filho e dos auxiliares da Presidência, juiz Fábio Araújo e da juíza Maria Aparecida Gadelha. 

    O gestor do Poder Judiciário paraibano disse estar aberto ao diálogo com a instituição, ressaltando a importância da Associação dos Magistrados no trabalho desenvolvido no judiciário paraibano em prol de uma prestação jurisdicional qualitativa, eficaz e voltada à cidadania. Ele expressou sua satisfação em receber a nova diretoria e afirmou o compromisso de trabalhar em conjunto para fortalecer a magistratura, dando continuidade ao bom trabalho realizado na gestão anterior da AMPB.

    “Aqui estamos de portas abertas na construção de uma magistratura mais forte, com responsabilidade e transparência. Eu acredito na força do diálogo. E com certeza o presidente Gilberto dará continuidade ao trabalho excepcional que foi anteriormente feito pelo juiz Trineto. E nessa caminhada estamos juntos, na busca de servir cada vez mais à magistratura e, nesse sentido, servindo também à cidadania”, enfatizou o presidente Fred Coutinho. 

    Foto do juiz Gilberto Rodrigues
    Juiz Gilberto Rodrigues

    O presidente da AMPB, juiz Gilberto de Medeiros Rodrigues, destacou terem a finalidade da visita foi apresentar ao presidente Fred Coutinho as magistradas e magistrados que integram a direção da AMPB, além de oferecer cooperação nas ações institucionais do judiciário paraibano.

    “A Associação está aqui para cooperar no que for preciso para o desenvolvimento da magistratura, tanto na questão da produtividade, mas também de valorização dos magistrados, além de buscar a melhoria da prestação jurisdicional. Esse é o objetivo de toda a magistratura da Paraíba”, realçou o juiz Gilberto Medeiros.

    Participaram da reunião os magistrados (as) integrantes da Diretoria Executiva da AMPB: Bárbara Bortoluzzi; Phillipe Padilha; Kleyber Thiago Trovão; Fabrício Meira  e do Conselho Fiscal: Cláudia Evangelina Chianca; Israela Cláudia da Silva; Hyanara Torres  e José Geraldo Pontes. 

    Por Lila Santos
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: TJPB reforça ações de inclusão e acessibilidade 

    Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: TJPB reforça ações de inclusão e acessibilidade 

    Conscientizar a sociedade sobre a importância da inclusão e garantir a dignidade, os direitos e o bem-estar das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida. Esta é a finalidade da criação da data 03 de dezembro, como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (PcD). Na esfera do Poder Judiciário paraibano, esta pauta tem sido discutida de forma relevante e com iniciativas voltadas a garantir os direitos desse público. 

    As ações são empreendidas pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que é presidida pela desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas. O objetivo do órgão é fiscalizar, planejar, elaborar e acompanhar os projetos arquitetônicos de acessibilidade e os projetos pedagógicos de treinamento/capacitação dos profissionais e servidores que trabalhem com PcDs, com fixação de metas anuais, direcionados à promoção da acessibilidade desse público alvo.

    Foto da desembargadora Anna Carla Lopes
    Desembargadora Anna Carla Lopes

    “O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência nos convida, mais uma vez, a refletir sobre o papel transformador que o Poder Judiciário deve exercer na construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Os esforços despendidos pelo Conselho Nacional de Justiça, em termos de acessibilidade e inclusão, reforça que acessibilidade não é um favor, nem uma pauta lateral: é pressuposto de cidadania, de dignidade e de justiça”, enfatizou a desembargadora Anna Carla Lopes.

    A magistrada destacou as ações positivas efetuadas pelo CNJ para garantir a participação ativa das pessoas com deficiência no ambiente do judiciário, a exemplo da apresentação da minuta final da resolução que cria a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência no âmbito judiciário nacional, que acontecerá nesta terça-feira (09), em sessão do Conselho Nacional de Justiça.

    A presidente da Comissão pontuou os avanços obtidos, com responsabilidade e compromisso, na esfera do TJPB, enfatizando ser um trabalho contínuo, técnico e humanizado. Ela citou algumas ações realizadas, tais como: mapeamento das  barreiras arquitetônicas (dificultam a acessibilidade), revisão de fluxos, propostas de  soluções, bem como, o empenho em consolidar práticas institucionais, as quais garantam que cada pessoa — com ou sem deficiência — encontre no Judiciário um espaço acessível, acolhedor e apto a atender às suas necessidades.

    “Incluir é reconhecer o outro como sujeito de direitos. É compreender que a acessibilidade é condição para o exercício da cidadania judicial. É assegurar que a pessoa com deficiência não tenha de pedir permissão para existir nos espaços públicos. A agenda de inclusão é estruturante, permanente e prioritária. E o TJPB segue comprometido em transformar discursos em práticas, metas em entregas concretas e sensibilidade em políticas de Estado. Que esta data fortaleça nossa convicção de que só há justiça plena quando todos podem alcançá-la”, enalteceu a desembargadora Anna Carlos Lopes. 

    Por Lila Santos com informações do CNJ

     

  • Tribunal de Justiça da Paraíba realiza 433 julgamentos durante ‘Mês Nacional do Júri’

    Foto do Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Capital
    Tribunal do Júri, Fórum Criminal

    Com objetivo de garantir a razoável duração dos processos e a celeridade no julgamento de ações penais em casos de crimes dolosos contra a vida, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu o ‘Mês Nacional do Júri’, realizado entre os dias 3 e 28 do mês passado (novembro). O esforço concentrado aconteceu em todos os tribunais de Justiça do País. Segundo a Gerência de Dados do Poder Judiciário estadual, na Paraíba foram realizados 433 júris populares, durante o período determinado pelo CNJ.

    Para a edição deste ano, o Conselho definiu como prioridades os crimes dolosos contra a vida de mulheres, de menores de 14 anos, ações envolvendo policiais e processos antigos — com mais de cinco anos de tramitação e sem desfecho.

    Foto da juíza Aparecida Gadelha
    Juíza Aparecida Gadelha

    A juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba e coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF-TJPB), Maria Aparecida Gadelha, disse que o resultado do esforço concentrado, no Estado, será estudado pelos setores competentes do Poder Judiciário estadual.

    “Será feita uma avaliação sobre o resultado. Mas, o que fica patente é o comprometimento de cada juiz e cada juíza, que tem competência para o Tribunal do Júri. Esse comprometimento em cumprir as determinações da portaria com relação ao Mês Nacional do Júri”, comentou Aparecida Gadelha.

    A magistrada ainda disse que “nesse período, foi feito um esforço muito grande, para que as prioridades do Conselho Nacional de Justiça fossem cumpridas, em um trabalho conjunto de juízes, juízas, servidoras e servidores, no sentido de promover o julgamento e a conclusão desse tipo de ação”.

    Por Fernando Patriota 
     

  • Tribunal de Justiça da Paraíba conquista o ‘Selo Prata’ no Prêmio CNJ de Qualidade 2025 

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    Foto da equipe do TJPB com o prêmio Selo Prata do CNJ

    Fred Coutinho e equipe do TJPB exibem o certificado do Selo

    O Tribunal de Justiça da Paraíba conquistou o ‘Selo Prata’ no Prêmio CNJ de Qualidade 2025, anunciado nesta terça-feira (02), durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado na cidade de Florianópolis (SC). O Prêmio é concedido anualmente durante o Encontro, evento que reúne os(as) presidentes de todos os tribunais para avaliação dos resultados alcançados e definição das Metas Nacionais para o ano subsequente.

    Ao receber o prêmio, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, assim se pronunciou: “Recebemos, hoje, o Selo Prata no Prêmio CNJ de Qualidade 2025, com 73,3%, consolidando trajetória de evolução orgânica que partiu de 57%, em 2022, sem premiação, alcançou 63% e 72% nos anos seguintes, com Selo Prata, e culminou na ascensão da 9ª para a 3ª colocação nacional, neste ano, posicionando definitivamente a Paraíba entre as melhores gestões do Judiciário brasileiro. Esta conquista reflete o amadurecimento da governança institucional focada em eficiência jurisdicional, tecnologia, transparência e cidadania, resultado do trabalho coletivo de magistrados e servidores comprometidos com a excelência. Mantemos postura humilde e consciente de que cada indicador aprimorado representa Justiça mais acessível para quem precisa, com planejamento estratégico já iniciado para resultados ainda mais promissores em 2026”.

    O chefe do Poder Judiciário paraibano acrescentou que o prêmio é resultado de um trabalho coletivo, ao tempo em que agradeceu o esforço dos magistrados e servidores. “Inicialmente, quero agradecer a cada magistrado, a cada magistrada, a cada servidor, a cada servidora porque este prêmio significa trabalho, dedicação. É um prêmio coletivo, não uma mera simbologia, mas sim resultado de muita luta, no sentido de buscar o aprimoramento, o aperfeiçoamento do nosso trabalho para o cidadão. Então, hoje, aqui, em Santa Catarina, estamos muito felizes, porque nós saímos daqui com esse reconhecimento chancelado pelo CNJ. Então, é só alegria, gratidão!”, arremato.

    A conquista do prêmio foi comentada, também, pelo magistrado Fábio Araújo – juiz auxiliar da presidência do TJPB. Ele destacou a pontuação crescente do Tribunal de Justiça da Paraíba. 

    “O prêmio significa um avanço na gestão administrativa do Tribunal de Justiça da Paraíba. Quem acompanha de perto, sabe o quanto esse prêmio é importante. Importante porque diz respeito à gestão, todos os eixos num tribunal como o nosso:  produtividade, transparência, governança, tecnologia. Tudo isso é deferido pelo CNJ. Quando a gente recebe um prêmio, Selo Prato, com pontuação maior que a de anos anteriores, que revela que a gente está sempre numa crescente, é motivo de orgulho, alegria. A gente reconhece a dedicação e engajamento de magistrados e servidores, de toda a equipe da gestão do Tribunal. O prêmio é o reflexo que na Paraíba nós temos valor, nós temos a preocupação com a gestão administrativa do Tribunal”, declarou o magistrado

    Presente à premiação, o servidor Bruno Oliveira, diretor de governança e gestão estratégica do TJPB, destacou que o Prêmio Qualidade do CNJ significa um marco. O prêmio significa uma orientação para os tribunais, para que a gente possa melhorar a nossa gestão e governança. Esse Selo Prata, que a gente vem alcançando pelo terceiro ano seguido, e com  a melhoria da nossa pontuação, significa que estamos no caminho certo.  Semana passada, lançamos o projeto Eficiència Em Ação, que a gente vai contar com uma equipe maior, isso visa melhorar o nosso desempenho. Então, que venha 2026; vamos trabalhar para melhorar”, comentou o diretor Bruno.

    As servidoras Renata Grigório e Roberta Carvalho, da Diretoria de Governança e Gestão Estratégica do Tribunal, também participaram da cerimônia de entrega do Prêmio CNJ de Qualidade 2025. 

    Prêmio – O Prêmio de Qualidade tem como objetivo  estimular e reconhecer o desenvolvimento de mecanismos de governança e gestão no Poder Judiciário, contribuir para o aprimoramento da prestação jurisdicional, promover a transparência e a melhoria na prestação de informações, incentivar  o aperfeiçoamento do Sistema de Estatísticas do Poder Judiciário, bem como o uso da inovação e da tecnologia.

    O prêmio visa, também, fomentar o desenvolvimento de subsídios para o planejamento estratégico e para a formulação das Metas Nacionais do Judiciário.

    A avaliação é baseada em um sistema de pontuação, estruturado a partir das políticas judiciárias previstas em regulamento. São considerados mais de 50 critérios, desdobrados em mais de 150 itens avaliativos, totalizando aproximadamente 2.300 pontos possíveis — com adaptações específicas para cada ramo da Justiça.

    A edição de 2025 está regulamentada pela Portaria CNJ nº 411, de 2 de dezembro de 2024, que define os critérios, os requisitos e as formas de comprovação para pontuação.

    Por Valter Nogueira com informação do CNJ

     

  • Museu do Judiciário do TJPB integra mostra nacional sobre memórias da escravidão e da resistência negra

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    A imagem da escravizada ‘Preta Gertrudes”, exposta no Museu do Poder Judiciário da Paraíba, é a abertura da exposição: ‘Escravidão, Liberdade e Resistência: Memórias da Justiça Brasileira”. O evento, realizado de forma virtual, foi promovido pela rede Memojus Brasil, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e marcou a participação do Judiciário paraibano na mostra.

    A finalidade é dar visibilidade às histórias e narrativas voltadas à luta pela liberdade e os direitos da população negra durante o período da escravidão no Brasil. Além da Paraíba, participaram Museus dos estados de Alagoas, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

    O Museu do Poder Judiciário da Paraíba integra as ações da Comissão de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), presidida pelo desembargador Onaldo Rocha de Queiroga. O órgão, cujas iniciativas são voltadas para o resgate e a preservação da memória da Justiça paraibana, é apoiado pela gestão do judiciário estadual, tendo à frente o desembargador Fred Coutinho. 

    Memojus BrasilÉ uma rede articulada em prol da Memória do Poder Judiciário brasileiro, abarcando profissionais atuantes em Arquivos, Bibliotecas, Centros Culturais, Centros de Memória, Memoriais e Museus de todos os segmentos da Justiça brasileira e de outras instituições parceiras como Arquivos públicos, Universidades, Centros Culturais e Ministério Público.

    O caso da Preta GertrudesO acervo de documentos expostos no Museu do Poder Judiciário é diversificado e importante, com peças processuais antigas e marcantes na história do judiciário estadual, datadas desde o tempo do Brasil Império. Um exemplo é o do Caso da Preta Gertrudes. Este foi um Embargo com Vigor de Penhora, envolvendo a escrava, preta Gertrudes Maria, de 1828, em Parahyba (atual João Pessoa), no qual ela recorreu à Justiça para não ser vendida em praça pública, como pagamento de uma dívida, e, para que isso não acontecesse, travou uma guerra judicial pela própria liberdade.

    Por Lila Santos com informações do CNJ

     

  • Tribunal de Justiça reúne Pleno e Órgão Especial em Campina Grande

    Foto da sessão do Pleno relaizada em Campina Grande
    Tribunal de Justiça realiza sessão em Campina Grande

    A atual composição do Tribunal de Justiça da Paraíba, com 26 desembargadores (as), realizou pela primeira vez uma sessão fora de sua sede, em João Pessoa. Nesta quarta-feira (26), na cidade de Campina Grande, a Corte de Justiça se reuniu no auditório da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEPB), para as sessões do Pleno e do Órgão Especial. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

    A FIEPB deu as boas-vindas ao Judiciário por meio de vídeo gravado pelo seu presidente, Cassiano Pereira, que não pode estar presente. Ele destacou a importância do encontro. “Pela primeira vez, o Tribunal de Justiça da Paraíba está realizando uma sessão na Casa da Indústria. Nossa Rainha da Borborema agradece. A presença do Tribunal em nossa casa reforça a importância do diálogo entre o setor produtivo e o Poder Judiciário”, afirmou.

    O presidente da OAB, subseção Campina Grande, Alberto Jorge, ressaltou que a interiorização fortalece a relação entre a Corte e a sociedade. “Essas ações são de fundamental importância, porque aproxima a Corte da sua base”, observou.

    O presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), Gilberto Rodrigues, elogiou a iniciativa pioneira do TJPB. Para ele, a descentralização é um passo significativo para ampliar a presença do Judiciário no estado. “Parabenizo essa iniciativa louvável do presidente Fred Coutinho e de toda a Corte de Justiça”, afirmou.

    O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, também celebrou a realização da sessão no município. “Campina Grande, sorrindo, abre as portas da cidade. Ao chegar, seja bem-vindo; ao partir, leve saudade”, declarou.

    Em seu pronunciamento, o presidente Fred Coutinho destacou o esforço coletivo para concretizar a sessão descentralizada e ressaltou a união do Tribunal. “Só gratidão a todos. Cada desembargador abraçou essa ideia e aqui está a unidade do Tribunal, que deve ser perpetuada sempre. O Tribunal unido quem ganha é o povo paraibano, é a Justiça paraibana”, enfatizou.

    Por Lenilson Guedes
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Julgamento com perspectiva racial é tema do evento sobre reconhecimento da cultura afro-brasileira

    Foto do desembargador João Benedito em evento na oAB
    Des. João Benedito destacou a luta pela equidade racial

    O Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é um dos principais temas debatidos dentro da programação das oficinas que compõem o evento ‘Cultura Afro-Brasileira – Direito ao reconhecimento, à proteção e à educação’. A iniciativa faz parte das atividades voltadas à Semana Nacional da Consciência Negra e é promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB/PB), Escola Superior da Magistratura (Esma), Ministério Público do Trabalho (TRT-13) e Defensoria Pública do Estado.

    O evento, aberto na manhã desta terça-feira (18), terá seguimento na tarde de hoje no auditório da OAB/PB, no Centro de João Pessoa. Os inscritos para o evento também participam das oficinas ‘Os Cultura Afro Brasileira – Direito ao Reconhecimento, à Proteção e à Educação’, ‘Religiões de Matriz Africana’ e ‘A Aplicabilidade da Lei de Injúria Racial (Lei nº 14.532/2023)’.

    Para o coordenador do Comitê Permanente de Promoção e Equidade Racial do TJPB, desembargador, João Bendito da Silva, lembrou que o Dia da Consciência Negra será comemorado nesta quinta-feira (20) e data é um março na luta pela equidade racial e o Protocolo lançado pelo CNJ orienta o Poder Judiciário na condução de processos e decisões considerando os impactos do racismo estrutural e suas interseccionalidades, como questões de gênero.

    Conseguimos reunir, neste evento, várias autoridades de diferentes instituições e pessoas afro cultural. Podemos considerar essa ação como um dos primeiros passos no bojo de muitas missões necessárias voltadas à nossa cultura. O Dia da Consciência Negra é uma mensagem de luta e de empenho. O povo negro luta por mais espaço de fala e de reconhecimento”, comentou João Benedito da Silva.

    Foto do juiz Max Nunes
    O juiz Max Nunes, do TJPB

    O integrante do Comitê Permanente de Promoção e Equidade Racial do Tribunal, juiz Max Nunes, também participou do evento e falou a respeito da iniciativa e sobre o Protocolo. “Esse documento permite enxergar o conflito e entender que o racismo existe na sociedade brasileira e, a partir dessa percepção do fenômeno de raça, poder interpretar melhor e conhecer a realidade da sociedade brasileira e dos processos que serão julgados. Certamente, estamos diante de um avanço”, disse o magistrado.

    Foto de Jéssica Araújo
    Jéssica Araújo de Souza

    Para a presidente da Comissão de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial da OAB/PB e integrante dos movimentos da Negritude Unificada, Jéssica Araújo De Souza, consciência negra deve ser pautada todos os dias e não só no mês de novembro.

    “A sociedade que não sabe a verdadeira história, ela é reprodutora de perseguições e falas racistas. O Poder Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil estão comprometidos em colocar em prática o Protocolo com Perspectiva Racial do CNJ, para que possamos tentar uma equidade racial e reduzir os danos históricos causados, dentro da perspectiva do direito de racialidade”, destacou Jéssica Araújo.

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    Estudante Lorena Fernandes

    Universidade – A estudante do 10º período de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Lorena Fernandes, participou das oficinas e falou sobre a importância dos debates.

    “O protocolo em perspectiva racial é de extrema importância para o nosso Estado de Direito, justamente porque a gente tem uma realidade de encarceramento em massa da população negra. Existe no âmbito da Universidade um debate sobre a implementação da disciplina de Direitos e Relações Raciais. A gente precisa trazer a perspectiva, não somente da questão racial, mas também de gênero”, pontuou.

     

    Por Fernando Patriota

    Foto: Ednaldo Araújo 

     

  • Congresso da Anamel é aberto no TJPB com falas sobre Justiça humanizada

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    Abertura do Anamel aconteceu na Sala de Sessões do TJPB

    “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” A citação bíblica foi feita pela desembargadora Fátima Bezerra Maranhão, durante a abertura do XIV Congresso da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), na noite desta quinta-feira (13). A solenidade ocorreu no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), ocasião em que a desembargadora destacou a importância de uma Justiça mais humanizada e alinhada a valores cristãos.

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    Desa. Fátima conduziu o evento

    “Se somos falíveis por natureza, precisamos da proteção divina para julgar bem e conduzir os caminhos do Judiciário do nosso Estado. Hoje, com alegria e gratidão a Deus, participo de um congresso de magistrados evangélicos comprometidos com a verdade, a justiça e os ideais divinos”, afirmou Fátima Maranhão.

    O congresso, que segue até 16 de novembro, terá programação no Hotel Nord Sapucaia, em João Pessoa. Com o tema ‘Justiça e Paz: Caminho da Sabedoria’, o encontro busca estimular reflexões sobre valores éticos e humanos que orientam a atividade jurisdicional, reforçando o papel da magistratura na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

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    Desembargadora Nilsoni Freitas

    A presidente da Anamel, desembargadora Nilsoni de Freitas, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), ressaltou a trajetória de 24 anos da entidade na promoção de uma magistratura comprometida com a solidariedade. “Esses eventos nos oferecem mais do que o exercício intelectual por meio da troca de experiências; funcionam também como forma de nutrição. Sentimo-nos extremamente honrados por estar neste estado fantástico que é a Paraíba, trazendo uma mensagem de esperança”, declarou.

    Solenidade de abertura

    A cerimônia contou com a presença do vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, e da segunda-dama do estado, Camila Mariz. Também discursaram o desembargador Roberto Veloso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1); o desembargador Fábio Dutra, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ); e o desembargador William Douglas, do TRF2, que refletiu sobre a responsabilidade dos magistrados cristãos e a relação entre fé e justiça.

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    Ministro Carlos Brandão (STJ) abordou o papel do Judiciário

    Na sequência, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão, abordou o papel do Judiciário na promoção da cidadania. “O Judiciário fomenta redes colaborativas pelas quais as instituições dialogam e buscam soluções conjuntas para problemas sociais complexos, superando a burocracia e a fragmentação dos serviços públicos. A ideia é enfrentar desafios – como a criminalidade – de forma integrada, e não com medidas isoladas”, destacou.

    O evento também marcou o lançamento do livro “Direitos Fundamentais: Perspectivas Jurídicas e Inteligência Artificial”, apresentado pelo diretor executivo da Anamel, ex-desembargador Jackson Di Domenico.

    Programação

    14 de novembro (Sexta-feira)
    Local: Hotel Nord Sapucaia, João Pessoa 
    19h00 – 19h40
    Palestra 1: Desembargador Federal William Douglas (TRF2 – RJ)
    Tema: Justiça Generosa

    19h50 – 20h30
    Palestra 2: Dra. Graciela Henriquez (TJES – ES)
    Tema: Sonhar, Ouse Sonhar

    15 de novembro (Sábado)
    Local: Hotel Nord Sapucaia, João Pessoa 
    19h00 – 19h40
    Palestra 3: Des. Dilermando Mota (TJRN – RN)
    Tema: Discípulo e Servo-Magistrado no Cumprimento da Grande Comissão – Estratégias

    19h50 – 20h30
    Reunião de planejamento Anamel – 2026

    16 de novembro (domingo)
    Local: Hotel Nord Sapucaia, João Pessoa 08h00 – Culto de encerramento

    Por Gabriela Parente
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Órgão Especial do TJPB homologa habilitação de magistrados à permuta interestadual

    Foto da sessão do órgão especial
    Desembargador Fred presidiu a sessão do Órgão Especial

    Na sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), realizada nesta quarta-feira (5), foram homologadas decisões referentes à habilitação de magistrados para a permuta entre Tribunais de Justiça estaduais, conforme a Resolução nº 603/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Resolução nº 27/2025 da Presidência do TJPB.

    Durante a sessão, foram apreciados e homologados três processos administrativos relativos a editais de permuta entre magistrados.

    No Edital nº 02/2025 obtiveram habilitação para a permuta os magistrados Francisco Thiago da Silva Rabelo, titular da Vara Única da Comarca de Conceição; Lucas Sobreira de Barros Fonseca, titular da Vara Única Criminal da Comarca de Russas/CE; Gustavo Farias Alves, titular da 2ª Vara da Comarca de Acaraú/CE; Hermeson Alves Nogueira, titular do Juizado Especial Misto de Cajazeiras; e Ronald Neves Pereira, titular do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Icó/CE.

    Foto de Fred com os magistrados habilitados
    Fred Coutinho com os magistrados habilitados

    Já no Edital nº 03/2025, foram habilitados à permuta a magistrada Brunna Melgaço Alves, juíza de Direito de Entrância Inicial do TJPB; o juiz Romero Lucas Rangel Piccoli, titular da Vara Única da Comarca de São Tomé/RN; o juiz Renato Levi Dantas Jales, titular da 3ª Vara Mista da Comarca de Catolé do Rocha; e o juiz Rúsio Lima de Melo, titular da Vara Única da Comarca de São Bento.

    No Edital nº 04/2025 foram considerados habilitados o juiz Renato Levi Dantas Jales, da 3ª Vara Mista de Catolé do Rocha; o juiz Ítalo Lopes Gondim, titular da Vara Única da Comarca de Florânia/RN; e o juiz Rúsio Lima de Melo, da Vara Única de São Bento.

    Por Lenilson Guedes
    Fotos: Ednaldo Araújo

  • Magistrados e servidores do Poder Judiciário estadual participam da V Caminhada Negra

    Foto dos participantes da Caminhada Negra
    Participantes da V Caminhada Negra realizada em João Pessoa

    Realizada pela primeira vez na cidade de João Pessoa, a V Caminhada Negra, aconteceu na manhã do último sábado, dia 1º de novembro de 2025. O evento marcou o início da celebração do Dia da Consciência Negra, objetivando celebrar a história, a cultura e o protagonismo da população negra no Brasil. 

    O evento é uma ação da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio do Comitê Permanente de Promoção da Equidade Racial.

    A caminhada foi guiada pela Apuama Turismo – empresa especializada em afro turismo na Paraíba, com foco em valorizar as raízes afrobrasileiras e indígenas no Estado. Os participantes realizaram um percurso pelo centro histórico da Capital,  partindo do Centro Cultural São Francisco, passando pela praça Barão do Rio Branco, Igreja da Misericórdia, Ponto de Cém Réis, e encerrando o trajeto na Praça dos Três Poderes. 

    Participação – O Poder Judiciário estadual se fez presente com a participação do desembargador João Benedito, presidente do Comitê, e dos juízes (as) Max Nunes de França, Antonieta Maroja, Adriana Lins, Maria Aparecida, Manoel Gonçalves, Antônio Silveira Neto e Leila Cristiani. A caminhada contou, ainda, com a participação do juiz Correia Bartolomeu, do Poder Judiciário de Angola.

    Por Valter Nogueira