Etiqueta: Tribunal do Júri

  • IntegraJus-PB institui Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri na Grande João Pessoa

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    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, no âmbito do Programa de Integração Judicial da Paraíba (IntegraJus-PB), a instituição das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri, com competência concorrente e jurisdição nas comarcas que integram a Região Metropolitana de João Pessoa. A medida, que entra em vigor a partir de 23 de fevereiro de 2026, representa um avanço significativo na reorganização do primeiro grau de jurisdição, com foco na eficiência, no equilíbrio da força de trabalho e na redução do tempo de tramitação dos processos.

    A criação das Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri decorre de estudos técnicos que identificaram uma acentuada desigualdade na distribuição da carga processual entre as comarcas. Enquanto grandes centros, como a Capital, contam com varas especializadas e melhor infraestrutura, comarcas de menor porte concentram múltiplas competências em unidades mistas, o que impacta diretamente a duração dos processos.

    Com a mudança, ficam instituídas, por transformação, três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri da Região Metropolitana de João Pessoa, todas com sede na Comarca da Capital e competência concorrente nas matérias previstas no artigo 176 da Lei de Organização e Divisão Judiciárias do Estado da Paraíba (LOJE).

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    Sala de Sessões do Tribunal do Júri na Capital

    A atual 1ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 1ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, mantendo sua sede na Capital. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa passa a denominar-se 2ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, também com sede em João Pessoa. Já a 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Rita passa a denominar-se 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri, com transferência de sede para a Comarca da Capital.

    A competência territorial das novas varas metropolitanas abrange as comarcas de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.

    A distribuição dos processos entre as três Varas Metropolitanas de Tribunal do Júri será livre, equitativa e automatizada, realizada pelo sistema informatizado do TJPB, observadas as regras de prevenção e conexão. O acervo atualmente existente nas duas varas privativas do Tribunal do Júri da Capital será mantido integralmente nessas unidades, sem redistribuição inicial.

    O acervo de competência do Tribunal do Júri da atual 1ª Vara de Santa Rita e da 1ª Vara de Bayeux será redistribuído para a 3ª Vara Metropolitana de Tribunal do Júri. Já os processos dessa competência em tramitação na Comarca de Cabedelo serão redistribuídos entre a 1ª e a 2ª Varas Metropolitanas, conforme as normas do Código de Normas Judicial da Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba. Os demais processos criminais da 1ª Vara Criminal de Santa Rita serão redistribuídos para as varas com competência criminal da Comarca Integrada de Bayeux e Santa Rita.

    Mais eficiência e acesso facilitado

    O IntegraJus-PB tem como objetivos centrais a redução dos prazos de tramitação, o aumento da taxa de julgamento e o uso mais equilibrado da força de trabalho, assegurando maior sustentabilidade administrativa, sem o fechamento de estruturas físicas.

    Com a instituição das Varas Metropolitanas, projeta-se que cada unidade especializada na Capital concentre, em média, 335 processos pela última distribuição trienal, com acervo aproximado de 702 processos por vara, em consonância com as diretrizes das Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 194/2014 e nº 219/2016.

    O atendimento às partes, procuradores e advogados de comarcas diversas da Capital poderá ser realizado, preferencialmente, por meios virtuais. Além disso, cada comarca deverá prover os meios necessários para a realização de audiências e demais atos processuais, evitando o deslocamento físico de partes, testemunhas e demais colaboradores do sistema de justiça.

    Por Lenilson Guedes
     

  • Grupo de Trabalho inicia análise para acelerar julgamentos nos tribunais do júri na Paraíba

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    O Grupo de Trabalho, criado para colaborar com as iniciativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na ação Mapa Nacional do Júri, no âmbito do Poder Judiciário do Estado da Paraíba, iniciou suas atividades, marcada por uma reunião, na qual debateram sobre as diretrizes de atuação.

    O GT tem o objetivo de analisar o acervo processual dos tribunais do júri, para propor medidas de aceleração dos julgamentos. Foi deliberado um levantamento, junto à Gerência de Estatística do Tribunal de Justiça da Paraíba, dos processos que estão inseridos na finalidade do Grupo, para dinamizar os julgamentos.

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    Juíza Aparecida Sarmento

    Para a juíza auxiliar da Presidência, Maria Aparecida Sarmento, que coordena o GT, “a iniciativa favorecerá a análise eficiente sobre a higidez de dados e o controle dos processos de competência do Tribunal do Júri, pois, através do exame desses feitos, será possível averiguar possíveis inconsistências e também gargalos processuais que podem estar prejudicando a celeridade da prestação jurisdicional nessa área”.

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    Juiz Antônio Gonçalves

    O juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, representante do Tribunal do Júri no GT, informou que na reunião tomaram conhecimento da atuação, dos objetivos do Grupo de Trabalho e também traçaram as diretrizes iniciais, com o levantamento dos processos, de uma forma geral, incluindo também os inquéritos policiais.

    “A partir dessa análise é que teremos condições de traçar metas e estratégias mais definidas. Atuaremos, ainda, junto à Gerência do Processo Judicial Eletrônico, para que possamos analisar como estão as classificações dessas ações e dos inquéritos, e buscar verificar justamente em que base vamos poder trilhar os caminhos para podermos atender as recomendações do Conselho Nacional de Justiça”, explicou o magistrado.

    Segundo pontuou o juiz Antônio Gonçalves, o trabalho com a  gerência do PJe  servirá também para orientar os magistrados que têm competência em Tribunal do Júri sobre quais as movimentações e complementações adequadas, com a finalidade de estabelecer uma padronização na movimentação dos processos relacionados ao júri.

    Também participaram do encontro de trabalho, o promotor de Justiça Marcus Antonius da Silva Leite, a defensora pública Francisca de Fátima Pereira Almeida Diniz, o advogado Roberto de Oliveira Nascimento, da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e a delegada da Polícia Civil Cassandra Maria Duarte Guimarães, representante da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba.

    Atribuições O Grupo de Trabalho, criado por meio do Ato da Presidência nº 26/2025, tem, dentre as suas atribuições: o diagnóstico e monitoramento dos processos pendentes no Tribunal do Júri, conforme metodologia do Conselho Nacional de Justiça; estabelecer estratégias para a tramitação célere dos processos; propor ações, como mutirões e ajustes procedimentais, para agilizar julgamentos; e apresentar relatórios periódicos à Presidência do TJPB e ao CNJ.

    Por Lila Santos